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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento de fratura complexa de mandíbula por abordagem transcervical: Relato de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The mandible fracture is among the most common of the bones of the face, with a significant increase in cases in recent years. Deficiency in physical examination and inadequate treatment can lead to aestheticor permanent functional deformity. The treatment of these injuries aims to make an anatomic reduction and fixation of bone fragments in order to restore form and function, reducing complications. The treatment options include conservative and open techniques for reduction and fixation. The open method for complex fractures of the jaw with multiple bone fragments can be through intra-oral or extra-oral approaches. This article reports a case of a male patient, 52 years old, physical aggression victim, who attended the urgency department of Oral and Maxillofacial Surgerywith trauma in the face. After clinical and CT examination had up to diagnosis of multiple jaw fractures, and surgical treatment with transcervical approach covering bilateral submandibulars and submental regions with simplification of the fragments with 2.0mm system plates and fixation with2.4mm system plates, locking type. The patient follows in postoperative follow-up of six months without aesthetic and functional complaints.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigo Caso Cl&iacute;nico</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Tratamento de fratura complexa de mand&iacute;bula por abordagem transcervical: Relato de caso</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Mandible complex fracture treatment through transcervical approach: Case report</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mar&iacute;lia Gabriela Mendes de Alencar<sup>I</sup>; H&eacute;lder Lima Rebelo<sup>II</sup>; Edmilson Zacarias da Silva J&uacute;nior<sup>III</sup>; Marcus Ant&ocirc;nio Br&ecirc;da Junior<sup>IV</sup></b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>; Martinho Dino&aacute; Medeiros Juniior<sup>V</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Residente de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Universit&aacute;rio Oswaldo Cruz &ndash; HUOC- FOP &ndash; UPE    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II</sup> Especialista de Cirurgia Buco-Maxilo- Facial pelo Hospital Universit&aacute;rio Oswaldo Cruz &ndash; HUOC &ndash; FOP- UPE    <br>   <sup>III</sup> Especialista de Cirurgia Buco-Maxilo- Facial pelo Hospital Universit&aacute;rio Oswaldo Cruz &ndash; HUOC &ndash; FOP- UPE. Mestrando em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela FOP &ndash; UPE    <br>   <sup>IV</sup> Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pelo Hospital Policlin e Cl&iacute;nica Dr. Antenor Ara&uacute;jo, Mestre em Odontologia, &aacute;rea de concentra&ccedil;&atilde;o: Cirurgia Buco-Maxilo-Facial pela USP - Ribeir&atilde;o Preto e Doutorando em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela FOP &ndash; UPE    <br> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>V</sup> Especialista e Mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela Universidade Federal de Pernambuco &ndash; UFPE e Doutor em Cirurgia Cl&iacute;nica e Experimental pela Universidade Federal de Pernambuco &ndash; UFPE e Professor Adjunto da Universidade Federal de Pernambuco</font>    <br>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fratura de mand&iacute;bula est&aacute; entre as mais frequentes fraturas dos ossos da face, com um aumento significativo de casos nos &uacute;ltimos anos. A defici&ecirc;ncia no exame f&iacute;sico e o tratamento inadequado podem levar &agrave; deformidade est&eacute;tica ou funcional permanente.O tratamento dessas inj&uacute;rias visa efetuar uma redu&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica e fixa&ccedil;&atilde;o dos fragmentos &oacute;sseos com o objetivo de restaurar a fun&ccedil;&atilde;o e forma, reduzindo as complica&ccedil;&otilde;es. Como op&ccedil;&otilde;es de tratamento, incluem-se o conservador e as t&eacute;cnicas abertas para a redu&ccedil;&atilde;o e a fixa&ccedil;&atilde;o. O m&eacute;todo aberto para fraturas complexas de mand&iacute;bula com m&uacute;ltiplos fragmentos &oacute;sseos pode ser por abordagens intraoral ou extraoral. O presente artigo relata o caso de um paciente do sexo masculino, 52 anos de idade v&iacute;tima de agress&atilde;o f&iacute;sica que compareceu ao servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial apresentando trauma em face. Ap&oacute;s o exame cl&iacute;nico e tomogr&aacute;fico, teve-se como diagn&oacute;stico a fratura m&uacute;ltipla de mand&iacute;bula, sendo o tratamento cir&uacute;rgico adotado com abordagem transcervical, abrangendo as regi&otilde;es submandibulares bilateralmente e submentoniana com simplifica&ccedil;&atilde;o dos fragmentos com placas do sistema 2.0mm e fixa&ccedil;&atilde;o com placa do sistema 2.4mm, do tipo locking. O paciente segue em acompanhamento p&oacute;soperat&oacute;rio de seis meses sem queixas est&eacute;ticas e funcionais.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Traumatismos faciais; Traumatismos mandibulares; T&eacute;cnicas de fixa&ccedil;&atilde;o da mand&iacute;bula.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font>    <BR> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The mandible fracture is among the most common of the bones of the face, with a significant increase in cases in recent years. Deficiency in physical examination and inadequate treatment can lead to aestheticor permanent functional deformity. The treatment of these injuries aims to make an anatomic reduction and fixation of bone fragments in order to restore form and function, reducing complications. The treatment options include conservative and open techniques for reduction and fixation. The open method for complex fractures of the jaw with multiple bone fragments can be through intra-oral or extra-oral approaches. This article reports a case of a male patient, 52 years old, physical aggression victim, who attended the urgency department of Oral and Maxillofacial Surgerywith trauma in the face. After clinical and CT examination had up to diagnosis of multiple jaw fractures, and surgical treatment with transcervical approach covering bilateral submandibulars and submental regions with simplification of the fragments with 2.0mm system plates and fixation with2.4mm system plates, locking type. The patient follows in postoperative follow-up of six months without aesthetic and functional complaints.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Key words: </B>Facial Injuries , mandibularInjuries, jaw fixation techniques.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, existiu um aumento significativo do trauma bucomaxilofacial. A etiologia do trauma facial &eacute; heterog&ecirc;nea e o predom&iacute;nio maior ou menor de um fator etiol&oacute;gico se relaciona com algumas caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o estudada (idade, sexo, classifica&ccedil;&atilde;o social, local, urbana e residencial). Nos dias atuais, as associa&ccedil;&otilde;es &aacute;lcool, drogas, dire&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos e aumento da viol&ecirc;ncia urbana est&atilde;o cada vez mais presentes como fatores causais dos traumas faciais, al&eacute;m de aumentar a sua complexidade<sup>1</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mand&iacute;bula &eacute; o &uacute;nico osso m&oacute;vel da face e tem importante fun&ccedil;&atilde;o na mastiga&ccedil;&atilde;o, degluti&ccedil;&atilde;o, fona&ccedil;&atilde;o e est&eacute;tica facial. Devido &agrave; sua topografia, anatomia e proje&ccedil;&atilde;o anterior corporal &eacute; um osso muito exposto, fazendo com que a fratura mandibular ocupe o segundo lugar entre as fraturas dos ossos da face<sup>2</sup>. Em traumas de alta energia, como em agress&otilde;es f&iacute;sicas e acidentes automobil&iacute;sticos, pode ocorrer a fragmenta&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla da mand&iacute;bula<sup>2,3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As fraturas mandibulares podem levar &agrave;s deformidades, seja por deslocamentos seja por perdas &oacute;sseas n&atilde;o restauradas. Quando n&atilde;o identificadas ou tratadas adequadamente, essas les&otilde;es podem trazer sequelas graves, tanto est&eacute;ticas como funcionais. Os sinais e sintomas mais comuns das fraturas incluem sensibilidade intensa &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o, dor, trismo de leve a severo, edema, hematoma, sialorreia, assimetria facial, crepita&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e altera&ccedil;&atilde;o da oclus&atilde;o<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As fraturas de mand&iacute;bula podem ser classificadas em algumas categorias, tais como: localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica (condilares, de &acirc;ngulo, sinfis&aacute;ria, alveolar, de ramo, de processo coronoide e de corpo mandibular)<sup>4,5</sup>, padr&atilde;o da fratura ("galho verde", simples, composta, &uacute;nica, m&uacute;ltipla, cominutiva, complexa, patol&oacute;gica, telesc&oacute;pica, por separa&ccedil;&atilde;o, por deslocamento, direta, indireta, parcial e completa), quanto &agrave; inser&ccedil;&atilde;o muscular (favor&aacute;vel ou desfavor&aacute;vel)<sup>5</sup>. Entendemos como fraturas m&uacute;ltiplas a associa&ccedil;&atilde;o de duas ou mais fraturas que comprometem o osso mandibular em diferentes regi&otilde;es anat&ocirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A op&ccedil;&atilde;o de tratamento mais empregada das fraturas mandibulares consiste na redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o dos fragmentos &oacute;sseos, que devem ser institu&iacute;das o mais precocemente poss&iacute;vel, t&atilde;o logo quanto as condi&ccedil;&otilde;es gerais do paciente permitirem<sup>6,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho tem por objetivo relatar um caso de fratura m&uacute;ltipla em mand&iacute;bula, tratada pelo m&eacute;todo da redu&ccedil;&atilde;o aberta, fixa&ccedil;&atilde;o interna est&aacute;vel com sistema de 2,4mm e atrav&eacute;s de um acesso transcervical.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>RELATO DE CASO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Paciente do sexo masculino, 52 anos de idade, dependente qu&iacute;mico (hist&oacute;rico de alcoolismo e uso de drogas), v&iacute;tima de agress&atilde;o f&iacute;sica, compareceu ao servi&ccedil;o de emerg&ecirc;ncia de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial apresentando trauma em face. No momento do atendimento, apresentava edema difuso em ter&ccedil;o inferior de face, hematoma sublingual, rebordo superior ed&ecirc;ntulo e presen&ccedil;a de canino inferior esquerdo (sem oclus&atilde;o funcional pregressa), descontinuidade &oacute;ssea de arco mandibular com &aacute;rea de exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea na regi&atilde;o de corpo mandibular direito e crepita&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o de mand&iacute;bula. N&atilde;o se encontrou altera&ccedil;&otilde;es em ter&ccedil;o m&eacute;dio de face.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para melhor visualiza&ccedil;&atilde;o da fratura , exames complementares diagn&oacute;sticos foram solicitados. Constatou-se, na tomografia computadorizada de face, a presen&ccedil;a de uma imagem sugestiva de descontinuidade do arco mandibular com m&uacute;ltiplos tra&ccedil;os de fratura, em regi&atilde;o de &acirc;ngulo direito, corpo direito e parass&iacute;nfise mandibular esquerda (<a href="#fig01">Figura 1-A</a>). Embora o paciente tivesse uma perda dental consider&aacute;vel, n&atilde;o apresentava rebordo mandibular atr&oacute;fico. Baseando-se nas informa&ccedil;&otilde;es colhidas no exame cl&iacute;nico e tomogr&aacute;fico, teve-se como diagn&oacute;stico a fratura m&uacute;ltipla de mand&iacute;bula, sendo, ent&atilde;o, o tratamento cir&uacute;rgico para redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o da fratura indicado. Durante o ato cir&uacute;rgico, foi utilizado um acesso transcervical, abrangendo a regi&atilde;o submandibular bilateralmente e submentoniana. Foi realizado o descolamento mucoperiosteal expondo do &acirc;ngulo mandibular esquerdo ao ramo do lado contralateral. Observouse que na, regi&atilde;o dos cotos fraturados, havia tendo sido removidos (<a href="#fig02">Figura 2-A</a>). A redu&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica teve in&iacute;cio com a simplifica&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;os de fratura com miniplacas do sistema 2.0mm e um parafuso aposicional, resgatando o arcabou&ccedil;o mandibular (<a href="#fig02">Figura 2-A</a>). Posteriormente, a placa do sistema 2.4mm, do tipo locking, foi moldada com o aux&iacute;lio de um template e instalada para a fixa&ccedil;&atilde;o da fratura (<a href="#fig02">Figura 2-B</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No p&oacute;s-operat&oacute;rio de 07 dias, mediante da an&aacute;lise tomogr&aacute;fica,verificou-se o alinhamento dos fragmentos reposicionados, compat&iacute;vel com boa redu&ccedil;&atilde;o da fratura e posicionamento ideal da placa (<a href="#fig01">Figura 1-B</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O paciente segue em acompanhamento p&oacute;s-operat&oacute;rio de seis meses, sem queixas est&eacute;ticas e funcionais. N&atilde;o houve les&atilde;o nervosa, estando as fun&ccedil;&otilde;es motoras da musculatura da m&iacute;mica facial bem como a sensibilidade do l&aacute;bio e do mento preservadas (Figura <a href="#fig03">3-A e 3-B</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v15n4/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v15n4/a07fig02.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v15n4/a07fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DISCUSS&Atilde;O</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Fraturas m&uacute;ltiplas de mand&iacute;bula n&atilde;o s&atilde;o comuns na rotina dos cirurgi&otilde;es Oral e Maxilofacial e nem sempre est&atilde;o confinadas em uma pequena regi&atilde;o anat&ocirc;mica. Elas podem se estender por regi&otilde;es (ramo, &acirc;ngulo, corpo, parass&iacute;nfise e s&iacute;nfise), envolvendo regi&otilde;es e estruturas vizinhas n&atilde;o usuais. Fraturas m&uacute;ltiplas podem ser classificadas como um tipo especial de fratura<sup>4</sup>. A etiologia varia de pa&iacute;s para pa&iacute;s bem como dos aspectos socioecon&ocirc;mico, cultural e fatores ambientais<sup>8</sup>. A principal causa dos traumas foi acidente de ve&iacute;culo, seguido de queda. Essas diferen&ccedil;as devem-se ao fato cultural, imposto por estritas leis sobre o uso de arma de fogo, embora essas inj&uacute;rias n&atilde;o sejam comuns<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A for&ccedil;a necess&aacute;ria para gerar esse tipo de fratura, parece ser resultante da aplica&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a em um determinado tempo em local &uacute;nico, gerando energia necess&aacute;ria para provocar a altera&ccedil;&atilde;o da arquitetura &oacute;ssea mandibular. Impactos com alta energia, como os citados anteriormente, levam &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de energia na mand&iacute;bula, causando fraturas m&uacute;ltiplas<sup>3</sup>. No caso relatado, o paciente foi v&iacute;tima de agress&atilde;o f&iacute;sica, apresentando fraturas m&uacute;ltiplas na regi&atilde;o de &acirc;ngulo, corpo direito e paras&iacute;nfise esquerda. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do tratamento &eacute; o reparo &oacute;sseo com redu&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica e fixa&ccedil;&atilde;o dos segmentos para restaurar a fun&ccedil;&atilde;o e apar&ecirc;ncia com o m&iacute;nimo de complica&ccedil;&otilde;es. Os tratamentos incluem a redu&ccedil;&atilde;o fechada e a t&eacute;cnica aberta com redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o. O m&eacute;todo fechado inclui a fixa&ccedil;&atilde;o intermaxilar, com ligaduras &oacute;sseas e/ou dentais; por outro lado, a t&eacute;cnica aberta pode ser realizada por acesso extra ou intraoral. Quando a redu&ccedil;&atilde;o aberta &eacute; utilizada, a incis&atilde;o na pele &eacute; ocultada na regi&atilde;o submentual, submandibular ou numa prega existente. Esse acesso promove a limpeza dos ferimentos e a n&atilde;o contamina&ccedil;&atilde;o das placas e fios por n&atilde;o estarem em contato com a cavidade bucal. No entanto, alguns pacientes desenvolvem cicatrizes aparentes, e o acesso apresenta risco de inj&uacute;ria ao nervo marginal mandibular. Em compara&ccedil;&atilde;o, o acesso intraoral &eacute; realizado por incis&atilde;o na mucosa, aus&ecirc;ncia de cicatriz, inj&uacute;ria ao nervo marginal mandibular e permite visualiza&ccedil;&atilde;o e confirma&ccedil;&atilde;o da oclus&atilde;o desejada durante a inser&ccedil;&atilde;o das placas e parafusos. Por outro lado, esse acesso &eacute; contaminado, com risco de infec&ccedil;&atilde;o. Fraturas de s&iacute;nfise, parass&iacute;nfise e da regi&atilde;o anterior do corpo s&atilde;o facilmente tratadas com acesso intraoral; posterior de corpo, &acirc;ngulo e ramo s&atilde;o tecnicamente mais dif&iacute;ceis por esse acesso. No presente caso, foi utilizado o acesso extraoral transcervical, pois as fraturas localizavam-se em sua maior parte na regi&atilde;o posterior mandibular, bilateralmente<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No acesso extraoral, a aplica&ccedil;&atilde;o do sistema de fixa&ccedil;&atilde;o &eacute; facilitada pela vis&atilde;o direta e adequada ilumina&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da cortical lingual. Com isso, &iacute;ndices de complica&ccedil;&otilde;es levemente maiores foram encontrados em pacientes tratados por via intraoral (10% versus 6%), sem diferen&ccedil;a estat&iacute;stica. Sete pacientes tiveram sua cirurgia iniciada por acesso intraoral, mas, devido &agrave; inadequada exposi&ccedil;&atilde;o, foi realizado o acesso extraoral. Em adi&ccedil;&atilde;o, as cirurgias tornam-se mais longas, tempo maior sob anestesia geral com todos os riscos associados, apresentando maior &iacute;ndice de complica&ccedil;&atilde;o (43%). Dois pacientes apresentaram n&atilde;o uni&atilde;o. Esses fatores contribuem para um maior custo. N&atilde;o houve complica&ccedil;&atilde;o no caso relatado, com cicatriz satisfat&oacute;ria, adequada redu&ccedil;&atilde;o dos fragmentos e sem infec&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse acesso teve um aumento da popularidade nos 15 anos passados para esse tipo de fratura mandibular, incluindo fraturas cominutivas, que historicamente eram tratadas com a t&eacute;cnica fechada<sup>7</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um importante princ&iacute;pio do grupo AO/ ASIF &eacute; que a susceptibilidade para infec&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada &agrave; mobilidade dos segmentos &oacute;sseos. A falta de adequada estabiliza&ccedil;&atilde;o pode levar &agrave; inflama&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica, que compromete o processo de reparo, resultando em uni&atilde;o tardia, n&atilde;o uni&atilde;o e infec&ccedil;&atilde;o. Fraturas m&uacute;ltiplas s&atilde;o especialmente predispostas a desenvolver esses tipos de complica&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de outros fatores, como mecanismo do trauma, tempo entre a inj&uacute;ria e a cirurgia e a per&iacute;cia do cirurgi&atilde;o. Foram analisados 63 pacientes, dentre eles 53 com fraturas m&uacute;ltiplas utilizando acesso extraoral e fixa&ccedil;&atilde;o com placa de reconstru&ccedil;&atilde;o, seguindo o protocolo do grupo AO/ASIF. 50 pacientes tiveram sucesso nos resultados, sem complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;ria no per&iacute;odo de acompanhamento de 1 ano. 2 pacientes desenvolveram n&atilde;o uni&atilde;o com infec&ccedil;&atilde;o, foi removido o material de fixa&ccedil;&atilde;o, recolocado expejuntamente com enxerto de il&iacute;aco, e um paciente apresentou hipoestesia do V3. O autor conclui que a placa de reconstru&ccedil;&atilde;o pode ser usada para fraturas severas de mand&iacute;bula com baixo &iacute;ndice de complica&ccedil;&atilde;o e alto &iacute;ndice de sucesso<sup>7</sup>, corroborando o caso exposto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um total de 196 pacientes com fraturas de mand&iacute;bula foram analisados retrospectivamente. Redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna foram utilizadas em 146 pacientes. Desses tratados com redu&ccedil;&atilde;o aberta, uma placa de reconstru&ccedil;&atilde;o foi utilizada em 114 casos e 52 com acesso extraoral. Houve complica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o oclusais (infec&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o uni&atilde;o, etc) em 18 casos. Os resultados mostram que a redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna est&aacute; associada a baixo &iacute;ndice de infec&ccedil;&atilde;o, contudo nem todas as fraturas s&atilde;o pass&iacute;veis de utilizar esse tipo de tratamento<sup>10</sup>, estando de acordo com o caso, pois foi utilizado placa de reconstru&ccedil;&atilde;o, reestruturando a forma e fun&ccedil;&atilde;o com baixo &iacute;ndice de complica&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em um estudo retrospectivo, para avaliar as caracter&iacute;sticas do trauma na China, do total de pacientes avaliados, 21 foram tratados com fraturas m&uacute;ltiplas mandibulares. Foi analisado em particular, dentre outros aspectos, o m&eacute;todo de tratamento. Os autores recomendam a redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o interna com placa de reconstru&ccedil;&atilde;o associada ao bloqueio maxilo-mandibular (BMM). No caso relatado, foi utilizada redu&ccedil;&atilde;o aberta e fixa&ccedil;&atilde;o com placa de reconstru&ccedil;&atilde;o sem o BMM, j&aacute; que esse tipo de placa &eacute; de suporte total de carga<sup>4</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante do exposto, nos casos de fraturas complexas de mand&iacute;bula, que apresentam m&uacute;ltiplos fragmentos bilateralmente, o tratamento com abordagem transcervical para redu&ccedil;&atilde;o e fixa&ccedil;&atilde;o dos fragmentos &oacute;sseos atrav&eacute;s de uma placa do sistema 2.4mm do tipo locking mostrou-se previs&iacute;vel e seguro e com baixo &iacute;ndice de complica&ccedil;&atilde;o, sendo uma boa alternativa para esse tipo de caso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. MONTOVANI J.C., CAMPOS L.M.P., GOMES, M.A., MORAES V.R.S., FERREIRA F.D., NOGUEIRA E.A. Etiologia e incid&ecirc;ncia das fraturas faciais em adultos e crian&ccedil;as: expejuntamente ri&ecirc;ncia em 513 casos. Rev Bras Otorrinolaringol 2006;72(2):235-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=476736&pid=S1808-5210201500040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. PATROC&Iacute;NIO L.G., PATROC&Iacute;NIO J.A., BORBA B.H.C.,BONATTI B.S., PINTO L.F., VIEIRA J.V., COSTA J.M.C. Fratura de mand&iacute;bula: an&aacute;lise de 293 pacientes tratados no Hospital de Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. Rev Bras Otorrinolaringol. 2005; 71 (5); 560-65. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. FUTRAN N.D. Management of comminuted mandible fractures. Operative Techniques in Otolaryngology 2008; 19(2); 113-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. LI Z. Clinical characteristics and treatment of multiple site comminuted mandible fractures. Journal of Cranio-Maxillo-Facial Surgery 2011; 39: 296- 99. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. CHACON G.E., LARSEN P.E. Princ&iacute;pios de Tratamento das Fraturas Mandibulares. In: MILORO M., GHALI G.E., LARSEN P.E., WAITE P.D. Princ&iacute;pios de Cirurgia Bucomaxilofacial de Peterson. Editora Santos, 2009;1ed: 407-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. STACEY D.H.,DOYLE J.F.,MOUNT D.L., SNYDER M.C., GUTOWSKI K.A. Management of mandible fractures. Plast Reconstr Surg. 2006 Mar;117(3):48-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. SCOLOZZI P., RICHTER M. Treatment of Severe Mandibular Fractures Using AO Reconstruction Plates. J Oral Maxillofac.Surg. 2003; 61:458-461. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Zellweger R. Maxillofacial fractures. ANZ Journal of Surgery. 2007;77:613 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. TOMA V.S., MATHOG R.H., TOMA R.S., MELECA R.J.Treatment considerations for comminuted mandibular fractures. Transoral versus extraoral reduction of mandible fractures: A comparison of complication rates and other factors. Otolaryngol Head Neck Surg 2003;128(2): 215-9. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 48</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. ELLIS E.,MUNIZ O., ANAND K. Treatment Considerations for Comminuted Mandibular Fractures.J Oral Maxillofac Surg 2003; 61:861-870.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v15n4/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   H&eacute;lder Lima Rebelo     <br>Av. Gal. Newton Cavalcanti, 1650     <br>Camaragibe/PE CEP: 54753-020    <br>   e-mail: <a href="mailto:brjoms.artigos @gmail.com" target="_blank">brjoms.artigos @gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 17/06/2015    <br> Aceito: 05/08/2015</b></font></p>      ]]></body>
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