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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[ESTUDO COMPARATIVO DO CONHECIMENTO DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS SOBRE O TEMA SAÚDE BUCAL]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To evaluate the knowledge and practice of teaching in oral health. This is a descriptive cross-sectional study. The target population consisted of 56 teachers of elementary education (1st to 5th grades) of public and private schools in a municipality in the state of Santa Catarina. The data collection tool was a selfadministered questionnaire. To determine the subjects' knowledge, four levels were defined. Results: Fortyeight teachers took part in the study, of which 85.71% were female, with average age of 30.02 years. The average time in the profession was of 0.41 years. All of them had participated in professional development courses, but only 27% stated that these courses had focused on oral health. Among those who stated that they had carried out activities in health education (91.66%), all mentioned that the most common themes were: eating habits, hygiene, vaccines and the environment. The resources most used to organize the classes on health were books, magazines and informative leaflets. Topics on transmissibility of dental caries, tooth erosion, tooth avulsion, and tooth formation obtained lower scores. Conclusion: There is a similar pattern of incomplete knowledge on oral health among the groups of teachers studied.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigos Originais / Original Articles</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>ESTUDO COMPARATIVO DO CONHECIMENTO DE PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL DE ESCOLAS P&Uacute;BLICAS E PRIVADAS SOBRE O TEMA SA&Uacute;DE BUCAL</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>COMPARATIVE STUDY OF KNOWLEDGE OF ORAL HEALTH AMONG ELEMENTARY SCHOOL TEACHERS OF PUBLIC AND PRIVATE SCHOOLS</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Elisabete Rabaldo Bottan<sup>I</sup>; Leticia Westphal Besen<sup>II</sup>; Luciane Campos<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Professora do Curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itaja&iacute; e integrante do Grupo de Pesquisa Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de Individual e Coletiva em Odontologia    <br>   <sup>II</sup> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acad&ecirc;mica do Curso de Odontologia da Universidade do Vale do Itaja&iacute; e Bolsista de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica</font>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia :</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Avaliar o conhecimento e a pr&aacute;tica de professores sobre o ensino da tem&aacute;tica Sa&uacute;de Bucal. M&eacute;todos: Estudo descritivo transversal. A popula&ccedil;&atilde;o-alvo foi constitu&iacute;da por 56 professores do ensino fundamental (1&ordm; ao 5&ordm; ano), de escolas p&uacute;blicas e particulares de um munic&iacute;pio de Santa Catarina. O instrumento para coleta de dados foi um question&aacute;rio autoaplic&aacute;vel. Para a determina&ccedil;&atilde;o do conhecimento da amostra, foram definidos quatro n&iacute;veis. Resultados: Participaram da pesquisa 48 professores, sendo 85,71% do sexo feminino, com idade m&eacute;dia de 30,02 anos. O tempo m&eacute;dio de atua&ccedil;&atilde;o no magist&eacute;rio foi de 10,41anos. Todos participam rotineiramente de cursos de atualiza&ccedil;&atilde;o profissional, mas apenas 27% afirmaram que, nestes cursos, s&atilde;o enfocados temas relativos &agrave; sa&uacute;de bucal. Dentre os que afirmaram desenvolver atividades de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (91,66%), todos apontaram que os assuntos mais enfocados s&atilde;o: alimenta&ccedil;&atilde;o, higiene, vacinas e meio ambiente. Os recursos mais utilizados para organiza&ccedil;&atilde;o das aulas sobre sa&uacute;de s&atilde;o livros, revistas e folhetos informativos. T&oacute;picos sobre transmissibilidade da c&aacute;rie, eros&atilde;o dental, avuls&atilde;o dent&aacute;ria e forma&ccedil;&atilde;o dos dentes foram os que obtiveram piores escores. Conclus&atilde;o: H&aacute; um padr&atilde;o semelhante de incompleto conhecimento sobre sa&uacute;de bucal, entre os dois grupos de professores estudados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-Chave:</B> Conhecimento. Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Bucal. Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objective: To evaluate the knowledge and practice of teaching in oral health. This is a descriptive cross-sectional study. The target population consisted of 56 teachers of elementary education (1st to 5th grades) of public and private schools in a municipality in the state of Santa Catarina. The data collection tool was a selfadministered questionnaire. To determine the subjects' knowledge, four levels were defined. Results: Fortyeight teachers took part in the study, of which 85.71% were female, with average age of 30.02 years. The average time in the profession was of 0.41 years. All of them had participated in professional development courses, but only 27% stated that these courses had focused on oral health. Among those who stated that they had carried out activities in health education (91.66%), all mentioned that the most common themes were: eating habits, hygiene, vaccines and the environment. The resources most used to organize the classes on health were books, magazines and informative leaflets. Topics on transmissibility of dental caries, tooth erosion, tooth avulsion, and tooth formation obtained lower scores. Conclusion: There is a similar pattern of incomplete knowledge on oral health among the groups of teachers studied.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords:</B> Knowledge. Health Education, Dental. Health Promotion.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As doen&ccedil;as bucais restringem as atividades das pessoas, causando impactos financeiros e psicossociais e afetando, de modo significativo, a qualidade de vida<sup>1</sup>. Portanto, atuar no sentido de se promover sa&uacute;de &eacute; fundamental. Dentre as in&uacute;meras estrat&eacute;gias que concorrem para com a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de numa vis&atilde;o ampliada, abrangendo a&ccedil;&otilde;es intersetoriais, vem recebendo aten&ccedil;&atilde;o especial<sup>1-3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura &eacute; consistente quanto ao fato de que o repasse de corretas informa&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de, por si s&oacute;, n&atilde;o conduz necessariamente a comportamentos de sa&uacute;de desej&aacute;veis. No entanto, o conhecimento adquirido serve como uma ferramenta para capacitar grupos populacionais com informa&ccedil;&otilde;es precisas sobre cuidados de sa&uacute;de, capacitando-os a tomar medidas para protegerem a sua sa&uacute;de<sup>1-5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta linha de pensamento, destaca-se o Programa Sa&uacute;de na Escola (PSE), institu&iacute;do em 2007, envolvendo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Este programa objetiva ampliar a oferta de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de na rede p&uacute;blica de ensino, auxiliando os sujeitos no enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o seu pleno desenvolvimento<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O setor educacional, devido a sua capacidade e abrang&ecirc;ncia, &eacute; um aliado importante para a concretiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio que sejam adotadas estrat&eacute;gias de aproxima&ccedil;&atilde;o entre os sistemas de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o. Programas de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, nas escolas, devem ser fomentados, envolvendo professores, agentes de sa&uacute;de, pais, cirurgi&otilde;es-dentistas e demais profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de. Deste modo, a qualifica&ccedil;&atilde;o de docentes do ensino fundamental &eacute; inquestion&aacute;vel e, neste processo, os cirurgi&otilde;es-dentistas devem participar, de forma ativa e cont&iacute;nua<sup>1-10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os profissionais da &aacute;rea odontol&oacute;gica, nos &uacute;ltimos anos, t&ecirc;m sido constantemente desafiados a atuarem na dimens&atilde;o da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Neste contexto, as a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, em especial aquelas dirigidas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o infantil, t&ecirc;m um impacto positivo no sentido de corroborar para que as pessoas desenvolvam o autocuidado de sua sa&uacute;de. Para tanto, &eacute; necess&aacute;ria uma atua&ccedil;&atilde;o conjunta de professores do ensino fundamental e cirurgi&otilde;es-dentistas numa dimens&atilde;o dial&oacute;gica, de troca de saberes e fazeres<sup>2,3,5-8,10-12</sup>. Os profissionais que integram a Equipe de Sa&uacute;de Bucal (ESB), dentre suas atribui&ccedil;&otilde;es, devem realizar a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, atividades educativas e preventivas em sa&uacute;de bucal e a&ccedil;&otilde;es intersetoriais para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo em vista a possibilidade de se desenvolver atividades de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, integrando professores do ensino fundamental, cirurgi&otilde;es-dentistas da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e acad&ecirc;micos do curso de Odontologia, foi conduzido este estudo com o objetivo de avaliar o conhecimento e a pr&aacute;tica de professores do ensino fundamental da rede p&uacute;blica e privada sobre o ensino da tem&aacute;tica Sa&uacute;de Bucal.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>METODOLOGIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta investiga&ccedil;&atilde;o se caracteriza como um estudo descritivo, do tipo transversal, atrav&eacute;s de levantamento de dados prim&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o-alvo foi constitu&iacute;da por 56 professores do 1&ordm; ao 5&ordm; ano do ensino fundamental, sendo 32 de escolas p&uacute;blicas e 24 de escolas privadas, de um munic&iacute;pio de Santa Catarina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A amostra do tipo n&atilde;o probabil&iacute;stico foi obtida por conveni&ecirc;ncia, dentre aqueles professores que se prontificaram, por livre e espont&acirc;nea vontade, a participar da pesquisa, assinando o Termo e Consentimento Livre e Esclarecido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com informa&ccedil;&otilde;es contidas no site oficial da prefeitura, o munic&iacute;pio pertence &agrave; regi&atilde;o da Grande Florian&oacute;polis - Santa Catarina. Com uma popula&ccedil;&atilde;o de 8.012 habitantes tem sua economia suportada na agricultura familiar. O IDH do munic&iacute;pio &eacute; de 0,749, considerado como alto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta pesquisa est&aacute; ao abrigo de um amplo projeto de investiga&ccedil;&atilde;o sobre o conhecimento de professores do ensino fundamental de diferentes munic&iacute;pios de Santa Catarina que foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da UNIVALI (Parecer 191/08 &ndash; Folha de Rosto 18904), que foi revalidado em dezembro de 2014 pelo parecer Parecer 909.014.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O instrumento para obten&ccedil;&atilde;o dos dados foi um question&aacute;rio an&ocirc;nimo e autoaplic&aacute;vel. Para a coleta de dados, uma pesquisadora efetuou a exposi&ccedil;&atilde;o dos objetivos e procedimentos da pesquisa &agrave; dire&ccedil;&atilde;o de cada unidade escolar. Os diretores informaram os professores sobre a pesquisa e efetuaram a entrega do question&aacute;rio e do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido a cada professor. Foi estipulado um prazo de at&eacute; sete dias para a devolu&ccedil;&atilde;o dos instrumentos preenchidos. A coleta de dados ocorreu no segundo semestre de 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O question&aacute;rio foi estruturado com perguntas abertas e fechadas, distribu&iacute;das em quatro campos. O primeiro campo, com quatro quest&otilde;es fechadas, referia-se &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o profissional do pesquisado. No segundo campo, as duas quest&otilde;es fechadas, do tipo dicot&ocirc;mico, objetivavam caracterizar as atitudes do professor quanto a um projeto de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de bucal. O terceiro campo com duas perguntas, sendo uma aberta e outra fechada, abordava aspectos referentes ao dom&iacute;nio procedimental utilizado pelo professor para o desenvolvimento dos conte&uacute;dos de sa&uacute;de. O quarto campo enfocava o dom&iacute;nio cognitivo sobre sa&uacute;de e higiene bucal, atrav&eacute;s de dez quest&otilde;es do tipo fechado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As quest&otilde;es referentes ao dom&iacute;nio cognitivo foram estabelecidas com base nos Par&acirc;metros Curriculares<sup>11</sup> donde se depreende que todo o programa b&aacute;sico de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal deve conter e ensinar h&aacute;bitos alimentares, higiene bucal, informa&ccedil;&otilde;es sobre placa bacteriana, evolu&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie e da doen&ccedil;a periodontal, bem como informa&ccedil;&otilde;es sobre utiliza&ccedil;&atilde;o do fl&uacute;or. Al&eacute;m destes t&oacute;picos foram inclu&iacute;dos outros temas relacionados &agrave; sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para as quest&otilde;es do dom&iacute;nio cognitivo, foram elaboradas alternativas de respostas que seguem um padr&atilde;o de complexidade do n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o, que varia de um total desconhecimento a um bom conhecimento. Deste modo, excetuando-se a alternativa n&atilde;o sei (total desconhecimento), as demais alternativas de resposta continham informa&ccedil;&otilde;es corretas, por&eacute;m, evidenciando diferentes n&iacute;veis de complexidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas as quest&otilde;es do instrumento apresentavam quatro alternativas, assim distribu&iacute;das: N&atilde;o sei - aus&ecirc;ncia de conhecimento, atribuindo-se zero (0) ponto; Alternativa 1 - m&iacute;nimo de conhecimento, sendo-lhe atribu&iacute;do um (1) ponto; Alternativa 2 - razo&aacute;vel conhecimento, por&eacute;m n&atilde;o completo, com valor de dois (2) pontos; Alternativa 3 - bom conhecimento, valendo tr&ecirc;s (3) pontos. Assim, a escala de valora&ccedil;&atilde;o oscilou entre 0 e 3 pontos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A op&ccedil;&atilde;o por este sistema de avalia&ccedil;&atilde;o justifica-se pelo entendimento de que as pessoas, geralmente, t&ecirc;m algum conhecimento sobre um determinado assunto. No entanto, este conhecimento pode estar mais pr&oacute;ximo, ou n&atilde;o, do chamado conhecimento cient&iacute;fico. Deste modo, o sistema de respostas com alternativas que seguem um padr&atilde;o de complexidade do n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o, nos permite identificar, de modo mais consistente, o n&iacute;vel de conhecimento dos sujeitos pesquisados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram tabulados e organizados com aux&iacute;lio do programa Microsoft Excel 2010, a fim de se obter as frequ&ecirc;ncias absolutas e relativas das respostas emitidas em cada quest&atilde;o, segundo a rede de ensino (p&uacute;blico e privado). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a identifica&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o dos pesquisados e o tipo de rede de ensino (p&uacute;blico ou privado) foi aplicado o teste n&atilde;o param&eacute;trico do qui-quadrado, tendo sido consideradas como diferen&ccedil;as significativas aquelas definidas por um "p" cr&iacute;tico igual ou menor que 0,05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Participaram da pesquisa 48 professores, ou seja, 85,71% da popula&ccedil;&atilde;o-alvo, sendo 19 da rede de ensino privado e 29 da rede de ensino p&uacute;blico. A maioria (91,66%) pertencia ao g&ecirc;nero feminino. A idade m&eacute;dia do grupo era 30,02 anos. O tempo m&eacute;dio de atua&ccedil;&atilde;o no magist&eacute;rio foi de 10,41 anos e 52% tinham p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea do ensino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Todos os professores pesquisados afirmaram participar, periodicamente, de cursos de forma&ccedil;&atilde;o continuada. No entanto, somente 27% disseram que, nestes cursos, eram enfocados temas relativos &agrave; sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando questionados se, em suas aulas, desenvolviam a tem&aacute;tica sa&uacute;de, 91,66% responderam positivamente. Estes professores informaram que, nestas atividades, abordam t&oacute;picos sobre alimenta&ccedil;&atilde;o, higiene, vacinas e meio ambiente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os recursos mais utilizados por estes sujeitos para organizar as aulas sobre o tema sa&uacute;de s&atilde;o: livros, revistas e folhetos informativos (41,02%); televis&atilde;o e internet (30,76%); conversa com profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de (17,94%); cursos de atualiza&ccedil;&atilde;o (2,56 %); e outros recursos (7,69%). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; pergunta sobre o interesse em participar de oficinas sobre a tem&aacute;tica de sa&uacute;de bucal, 100% responderam afirmativamente que gostariam de ser inclu&iacute;dos em atividades que lhes permitissem aumentar o conhecimento relacionado aos t&oacute;picos de sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre a tem&aacute;tica sa&uacute;de e higiene bucal, a frequ&ecirc;ncia m&eacute;dia de escores 2 e 3, para o grupo de professores de escolas privadas foi de 68,95% e das escolas p&uacute;blicas foi 71,15%. J&aacute; a frequ&ecirc;ncia m&eacute;dia de escores 0 e 1, para o grupo de professores de escolas privadas foi de 31,05% e das escolas p&uacute;blicas foi 28,85%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se que, em ambos os grupos, para os n&iacute;veis 2 e 3, se encontrou uma frequ&ecirc;ncia inferior a 70% em quatro quest&otilde;es. Destas quest&otilde;es, tr&ecirc;s foram similares entre os grupos, s&atilde;o elas: transmissibilidade da c&aacute;rie dent&aacute;ria; processo de forma&ccedil;&atilde;o dos dentes; e eros&atilde;o dental (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pelo teste n&atilde;o param&eacute;trico do qui-quadrado, n&atilde;o se identificou associa&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o dos pesquisados e o tipo de rede de ensino (p&uacute;blico ou privado) em que o profissional atua, em nenhuma das quest&otilde;es do dom&iacute;nio cognitivo. Como n&atilde;o se identificou diferen&ccedil;a estatisticamente significativa, para a rela&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;vel de conhecimento e proced&ecirc;ncia da rede de ensino (p&uacute;blica ou particular), a an&aacute;lise foi efetivada sem levar em considera&ccedil;&atilde;o o tipo de escola em que o docente atuava, avaliando-se o desempenho do grupo, como um todo, em cada quest&atilde;o do dom&iacute;nio cognitivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, que conforme crit&eacute;rios estipulados para este estudo, &eacute; de 3 pontos, correspondendo a um bom n&iacute;vel de conhecimento, a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia oscilou entre 0% e 63%. Para a pontua&ccedil;&atilde;o que corresponde a um razo&aacute;vel conhecimento, por&eacute;m n&atilde;o completo (2 pontos), a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia variou de 15% a 68%. E para o n&iacute;vel de conhecimento insatisfat&oacute;rio (0 a 1 ponto) a frequ&ecirc;ncia foi de 2% a 77% (</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n1/a07tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n1/a07tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; exclusividade da escola, no entanto, esta institui&ccedil;&atilde;o pode ser o ponto de partida para mudan&ccedil;as profundas, pois, ela atinge indiv&iacute;duos de diferentes idades, etnias e classes sociais. A comunidade escolar deve ser motivada a refletir sobre o significado de sa&uacute;de e qualidade de vida. E, quando a escola se transforma em um espa&ccedil;o de produ&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, in&uacute;meras e diversas atividades podem ser desencadeadas pela comunidade escolar, envolvendo, inclusive, os conselhos de sa&uacute;de. As pr&aacute;ticas educativas em sa&uacute;de devem integrar o fazer pedag&oacute;gico das escolas. Assim, o professor &eacute; essencial para o sucesso de um programa de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de<sup>2,4,6-12,14-18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que os professores do ensino fundamental possam efetivamente desenvolver o papel de educadores em sa&uacute;de necessitam de conte&uacute;dos referentes &agrave; tem&aacute;tica da sa&uacute;de bucal. No entanto, diferentes estudos t&ecirc;m revelado que a maioria dos educadores do ensino fundamental tem limita&ccedil;&otilde;es quanto a estes conte&uacute;dos espec&iacute;ficos<sup>1,7,8,11-12,14-18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos fatores que deve estar contribuindo para esta limita&ccedil;&atilde;o pode ser atribu&iacute;do &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de que a maioria dos professores, assim como os participantes dessa pesquisa, n&atilde;o recebe informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e adequadas durante sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e, posteriormente, quando da participa&ccedil;&atilde;o em cursos de forma&ccedil;&atilde;o continuada, tamb&eacute;m, estes temas n&atilde;o s&atilde;o enfocados. No entanto, a literatura &eacute; consistente ao evidenciar que o professor de escola fundamental, quando devidamente preparado, torna-se um importante ve&iacute;culo de dissemina&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, valores e atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal<sup>1,2,7,9,11,12,18-23</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A realidade dos professores que integraram a pesquisa &eacute; de que a frequ&ecirc;ncia da pontua&ccedil;&atilde;o de 2 a 3 pontos, que caracteriza um n&iacute;vel de conhecimento satisfat&oacute;rio, para o grupo das escolas privadas foi de 68,95% e das escolas p&uacute;blicas foi 71,15%, evidenciando uma pequena diferen&ccedil;a percentual entre os dois grupos, que, no entanto, estatisticamente n&atilde;o se mostrou significativa. Portanto, no que se refere ao dom&iacute;nio do conhecimento sobre quest&otilde;es relativas &agrave; sa&uacute;de bucal, os grupos revelam comportamentos similares. Este resultado demonstra a exist&ecirc;ncia de lacunas no conhecimento destes profissionais no que se refere aos temas de sa&uacute;de bucal e ratifica os achados indicados em diversas investiga&ccedil;&otilde;es efetivadas em diferentes contextos<sup>1,4,7,8,11-12,14-18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao se proceder a an&aacute;lise de cada quest&atilde;o, identificou-se que o pior desempenho (0 a 1 ponto) foi para as quest&otilde;es que abordavam os seguintes conte&uacute;dos: processo de forma&ccedil;&atilde;o dos dentes, eros&atilde;o dental, avuls&atilde;o dent&aacute;ria e transmissibilidade da c&aacute;rie. Destas quatro quest&otilde;es, tr&ecirc;s (eros&atilde;o dental, avuls&atilde;o dent&aacute;ria e transmissibilidade da c&aacute;rie) est&atilde;o diretamente relacionadas a comportamentos e h&aacute;bitos que podem ser modificados mediante orienta&ccedil;&otilde;es desde a inf&acirc;ncia. Logo, em especial sobre estes t&oacute;picos, destaca-se que os professores do ensino fundamental, que atuam diretamente com crian&ccedil;as, deveriam receber informa&ccedil;&otilde;es adequadas para que possam atuar como disseminadores de conhecimento aos seus alunos, corroborando para com a ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos saud&aacute;veis. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tocante &agrave; transmissibilidade da c&aacute;rie, tamb&eacute;m outras pesquisas<sup>4,22</sup> identificaram o fato de que os professores desconhecem que a c&aacute;rie seja uma doen&ccedil;a transmiss&iacute;vel. A identifica&ccedil;&atilde;o da transmissibilidade da c&aacute;rie foi determinada, pela primeira vez, por Keyes, em 1960, em um estudo experimental com roedores. Desde ent&atilde;o, v&aacute;rios estudos t&ecirc;m comprovado que esta transmissibilidade ocorre em humanos<sup>24,25</sup>. Compreender que a c&aacute;rie &eacute; uma doen&ccedil;a transmiss&iacute;vel &eacute; de extrema import&acirc;ncia, pois, por meio de orienta&ccedil;&otilde;es adequadas &agrave; crian&ccedil;a e seu n&uacute;cleo familiar o professor poder&aacute; contribuir para com a redu&ccedil;&atilde;o do impacto dessa doen&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O outro t&oacute;pico em que os professores pesquisados denotaram um conhecimento deficiente refere-se &agrave;s condutas a serem adotadas logo ap&oacute;s a ocorr&ecirc;ncia de caso de avuls&atilde;o de dente permanente. Granville-Garcia et al.<sup>26</sup> reportaram que a escola &eacute; o local onde se identifica uma alta frequ&ecirc;ncia de traumatismos dent&aacute;rios e, portanto, o professor pode ser considerado como o respons&aacute;vel pelo primeiro atendimento &agrave; crian&ccedil;a. Indiscutivelmente, os primeiros socorros prestados &agrave; crian&ccedil;a em situa&ccedil;&atilde;o de avuls&atilde;o dent&aacute;ria s&atilde;o determinantes para um bom progn&oacute;stico do tratamento cl&iacute;nico<sup>26,27</sup>. Neste sentido, o conhecimento dos professores sobre como proceder nessas situa&ccedil;&otilde;es torna-se de vital import&acirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referente ao tema eros&atilde;o dental, estudos epidemiol&oacute;gicos envolvendo crian&ccedil;as e adolescentes demonstram que vem ocorrendo um aumento da sua preval&ecirc;ncia em diversos pa&iacute;ses<sup>28</sup>. No entanto, o desgaste erosivo pode ser modificado por fatores comportamentais, tais como h&aacute;bitos de higiene, h&aacute;bitos de ingest&atilde;o de alimentos e bebidas, pr&aacute;tica de esportes. E, neste sentido, o esclarecimento sobre as causas e consequ&ecirc;ncias da eros&atilde;o dental, favorecer&aacute; na redu&ccedil;&atilde;o dos impactos decorrentes da eros&atilde;o, em especial quando sua origem estiver relacionada aos fatores comportamentais<sup>28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os profissionais da &aacute;rea da odontologia t&ecirc;m importante fun&ccedil;&atilde;o no processo de capacita&ccedil;&atilde;o dos professores do ensino fundamental para que eles possam desenvolver um adequado processo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de<sup>6,9,12-16</sup>. As a&ccedil;&otilde;es intersetoriais s&atilde;o uma das alternativas para se promover sa&uacute;de e, no que tange &agrave; aproxima&ccedil;&atilde;o escola e profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de, elas encontram respaldo no Programa Sa&uacute;de na Escola (PSE), institu&iacute;do pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O PSE foi institu&iacute;do para atuar na perspectiva da aten&ccedil;&atilde;o integral (preven&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o) &agrave; sa&uacute;de de crian&ccedil;as, adolescentes e jovens do ensino p&uacute;blico b&aacute;sico, no &acirc;mbito das escolas e unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, realizadas pelas equipes de sa&uacute;de e educadores de forma integrada<sup>2</sup>. E o envolvimento do cirurgi&atilde;o-dentista neste processo &eacute; uma postura bem aceita entre os professores do ensino fundamental, os quais, em geral, mostram-se interessados em participar de programas de capacita&ccedil;&atilde;o sobre a tem&aacute;tica de sa&uacute;de bucal<sup>4,14,16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os sujeitos desta pesquisa, identificou-se que alguns j&aacute; mant&ecirc;m conversas com o cirurgi&atilde;o-dentista a fim de obter informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para a organiza&ccedil;&atilde;o de suas aulas sobre sa&uacute;de bucal e a maioria tem interesse em melhor qualificar seus conhecimentos, corroborando com os resultados de estudos efetuados em diferentes regi&otilde;es<sup>5,12,14,16,17,20</sup>. Fica, portanto, o desafio para a constru&ccedil;&atilde;o de uma pr&aacute;tica multiprofissional para que se possa desenvolver um aut&ecirc;ntico processo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Para tanto, &eacute; necess&aacute;rio que se criem espa&ccedil;os para se refletir sobre esta possibilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muito embora este estudo apresente limita&ccedil;&otilde;es decorrentes de uma popula&ccedil;&atilde;o-alvo espec&iacute;fica, que n&atilde;o nos permite extrapolar seus resultados a outros grupos, pode-se inferir, com base na literatura, que a realidade desvelada n&atilde;o se restringe a esta popula&ccedil;&atilde;o, mas, de modo geral, h&aacute; uma falta de conhecimentos sobre sa&uacute;de bucal, por parte dos professores do ensino fundamental. E esta condi&ccedil;&atilde;o decorre, na maioria das vezes, da inexist&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas multiprofissionais envolvendo o cirurgi&atilde;o-dentista e os professores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o obstante tais considera&ccedil;&otilde;es, &eacute; necess&aacute;rio destacar que os resultados desta pesquisa, por serem confi&aacute;veis, em decorr&ecirc;ncia do rigor cient&iacute;fico adotado por seus pesquisadores, oferecem indicadores que podem servir de subs&iacute;dios a estudos em outros contextos. Em especial, evidencia-se a proposta adotada para a determina&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de conhecimento que se diferencia das in&uacute;meras investiga&ccedil;&otilde;es relatadas pela literatura, tendo como principal aspecto positivo o fato de que foi poss&iacute;vel identificar, especificamente, quanto o conhecimento dessa popula&ccedil;&atilde;o se aproxima ou se afasta do conhecimento cient&iacute;fico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base nos dados analisados e tendo em vista o objetivo proposto para este estudo, pode-se concluir que h&aacute; um padr&atilde;o semelhante de incompleto conhecimento sobre sa&uacute;de bucal, entre os dois grupos de professores estudados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>AGRADECIMENTOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao Programa de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica Artigo 170/Governo do Estado de Santa Catarina/ProPPEC/UNIVALI.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Nakre PD, Harikiran AG. Effectiveness of oral health education programs: a systematic review. J Int Soc Prev Community Dent 2013; 3(2):103-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=128964&pid=S1677-3888201600010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brito AKA, Silva FIC, Fran&ccedil;a NM. Programas de interven&ccedil;&atilde;o nas escolas brasileiras: uma contribui&ccedil;&atilde;o da escola para a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Sa&uacute;de debate 2012; 36(95):624-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Faria FHP, Aguiar AC, Moura ATMS, Souza LMBM. Percep&ccedil;&otilde;es de profissionais de sa&uacute;de da fam&iacute;lia e de educa&ccedil;&atilde;o sobre a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no ambiente escolar. Rev APS. 2013; 16(2): 158-64. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Garbin CAS, Rovida TAS, Peruchini LFD, Martins RJ. Conhecimento sobre sa&uacute;de bucal e pr&aacute;ticas desenvolvidas por professores do ensino fundamental e m&eacute;dio. RFO 2013; 18(3):321-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Meneghim MC, Esmeriz CEC, Vilas-Boas P, Meneghim ZMP, Pereira AAC. Impacto de programas educativos sobre condi&ccedil;&otilde;es bucais de escolares de 6 a 7 anos em duas escolas municipais do interior do estado de S&atilde;o Paulo/ Brasil. Arq. Odontol. 2012; 48(1):40-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Santos MO, Casotto CA, Queiroz APDG, Carneiro JAO, Uemura TF. Conhecimento e percep&ccedil;&atilde;o sobre sa&uacute;de bucal de professores e pr&eacute;-escolares de um munic&iacute;pio baiano. RFO 2015; 20(2):172-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. S&aacute; LO, Vasconcelos MMVB. A import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal nas escolas de ensino fundamental - revis&atilde;o de literatura. Odontol. cl&iacute;n.-cient. 2009; 8(4):299-303. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Silva RD, Catrib AMF, Collares PMC, Cunha S.T. Mais que educar... a&ccedil;&otilde;es promotoras de sa&uacute;de e ambientes saud&aacute;veis na percep&ccedil;&atilde;o do professor da escola p&uacute;blica. RBPS 2011; 24(1):63-72. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Oliveira ALBM, Garcia PPNS, Castro CF, Dotta EAV. Conhecimento relacionado &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria e doen&ccedil;a periodontal de professores do ensino fundamental da rede privada, da cidade de Araraquara. Braz. dent. sci. 2010; 13(1/2):23-30.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Valarelli FP, Franco RM, Sampaio CC, Mauad C, Passos VABP, Vitor LLR et al. Import&acirc;ncia dos programas de educa&ccedil;&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o para sa&uacute;de bucal em escolas: relato de experi&ecirc;ncia. Odontol. cl&iacute;n.-Cient. 2011; 10(2):173-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sa&uacute;de na escola. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ramroop V, Wright D, Naidu R. Dental health knowledge and attitudes of primary school teachers toward developing dental health education. West Indian Med J 2011; 60(5):576-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria n.o 267, de 6 de mar&ccedil;o de 2001. Plano de reorganiza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Bras&iacute;lia; 2001.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Bottan ER, Ketzer JC, Oliveira LK, Tames SAF, Campos L, Farias MMGA. Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal: perspectivas de integra&ccedil;&atilde;o entre professores do ensino fundamental e cirurgi&otilde;es- dentistas em um munic&iacute;pio do Vale do Itaja&iacute; (SC). Salusvita 2010; 29(1):7-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Campos L, Bottan ER, Farias J, Silveira EG. Conhecimento e atitudes sobre sa&uacute;de e higiene bucal dos professores do ensino fundamental de Itapema-SC. Rev. odontol. UNESP 2008; 37(4):389-94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Garcia PPNS, Castro CF, Oliveira ALBM, Dotta EAV. Conhecimento sobre c&aacute;rie dent&aacute;ria e doen&ccedil;a periodontal de professores do ensino fundamental da rede privada, da cidade de Araraquara. Braz. dent. sci. 2010;13(4):23-30. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Vasel J, Bottan ER, Campos L. Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal: an&aacute;lise do conhecimento dos professores do ensino fundamental de um munic&iacute;pio da Regi&atilde;o do Vale do Itapocu (SC). RSBO 2008; 5(2):12-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Gest&atilde;o do Trabalho e da Educa&ccedil;&atilde;o na Sa&uacute;de. Departamento de Gest&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o na Sa&uacute;de. A educa&ccedil;&atilde;o que produz sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Vellozo RCADM, Queluz DP, Mialhe FL, Pereira AC. Avalia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos e pr&aacute;ticas em sa&uacute;de bucal de profissionais do ensino fundamental. Pesqui. bras. odontopediatria cl&iacute;n. integr. 2008; 8(2):153-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Arag&atilde;o AKR, Sousa PGB, Ferreira JMS, Duarte RC, Menezes V. A. Conhecimento de professores sobre sa&uacute;de bucal. Pesqui. bras. odontopediatria cl&iacute;n. integr. 2010; 10(3):393-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Dotta EAV, Garcia PPNS, Pinelli C, Campos JADB. Doen&ccedil;a periodontal: conhecimento de professores do ensino fundamental. Revista Uning&aacute; 2009; 20:83-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Oliveira JJB, Sousa PGB, Oliveira FB, Moura SAB. Conhecimento e pr&aacute;ticas de professores de ensino fundamental sobre sa&uacute;de bucal. Int J Dent, Recife 2010; 9(1):21-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Ehizele A, Chiwuzie J, Ofili A. Oral health knowledge, attitude and practices among Nigerian primary school teachers. Int J Dent Hyg 2011; 9(4):254-60. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Figueiredo MC, Cruz IC, Caufield PW. A rela&ccedil;&atilde;o transmissibilidade da doen&ccedil;a c&aacute;rie entre m&atilde;es e seus filhos adotivos. Publ. UEPG Ci. Biol. Sa&uacute;de 2005; 11(1): 15-27. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Losso EM, Tavares MCR, Silva JYB, Urban CA. C&aacute;rie precoce e severa na inf&acirc;ncia: uma abordagem integral. J. Pediatr. (Rio J.) 2009; 85(4):295-300. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Granville-Garcia AF, Lima EM, Santos PG, Menezes VA. Avalia&ccedil;&atilde;o do Conhecimento dos professores de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica de Caruaru-PE sobre avuls&atilde;o-reimplante. Pesq Bras Odontoped Clin Integr 2007; 7(1):15-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Pujita C, Nuvvula S, Shilpa G, Nirmala S, Yamini V. Informative promotional outcome on school teachers' knowledge about emergency management of dental trauma. J Conserv Dent 2013; 16(1):21-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Farias MMAG, Silveira EG, Schmitt BE, Araujo SM, Baier IBA. Preval&ecirc;ncia da eros&atilde;o dental em crian&ccedil;as e adolescentes brasileiros. Salusvita 2013; 32(2):187-98.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v15n1/seta.jpg" alt="" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Correspond&ecirc;ncia para:</b>    <br> Elisabete Rabaldo Bottan    <br> Av. Atl&acirc;ntica 1020, ap. 1801     <br> CEP: 88330-006 &ndash; Balne&aacute;rio     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Camboriu &ndash; SC    <br>  e-mail: <a href="mailto:erabaldo@univali.br" target="_blank">erabaldo@univali.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 08/04/2015    <br> Aceito: 19/08/2016</b></font></p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Nakre]]></surname>
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