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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento de pediatras sobre saúde bucal em Belo Horizonte: O que realmente é preciso saber?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Non-cariogenic diet and oral hygiene as soon as the first tooth erupts may favor the maintenance of good oral health. Because in the first year of the baby's life, the contact with the pediatrician occurs more frequently, the knowledge of 147 public and private sector pediatricians in Belo Horizonte was evaluated. Total of 614 pediatricians enrolled in CFM in Belo Horizonte, 322 were visited, these, 147 agreed to answer one questionnaire. It was observed that the 95,3% of them examines the oral cavity, 24.5% recommends the baby bottle. Regarding suggesting the use or not of pacifier the interviewees were divided. Suggestion for replacement of the maternal milk or need of complementary milk during the first 6 months the child formula was indicated by 93% of the interviewees. The referral to the dentist is often made by one third of the interviewees. The oral hygiene upon being erupts the first tooth was recommended by 8.8% and the use of toothpaste for 59.2%, but the use of fluoride was indicated by 17% of physicians. We can conclude that the knowledge of interviewed pediatricians about the oral health is not in accordance with the guidelines recommended by the ABO-Dentistry, SBP, AAP and AAPD.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Conhecimento de pediatras sobre sa&uacute;de bucal em Belo Horizonte: O que realmente &eacute; preciso saber?</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Pediatricians knowledge about oral Health in Belo Horizonte. What is really necessary to know?</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carla da Silva Dias Valente e Silva<sup> I</sup>; Monique S. de Benedetto <sup>II</sup>;  Gabriela A. V. Cunha Bonini<sup> III</sup>; Jos&eacute; Carlos P. Imparato<sup> IV</sup>; Gabriel Tilli Politano  <sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I </sup>Mestre em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia S&atilde;o Leopoldo Mandic    <br>   <sup>II</sup> P&oacute;sdoutorado - Professora da gradua&ccedil;&atilde;o da SLMandic    <br>   <sup>III</sup> Doutora em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo (Fousp) - Professora das Disciplinas de Odontopediatria e COI Infantil da Faculdade de Odontologia da SL Mandic    <br>   <sup>IV</sup> Doutor em Odontopediatria pela Fousp - Coordenador dos Cursos de p&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia SL Mandic    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>V</sup> Doutor em Tocoginecologia pela FCM/Unicamp - Professor titular das disciplinas de Odontopediatria e COI Infantil da Faculdade de Odontologia SL Mandic</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A dieta n&atilde;o cariog&ecirc;nica e a higiene oral t&atilde;o logo irrompa o primeiro dente podem favorecer a manuten&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal. Sabendo-se que no primeiro ano de vida do beb&ecirc; o contato se d&aacute; com maior frequ&ecirc;ncia com o m&eacute;dico pediatra, foi avaliado o conhecimento sobre sa&uacute;de bucal de pediatras, dos setores: p&uacute;blico e privado, de Belo Horizonte. De total de 614 pediatras inscritos no CFM na capital mineira, 322 foram visitados, destes 147 aceitaram responder um question&aacute;rio. Observou-se que 95,3% examina a cavidade bucal, apenas 24,5% recomenda a mamadeira, e em rela&ccedil;&atilde;o a chupeta, os entrevistados ficaram divididos: 44,9% contra indicam e 53,1% n&atilde;o contra indicam seu uso. Para substituir o leite materno ou complementar ap&oacute;s 6 meses de vida, a f&oacute;rmula infantil foi indicada por 93%.O encaminhamento para o dentista s&oacute; &eacute; feito com frequ&ecirc;ncia por um ter&ccedil;o dos pediatras entrevistados. A higiene bucal ao irromper o primeiro dente foi recomendada por 8,8% e o uso de creme dental por 59,2%. Concluiu-se que o conhecimento a respeito da sa&uacute;de bucal dos m&eacute;dicos pediatras entrevistados n&atilde;o est&aacute; de acordo com as diretrizes preconizadas pela ABO-Odontopediatria, pela SBP, sendo assim os pediatras precisam encaminhar os pacientes no primeiro ano de vida para consulta odontopediatrica para receberem as orienta&ccedil;&otilde;es preventivas necess&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>c&aacute;rie dent&aacute;ria; m&eacute;dicos; sa&uacute;de bucal; conhecimento</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Non-cariogenic diet and oral hygiene as soon as the first tooth erupts may favor the maintenance of good oral health. Because in the first year of the baby's life, the contact with the pediatrician occurs more frequently, the knowledge of 147 public and private sector pediatricians in Belo Horizonte was evaluated. Total of 614 pediatricians enrolled in CFM in Belo Horizonte, 322 were visited, these, 147 agreed to answer one questionnaire. It was observed that the 95,3% of them examines the oral cavity, 24.5% recommends the baby bottle. Regarding suggesting the use or not of pacifier the interviewees were divided. Suggestion for replacement of the maternal milk or need of complementary milk during the first 6 months the child formula was indicated by 93% of the interviewees. The referral to the dentist is often made by one third of the interviewees. The oral hygiene upon being erupts the first tooth was recommended by 8.8% and the use of toothpaste for 59.2%, but the use of fluoride was indicated by 17% of physicians. We can conclude that the knowledge of interviewed pediatricians about the oral health is not in accordance with the guidelines recommended by the ABO-Dentistry, SBP, AAP and AAPD.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>dental caries; physicians; oral health; knowledge</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELEV&Acirc;NCIA CL&Iacute;NICA</B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante do acometimento da c&aacute;rie precoce em tenra idade &eacute; necess&aacute;rio o envolvimento do m&eacute;dico pediatra na preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar das grandes conquistas associadas &agrave; sa&uacute;de nas ultimas d&eacute;cadas, Um grande n&uacute;mero de beb&ecirc;s ainda &eacute; acometido pela doen&ccedil;a c&aacute;rie nos primeiros anos de vida.<sup>1,2,3,4</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">C&aacute;rie dental &eacute; a mais prevalente doen&ccedil;a infecto contagiosa em crian&ccedil;as; sendo um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica.<sup>4</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Numa pesquisa realizada com pr&eacute;-escolares Abanto et al.,<sup>5</sup> demonstrou que a c&aacute;rie de acometimento precoce tem efeito negativo na qualidade vida da crian&ccedil;a, uma vez que a les&atilde;o de c&aacute;rie pode levar: dificuldade de mastigar, diminui&ccedil;&atilde;o do apetite, perda de peso, dificuldade para dormir, altera&ccedil;&atilde;o no comportamento, e diminui&ccedil;&atilde;o no rendimento escolar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A comunidade cient&iacute;fica tem in&uacute;meras publica&ccedil;&otilde;es que abordam os mais diversos temas envolvendo a doen&ccedil;a c&aacute;rie, a despeito disto nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas tem direcionado questionamentos a respeito do envolvimento de m&eacute;dicos pediatras na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as bucais na primeira inf&acirc;ncia.<sup>4,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16</sup> Isso se deve ao frequente contato do m&eacute;dico pediatra com os beb&ecirc;s nos primeiros meses de vida durante as consultas de puericultura. Mas, principalmente, na expectativa dos profissionais de sa&uacute;de atuarem de forma conjunta na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as bucais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A American Academy of Pediatrics<sup>17</sup> relata que para cada 250 visitas pedi&aacute;tricas nos EUA no primeiro ano de vida ocorre uma consulta odontol&oacute;gica. Com o objetivo de melhorar essa propor&ccedil;&atilde;o, a American Academy of Pediatrics em conjunto com a American Academy of Pediatrics Dentistry,<sup>1</sup> criaram um guia no intuito de normatizar e sistematizar a preven&ccedil;&atilde;o oral feita por pediatras, enfatizando tamb&eacute;m que a disposi&ccedil;&atilde;o dos profissionais para difundir os conte&uacute;dos &eacute; t&atilde;o importante quanto o conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil foram publicadas v&aacute;rias pesquisas abordando o conhecimento de m&eacute;dicos pediatras em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal; o que se observa nos resultados destes estudos &eacute; um conhecimento est&aacute;tico, n&atilde;o condizente com as diretrizes adotadas pelas entidades de classe nas &eacute;pocas em que os trabalhos foram realizados. Por&eacute;m, o fato mais alarmante &eacute; a aparente inexist&ecirc;ncia de algum tipo de mobiliza&ccedil;&atilde;o conjunta e coordenada para modificar esse quadro de neglig&ecirc;ncia do m&eacute;dico pediatra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal, que vem levando ao comprometimento da sa&uacute;de bucal de beb&ecirc;s.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s aprova&ccedil;&atilde;o pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisas da Faculdade de Odontologia do Centro de Pesquisas Odontol&oacute;gicas S&atilde;o Leopoldo Mandic, sob o protocolo n&ordm; 2011/0219, a pesquisa foi feita com m&eacute;dicos pediatras da cidade de Belo Horizonte que realizam suas atividades profissionais em consult&oacute;rios particulares, ambulat&oacute;rios p&uacute;blicos e privados, hospitais p&uacute;blicos e privados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi elaborado um question&aacute;rio contendo 21 quest&otilde;es optativas e uma aberta acerca do conhecimento dos profissionais sobre sa&uacute;de bucal de beb&ecirc;s (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Para a elabora&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio a autora baseou-se em estudos anteriores de, Murthy &amp; Mohandas, <sup>4</sup> , Bottenberg et al.<sup>7</sup>, Di Giuseppe et al.<sup>9</sup>, Subramanian et al.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os contatos dos m&eacute;dicos de consult&oacute;rios particulares foram obtidos por meio do Conselho Federal de Medicina e da Confedera&ccedil;&atilde;o das Unimeds. Ap&oacute;s liga&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica para confirmar os hor&aacute;rios de atendimento no local, a pesquisadora entregou o question&aacute;rio pessoalmente em 112 consult&oacute;rios. A grande maioria dos m&eacute;dicos solicitava que a devolu&ccedil;&atilde;o fosse feita posteriormente. Sendo assim a pesquisadora retornava para buscar o question&aacute;rio ap&oacute;s contato telef&ocirc;nico confirmando o preenchimento. As liga&ccedil;&otilde;es para averigua&ccedil;&atilde;o do preenchimento eram feitas semanalmente por at&eacute; quatro semanas. Apenas 25% (n=28) dos 112 pediatras visitados em consult&oacute;rio responderam o question&aacute;rio; diante do pequeno retorno por parte dos pediatras que atuam em consult&oacute;rios particulares, optou-se por visitas em hospitais e ambulat&oacute;rios, tanto p&uacute;blicos quanto privados. Nesses servi&ccedil;os foi distribu&iacute;do um total de 200 question&aacute;rios. Em algumas institui&ccedil;&otilde;es os question&aacute;rios foram entregues pessoalmente para os plantonistas que em sua maioria respondiam prontamente; em outras foram entregues para a coordena&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o que distribu&iacute;a entre os membros da equipe. Ap&oacute;s duas ou tr&ecirc;s semanas, os relat&oacute;rios eram devolvidos pela coordena&ccedil;&atilde;o.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a08fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a08fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a08fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a08fig06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="fig07"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a08fig07.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="fig08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a08fig08.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram distribu&iacute;dos 312 question&aacute;rios com uma taxa de resposta de 47,11% (<a href="#fig02">Figura 2</a>). O sexo feminino comp&otilde;e 76,9% da amostra (p&lt;0,001). A composi&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria dos entrevistados: 44% possu&iacute;am entre 31 e 40 anos, 19% entre 41 e 50 anos e somente 12% possu&iacute;am mais de 50 anos. Dentre os entrevistados, 29 (19,7%) n&atilde;o responderam a esta quest&atilde;o (p&lt;0,05%). Mais de 80% dos entrevistados foram formados em Minas Gerais, seguidos por Rio de Janeiro (10%), os demais estados, juntos n&atilde;o somaram 10% (p&lt;0,05%). 34% dos entrevistados possuem entre 11 e 20 anos de forma&ccedil;&atilde;o, sendo que 24% possuem mais de 20 anos e 20% at&eacute; 5 anos de forma&ccedil;&atilde;o (p&lt;0,05). &Aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos pediatras pode ser observada na <a href="#fig03">Figura 3</a>. Os demais resultados s&atilde;o apresentados nas Figuras <a href="#fig04">4</a> a <a href="#fig08">8</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base nas respostas obtidas dos question&aacute;rios, podemos observar que 95,3% dos pediatras mencionam que examinam a cavidade bucal de seus pacientes. Este resultado est&aacute; de acordo com Di Guiseppe et al.<sup>9</sup> que verificaram uma taxa de exame de 96,5%; assim como Freire et al.<sup>11</sup> e Coleta et al.<sup>17</sup> que obtiveram valores de 88,5% e 80,39% respectivamente. Enquanto Balaban et al.<sup>6</sup> observaram uma taxa de exame bem menor de 68,1%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aleitamento materno at&eacute; os seis meses &eacute; recomendado por apenas 19% dos pediatras. Grande parte dos profissionais, 40%, preconiza que o aleitamento se prolongue por at&eacute; 24 meses. Este tempo de aleitamento natural exclusivo ou n&atilde;o, sugerido em nossa pesquisa foi bem maior do que o tempo encontrado por outros pesquisadores, com pediatras brasileiros. Este fato, talvez possa ser explicado pelo question&aacute;rio aplicado aos pediatras em Belo Horizonte n&atilde;o deixar claro se o aleitamento era exclusivo ou n&atilde;o. Ribeiro et al.,<sup>14</sup> em 2002, encontraram, at&eacute; 6 meses 71%; j&aacute; Coleta et al.<sup>17</sup> em 2005 encontraram 31% de indica&ccedil;&atilde;o dos pediatras. Os departamentos de Nutrologia e de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria adotam a recomenda&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHO) e do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva at&eacute; seis meses de idade. A partir deste per&iacute;odo, est&aacute; indicada a introdu&ccedil;&atilde;o de alimentos complementares e deve-se manter a amamenta&ccedil;&atilde;o at&eacute; os dois anos ou mais.<sup>18,19,20</sup> As vantagens da amamenta&ccedil;&atilde;o incluem sa&uacute;de nutricional e imunol&oacute;gica, desenvolvimento psicol&oacute;gico e social, al&eacute;m de benef&iacute;cios econ&ocirc;micos e ambientais.<sup>21</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ades&atilde;o ao aleitamento materno foi considerada satisfat&oacute;ria por 64% dos profissionais. Um levantamento epidemiol&oacute;gico realizado nas capitais brasileiras e Distrito Federal em 2009 mostraram 41% de preval&ecirc;ncia de amamenta&ccedil;&atilde;o materna exclusiva (AME) em menores de seis meses, em Belo horizonte est&aacute; preval&ecirc;ncia ficou abaixo da m&eacute;dia em torno de 38%. A m&eacute;dia de AME na regi&atilde;o sudeste foi 59,3 dias, a capital mineira mais uma vez ficou abaixo inclusive da m&eacute;dia nacional com menos de 54 dias.<sup>20</sup> Talvez estes percentuais possam comprovar a abaixa ades&atilde;o ao aleitamento materno, mostrando a necessidade de empenho conjunto do estado e dos profissionais de sa&uacute;de, visto que amamentar envolve quest&otilde;es complexas que merecem uma discuss&atilde;o ampla e abrangente e benef&iacute;cios incontest&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O leite integral foi recomendado em substitui&ccedil;&atilde;o ou complemento ao aleitamento por 7% da amostra embora o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>20</sup> e a Sociedade Brasileira de Pediatria18, contraindiquem de forma expressa do uso de leite de vaca integral na alimenta&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as menores de um ano. Isto se deve ao baixo teor de ferro e o elevado teor de prote&iacute;nas que estaria associado ao desenvolvimento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas. A recomenda&ccedil;&atilde;o de uso de f&oacute;rmulas infantis (FI) at&eacute; um ano de idade no caso de indisponibilidade de leite humano j&aacute; &eacute; consolidada, isto est&aacute; sedimentado em 93% dos pediatras entrevistados; sendo a FI recomendada com mais frequ&ecirc;ncia a FI Nan&reg;. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mamadeira foi recomendada por 24,5% dos profissionais. Valor pr&oacute;ximo ao encontrado em uma pesquisa na Litu&acirc;nia onde a mamadeira foi aceita por um ter&ccedil;o dos m&eacute;dicos.13 Nosso percentual &eacute; bem inferior aos estudos de Ribeiro et al.<sup>14</sup> , Coleta et al.<sup>17</sup> onde as taxas de ades&atilde;o a mamadeira foram respectivamente de 85,7% e 78,43%. E superior a 1,1% de indica&ccedil;&atilde;o da mamadeira por parte dos pediatras indianos.<sup>16</sup> Segundo o Manual de Refer&ecirc;ncias ABO Odontopediatria<sup>22</sup> se o h&aacute;bito for removido at&eacute; os dois anos de idade existe a chance de autocorre&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso da chupeta tem sido controverso na literatura por alguns autores afirmarem que pode influenciar no tempo de amamenta&ccedil;&atilde;o; por causar deforma&ccedil;&otilde;es dento alveolares devido ao uso frequente e prolongado; pode aumentar a incid&ecirc;ncia de otite m&eacute;dia; por reduzir o risco de morte s&uacute;bita e parecer ter efeito analg&eacute;sico. Desta forma, a AAP<sup>2</sup> aconselha que as chupetas sejam recomendadas durante o primeiro ano de vida ap&oacute;s a consolida&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o. No Brasil o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de desestimula o uso da chupeta em hospitais por um programa chamado Hospital Amigo da Crian&ccedil;a.<sup>20</sup> A chupeta foi contraindicada por 44,9% dos entrevistados em Belo Horizonte, por&eacute;m a diferen&ccedil;a entre os grupos n&atilde;o &eacute; significativa. Na pesquisa de Balaban et al.6 foi desaconselhada por 36,6% dos entrevistados. Beltr&atilde;o et al.<sup>23</sup>obtiveram uma negativa de 85,5% dos m&eacute;dicos. Em outro estudo ela foi evitada por 35,4% e aceita por 50% dos pediatras.<sup>15</sup> Leviniene et al.<sup>13</sup> verificaram a recomenda&ccedil;&atilde;o de 15,7% dos m&eacute;dicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quase todos (98,6%) os pediatras mencionam orientar a dieta; entretanto 87,8% disseram restringir o uso do a&ccedil;&uacute;car a seus pacientes. Este percentual chama aten&ccedil;&atilde;o quando comparado com estudos </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">que verificaram taxas bem menores 67%<sup>6</sup> e 58,7%<sup>16</sup>; isso se deve em parte a forma espec&iacute;fica como foi questionado a restri&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car em ambos os estudos. O risco de c&aacute;rie est&aacute; diretamente relacionado ao consumo de a&ccedil;&uacute;car e a frequ&ecirc;ncia de consumo; os pais precisam ser orientados para a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de a&ccedil;&uacute;car.<sup>24</sup> Aconselhamento diet&eacute;tico para &oacute;tima sa&uacute;de bucal em crian&ccedil;as deveria ser uma parte essencial da orienta&ccedil;&atilde;o feita durante a consulta pedi&aacute;trica.<sup>25</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pediatras entrevistados em Belo Horizonte, em geral acreditam que a visita precoce ao Cirurgi&atilde;o-Dentista &eacute; muito importante; esta foi &agrave; opini&atilde;o de 95,9%. Em uma pesquisa onde foi feito um questionamento semelhante 52,1% classificaram com muito importante e 41,3% importante.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O encaminhamento ao Cirurgi&atilde;o-Dentista &eacute; feito frequentemente por 70,7% dos m&eacute;dicos, os outros 29,3% s&atilde;o aqueles que indicam raramente, n&atilde;o indicam, ou n&atilde;o responderam a quest&atilde;o. A idade de 6 a 12 meses foi aconselhada para primeira visita ao Cirurgi&atilde;o-Dentista por 68% da amostra. Preven&ccedil;&atilde;o foi a principal raz&atilde;o do encaminhamento (72%) como segundo motivo, justificando o direcionamento para o consult&oacute;rio odontol&oacute;gico, o Cirurgi&atilde;o-Dentista ser o profissional mais indicado para orienta&ccedil;&otilde;es bucais (24,5%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se tentarmos estabelecer um paralelo com a literatura descrita; na <a href="#tab01">Tabela 1</a> percebe-se que os percentuais de encaminhamento de beb&ecirc;s relatados por parte dos m&eacute;dicos pediatras ao Cirurgi&atilde;o-Dentista assim como a idade indicada para tal ainda &eacute; muito vari&aacute;vel. Organiza&ccedil;&otilde;es de classe como a AAPD<sup>2</sup>, ABO Odontopediatria<sup>22</sup> e a APP<sup>26</sup> tem como orienta&ccedil;&atilde;o que a visita odontol&oacute;gica ocorra at&eacute; um ano de idade. Taxas de refer&ecirc;ncia baixa, para classifica&ccedil;&atilde;o do risco, sugerem que interven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o necess&aacute;rias para ampliar a ader&ecirc;ncia &agrave;s diretrizes e aumentar as refer&ecirc;ncias odontol&oacute;gicas por parte dos m&eacute;dicos; uma vez que; o risco de c&aacute;rie &eacute; preditor mais forte do que les&atilde;o de c&aacute;rie.<sup>27</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A idade de irrup&ccedil;&atilde;o primeiro dente est&aacute; entre 6 e 8 meses de idade, e foi considerada por 77,6% dos entrevistados, os demais, confundiram a faixa et&aacute;ria de irrup&ccedil;&atilde;o do primeiro dente dec&iacute;duo. O &iacute;ndice de acerto foi muito inferior aos 97,8% encontrados por Subramanian et al.<sup>16</sup>, isto at&eacute; poderia ser explicado pela aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es pertinentes a &aacute;rea odontol&oacute;gica durante a forma&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos pediatras.<sup>6</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um n&uacute;mero &iacute;nfimo de pediatras, 8,8% acredita que a higiene bucal deve ser iniciada quando da irrup&ccedil;&atilde;o do primeiro dente; 79,6% dos profissionais entrevistados sup&otilde;em que a higiene bucal deve se iniciar ao nascimento do beb&ecirc;; ainda existe 6,8% da amostra que relatou o in&iacute;cio da higiene bucal a qualquer tempo, al&eacute;m dos 7 (4,8%) entrevistados que n&atilde;o responderam. Nossos resultados s&atilde;o dispares com outras pesquisas; nelas os pediatras entrevistados tamb&eacute;m recomendaram com maior frequ&ecirc;ncia o in&iacute;cio da higiene bucal ao nascimento do beb&ecirc;, por&eacute;m os percentuais relacionando a idade correta de institui&ccedil;&atilde;o da higiene bucal do beb&ecirc;, ou seja, quando irrupciona o primeiro dente foram muito superiores aos nossos resultados: 39,5%<sup>23</sup>, 41,2%<sup>14</sup>, 46,7%16, 25%.<sup>6</sup> Dos inqu&eacute;ritos envolvendo m&eacute;dicos pediatras encontrados em nosso levantamento apenas Nuthy &amp; Mohandas4 descreveram que 62,6% dos entrevistados apontaram o nascimento de alguns dentes como melhor indicador para o in&iacute;cio da limpeza da cavidade bucal. A AAPD<sup>2</sup>, a ABO-Odontopediatria<sup>22</sup> e a AAP<sup>26</sup> recomendam estabelecimento da higiene oral do beb&ecirc; t&atilde;o logo irrompa o primeiro elemento dent&aacute;rio e que esta deve ser realizada com escova macia e de tamanho recomendado para a idade da crian&ccedil;a. Como a qualidade da limpeza de dente &eacute; importante, crian&ccedil;as requerem assist&ecirc;ncia de um adulto treinado nesse momento.<sup>24</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando analisamos os resultados relacionados ao creme dental; pode-se observar que quantidade de pasta parece ser o &uacute;nico ponto que est&aacute; claro, para 85% entrevistados em Belo Horizonte certificando que pouca pasta deve ser usada; concordando com Subramanian et al.<sup>16</sup> que verificaram a recomenda&ccedil;&atilde;o de pouca pasta por parte de 81,6% dos pediatras em sua pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora em Belo Horizonte 85% dos entrevistados dominem o volume pasta que deveria ser indicado; menos de 60% recomenda o uso da pasta dental. Para que a vulnerabilidade destas crian&ccedil;as seja ainda maior; 74,8% consideram que a pasta n&atilde;o deve conter fl&uacute;or. Daqueles pediatras que recomendam a pasta (59,2%), a parcela que prescrevem o uso do fl&uacute;or &eacute; de 20,7%. Os dados obtidos est&atilde;o muito distantes de outras pesquisas, assim como das recomenda&ccedil;&otilde;es preconizadas por entidades de classe.2,26 Na B&eacute;lgica<sup>7</sup> e na &Iacute;ndia16 71% e 39,1% dos pediatras, respectivamente, recomendam o uso de pasta fluoretada para mesma faixa et&aacute;ria. A recomenda&ccedil;&atilde;o atual da AAPD &eacute; que todas as crian&ccedil;as de 2 a 5 anos de idade devem usar uma quantidade do tamanho de ervilha de dent&iacute;frico com fl&uacute;or. Considerando crian&ccedil;as menores de 2 anos de idade o que determinar&aacute; o uso do fl&uacute;or ser&aacute; risco de c&aacute;rie.<sup>24,26</sup> Considerando-se os riscos e benef&iacute;cios a ABO odontopediatria<sup>22</sup> recomenda escova&ccedil;&atilde;o com dentifr&iacute;cio fluoretado com pelo menos 1000ppm F sol&uacute;vel ,duas vezes ao dia restringindo o uso de pequena quantidade em crian&ccedil;as com menos de tr&ecirc;s anos de idade. Em recente publica&ccedil;&atilde;o, a Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Odontologia (AAD)<sup>28</sup> corroborou a indica&ccedil;&atilde;o de ABO Odontopediatria e recomenda a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma mancha de pasta de dente a partir de erup&ccedil;&atilde;o do primeiro dente at&eacute; 3 anos de idade, seguido pela utiliza&ccedil;&atilde;o de uma quantidade do tamanho de uma ervilha para crian&ccedil;as com idades de 3 a 6 anos, segundo a AAD evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas comprovam o seu benef&iacute;cio no controle da c&aacute;rie e limitam o risco . </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Talvez n&atilde;o seja precipitado pensar que embora a fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua na regi&atilde;o de Belo Horizonte varie entre 0,6 a 0,85 mg/LF, uma baixa prescri&ccedil;&atilde;o de dentifr&iacute;cios fluoretados, aliado a um controle da sacarose deficiente; nossas crian&ccedil;as tenham um risco aumentado para c&aacute;rie dent&aacute;ria. Esta hip&oacute;tese pode ser fundamentada pelo maior &iacute;ndice de c&aacute;rie para a faixa et&aacute;ria de 5 anos observado para a cidade de Belo Horizonte (ceo-d=0 45,4%) no &uacute;ltimo senso nacional, quando comparado com a m&eacute;dia brasileira (ceo-d=0 46,6%).<sup>29</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; preciso entender a necessidade de identificar e intervir em beb&ecirc;s de alto risco para c&aacute;rie dent&aacute;ria assim como n&atilde;o se pode menosprezar a necessidade de orienta&ccedil;&atilde;o precoce uma vez que; doen&ccedil;a c&aacute;rie assim como outras doen&ccedil;as infectocontagiosas pode levar a preju&iacute;zos ao desenvolvimento da crian&ccedil;a. A falta de conhecimento da import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal contribui para um decl&iacute;nio da sa&uacute;de bucal em pacientes muito jovens.<sup>3</sup> Uma caracter&iacute;stica epidemiol&oacute;gica da c&aacute;rie precoce &eacute; que pode come&ccedil;ar logo ap&oacute;s a irrup&ccedil;&atilde;o dos dentes e progride rapidamente para a fase de cavidade com 6 a 12 meses, for&ccedil;ando a interven&ccedil;&atilde;o precoce.<sup>3,24</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisadores brasileiros veem coletando dados atrav&eacute;s de question&aacute;rio pertinentes ao conhecimento de m&eacute;dicos pediatras sobre </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">sa&uacute;de bucal.<sup>6,10,11,14,15,17,23,30</sup> Parece estar claro que todas as pesquisas citadas s&atilde;o un&acirc;nimes em afirmar a necessidade de difundir os conceitos e diretrizes de sa&uacute;de bucal aos m&eacute;dicos pediatras. Neste momento que in&uacute;meras pesquisas j&aacute; quantificaram n&atilde;o s&oacute; o conhecimento, mas tamb&eacute;m a atua&ccedil;&atilde;o destes profissionais frente &agrave;s quest&otilde;es de sa&uacute;de bucal; demonstrando que parte dos pediatras n&atilde;o s&atilde;o capazes ainda de compreender a problem&aacute;tica envolvida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil os direcionamentos de sa&uacute;de p&uacute;blica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal envolvem fluoreta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua de abastecimento e programas preventivos que se iniciam na fase escolar. Desta forma ficamos com uma parcela da popula&ccedil;&atilde;o, os beb&ecirc;s, sem a aten&ccedil;&atilde;o preventiva t&atilde;o necess&aacute;ria nos primeiros anos de vida. Uma parte destes beb&ecirc;s tem acesso &agrave; preven&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica de forma isolada atrav&eacute;s de servi&ccedil;os vinculados a faculdades de odontologia ou escassos servi&ccedil;os p&uacute;blicos que est&atilde;o aptos a atender e orientar esta parcela da popula&ccedil;&atilde;o. Embora o m&eacute;dico pediatra tenha maior contato com essas crian&ccedil;as ao longo do primeiro ano de vida, n&atilde;o parece vi&aacute;vel, como em outros pa&iacute;ses, capacit&aacute;-los para o atendimento preventivo em beb&ecirc;s. Est&aacute; claro que ades&atilde;o por parte dos pediatras &eacute; fundamental para que tenhamos diminui&ccedil;&atilde;o nos &iacute;ndices de c&aacute;rie para esta faixa, por&eacute;m a conscientiza&ccedil;&atilde;o deve ser feita em &acirc;mbito nacional. Somente com o envolvimento conjunto da Sociedade Brasileira de Pediatria, da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Odontopediatria e todas as suas afiliadas, assim como do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em a&ccedil;&otilde;es direcionadas aos pediatras poderemos iniciar um processo de transforma&ccedil;&atilde;o do conceito j&aacute; consolidado, e nada praticado: SA&Uacute;DE COME&Ccedil;A PELA BOCA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; preciso que m&eacute;dicos pratiquem esta ideia. Pediatras precisam encaminhar seus pacientes no primeiro ano de vida para consulta com Odontopediatra para receber as orienta&ccedil;&otilde;es preventivas necess&aacute;rias. O m&eacute;dico pediatra n&atilde;o adquiriu conhecimento sobre sa&uacute;de bucal durante o per&iacute;odo de forma&ccedil;&atilde;o; pesquisas<sup>3,4,6,7,8,9,10,11,13,14,15,16,17,23,27,30</sup> constatam que estes profissionais tamb&eacute;m n&atilde;o est&atilde;o atualizados como rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diretrizes adotadas pela SBP e ABO-Odontopediatria AAP AAPD podendo desta forma gerar uma informa&ccedil;&atilde;o equivocada ou incompleta.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os pontos avaliados; pode-se concluir que em alguns t&oacute;picos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal os m&eacute;dicos pediatras de Belo Horizonte demonstraram desacordo com as diretrizes preconizas pela ABO-Odontopediatria, SBP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>APLICA&Ccedil;&Atilde;O CL&Iacute;NICA</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mobilizar Odontopediatras e Pediatras, assim como suas entidades de classe a trabalharem de forma conjunta e sistem&aacute;tica para conscientiza&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia do encaminhamento dos beb&ecirc;s durante o primeiro ano de vida para a consulta odontopedi&aacute; trica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD). Policy on Early Childhood caries (ECC): Classifications, consequences, and preventive strategies revised 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=416490&pid=S0004-5276201400020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD). Guideline on Caries risk assessment and management for infants, children, and adolescents. Reference manual 2002.v34/6:12-13. revised 2012.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Kagihara LE, Niederhauser VP, Stark M. Assesment, management, and prevention of early childhood caries. Am Acad nurse Pract. 2009;21(1):1-10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Murthy GA, Mohandas U. The knowledge, attitude and pratice in prevention of dental caries amongst pediatricians in Bangalore; a cross-sectional study. J Indian Soc Pedod Prevent Dent. 2010;28(2):100-3.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Abanto J, Carvalho TS, Mendes FM, Wanderley MT, Bonecker M, Raggio DP. Impact of oral diseases and disorders on oral health-related quality of life of preschool children. Community Dent Oral Epidemiol. 2011;39:105-114.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Balaban R, Menezes CA, Aara&uacute;jo ACS, Filho EDRD. Knowledge of paediatricians regarding child oral health. International Journal of Paediatric Dentistry. 2012;22:286-291. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Bottenberg P, Melckebeck LV, Louckx F, Vandenplans Y. Knowledge of Flemish paediatricians about children's oral health &ndash; results of a survey. Acta Paediatrica. 2008;97:959-963.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Close K, Rozier RG, Zeldin LP, Gilbert AR. Barriers to adoption and implementation of preventive dental services in primary medical care. Pediatrics. 2010;125:509-517. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Di Giuseppe G, Nobile CG, Marinelli A, Angelino IF. Knowledge, attitude and practices of pediatricians regarding the prevention of oral diases in Italy. BMC Public Health. 2006;6:176. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Figueiredo MC, Palmini AL, Rodrigues RMA. A import&acirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o pediatra-odontopediatra no atendimento integral a crian&ccedil;a / Pediatric and pedodontic: a closeassociation. Rev Fac. Odontol. Univ. Pernanbuco. 1997;2(2):11-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Freire MCM, Macedo RA, Silva WH. Conhecimentos, atitudes e pr&aacute;ticas dos m&eacute;dicos pediatras em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal / Knowledge, atitudes and practice of pediatricians in relation to oral health. Pesq Odontol Br&aacute;s. 2006;14(1):39-45. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Kressin NR. Pediatric Clinicians Can Help Reduce Rates of Early Childhood Caries: Effects of a Practice Based Intervention. MedCare. 2009;47(11):1121-1128.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Levinien&#279; G, Petrauskien&#279; A, Tamulevi&#269;ien&#279; E, Kudzyt&#279; J, Labanauskas L. The evaluation of knowledge and activities of primary health care professionals in promoting breast-feeding. Medicina (Kaunas). 2009;45(3). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Ribeiro LP, Modesto A, Ribeiro IP. Conhecimento e atitudes de alguns pediatras da cidade do Rio de Janeiro sobre aspectos de sa&uacute;de bucal do beb&ecirc;. JBP. 2002;2(9):345-349. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Schalka, MMS, Rodrigues, CRMD. A import&acirc;ncia do m&eacute;dico pediatra na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal / The importance of the pediatrician in oral health care promotion. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1996;30(2):179-86.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Subramanian P, Babu PS, Naidu P. Oral health care of children: gynecologist and pediatricians perspective. J Clin Pediatr Dent. 2008;32(3):253-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Coleta KED, Neto JSP, Magnani MBBA, Nouer DF. The role of pediatrician in promoting oral health. Braz J Oral Sci. 2005;4(15):904-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Sociedade Brasileira de Pediatria SBP. Departamento de Nutrologia Manual de orienta&ccedil;&atilde;o: alimenta&ccedil;&atilde;o do lactente, alimenta&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-escolar, alimenta&ccedil;&atilde;o do escolar, alimenta&ccedil;&atilde;o do adolescente, alimenta&ccedil;&atilde;o na escola. Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia - S&atilde;o Paulo, 2006. 64p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. WORLD HEALTH ORGANIZATION. The optimal duration of exclusive breastfeeding &ndash; Report of an Expert Consultation &ndash; Geneva, Switzerland; March 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas e Estrat&eacute;gicas. II Pesquisa de Preval&ecirc;ncia de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal / Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas e Estrat&eacute;gicas. &ndash; Bras&iacute;lia : Editora do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2009. 108 p </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. American Academy of Pediatrics (AAP). Breastfeeding and the Use of Human Milk. Pediatrics. 2005;115;496. Available at:http://pediatrics.aappublications.org/content/115/2/496. full.html </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Odontopediatria. Manual de refer&ecirc;ncia para procedimentos cl&iacute;nicos em odontopediatria / coordenadores Maria de Lourdes de Andrade Massara, Paulo C&eacute;sar Barbosa R&eacute;dua Massara. S&atilde;o Paulo, ed Santos; 2013. 344p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Beltr&atilde;o EM, Pinto JGT, Duarte RC, Valen&ccedil;a AMG. Conhecimento dos pediatras de Jo&atilde;o Pessoa sobre promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal / Knowledge of the pediatricians' about oral Health promotion in Jo&atilde;o Pessoa - Para&iacute;ba &ndash; Brazil. Rev Br&aacute;s. Cienc. Sa&uacute;de. 2002;6 (2):135-46. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Wai M, Chase I. Early Childhood Caries Risk-Based Disease Prevention and Management. Dent Clin N Am. 2013;57:1-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. American Academy of Pediatrics (AAP) Pro American Academy of Pediatrics. Profile of pediatric visits: Tables 9&ndash;10 &#91;based on 2000&ndash;2005 Medical Expenditure Panel Survey and 2000&ndash;2004 National Ambulatory Medical Care Survey. Updated June 2008. Available at: http://practice.aap.org/public/ProfileOfPediatricVisits.pdf. 26. American Academy of Pediatrics (AAP). Preventive oral health intervention for pediatricias. Pediatrics. 2008;122(6):1387-94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Long CM, Quimonez RB, Beil HA, Close K, Myers LP, Van WFJ, et al. Pediatricians assessments of caries risk and need for a dental evaluation in preschool aged children. BMC Pediatrics. 2012;12:49.Available at: http://www.biomedcentral.com</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. American Dental Association. Fluoride toothpaste use for young children.The Journal of the American Dental Association. 2014;145:190-191 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de/Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de Bucal Resultados Principais Bras&iacute;lia, DF 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Pandolfi M, Maeda FH, Torres LP, Gomes MJ. Perfil dos m&eacute;dicos do Esp&iacute;rito Santo diante da sa&uacute;de bucal. UFRS Rev. Odontol. 2001;3(1):80-87.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carla da Silva Dias Valente e Silva    <br> Rua Maestro Paizinho 514    <br> Ch&aacute;cara do Paiva - Sete Lagoas - MG     <br>35700-163 Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:moniquedebenedetto@gmail.com" target="_blank">moniquedebenedetto@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: abr/2014    <br> Aceito: mai/2014</b></font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD).^dPolicy on Early Childhood caries (ECC)</collab>
<source><![CDATA[Classifications, consequences, and preventive strategies revised]]></source>
<year>2008</year>
<month>.</month>
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