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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comparação entre soluções irrigadoras na endodontia: clorexidina x hipoclorito de sódio]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this review was reporting an overview about the properties of two irrigating solutions, solution of sodium hypochlorite and chlorhexidine, used in the treatment of root canals. A solution must submit irrigating antimicrobial action, dissolve waste tissue, promote wetting to facilitate the instrumentation, and present biocompatibility with the adjacent tissues. The sodium hypochlorite used in different concentrations has been the solution of choice among professionals by presenting antimicrobial action and act as a solvent tissue. However, today, chlorhexidine has been widely used as an irrigating solution due to specific properties that enable its use, such as substantivity, antimicrobial effectiveness, and low toxicity. Thus the solution of chlorhexidine with different concentrations is presented as an alternative to irrigating solution for the treatment of root canals.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO REVIS&Atilde;O / REVIEW ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/><B>Compara&ccedil;&atilde;o entre solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras na endodontia: clorexidina x hipoclorito de s&oacute;dio</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Comparasion between irrigants solutions in endodontics: chlorhexidine x sodium hypocloride</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hermes PRETEL<sup>I</sup>;Fernando BEZZON<sup>II</sup>; Frederico Bordini Chaves FALEIROS<sup>III</sup>; F&aacute;bio Roberto DAMETTO<sup>IV</sup>; Luis Geraldo VAZ<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia, Departamento de Cl&iacute;nica Infantil    <br>   <sup>II</sup>Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia, Departamento de Odontologia Restauradora    <br>   <sup>III</sup>Universidade de Franca, Faculdade de Odontologia, Departamento de Endodontia    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV</sup>Universidade Potiguar, Faculdade de Odontologia, Departamento de Endodontia    <br>   <sup>V</sup>Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho, Faculdade de Odontologia, Departamento de Materiais Odontol&oacute;gicos e Pr&oacute;tese</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo dessa revis&atilde;o foi relatar uma vis&atilde;o geral e descritiva a respeito das propriedades de duas solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras, a solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito de s&oacute;dio e de clorexidina com diferentes concentra&ccedil;&otilde;es, utilizadas no tratamento de canais radiculares. Uma solu&ccedil;&atilde;o irrigadora considerada ideal deve apresentar a&ccedil;&atilde;o antimicrobiana, dissolver res&iacute;duos teciduais, promover molhamento com finalidade de facilitar a instrumenta&ccedil;&atilde;o, e apresentar biocompatibilidade com os tecidos adjacentes. O hipoclorito de s&oacute;dio utilizado em diferentes concentra&ccedil;&otilde;es para limpeza de canais radiculares tem sido a solu&ccedil;&atilde;o de escolha entre os profissionais por apresentar a&ccedil;&atilde;o antimicrobiana e atuar como solvente tecidual. Por&eacute;m, atualmente, a clorexidina vem sendo muito utilizada como solu&ccedil;&atilde;o irrigadora devido a propriedades espec&iacute;ficas que viabilizam sua utiliza&ccedil;&atilde;o, tais como substantividade, efetividade antimicrobiana, e baixa toxicidade. Desse modo conclu&iacute;-se que a solu&ccedil;&atilde;o de clorexidina com diferentes concentra&ccedil;&otilde;es se apresenta como uma poss&iacute;vel alternativa de solu&ccedil;&atilde;o irrigadora para o tratamento de canais radiculares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Termos de indexa&ccedil;&atilde;o: </B>Clorexidina. Hipoclorito de s&oacute;dio. Irrigantes do canal radicular.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The objective of this review was reporting an overview about the properties of two irrigating solutions, solution of sodium hypochlorite and chlorhexidine, used in the treatment of root canals. A solution must submit irrigating antimicrobial action, dissolve waste tissue, promote wetting to facilitate the instrumentation, and present biocompatibility with the adjacent tissues. The sodium hypochlorite used in different concentrations has been the solution of choice among professionals by presenting antimicrobial action and act as a solvent tissue. However, today, chlorhexidine has been widely used as an irrigating solution due to specific properties that enable its use, such as substantivity, antimicrobial effectiveness, and low toxicity. Thus the solution of chlorhexidine with different concentrations is presented as an alternative to irrigating solution for the treatment of root canals.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Indexing terms:</B> Chlorhexidine. Sodium hypochlorite. Root canal irrigants.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os micro-organismos e seus produtos metab&oacute;licos s&atilde;o considerados os respons&aacute;veis pelas doen&ccedil;ass pulpares e periapicais. Desse modo, a completa desinfec&ccedil;&atilde;o do sistema de canais radiculares &eacute; essencial para o sucesso do tratamento endod&ocirc;ntico. Embora exista uma variedade de t&eacute;cnicas de instrumenta&ccedil;&atilde;o, &eacute; frequente a presen&ccedil;a de res&iacute;duos, bact&eacute;rias, restos de tecido pulpar e raspas de dentina<sup>1</sup>. Remanescentes de tecido necr&oacute;tico pode ser uma fonte de nutri&ccedil;&atilde;o para as bact&eacute;rias sobreviventes<sup>2-3</sup>. Em fun&ccedil;&atilde;o da complexa anatomia dos canais radiculares, aproximadamente 50% das paredes dos canais permanece n&atilde;o instrumentado durante o preparo, o que resulta em uma limpeza insuficiente<sup>4</sup>. Por essa raz&atilde;o, deve-se combinar </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">o uso de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas associadas ao preparo cir&uacute;rgico, a fim de potencializar a desinfec&ccedil;&atilde;o. O irrigante ideal deve possuir forte efeito antibacteriano, dissolver tecidos necr&oacute;ticos e n&atilde;o lesar os tecidos periapicais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante a irriga&ccedil;&atilde;o, dentina radicular, coronal e o esmalte s&atilde;o expostos a solu&ccedil;&otilde;es. Isto pode causar altera&ccedil;&otilde;es na superf&iacute;cie do esmalte e dentina e afetar sua intera&ccedil;&atilde;o com o material obturador e restaurador da coroa, assim como, diminuir a resist&ecirc;ncia ao ingresso bacteriano e permitir infiltra&ccedil;&atilde;o coron&aacute;ria<sup>5</sup>. O hipoclorito de s&oacute;dio tem sido usado como irrigante endod&ocirc;ntico por mais de quatro d&eacute;cadas. Embora tenha excelente a&ccedil;&atilde;o antimicrobiana e seja um excelente solvente tecidual, em altas concentra&ccedil;&otilde;es &eacute; t&oacute;xico aos tecidos periapicais<sup>6</sup>. J&aacute; a clorexidina tem se mostrado um excelente agente antimicrobiano, sendo usado desde 1950 em diferentes concentra&ccedil;&otilde;es como anti-s&eacute;ptico oral, gel, pasta de dente, chicletes, al&eacute;m de seu grande uso nas &aacute;reas m&eacute;dicas e odontol&oacute;gicas. Seu grande espectro contra bact&eacute;rias gram-positivas e gramnegativas, sua capacidade em aderir ao tecido dentin&aacute;rio e &agrave; mucosa bucal por prolongado tempo, assim como sua biocompatibilidade, s&atilde;o algumas propriedades cl&iacute;nicas que justificam a sua utiliza&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>. A clorexidina tem sido empregada em v&aacute;rias especialidades odontol&oacute;gicas por ser um potente agente antimicrobiano, caracter&iacute;stica essa que viabiliza seu uso tamb&eacute;m na Endodontia. Como irrigante endod&ocirc;ntico, a clorexidina vem mostrando &oacute;timos resultados na &uacute;ltima d&eacute;cada, sendo absorvida pela parede celular dos micro-organismos e causando quebra dos componentes intracelulares. Em baixas concentra&ccedil;&otilde;es tem efeito bacteriost&aacute;tico; j&aacute; em altas tem efeito bactericida, devido &agrave; precipita&ccedil;&atilde;o e coagula&ccedil;&atilde;o do citoplasma, provavelmente causado pela uni&atilde;o de prote&iacute;nas<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Devido &agrave; import&acirc;ncia da solu&ccedil;&atilde;o irrigadora durante o preparo biomec&acirc;nico e &agrave; variedade de solu&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis para uso cl&iacute;nico, com suas diferentes propriedades, o objetivo desse trabalho &eacute; apresentar uma vis&atilde;o geral sobre duas solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras na endodontia, a solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito de s&oacute;dio e clorexidina, suas a&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es. Resultados obtidos em estudos in vitro e in vivo, al&eacute;m de investiga&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, s&atilde;o discutidos e recomenda&ccedil;&otilde;es gerais s&atilde;o sugeridas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Clorexidina X Hipoclorito</B></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B></B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ringel et al.<sup>9</sup> estudaram o efeito da clorexidina e do hipoclorito de s&oacute;dio como solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras. Foi utilizado gluconato de clorexidina a 0,2% e hipoclorito de s&oacute;dio a 2,5% em 60 dentes. An&aacute;lises microbiol&oacute;gicas de bact&eacute;rias aer&oacute;bicas e anaer&oacute;bicas foram realizadas. Os autores conclu&iacute;ram que o hipoclorito de s&oacute;dio a 2,5% como irrigante endod&ocirc;ntico foi mais eficaz que o gluconato de clorexidina a 0,2% como agente antibacteriano. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tasman et al.<sup>10</sup> estudaram a tens&atilde;o superficial de diferentes solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras: &aacute;gua destilada; hipoclorito de s&oacute;dio 2,5%; hipoclorito de s&oacute;dio 5,0%; EDTA 17%; per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio 3,0%; citanest-octaprecin 3,0% e clorexidina 0,2%. Foi utilizado o Ring method para aferir a tens&atilde;o superficial. Os autores observaram em ordem crescente os seguintes resultados: clorexidina; hipoclorito a 2,5 %, hipoclorito a 5%; EDTA a 17%; citanest; per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio; solu&ccedil;&atilde;o salina e &aacute;gua destilada. Os autores conclu&iacute;ram que a menor tens&atilde;o superficial da clorexidina favorece a maior penetra&ccedil;&atilde;o dessa solu&ccedil;&atilde;o nos t&uacute;bulos dentin&aacute;rios.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tanomaru Filho et al.<sup>11</sup> avaliaram a resposta inflamat&oacute;ria a solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras injetadas na cavidade peritoneal de ratos. Sessenta ratos receberam inje&ccedil;&otilde;es intra-peritoneais de 0,3ml de hipoclorito de s&oacute;dio a 0,5%, digluconato de clorexidina a 2%, ou solu&ccedil;&atilde;o salina fosfatada tamponada (PBS, controle). Cinco animais de cada grupo foram sacrificados com 4, 24, 48 horas e 7 dias depois da inje&ccedil;&atilde;o. L&iacute;quido da cavidade peritoneal de cada animal foi coletado para contagem total e diferencial de c&eacute;lulas inflamat&oacute;rias e escoamento de prote&iacute;nas. O grupo com solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito de s&oacute;dio a 0,5% teve maior migra&ccedil;&atilde;o de neutr&oacute;filos e c&eacute;lulas mononucleares para a cavidade peritoneal de 48 a 168 horas (p&lt;0,05). Houve um significante aumento no escoamento de prote&iacute;nas para a cavidade peritoneal depois de 4 a 48 horas no grupo com solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito de s&oacute;dio a 0,5%, comparado ao controle. A migra&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;nas foi similar em todos os grupos com 168 horas. O grupo com clorexidina a 2% teve resultados similares ao grupo-controle em todos os per&iacute;odos. Conclu&iacute;ram que o grupo com solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito de s&oacute;dio a 0,5% induziu resposta inflamat&oacute;ria, entretanto, solu&ccedil;&atilde;o de clorexidina a 2% n&atilde;o induziu resposta inflamat&oacute;ria significante. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zamany et al.<sup>12</sup> estabeleceu que a adi&ccedil;&atilde;o de 2 % de clorexidina ao protocolo de tratamento convencional aumenta a taxa de sucesso da desinfec&ccedil;&atilde;o dos sistemas de canais in vivo. Vinte e quatro dentes com polpas necrosadas infectadas e les&otilde;es apicais foram tratados com a t&eacute;cnica convencional com 1% de NaOCl como irrigante. Metade dos casos recebeu como solu&ccedil;&atilde;o adicional 2% de clorexidina. Meio de cultura foi utilizado para coletar </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">culturas que foram incubadas por 4 semanas. Os resultados demonstraram que houve crescimento bacteriano em 1 dos 12 casos com clorexidina enquanto no grupo-controle, 7 dos 12 casos apresentaram crescimento. A diferen&ccedil;a foi estatisticamente significante (p&lt;0,5). Os achados foram clinicamente significantes.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Naenni et al.<sup>13</sup>, baseados no conceito de que remanescentes de tecidos necr&oacute;ticos em canais radiculares, fornecem uma fonte de nutri&ccedil;&atilde;o para micro-organismos sobreviventes, ap&oacute;s terapia endod&ocirc;ntica, avaliaram a capacidade de dissolu&ccedil;&atilde;o de tecido necr&oacute;tico de alguns irrigantes de canais radiculares: hipoclorito de s&oacute;dio a 1% (NaOCl), clorexidina a 10%, per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio a 3% e 30%, &aacute;cido perac&eacute;tico a 10%, dicloroisocianorato (NaDCC) e &aacute;cido c&iacute;trico a 10%. Amostras de tecido necr&oacute;tico estandardizado obtido do palato de porcos foram incubadas nestas solu&ccedil;&otilde;es e sua perda de massa foi medida ao longo do tempo. Nenhuma das solu&ccedil;&otilde;es testadas, exceto hipoclorito de s&oacute;dio, teve alguma capacidade de dissolu&ccedil;&atilde;o tecidual substancial. Conclu&iacute;ram que isto poderia ser importante, considerando o uso de alguma destas solu&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o o NaOCl. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Menezes et al.<sup>14</sup> avaliaram in vitro, a efetividade do hipoclorito de s&oacute;dio (NaOCl), clorexidina (CHX) e cinco medicamentos intracanais sobre micro-organismos em canais radiculares. Noventa e seis dentes humanos uniradiculares extra&iacute;dos foram usados. Depois de removidas as coroas, o preparo dos canais foi completado e a superf&iacute;cie externa da raiz foi coberta por resina ep&oacute;xica. Ap&oacute;s esteriliza&ccedil;&atilde;o os dentes foram contaminados com Candida albicans e Enterococcus faecalis, e incubados a 37&ordm;C+-1&deg;C por 7 dias. Os dentes foram divididos de acordo com a solu&ccedil;&atilde;o irrigadora e o medicamento intracanal: grupo 1, solu&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica est&eacute;ril (SPS) e pasta de hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio (Ca(OH)<sub>2</sub>); grupo 2, SPS e paramonoclorofenol canforado (PMCC); grupo 3, SPS e tricresolformalina; grupo 4, SPS e pasta de Ca(OH)<sub>2</sub> com PMCC; grupo 5, SPS e furacina PMC; grupo 6, 2,5% NaOCl sem medica&ccedil;&atilde;o intracanal; grupo 7, 2% CHX sem medica&ccedil;&atilde;o intracanal e grupo 8, SPS sem medica&ccedil;&atilde;o intracanal (controle). Amostras microbiol&oacute;gicas foram coletadas com pontas est&eacute;reis de papel absorvente, e o crescimento bacteriano foi determinado. Para C. albicans, os grupos 3 e 8 foram estatisticamente menos efetivos que os grupos 1, 2 , 4 e 5. Para Enterococcus faecalis, os grupos 6 e 8 foram estatisticamente menos efetivos que os grupos de 1 a 4 e 7. Conclu&iacute;ram que a pasta de Ca(OH)<sub>2</sub> com PMCC foi o medicamento intracanal mais efetivo para a elimina&ccedil;&atilde;o dos dois micro-organismos e que a solu&ccedil;&atilde;o de 2% CHX foi mais efetiva que 2,5% NaOCl contra E. faecalis.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ari et al.<sup>15</sup> avaliaram o efeito do gluconato de clorexidina na microdureza e rugosidade da dentina do canal dentin&aacute;rio comparado ao de solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras amplamente utilizadas. Noventa dentes mandibulares anteriores extra&iacute;dos por raz&otilde;es periodontais foram usados. As coras foram removidas ao n&iacute;vel da jun&ccedil;&atilde;o amelocement&aacute;ria. As ra&iacute;zes foram separadas longitudinalmente em dois segmentos, embebidas em resina acr&iacute;lica e polidas. Cento e oitenta esp&eacute;cimes foram divididos aleatoriamente em 6 grupos de 30 dentes cada de acordo com a solu&ccedil;&atilde;o usada: grupo 1: NaOCl a 5,25% por 15min; grupo 2: NaOCl a 2,5% por 15min; grupo 3: H2O2 a 3% por 15min; grupo 4: EDTA a 17% por 15min; grupo 5: gluconato de clorexidina a 0,2% por 15min; e grupo 6: &aacute;gua destilada (controle). Cada grupo foi, ent&atilde;o, dividido em 2 subgrupos de 15 esp&eacute;cimes: grupos 1a, 2a, 3a, 4a, 5a, e 6a foram submetidos ao teste Vickers de microdureza; grupos 1b, 2b, 3b, 4b, 5b e 6b foram usados para a determina&ccedil;&atilde;o da rugosidade da dentina radicular. Os resultados indicaram que todas as solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras, exceto a clorexidina, diminu&iacute;ram significativamente a microdureza da dentina do canal radicular (p&lt;0,05); H2O2 a 3% e gluconato de clorexidina a 0,2% n&atilde;o tiveram efeitos sobre a rugosidade da dentina do canal radicular (p&lt;0,05). Conclu&iacute;ram que, embora existam muitos outros fatores para a escolha da solu&ccedil;&atilde;o irrigadora, gluconato de clorexidina a 0,2% parece ser uma apropriada solu&ccedil;&atilde;o irrigadora endod&ocirc;ntica, em fun&ccedil;&atilde;o de seu baixo efeito prejudicial na microdureza e rugosidade da dentina radicular. </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rosenthal et al.<sup>16</sup> avaliaram a substantividade da clorexidina (CHX) a 2% no sistema de canais radiculares e avaliaram a efetividade da clorexidina a longo prazo com rela&ccedil;&atilde;o a efetividade antimicrobiana. Para isso ra&iacute;zes de dentes bovinos foram seccionadas e individualizadas em 8mm. Sec&ccedil;&otilde;es, que serviram de controle, foram tratadas com 1% de NaOCl e 1 mol/L de EDTA e ent&atilde;o obturadas com guta percha e cimento AH26. Os esp&eacute;cimes do grupo experimental foram tratados da mesma forma, por&eacute;m foram mantidas por 10min em clorexidina antes da obtura&ccedil;&atilde;o. Os esp&eacute;cimes do grupo-controle foram dividas em 4 grupos-controle e mantidas em solu&ccedil;&atilde;o salina por 1 dia, 3 semanas, 6 semanas e 12 semanas. Esp&eacute;cimes do grupo experimental foram divididos em 4 grupos e mantidos em solu&ccedil;&atilde;o salina por 1 dia, 3 semanas, 6   semanas e 12 semanas. Após seus respectivos períodos   de armazenamento, todos os espécimes foram limpos e   as paredes de dentina do canal desgastadas com brocas   específicas. Os espécimes de dentina foram agitados em   solução de salina (700ml) por 5 horas para liberar clorexidina.   Após centrifugação, os espécimes foram analisados por   espectrometria de raios UV em 253nm. Para determinar o   quanto a clorexidina das amostras de dentina mantinham   o poder antimicrobiano, amostras do grupo experimental   e do grupo-controle foram misturadas em culturas de   Enterococus faecalis. Após 1 dia de descanso, os extratos   de dentina continham aproximadamente 0.0048%   de clorexidina. Após 3, 6 e 12 semanas, os extratos de   dentina continham aproximadamente 0.0023%, 0.0016%   e 0.0010% de CHX respectivamente. Os extratos dos   grupos estocados foram encontrados sendo os de mais   alto grau antimicrobiano correspondente a concentração   de CHX. Os resultados deste estudo indicaram que CHX é   mantida na dentina do canal radicular em porções efetivas   antimicrobianas por mais de 12 semanas.   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um material irrigador ideal deve ser antibacteriano, dissolver tecidos necr&oacute;ticos e n&atilde;o ser lesivo aos tecidos periapicais<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Solu&ccedil;&otilde;es de hipoclorito de s&oacute;dio s&atilde;o recomendadas como irrigantes principais, isto &eacute; devido ao seu amplo espectro de a&ccedil;&atilde;o, assim como sua capacidade &uacute;nica de dissolver remanescentes de tecidos necr&oacute;ticos. Clorexidina &eacute; um potente anti-s&eacute;ptico utilizado largamente na Odontologia. Em concentra&ccedil;&otilde;es de 0,2 a 2% a clorexidina tem sido utilizada na Endodontia como solu&ccedil;&atilde;o irrigadora<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A efic&aacute;cia da solu&ccedil;&atilde;o irrigadora est&aacute; intimamente relacionada ao seu poder antibacteriano. Ringel et al.9 relataram em seu estudo in vitro que o hipoclorito de s&oacute;dio a 2,5% foi mais eficaz do que a clorexidina a 0,2% como agente antibacteriano. Entretanto, Menezes et al.<sup>14</sup> avaliando a efetividade do hipoclorito de s&oacute;dio e clorexidina como solu&ccedil;&atilde;o irrigadora em um estudo in vitro, os dentes foram contaminados com Enterococus faecalis, conclu&iacute;ram que a clorexidina foi mais efetiva. A concentra&ccedil;&atilde;o da clorexidina utilizada neste estudo foi maior, 2%, o que pode ter influenciado nos resultados. Um estudo in vivo procurou estabelecer a taxa de melhora do poder antibacteriano da solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito de s&oacute;dio a 1% com a adi&ccedil;&atilde;o de clorexidina a 2%, utilizando as subst&acirc;ncias como agentes irrigadores em polpas necrosadas infectadas e les&otilde;es apicais. Os resultados demonstraram que a adi&ccedil;&atilde;o de clorexidina foi significantemente mais eficaz do que a solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito pura<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A clorexidina parece ser mais eficaz pela sua penetra&ccedil;&atilde;o e substantividade dentro dos t&uacute;bulos dentin&aacute;rios. Tasman et al.<sup>10</sup> estudando a tens&atilde;o superficial de diferentes solu&ccedil;&otilde;es irrigadoras, conclu&iacute;ram que a clorexidina apresentou a menor tens&atilde;o superficial seguida do hipoclorito de s&oacute;dio a 2,5%. Este resultado, segundo os autores, favorece a maior penetra&ccedil;&atilde;o dessa solu&ccedil;&atilde;o. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; substantividade, em estudo in vitro, foi observado que a clorexidina se mantinha na dentina do canal radicular em por&ccedil;&otilde;es efetivas antimicrobianas por mais de 12 semanas<sup>16</sup>.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A limpeza ideal dos canais radiculares &eacute; a principal etapa do tratamento endod&ocirc;ntico, uma vez que a remo&ccedil;&atilde;o de tecidos e restos bacterianos evitaria que o dente se tornasse uma fonte de infec&ccedil;&atilde;o<sup>18</sup>. Para isso, a capacidade de dissolu&ccedil;&atilde;o do tecido necr&oacute;tico pelos agentes irrigadores foi avaliada. Em um estudo realizado in vitro demonstrou que o hipoclorito de s&oacute;dio a 1% teve alguma capacidade de dissolu&ccedil;&atilde;o tecidual substancial ao contr&aacute;rio da clorexidina utilizada em uma concentra&ccedil;&atilde;o de 10%<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A clorexidina passou a ser usada na Endodontia como subst&acirc;ncia qu&iacute;mica auxiliar e medica&ccedil;&atilde;o intracanal na concentra&ccedil;&atilde;o 2%<sup>9,19-20</sup>. Pois, nesta concentra&ccedil;&atilde;o, como irrigante endod&ocirc;ntico, tem a propriedade de inibir o crescimento de bact&eacute;rias comumente encontradas nas infec&ccedil;&otilde;es endod&ocirc;nticas<sup>21-23</sup>, possuir efeito residual<sup>22,24-25</sup>, e baixa citotoxidade<sup>11,20,25-26</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comumente &eacute; atribu&iacute;da a clorexidina a qualidade de ser menos lesiva do que o hipoclorito de s&oacute;dio<sup>18</sup>. Para se testar a resposta inflamat&oacute;ria tecidual a agentes irrigadores, Tanomaru Filho et al.<sup>11</sup> realizaram um estudo in vivo. Os resultados demonstraram que a clorexidina a 2% n&atilde;o induziu resposta inflamat&oacute;ria significante, sendo similar ao controle utilizado, ao contr&aacute;rio do hipoclorito de s&oacute;dio a 0,5%. Ainda, com rela&ccedil;&atilde;o aos efeitos delet&eacute;rios sobre a microdureza e rugosidade da dentina do canal radicular, foi relatado no estudo realizado in vitro por Ari et al.<sup>15</sup>, que a clorexidina a 0,2% apresentou baixo efeito prejudicial enquanto as solu&ccedil;&otilde;es de hipoclorito de s&oacute;dio a 5,25 e 2,5% apresentaram este efeito adverso. Os autores afirmam ao final do estudo que ent&atilde;o a escolha da clorexidina a 0,2% parece ser adequada como solu&ccedil;&atilde;o irrigadora.</font></p>     <p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enfatizando os dados da literatura pode-se concluir que, ainda hoje, o hipoclorito de s&oacute;dio nas diferentes concentra&ccedil;&otilde;es &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o irrigadora de escolha na Endodontia devido principalmente sua alta capacidade de dissolver material org&acirc;nico. A concentra&ccedil;&atilde;o mais indicada nas necroses &eacute; 2,5% a 5,25%, pois apresenta melhor efeito antimicrobiano frente a micro-organismos resistentes como o Enterococos faecalis e Candida albicans, por&eacute;m menores concentra&ccedil;&otilde;es como 0,5% e 1% podem ser usadas nas biopulpectomias. Entretanto, pode-se concluir tamb&eacute;m, que a clorexidina 2% se apresenta como uma solu&ccedil;&atilde;o irrigadora vi&aacute;vel, devido suas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas de substantividade e seu alto efeito antibacteriano. Por&eacute;m, mais estudos dever&atilde;o ser realizados para comprovar seus efeitos na endodontia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>  <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H PRETEL foi respons&aacute;vel pelo projeto, organiza&ccedil;&atilde;o e reda&ccedil;&atilde;o do texto. F BEZZON foi respons&aacute;vel pelo projeto, revis&atilde;o da literatura e discuss&atilde;o dos artigos. FBC FALEIROS foi respons&aacute;vel pela revis&atilde;o da literatura sobre hipoclorito de s&oacute;dio. FR DAMETTO foi respons&aacute;vel pela revis&atilde;o da literatura sobre clorexidina e aux&iacute;lio na reda&ccedil;&atilde;o. LG VAZ orientou e revisou o artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> </font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Yesilsoy C, Whitaker E, Cleveland D, Phillips E, Trope M. Antimicrobial and toxic effects of established and potential root canal irrigants. J Endod. 1995;21(10):513-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=234204&pid=S1981-8637201100050001800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Makinen KK, Makinen PL. The peptidolytic capacity of the spirochete system. Med Microbiol Immunol. 1996;185(1):1-10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Love RM. Enterococcus faecalis-a mechanism for its role in endodontic failure. Int Endod J. 2001;34(5):399-405.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Peters OA, Laib A, Gohring TN, Barbakow F. Changes in root canal geometry after preparation assessed by high-resolution computed tomography. J Endod. 2001;27(1):1-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Saleh AA, Ettman WM. Effect of endodontic irrigation solutions on microhardness of root canal dentine. J Dent. 1999;27(1):43- 6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Kuruvilla JR, Kamath MP. Antimicrobial activity of 2.5% sodium hypochlorite and 0.2% chlorhexidine gluconate separately and combined, as endodontic irrigants. J Endod. 1998;24(7):472-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Leonardo MR, Tanomaru Filho M, Silva LA, Nelson Filho P, Bonifacio KC, Ito IY. In vivo antimicrobial activity of 2% chlorhexidine used as a root canal irrigating solution. J Endod. 1999;25(3):167-71.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Rolla G, Melsen B. On the mechanism of the plaque inhibition by chlorhexidine. J Dent Res. 1975;54(Spec No B):B57-62.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Ringel AM, Patterson SS, Newton CW, Miller CH, Mulhern JM. In vivo evaluation of chlorhexidine gluconate solution and sodium hypochlorite solution as root canal irrigants. J Endod. 1982;8(5):200-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Tasman F, Cehreli ZC, Ogan C, Etikan I. Surface tension of root canal irrigants. J Endod. 2000;26(10):586-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Tanomaru Filho M, Leonardo MR, Silva LAB, Anibal FF, Faccioli LH. Inflammatory response to different endodontic irrigating solutions. Int Endod J. 2002;35(9):735-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Zamany A, Safavi K, Spangberg LS. The effect of chlorhexidine as an endodontic disinfectant. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2003;96(5):578-81.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Naenni N, Thoma K, Zehnder M. Soft tissue dissolution capacity of currently used and potential endodontic irrigants. J Endod. 2004;30(11):785-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Menezes MM, Valera MC, Jorge AO, Koga-Ito CY, Camargo CH, Mancini MN. In vitro evaluation of the effectiveness of irrigants and intracanal medicaments on microorganisms within root canals. Int Endod J. 2004;37(5):311-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Ari H, Yasar E, Belli S. Effects of NaOCl on bond strengths of resin cements to root canal dentin. J Endod. 2003;29(4):248-51. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Rosenthal S, Spangberg L, Safavi K. Chlorhexidine substantivity in root canal dentin. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2004;98(4):488-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Oncag O, Hosgor M, Hilmioglu S, Zekioglu O, Eronat C, Burhanoglu D. Comparison of antibacterial and toxic effects of various root canal irrigants. Int Endod J. 2003;36(6):423-32. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Zehnder M. Root canal irrigants. J Endod. 2006;32(5):389-98. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Delany GM, Patterson SS, Miller CH, Newton CW. The effect of chlorhexidine gluconate irrigation on the root canal flora of freshly extracted necrotic teeth. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1982;53(5):518-23.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Jeansonne MJ, White RR. A comparison of 2.0% chlorhexidine gluconate and 5.25% sodium hypochlorite as antimicrobial endodontic irrigants. J Endod. 1994;20(6):276-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Cervone F, Tronstad L, Hammond B. Antimicrobial effect of chlorhexidine in a controlled release delivery system. Endod Dent Traumatol. 1990;6(1):33-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Dametto FR, Ferraz CC, Gomes BPA, Zaia AA, Teixeira FB, Souza- Filho FJ. In vitro assessment of the immediate and prolonged antimicrobial action of chlorhexidine gel as an endodontic irrigant against Enterococcus faecalis. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2005;99(6):768-72.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Ferraz CC, Gomes BPA, Zaia AA, Teixeira FB, Souza-Filho FJ. In vitro assessment of the antimicrobial action and the mechanical ability of chlorhexidine gel as an endodontic irrigant. J Endod. 2001;27(7):452-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Komorowski R, Grad H, Wu XY, Friedman S. Antimicrobial substantivity of chlorhexidine-treated bovine root dentin. J Endod. 2000;26(6):315-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. White RR, Hays GL, Janer LR. Residual antimicrobial activity after canal irrigation with chlorhexidine. J Endod. 1997;23(4):229-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Ohara P, Torabinejad M, Kettering JD. Antibacterial effects of various endodontic irrigants on selected anaerobic bacteria. Endod Dent Traumatol. 1993;9(3):95-100.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H PRETEL    <br>   Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho    <br> Faculdade de Odontologia, Departamento de Cl&iacute;nica Infantil    <br> Rua Humait&aacute;, 1680, 14801-903,     <br>   Centro, Araraquara, SP, Brasil. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:hpretel@hotmail.com" target="_blank">hpretel@hotmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 5/6/2009    <br> Aceito: 26/8/2009</b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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