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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito da clorexidina na adesão do cimento de ionômero de vidro utilizado em restaurações atraumáticas através de teste de microinfiltração]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effect of chlorhexidine on the adhesion of glass ionomer cement used in atraumatic restorative treatments through microleakage test]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJETIVE: The objective of this study was to assess in vitro how 2% chlorhexidine gel affects the adhesion of the glass ionomer indicated for atraumatic restorative treatments. The assessment was based on the microleakage test. METHODS: A total of 60 bovine incisive teeth were used, where sixty Class V cavities were prepared in the middle of the buccal surface. These teeth were randomly divided into 3 groups (n=20 each), and restored as follows: Group 1: control; Group 2: chlorhexidine administration followed by rinsing and restoration with the ionomer; Group 3: chlorhexidine administration followed by drying with cotton and restoration with the ionomer. Once the restorative procedures were done, the teeth were stored in a humidified holding cabinet at 37ºC for 30 days. After that, the teeth were waterproofed with nail polish and immersed in a 50% silver nitrate solution for 2 hours, rinsed, and finally immersed in a developing solution for 6 hours. They were then rinsed, cut horizontally in the middle of the restoration and the resulting 120 samples were analyzed with a stereo microscope with a magnification of 25X by three examiners, who gave the specimens scores from 0 to 4. RESULTS: The data were statistically analyzed by the non-parametric Kruskal-Wallis test. Significant differences were found among the studied groups (p<0.05). CONCLUSION: When chlorhexidine is administered under the ionomer glass and the cavity is not rinsed, significant infiltration occurs. When chlorhexidine is administered for 2 minutes with subsequent rinsing of the cavity, the result is similar to that to the control group. Nevertheless, microleakage occurred in all groups.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ORIGINAL</b> ORIGINAL</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="tx"></a>Efeito da clorexidina na ades&atilde;o do cimento de ion&ocirc;mero de vidro utilizado em restaura&ccedil;&otilde;es atraum&aacute;ticas atrav&eacute;s de teste de microinfiltra&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Effect of chlorhexidine on the adhesion of glass ionomer cement used in atraumatic restorative treatments through microleakage test</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Milena de F&aacute;tima Schalcher de Castro<a href="#nt"><sup>*</sup></a>; Jos&eacute; Ferreira Costa; Elizabeth Lima Costa; Lorena Nina Padilha; Fernanda Ferreira Lopes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Universidade Federal do Maranh&atilde;o, Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de, Faculdade de Odontologia. <I>Campus</I> do Bacanga, Av. dos Portugueses,  s/n., Centro, 65000&#45;000, S&atilde;o Lu&iacute;s, MA, Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>OBJETIVO:</B> Avaliar por meio de teste de microinfiltra&ccedil;&atilde;o <I>in vitro</I>, a interfer&ecirc;ncia do  tratamento  da cavidade com clorexidina gel a 2% na ades&atilde;o do ion&ocirc;mero de vidro indicado para tratamento restaurador atraum&aacute;tico.    <br>  <B>M&Eacute;TODOS:</B> Foram utilizados 60 dentes bovinos, nos quais foram confeccionadas cavidades classe V na face vestibular. Os dentes foram divididos em tr&ecirc;s grupos (n=20), aleatoriamente e restaurados conforme a distribui&ccedil;&atilde;o dos grupos: Grupo 1, controle; Grupo 2, aplica&ccedil;&atilde;o da clorexidina seguida de lavagem e restaura&ccedil;&atilde;o com o ion&ocirc;mero; Grupo 3, aplica&ccedil;&atilde;o da clorexidina seguida de secagem com algod&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o com o ion&ocirc;mero. Confeccionadas as restaura&ccedil;&otilde;es, os dentes foram estocados em uma estufa umidificadora a 37ºC por 30 dias. Em seguida, impermeabilizados com esmalte cosm&eacute;tico, imersos em solu&ccedil;&atilde;o de nitrato de prata a 50% por 2 horas, lavados e, por fim, imersos em solu&ccedil;&atilde;o reveladora por 6 horas. Logo ap&oacute;s, foram lavados e submetidos a 1 corte no sentido m&eacute;sio&#45;distal no meio da restaura&ccedil;&atilde;o, obtendo&#45;se 120 amostras, que foram analisadas em Lupa Estereosc&oacute;pica (25X) por tr&ecirc;s examinadores, segundo os escores de 0 a 4.    <br>  <B>RESULTADOS:</B> Os resultados obtidos foram tabulados e submetidos &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica n&atilde;o&#45;param&eacute;trica de Kruskal&#45;Wallis, constatando&#45;se que houve diferen&ccedil;a significativa entre os grupos estudados (<I>p</I>&lt;0,05).    <br> <B>CONCLUS&Atilde;O:</B> O uso da clorexidina aplicada sob o ion&ocirc;mero de vidro, sem lavagem da cavidade, apresentou infiltra&ccedil;&atilde;o significativa; a aplica&ccedil;&atilde;o da clorexidina por 2 minutos com lavagem posterior da cavidade comportou&#45;se semelhante ao grupo controle; independente do grupo estudado, nenhum conseguiu evitar a microinfiltra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Termos de indexa&ccedil;&atilde;o:</B> clorexidina; cimentos de ion&ocirc;meros de vidro; infiltra&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>OBJETIVE:</B> The objective of this study was to assess in vitro how 2% chlorhexidine gel affects the adhesion of the glass ionomer indicated for atraumatic restorative treatments. The assessment was based on the microleakage test.    <br>  <B>METHODS:</B> A total of 60 bovine incisive teeth were used, where sixty Class V cavities were prepared in the middle of the buccal surface. These teeth were randomly divided into 3 groups (n=20 each), and restored as follows: Group 1: control; Group 2: chlorhexidine administration followed by rinsing and restoration with the ionomer; Group 3: chlorhexidine administration followed by drying with cotton and restoration with the ionomer. Once the restorative procedures were done, the teeth were stored in a humidified holding cabinet at 37ºC for 30 days. After that, the teeth were waterproofed with nail polish and immersed in a 50% silver nitrate solution for 2 hours, rinsed, and finally immersed in a developing solution for 6 hours. They were then rinsed, cut horizontally in the middle of the restoration and the resulting 120 samples were analyzed with a stereo microscope with a magnification of 25X by three examiners, who gave the specimens scores from 0 to 4.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  <B>RESULTS:</B> The data were statistically analyzed by the non&#45;parametric Kruskal&#45;Wallis test. Significant differences were found among the studied groups (p&lt;0.05).    <br> <B>CONCLUSION:</B> When chlorhexidine is administered under the ionomer glass and the cavity is not rinsed, significant infiltration occurs. When chlorhexidine is administered for 2 minutes with subsequent rinsing of the cavity, the result is similar to that to the control group. Nevertheless, microleakage occurred in all groups. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Indexing terms:</B> chlorhexidine; glass ionomer cements; dental leakage.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A t&eacute;cnica de Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico (TRA) vem despertando interesse mundial, especialmente para sua aplica&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, em que a falta de recursos e de pessoal especializado para oferecer o tratamento restaurador convencional da c&aacute;rie &eacute; evidente. Ela se destaca pela sua simplicidade, rapidez, f&aacute;cil execu&ccedil;&atilde;o e por seu baixo custo, al&eacute;m de ser considerada indolor e aceita por crian&ccedil;as e pacientes que resistem ao tratamento convencional<sup>1&#45;2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta t&eacute;cnica &eacute; baseada na remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado, com instrumentos manuais, que segue a filosofia de que apenas a biomassa totalmente desmineralizada, amolecida, que n&atilde;o tem utilidade estrutural para o dente deve ser removida. A dentina mais interna, parcialmente desmineralizada, pouco infectada e pass&iacute;vel de remineraliza&ccedil;&atilde;o, pode ser mantida desde que a ades&atilde;o do material restaurador &agrave;s superf&iacute;cies dent&aacute;rias seja adequada<sup>1,3&#45;5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">T&ecirc;m sido realizados estudos no intuito de encontrar uma forma de diminuir ou eliminar essas bact&eacute;rias que possivelmente possam permanecer na cavidade<sup>6&#45;11</sup>. Uma das formas encontradas &eacute; a adi&ccedil;&atilde;o de clorexidina aos cimentos de ion&ocirc;mero de vidro. Na Dent&iacute;stica, a solu&ccedil;&atilde;o de clorexidina &eacute; utilizada como desinfetante cavit&aacute;rio e tem se mostrado, <I>in vitro,</I> efetivo na redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de <I>S. mutans</I><sup>2,12&#45;13</sup>, micro&#45;organismo diretamente relacionado ao desenvolvimento da c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um aspecto muito importante para que a t&eacute;cnica tenha resultado &eacute; a sele&ccedil;&atilde;o do material restaurador a ser empregado. Ele deve apresentar as seguintes caracter&iacute;sticas: resist&ecirc;ncia a condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis, facilidade de aplica&ccedil;&atilde;o por operadores com treinamento limitado, possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de equipamentos/instrumentais empregados em sa&uacute;de coletiva, indica&ccedil;&atilde;o para indiv&iacute;duos com risco &agrave; doen&ccedil;a, resist&ecirc;ncia ao desgaste, boa ades&atilde;o &agrave; estrutura dental, biocompatibilidade, custo baixo, disponibilidade relativa no mercado, vida &uacute;til e condi&ccedil;&otilde;es de armazenagem consideradas razo&aacute;veis<sup>1,15&#45;16</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m disso, para o sucesso da t&eacute;cnica, s&atilde;o necess&aacute;rios alguns procedimentos complementares, tais como: o uso de fluoretos, escova&ccedil;&otilde;es supervisionadas, bochechos, al&eacute;m da ado&ccedil;&atilde;o de medidas educativas<sup>14,17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre os materiais dispon&iacute;veis, o cimento de ion&ocirc;mero de vidro possui v&aacute;rias propriedades favor&aacute;veis, podendo ser utilizado como material restaurador<sup>2,16</sup>. O mecanismo de ades&atilde;o do ion&ocirc;mero de vidro &eacute; realizado atrav&eacute;s de trocas i&ocirc;nicas entre os &iacute;ons carboxilatos do material e &iacute;ons fosfato do dente, sendo assim uma uni&atilde;o qu&iacute;mica<sup>4,18</sup>, dependente do contato &iacute;ntimo entre o substrato e o material adesivo/restaurador. Para uma ades&atilde;o efetiva, a tens&atilde;o superficial do l&iacute;quido aplicado deve ser sempre menor que a energia de superf&iacute;cie das estruturas. Sendo assim, a contamina&ccedil;&atilde;o com saliva, sangue ou outra subst&acirc;ncia, reduz a energia superficial livre e impede uma ades&atilde;o efetiva<sup>11,19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar do ion&ocirc;mero de vidro ter a capacidade de se adaptar a uma cavidade infectada e possuir propriedade antimicrobiana devido &agrave; libera&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or, h&aacute; quem questione o TRA<sup>20</sup>. Cr&iacute;ticos afirmam que, como toda a dentina cariada n&atilde;o &eacute; removida, existe a possibilidade de que as bact&eacute;rias residuais, encarceradas sob essas restaura&ccedil;&otilde;es, possam sobreviver, o que justificaria o uso de antibacteriano pr&eacute;vio na elimina&ccedil;&atilde;o dessas bact&eacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sendo assim, o objetivo desta pesquisa foi investigar, por meio de estudo <I>in vitro</I> de microinfiltra&ccedil;&atilde;o, a interfer&ecirc;ncia no mecanismo de ades&atilde;o do  tratamento  da cavidade com clorexidina gel a 2%, restaurada com ion&ocirc;mero de vidro indicado para TRA, visto que, a associa&ccedil;&atilde;o de clorexidina contribui para potencializar o efeito antibacteriano do ion&ocirc;mero de vidro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram selecionados 60 dentes incisivos bovinos, provenientes de um frigor&iacute;fico da cidade de S&atilde;o Lu&iacute;s (MA). Os esp&eacute;cimes ficaram armazenados em &aacute;gua destilada durante tr&ecirc;s meses at&eacute; sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Em seguida, foram limpos com curetas periodontais e submetidos &agrave; profilaxia com pasta de pedra pomes e escova de Robson em baixa rota&ccedil;&atilde;o. Confeccionou&#45;se 60 cavidades do tipo classe V circulares no centro da face vestibular de cada dente com di&acirc;metro e profundidade de 3mm. Os preparos foram confeccionados com pontas diamantadas nº 3100 (Microdont Sterile<sup>&reg;</sup>, S&atilde;o Paulo, Brasil) montadas em uma turbina de alta rota&ccedil;&atilde;o com refrigera&ccedil;&atilde;o constante. A cada 10 preparos, as pontas foram trocadas para se obter precis&atilde;o e uniformidade do corte dos mesmos. As cavidades foram numeradas e divididas aleatoriamente em 3 grupos (n=20) e restauradas de acordo com a distribui&ccedil;&atilde;o dos grupos: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#45; Grupo 1: Controle: cada cavidade foi lavada com &aacute;gua e ar (<I>spray</I>), seca e condicionada com &aacute;cido poliacr&iacute;lico a 25% por 10 segundos para remover a lama dentin&aacute;ria. Posteriormente, a cavidade foi novamente enxaguada e seca para ent&atilde;o ser restaurada com ion&ocirc;mero de vidro Vitro Molar ART (DFL<sup>&reg;</sup>, Rio de Janeiro, Brasil), de acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es do fabricante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#45; Grupo 2: Cada cavidade foi lavada com &aacute;gua e ar (<I>spray</I>), seca e condicionada com &aacute;cido poliacr&iacute;lico a 25% por 10 segundos para remo&ccedil;&atilde;o da lama dentin&aacute;ria. Em seguida, a cavidade foi novamente enxaguada e seca, para ent&atilde;o ser feita aplica&ccedil;&atilde;o de clorexidina gel a 2%, com <I>microbrush</I>, friccionando em toda a cavidade por 20 segundos e deixando em repouso por 2 minutos. Logo ap&oacute;s, foi realizada a limpeza da clorexidina com jato de ar/&aacute;gua (<I>spray</I>) e a restaura&ccedil;&atilde;o com ion&ocirc;mero de vidro Vitro Molar ART (DFL<sup>&reg;</sup>, Rio de Janeiro, Brasil), de acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es do fabricante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#45; Grupo 3: Cada cavidade foi lavada com &aacute;gua e ar (<I>spray</I>), seca e feita o condicionamento com &aacute;cido poliacr&iacute;lico a 25% por 10 segundos para remover a lama dentin&aacute;ria. Em seguida, a cavidade foi novamente enxaguada e seca, para ent&atilde;o ser feita a aplica&ccedil;&atilde;o de clorexidina gel a 2%, com <I>microbrush</I>, friccionando em toda a cavidade por 20 segundos e deixando em repouso por 2 minutos. Em seguida, foi feita a limpeza da clorexidina com bola de algod&atilde;o e a restaura&ccedil;&atilde;o com ion&ocirc;mero de vidro Vitro Molar ART (DFL<sup>&reg;</sup>, Rio de Janeiro, Brasil), seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es do fabricante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Depois de inserido o material, seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es do fabricante, realizou&#45;se a compress&atilde;o com matriz de acetato at&eacute; a presa do material e na sequ&ecirc;ncia a restaura&ccedil;&atilde;o foi selada com verniz. Posteriormente, foram removidos os excessos com brocas de acabamento para resina composta (KG Sorensen<sup>&reg;</sup>, S&atilde;o Paulo, Brasil) em baixa rota&ccedil;&atilde;o. Os dentes foram ent&atilde;o envolvidos por papel toalha umidificados com &aacute;gua destilada, acondicionados em um dep&oacute;sito pl&aacute;stico devidamente fechado e colocados numa estufa umidificadora Marconi<sup>&reg;</sup> (Piracicaba, SP, Brasil) a uma temperatura de 37ºC por 30 dias. A cada tr&ecirc;s dias os pap&eacute;is umidificados eram trocados. Decorridos os 30 dias, os esp&eacute;cimes tiveram seus &aacute;pices vedados com resina acr&iacute;lica autopolimeriz&aacute;vel Dencril<sup>&reg;</sup> (Pirassununga, SP, Brasil) e foram impermeabilizados com duas camadas de esmalte cosm&eacute;tico (Colorama<sup>&reg;</sup>, Maybelline, New York, EUA) em cores diferentes para cada grupo, deixando 1mm al&eacute;m da margem da restaura&ccedil;&atilde;o exposta. Feitos os selamentos, os dentes foram imersos em solu&ccedil;&atilde;o de nitrato de prata a 50%, num pH=7, por per&iacute;odo de 2 horas em ambiente escuro e, em seguida, lavados e colocados em solu&ccedil;&atilde;o reveladora (Kodak<sup>&reg;</sup>, S&atilde;o Paulo, Brasil) por um per&iacute;odo de 6 horas sob luz fluorescente. Ap&oacute;s, foram novamente lavados para remo&ccedil;&atilde;o do excesso da solu&ccedil;&atilde;o e submetidos a um corte no sentido m&eacute;sio&#45;distal, no centro da restaura&ccedil;&atilde;o com disco de dupla face H 355 (KG Sorensen<sup>&reg;</sup>, S&atilde;o Paulo, Brasil) montado em um motor de baixa rota&ccedil;&atilde;o (Dabi Atlante<sup>&reg;</sup>, Ribeir&atilde;o Preto, Brasil), de tal forma que, ap&oacute;s o seccionamento, obteve&#45;se 120 amostras das quais foram selecionadas as metades dos esp&eacute;cimes que apresentavam maior infiltra&ccedil;&atilde;o, obtendo&#45;se 60 amostras para an&aacute;lise final. Para as an&aacute;lises de infiltra&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de leituras, foi utilizada Lupa Estereosc&oacute;pica com aumento de 25X (Kolimar<sup>&reg;</sup>, Rio de Janeiro, Brasil), de acordo com grau de infiltra&ccedil;&atilde;o, por tr&ecirc;s avaliadores, como segue: 0) sem infiltra&ccedil;&atilde;o, 1) penetra&ccedil;&atilde;o at&eacute; um ter&ccedil;o da profundidade da cavidade; 2) penetra&ccedil;&atilde;o at&eacute; dois ter&ccedil;os da profundidade da cavidade; 3) penetra&ccedil;&atilde;o at&eacute; a cavidade inteira; 4) infiltra&ccedil;&atilde;o de corante at&eacute; a parede axial22, buscando&#45;se um consenso quando houve discrep&acirc;ncia entre as leituras. Os resultados obtidos foram tabulados e submetidos &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica n&atilde;o&#45; param&eacute;trica, utilizando os testes de Kruskal&#45;Wallis para an&aacute;lise de signific&acirc;ncia de compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Toda a pesquisa foi realizada atendendo as legisla&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas do Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para verificar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os tr&ecirc;s grupos estudados, utilizou&#45;se o teste n&atilde;o&#45;param&eacute;trico de Kruskal&#45;Wallis, comparando o tipo de procedimento utilizado durante a restaura&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aus&ecirc;ncia de microinfiltra&ccedil;&atilde;o, considerando um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% (<i>a</i>=0,05). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir dos resultados obtidos, observou&#45;se que o Grupo 3 obteve o maior valor de ponto m&eacute;dio, 40.400, seguido do Grupo 2 com valor de 27mil e do grupo controle com valor inferior, apresentando apenas 24.100.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatou&#45;se pelo teste de Kruskal&#150;Wallis a diferen&ccedil;a estatisticamente significante (</font><font>&#945;</font><font size="2" face="verdana">&lt;0,05) entre os tr&ecirc;s grupos estudados, visto que os valores encontrados foram H =13.470 e <I>p</I>=0,0012.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante da intera&ccedil;&atilde;o entre o grupos dois a dois, verificou&#45;se que o Grupo 3 comportou&#45;se de maneira significante mediante os outros dois grupos. J&aacute; na compara&ccedil;&atilde;o entre o Grupo 1 e o Grupo 2 n&atilde;o se obteve diferen&ccedil;a significante (<a href="#tab01">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n2/a04tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig01">Figura 1</a> se apresenta os valores de infiltra&ccedil;&atilde;o encontrados nas amostras, variando entre os escores de 0 a 4.</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n2/a04fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da an&aacute;lise da <a href="#fig01">Figura 1</a> observou&#45;se que nenhuma amostra conseguiu evitar totalmente a infiltra&ccedil;&atilde;o. O Grupo 3 obteve os maiores escores de infiltra&ccedil;&atilde;o, atingindo valor 4 em 19 das 20 amostras do grupo. O Grupo 2 alcan&ccedil;ou uma m&eacute;dia inferior, somente metade das amostras obtiveram escore 4 de infiltra&ccedil;&atilde;o, o restante das amostras do grupo ficaram distribu&iacute;das em sua maior parte nos escores 1 e 3. No Grupo 1, 9 amostras tamb&eacute;m alcan&ccedil;aram escore 4, por&eacute;m uma grande parte do grupo, sete amostras, receberam escore 1 de infiltra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O uso da clorexidina na desinfec&ccedil;&atilde;o de cavidades previamente &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de materiais restauradores ou associada aos mesmos tem potencial antibacteriano no sentido de contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o das bact&eacute;rias residuais na cavidade e a diminui&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia da c&aacute;rie secund&aacute;ria j&aacute; foi comprovada<sup>2,6,8,12&#45;13</sup>. Todavia, este benef&iacute;cio pode ser anulado caso tal solu&ccedil;&atilde;o venha a promover aumento nos valores de microinfiltra&ccedil;&atilde;o por interferir no mecanismo de ades&atilde;o dos materiais aos tecidos dentais<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados deste estudo, foi poss&iacute;vel determinar que o emprego de clorexidina por 2 minutos associado &agrave; lavagem com jato de &aacute;gua e secagem com jato de ar pr&eacute;vios &agrave; inser&ccedil;&atilde;o do ion&ocirc;mero (Grupo 2), n&atilde;o obteve diferen&ccedil;as significantes em rela&ccedil;&atilde;o aos dentes que foram submetidos apenas &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o com o ion&ocirc;mero (Grupo Controle). No entanto, o emprego da clorexidina por 2 minutos associado &agrave; secagem com bola de algod&atilde;o pr&eacute;via a coloca&ccedil;&atilde;o do ion&ocirc;mero (Grupo 3), apresentou diferen&ccedil;a significante em rela&ccedil;&atilde;o aos outros grupos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raz&atilde;o para que os desinfetantes cavit&aacute;rios possam vir a afetar a ades&atilde;o entre a dentina e o ion&ocirc;mero de vidro, pode ser explicada pela forma pela a qual os ion&ocirc;meros se aderem &agrave; superf&iacute;cie dent&aacute;ria<sup>4,18</sup>. Os cimentos de ion&ocirc;mero de vidro se aderem primeiramente ao componente inorg&acirc;nico das estruturas dent&aacute;rias por uma rea&ccedil;&atilde;o de quela&ccedil;&atilde;o<sup>10,19</sup>. Isto envolve ades&atilde;o inicial de hidrog&ecirc;nio, seguida pela libera&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons met&aacute;licos da estrutura dental que reagem com os &iacute;ons carboxilatos do material, o que caracteriza uma ades&atilde;o qu&iacute;mica verdadeira. Uma superf&iacute;cie limpa, polida com bom molhamento (energia de superf&iacute;cie maior que a tens&atilde;o superficial do l&iacute;quido) &eacute; necess&aacute;ria para se obter uma boa ades&atilde;o entre o dente e o ion&ocirc;mero<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &aacute;cido poliacr&iacute;lico &eacute; respons&aacute;vel pela remo&ccedil;&atilde;o da <I>smearlayer</I> e dos contaminantes de superf&iacute;cie, ao mesmo tempo em que altera a energia superficial e exp&otilde;e a estrutura dent&aacute;ria mineralizada para a difus&atilde;o do &aacute;cido e as trocas i&ocirc;nicas<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A diferen&ccedil;a significante encontrada no Grupo 3 poderia ser devido a uma interfer&ecirc;ncia causada pela quantidade de clorexidina residual na cavidade, diminuindo a energia livre de superf&iacute;cie, impedindo assim uma boa ades&atilde;o do material ao dente<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Resultados semelhantes ao do Grupo 3, com interfer&ecirc;ncia na microinfiltra&ccedil;&atilde;o, foram encontrados por Okida et al.<sup>23</sup> em que, ap&oacute;s o condicionamento &aacute;cido, a cavidade foi desinfetada com a solu&ccedil;&atilde;o de clorexidina a 2% por 20 segundos e em seguida seca e aplicado o adesivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Meiers &amp; Kresin<sup>13</sup>, a aplica&ccedil;&atilde;o da clorexidina pode prejudicar a uni&atilde;o adesiva por alterar a capacidade hidrof&iacute;lica dos componentes do sistema adesivo, reduzindo a efetividade do selamento marginal. Shodi et al.<sup>19</sup> relataram que, quando efetuado o condicionamento &aacute;cido da estrutura dental, existe a perda de c&aacute;lcio da hidroxiapatita, podendo o res&iacute;duo da clorexidina ficar impregnado nesta hidroxiapatita descalcificada e ainda afetar a ades&atilde;o dos materiais ao esmalte e &agrave; dentina. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, ao contr&aacute;rio da presente pesquisa, alguns estudos<sup>6,10&#45;11,24</sup> obtiveram resultados sem microinfiltra&ccedil;&atilde;o significante com o uso da clorexidina ap&oacute;s o condicionamento &aacute;cido, ou seja, a clorexidina residual n&atilde;o interferiu na ades&atilde;o dos materiais restauradores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Grupo 2, em que realizou&#45;se lavagem pr&eacute;via ao uso do ion&ocirc;mero, acredita&#45;se que a quantidade de clorexidina residual na cavidade foi m&iacute;nima ou nula, n&atilde;o causando interfer&ecirc;ncia na ades&atilde;o. Resultados semelhantes foram encontrados por estudos utilizando v&aacute;rios tipos de materiais como: comp&ocirc;mero<sup>22</sup>; adesivo dentin&aacute;rio<sup>6,24</sup>; i&ocirc;nomero<sup>7,9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos cimentos de ion&ocirc;mero de vidro resinosos, o estudo de Cunningham &amp; Meyers<sup>7</sup> constatou que o uso da clorexidina a 2% antes do condicionamento da dentina com &aacute;cido poliacr&iacute;lico, n&atilde;o afetou as resist&ecirc;ncias &agrave; ades&atilde;o (cisalhamento) dos cimentos Fuji II LC<sup>&reg;</sup> (GC International, Honolulu, EUA) Photac&#45;Fil<sup>&reg;</sup> (3M ESPE, Sumar&eacute;, Brasil) e Vitremer<sup>&reg;</sup> (3M ESPE, Sumar&eacute;, Brasil), enquanto que uma outra solu&ccedil;&atilde;o desinfetante de I2&#45;KI/CuSO4 diminuiu significantemente as resist&ecirc;ncias de dois dos tr&ecirc;s cimentos testados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nassif<sup>9</sup> avaliou quantitativa e qualitativamente a interfer&ecirc;ncia do gel de clorexidina a 2% na uni&atilde;o de dois cimentos ionom&eacute;ricos (Ketac Molar<sup>&reg;</sup>, 3M ESPE, Sumar&eacute;, Brasil e Fuji IX<sup>&reg;</sup>, Dentalcompare, S&atilde;o Francisco, CA, EUA) utilizados em TRA e concluiu que a aplica&ccedil;&atilde;o da clorexidina por 20 segundos, antes do condicionamento da dentina com o l&iacute;quido dos cimentos, interferiu positivamente, aumentando a resist&ecirc;ncia adesiva ao cisalhamento em ambos os cimentos e, negativamente, diminuindo a resist&ecirc;ncia &agrave; tra&ccedil;&atilde;o do Ketac Molar<sup>&reg;</sup> (3M ESPE, Sumar&eacute;, Brasil). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o estudo realizado por Ruano &amp; Ciamponi<sup>23</sup>, sobre a interfer&ecirc;ncia da pr&eacute;&#45;desinfec&ccedil;&atilde;o cavit&aacute;ria com solu&ccedil;&atilde;o de clorexidina a 2% na microinfiltra&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&otilde;es realizadas com comp&ocirc;meros (Dyract<sup>&reg;</sup>, Dentsply,  Konstanz, Germany e Compoglass<sup>&reg;</sup>, Ivoclar Vivadent Inc., Mississauga, CA, EUA), n&atilde;o foi encontrada interfer&ecirc;ncia significativa. Resultados similares foram obtidos por Piva et al.<sup>25</sup>, em que a pr&eacute;&#45;desinfec&ccedil;&atilde;o com quatro agentes desinfetantes cavit&aacute;rios, incluindo a clorexidina a 2%, n&atilde;o influenciou na microinfiltra&ccedil;&atilde;o marginal da resina composta Glacier<sup>&reg;</sup> (Southern Dental Industries, S&atilde;o Paulo, Brasil).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os resultados obtidos nesse estudo concluiu&#45;se que a presen&ccedil;a da clorexidina residual sob o ion&ocirc;mero de vidro apresentou infiltra&ccedil;&atilde;o significante; a aplica&ccedil;&atilde;o da clorexidina por 2 minutos e lavagem posterior comportou&#45;se semelhante ao grupo controle; independente do grupo estudado, nenhum deles conseguiu evitar a microinfiltra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">MFS CASTRO e LN PADILHA foram respons&aacute;veis pela execu&ccedil;&atilde;o da pesquisa. JF COSTA e EL COSTA orientaram todo o processo de elabora&ccedil;&atilde;o da pesquisa. FF LOPES foi respons&aacute;vel pela estat&iacute;stica e pela reda&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Frencken JE, Makoni F, Sithole WD. ART restorations and glass ionomer sealants in Zimbabwe: survival after 3 years. Community Dent Oral Epidemiol. 1998;26(6):372&#45;81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191528&pid=S1981-8637201000020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Smales RJ, Yip HK. The atraumatic restorative treatment (ART) approach for the management of dental caries. Quintessence Int. 2002;33(6):427&#45;32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191530&pid=S1981-8637201000020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Frencken JE, Holmgren CJ. ART: a minimal intervention approach to manage dental caries. Dent Update. 2004;31(5):295&#45;301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191532&pid=S1981-8637201000020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Frencken JE, Holmgren CJ. Tratamento restaurador atraum&aacute;tico (ART) para a c&aacute;rie dent&aacute;ria. S&atilde;o Paulo: Santos; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191534&pid=S1981-8637201000020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Coelho FSM, Ribeiro CCC. Restaura&ccedil;&otilde;es atraum&aacute;ticas em odontopediatria (ART): avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de selamento de les&otilde;es de c&aacute;rie com uso de um comp&ocirc;mero. RGO &#45; Rev Ga&uacute;cha Odontol. 2002;50(2):105&#45;10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191536&pid=S1981-8637201000020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Castro FLA, Andrade MF, Duarte Jr SLL, Vaz LG, Ahid FJM. Effect of 2% chlorhexidine on microtensile bond strength of composite to dentin. J Adhes Dent. 2003;5(2):129&#45;38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191538&pid=S1981-8637201000020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Cunningham MP, Meiers JC. The effect of dentin disinfectants on shear bond strength of resin&#45;modified glass&#45;ionomer materials. Quintessence Int. 1997; 28(8):545&#45;51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191540&pid=S1981-8637201000020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Jedrychowski JR, Caputo AA, Kerper S. Antibacterial and mechanical properties of restorative materials combined with chlorhexidines. J Oral Rehabil. 1983;10(5):373&#45;81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191542&pid=S1981-8637201000020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Nassif ACS. Estudo in vitro da interfer&ecirc;ncia da clorexidina na resist&ecirc;ncia e morfologia de uni&atilde;o de dois cimentos ionom&eacute;ricos, indicados para a restaura&ccedil;&atilde;o atraum&aacute;tica, &agrave; dentina de dentes dec&iacute;duos &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191544&pid=S1981-8637201000020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Perdig&atilde;o J, Denehy GE, Swift EJ. Effects of chlorhexidine on dentin surfaces and shear bond strengths. Am J Dent. 1994;7(2):81&#45;4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191546&pid=S1981-8637201000020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Say EC, Koray F, Tarim B, Soyman M, G&uuml;lmez T. In vitro effect of cavity disinfectants on the bond strength of dentin bonding systems. Quintessence Int. 2004;35(1):56&#45;60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191548&pid=S1981-8637201000020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Herrera M, Castillo A, Bacca P, Carri&oacute;n P. Antibacterial activity of glass&#45;ionomer restorative cements exposed to cavity&#45;producing microorganisms. Oper Dent. 1999;24(5):286&#45;91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191550&pid=S1981-8637201000020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Meiers JC, Kresin JC. Cavity desinfectants and dentin bonding. Oper Dent. 1996;21(4):153&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191552&pid=S1981-8637201000020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Tyas MJ. The effect of dentine conditioning with polyacrylic acid on the clinical performance of glass ionomer cement. Aust Dental J. 1993;38(1):46&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191554&pid=S1981-8637201000020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Raggio DP, Rocha, RO, Imparato JCP. Avalia&ccedil;&atilde;o da microinfiltra&ccedil;&atilde;o de cinco cimentos de ion&ocirc;mero de vidro utilizados no TRA. J Bras Odontopediatr Odontol Bebe. 2002;5(2):370&#45;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191556&pid=S1981-8637201000020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Yip HK, Smales RJ, Ngo HC, Tay FR, Chu FCS. Selection of restorative materials for the atraumatic restorative treatment (ART) approach: a review. Spec Care Dentist. 2001;21(6):216&#45;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191558&pid=S1981-8637201000020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Denardi BB. O uso da clorexidina na pr&aacute;tica odontol&oacute;gica. Rev APCD. 1994; 48(2):1279&#45;84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191560&pid=S1981-8637201000020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Aboush YEY, Jenkins CBG. An evaluation of the bonding of glass&#45;ionomer restoratives to dentine and enamel. Br Dent J. 1986; 161(5):179&#45;84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191562&pid=S1981-8637201000020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Shodi RNS, Grad HA, Smith DC. Examination by x ray photoelectron spectroscopy of the adsorption of chlorhexidine on hydroxyapatite. J Dent Res. 1992; 71(8):1493&#45;97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191564&pid=S1981-8637201000020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Ciccone JC, Zaroni WS, Seixas LC, Verry MP, Salvador SL, Dibb RGP. Cimentos ionom&eacute;ricos empregados no tratamento restaurador atraum&aacute;tico (T.R.A.). RGO &#45; Rev Ga&uacute;cha Odontol. 2004;52(5):369&#45;72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191566&pid=S1981-8637201000020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Costa JF, Casanovas RC, Bedran de Castro AKB, Pimenta LAF. Avalia&ccedil;&atilde;o in vitro da microinfiltra&ccedil;&atilde;o marginal de tr&ecirc;s sistemas adesivos. Cien Odontol Bras. 2003;6(4):60&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191568&pid=S1981-8637201000020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Ruano P, Ciamponi AL. Efeito da clorexidina na desinfec&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de cavidades restauradas com comp&ocirc;meros. Rev ABO Nac. 2002;10(2):145&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191570&pid=S1981-8637201000020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Okida RC, Okida DSS, Dezan Jr E. Avalia&ccedil;&atilde;o da infiltra&ccedil;&atilde;o marginal em cavidades tratadas com clorexidina a 2%, previamente a realiza&ccedil;&atilde;o da restaura&ccedil;&atilde;o com resina composta. RBO. 2001;58(2):117&#45;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191572&pid=S1981-8637201000020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Machado SAO, Pretto SM. Avalia&ccedil;&atilde;o, in vitro, do uso da solu&ccedil;&atilde;o anti&#45;s&eacute;ptica de clorexidina na resist&ecirc;ncia de uni&atilde;o &agrave; dentina de um sistema adesivo universal de frasco &uacute;nico. Rev Odonto Cienc. 2002;17(35):103&#45;10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191574&pid=S1981-8637201000020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Piva E, Martos J, Demarco, FF. Influ&ecirc;ncia de quarto agentes desinfetantes sobre a microinfiltra&ccedil;&atilde;o de um sistema adesivo. RPG Rev Pos&#45;Grad. 1999;6(3):222&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=191576&pid=S1981-8637201000020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em: 20/1/2009    <br>  Vers&atilde;o final reapresentada em: 19/5/2009    <br>  Aprovado em: 3/7/2009</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt"></a><a href="#tx">*</a> Correspond&ecirc;ncia para / <I>Correspondence to</I>: MFS CASTRO. <I>E&#45;mail</I>: &lt;<a href="mailto:milenafsc@hotmail.com">milenafsc@hotmail.com</a>&gt;</font></p>      ]]></body>
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