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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de cárie dentária e condições periodontais de escolares de 5 a 12 anos de idade, em um município rural brasileiro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objetive To analyze the oral health of schoolchildren living in a small, rural municipality, in respect of dental caries and periodontal conditions. Methods In 2006, we studied a sample of 335 children between the ages of 5 and 12 in Santa Rita do Pardo, in the state of Mato Grosso do Sul. The DMFT and dmft indices were used to assess the condition in respect of dental caries while for the periodontal status, we used the CPI index, observing the 1999 codes and criteria of the World Health Organization. Socio-economic data were obtained through questionnaires given to the parents. Results It was found that 75.2% of this population had a per capita income of up to half of the minimum wage and 54% lived in rural areas. The municipality does not have its public water supply artificially fluoridated and 51.4% of students use untreated water (i.e. from wells). At 5 years of age, 41.2% of students had dental caries in the deciduous dentition while by twelve years old, 72.7% had caries in the permanent dentition. The main component of the dmft and DMFT were decayed teeth. The DMFT found in 12 year-olds was 2.64 (95% CI 1.82 to 3.46). The percentage of schoolchildren with healthy gums decreased with age. Conclusion a significant proportion of schoolchildren had untreated lesions of dental caries and gingival bleeding. The smaller municipalities have difficulty in providing clean, fluoridated water to the entire population. The difficult access to rural areas causes discontinuity in terms of health programs. It is important to conduct epidemiological studies in different regions of Brazil, enabling the mapping of these oral health-related aspects]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Epidemiologia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria e condi&ccedil;&otilde;es periodontais de escolares de 5 a 12 anos de idade, em um munic&iacute;pio rural brasileiro<sup>I</sup></B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Prevalence of dental caries and periodontal conditions among schoolchildren aged between five and twelve, in a rural municipality in Brazil</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Acirc;ngela Cristina Rocha GIMENES<sup>II</sup>; Elenir Rose Jardim Cury PONTES<sup>III</sup> </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Artigo elaborado a partir da disserta&ccedil;&atilde;o de ACR GIMENES, intitulada "Preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria e doen&ccedil;a periodontal de escolares de 5 a 12 anos em Santa Rita do Pardo, MS, Brasil". Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2007    <br>   <sup>II</sup>Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Faculdade de Odontologia. Cidade Universit&aacute;ria, 79070900, Campo Grande, MS, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Departamento de Sa&uacute;de Coletiva. Campo Grande, MS, Brasil</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo</b>     <br> Analisar a sa&uacute;de bucal de escolares residentes em um munic&iacute;pio rural e de pequeno porte, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria e condi&ccedil;&otilde;es periodontais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>M&eacute;todos</b>     <br> Foi estudada uma amostra de 335 escolares de 5 a 12 anos de idade residentes de Santa Rita do Pardo, Mato Grosso do Sul, em 2006. Foram utilizados os &iacute;ndices CPOD e ceod para c&aacute;rie dent&aacute;ria e CPI para condi&ccedil;&atilde;o periodontal, segundo os c&oacute;digos e os crit&eacute;rios da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de de 1999. Os dados socioecon&ocirc;micos foram obtidos de question&aacute;rios dirigidos aos pais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b>    <br> Constatou-se que 75,2% desta popula&ccedil;&atilde;o tinham renda per capita de at&eacute; meio sal&aacute;rio-m&iacute;nimo e 54% viviam na zona rural. O munic&iacute;pio n&atilde;o tem &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico fluoretadas artificialmente e 51,4% dos estudantes utilizam &aacute;gua n&atilde;o tratada (de po&ccedil;o). Aos 5 anos de idade, 41,2% dos estudantes tinham c&aacute;rie dent&aacute;ria na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua e aos 12 anos, 72,7% na denti&ccedil;&atilde;o permanente. O principal componente do ceod e do CPOD foram os dentes cariados. O CPOD encontrado aos 12 anos foi de 2,64 (IC 95% 1,82 - 3,46). A porcentagem de escolares com gengivas sadias decresceu &agrave; medida que aumentou a idade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b>    <br> Uma parcela expressiva de escolares apresentou les&otilde;es n&atilde;o tratadas de c&aacute;rie dent&aacute;ria e sangramento gengival. Os munic&iacute;pios pequenos enfrentam dificuldades na disponibiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua tratada e fluoretada para toda popula&ccedil;&atilde;o. O acesso dif&iacute;cil &agrave;s &aacute;reas rurais provoca descontinuidade dos programas de sa&uacute;de. &Eacute; pertinente a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos epidemiol&oacute;gicos nas diversas regi&otilde;es brasileiras, que possibilitem o mapeamento destes aspectos relacionados &agrave; sa&uacute;de bucal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Termos de indexa&ccedil;&atilde;o: </B>Epidemiologia. Fluoreta&ccedil;&atilde;o. Inqu&eacute;ritos de sa&uacute;de bucal. Sa&uacute;de bucal.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetive </b>    <br> To analyze the oral health of schoolchildren living in a small, rural municipality, in respect of dental caries and periodontal conditions. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Methods</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> In 2006, we studied a sample of 335 children between the ages of 5 and 12 in Santa Rita do Pardo, in the state of Mato Grosso do Sul. The DMFT and dmft indices were used to assess the condition in respect of dental caries while for the periodontal status, we used the CPI index, observing the 1999 codes and criteria of the World Health Organization. Socio-economic data were obtained through questionnaires given to the parents.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Results </b>    <br> It was found that 75.2% of this population had a per capita income of up to half of the minimum wage and 54% lived in rural areas. The municipality does not have its public water supply artificially fluoridated and 51.4% of students use untreated water (i.e. from wells). At 5 years of age, 41.2% of students had dental caries in the deciduous dentition while by twelve years old, 72.7% had caries in the permanent dentition. The main component of the dmft and DMFT were decayed teeth. The DMFT found in 12 year-olds was 2.64 (95% CI 1.82 to 3.46). The percentage of schoolchildren with healthy gums decreased with age.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclusion </b>    <br> a significant proportion of schoolchildren had untreated lesions of dental caries and gingival bleeding. The smaller municipalities have difficulty in providing clean, fluoridated water to the entire population. The difficult access to rural areas causes discontinuity in terms of health programs. It is important to conduct epidemiological studies in different regions of Brazil, enabling the mapping of these oral health-related aspects.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Indexing terms: </B>Epidemiology. Fluoridation. Dental health surveys. Oral health.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento, a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria vem decrescendo na popula&ccedil;&atilde;o infantil<sup>1</sup>. No entanto, no interior desses pa&iacute;ses, podem ser observadas diferen&ccedil;as importantes em termos da preval&ecirc;ncia da c&aacute;rie dent&aacute;ria entre regi&otilde;es e cidades e entre diferentes grupos populacionais<sup>2</sup>. A sa&uacute;de bucal, na maioria dos munic&iacute;pios brasileiros, constitui ainda um grande desafio aos princ&iacute;pios doutrin&aacute;rios do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), principalmente no que se refere &agrave; universaliza&ccedil;&atilde;o e &agrave; equidade do atendimento<sup>3</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior concentra&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de na zona urbana compromete e dificulta o acesso da popula&ccedil;&atilde;o residente na zona rural ao atendimento odontol&oacute;gico e acredita-se que estes indiv&iacute;duos possam representar um importante p&oacute;lo de concentra&ccedil;&atilde;o dos agravos &agrave; sa&uacute;de bucal<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O objetivo deste estudo foi analisar a sa&uacute;de bucal de escolares residentes em um munic&iacute;pio rural e de pequeno porte, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria e condi&ccedil;&otilde;es periodontais, a fim de fornecer subs&iacute;dios para planejamento e organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos de acordo com o diagn&oacute;stico efetuado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>M&Eacute;TODOS</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Santa Rita do Pardo &eacute; um munic&iacute;pio rural, localizado ao leste de Mato Grosso do Sul, distante da capital cerca de 400 km. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE)<sup>5</sup>, &eacute; o d&eacute;cimo maior munic&iacute;pio deste Estado em extens&atilde;o, com uma &aacute;rea de 6.142 km2, 7.457 habitantes em 2006. No censo de 2000, a popula&ccedil;&atilde;o era de 6.624 habitantes, sendo que para a &aacute;rea rural a popula&ccedil;&atilde;o era de 3.402 habitantes, perfazendo 51,36%<sup>6</sup>. Os principais empregadores s&atilde;o a Prefeitura Municipal e a agropecu&aacute;ria<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por ocasi&atilde;o deste estudo, 90% das crian&ccedil;as da faixa et&aacute;ria de 5 a 12 anos, frequentavam as escolas<sup>8</sup>. De 2004 at&eacute; o ano de coleta dos dados, em 2006, no ambiente escolar, n&atilde;o houve atendimento cl&iacute;nico e n&atilde;o foram realizados os procedimentos coletivos: bochecho fluoretado, palestras educativas, escova&ccedil;&atilde;o supervisionada e terapia intensiva com fl&uacute;or<sup>9</sup>. O munic&iacute;pio n&atilde;o tem a &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico fluoretadas artificialmente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, foram consideradas como sujeitos da pesquisa, as crian&ccedil;as de 5 a 12 anos matriculadas em um dos estabelecimentos de ensino do munic&iacute;pio, no ano de 2006, e cujos pais ou respons&aacute;veis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme requisitos &eacute;ticos da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 sobre Pesquisas envolvendo seres humanos. Foram exclu&iacute;dos os escolares cujos pais n&atilde;o concordaram com a participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o c&aacute;lculo da amostra foram utilizados os seguintes par&acirc;metros: popula&ccedil;&atilde;o de 1.193 crian&ccedil;as de 5 a 12 anos matriculadas em escolas p&uacute;blicas do referido munic&iacute;pio, no ano de 2006, preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em dentes permanentes de 47% (&plusmn; 5%), conforme dados locais de 20058, n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%, e um acr&eacute;scimo de 20% para compensar eventuais perdas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra totalizou 348 escolares, que foram selecionados atrav&eacute;s de sorteio, em 2006, proporcional &agrave; quantidade de alunos matriculados em cada escola. Na escola, a amostra foi estratificada segundo a idade e sexo. Participaram do estudo as tr&ecirc;s escolas p&uacute;blicas existentes no munic&iacute;pio (inclusive as extens&otilde;es rurais com mais de 50 alunos). N&atilde;o havia, por ocasi&atilde;o da pesquisa, nenhuma escola particular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para avaliar a condi&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie foram utilizados os &iacute;ndices CPOD e ceod (n&uacute;mero de dentes cariados, perdidos ou com extra&ccedil;&atilde;o indicada e restaurados, para dentes permanentes e dec&iacute;duos, respectivamente) e para a condi&ccedil;&atilde;o periodontal, utilizou-se o &iacute;ndice CPI (para indiv&iacute;duos menores de 15 anos, apenas o registro de higidez, sangramento e c&aacute;lculo dent&aacute;rio, atrav&eacute;s do exame dos dentes 16, 11, 26, 36, 31 e 46), seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es, c&oacute;digos e crit&eacute;rios da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS)<sup>10</sup>. A condi&ccedil;&atilde;o periodontal n&atilde;o foi avaliada para a idade de 5 anos, devido &agrave; aus&ecirc;ncia dos dentes &iacute;ndices. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os exames foram realizados por um examinador, sob luz natural com aux&iacute;lio de espelhos bucais, esp&aacute;tula de madeira e sonda do tipo ball point recomendada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) (esfera de 0,5mm na extremidade), e demais materiais necess&aacute;rios para a pesquisa, segundo normas padronizadas de biosseguran&ccedil;a. Foi efetuada a calibra&ccedil;&atilde;o intraexaminador, com verifica&ccedil;&atilde;o da concord&acirc;ncia atrav&eacute;s da estat&iacute;stica Kappa (0,98 para CPO-D e 0,95 para CPI).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os dados socioecon&ocirc;micos foram obtidos a partir de question&aacute;rio, previamente testado, dirigido aos pais, que tamb&eacute;m autorizaram os exames bucais, mediante assinatura do TCLE. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o processamento dos dados foi utilizado o programa Epi Info - vers&atilde;o 3.4.3. Foi realizada a an&aacute;lise descritiva atrav&eacute;s de representa&ccedil;&atilde;o tabular e demais medidas estat&iacute;sticas. Para verificar poss&iacute;veis associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis de estudo foi utilizado o teste qui-quadrado, ao n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O projeto foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (processo 733).</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Do total da amostra de 348, foram examinados 335 escolares, representando 3,7% de perdas, bem menor ao previsto no c&aacute;lculo amostral (20,0%). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o estudada (n=335), verificou-se que 53,7% eram do sexo feminino e 46,3% masculino. Quanto ao grupo &eacute;tnico 68,6% eram brancos, 25,4% pardos, 5,1 ind&iacute;genas e 0,9% negros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Constatou-se que 75,2% desta popula&ccedil;&atilde;o tinham renda per capita de at&eacute; meio sal&aacute;rio-m&iacute;nimo, 65,7% n&atilde;o possu&iacute;am autom&oacute;vel, 54% viviam na zona rural, 53,7% possu&iacute;am moradia pr&oacute;pria, sendo que 36,2% das moradias tinham at&eacute; 4 c&ocirc;modos, 51,4% estudantes relataram utilizar &aacute;gua n&atilde;o tratada (de po&ccedil;o) e 96,1% que fazem uso de dentifr&iacute;cio fluoretado em casa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Houve maior preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as mais velhas, tanto para a denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua (ceod &ge; 1 de 5 a 10 anos - p=0,020); quanto para permanente (CPOD &ge;1 de 6 a 12 anos - p&lt;0,001). O componente cariado foi predominante em ambas as denti&ccedil;&otilde;es, sendo que as restaura&ccedil;&otilde;es foram menos frequentes na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, em compara&ccedil;&atilde;o com a denti&ccedil;&atilde;o permanente (Tabelas <a href="#tab01">1</a> e <a href="#tab02">2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#fig01">Figura 1</a> pode-se observar a distribui&ccedil;&atilde;o percentual dos escolares de 6 a 12 anos (n=318, excluindo 17 escolares de 5 anos, pois n&atilde;o tinham denti&ccedil;&atilde;o permanente) segundo os valores do &iacute;ndice CPOD. Nota-se uma concentra&ccedil;&atilde;o maior de escolares com CPOD=0 (57,9 %), em seguida, uma frequ&ecirc;ncia menor (de 5 a 12%) nos valores de CPOD de 1 a 4, e um decl&iacute;nio da curva at&eacute; atingir CPOD =12 (0,3%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos escolares de 6 a 12 anos (n=318), 57,9% (52,4% - 63,3% IC 95%) estavam livres de c&aacute;rie dent&aacute;ria na denti&ccedil;&atilde;o permanente; atrav&eacute;s dos dados do &iacute;ndice ceod nas idades de 5 a 12 anos (n=254, excluindo 81 escolares que n&atilde;o tinham denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua), 33,1% (27,3% - 38,9% IC 95%) dos examinados eram livres de c&aacute;rie na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando toda a amostra (n=335) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s duas denti&ccedil;&otilde;es (dec&iacute;dua e permanente), obteve-se a distribui&ccedil;&atilde;o dos escolares livres (ceod + CPOD =0) e de alta preval&ecirc;ncia (ceod &gt;4 ou CPOD &gt;4) de c&aacute;rie dent&aacute;ria (<a href="#tab03">Tabela 3</a>). Excetuando a idade de 5 anos, a porcentagem de escolares livres de c&aacute;rie foi similar &agrave; porcentagem de escolares com alta preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Percebe-se que &agrave; medida que aumenta a idade, decresce a frequ&ecirc;ncia de escolares com condi&ccedil;&atilde;o periodontal sadia (p&lt;0,001), o sangramento gengival acomete em torno de 50,0 a 70,0% dos escolares de acordo com a idade, e a preval&ecirc;ncia do c&aacute;lculo dent&aacute;rio vai aumentando a partir dos 9 anos, chegando a 45,5% dos escolares aos 12 anos (<a href="#tab04">Tabela 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v59n4/a04fig01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v59n4/a04tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v59n4/a04tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v59n4/a04tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rgo/v59n4/a04tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O CPOD encontrado aos 12 anos (<a href="#tab02">Tabela 2</a>) foi de 2,64 (IC 95% 1,82 - 3,46, baixo a moderado pela OMS1). Este valor foi similar aos dados oficiais dos levantamentos realizados pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de: 2,629 em 2006 e 2,8911 em 2007. No &uacute;ltimo levantamento nacional "SB Brasil: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal na popula&ccedil;&atilde;o brasileira", realizado em 2004, para munic&iacute;pios com porte populacional na faixa de 5 mil a 10 mil habitantes e aus&ecirc;ncia de fluoreta&ccedil;&atilde;o na &aacute;gua de abastecimento, o valor do CPO-D aos 12 anos foi de 3,61, o que demonstra que Santa Rita do Pardo alcan&ccedil;ou um &iacute;ndice inferior<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando os resultados dessa pesquisa ao SB Brasil12, observa-se que: a) aos 5 anos (<a href="#tab01">Tabela 1</a>), o valor do ceo-d de 1,12 (IC95% 0,23 - 2,01) foi menor em compara&ccedil;&atilde;o ao resultado para a regi&atilde;o Centro-Oeste (ceo-d =2,67 IC95% 2,57 - 2,70); b) a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria (CPO-D &gt;=1) nessa idade foi de 41,2% (IC95% 33,8 - 48,6), inferior &agrave; encontrada no Centro-Oeste de 58,3% (IC95% 56,8 - 59,8); c) na denti&ccedil;&atilde;o permanente, aos 12 anos, a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria foi de 72,7% (IC95% 59,6 - 85,9), tendo sido encontrados resultados semelhantes para a regi&atilde;o Centro-Oeste, 72,9% (IC95% 71,7 - 74,0) e 68,9% (IC95% 68,4 - 69,4) para o Brasil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O principal componente do ceod s&atilde;o os dentes cariados (<a href="#tab01">Tabela 1</a>) representando 78,9% na faixa et&aacute;ria de 5 anos chegando a 100,0% aos 11 anos, o que demonstra a falta de acesso a servi&ccedil;os. No SB Brasil<sup>12</sup>, em munic&iacute;pios sem fl&uacute;or na &aacute;gua de abastecimento, para a idade de 5 anos, obteve-se o percentual de 84,9% na regi&atilde;o Centro Oeste e 87,5% no Brasil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De maneira similar ao que ocorreu com a denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, tamb&eacute;m na denti&ccedil;&atilde;o permanente o principal problema refere-se a c&aacute;ries n&atilde;o tratadas. De todos os escolares, somente um estudante de 12 anos apresentou 2 dentes com selante de cicatr&iacute;culas e fissuras dentais (t&eacute;cnica alternativa, visto que o fl&uacute;or tem a&ccedil;&atilde;o principal em superf&iacute;cies lisas). O componente cariado representou 68,1% do CPOD aos 12 anos, sendo que no SB Brasil<sup>12</sup>, para munic&iacute;pios sem fl&uacute;or na &aacute;gua de abastecimento, foi de 64,8% para a regi&atilde;o Centro-Oeste e 68,3% para o Brasil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O predom&iacute;nio do componente cariado na composi&ccedil;&atilde;o do CPOD evidencia que, mesmo com a diminui&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia e da magnitude da c&aacute;rie dent&aacute;ria entre os escolares brasileiros, o acesso aos servi&ccedil;os para restaurar dentes continua sendo um enorme desafio para o Estado e a sociedade no Brasil, aprofundando a contradi&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s onde n&atilde;o faltam dentistas, mas onde a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o consegue fazer valer o seu direito de acesso aos cuidados proporcionados por esses profissionais<sup>13</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de o munic&iacute;pio ter atingido a meta da OMS para o ano 2000<sup>14</sup>, de 50,0% das crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie aos 5 anos (ceo-d=0), visto que 58,8% apresentam ceo-d=0, na idade de 6 anos isto n&atilde;o ocorreu, pois a porcentagem foi 37,3%. Outro aspecto a ser ressaltado quando se analisa as duas denti&ccedil;&otilde;es, dec&iacute;dua e permanente, &eacute; a frequ&ecirc;ncia de 31,0% de escolares com 4 ou mais dentes afetados por c&aacute;rie dent&aacute;ria, e apenas 26,0% livres dessa doen&ccedil;a (<a href="#tab03">Tabela 3</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; necessidade de reordenar a assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica prestada, de modo a agir sobre o estoque da doen&ccedil;a (les&otilde;es cariosas j&aacute; existentes), instituindo um controle efetivo em les&otilde;es iniciais revers&iacute;veis e intensificando o tratamento de les&otilde;es cariosas em dentes dec&iacute;duos, a fim de propiciar uma adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal por ocasi&atilde;o da erup&ccedil;&atilde;o de dentes permanentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab04">Tabela 4</a> pode-se observar que com a idade os problemas periodontais v&atilde;o aumentando. A porcentagem de escolares com gengivas sadias decresce de 47,0% aos 6 anos para 6,8% com 12 e aumenta para o c&aacute;lculo dent&aacute;rio de 2,0% aos 6 para 45,5% na idade de 12 anos. A altera&ccedil;&atilde;o periodontal mais frequente foi o sangramento gengival, devido ao ac&uacute;mulo de placa dent&aacute;ria, o que demanda medidas para melhoria da frequ&ecirc;ncia e qualidade da escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, h&aacute;bito este importante tanto na preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a periodontal, como para a c&aacute;rie dent&aacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constatou-se que esta popula&ccedil;&atilde;o &eacute; de baixo poder aquisitivo, e isto pode implicar em dificuldades para aquisi&ccedil;&atilde;o de produtos de higiene e acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. V&aacute;rios estudos apontaram a rela&ccedil;&atilde;o entre frequ&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria, altera&ccedil;&otilde;es periodontais e condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o<sup>7,13,15-18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; necess&aacute;ria uma avalia&ccedil;&atilde;o se h&aacute; problemas operacionais impedindo a implanta&ccedil;&atilde;o da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico, ressaltando que &eacute; de baixo custo e confere uma preven&ccedil;&atilde;o significativa &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria. Para os moradores de regi&otilde;es que utilizam de &aacute;gua de po&ccedil;o, devem ser institu&iacute;das fontes alternativas de fl&uacute;or (bochechos fluorados, aplica&ccedil;&otilde;es t&oacute;picas de fl&uacute;or, dentre outras), ap&oacute;s a verifica&ccedil;&atilde;o dos teores de fl&uacute;or nestas &aacute;guas<sup>19</sup>. A &uacute;nica fonte de fl&uacute;or atual &eacute; pela utiliza&ccedil;&atilde;o de dentifr&iacute;cio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saneamento (PNSB)/IBGE20, de um total de 5.507 munic&iacute;pios brasileiros, 5.391 possuem rede de distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, destes, 45,74% adicionam fl&uacute;or &agrave; &aacute;gua tratada. Na regi&atilde;o Centro-Oeste, de 446 munic&iacute;pios, 439 possuem rede de &aacute;gua e destes, 41,46% adicionam fl&uacute;or. As regi&otilde;es Sudeste e Sul concentram o maior n&uacute;mero de munic&iacute;pios com &aacute;gua fluoretada, 70,05% e 69,96%, respectivamente, e as regi&otilde;es Nordeste (16,55%) e Norte (7,82%), as menores porcentagens. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utiliza&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&otilde;es t&oacute;picas de fl&uacute;or com abrang&ecirc;ncia universal &eacute; recomendada para popula&ccedil;&otilde;es nas quais se constate uma ou mais das seguintes situa&ccedil;&otilde;es: a) exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua de abastecimento sem fl&uacute;or; b) exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua de abastecimento contendo naturalmente baixos teores de fl&uacute;or (at&eacute; 0,54 ppm F); c) exposi&ccedil;&atilde;o a fl&uacute;or na &aacute;gua h&aacute; menos de 5 anos; d) CPOD maior que 3 aos 12 anos de idade; e) menos de 30,0% dos indiv&iacute;duos do grupo s&atilde;o livres de c&aacute;rie aos 12 anos de idade19. Santa Rita do Pardo apresenta as situa&ccedil;&otilde;es descritas nos itens "a" e "e". Conforme a <a href="#tab04">Tabela 4</a>, 27,3% dos escolares aos 12 anos s&atilde;o livres de c&aacute;rie dent&aacute;ria, portanto, segundo as Diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal<sup>19</sup>, seria indicado o uso t&oacute;pico de fl&uacute;or em larga escala nesse munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O levantamento epidemiol&oacute;gico realizado em Santa Rita do Pardo demonstrou que apesar da frequ&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria ter sido de baixa a moderada, havia ainda uma parcela expressiva de escolares concentrando n&iacute;veis elevados dessa doen&ccedil;a, com predom&iacute;nio de dentes cariados n&atilde;o tratados e tamb&eacute;m altera&ccedil;&otilde;es periodontais, tais como sangramento gengival e c&aacute;lculo dent&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Isto remete a uma reflex&atilde;o importante, visto que &eacute; a realidade de muitos outros munic&iacute;pios brasileiros: dificuldades na disponibiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua tratada e fluoretada para toda popula&ccedil;&atilde;o num mesmo munic&iacute;pio, at&eacute; porque a maioria utiliza &aacute;gua de po&ccedil;o. Somado a isto, o acesso dif&iacute;cil a &aacute;reas rurais, que ocasiona a descontinuidade dos programas de sa&uacute;de bucal, dentre outros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT) que viabilizou os recursos financeiros atrav&eacute;s do Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (DECIT) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico e do governo do Estado de Mato Grosso do Sul.</font></p>     <p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Acirc;CR GIMENES foi respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do intelectual e desenho do estudo, coleta de dados prim&aacute;rios, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, reda&ccedil;&atilde;o do artigo. ERJC PONTES foi respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do intelectual e desenho do estudo, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, revis&atilde;o cr&iacute;tica e reda&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> </font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. World Health Organization. The World Oral Health Report 2003: continuous improvement of oral health in the 21st century-the approach of the WHO Global Oral Health Programme. Genebra: WHO; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=223023&pid=S1981-8637201100030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Petersen PE, Swan S. World Health Organization global oral health strategies for oral health promotion and disease prevention in the twenty-first century. Pr&auml;vention und Gesundheitsf&ouml;rderung. 2009;4(2):100-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Antunes JLF, Narvai PC. Pol&iacute;ticas de sa&uacute;de bucal no Brasil e seu impacto sobre as desigualdades em sa&uacute;de. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2010;44(2):360-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Peres SHCS, Carvalho FS, Carvalho CP, Bastos JRM, Lauris JRP. Polariza&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria em adolescentes, na regi&atilde;o sudoeste do Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2008;13(2):2155-62.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Cidades@ &#91;citado 2009 Ago 12&#93;. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.Ibge.gov. br&gt;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Perfil dos munic&iacute;pios da comunidade ativa no estado do Mato Grosso do Sul &#91;citado 2010 Mar 13&#93;. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www. presidencia.gov.br/estr_02/SecExec/MS500755.htm&gt;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional de Munic&iacute;pios. Dados econ&ocirc;micos &#91;citado 2010 Out 30&#93;. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.cnm.org.br/ economia/mu_eco_economia_renda.asp?iIdMun=100150068&gt;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, 2006 &#91;citado 2009 Fev 14&#93;. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.tabnet.datasus.gov. br/cgi/tabcgi.exe?ibge/cnv/popMS.def&gt;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Brasil. Ger&ecirc;ncia Municipal de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Saneamento e Higiene de Santa Rita do Pardo, Mato Grosso do Sul. N&uacute;cleo Regional de Tr&ecirc;s Lagoas. Levantamento epidemiol&oacute;gico de c&aacute;rie dent&aacute;ria. Santa Rita do Pardo: Ger&ecirc;ncia Municipal de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Saneamento e Higiene; 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Levantamentos b&aacute;sicos em sa&uacute;de bucal. 4a ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Brasil. Ger&ecirc;ncia Municipal de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Saneamento e Higiene de Santa Rita do Pardo, Mato Grosso do Sul. N&uacute;cleo Regional de Tr&ecirc;s Lagoas. Levantamento epidemiol&oacute;gico de c&aacute;rie dent&aacute;ria. Santa Rita do Pardo: Ger&ecirc;ncia Municipal de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Saneamento e Higiene; 2007.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Projeto SB Brasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal brasileira 2002-2003 - relat&oacute;rios principais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Narvai PC, Fraz&atilde;o P, Roncalli AG, Antunes JLF. C&aacute;rie dent&aacute;ria no Brasil: decl&iacute;nio, polariza&ccedil;&atilde;o, iniq&uuml;idade e exclus&atilde;o social. Rev Panam Salud Publica. 2006;19(6):385-93. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Federation Dentaire Internationale. Global goals for oral health in the year 2000. Int Dent J. 1982;32(1):74-7. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Cortellazzi KL, Tagliaferro EPS, Assaf AV, Tafner APMF, Ambrosano GMB, Bittar T, et al. Influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas, cl&iacute;nicas e demogr&aacute;fica na experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em pr&eacute;escolares de Piracicaba, SP. Rev Bras Epidemiol. 2009;12(3):490- 500.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Fischer TK, Peres KG, Kupek E, Peres MA. Indicadores de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em sa&uacute;de bucal: associa&ccedil;&atilde;o com as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, provis&atilde;o de servi&ccedil;os, fluoreta&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas e a estrat&eacute;gia de sa&uacute;de da fam&iacute;lia no Sul do Brasil. Rev Bras Epidemiol. 2010;13(1):126-38. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Noro LRA, Roncalli AG, J&uacute;nior Mendes FIR, Lima KC. A utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos entre crian&ccedil;as e fatores associados em Sobral, Cear&aacute;, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008;24(7):1509-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Tobias R, Parente RCP, Rebelo MAB. Preval&ecirc;ncia e gravidade da c&aacute;rie dent&aacute;ria e necessidade de tratamento em crian&ccedil;as de 12 anos de munic&iacute;pio de pequeno porte inserido no contexto amaz&ocirc;nico. Rev Bras Epidemiol. 2008;11(4):608-18. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de Brasil. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Diretrizes da pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de bucal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Programa Brasil Sorridente, a sa&uacute;de bucal levada a s&eacute;rio - subcomponente fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua. Orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ACR GIMENES    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Faculdade de Odontologia. Cidade Universit&aacute;ria, 79070900, Campo Grande, MS, Brasil. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:angelacristinagimenes@bol.com.br" target="_blank">angelacristinagimenes@bol.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 103/2010    <br> Vers&atilde;o final reapresentada em: 11/10/2010    <br> Aprovado em: 28/4/2011</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization.^dThe World Oral Health Report 2003</collab>
<source><![CDATA[continuous improvement of oral health in the 21st century-the approach of the WHO Global Oral Health Programme.]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Genebra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
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