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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The diagnosis of pulp necrosis in traumatized primary teeth is difficult. Pulp necrosis is usually detected after signs like fistula, periapical radiolucency and inflammatory root resorption appear. Data from anamnesis and clinical and radiographic examinations are limited. In order to improve diagnosis, the use of objective and noninvasive tests that assess blood flow has been suggested. The aim of this article was to present a clinical case where laser Doppler flowmetry was used to aid the diagnosis of pulp necrosis in the upper right central incisor (tooth 51) of a child aged 4 years and 2 months seen at the Pediatric Dental Trauma Research Center of the Pediatric Department of FOUSP. Tooth 51 presented no clinical sign of pulp necrosis. The laser Doppler flowmeter (Moor Instruments, Axminster, England) model moorLAB was used with a 780 nm diode laser, cut-off frequency of 15 kHz and intensity of 1mW. The flow value of tooth 51 was 2.1UA and the percentage variation between teeth 51 and 52 was 40.4%. These values classify the tooth as devitalized. Therefore, it was possible to obtain a diagnosis of pulp necrosis using laser Doppler flowmetry in a tooth without evident clinical signs of this sequela.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>CL&Iacute;NICO</b> CLINICAL</font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="tx"></a>Uso da fluxometria laser doppler em dentes dec&iacute;duos traumatizados</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Use of laser Doppler flowmetry in traumatized primary teeth</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Isabela Capparelli Cadioli<sup>I</sup>; C&eacute;lia Regina Martins Delgado Rodrigues<sup>I,</sup> <a href="#nt"><sup>*</sup></a>; Gesse Eduardo Calvo Nogueira<sup>II</sup>; M&aacute;rcia Turolla Wanderley<sup>I,</sup> <a href="#nt"><sup>**</sup></a></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Universidade de S&atilde;o Paulo, Faculdade de Odontologia, Departamento de Ortodontia e Odontopediatria. Av. Prof. Lineu Prestes, 2227, 05508&#45;900,  S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <br>  <sup>II</sup>Instituto de Pesquisas Energ&eacute;ticas e Nucleares, Centro de Lasers e Aplica&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A necrose pulpar apresenta&#45;se como uma sequela de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico em dentes dec&iacute;duos traumatizados e, muitas vezes, somente &eacute; detectada ap&oacute;s o aparecimento de sinais como f&iacute;stula, les&atilde;o periapical e reabsor&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria externa. Os dados provenientes da anamnese, dos exames cl&iacute;nicos intra&#45;bucal e radiogr&aacute;fico s&atilde;o limitados. Para melhorar esse diagn&oacute;stico, sugere&#45;se a utiliza&ccedil;&atilde;o de testes objetivos e n&atilde;o invasivos que avaliem a circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea. O objetivo deste artigo foi apresentar um caso cl&iacute;nico que utilizou a Fluxometria Laser Doppler para auxiliar no diagn&oacute;stico de necrose pulpar do dente 51, em uma crian&ccedil;a de 4 anos e 2 meses de idade atendida no Centro de Atendimento e Pesquisa de Traumatismos em Dentes Dec&iacute;duos da Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo. O dente 51 n&atilde;o apresentava sinais cl&iacute;nicos de necrose pulpar. O aparelho utilizado foi o Flux&ocirc;metro Laser Doppler (Moor Instruments, Axminster, Inglaterra), modelo moorLAB, com diodo laser emitindo no comprimento de onda de 780nm, pot&ecirc;ncia de 1mW, banda Doppler fixada em 15kHz. Para o dente 51, foi obtido valor de fluxo de 2,1UA e o valor da varia&ccedil;&atilde;o percentual entre o dente 51 e 52 foi de 40,4%. Estes valores classificam o dente como desvitalizado. Assim sendo, foi poss&iacute;vel realizar o diagn&oacute;stico de necrose pulpar utilizando a Fluxometria Laser Doppler como m&eacute;todo auxiliar sem que houvesse sinais cl&iacute;nicos evidentes dessa sequela.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Termos de indexa&ccedil;&atilde;o:</B> dente dec&iacute;duo; necrose da polpa dent&aacute;ria; traumatismos dent&aacute;rios.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The diagnosis of pulp necrosis in traumatized primary teeth is difficult. Pulp necrosis is usually detected after signs like fistula, periapical radiolucency and inflammatory root resorption appear. Data from anamnesis and clinical and radiographic examinations are limited. In order to improve diagnosis, the use of objective and noninvasive tests that assess blood flow has been suggested. The aim of this article was to present a clinical case where laser Doppler flowmetry was used to aid the diagnosis of pulp necrosis in the upper right central incisor (tooth 51) of a child aged 4 years and 2 months seen at the Pediatric Dental Trauma Research Center of the Pediatric Department of FOUSP. Tooth 51 presented no clinical sign of pulp necrosis. The laser Doppler flowmeter (Moor Instruments, Axminster, England) model moorLAB was used with a 780 nm diode laser, cut&#45;off frequency of 15 kHz and intensity of 1mW. The flow value of tooth 51 was 2.1UA and the percentage variation between teeth 51 and 52 was 40.4%. These values classify the tooth as devitalized. Therefore, it was possible to obtain a diagnosis of pulp necrosis using laser Doppler flowmetry in a tooth without evident clinical signs of this sequela.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Indexing terms: </B>deciduous tooth; dental pulp necrosis; tooth injuries.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ocorr&ecirc;ncia do traumatismo dental em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;&#45;escolar &eacute; frequente. Estudos realizados no Brasil demonstraram varia&ccedil;&atilde;o de 9,4% a 36,0%<sup>1&#45;5</sup>. Resultados semelhantes s&atilde;o observados na literatura mundial, sendo a varia&ccedil;&atilde;o de 16,6% a 35,0%<sup>6&#45;10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Wanderley<sup>11</sup>, em seu estudo realizado com crian&ccedil;as do Centro de Atendimento e Pesquisa de Traumatismos em Dentes Dec&iacute;duos da Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo (FOUSP), verificou que as crian&ccedil;as, em 85,5% dos casos, tiveram o traumatismo dental como motivo da primeira visita ao cirurgi&atilde;o&#45;dentista. Adicionando&#45;se a isso, traumas repetidos s&atilde;o frequentes, ocorrendo em cerca de 17% das crian&ccedil;as<sup>11&#45;12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os incisivos superiores dec&iacute;duos s&atilde;o os dentes frequentemente traumatizados<sup>1,3,6,11&#45;13</sup>. Dessa forma, as sequelas tanto para os dentes dec&iacute;duos quanto para os sucessores permanentes em forma&ccedil;&atilde;o, geralmente, localizam&#45;se na regi&atilde;o &acirc;ntero&#45;superior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando h&aacute; um trauma dental, ocorrem agress&otilde;es &agrave; polpa e/ou ao periodonto. As agress&otilde;es &agrave; polpa podem ser: contamina&ccedil;&atilde;o por bact&eacute;rias atrav&eacute;s dos t&uacute;bulos dentin&aacute;rios expostos devido &agrave; fratura; contamina&ccedil;&atilde;o direta da polpa devido &agrave; fratura de esmalte e dentina com exposi&ccedil;&atilde;o pulpar; exposi&ccedil;&atilde;o pulpar ao ligamento periodontal devido &agrave; fratura radicular; hemorragia pulpar; rompimento parcial, total ou esmagamento pulpar devido &agrave;s luxa&ccedil;&otilde;es<sup>14&#45;15</sup>. Al&eacute;m disso, os danos ocorridos ao periodonto, se n&atilde;o forem reparados, tamb&eacute;m podem promover agress&otilde;es &agrave; polpa dental, como por exemplo, contamina&ccedil;&atilde;o pulpar pelo ligamento periodontal infectado<sup>14&#45;15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s agress&atilde;o &agrave; polpa dental, o ideal seria a total regenera&ccedil;&atilde;o desta, para que a anatomia e a fun&ccedil;&atilde;o fossem restauradas<sup>14</sup>. No entanto, podem ocorrer sequelas irrevers&iacute;veis ao tecido pulpar lesado, como calcifica&ccedil;&atilde;o pulpar, reabsor&ccedil;&atilde;o interna da coroa e/ou da raiz e necrose pulpar<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre essas, a necrose pulpar apresenta&#45;se como uma sequela de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico e, muitas vezes, somente &eacute; detectada ap&oacute;s o aparecimento de sinais como f&iacute;stula, les&atilde;o periapical e reabsor&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria externa<sup>14,16&#45;17</sup>. Al&eacute;m disso, devido &agrave; proximidade do &aacute;pice do dente dec&iacute;duo com o germe do sucessor permanente, a infec&ccedil;&atilde;o causada pela necrose pulpar pode levar a altera&ccedil;&otilde;es no dente permanente em forma&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; paralisar sua forma&ccedil;&atilde;o<sup>17&#45;18</sup>. Para que seja diagnosticada e tratada adequadamente, e para que as consequ&ecirc;ncias, tanto para os dentes dec&iacute;duos quanto para os germes do dentes sucessores permanentes, sejam, ao menos, minimizadas, s&atilde;o necess&aacute;rios dados provenientes da anamnese, dos exames cl&iacute;nicos intra&#45;bucal e radiogr&aacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, esses dados s&atilde;o limitados. Na anamnese, geralmente, a degenera&ccedil;&atilde;o pulpar nos dentes dec&iacute;duos n&atilde;o &eacute; acompanhada por sintomatologia claramente definida, a aus&ecirc;ncia de dor n&atilde;o pode ser usada no julgamento do estado pulpar<sup>16,19</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No exame radiogr&aacute;fico, pode ocorrer sobreposi&ccedil;&atilde;o das imagens do &aacute;pice do dente dec&iacute;duo com o germe do sucessor permanente, dificultando o diagn&oacute;stico de les&atilde;o apical<sup>18</sup>, al&eacute;m de ser um exame que evidencia apenas tecidos mineralizados e n&atilde;o apresenta imagem tridimensional<sup>17</sup>. Outro fator a ser considerado &eacute; a dificuldade de diferencia&ccedil;&atilde;o entre les&atilde;o apical e expans&atilde;o do fol&iacute;culo do germe do dente permanente, cujos tratamentos s&atilde;o diferentes: endodontia ou controle, respectivamente<sup>20&#45;21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No exame cl&iacute;nico intra&#45;bucal, o diagn&oacute;stico ocorre pela observa&ccedil;&atilde;o visual e palpa&ccedil;&atilde;o dos dentes suspeitos de necrose pulpar e da regi&atilde;o envolvida para detec&ccedil;&atilde;o de sinais como f&iacute;stula e abscesso. Por&eacute;m, esses s&atilde;o dados tardios, levando a um progn&oacute;stico desfavor&aacute;vel<sup>18</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Existem, ainda, os testes de sensibilidade pulpar (testes t&eacute;rmicos e el&eacute;tricos). Especialmente para crian&ccedil;as em idade pr&eacute;&#45;escolar que sofreram traumatismo dental, esses testes n&atilde;o s&atilde;o indicados, pois promovem dor e dependem de respostas subjetivas<sup>16,19,22</sup>. Outro fator a ser considerado &eacute; que s&atilde;o testes de sensibilidade para a fun&ccedil;&atilde;o nervosa e n&atilde;o indicam a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea na polpa<sup>23&#45;24</sup>. Al&eacute;m disso, logo ap&oacute;s o trauma dental, a capacidade de condu&ccedil;&atilde;o dos potenciais de a&ccedil;&atilde;o das termina&ccedil;&otilde;es nervosas ou dos receptores sensoriais est&aacute; desordenada, fato este que pode induzir a erros de diagn&oacute;stico<sup>24</sup>. Sabe&#45;se tamb&eacute;m que o suprimento sangu&iacute;neo resiste melhor ao traumatismo do que o nervoso<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para melhorar o diagn&oacute;stico de necrose pulpar em dentes dec&iacute;duos traumatizados, pesquisas sugerem a utiliza&ccedil;&atilde;o de testes objetivos e n&atilde;o invasivos que avaliem a circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea. Dentre eles, est&aacute; a Fluxometria Laser Doppler (FLD)<sup>17,22</sup>. Com este m&eacute;todo, o fluxo &eacute; medido usando um laser que &eacute; dirigido &agrave; por&ccedil;&atilde;o coron&aacute;ria do dente atrav&eacute;s de uma fibra &oacute;ptica emissora. Parte da radia&ccedil;&atilde;o, espalhada pelo esmalte e dentina, atinge a por&ccedil;&atilde;o coron&aacute;ria da polpa. Esta radia&ccedil;&atilde;o &eacute; espalhada pelas c&eacute;lulas sangu&iacute;neas em movimento, sofrendo um desvio em frequ&ecirc;ncia, ou seja, uma altera&ccedil;&atilde;o no comprimento de onda (efeito Doppler). Esta fra&ccedil;&atilde;o de radia&ccedil;&atilde;o espalhada &eacute; detectada por outra fibra &oacute;ptica coletora e processada, produzindo um sinal de fluxo em unidades arbitr&aacute;rias<sup>14,25</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste caso cl&iacute;nico foi demonstrar a utiliza&ccedil;&atilde;o da Fluxometria Laser Doppler como m&eacute;todo auxiliar no diagn&oacute;stico de necrose pulpar em dentes dec&iacute;duos, auxiliando no plano de tratamento em casos sem sinais cl&iacute;nicos intra&#45;bucais e radiogr&aacute;ficos evidentes de necrose pulpar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CASO CL&Iacute;NICO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Paciente do g&ecirc;nero feminino estava correndo em casa e escorregou, batendo a boca no ch&atilde;o, quando tinha 18 meses de idade. Houve sangramento dos l&aacute;bios superiores, por&eacute;m os incisivos superiores n&atilde;o apresentaram sinais cl&iacute;nicos de trauma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A crian&ccedil;a foi atendida no Centro de Atendimento e Pesquisa de Traumatismos em Dentes Dec&iacute;duos da Disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, quando tinha 20 meses de idade. Na consulta inicial, foram realizados o preenchimento da ficha com os dados pessoais, hist&oacute;ria m&eacute;dica, hist&oacute;ria odontol&oacute;gica, hist&oacute;ria do trauma, al&eacute;m dos dados de exames f&iacute;sicos e radiogr&aacute;ficos. A partir desse momento, foram realizadas consultas de controle ap&oacute;s 1 m&ecirc;s, ap&oacute;s 3 meses e, posteriormente, 2 vezes ao ano, nas quais foram observadas as condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da regi&atilde;o traumatizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ocorreram traumas repetidos e ap&oacute;s 2 anos e 6 meses de controle, quando a crian&ccedil;a estava com 4 anos e 2 meses de idade, observou&#45;se na radiografia periapical modificada, que o dente 61 apresentava&#45;se com calcifica&ccedil;&atilde;o pulpar e com imagem sugestiva de les&atilde;o periapical (<a href="#fig01">Figura 1</a>). O dente 51 apresentava apicalmente pequena reabsor&ccedil;&atilde;o radicular externa, por&eacute;m devido &agrave; sobreposi&ccedil;&atilde;o do &aacute;pice do dente dec&iacute;duo com o fol&iacute;culo do germe do permanente, n&atilde;o foi poss&iacute;vel confirmar se havia perda &oacute;ssea relacionada &agrave; les&atilde;o periapical (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Ao exame cl&iacute;nico intra&#45;bucal, n&atilde;o foram observados sinais de necrose pulpar para ambos os dentes, a gengiva estava clinicamente saud&aacute;vel e os dentes apresentavam mobilidade normal.</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n2/a20fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desta forma, optou&#45;se por realizar a FLD nos quatro incisivos superiores, para que este auxiliasse no diagn&oacute;stico de necrose pulpar do dente 51. Foi utilizado o Flux&ocirc;metro Laser Doppler da Moor Instruments (Axminster, Inglaterra), modelo moorLAB, com diodo laser emitindo no comprimento de onda de 780nm e pot&ecirc;ncia de 1mW (<a href="#fig02">Figura 2</a>). A banda Doppler foi fixada em 15kHz (para medir velocidades at&eacute; 7mm/s), seguindo a metodologia proposta por Wanderley<sup>17</sup>.</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n2/a20fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi utilizada uma sonda MP13, que foi estabilizada utilizando um posicionador individual de silicone de condensa&ccedil;&atilde;o (Optosil<sup>&reg;</sup>/Xantopren<sup>&reg;</sup>), confeccionado com uma moldeira parcial perfurada de alum&iacute;nio infantil para regi&atilde;o anterior. A sonda foi posicionada a 4mm da margem gengival e perpendicular ao longo eixo do dente analisado (<a href="#fig03">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n2/a20fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram realizados tr&ecirc;s registros de fluxo em unidades arbitr&aacute;rias de, pelo menos, 1 minuto, para cada dente a ser avaliado. Utilizou&#45;se a m&eacute;dia desses tr&ecirc;s registros como valor de fluxo do dente avaliado. O dados foram armazenados e analisados em computador atrav&eacute;s do programa MoorSoft<sup>TM</sup> para Windows<sup>TM</sup>, moorLAB vers&atilde;o 1.2 (<a href="#fig04">Figuras 4</a> e <a href="#fig05">5</a>). O registro apresenta dados de fluxo (F), de concentra&ccedil;&atilde;o (C) e de velocidade (V), sendo utilizado apenas o dado de fluxo. Para cada registro de fluxo, foi calculada a m&eacute;dia de tr&ecirc;s segmentos est&aacute;veis de 4,5 segundos ou mais, dando prefer&ecirc;ncia para analisar um segmento do in&iacute;cio, um segmento do meio e um segmento do final.</font></p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n2/a20fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n2/a20fig05.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os valores de fluxo, em unidades arbitr&aacute;rias, para cada dente foram: dente 52, F = 5,7 UA; dente 51, F = 2,1 UA; dente 61, F = 2,3 UA; e dente 62, F = 5,5 UA. De acordo com Wanderley<sup>17</sup>, valores menores do que 4,7 UA indicam dentes desvitalizados. Portanto, os dentes 51 e 61 foram assim classificados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi calculada a varia&ccedil;&atilde;o percentual de fluxo entre os seguintes pares de dentes: F(%) 51/52=40,4%; F(%) 61/62=38,2%. De acordo com Wanderley<sup>17</sup>, valores menores que 58,5% indicam dentes desvitalizados. Portanto, esse par&acirc;metro tamb&eacute;m classificou os dentes 51 e 61 como desvitalizados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Optou&#45;se por realizar o tratamento endod&ocirc;ntico dos dentes 51 e 61. No momento da abertura coron&aacute;ria, a necrose pulpar de ambos os dentes foi confirmada atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o visual. O dente 51 apresentou restos pulpares necr&oacute;ticos e aus&ecirc;ncia de sangramento. O dente 61 apresentou aus&ecirc;ncia de sangramento e c&acirc;mara pulpar vazia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento endod&ocirc;ntico (pulpectomia) dos dentes necrosados foi realizado de acordo com a metodologia proposta por Guedes&#45;Pinto<sup>26</sup>, sendo que esse tratamento foi realizado em sess&atilde;o &uacute;nica e o material obturador utilizado foi a pasta Guedes&#45;Pinto (Rifocort<sup>&reg;</sup>, paramonoclorofenol canforado e iodof&oacute;rmio). Utilizou&#45;se guta&#150;percha para isolar a pasta Guedes&#45;Pinto. O cimento de ion&ocirc;mero de vidro foi utilizado como material restaurador (<a href="#fig06">Figura 6</a>).</font></p>     <p><a name="fig06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v58n2/a20fig06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O cirurgi&atilde;o&#45;dentista e, especialmente, o odonto&#45;pediatra devem estar atentos ao traumatismo dental em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;&#45;escolar, al&eacute;m de estarem preparados para realizar o correto diagn&oacute;stico e, consequentemente, obterem o melhor progn&oacute;stico para cada caso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos casos de necrose pulpar em dentes dec&iacute;duos traumatizados, a dificuldade de diagn&oacute;stico &eacute; uma realidade. Os dados obtidos a partir da anamnese, do exame cl&iacute;nico e radiogr&aacute;fico s&atilde;o limitados. No Centro de Atendimento e Pesquisa de Traumatismos em Dentes Dec&iacute;duos da Disciplina de Odontopediatria da FOUSP, tem&#45;se utilizado a Fluxometria Laser Doppler como m&eacute;todo auxiliar no diagn&oacute;stico de vitalidade pulpar em dentes dec&iacute;duos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso cl&iacute;nico descrito, para o dente 51 com o aux&iacute;lio da FLD, foi poss&iacute;vel realizar o diagn&oacute;stico sem que houvesse sinais cl&iacute;nicos evidentes de necrose pulpar. Essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; a desej&aacute;vel na atua&ccedil;&atilde;o de todo profissional, pois &eacute; poss&iacute;vel diminuir os preju&iacute;zos tanto para os dentes dec&iacute;duos, quanto para os germes dos permanentes, e melhorar o progn&oacute;stico para esses dentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, o uso da FLD ainda &eacute; restrito. Par&acirc;metros de leitura dos registros em dentes dec&iacute;duos ainda est&atilde;o sendo propostos e testados para diferenciar dentes vitalizados de desvitalizados, pois, embora n&atilde;o haja fluxo sangu&iacute;neo em um dente necrosado, o valor do fluxo medido pelo aparelho &eacute; diferente de zero devido a interfer&ecirc;ncias diversas como, por exemplo, o registro do fluxo gengival. O alto custo do aparelho &eacute; um fator que deve ser considerado, mas seu uso em centros de atendimento &eacute; vi&aacute;vel. Al&eacute;m disso, a coopera&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a &eacute; fundamental, pois pequenos movimentos interferem na estabilidade dos registros, o que pode impedir seu uso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m de poder ser utilizada no diagn&oacute;stico cl&iacute;nico, a FLD melhora o conhecimento do estado pulpar em casos de trauma. Por exemplo, a expans&atilde;o do fol&iacute;culo do germe do permanente n&atilde;o est&aacute; associada &agrave; necrose pulpar, assim como a altera&ccedil;&atilde;o de cor acinzentada em dentes dec&iacute;duos traumatizados n&atilde;o &eacute; indicativo de necrose pulpar. Essas observa&ccedil;&otilde;es foram confirmadas a partir de pesquisas que utilizaram a FLD<sup>20,27</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante que o cirurgi&atilde;o&#45;dentista e o odontopediatra estejam atentos &agrave; dificuldade no diagn&oacute;stico da necrose pulpar, aos novos m&eacute;todos auxiliares de diagn&oacute;stico e ao conhecimento por eles gerados. Os profissionais que n&atilde;o t&ecirc;m acesso &agrave; FLD devem fazer uso da anamnese, do exame cl&iacute;nico intra&#45;bucal e do exame radiogr&aacute;fico. Sempre que houver d&uacute;vida no diagn&oacute;stico, deve&#45;se acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o do caso, confirmando a necrose pulpar com imagens radiogr&aacute;ficas mais conclusivas ou algum sinal cl&iacute;nico intra&#45;bucal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ao Centro de Lasers e Aplica&ccedil;&otilde;es (CLA) do Instituto de Pesquisas Energ&eacute;ticas e Nucleares (IPEN), pelo empr&eacute;stimo do aparelho e do programa de computador utilizados neste estudo, adquiridos com financiamento da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (FAPESP), projeto 00/14817&#45;9.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">IC CADIOLI respons&aacute;vel pela coleta cl&iacute;nica do caso e participou da reda&ccedil;&atilde;o do artigo. IC CADIOLI, GEC NOGUEIRA, MT WANDERLEY e CRMD RODRIGUES participaram da concep&ccedil;&atilde;o da pesquisa e da reda&ccedil;&atilde;o do artigo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Bijella MFTB, Yared FNFG, Bijella VT, Lopes ES. Occurence of primary incisor traumatism in Brazilian children: a house by house survey. ASDC J Dent Child. 1990;57(6):424&#45;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194244&pid=S1981-8637201000020002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Cunha RF, Pugliesi DMC, Vieira AEM. Oral trauma in Brazilian patients aged 0&#45;3 years. Dent Traumatol. 2001;17(5):210&#45;2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194246&pid=S1981-8637201000020002000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Kramer PF, Zembruski C, Ferreira SH, Feldens CA. Traumatic dental injuries in Brazilian preschool children. Dent Traumatol. 2003;19(6):299&#45;303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194248&pid=S1981-8637201000020002000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Mestrinho HD, Bezerra ACB, Carvalho JC. Traumatic dental injuries in Brazilian preschool children. Braz Dent J. 1998;9(2):105&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194250&pid=S1981-8637201000020002000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Oliveira LB, Marcenes W, Ardenghi TM, Sheiham A, B&ouml;necker M. Traumatic dental injuries and associated factors among Brazilian preschool children. Dent Traumatol. 2007;23(2):76&#45;81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194252&pid=S1981-8637201000020002000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Andreasen JO, Ravn JJ. Epidemiology of traumatic dental injuries to primary and permanent teeth in a Danish population sample. Int J Oral Surg. 1972;1(5):235&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194254&pid=S1981-8637201000020002000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. S&aacute;nchez JR, S&aacute;nchez R, Garc&iacute;a&#45;Godoy F. Traumatismos de los dientes anteriores em ninos pr&eacute;&#45;escolares. Acta Odontol Pediatr. 1981;2(1):17&#45;23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194256&pid=S1981-8637201000020002000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Garc&iacute;a&#45;Godoy F, Morb&aacute;n&#45;Laucer F, Corominas LR, Franjul RA, Noyola M. Traumatic dental injuries in preschool children from Santo Domingo. Community Dent Oral Epidemiol. 1983;11(2):127&#45;30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194258&pid=S1981-8637201000020002000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Hargreaves JA, Cleaton&#45;Jones PE, Roberts GJ, Williams S, Matejka JM. Trauma to primary teeth of South African pre&#45;school children. Endod Dent Traumatol. 1999;15(2):73&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194260&pid=S1981-8637201000020002000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Jones ML, Mourino AP, Bowden TA. Evaluation of occlusion, trauma, and dental anomalies in African&#45;American children of metropolitan Headstart programs. J Clin Pediatr Dent. 1993;18(1):51&#45;4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194262&pid=S1981-8637201000020002000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Wanderley MT. Casu&iacute;stica do atendimento no centro de pesquisa de traumatismo na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua da disciplina de odontopediatria da FOUSP&#45;SP &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194264&pid=S1981-8637201000020002000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Cardoso M, Carvalho Rocha MJ. Traumatized primary teeth in children assisted at the Federal University of Santa Catarina, Brazil. Dent Traumatol. 2002;18(3):129&#45;33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194266&pid=S1981-8637201000020002000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Kenwood M, Seow WK. Sequelae of trauma to the primary dentition. J Pedod. 1989;13(3):230&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194268&pid=S1981-8637201000020002000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Andreasen JO, Andreasen FM. Texto e altas colorido de traumatismo dental. 3 ed. Porto Alegre: Artmed; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194270&pid=S1981-8637201000020002000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Feldens CA, Kramer PF. Rea&ccedil;&otilde;es do dente dec&iacute;duo ao traumatismo. In: Kramer PF, Feldens CA. Traumatismos na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua: preven&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico e tratamento. S&atilde;o Paulo: Santos; 2005. p. 132&#45;50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194272&pid=S1981-8637201000020002000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Guedes&#45;Pinto AC, Duarte DA. Pulpoterapia odontopedi&aacute;trica. In: Guedes&#45;Pinto AC. Reabilita&ccedil;&atilde;o bucal em odontopediatria: atendimento integral. S&atilde;o Paulo: Santos; 1999. p.105&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194274&pid=S1981-8637201000020002000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Wanderley MT. Avalia&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos de diagn&oacute;stico pulpar em dentes dec&iacute;duos traumatizados &#91;tese&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194276&pid=S1981-8637201000020002000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Wanderley MT, Guedes&#45;Pinto AC. Traumatismo em dentes dec&iacute;duos e suas repercuss&otilde;es para as denti&ccedil;&otilde;es. In: Guedes&#45;Pinto AC, Iss&aacute;o M. Manual de odontopediatria. 11 ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 2006. p.265&#45;85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194278&pid=S1981-8637201000020002000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Camp JH, Barret EJ, Pulver F. Pediatric endodontics: endodontic treatment for the primary and young permanent dentition. In: Cohen S, Burns RC. Pathways of the pulp. 8 ed. St Louis: Mosby; 2002. p.797&#45;844.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194280&pid=S1981-8637201000020002000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Cadioli IC, Zanardi P, Wanderley MT, Rodrigues CRMD, Nogueira GE. Avalia&ccedil;&atilde;o de dec&iacute;duos traumatizados com expans&atilde;o no fol&iacute;culo do sucessor permanente atrav&eacute;s da fluxometria laser Doppler &#91;resumo Pa172&#93;. Braz Oral Research. 2006;20(Supl):172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194282&pid=S1981-8637201000020002000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Guedes&#45;Pinto AC, Wanderley MT, Cadioli IC, Mello&#45;Moura ACV. Abordagem integral do traumatismo na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua. In: Atualiza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica em odontologia. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2007. p.413&#45;36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194284&pid=S1981-8637201000020002000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Fratkin RD, Kenny DJ, Johnston DH. Evaluation of a laser Doppler flowmeter to assess blood flow in human primary incisor teeth. Peadiatr Dent. 1999;21(1):53&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194286&pid=S1981-8637201000020002000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Bhaskar SN, Rappaport HM. Dental vitality tests and pulp status. J Am Dent Assoc. 1973;86(2):409&#45;11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194288&pid=S1981-8637201000020002000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Trope M, Chivian N, Sigurdsson A, Vann Jr WF. Traumatic injuries. In: Cohen S, Burns RC. Pathways of the pulp. 8 ed. St Louis: Mosby; 2002. p.603&#45;49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194290&pid=S1981-8637201000020002000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Gazelius B, Olgart L, Edwall B, Edwall L. Non-invasive recording of blood flow in human dental pulp. Endod Dent Traumatol. 1986;2(5):219-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194292&pid=S1981-8637201000020002000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 26. Guedes-Pinto AC. Tratamento endod&ocirc;ntico em dentes dec&iacute;duos. In: Guedes-Pinto AC. Odontopediatria. 7 ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 2003. p.553-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194294&pid=S1981-8637201000020002000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 27. Aldrigui JM, Cadioli IC, Zanardi P, Nogueira GEC, Rodrigues CRMD, Wanderley MT. Avalia&ccedil;&atilde;o do uso do Flux&ocirc;metro Laser Doppler em dentes dec&iacute;duos traumatizados com altera&ccedil;&atilde;o de cor [resumo Ia 105]. Braz Oral Res. 2006;20 (Supl):71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=194296&pid=S1981-8637201000020002000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em: 19/10/2008    <br>  Aprovado em: 16/4/2009</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt"></a><a href="#tx">*</a> <i>in memoriam.</i>    <br>  <a href="#tx">**</a> Correspond&ecirc;ncia para / <I>Correspondence to</I>: MT WANDERLEY. <I>E&#45;mail</I>: &lt;<a href="mailto:marciatw@usp.br">marciatw@usp.br</a>&gt;</font></p>      ]]></body>
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