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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qual o papel dos protetores bucais na redução da prevalência e da gravidade da concussão cerebral em esportes?]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde Bucal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Qual o papel dos protetores bucais na redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia e da gravidade da concuss&atilde;o cerebral em esportes? </B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>What is the role of mouthguards in reducing the prevalence and severity of concussion in sports?</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Clara Padilha<sup>I</sup>; Eli Luis Namba<sup>II</sup>; Neide Pena Coto<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestranda de Odontologia em Sa&uacute;de Coletiva, Departamento de Odontologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, Santa Catarina, Brasil.    <br> <sup>II</sup>Doutor em Odontologia, Departamento de Odontologia, Universidade Positivo, Curitiba, Paran&aacute;, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Doutora em Materiais Dent&aacute;rios, Departamento de Cirurgia, Pr&oacute;tese e Traumatologia Maxilofaciais, S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, Brasil.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Sa&uacute;de Bucal, Protetor Bucal, Traumatimos Craniocerebrais, Concuss&atilde;o Encef&aacute;lica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Oral Health, Mouthguard, Craniocerebral Trauma, Brain Concussion.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">In&uacute;meros pesquisadores, ao longo dos &uacute;ltimos anos, t&ecirc;m avaliado o n&uacute;mero de les&otilde;es orofaciais ocorridas durante a pr&aacute;tica de desportos, e somamse a eles outros estudos que mostram que durante temporadas em que se usaram protetores bucais, verificou-se a diminui&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es dent&aacute;rias, da cabe&ccedil;a (concuss&atilde;o) e do pesco&ccedil;o.<sup>1, 4, 5, 6</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m da prote&ccedil;&atilde;o contra o traumatismo alv&eacute;olodent&aacute;rio especificamente, outro fator a ser considerado &eacute; o efeito neurol&oacute;gico de golpes diretos na cabe&ccedil;a ou o efeito indireto da r&aacute;pida acelera&ccedil;&atilde;o ou desacelera&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o impacto.<sup>5</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia da concuss&atilde;o cerebral relacionada ao uso do protetor bucal esportivo &eacute; uma quest&atilde;o controversa e sua discuss&atilde;o est&aacute; sendo solicitada pelo mundo esportivo atualmente, especialmente para esportes de alto impacto, como o h&oacute;quei, futebol americano e o futebol. Muitas ligas menores de h&oacute;quei introduziram o uso do protetor bucal em seus regulamentos mais pela preocupa&ccedil;&atilde;o com concuss&otilde;es do que com quest&otilde;es odontol&oacute;gicas. Por essa raz&atilde;o essa discuss&atilde;o &eacute; importante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A concuss&atilde;o cerebral resulta de for&ccedil;as acelerativas sobre a cabe&ccedil;a e o c&eacute;rebro que podem ocorrer com ou sem impacto.<sup>6</sup> &Eacute; a perda da consci&ecirc;ncia de curta dura&ccedil;&atilde;o que acontece logo ap&oacute;s um traumatismo craniano (bater com a cabe&ccedil;a). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse tipo de les&atilde;o tem uma alta preval&ecirc;ncia, aproximadamente 300.000 casos por ano somente nos EUA.<sup>7</sup> No contexto esportivo, o futebol americano cont&eacute;m 63,4% dos casos de concuss&atilde;o observados em escolares por dois anos, seguidos pela luta livre com 10,5%, futebol com 5,5% e basquete com 5,1%.<sup>8</sup> Ainda faltam estudos epidemiol&oacute;gicos sobre concuss&otilde;es de origem esportiva no Brasil.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma concuss&atilde;o pode deixar o indiv&iacute;duo confuso, com dor de cabe&ccedil;a, com uma sonol&ecirc;ncia anormal podendo ser acompanhada de tontura, dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o, esquecimento, depress&atilde;o, falta de sensibilidade ou de emo&ccedil;&otilde;es e ansiedade. Diferentemente da contus&atilde;o, as concuss&otilde;es causam uma disfun&ccedil;&atilde;o cerebral tempor&aacute;ria, sem apresentar fratura do cr&acirc;nio ou feridas na cabe&ccedil;a. Elas podem ocorrer mesmo ap&oacute;s um traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico menor, dependendo da intensi</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">dade com que o c&eacute;rebro foi mobilizado no interior da caixa craniana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos indiv&iacute;duos recupera-se completamente em algumas horas ou dias, sem necessitar de nenhum tipo de tratamento espec&iacute;fico. Mas &eacute; necess&aacute;rio que este fique sob observa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica por pelo menos 12 horas. Durante este tempo recomenda-se fazer uma resson&acirc;ncia magn&eacute;tica ou tomografia computadorizada para verificar a integridade cerebral. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os benef&iacute;cios potenciais de protetores bucais devidamente ajustados para a redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia ou gravidade de concuss&otilde;es baseiam-se em tr&ecirc;s teorias (lembrando que estas s&atilde;o teorias e que justamente por isso n&atilde;o s&atilde;o comprovados na literatura cient&iacute;fica):    <br> 1. Dissipa&ccedil;&atilde;o e/ou absor&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a de um golpe de baixo para cima (direto no queixo).    <br> 2. Aumento da separa&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a do c&ocirc;ndilo e fossa glen&oacute;ide.     <br>3. Maior estabiliza&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a ativando e fortalecendo os m&uacute;sculos do pesco&ccedil;o. Impactos dirigidos axialmente contra o queixo podem levar a uma absor&ccedil;&atilde;o de energia pela cabe&ccedil;a da mand&iacute;bula ou pela s&iacute;nfise mandibular, e pelos pr&eacute;-molares ou molares superiores e inferiores, que podem gerar fraturas ou luxa&ccedil;&atilde;o da mand&iacute;bula ou da ATM, e fraturas coron&aacute;rias ou coronoradiculares. O envolvimento cerebral nesses casos deve sempre ser considerado.<sup>10</sup> Com a presen&ccedil;a de um protetor bucal personalizado e devidamente ajustado e adaptado essa energia do impacto seria absorvida pelo protetor bucal e apenas uma por&ccedil;&atilde;o reduzida alcan&ccedil;aria os ossos da face. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudando por cinco anos as inj&uacute;rias de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o em jogadores de futebol americano do time de Notre Dame, pesquisadores perceberam que durante uma temporada com uso de protetores bucais houve diminui&ccedil;&atilde;o de inj&uacute;rias dentais, de cabe&ccedil;a (concuss&atilde;o) e pesco&ccedil;o. Submeteram alguns atletas a radiografias laterais de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o com e sem protetor e constataram que o c&ocirc;ndilo mandibular, quando o protetor est&aacute; posicionado no arco dental, fica mais afastado da fossa mandibular.<sup>11</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para relatar a press&atilde;o de deforma&ccedil;&atilde;o intracraniana e sua rela&ccedil;&atilde;o com o uso do protetor bucal (<a href="#fig01">Figura 1</a>), pesquisadores utilizaram dois tipos de protetores, o primeiro de copol&iacute;mero de etileno e acetato de vinila (EVA) e o segundo de borracha de l&aacute;tex e os adaptaram em cad&aacute;veres. O impacto foi reproduzido por um disco de metal. Conclu&iacute;ram que a presen&ccedil;a do protetor bucal diminuiu a press&atilde;o e deforma&ccedil;&atilde;o intracraniana, minimizaram danos ao c&ocirc;ndilo, regi&atilde;o da ATM evitando a concuss&atilde;o.<sup>12</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n3/a12fig01.jpg"></p>      <p>&nbsp;</p>        <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o dos casos de concuss&atilde;o ocorridos durante a pr&aacute;tica de futebol americano, pesquisadores notaram que 34% dos casos retornaram aos treinos e competi&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s 3 meses; e 24% apresentaram d&eacute;ficit neurocognitivo. Constataram que 22% dos 550 jogadores entrevistados apresentaram alguma inj&uacute;ria de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o no decorrer da vida atl&eacute;tica. Os autores concluem que o uso do protetor bucal minimiza interven&ccedil;&otilde;es, custos e problemas psicol&oacute;gicos e cognitivos que uma inj&uacute;ria de cabe&ccedil;a pode acarretar.<sup>13</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Anatomicamente, &agrave; medida que abrimos a boca, o c&ocirc;ndilo sofre rota&ccedil;&atilde;o, seguida de uma transla&ccedil;&atilde;o para baixo e para a frente, sobre a superf&iacute;cie da emin&ecirc;ncia articular. A teoria &eacute; que com a presen&ccedil;a de um protetor bucal a mand&iacute;bula estaria em uma posi&ccedil;&atilde;o menos suscept&iacute;vel &agrave; concuss&atilde;o.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Num golpe dirigido ao queixo, a for&ccedil;a aplicada &eacute; transmitida atrav&eacute;s da mand&iacute;bula de uma boca sem protetor, e contra o osso temporal, que cont&eacute;m v&aacute;rios pontos anat&ocirc;micos importantes. Com o uso de protetores bucais, a maxila estaria mais separada da mand&iacute;bula e assim, prevenindo que os c&ocirc;ndilos se desloquem para cima e para tr&aacute;s. Ao corroborar com esta teoria, alguns autores sugerem que deve ser confeccionada uma maior espessura em &aacute;reas oclusais posteriores, especialmente em esportes de alto contato.<sup>14</sup> Mais uma vez, embora possa ser vantajoso aumentar significativamente este espa&ccedil;o para prote&ccedil;&atilde;o, uma espessura excessiva de material pode comprometer o conforto e o desempenho, por interferir nas trocas gasosas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Raramente ocorre afundamento do c&ocirc;ndilo provocado por trauma, mesmo havendo apenas 2 mm de espessura &oacute;ssea da parede da fossa mandibular. Al&eacute;m disso, a exist&ecirc;ncia do disco articular de estrutura fibrosa, com fibras orientadas nas v&aacute;rias dire&ccedil;&otilde;es permite suportar as zonas de press&atilde;o e distribu&iacute;-las por uma &aacute;rea maior. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao ser administrada uma pancada no queixo, se a boca estiver aberta, o impacto ser&aacute; distribu&iacute;do para o c&ocirc;ndilo do lado oposto, que ir&aacute; pressionar o disco. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estando a boca fechada, a press&atilde;o resultante da pancada no queixo ser&aacute; distribu&iacute;da mais diretamente &agrave; ATM, uma vez que o c&ocirc;ndilo est&aacute; numa posi&ccedil;&atilde;o mais para tr&aacute;s e para cima; no entanto, o disco tamb&eacute;m efetua a sua fun&ccedil;&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as. Por esta raz&atilde;o, mesmo havendo uma espessura &oacute;ssea na por&ccedil;&atilde;o articular do osso temporal de apenas 2 mm, o disco permite que a press&atilde;o conduzida pelo c&ocirc;ndilo seja distribu&iacute;da, n&atilde;o havendo um afundamento do c&ocirc;ndilo.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Alguns profissionais acreditam que a for&ccedil;a necess&aacute;ria para que uma concuss&atilde;o ocorra quando m&uacute;sculos da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o est&atilde;o fixos &eacute; quase o dobro da for&ccedil;a necess&aacute;ria para provocar a mesma les&atilde;o em m&uacute;sculos n&atilde;o fixos. Por ativar m&uacute;sculos adicionais da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o na hora do impacto o arco de rota&ccedil;&atilde;o pode diminuir, levando a um movimento cerebral menos prejudicial dentro do cr&acirc;nio. Pesquisadores relatam que ao ocluir com maior for&ccedil;a sobre protetores bucais a ativa&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sculos da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o serviria para estabilizar a cabe&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por&eacute;m, ainda n&atilde;o foram realizados estudos experimentais randomizados e controlados que evidenciem ou refutem a ideia de que um protetor bucal possa reduzir o risco de acontecer uma concuss&atilde;o cerebral, embora possamos encontrar na literatura estudos que corroboram com essa ideia<sup>12,14,16</sup> e estudos que n&atilde;o admitem a rela&ccedil;&atilde;o entre elas.<sup>15,16,21</sup> Por&eacute;m os resultados continuam inconclusivos<sup>20</sup> e como essa aus&ecirc;ncia de evid&ecirc;ncias n&atilde;o significa que elas n&atilde;o existam, pesquisas nesse sentido devem continuar sendo realizadas.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Devemos sempre lembrar que o principal papel de protetores bucais &eacute; a prote&ccedil;&atilde;o contra traumatismos alv&eacute;olo-dent&aacute;rios e estruturas orofaciais e devem ser projetados principalmente para alcan&ccedil;ar este objetivo. Existem alguns elementos b&aacute;sicos no desenho do protetor bucal que podem melhorar os aspectos potenciais de preven&ccedil;&atilde;o como sua espessura adequada e cobertura da superf&iacute;cie oclusal e tecidos moles. A reten&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o dos protetores devem ser adequadas para que se mantenham no lugar durante um impacto e, todos os protetores bucais devem ser ajustados e equilibrados oclusalmente para assegurar uma distribui&ccedil;&atilde;o uniforme da for&ccedil;a por toda a superf&iacute;cie. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitos atletas simplesmente n&atilde;o est&atilde;o esclarecidos sobre as implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de que uma les&atilde;o traum&aacute;tica representa ou do risco de sofrer tais les&otilde;es durante a pr&aacute;tica desportiva. &Eacute; papel de o cirurgi&atilde;o-dentista informar atletas, t&eacute;cnicos e pacientes sobre a import&acirc;ncia dos protetores bucais na preven&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es orofaciais no esporte, para garantir que escolas e faculdades recebam aconselhamento adequado e saibam dos benef&iacute;cios da sa&uacute;de preventiva.<sup>22</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Marshall SW, Waller AE, Loomis DP, Feehan M, Chalmers DJ, Bird YN, et al. Use of protective equipment in a cohort of rugby players. Med. Sci. Sports Exerc. 2001 Dec;33(12):2131&ndash;8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Marshall SW, Loomis DP, Waller AE, Chalmers DJ, Bird YN, Quarrie KL, et al. Evaluation of protective equipment for prevention of injuries in rugby union. Int. J. Epidemiol. 2005 Feb;34(1):113&ndash;8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Nowjack-Raymer RE, Gift HC. Use of mouthguards and headgear in organized sports by school-aged children. Public Health Rep. 2000;111(1):82&ndash;6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Heintz WD. Mouth protectors: a progress report. Bureau of Dental Health Education. J. Am. Dent. Assoc. 1968 Sep;77(3):632&ndash;6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Scheer B. Preven&ccedil;&atilde;o dos Traumatismos Dentais e Orais. In: Andreasen JO, Andreasen FM, editors. Texto e Atlas Color. traumatismo Dent. 3a ed. Porto Alegre: ArtMed Editora; 2001. p. 770.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Gennarelli TA. Mechanisms and pathophysiology of cerebral concussion. J. Head Trauma Rehabil. 1986;1(2):23&ndash;9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Gessel LM, Fields SK, Collins CL, Dick RW, Comstock RD. Concussions among United States high school and collegiate athletes. J. Athl. Train. 2007;42(4):495&ndash;503.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Powell JW, Barber-Foss KD. Injury patterns in selected high school sports: a review of the 1995-1997 seasons. J. Athl. Train. 1999 Jul;34(3):277&ndash;84. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Lage GM, Ugrinowitch H, Malloy-Diniz L. Pr&aacute;ticas Esportivas. In: Abreu LFM-DDFPMN, editor. Avalia&ccedil;&atilde;o Neuropsicol. ArtMed; 2010. p. 432.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Andreasen FM, Andreasen JO. Exame e Diagn&oacute;stico dos Traumatismos Dentais. In: Andreasen FM, editor. Texto e Atlas Color. traumatismo Dent. 3rd ed. Porto Alegre: ArtMed Editora; 2001. p. 195&ndash;217.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Stenger JM, Lawson EA, Wright JM, Ricketts J. Mouthguards: Protection against shock to head, neck and teeth. J. Am. Dent. Assoc. 1964 Sep;69:273&ndash;81.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Hickey JC, Morris AL, Carlson LD, Seward TE. The relation of mouth protectors to cranial pressure and deformation. J. Am. Dent. Assoc. 1967 Mar;74(4):735&ndash;40. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Guskiewicz KM, Bruce SL, Cantu RC, Michael S, Kelly JP, Mccrea M, et al. National Athletic Trainers ' Association Related Concussion. J. Athl. Train. 2004;39(3):280&ndash;97. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Winters JE. Commentary : Role of Properly Fitted. J. Athl. Train. 2001;36(3):339&ndash;41.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Santiago E, Sim&otilde;es R, Soares D, Pereira JA, Caldas T. Protector Bucal " Custom-Made " Indica&ccedil;&otilde;es , Confec&ccedil;&atilde;o e Caracter&iacute;sticas Essenciais. Arq. Med. 2008;22(1):25&ndash;33. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Murakami S, Maeda Y, Ghanem A, Uchiyama Y, Kreiborg S. Influence of mouthguard on temporomandibular joint. Scand. J. Med. Sci. Sport. 2008;18:591&ndash;5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Mihalik JP, McCaffrey M a, Rivera EM, Pardini JE, Guskiewicz KM, Collins MW, et al. Effectiveness of mouthguards in reducing neurocognitive deficits following sports-related cerebral concussion. Dent. Traumatol. 2007 Feb;23(1):14&ndash;20.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. McCrory P. Do mouthguards prevent concussion?   Br. J. Sports Med. 2001 Apr;35(2):81–2. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Wisniewski JF, Guskiewicz K, Trope M,   Sigurdsson A. Incidence of cerebral concussions   associated with type of mouthguard used   in college football. Dent. Traumatol. 2004   Jun;20(3):143–9.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Cusimano MD, Nassiri F, Chang Y. The effectiveness   of interventions to reduce neurological   injuries in rugby union: a systematic review.   Neurosurgery 2010 Nov;67(5):1404–18; discussion   1418.   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Takeda T, Ishigami K, Hoshina S, Ogawa T,   Handa J, Nakajima K, et al. Can mouthguards   prevent mandibular bone fractures and concussions?   A laboratory study with an artificial skull   model. Dent. Traumatol. 2005 Jun;21(3):134–   40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Flanders R, Bhat M. The incidence of orofacial   injuries in sports: a pilot study in Illinois. J. Am.   Dent. Assoc. 1995;126(4):491–6.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Clara Padilha Campus Reitor Jo&atilde;o David Ferreira Lima    <br> CEP 88040-900, Florian&oacute;polis, Santa Catarina Brasil.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>    e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:ana@clarapadilha.com.br" target="_blank">ana@clarapadilha.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido em 26/03/2014    <br> Aprovado em 10/05/2014</b></font></p>        ]]></body>
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