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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Facial injuries resulting from animal bites are commonly reported in the literature. This kind of injuryoccusr approximately about 15% in the face and is presented as superficial abrasions or deep wounds with great tissue loss, causing aesthetic and functional damages to the victims. Children are more commonly affected than adults, generally involving nose, ears, cheeks and lips. The ideal time to approach the injury and the need for prophylactic antibiotics are still controversial, although most advocate for primary surgical closure of uninfected wounds, rather than delayed surgical repair, and restricteduse of prophylactic antibiotics in specific situations evaluated on clinical exam. Prophylaxis against rabies and tetanus should always be administered when well indicated. Clinical exam and detailed physical examination are of great importance to determine which therapeutic approach is most indicated for each case. This study reports cases of animal bite victims, young and elderly, treated by primary repair and prophylactic antibiotics, achieving good results, without signs of infection.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Manejo de les&otilde;es por mordedura animal: relato de casos</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Management of animal bite injuries: case reports </b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gabriela Granja Porto<sup>I</sup>; Bruno Luiz Menezes de Souza<sup>II</sup>; Diogo de Oliveira Sampaio<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Staff do corpo cl&iacute;nico de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial do Hospital Regional do Agreste / Caruaru-PE,Doutora em Odontologia e Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial FOP/UPE, Profa. Adjunta Strictu Senso/Per&iacute;cias Forenses FOP/UPE.    <br> <sup>II</sup> Residente de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial do Hospital Regional do Agreste / Caruaru-PE    <br> <sup>III </sup>Residente de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial do Hospital Regional do Agreste / Caruaru-PE </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Les&otilde;es faciais decorrentes de mordedura animal s&atilde;o comumente relatadas na literatura. Essas inj&uacute;rias, com preval&ecirc;ncia de 15% em face, apresentam-se desde abras&otilde;es superficiais at&eacute; ferimentos profundos com grande perda de subst&acirc;ncia, causando preju&iacute;zos est&eacute;ticos e funcionais &agrave;s v&iacute;timas. Crian&ccedil;as s&atilde;o mais acome&not;tidas que os adultos, com maior probabilidade de envolver regi&otilde;es de nariz, orelhas, bochechas e l&aacute;bios. O momento ideal para abordagem do ferimento e a avalia&ccedil;&atilde;o da necessidade de antibioticoterapia profil&aacute;tica, visto o risco potencial de infec&ccedil;&atilde;o desses ferimentos, ainda continuam discuss&otilde;es controversas na literatura, embora cada vez mais se defenda a abordagem por fechamento prim&aacute;rio de ferimentos n&atilde;o infectados, ao inv&eacute;s do reparo tardio, e emprego de medica&ccedil;&atilde;o anti-microbiana em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas a serem avaliadas ao exame cl&iacute;nico. A profilaxia anti-r&aacute;bica e anti-tet&acirc;nica devem ser sempre empregadas, quando bem indicadas. Anamnese e exame f&iacute;sico iniciais detalhados s&atilde;o de grande import&acirc;ncia para determinar a abordagem terap&ecirc;utica mais apropriada para cada caso. O presente estudo relata casos de pacientes jovens e idoso v&iacute;timas de mordedura animal, tratados por reparo prim&aacute;rio e antibioticoterapia profil&aacute;tica, obtendo-se sucesso da terapia, com aus&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Traumatismos Faciais; mordedura; infec&ccedil;&atilde;o dos ferimentos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Facial injuries resulting from animal bites are commonly reported in the literature. This kind of injuryoccusr approximately about 15% in the face and is presented as superficial abrasions or deep wounds with great tissue loss, causing aesthetic and functional damages to the victims. Children are more commonly affected than adults, generally involving nose, ears, cheeks and lips. The ideal time to approach the injury and the need for prophylactic antibiotics are still controversial, although most advocate for primary surgical closure of uninfected wounds, rather than delayed surgical repair, and restricteduse of prophylactic antibiotics in specific situations evaluated on clinical exam. Prophylaxis against rabies and tetanus should always be administered when well indicated. Clinical exam and detailed physical examination are of great importance to determine which therapeutic approach is most indicated for each case. This study reports cases of animal bite victims, young and elderly, treated by primary repair and prophylactic antibiotics, achieving good results, without signs of infection.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Facial injuries; bite; wound Infection.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mordeduras de animais s&atilde;o um dos traumas mais comuns que acometem o homem. A mordedura &eacute; um instinto natural dos animais e h&aacute; uma larga porcentagem dessas mordidas na face (15%), requerendo a interven&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o buco-maxilo-facial. Crian&ccedil;as s&atilde;o acometidas, em rela&ccedil;&atilde;o aos adultos, em maior n&uacute;mero de casos e, geralmente, por les&otilde;es de maior gravidade, as quais comumente envolvem regi&atilde;o de nariz, orelhas, bochechas e l&aacute;bios. A maioria dos casos compreende mordeduras por c&atilde;es(80%-90%), seguidos de gatos e seres humanos<sup>1,2,3,4,5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As les&otilde;es por mordeduras s&atilde;o feridas cortocontusas que possuem caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias que as diferenciam das humanas: s&atilde;o mais alongadas, muitas vezes em forma de &ldquo;V&rdquo;, nunca possuem vest&iacute;gios de suc&ccedil;&atilde;o, apresentam maior profundidade das les&otilde;es provocadas pelos dentes caninos, assim como exibem marcas dos diastemas, pr&oacute;prios e naturais de cada esp&eacute;cie animal<sup>6</sup>. Essas feridas ainda podem ser acometidas porcontamina&ccedil;&atilde;o por grande variedade de bact&eacute;rias e outros pat&oacute;genos, como v&iacute;rus, protozo&aacute;rios, parasitas, entre outros<sup>1,3,5,7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A complica&ccedil;&atilde;o mais frequente corresponde ao risco elevado de infec&ccedil;&atilde;o desses ferimentos, sendo necess&aacute;ria aten&ccedil;&atilde;o urgente e interven&ccedil;&atilde;o local imediata com irriga&ccedil;&atilde;o copiosa e desbridamento de remanescentes teciduais invi&aacute;veis, priorizando o controle de infec&ccedil;&atilde;o local. Deve-se avaliar a necessidade de profilaxia anti-r&aacute;bica e anti-tet&acirc;nica. Ainda permanecem controversos o tempo ideal para abordagem dos ferimentos, podendo ser imediata ou retardada, e o emprego de medica&ccedil;&atilde;o antibi&oacute;tica de forma profil&aacute;tica<sup>2,3,5,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente estudo relata casos de tr&ecirc;s pacientes atendidos no setor de emerg&ecirc;ncia do Hospital Regional do Agreste(HRA), Caruaru-PE, pelo servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, e discute o aspecto cl&iacute;nico e abordagens terap&ecirc;uticas adequadas para tais les&otilde;es peculiares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELATO DE CASOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos tr&ecirc;s pacientes atendidos, dois eram crian&ccedil;as, sendo um do sexo masculino, 7anos de idade e uma do sexo feminino, 5 anos de idade; o outro, uma paciente idosa de 58 anos de idade. As duas crian&ccedil;as foram v&iacute;timas de mordedura de c&atilde;o e apresentavam feridas laceradas, com penetra&ccedil;&atilde;o e les&atilde;o em v&aacute;rios planos teciduais (Figura <a href="#fig01">1</a> e <a href="#fig02">2</a>); j&aacute; a paciente idosa foi v&iacute;tima de mordedura de equino e apresentou avuls&atilde;o de um ter&ccedil;o de l&aacute;bio superior (<a href="#fig03">Figura 3</a>). Todos os pacientes foram v&iacute;timas de mordedura de animaisde origem desconhecida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Inicialmente, foi administrada profilaxia antir&aacute;bica, composto de prometazina 50 mg IV + Hidrocortisona 500 mg IV e, ap&oacute;s 30 minutos, aplicou-se o soro profil&aacute;tico (SAR), prescrito pelo m&eacute;dico cl&iacute;nico do HRA. Al&eacute;m disso, foi administrado o soro para profilaxia anti-tet&acirc;nica (SAT), com esquema preconizado de 5.000UI, via intra-muscular, em todos os pacientes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n4/a06fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n4/a06fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n4/a06fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos tr&ecirc;s casos relatados, somente um necessitou de seda&ccedil;&atilde;o com anestesia local; os demais somente a anestesia local foi necess&aacute;ria. Foi realizada lavagem copiosa das les&otilde;es com per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio dilu&iacute;do em soro fisiol&oacute;gico 0,9 %. Ap&oacute;s limpeza local, foi realizado o desbridamento de tecidos n&atilde;o vitais de forma conservadora e, ent&atilde;o, a sutura por planos de forma prim&aacute;ria. Em um paciente foi instalado um dreno de penrose, devido &agrave; extens&atilde;o profunda do ferimento e o risco de infec&ccedil;&atilde;o aumentado (<a href="#fig04">Figura 4</a>), e, assim, realizados os curativos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n4/a06fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram receitados Amoxicilina-&Aacute;cidoClavul&acirc;nico 25mg/kg e Ibuprofeno 50mg/kg, conforme o peso, para as duas crian&ccedil;as, durante 07 dias, por via oral; para a paciente idosa, Amoxicilina 875mg + Clavulanato de Pot&aacute;ssio 125mg, 12/12 horas durante 07 dias e Nimesulida 100 mg, 12/12 horas, durante 03 dias, por via oral. Foram prestados esclarecimentos com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; higieniza&ccedil;&atilde;o dos ferimentos, orientando-os a lav&aacute;-los 2 vezes ao dia com sab&atilde;o neutro e posterior troca dos curativos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As suturas em face foram removidas ap&oacute;s dez dias e os pacientes foram acompanhados durante 06 meses, onde se verificou aus&ecirc;ncia de sinais de infec&ccedil;&atilde;o, deisc&ecirc;ncia ou outras queixas. A paciente idosa foi encaminhada ao servi&ccedil;o de cirurgia pl&aacute;stica para reconstitui&ccedil;&atilde;o de l&aacute;bio superior. </font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As les&otilde;es ocasionadas por mordidas, humanas ou de animais, representam grande parte das agress&otilde;es f&iacute;sicas observadas nas emerg&ecirc;ncias de hospitais, com &ecirc;nfase para a mordedura de c&atilde;es e gatos dom&eacute;sticos, principais envolvidos nesses tipos de situa&ccedil;&otilde;es, vista a constante exposi&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas ao agente agressor<sup>1,5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A contamina&ccedil;&atilde;o presente em ferimentos por mordedura pode conduzir a quadros de infec&ccedil;&otilde;es graves e necrose, inclusive em tecidos mais profundos. Al&eacute;m disso, os pacientes tamb&eacute;m est&atilde;o sujeitos a consequ&ecirc;ncias de grande relev&acirc;ncia, como as sequelas est&eacute;ticas e funcionais<sup>1,2,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es inerentes aos ferimentos por mordeduras est&aacute; atrelada ao risco potencial de infec&ccedil;&atilde;o. Visando sua preven&ccedil;&atilde;o, deve-se estabelecer abordagem imediata com limpeza local e irriga&ccedil;&atilde;o abundante dos ferimentos com per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio e soro fisiol&oacute;gico em todos os ferimentos. Em ferimentos penetrantes profundos, a irriga&ccedil;&atilde;o procede-se com aux&iacute;lio de seringa e agulha<sup>2,3,7,8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar de alguns autores recomendarem o reparo tardio das les&otilde;es por mordedura, geralmente ap&oacute;s as primeiras 24 horas<sup>9</sup>, est&aacute; cada vez mais estabelecida na literatura a import&acirc;ncia do desbridamento de tecido necr&oacute;tico de forma mais conservadora poss&iacute;vel seguido de fechamento prim&aacute;rio atrav&eacute;s de suturas. Tal abordagem permite obten&ccedil;&atilde;o de melhores resultados est&eacute;tico-funcionais e melhor regenera&ccedil;&atilde;o tecidual por reparo prim&aacute;rio, al&eacute;m de evitar contamina&ccedil;&atilde;o e infec&ccedil;&atilde;o subsequente de tecidos profundos expostos. A op&ccedil;&atilde;o por reparo tardio dessas les&otilde;es conduz ao quadro de cicatriza&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, com eventual hiperplasia de tecido de granula&ccedil;&atilde;o cicatricial e forma&ccedil;&atilde;o de cicatrizes aberrantes que prejudicam a est&eacute;tica e fun&ccedil;&atilde;o locais. Ferimentosavulsivos e complicados podem ser abordados atrav&eacute;s de rota&ccedil;&atilde;o de retalhos locais, enxertos livres microvascularizados ou reimplante da estruturas perdidas<sup>1,2,3,7,8,10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra controv&eacute;rsia a cerca desse temacompreende as circunst&acirc;ncias do emprego de antibi&oacute;ticos e quais prescrever, a fim de evitar infec&ccedil;&atilde;o. Enfatiza-se sempre a import&acirc;ncia superior dos procedimentos de limpeza, irriga&ccedil;&atilde;o e desbridamento das les&otilde;es, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; a&ccedil;&atilde;o dos f&aacute;rmacos anti-microbianos no controle infeccioso.Ferimentos j&aacute; acompanhados de sinais de infec&ccedil;&atilde;o (febre, abscesso, drenagem purulenta, eritema, linfadenopatia local) ao exame cl&iacute;nico inicial compreendem indica&ccedil;&atilde;o plena de antibioticoterapia. Em ferimentos livres de infec&ccedil;&atilde;o no momento do exame, deve-se considerar a extens&atilde;o da les&atilde;o e a hist&oacute;ria do paciente, recomendando-se o emprego de antibioticoterapia profil&aacute;tica em ferimentos de alto risco, aqueles com tempo decorrido superior a 6 horas do incidente, ferimentos profundos (particularmente quando causados por gatos), ferimentos que necessitem de reparo cir&uacute;rgico, ferimentos profundos em m&atilde;os e/ou extremidade de membros inferiores, quando acometem pacientes sistemicamente comprometidos (imunossupress&atilde;o, asplenia, alcoolismo, diabetes, uso de v&aacute;lvulas card&iacute;acas prot&eacute;ticas) ou crian&ccedil;as<sup>3,7</sup>. Essas situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consideradas pelos autores como de risco elevado a infec&ccedil;&atilde;o, sendo racional o emprego de profilaxia anti-microbiana, como institu&iacute;do para os pacientes relatados neste artigo, os quais s&atilde;o enquadrados nos crit&eacute;rios para administra&ccedil;&atilde;o da profilaxia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O antibi&oacute;tico prescrito aos pacientes em quest&atilde;o foi a associa&ccedil;&atilde;o Amoxicilina-&Aacute;cido Clavul&acirc;nico, duas vezes ao dia, durante 7 dias. Esse regime medicamentoso &eacute; considerado &ldquo;padr&atilde;o-ouro&rdquo; para a profilaxia infecciosa em casos de mordedura humana e animal, visto que seu amplo espectro de a&ccedil;&atilde;o garante resultados positivos contra as bact&eacute;rias aer&oacute;bias e anaer&oacute;bias que comumente infectam esses tipos de ferimentos, as quais s&atilde;o, em grande parte, produtoras de B-lactamases. Em casos de pacientes com hist&oacute;ria de rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas &agrave;s penicilinas, a terapia com Azitromicina mostra-se de boa efic&aacute;cia nesses casos<sup>2,3,5,7,10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As caracter&iacute;sticas de contamina&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es por mordedura, comumente evoluindo com necrose tecidual e presen&ccedil;a de corpos estranhos, permitem condi&ccedil;&otilde;es locais ideaisao desenvolvimento do bacilo tet&acirc;nico. Os pacientes que nunca se submeteram a imuniza&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria para o t&eacute;tano podem necessitar de profilaxia antitet&acirc;nica no controle inicial, ap&oacute;s a les&atilde;o ser diagnosticada como propensa ao t&eacute;tano. Os pacientes relataram aus&ecirc;ncia de imuniza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, o que justificou o esquema de administra&ccedil;&atilde;o do SAT, 5.000UI, via intramuscular, preconizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;debrasileiro<sup>1,2,7,8,11</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A raiva, infec&ccedil;&atilde;o viral do sistema nervoso central, &eacute; transmitida pela contamina&ccedil;&atilde;ode um ferimento com saliva de um animal raivoso. A profilaxia anti-r&aacute;bica &eacute; preconizada para casos de mordeduras causadas por animais dos quais n&atilde;o se conhece a hist&oacute;ria de imuniza&ccedil;&atilde;o. Detalhes do esquema profil&aacute;tico p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o de risco ao v&iacute;rus da raiva com o emprego de imuniza&ccedil;&atilde;o passiva e imuniza&ccedil;&atilde;o ativa podem ser melhor visualizados no Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>1,2,7,8,11</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Traumatismos faciais por mordedura animal compreendem entidades que requerem aten&ccedil;&atilde;o especial e cuidados relacionados a diversos par&acirc;metros cl&iacute;nicos. Exame cl&iacute;nico e manejo inicial do paciente s&atilde;o imprescind&iacute;veis ao sucesso do tratamento, permeando princ&iacute;pios de anti-sepsia, desbridamento e suturas imediatas. Apesar de ainda controverso, o reparo cir&uacute;rgico prim&aacute;rio corresponde &agrave; primeira escolha para abordagem de ferimentos n&atilde;o infectados. O emprego de profilaxia antibi&oacute;tica restringe-se aos casos considerados como de alto risco ainfec&ccedil;&atilde;o, avaliados durante o exame cl&iacute;nico, ressaltando bons resultados obtidos com o emprego da associa&ccedil;&atilde;o Amoxicilina-&Aacute;cido Clavul&acirc;nico. Profilaxia por imuniza&ccedil;&atilde;o anti-tet&acirc;nica e anti-r&aacute;bica, quando indicados, devem sempre fazer parte do protocolo de tratamento desses pacientes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Santos TS, Antunes AA, Carvalho RWF, Avelar RL, Melo REVA, Dourado E. Perfil dos pacientes v&iacute;timas de mordeduras faciais: um estudo retrospectivo. RGO, Porto Alegre. 2007; v. 55, n.4, p. 369-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=466681&pid=S1808-5210201300040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Mathur A, Ramesh K, Kumar G A. Management of animal bite wounds on face: our experience. World Journal of Dentistry. 2011;2(4):309- 311. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Kesting MR, H&ouml;lzle F, Pox C, Thurm&uuml;ller P, Wolff KD. Animal bite injuries to the head: 132 cases. British Journal of Oral and Maxillofacial Surgery.2006; 44 235&ndash;239. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Cottom H, Tuopar D, AmeerallyP. Mandibular Fracture in a Child Resulting from a Dog Attack: A Case Report. Case Reports in Dentistry. 2011; Article ID 659756, 4 pages. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Abuabara A. A review of facial injuries due to dog bites. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2006;11:E348-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Vanrell JP. Odontologia Legal e Antropologia Forense, 2&ordf; ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Stefanopoulos PK, TarantzopoulouAD. Facial bitewounds: management update. Int. J. Oral Maxillofac.Surg. 2005; 34: 464&ndash;472. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Rui-Feng C, Li-Song H, Ji-Bo Z, Li-Qiu W. Emergency treatment on facial laceration of dog bite wounds with immediate primary closure: a prospective randomized trial study. BMC Emergency Medicine 2013, 13(Suppl 1):S2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. SitiermanKL, Lloyd KM, De Luca-Pytell DM, Phillips LG, Calhoun KH. Treatment and outcome of human bites in the head and neck.Otolaryngol Head Neck Surg. 2003; 128(6):795-801. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. M Javaid FRCS, L Feldberg FRCS, M Gipson FRCS. Primary repair of dog bites to the face: 40 cases. J R SocMed1998;91:414-416. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, 7 ed. &ndash; Bras&iacute;lia &#91;atualizada em 2009; acesso em 2013&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/ gve_7ed_web_atual.pdf.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n4/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Dra. Gabriela Porto    <br>   Faculdade de Odontologia de Pernambuco/    <br>   Departamento de Per&iacute;cias Forenses    <br>   Av. General Newton Cavalcanti, 1650    <br>   Camaragibe - PE    <br>   Cep: 54753-220 Brazil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:gabriela.porto@upe.br" target="_blank">gabriela.porto@upe.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
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