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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise crítica do histórico e desenvolvimento das cerâmicas odontológicas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The constant use of aesthetic restorations in Dentistry has been promoting the development and the improvement of materials more and more to assist these requirements. Ceramic restorations have been promoted a new age in the aesthetic Dentistry, although, this restoring material has an old history and controversial clinical use. The aim of this review was to perform a critical analysis regarding the dental ceramics, for being a material thoroughly used for making of indirect restorations and still remains in technological development, because new ceramic materials have been introduced during the last two decades.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO REVIS&Atilde;O / REVIEW ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/><B>An&aacute;lise cr&iacute;tica do hist&oacute;rico e desenvolvimento das cer&acirc;micas odontol&oacute;gicas</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Critical analysis of the dental ceramics historical and development</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lucas da Fonseca Roberti GARCIA<sup>I</sup>; Simonides CONSANI<sup>II</sup>;Patr&iacute;cia Costa CRUZ<sup>I</sup>;Fernanda de Carvalho Panzeri PIRES DE SOUZA<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Universidade de S&atilde;o Paulo, Faculdade de Odontologia, Departamento de Materiais Dent&aacute;rios e Pr&oacute;tese    <br><sup>II</sup>Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia, Departamento de Odontologia Restauradora</font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso constante de restaura&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas na Odontologia tem promovido cada vez mais o desenvolvimento e o aperfei&ccedil;oamento de materiais que atendam a estes requisitos. As restaura&ccedil;&otilde;es em cer&acirc;mica promoveram uma nova era est&eacute;tica e embora, este material restaurador tenha uma hist&oacute;ria antiga, a sua utiliza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica ainda &eacute; controversa. O avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico, tanto no surgimento de novos materiais como no desenvolvimento de novas t&eacute;cnicas para a obten&ccedil;&atilde;o de resultados mais compat&iacute;veis com a denti&ccedil;&atilde;o natural, tem estimulado cada vez mais o uso destes materiais. As cer&acirc;micas odontol&oacute;gicas t&ecirc;m sido uma alternativa vi&aacute;vel de tratamento prot&eacute;tico tanto em &aacute;reas com perda de apenas um elemento dent&aacute;rio, quanto em &aacute;reas com perda de v&aacute;rios elementos. Esta revis&atilde;o teve por objetivo realizar uma an&aacute;lise cr&iacute;tica a respeito dos diversos tipos de cer&acirc;micas odontol&oacute;gicas utilizadas na confec&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&otilde;es prot&eacute;ticas indiretas, j&aacute; que, cada vez mais novos materiais cer&acirc;micos t&ecirc;m sido introduzidos no mercado durante as duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Termos de indexa&ccedil;&atilde;o: </B>Cer&acirc;mica. Est&eacute;tica dent&aacute;ria. Materiais dent&aacute;rios.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The constant use of aesthetic restorations in Dentistry has been promoting the development and the improvement of materials more and more to assist these requirements. Ceramic restorations have been promoted a new age in the aesthetic Dentistry, although, this restoring material has an old history and controversial clinical use. The aim of this review was to perform a critical analysis regarding the dental ceramics, for being a material thoroughly used for making of indirect restorations and still remains in technological development, because new ceramic materials have been introduced during the last two decades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Indexing terms: </B>Ceramics. Esthetics dental. Dental materials.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os materiais restauradores est&eacute;ticos a cer&acirc;mica pode ser considerada, atualmente, uma &oacute;tima alternativa para reprodu&ccedil;&atilde;o de dentes naturais. O uso rotineiro de restaura&ccedil;&otilde;es em cer&acirc;mica &eacute; um acontecimento recente, apesar de sua longa hist&oacute;ria, e sua utiliza&ccedil;&atilde;o promoveu uma nova era na Odontologia est&eacute;tica. O emprego cl&iacute;nico da cer&acirc;mica consagrou-se por apresentar v&aacute;rias propriedades desej&aacute;veis como substituto de dentes naturais, dentre as quais se destacam: translucidez, fluoresc&ecirc;ncia, estabilidade qu&iacute;mica, coeficiente de expans&atilde;o t&eacute;rmica pr&oacute;xima ao da estrutura dent&aacute;ria, compatibilidade biol&oacute;gica e maior resist&ecirc;ncia &agrave; compress&atilde;o e &agrave; abras&atilde;o<sup>1</sup>. Por&eacute;m, o sucesso est&eacute;tico de uma restaura&ccedil;&atilde;o de cer&acirc;mica depende de v&aacute;rios fatores como a caracteriza&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie, integridade marginal, forma anat&ocirc;mica e colora&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup> e clinicamente, a combina&ccedil;&atilde;o final de cores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; denti&ccedil;&atilde;o natural adjacente ainda continua problem&aacute;tica<sup>3-4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A cer&acirc;mica feldsp&aacute;tica &eacute; definida como um vidro n&atilde;o cristalino baseada na s&iacute;lica (SiO<sub>2</sub>) e no feldspato de pot&aacute;ssio (K<sub>2</sub>OAl<sub>2</sub>O<sub>36</sub>SiO<sub>2</sub>); ou feldspato s&oacute;dico (Na<sub>2</sub>OAl<sub>2</sub>36<sub>2</sub>.SiO<sub>2</sub>). Vidro, opacificadores e pigmentos s&atilde;o adicionados para controlar a fus&atilde;o, temperatura de sinteriza&ccedil;&atilde;o, coeficiente de expans&atilde;o t&eacute;rmica e solubilidade. Classificam-se em: alta fus&atilde;o (&gt;1.300&ordm;C); m&eacute;dia fus&atilde;o (1.101 a 1.300&ordm;C); baixa fus&atilde;o (850 a 1.100&ordm;C); e ultra-baixa fus&atilde;o (650 a 850&ordm;C)<sup>5</sup>. As cer&acirc;micas tamb&eacute;m podem ser classificadas de acordo com o seu tipo, uso e m&eacute;todo de fabrica&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em virtude da grande quantidade de cer&acirc;micas odontol&oacute;gicas presente no mercado &eacute; importante que o profissional conhe&ccedil;a cada material, bem como sua composi&ccedil;&atilde;o e indica&ccedil;&atilde;o, podendo assim empreg&aacute;-lo com maior seguran&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Metalocer&acirc;micas</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Restaura&ccedil;&otilde;es com metalocer&acirc;micas s&atilde;o utilizadas com sucesso cl&iacute;nico desde sua introdu&ccedil;&atilde;o em 1956 por Brecker<sup>6</sup>. Embora tenham sido utilizados amplamente para a confec&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&otilde;es unit&aacute;rias ou m&uacute;ltiplas, diversos fatores t&ecirc;m sido apontados como desvantagens deste tipo de material. Deficiente est&eacute;tica, dificuldade em se obter translucidez, margem met&aacute;lica vis&iacute;vel, principalmente, em regi&otilde;es anteriores e biocompatibilidade insuficiente s&atilde;o algumas delas. Assim, a exig&ecirc;ncia est&eacute;tica gerou modifica&ccedil;&otilde;es no tipo do preparo prot&eacute;tico para conseguir espa&ccedil;o para a estrutura met&aacute;lica, bem como a cer&acirc;mica de cobertura. Na tentativa de se conseguir est&eacute;tica mais aceit&aacute;vel, a estrutura em metal foi reduzida pela elimina&ccedil;&atilde;o da margem no t&eacute;rmino do preparo<sup>7</sup>. Todavia, mesmo com todas as modifica&ccedil;&otilde;es, em algumas situa&ccedil;&otilde;es as restaura&ccedil;&otilde;es metalocer&acirc;micas ainda n&atilde;o apresentam resultados est&eacute;ticos satisfat&oacute;rios. Assim, muita aten&ccedil;&atilde;o tem sido dada &agrave; confec&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&otilde;es sem a presen&ccedil;a do metal.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Cer&acirc;micas feldsp&aacute;ticas</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O material cer&acirc;mico Dicor&reg; (Dentisply&reg;, Petr&oacute;polis, Brasil) foi introduzido no mercado no inicio da d&eacute;cada de 1980, contendo 45% de cristais de mica tetras&iacute;lica com fl&uacute;or fundido &agrave; temperatura de 1.350 a 1.400&ordm;C. O processo de fundi&ccedil;&atilde;o realizado permitia um crescimento de cristais (mica) na estrutura do material e um aumento na resist&ecirc;ncia8. Esse material era indicado para confec&ccedil;&atilde;o de coroas anteriores e posteriores, inlays, onlays e facetas laminadas, nas quais eram aplicadas pigmentos na superf&iacute;cie externa para se obter a cor desejada. Todavia, os pigmentos podiam ser removidos tanto pela profilaxia di&aacute;ria, como pela aplica&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or fosfatado acidulado, em fun&ccedil;&atilde;o da menor estabilidade qu&iacute;mica da cer&acirc;mica de pigmenta&ccedil;&atilde;o, comprometendo a est&eacute;tica. Para solucionar esse problema o material tamb&eacute;m podia ser utilizado como infraestrutura, sobre a qual era aplicada cer&acirc;mica feldsp&aacute;tica, resultando num material de cobertura mais est&aacute;vel9. A resist&ecirc;ncia desse material era de aproximadamente 90 a 120 MPa<sup>10</sup>. Entretanto, estudos cl&iacute;nicos mostraram alta taxa de fratura das coroas Dicor&reg; em regi&otilde;es posteriores (35 a 64%), como consequ&ecirc;ncia do excesso de microtrincas<sup>10-11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Optec HSP&reg; (Jeneric/pentron, Inc.&reg;, Wallingford, CT, EUA) &eacute; uma cer&acirc;mica feldsp&aacute;tica refor&ccedil;ada por alto conte&uacute;do de leucita e indicada para confec&ccedil;&atilde;o de coroas unit&aacute;rias, inlays e onlays. Cont&eacute;m mais de 45% de cristais de leucita tatragonal numa matriz de vidro, o qual &eacute; maior que muitos outros sistemas refor&ccedil;ados por leucita ou cer&acirc;micas para restaura&ccedil;&otilde;es metalocer&acirc;micas<sup>8,12</sup>. Assim, possui alto m&oacute;dulo de ruptura e resist&ecirc;ncia a compress&atilde;o maior que as cer&acirc;micas feldsp&aacute;ticas convencionais. A resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o est&aacute; entre 120-130 MPa, permitindo que num per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o de 8 meses nenhuma fratura tenha ocorrido em 205 inlays<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O material Hi Ceram&reg; (Vita Zahnfabrik&reg;, Bad S&auml;ckingen, Alemanha), totalmente cer&acirc;mico, foi uma das primeiras cer&acirc;micas feldsp&aacute;ticas refor&ccedil;ada com alumina desenvolvida pela Vita&reg;. As part&iacute;culas dispersas de alumina numa matriz de vidro representam a principal fase de refor&ccedil;o cristalino. O corpo cer&acirc;mico &eacute; sinterizado diretamente num modelo refrat&aacute;rio a altas temperaturas, reproduzido atrav&eacute;s da duplica&ccedil;&atilde;o do modelo de trabalho. Sobre a infraestrutura opaca &eacute; aplicado a cer&acirc;mica de cobertura livre de leucita Vitadur N&reg; (Vita&reg;) ou Vitadur Alpha&reg; (Vita&reg;), proporcionando uma resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o de 140 MPa<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As cer&acirc;micas feldsp&aacute;tica s&atilde;o indicadas para restaura&ccedil;&otilde;es confeccionadas totalmente em cer&acirc;mica com baixo conte&uacute;do de leucita<sup>14</sup>. S&atilde;o indicadas para confec&ccedil;&atilde;o de coroas unit&aacute;rias, inlays, onlays e facetas laminadas.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Cer&acirc;micas refor&ccedil;adas com alumina</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1995, foi introduzido no mercado o sistema In Ceram Alumina&reg; (Vita&reg;) com coping ou infraestrutura infiltrada por vidro, contendo 70% a 85% de part&iacute;culas de alumina15-16, indicadas para confec&ccedil;&atilde;o de coroa unit&aacute;rias anteriores, posteriores e pr&oacute;tese parcial fixa de tr&ecirc;s elementos anteriores at&eacute; canino. Os valores de resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o variam de 450 a 600 MPa<sup>17-20</sup>. Estudo cl&iacute;nico com avalia&ccedil;&atilde;o de 7 anos mostrou 97% de sucesso para coroas unit&aacute;rias anteriores e posteriores e pr&oacute;tese fixa anterior<sup>21</sup>. Outro estudo mostrou 98% de sucesso para 4 anos de avalia&ccedil;&atilde;o em 68 coroas unit&aacute;rias posteriores e 28 anteriores<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">In Ceram Spinell&reg; (Vita&reg;) &eacute; uma cer&acirc;mica composta por alumina e magn&eacute;sio (MgAl<sub>2</sub>O<sub>4</sub> - aluminato de magn&eacute;sio). O procedimento de confec&ccedil;&atilde;o &eacute; o mesmo do In Ceram Alumina. A diferen&ccedil;a na composi&ccedil;&atilde;o proporcionou a obten&ccedil;&atilde;o de um material com maior translucidez em rela&ccedil;&atilde;o ao In Ceram Alumina&reg; e In Ceram Zirc&ocirc;nia&reg; (Vita&reg;), por causa </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">do baixo &iacute;ndice de refra&ccedil;&atilde;o do aluminato de magn&eacute;sio e da matriz de vidro permitindo melhorar os aspectos est&eacute;ticos. Por outro lado, a resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o &eacute; de 280 a 380 MPa, aproximadamente 25% inferior ao da alumina<sup>19,23-24</sup>. Estudo cl&iacute;nico com avalia&ccedil;&atilde;o de 5 anos mostrou 97,5% de sucesso cl&iacute;nico para coroas unit&aacute;rias anteriores<sup>25</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> In Ceram Zirc&ocirc;nia&reg; foi desenvolvida para atender a demanda para confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese parcial fixa de tr&ecirc;s elementos para regi&atilde;o posterior. Foi desenvolvido pela Vita&reg; e &eacute; composto pela adi&ccedil;&atilde;o de 33% de zirc&ocirc;nio parcialmente estabilizado ao In Ceram Alumina&reg;, tornando o material mais resistente. O procedimento de obten&ccedil;&atilde;o do In Ceram Alumina&reg; se faz pela aplica&ccedil;&atilde;o da barbotina (suspens&atilde;o de &oacute;xido de alum&iacute;nio) num troqu&eacute;l de gesso especial, ou na forma de blocos parcialmente sinterizados para posterior usinagem no sistema CAD/CAM. Apresenta opacidade que dificulta sua aplica&ccedil;&atilde;o em regi&otilde;es que exigem propriedades &oacute;pticas perfeitas, como em dentes anteriores. Assim, este material &eacute; indicado para regi&otilde;es posteriores, especificamente em pr&oacute;tese fixa de tr&ecirc;s elementos para regi&atilde;o de molares, coroas posteriores sobre dentes naturais ou implantes posteriores. Os valores de resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o &eacute; de aproximadamente 750 MPa<sup>23,26</sup>. Uma revis&atilde;o nos sistemas cer&acirc;micos relata que investiga&ccedil;&otilde;es feias pelo fabricante durante sete anos apresentou 98% de sucesso cl&iacute;nico<sup>23,27</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Techceram&reg; (Ivoclar/Vivadent AG&reg;, Schaan, Liechtenstein) foi lan&ccedil;ado no mercado em 1996 sendo composto por cer&acirc;mica &agrave; base de alumina e indicada para confec&ccedil;&atilde;o de coroas anteriores e posteriores, inlays, onlays e facetas laminadas. A resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o &eacute; de 300 MPa. A literatura n&atilde;o apresentou at&eacute; agora nenhum estudo com rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento cl&iacute;nico desse material. Por outro lado, grande n&uacute;mero de sistemas totalmente cer&acirc;micos refor&ccedil;ados por leucita tem sido correntemente utilizados nos tratamentos restauradores, como: cer&acirc;mica prensada OPC&reg; (Jeneric/pentron, Inc., Wallingford, CT, EUA), Finesse&reg; (Dentisply&reg;, Petr&oacute;polis, Brasil), VitaPress Omega 900&reg; (Vita&reg;) e Empress 1&reg; (Ivoclar/Vivadent AG&reg;). A composi&ccedil;&atilde;o &eacute; similar e as propriedades mec&acirc;nicas semelhantes, com resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o variando de 97 a 180 MPa<sup>20,23,28-29</sup>.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Cer&acirc;micas feldsp&aacute;ticas refor&ccedil;adas por leucita</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio dos anos 1990 foi introduzida no mercado uma cer&acirc;mica feldsp&aacute;tica refor&ccedil;ada por cristais de leucita (40-45%) denominada Empress 1&reg;, indicada para confec&ccedil;&atilde;o de coroas unit&aacute;ria anteriores e posteriores, inlays, onlays e facetas laminadas. A resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o est&aacute; entre 97 e 180 Mpa<sup>20,28-29</sup>. Por um per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o de 4 a 7 anos apresentou 90 a 98% de sucesso cl&iacute;nico<sup>30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com intuito de estender a indica&ccedil;&atilde;o para pr&oacute;tese parcial fixa de tr&ecirc;s elementos at&eacute; 2&ordm; pr&eacute;-molar foi introduzido no mercado em 1999, o sistema Empress 2&reg; (Ivoclar/Vivadent AG&reg;). Esse sistema consiste de cer&acirc;mica v&iacute;trea para confec&ccedil;&atilde;o de coping ou infraestrutura, contendo 60% a 65% em volume de cristais de di-silicato de l&iacute;tio, densamente dispostos e unidos &agrave; matriz v&iacute;trea. Os cristais de di-silicato de l&iacute;tio correspondem &agrave; principal fase cristalina. A segunda fase corresponde aos cristais de ortofosfato de l&iacute;tio<sup>31</sup>. A cer&acirc;mica de estratifica&ccedil;&atilde;o apresenta cristais de fluorapatita, aplicada diretamente sobre o coping ou infraestrutura atrav&eacute;s da t&eacute;cnica convencional de estratifica&ccedil;&atilde;o e sinteriza&ccedil;&atilde;o<sup>32</sup>. &Eacute; indicada para confec&ccedil;&atilde;o de coroas unit&aacute;rias anteriores e posteriores, inlays, onlays e facetas laminadas. A resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o est&aacute; entre 300 a 400 MPa33. Em um per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de 5 anos apresentou 99% de sucesso cl&iacute;nico para coroas anteriores e posteriores, e num per&iacute;odo de 8 a 15 meses, 97% de sucesso cl&iacute;nico para pr&oacute;tese parcial fixa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> OPC&reg; (Jeneric/pentron, Inc.&reg;), lan&ccedil;ado no mercado nos anos 1990, &eacute; feito de cer&acirc;mica refor&ccedil;ada por cristais de leucita pequenos (55-60%). E indicado para confec&ccedil;&atilde;o de coroas anteriores e posteriores, onlays, inlays e facetas laminadas. O procedimento de confec&ccedil;&atilde;o &eacute; pela t&eacute;cnica de cera perdida. A resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o &eacute; de aproximadamente 140 a 156 MPa23. A literatura n&atilde;o apresentou at&eacute; agora nenhum estudo com rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento cl&iacute;nico desse material. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema OPC 3G&reg; (Jeneric/pentron, Inc.&reg;), lan&ccedil;ado em fevereiro de 2004, &eacute; composto por cristais de di-silicato de l&iacute;tio, dispostos e unidos a matriz v&iacute;trea e indicados para confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese parcial fixa anterior at&eacute; 1&ordm; pr&eacute;-molar, coroas anteriores e posteriores, inlays, onlays e facetas laminadas. A literatura tamb&eacute;m n&atilde;o apresentou at&eacute; agora nenhum estudo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; flex&atilde;o e comportamento cl&iacute;nico desse material.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Cer&acirc;mica refor&ccedil;adas por vidro de leucita</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cer&acirc;mica refor&ccedil;ada por vidro de leucita denominada Finesse All-Ceramic&reg; (Dentisply&reg;), introduzida no mercado na d&eacute;cada de1990, &eacute; indicada para confec&ccedil;&atilde;o de coroas anteriores, pr&eacute;-molares, inlays, onlays e facetas laminadas. Tamb&eacute;m faz uso do m&eacute;todo de obten&ccedil;&atilde;o da cera perdida. O valor de resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o &eacute; de aproximadamente 120 MPa<sup>23</sup>. N&atilde;o h&aacute; na literatura nenhum estudo cl&iacute;nico a respeito deste material.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cerâmica VitaPress® (Vita®) lançada no mesmo   período que a cerâmica Finesse®, também é uma cerâmica   reforçada por vidro de leucita e indicada para a confecção   de inlays, onlays e facetas laminadas. O sistema emprega   o principio de cera perdida, sem a necessidade do uso de   equipamentos especiais para obtenção das restaurações   protéticas.   A cerâmica Vita Omega® (Vita®) é composta   por partículas de granulometria fina, o que proporciona   elevada dureza superficial próxima do esmalte (420 HV),   com comportamento favorável aos dentes antagonistas,   apresentando superfície homogênea<sup>34</sup> e resistência à flexão   próxima a da dentina (130 MPa). A literatura não apresentou   até o momento nenhum estudo com relação à resistência a   flexão e comportamento clínico desse material.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Restaura&ccedil;&otilde;es cer&acirc;micas obtidas pelo sistema CAD/CAM</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema Cerec (Sirona Dental&reg;, Bensheim, Alemanha) utiliza-se da capacita&ccedil;&atilde;o da imagem do preparo diretamente na cavidade bucal pelo dentista, com o aux&iacute;lio de uma microc&acirc;mera. A imagem captada &eacute; ent&atilde;o processada pela unidade (CAD) para que possa ser planejada e executada a restaura&ccedil;&atilde;o, auxiliada pelo computador (CAM). A leitura &oacute;ptica &eacute; realizada em toda extens&atilde;o do preparo, e toda &aacute;rea do preparo fica vis&iacute;vel atrav&eacute;s da microc&acirc;mera. Para difus&atilde;o uniforme da luz e, consequentemente, melhor visualiza&ccedil;&atilde;o do preparo, recomenda-se recobri-lo com uma camada uniforme de di&oacute;xido de tit&acirc;nio pulverizado. O procedimento de fresagem do sistema Cerec &eacute; realizado utilizando uma ponta diamantada e um disco para desgaste (Cerec&reg; 2, Sirona Dental&reg;) ou duas pontas diamantadas em uma unidade modular (Cerec&reg; 3, Sirona Dental&reg;). Ap&oacute;s as etapas de ajustes e polimento inicial, as restaura&ccedil;&otilde;es podem ser caracterizadas com pigmentos e aplica&ccedil;&atilde;o do glaze. Os materiais cer&acirc;micos usados para este sistema podem ser Blocos Vita MK II&reg; (Vita&reg;), Vitablocks&reg; (Vita&reg;), Ivoclar ProCad&reg; (Ivoclar/Vivadent AG&reg;), Vita MK II Esthetic Line&reg; (Vita&reg;) e Dicor MGC&reg; (Dentisply&reg;). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema Cerec in Lab&reg; (Sirona Dental&reg;) foi introduzido no mercado em 2002, designado especificamente para aplica&ccedil;&atilde;o em laborat&oacute;rios. O sistema possibilita a fabrica&ccedil;&atilde;o de copings e infraestruturas de at&eacute; 3 elementos com os blocos In Ceram Zirc&ocirc;nia&reg;, In Ceram Alumina&reg; e In Ceram Spinell&reg;. Esse sistema utiliza a leitura de troqu&eacute;l com laser em uma unidade compacta que tamb&eacute;m &eacute; respons&aacute;vel pela fresagem.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> In Ceram Celay&reg; (Vita&reg;) &eacute; uma alumina obtida pela fresagem de um bloco cer&acirc;mico, contendo 70% a 85% de part&iacute;culas de alumina<sup>35</sup>. &Eacute; indicada para confec&ccedil;&atilde;o de coroas unit&aacute;ria anteriores e posteriores, pr&oacute;tese parcial fixa anterior, inlays e onlays. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema Procera&reg; (Nobel Biocare, Zurique, Su&eacute;cia) foi desenvolvido na d&eacute;cada de 1980 e descrito inicialmente na d&eacute;cada de 1990 por Bruton<sup>36</sup>. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema Procera AllCeram&reg; (Nobel Biocare&reg;) &eacute; um sistema composto por 99,5% de part&iacute;culas de &oacute;xido de alum&iacute;nio puro, densamente sinterizado, indicado para confec&ccedil;&atilde;o de coroas anteriores e posteriores para dentes naturais e sobre implantes e o sistema Procera AllZircon&reg; (Nobel Biocare&reg;) &eacute; composto por 90% zirc&ocirc;nio estabilizado por &iacute;trio e indicado para confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese fixa anterior e posterior. O procedimento de confec&ccedil;&atilde;o do Procera&reg; &eacute; baseado no sistema CAD-CAM. Em qualquer t&eacute;cnica de obten&ccedil;&atilde;o do coping de alumina se for necess&aacute;rio a remo&ccedil;&atilde;o da cer&acirc;mica de estratifica&ccedil;&atilde;o por erro de cor, a mesma poder&aacute; ser removida com &aacute;cido fluor&iacute;drico (70,0%). Em minutos toda a cer&acirc;mica de estratifica&ccedil;&atilde;o ser&aacute; removida, sem qualquer dano &agrave; estrutura de Alumina (99,5%), por&eacute;m essa t&eacute;cnica n&atilde;o se aplica &agrave; estrutura de zirc&ocirc;nio (90,0%). A m&eacute;dia de resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o &eacute; de 600 MPa<sup>37</sup>. Um per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o de 5 e 10,5 anos apresentou 97,7% e 92,2% de sucesso cl&iacute;nico para coroas anteriores e posteriores<sup>38</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema Cercon&reg; (Dentisply&reg;) foi introduzido no mercado em 2001, como uma cer&acirc;mica composta por zirc&ocirc;nio com transforma&ccedil;&atilde;o estrutural quando &eacute; submetida a uma for&ccedil;a. Com o uso de aditivos como o &oacute;xido de &iacute;trio, o zirc&ocirc;nio pode manter uma estrutura cristalina tetragonal &agrave; temperatura ambiente. Quando &eacute; submetida &agrave; for&ccedil;a externa ocorre uma transforma&ccedil;&atilde;o instant&acirc;nea para estrutura cristalina monoc&iacute;clica, o cristal &eacute; 4% maior em volume em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma tetragonal, promovendo maior resist&ecirc;ncia na propaga&ccedil;&atilde;o de trincas. &Eacute; indicada para confec&ccedil;&atilde;o de coroas anteriores e pr&oacute;tese parcial fixa de tr&ecirc;s a oito elementos. A resist&ecirc;ncia a flex&atilde;o &eacute; de 900 MPa<sup>39</sup>. Por um per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o de 5 anos apresentou 100% de sucesso cl&iacute;nico. Um per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o de um ano apresentou 100% de sucesso cl&iacute;nico para pr&oacute;tese parcial fixa de tr&ecirc;s a quatro elementos<sup>40</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema Lava All-Ceramic system&reg; (3M ESPE&reg;, St. Paul, MN, EUA) emprega a tecnologia CAD/CAM para confeccionar coroas unit&aacute;rias anteriores e posteriores e pr&oacute;tese parcial fixa (3 e 4 elementos), com coping ou infraestrutura a base de &oacute;xido de zirc&ocirc;nio. O Lava&reg; (3M </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ESPE&reg;) possui est&eacute;tica e biocompatibilidade satisfat&oacute;rias. Preparos requerem menor desgaste da estrutura do dente e a cimenta&ccedil;&atilde;o pode ser realizada pela t&eacute;cnica convencional. A espessura da infraestrutura &eacute; de 0,5mm, com resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o de aproximadamente 1.250 MPa. Segundo o fabricante em tr&ecirc;s anos de estudo nenhuma fratura ocorreu em 150 pr&oacute;teses parciais fixas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Cer&acirc;micas de ultra-baixa fus&atilde;o</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As cer&acirc;micas de ultra-baixa fus&atilde;o foram desenvolvidas inicialmente para serem usadas em estruturas de tit&acirc;nio. A utiliza&ccedil;&atilde;o do tit&acirc;nio comercialmente puro e suas ligas (Remantitan e Trititam) para metalocer&acirc;micas &eacute; um dos adventos recentes neste tipo de restaura&ccedil;&atilde;o devido a sua biocompatibilidade e resist&ecirc;ncia &agrave; corros&atilde;o. As cer&acirc;micas apresentam temperatura de fus&atilde;o inferior a 850&ordm;C, sendo consideradas cer&acirc;micas de ultra-baixa fus&atilde;o. Essa temperatura &eacute; necess&aacute;ria para evitar o aumento da camada de &oacute;xido que acontece marcadamente a 900&ordm;C<sup>41</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A temperatura de ultra-baixa fus&atilde;o pode preservar a microestrutura da cer&acirc;mica, em rela&ccedil;&atilde;o aos materiais de alta fus&atilde;o, os quais podem sofrer dissolu&ccedil;&atilde;o dos seus componentes cristalinos e apresentar uma apar&ecirc;ncia mais natural. Segundo Hoffman &amp; Casellini<sup>42</sup> a resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o &eacute; similar &agrave; porcelana feldsp&aacute;tica convencional. Dentre as cer&acirc;micas de ultra-baixa fus&atilde;o pode-se destacar um novo tipo de cer&acirc;micas denominadas hidrot&eacute;rmicas. Essas cer&acirc;micas al&eacute;m dos componentes b&aacute;sicos apresentam hidroxilas que s&atilde;o incorporadas na rede de &oacute;xido de sil&iacute;cio, presentes na estrutura da cer&acirc;mica, por meio de troca i&ocirc;nica. Quando o material &eacute; hidratado, ou seja, entra em contato com as mol&eacute;culas de &aacute;gua e subst&acirc;ncias presentes nos fluidos bucais, ocorre &agrave; troca i&ocirc;nica, formando uma mol&eacute;cula de &aacute;gua. Essas cer&acirc;micas apresentam componentes qu&iacute;micos que as diferenciam das feldsp&aacute;ticas no meio aquoso, proporcionando maior estabilidade qu&iacute;mica e dureza inferior, o que poderia contribuir para sua longevidade cl&iacute;nica. A natureza pl&aacute;stica da superf&iacute;cie hidratada da cer&acirc;mica hidrot&eacute;rmica permite a deforma&ccedil;&atilde;o pl&aacute;stica das trincas, o que previne a propaga&ccedil;&atilde;o da mesma no corpo do material, aumentando sua resist&ecirc;ncia intr&iacute;nseca. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; durabilidade elas apresentam menor degrada&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s feldsp&aacute;ticas, em fun&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ons hidrog&ecirc;nio combinaremse com a hidroxila presente, formando &aacute;gua na camada superficial do material, o que diminui a degrada&ccedil;&atilde;o deste em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s feldsp&aacute;ticas. S&atilde;o indicadas para confec&ccedil;&atilde;o de inlays, onlays e facetas laminadas em cer&acirc;mica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sele&ccedil;&atilde;o adequada de um sistema cer&acirc;mico para determinadas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, pode proporcionar maior longevidade dessa restaura&ccedil;&atilde;o. Apesar de todos esses sistemas promoverem bons resultados est&eacute;ticos, alguns s&atilde;o mais indicados para regi&otilde;es anteriores pela maior translucidez pelo material. V&aacute;rios crit&eacute;rios podem ser utilizados pelo profissional para sele&ccedil;&atilde;o do sistema cer&acirc;mico mais adequado, como: est&eacute;tica, adapta&ccedil;&atilde;o marginal, biocompatibilidade, resist&ecirc;ncia, custo e facilidade de fabrica&ccedil;&atilde;o. Todos esses crit&eacute;rios, em graus diferentes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Dicor&reg; foi considerado entre todos os sistemas o mais transl&uacute;cido. Por&eacute;m, sistemas como Empress 1&reg;, Vision Esthetic&reg; (Wohlwend AG&reg;, Schellenberg, Alemanha), Finesse&reg;, OPC&reg;, Vitapress&reg;, Cergogold&reg; (Vita&reg;) entre outros &agrave; base de leucita, assim como, In Ceram Spinell&reg;, Empress 2&reg; e OPC 3G&reg; apresentam translucidez pr&oacute;ximas e s&atilde;o aproximadamente indicados para dentes anteriores. Sistemas cer&acirc;micos como In Ceram Alumina&reg;, Techceram&reg; e Procera AllCeram&reg; apresentam menor grau de translucidez, j&aacute; o In Ceram Zirc&ocirc;nia&reg;, Procera AllZircon&reg;, Ceron&reg; e Lava&reg;, mostram translucidez mais baixa ainda<sup>43-44</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As propriedades mec&acirc;nicas dos sistemas cer&acirc;micos podem ser verificadas pela resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o ou tenacidade. Esses valores podem guiar o profissional para um prov&aacute;vel sucesso das restaura&ccedil;&otilde;es<sup>10,19,45-46</sup>. Materiais com alta resist&ecirc;ncia &agrave; fratura e tenacidade deveriam ser usados em locais que apresentam maior tens&atilde;o, como regi&otilde;es posteriores e de canino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o das cer&acirc;micas de vidro prensadas refor&ccedil;adas por leucita Empress 1&reg;, OPC&reg;, Finesse&reg;, Optec&reg;, Dicor&reg;, Vision Esthetic&reg;, VitaPress&reg; est&atilde;o ao redor de 120 a 140 MPa e podem ser apropriadas para uso de coroas anteriores, inlays, onlays e facetas laminadas. Empress 2&reg; e In Ceram Spinell&reg; apresentam resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o intermedi&aacute;rias 350-430 MPa<sup>10,19,24</sup>, com indica&ccedil;&atilde;o para a confec&ccedil;&atilde;o de coroas anteriores e posteriores, inlays, onlays, facetas laminadas e pr&oacute;tese parcial fixa de tr&ecirc;s elementos at&eacute; 2&ordm; pr&eacute;-molar somente para o IPS Empress 2&reg; e at&eacute; 1&ordm; pr&eacute;-molar para o OPC 3G&reg;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grau de translucidez do In Ceram Alumina&reg;, Techceram&reg; e Procera AllCeram&reg; s&atilde;o pr&oacute;ximas, com valores de resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o altas 300 a 700 MPa, mas podendo ser indicados para coroas anteriores e posteriores e pr&oacute;tese parcial fixa de tr&ecirc;s elementos anterior at&eacute; regi&atilde;o de canino somente para o In Ceram Alumina&#63194;. Em locais </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">onde a tens&atilde;o &eacute; muito alta esses materiais podem ser considerados, mesmo que a translucidez n&atilde;o seja t&atilde;o alta como nos outros sistemas, comprometendo assim a est&eacute;tica adequada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os sistemas In Ceram Zirc&ocirc;nia&reg;, Ceron&reg; e Lava&reg; apresentam alta resist&ecirc;ncia &agrave; flex&atilde;o 750 MPa23,26, 900 MPa e 1.250 MPa, sendo indicados tanto para coroas unit&aacute;rias posteriores, quanto para pr&oacute;tese parcial fixa de 3 a 8 elementos.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avalia&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas longas do desempenho de v&aacute;rios sistemas cer&acirc;micos n&atilde;o s&atilde;o realizadas ou n&atilde;o s&atilde;o poss&iacute;veis antes destes serem introduzidos no mercado. Assim, seria importante analisar a combina&ccedil;&atilde;o dos dados de laborat&oacute;rio com as avalia&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, para que uma decis&atilde;o correta e sensata seja tomada na escolha particular de um material restaurador. Os sistemas cer&acirc;micos apresentados neste estudo podem propiciar a obten&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&otilde;es com apar&ecirc;ncia muito pr&oacute;xima a dos dentes naturais, promoverem boa adapta&ccedil;&atilde;o marginal e resist&ecirc;ncia adequada, desde que os procedimentos de preparo e fabrica&ccedil;&atilde;o sejam realizados com aten&ccedil;&atilde;o e cuidado. Por isso, &eacute; necess&aacute;rio que o profissional conhe&ccedil;a as caracter&iacute;sticas do material por ele utilizado para sua correta indica&ccedil;&atilde;o e sucesso cl&iacute;nico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LFR GARCIA, PC CRUZ e FCP PIRES-DE-SOUZA participaram de todas as fases do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Miyashita E, Fonseca AS. Odontologia est&eacute;tica: o estado da arte. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=233213&pid=S1981-8637201100050001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Meijering AC, Roeters FJM, Mulder J, Creugers NHJ. Patients' satisfaction with different types of veneer restorations. J Dent. 1997;25(6):493-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Milleding P, Haag P, Neroth B, Renzi I. Two years of clinical experience with Procera Tiatanium Crowns. Int J Prosth. 1998;11(3):224-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Haselton DR, Diaz-Arnold AM, Hillis SL. Clinical assessment of high-strength all-ceramic crowns. J Prosth Dent. 2000;83(4):396- 401.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Anusavice KJ. Phillip's science of dental materials. 10th ed. Philadelphia: Company; 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Brecker CS. Porcelain baked to gold: a new medium in prosthodontics. J Prosthet Dent. 1956;6:801-11.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Goodacre CJ. The collarless metal-ceramic crown. J Prosthet Dent. 1977;38(6):615-22.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Denry IL. Recent advantages in ceramics for dentistry. Crit Rev Biol Med. 1996;7(2):134-43.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Anusavice KJ. Recent developments in restaurative dental ceramics. J Am Dent Assoc. 1993;124(2):72-84. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Giordano R. A comparation of all-ceramic restorative systems. Part 1. Gen Dent. 1999;47(6):566-70. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Thompson JY, Anusavice KJ. Effect of surface etching of the flexure strength and fracture toughness of Dicor discs containing controlled flaws. J Dent Res. 1994;73(2):505-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Kelly JK, Nishimura I, Campbell SD. Ceramics in dentistry: historical roots and current perspective. J Prosthet Dent. 1996;45(1):18-32.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Segui RR, Daher T, Caputo A. Relative flexural strength of dental restorative ceramics. Dent Mater. 1990;6(3):181-4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Touati B, Miara P, Nathanson D. Odontologia est&eacute;tica e restaura&ccedil;&otilde;es cer&acirc;micas. S&atilde;o Paulo: Santos; 2000. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Sadoun M. All-ceramic bridges with slip casting technique. In: International Symposium on Ceramics; 1998; Paris. Anais. Paris: Quintessence Publishing Co, Inc.; 1998. p.32-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Evans DB, O'Brien WJ. Fracture strength of glass infiltratedmagnesia core porcelain. Int J Prosthodont. 1999;12(1):38-44.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Chong KH. Flexural strength of In-Ceram alumina and In-Ceram zirc&ocirc;nia core materials. Int J Prosthodont. 2002;15(2):183-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Guazzato M, Albakry N, Swain MV. Mechanical properties on In-Ceram alumina e In-Ceram zirc&ocirc;nia. Int J Prosthodont. 2002;15(4):339-46.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Segui RR, Sorensen JA. Relative flexural strength of six new ceramic materials. Int J Prosthodont. 1995;8(3):239-46.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Zeng K, Oden A, Rowcliffe D. Flexure test on dental ceramics. Int J Prosthodont. 1996;9(5):434-9.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Hulls A. All-ceramic restoration with the In Ceram system. In: International Conference; 1996; Germany. Anais. Germany: George-August University; 1996. p.58-62.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Probster L. Four year clinical study of glass infiltrated, sintered alumina crowns. J Oral Rehabil. 1996;23(3):147-51. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Giordano R. A comparation of all-ceramic restorative systems. Part 2. Gen Dent. 2000;48(1):38-45. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Magne P, Belser U. Esthetic improvements and in vitro testing of In-Ceram alumina and Spinell ceramic. Int J Prosthodont. 1997;10(5):459-67. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Fradeani M, Aquilano A, Corrado M. Clinical experience with In-Ceram Spinell crows: 5-years follow-up. Int J Periodont Res Dent. 2002;22(6):525-33. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Sorensen JA, Mito W, Chamberlain T. Core ceramic flexural strength from storage and reduced thickness. J Dent Res. 1999;78(Spec. Issue):219.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. Hornberger H, Vollman M, Thiel N. Vita In-Ceram Zirconia. Vita Zahnfabrick Scientifc. Information Paper; 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Cattell MJ. Flexural strength optimization of a leucita reinforced glass ceramic. Dent Mater. 2001;17(1):21-33.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 29. Segui RR, Denry I, Rosenstiel S. Relative fracture toughness and hardness of dental ceramics. J Prosthet Dent. 1995;74(2):145-50. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Fradeani M. Six-year follow-up with Empress veneers. Int J Periodont Rest Dent. 1998;18(3):216-25. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Holland W. A comparation of the microstructure and properties of the IPS Empress 2 and the IPS Empress glass-ceramics. J Biomed Mater Res. 2000;53(4):297-303.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 32. Severance G. Presentaci&oacute;n de una cer&aacute;mica vitrea de disilicato de l&iacute;tio: Empress 2. Signature Int. 1999;4(1):1-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Kappert HE. Propriedades mec&acirc;nicas do sistema IPS Empress 2. Rep&oacute;rter Interno para Ivoclar Ag.; 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Bottino MA. Est&eacute;tica em reabilita&ccedil;&atilde;o oral metal free. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Siervo S. The celay system: a comparation of the fit of direct and indirect fabrication techniques. Int J Prosthodont. 1994;7(5):434-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Bruton PA. Procera All-ceramic crown: a new approach to an old problem. Br Dent J. 1999;186(9):430-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Andersson M, Oden A. A new all-ceramic crown: a densesintered, high purity an alumina coping with porcelain. Acta Odontol Scand. 1993;51(1):59-64. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Odman P, Anderson B. Procera All Ceram crows followed for 5 to 10 years: a prospective clinical study. Int J Prosthodont. 2001;14(6):504-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. Sundar V, Kennedy CR. Ceron zirconia: a system solution for reliable metal-free multi-unit restaurations. Dentisply International, Ceramco Division; 2002. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40. Sturzenegger B. Clinical study of zirconium oxide bridges in the posterior segments fabricated with the DCM system. Schweiz Monatsschr Zahnmed. 2000;110(12):131-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 41. Togaya T. An application of pure titanium to the metal porcelain system. Dent Mat J. 1983;2(2):210-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">42. Hoffman HR, Casellini RC. New low fusing synthetic porcelain: a solution to ceramo-metal problems. Trends Tech Contemp Dent Lab. 1988;5(1):44-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 43. Lund PS, Campbell SD, Giordano R. Optical evaluation of the translucency of core and venner materials. J Dent Res. 1996;75(Spec. Issue):284. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">44. Nagai SI. Optical evaluation of the translucency of In-Ceram core material. J Dent Res. 1996;75(Spec. Issue):248. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">45. Sobrinho LC. Investigation of the dry and wet fatigue properties of three all ceramics crown system. Int J Prosthodont. 1998;11(3):255-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">46. Wagner W, Chu T. Biaxial flexure strength and fracture toughness of three new dental core ceramics. J Prosthetic Dent. 1996;76(2):140-4.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FCP PIRES-DE-SOUZA    <br>   Universidade de S&atilde;o Paulo,     <br>Faculdade de Odontologia,     <br>Departamento de Materiais Dent&aacute;rios e Pr&oacute;tese.    <br>    Av. do Caf&eacute;, s/n., Monte Alegre, 14040-904     <br>Ribeir&atilde;o Preto, SP, Brasil.  </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:ferpanzeri@forp.usp.br" target="_blank">ferpanzeri@forp.usp.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 15/11/2008    <br> Aceito: 26/8/2009</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
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<source><![CDATA[Odontologia estética: o estado da arte.]]></source>
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