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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Do controle de placa ao controle do biofilme supragengival: o que aprendemos ao longo dos anos?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The most prevalent periodontal diseases are those associated with the presence of dental plaque, nowadays understood as a dental biofilm. The comprehension of the biofilm dynamics rekindled old discussions that, since then, sought to determine the eligible and preferred therapies for periodontal diseases. Under the concept of "dental plaque", the gingivitis treatment, and also the periodontitis one were based on the elimination of every and any plaque or of some bacteria species. The later determining the indiscriminate use of antibiotics. Currently, the biofilm concept, understood as microbial communities with interdependent mechanisms of self-regulation, nutrition and communication and involved in a synergism to render its subsistence, changed the way not only to understand the periodontal diseases etiology but, in special, the way to treat them. Under this concept, the role of microorganisms not necessarily points to specific bacteria infecting the sites and causing diseases, but to periodontal diseases as an opportunist infection linked to a retro feeding process between the dental biofilm and the host. Alongside, the supragingival biofilm has meant more than the etiologic factor of gingivitis, but also as an important modulator of subgingival environment. In this sense, the periodontal therapy is challenged by conceptual trends, such as the comprehension of the meaning of supragingival control for the prevention, treatment and maintenance of therapeutic results. Therefore, the present review aimed to revise the role of the supragingival biofilm control to periodontal condition, and, also, to discuss results of studies under the concept of periodontal diseases as opportunists infections.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Revis&atilde;o de literatura (Autor convidado)</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Do controle de placa ao controle do biofilme supragengival: o que aprendemos ao longo dos anos?</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>From plaque control to the supragingival biofilm control: what have we learnt over time?</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Patr&iacute;cia Daniela Melchiors Angst<sup>I</sup>; Sabrina Carvalho Gomes<sup>II</sup>; Rui Vicente Oppermann<sup>III</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestre e doutora em Cl&iacute;nica Odontol&oacute;gica, &ecirc;nfase em Periodontia, no programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil (UFRGS)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II</sup> Doutora - professora adjunto do Departamento de Odontologia Conservadora da Faculdade de Odontologia da UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil    <br>   <sup>III</sup> Doutor - professor titular do Departamento de Odontologia Conservadora da Faculdade de Odontologia da UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil    <br> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As doen&ccedil;as periodontais de maior preval&ecirc;ncia s&atilde;o aquelas relacionadas &agrave; presen&ccedil;a da placa bacteriana, hoje entendida como um biofilme dental. A compreens&atilde;o da din&acirc;mica deste reacendeu antigas discuss&otilde;es que, desde ent&atilde;o, buscavam determinar quais as formas eleg&iacute;veis e prefer&iacute;veis para o tratamento daquelas doen&ccedil;as. Sob o conceito de "placa dent&aacute;ria", o tratamento da gengivite, mas principalmente o da periodontite, ora levaram ao extremo da tentativa de elimina&ccedil;&atilde;o de toda e qualquer "placa", ora conduziram ao uso, at&eacute; hoje indiscriminado, de antibi&oacute;ticos. Atualmente, o conceito de biofilme dental, entendido como comunidades microbianas com mecanismos interdependentes de autorregular&atilde;o, nutri&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, a ponto de manterem um sinergismo que vai ao encontro da sua subsist&ecirc;ncia, alterou a forma n&atilde;o s&oacute; de entender a etiologia das doen&ccedil;as periodontais, mas de como trat&aacute;-las. Neste conceito, o papel dos microrganismos n&atilde;o necessariamente aponta para tipos bacterianos espec&iacute;ficos como causadores da doen&ccedil;a, mas para as doen&ccedil;as periodontais como uma infec&ccedil;&atilde;o oportunista. Paralelamente, o biofilme supragengival passou a significar mais do que o fator etiol&oacute;gico das gengivites, passando a ser compreendido, tamb&eacute;m, como fundamental modulador do ambiente subgengival. Neste cen&aacute;rio, a terapia periodontal passa por desafios inerentes a uma mudan&ccedil;a conceitual, tais como compreender o significado do controle supragengival para a preven&ccedil;&atilde;o, tratamento e manuten&ccedil;&atilde;o dos resultados terap&ecirc;uticos. Portanto, esta revis&atilde;o teve por objetivo apresentar a plausibilidade biol&oacute;gica do controle do biofilme supragengival como fundamental para a terapia periodontal e, al&eacute;m disto, discutir resultados de estudos sob o conceito de doen&ccedil;a periodontal como uma infec&ccedil;&atilde;o oportunista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>placa dent&aacute;ria; higiene bucal; periodontite; raspagem dent&aacute;ria</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The most prevalent periodontal diseases are those associated with the presence of dental plaque, nowadays understood as a dental biofilm. The comprehension of the biofilm dynamics rekindled old discussions that, since then, sought to determine the eligible and preferred therapies for periodontal diseases. Under the concept of "dental plaque", the gingivitis treatment, and also the periodontitis one were based on the elimination of every and any plaque or of some bacteria species. The later determining the indiscriminate use of antibiotics. Currently, the biofilm concept, understood as microbial communities with interdependent mechanisms of self-regulation, nutrition and communication and involved in a synergism to render its subsistence, changed the way not only to understand the periodontal diseases etiology but, in special, the way to treat them. Under this concept, the role of microorganisms not necessarily points to specific bacteria infecting the sites and causing diseases, but to periodontal diseases as an opportunist infection linked to a retro feeding process between the dental biofilm and the host. Alongside, the supragingival biofilm has meant more than the etiologic factor of gingivitis, but also as an important modulator of subgingival environment. In this sense, the periodontal therapy is challenged by conceptual trends, such as the comprehension of the meaning of supragingival control for the prevention, treatment and maintenance of therapeutic results. Therefore, the present review aimed to revise the role of the supragingival biofilm control to periodontal condition, and, also, to discuss results of studies under the concept of periodontal diseases as opportunists infections.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>biofilms; oral hygiene; periodontal diseases; dental scaling</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELEV&Acirc;NCIA CL&Iacute;NICA</B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A compreens&atilde;o do modelo etiopatog&ecirc;nico baseado no conceito da doen&ccedil;a periodontal como uma infec&ccedil;&atilde;o oportunista sugere o controle do biofilme supragengival como uma interven&ccedil;&atilde;o essencial para a preven&ccedil;&atilde;o, terapia e manuten&ccedil;&atilde;o dos resultados terap&ecirc;uticos, e, assim, justifica um cuidado especial para com a condi&ccedil;&atilde;o supragengival dos indiv&iacute;duos ao longo do tempo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As discuss&otilde;es que tangem o tema controle do biofilme dental que se estabelece no ambiente supragengival n&atilde;o s&atilde;o recentes. Do ponto de vista periodontal, diversos estudos t&ecirc;m investigado e demonstrado o efeito positivo das interven&ccedil;&otilde;es de controle supragengival quando realizadas durante a fase de tratamento periodontal.<sup>1-5</sup> Ainda que de forma mais discreta, pois os estudos dispon&iacute;veis n&atilde;o tiveram o objetivo espec&iacute;fico de investigar o efeito do controle supragengival, este controle tamb&eacute;m tem sido implicado na manuten&ccedil;&atilde;o dos resultados terap&ecirc;uticos, durante a fase de Manuten&ccedil;&atilde;o Peri&oacute;dica Preventiva (MPP).<sup>6-8</sup> No entanto, ap&oacute;s um per&iacute;odo de quase estagna&ccedil;&atilde;o nas publica&ccedil;&otilde;es relacionadas ao tema, o controle supragengival, em seus diferentes aspectos e implica&ccedil;&otilde;es, tem recebido aten&ccedil;&atilde;o renovada, e passa, mais uma vez, por um olhar atento, criterioso e de destaque. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta retomada de aten&ccedil;&atilde;o sobre o controle supragengival pode ser observada frente &agrave;s declara&ccedil;&otilde;es oriundas do 11&ordm; Workshop Europeu em Periodontia, as quais foram publicadas por meio de uma s&eacute;rie de artigos no Journal of Clinical Periodontology. <sup>9</sup> Tais publica&ccedil;&otilde;es abordam o tema "controle supragengival" como uma interven&ccedil;&atilde;o &iacute;mpar e essencial durante a terapia periodontal ao declarar que "a raspagem profissional, t&atilde;o profunda quanto o necess&aacute;rio para a remo&ccedil;&atilde;o de todos os dep&oacute;sitos moles e duros, &eacute; importante para permitir o adequado controle mec&acirc;nico do biofilme pelo paciente", e que "orienta&ccedil;&otilde;es de higiene bucal, repetida e individualmente entregues aos pacientes, s&atilde;o o elemento chave para se alcan&ccedil;ar a sa&uacute;de gengival".<sup>9</sup> Al&eacute;m disso, estes artigos alinham o controle do biofilme supragengival ao sucesso terap&ecirc;utico longitudinal ao apontar que "a remo&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica profissional do biofilme &eacute; ineficaz, em longo prazo, quando n&atilde;o acompanhada por um adequado padr&atilde;o de higiene bucal pelos pacientes", e que, desta forma, "medidas educativas voltadas para a sa&uacute;de bucal, baseadas em orienta&ccedil;&atilde;o, motiva&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a de h&aacute;bito, devem ser estabelecidas".<sup>9</sup> N&atilde;o obstante, existe tamb&eacute;m um posicionamento da Federa&ccedil;&atilde;o Europeia de Periodontia, ap&oacute;s este workshop, sinalizando para a necessidade de se reascenderem as discuss&otilde;es sobre o controle do biofilme supragengival, principalmente durante a fase de MPP, onde o efeito deste controle permanece a ser mais bem esclarecido.<sup>10</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que se reconhe&ccedil;a a relev&acirc;ncia e a necessidade de se incorporar o paciente periodontal tratado em um programa de manuten&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica,<sup>6,8,11</sup> d&uacute;vidas permanecem quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia das consultas de MPP, e, especialmente, sobre quais interven&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas devem ser realizadas nestas consultas a fim de se manter a sa&uacute;de periodontal longitudinalmente. Questiona-se, por exemplo, a necessidade de se realizar instrumenta&ccedil;&otilde;es subgengivais a cada consulta de MPP.<sup>7,10,12</sup> Existem, neste cen&aacute;rio, evid&ecirc;ncias que apontam para o controle supragengival como uma interven&ccedil;&atilde;o t&atilde;o efetiva quanto a interven&ccedil;&atilde;o subgengival durante a fase de MPP, sendo este entendimento baseado e suportado pelo papel do biofilme supragengival como modulat&oacute;rio do ambiente subgengival.<sup>13</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frente a estas observa&ccedil;&otilde;es, a presente revis&atilde;o teve, como objetivo, apresentar perspectivas contempor&acirc;neas que suportam a validade do controle do biofilme supragengival durante a terapia periodontal e na manuten&ccedil;&atilde;o longitudinal dos resultados obtidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REVIS&Atilde;O DA LITERATURA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre os biofilmes supra e subgengival e o ambiente subgengival</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o do biofilme supragengival com o ambiente e composi&ccedil;&atilde;o microbiol&oacute;gica subgengivais pode ser inicialmente verificada por estudos relacionados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o inicial do biofilme supragengival. Este tema foi abordado por Weidlich et al., em 2001, em um estudo experimental com o objetivo de analisar o padr&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o do biofilme supragengival, durante um per&iacute;odo de quatro dias, e clinicamente avaliar a resposta inflamat&oacute;ria gengival neste per&iacute;odo.<sup>14</sup> Para tanto, seis participantes com sa&uacute;de gengival foram inclu&iacute;dos, e avalia&ccedil;&otilde;es do volume de Fluido Crevicular Gengival (FCG) e da Zona Livre de Placa (ZLP) foram realizadas ao baseline (hora 0), e em 24, 48, 72 e 96 horas ap&oacute;s o livre ac&uacute;mulo do biofilme supragengival. Os autores reportaram que 24 horas ap&oacute;s o ac&uacute;mulo de biofilme supragengival foi poss&iacute;vel observar uma fina camada deste biofilme sobre a superf&iacute;cie dent&aacute;ria, mas que esta camada estava separada da margem gengival por uma zona livre de placa. Com o passar do tempo, por&eacute;m, esta camada de biofilme passou a apresentar um crescimento em dire&ccedil;&atilde;o incisal, ao mesmo tempo em que a ZLP tendeu a desaparecer. Por fim, ap&oacute;s 96 horas, esta ZLP n&atilde;o p&ocirc;de mais ser observada, o que, consequentemente, culminou com o contato do biofilme com a margem gengival. Al&eacute;m disso, paralelamente, pode-se verificar um aumento no volume de FCG. Frente a estes achados, os autores sugeriram que o desaparecimento da ZLP, que possibilitou o primeiro contato do biofilme supragengival com o ambiente subgengival, parece estar relacionado a dois mecanismos: 1) ao crescimento apical do biofilme atrav&eacute;s da &aacute;rea intra-sulcular; e/ou, mais importante e prov&aacute;vel, 2) &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es em dire&ccedil;&atilde;o cervical da margem gengival como parte da resposta inflamat&oacute;ria, ou seja, do edema. Por conseguinte, este segundo mecanismo estaria tamb&eacute;m relacionado com englobamento daquele biofilme supragengival para um ambiente subgengival. Estas observa&ccedil;&otilde;es remetem &agrave; informa&ccedil;&atilde;o de que com o aparecimento da resposta inflamat&oacute;ria gengival (edema e aumento do volume de FCG), criam-se condi&ccedil;&otilde;es nutricionais e ambientais adequadas ao estabelecimento e perpetua&ccedil;&atilde;o de uma microbiota subgengival.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta intera&ccedil;&atilde;o entre os biofilmes e a resposta inflamat&oacute;ria do hospedeiro pode ser ilustrada, tamb&eacute;m, a partir de um caminho inverso, considerando-se pacientes doentes. Kawada et al., em 2004, por exemplo, avaliaram a rela&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de bact&eacute;rias Porphyromonas gingivalis em amostras subgengivais e o quadro cl&iacute;nico periodontal dos pacientes.<sup>15</sup> Neste estudo, amostras subgengivais foram coletadas de nove pacientes com periodontite, em quatro s&iacute;tios com profundidade de sondagem (PS) igual ou superior a 4 mm, e analisadas por rea&ccedil;&atilde;o em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real. Os autores reportaram uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o n&uacute;mero de bact&eacute;rias e os valores de PS (r2 = 0.37, p &lt; 0.001), onde cada 1 mil&iacute;metro de aumento da PS correspondeu a um aumento de 10 vezes no n&uacute;mero destas bact&eacute;rias. Na mesma dire&ccedil;&atilde;o, um estudo mais recente com o objetivo de entender a ecologia das comunidades bacterianas subgengivais, e, principalmente, elucidar a rela&ccedil;&atilde;o entre inflama&ccedil;&atilde;o e o microbioma subgengival, foi realizado por Abusleme e colaboradores.<sup>16</sup> Vinte e dois pacientes com periodontite cr&ocirc;nica e 10 pacientes com sa&uacute;de periodontal foram inclu&iacute;dos no estudo. Amostras subgengivais foram coletadas em dois s&iacute;tios com semelhante condi&ccedil;&atilde;o de destrui&ccedil;&atilde;o periodontal (PS = 5 mm), por&eacute;m diferindo quanto &agrave; presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de sangramento &agrave; sondagem (SS), nos pacientes do grupo "doen&ccedil;a periodontal", e em um s&iacute;tio sem sangramento nos pacientes do grupo "sa&uacute;de periodontal". As amostras foram analisadas por meio da t&eacute;cnica de piro-sequenciamento. Como resultados, pode-se observar maior carga bacteriana em s&iacute;tios apresentando SS, em compara&ccedil;&atilde;o a s&iacute;tios com perda de inser&ccedil;&atilde;o e sem sangramento, e em compara&ccedil;&atilde;o a s&iacute;tios saud&aacute;veis. Al&eacute;m disso, os autores observaram que as comunidades bacterianas eram qualitativamente semelhantes em sa&uacute;de e doen&ccedil;a, muito embora numericamente diferentes, e inferiram que estas diferen&ccedil;as poderiam ser um reflexo da extens&atilde;o da PS. Coletivamente, mais uma vez, estes resultados apontam que a rela&ccedil;&atilde;o entre resposta inflamat&oacute;ria e os microrganismos &eacute; din&acirc;mica, rec&iacute;proca e interdependente, visto que maior carga bacteriana pode representar um maior desafio ao hospedeiro, o qual responde com um aumento na inflama&ccedil;&atilde;o (e.g., maior PS, FCG, SS), o que, retroalimentando o processo, por sua vez, propicia um aumento na carga bacteriana via maior aporte de nutrientes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o surpreendentemente, as observa&ccedil;&otilde;es relacionadas a estes estudos nos remetem ao conceito da doen&ccedil;a periodontal como uma infec&ccedil;&atilde;o oportunista.<sup>13</sup> Tal conceito &eacute; entendido pelo seguinte racioc&iacute;nio: ao in&iacute;cio do ac&uacute;mulo do biofilme supragengival h&aacute; uma predomin&acirc;ncia de microrganismos associados &agrave; sa&uacute;de. Com o passar do tempo, no entanto, sem a disrup&ccedil;&atilde;o deste biofilme, h&aacute; o estabelecimento da primeira resposta inflamat&oacute;ria que clinicamente diagnostica-se como gengivite. Algumas das caracter&iacute;sticas desta condi&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; maior vasculariza&ccedil;&atilde;o tecidual, s&atilde;o o aumento do volume de FCG e o aparecimento do sangramento marginal, os quais passam a proporcionar um ambiente mais abundante em nutrientes, tais como hemina, glicoprote&iacute;nas, e prote&iacute;nas do hospedeiro, que servir&atilde;o como substratos ao metabolismo bacteriano e fornecer&atilde;o importantes fatores de crescimento para esp&eacute;cies bacterianas anaer&oacute;bicas e proteol&iacute;ticas. Paralelamente, devido ao edema, h&aacute; um aumento da PS, constituindo-se um local ideal para que bact&eacute;rias anaer&oacute;bicas facultativas (localizadas na entrada da bolsa, i.e. unidade sangrante) empobre&ccedil;am o oxig&ecirc;nio dispon&iacute;vel e produzam di&oacute;xidos de carbono e hidrog&ecirc;nio, o que, por sua vez, favorece e cria um ambiente anaer&oacute;bico dentro da bolsa. Al&eacute;m disso, o metabolismo bacteriano cont&iacute;nuo determina pequenas eleva&ccedil;&otilde;es na temperatura e pH local, que s&atilde;o fatores essenciais para o crescimento, competitividade e agressividade de algumas esp&eacute;cies de bact&eacute;rias. Consequentemente, &eacute; poss&iacute;vel um aumento num&eacute;rico expressivo destas bact&eacute;rias com maior potencial patog&ecirc;nico, e que antes estavam em menor n&uacute;mero nos biofilmes supra e subgengival, resultando em um expressivo aumento tamb&eacute;m no n&uacute;mero total de bact&eacute;rias no biofilme. Se este quadro de ac&uacute;mulo destes biofilmes &eacute; mantido, h&aacute; a retroalimenta&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua do processo, via maior desafio bacteriano ao hospedeiro, o qual responde aumentando a resposta inflamat&oacute;ria, refletindo em piora nos indicadores cl&iacute;nicos periodontais.<sup>13</sup> Este quadro, naqueles indiv&iacute;duos suscept&iacute;veis, poder&aacute; evoluir para a periodontite. Deste modo, o termo infec&ccedil;&atilde;o oportunista &eacute; vinculado &agrave; necessidade de retroalimenta&ccedil;&atilde;o constante entre bact&eacute;rias e resposta inflamat&oacute;ria. Portanto, a partir deste mecanismo de retroalimenta&ccedil;&atilde;o, pode-se entender o papel primordial do ambiente supragengival como fonte prim&aacute;ria dos microrganismos subgengivais. N&atilde;o obstante, este processo pode fundamentar o controle do biofilme supragengival como uma interven&ccedil;&atilde;o capaz de modular o ambiente subgengival.<sup>13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Inseridos neste contexto, existem estudos de interven&ccedil;&atilde;o que mostraram esta rela&ccedil;&atilde;o de modula&ccedil;&atilde;o sob o ponto de vista cl&iacute;nico. Estes estudos partem do princ&iacute;pio de que por meio do controle da gengivite, tem-se a redu&ccedil;&atilde;o dos indicadores cl&iacute;nicos, como PS e SS, que podem, ent&atilde;o, influenciar os demais indicadores. Um destes estudos foi conduzido por Gomes e colaboradores, em 2007, tendo como objetivo avaliar o efeito do controle supragengival nos indicadores cl&iacute;nicos de pacientes com periodontite.<sup>3</sup> Para tanto, 50 pacientes (25 fumantes e 25 nunca-fumantes) com diagn&oacute;stico de periodontite moderada &agrave; avan&ccedil;ada foram acompanhados por 180 dias com consultas semanais para o controle do biofilme unicamente supragengival. Pode-se verificar que o controle supragengival estrito foi capaz de reduzir significativamente os n&iacute;veis de placa, gengivite, e SS, bem como os valores m&eacute;dios de PS e perda de inser&ccedil;&atilde;o (PI), independentemente da categoria de PS, e sem diferen&ccedil;as entres os grupos. Estas altera&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m disso, foram mantidas durante todo o per&iacute;odo do estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros estudos de interven&ccedil;&atilde;o, por sua vez, demonstraram esta rela&ccedil;&atilde;o de modula&ccedil;&atilde;o valendo-se da investiga&ccedil;&atilde;o de outros indicadores, como marcadores imunol&oacute;gicos ou microbiol&oacute;gicos. Exemplificando, o estudo realizado por Dahl&eacute;n et al., em 1992, buscou verificar o efeito nos indicadores cl&iacute;nicos e microbiol&oacute;gicos de um programa de controle do biofilme supragengival que inclu&iacute;a instru&ccedil;&otilde;es meticulosas de higiene bucal e monitoramento profissional, durante um per&iacute;odo de dois anos.<sup>2</sup> Sessenta e dois pacientes foram inclu&iacute;dos e distribu&iacute;dos nos seguintes grupos: Grupo AB, composto por 23 pacientes que apresentavam perda de inser&ccedil;&atilde;o e PS maiores ("s&iacute;tios profundos") e menores ("s&iacute;tios rasos") que 4 mm; e Grupo C, com 39 pacientes com gengivite e apenas s&iacute;tios "rasos". Controle supragengival, orienta&ccedil;&otilde;es de higiene bucal e motiva&ccedil;&atilde;o foram entregues em <sup>4-8</sup> consultas, durante os tr&ecirc;s primeiros meses. Novos exames foram realizados 24 meses ap&oacute;s o in&iacute;cio do estudo. P&ocirc;de-se verificar que os indicadores cl&iacute;nicos de placa, gengivite e PS foram reduzidos significativamente em todos os grupos, tanto em s&iacute;tios "rasos" quanto "profundos, e que os n&iacute;veis de inser&ccedil;&atilde;o foram mantidos. Al&eacute;m disso, entre as categorias de PS, houve um aumento no n&uacute;mero de s&iacute;tios rasos e diminui&ccedil;&atilde;o dos profundos. Na mesma dire&ccedil;&atilde;o, os marcadores microbiol&oacute;gicos foram significativamente alterados, tanto em s&iacute;tios rasos como profundos, como observado pela redu&ccedil;&atilde;o da m&eacute;dia do total de bact&eacute;rias vi&aacute;veis e pelo n&uacute;mero e percentual de s&iacute;tios positivos para determinadas esp&eacute;cies bacterianas. Baseados nestes resultados, os autores conclu&iacute;ram que a microbiota subgengival foi influenciada n&atilde;o somente por fatores locais dentro da bolsa, mas, tamb&eacute;m, pelo ambiente supragengival e que as altera&ccedil;&otilde;es observadas nos s&iacute;tios profundos estavam associadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da PS, ocasionada pelo controle do biofilme supragengival. Este processo, por sua vez, levou &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da carga microbiol&oacute;gica e &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es qualitativas da microbiota subgengival. Estes resultados s&atilde;o corroborados pelo estudo de Gomes et al., em 2008,<sup>17</sup> que publicaram os resultados microbiol&oacute;gicos do estudo de 2007.<sup>5</sup> Nesta investiga&ccedil;&atilde;o, p&ocirc;de-se observar que o controle do biofilme supragengival marcadamente reduziu as contagens subgengivais das esp&eacute;cies bacterianas estudadas (Porphyromonas gingivalis, Parvimonas micra, Dialister pneumosintes e Aggregatibacter actinomycetemcomitans), bem como do dom&iacute;nio Eubact&eacute;ria, em ambos os grupos, e longitudinalmente. A despeito do conjunto destas observa&ccedil;&otilde;es, neste processo interdependente entre os biofilmes supra e subgengival ainda n&atilde;o se tem esclarecida, por exemplo, a ordem dos fatores, ou seja, se as melhoras cl&iacute;nicas s&atilde;o consequ&ecirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o da microbiota, ou se as altera&ccedil;&otilde;es microbiol&oacute;gicas s&atilde;o em decorr&ecirc;ncia da diminui&ccedil;&atilde;o dos indicadores cl&iacute;nicos de inflama&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O modelo de infec&ccedil;&atilde;o oportunista fundamenta, tamb&eacute;m, o controle do biofilme supragengival como etapa e ferramenta essenciais para o sucesso do tratamento das periodontites. Embora inexista um ensaio cl&iacute;nico randomizado (ECR) no qual o controle supragengival tenha sido abordado como uma modalidade de interven&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o como uma etapa pr&eacute;via ao tratamento da periodontite ou &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o concomitante ao controle do biofilme subgengival, estas abordagens foram comparadas em 2014, em um ECR sob modelo de boca-dividida.<sup>5</sup> Vinte e cinco pacientes com periodontite cr&ocirc;nica receberam, por quadrantes, os seguintes regimes terap&ecirc;uticos: I) controle supragengival estrito, em 1 quadrante, no dia 0, e sendo controle este mantido ao longo de todo o per&iacute;odo experimental; II) controle supra e subgengival simult&acirc;neos, em 2 quadrantes, no dia 0; e III) controle supragengival no dia 0 e o controle subgengival ap&oacute;s 30 dias, em 1 quadrante. Este estudo desenvolveu-se em 450 dias, durante os quais os pacientes foram reavaliados e orientados em rela&ccedil;&atilde;o ao controle do biofilme supragengival (em m&eacute;dia a cada 2.2 &plusmn; 1.64 meses). P&ocirc;de-se observar que os tr&ecirc;s regimes propostos levaram a altera&ccedil;&otilde;es significativas nos n&iacute;veis de placa e gengivite, bem como redu&ccedil;&otilde;es nos indicadores de PS, SS e PI, sendo que as maiores redu&ccedil;&otilde;es nestes indicadores subgengivais ocorreram nos quadrantes que receberam a interven&ccedil;&atilde;o subgengival. Por outro lado, o controle supragengival como etapa pr&eacute;via reduziu as necessidades de interven&ccedil;&atilde;o subgengival em quase 50%. Esta redu&ccedil;&atilde;o pode ser entendida da seguinte forma: 72% dos s&iacute;tios com SS+ ao baseline no grupo II receberam a interven&ccedil;&atilde;o subgengival; em contrapartida, no grupo III somente 37% permaneceram necessitando receber a interven&ccedil;&atilde;o subgengival (neste grupo entregue no dia 30), como avaliado pelo percentual de s&iacute;tios que permaneceram com sangramento subgengival, ap&oacute;s terem recebido o controle supragengival. Al&eacute;m disso, observou-se que as maiores redu&ccedil;&otilde;es em todos os indicadores cl&iacute;nicos foram observadas j&aacute; aos 60 dias, quando, ent&atilde;o, estes valores foram mantidos longitudinalmente. P&ocirc;de-se inferir, portanto, que um controle adequado do biofilme dental, atestado pelos baixos &iacute;ndices de placa e sangramento marginal ao longo do tempo, permitiu a estabilidade dos indicadores subgengivais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Semelhante avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada j&aacute; em 1983.<sup>1</sup> Muito embora empregando um delineamento mais simples, e voltado unicamente para a an&aacute;lise dos marcadores microbiol&oacute;gicos, Smulow et al. conduziram um estudo com a inclus&atilde;o de 14 pacientes apresentando pelo menos 4 bolsas com PS &ge; 5 mm, onde cada s&iacute;tio/bolsa (de um total de 56) foi alocado &agrave; uma das seguintes interven&ccedil;&otilde;es: 1) controle supra e subgengival no dia 0, seguido de controle supragengival por 20 dias; 2) controle supragengival estrito no dia 0, seguido de controle supragengival por 20 dias; 3) controle supra e subgengival no dia 0, por&eacute;m sem qualquer controle posterior; e 4) nenhuma interven&ccedil;&atilde;o e sem qualquer controle posterior. Amostras de biofilme subgengival foram coletadas destes s&iacute;tios e avaliadas por meio da t&eacute;cnica de cultura e microscopia. P&ocirc;de-se verificar que aqueles grupos que receberam aten&ccedil;&atilde;o supragengival continuada experimentaram redu&ccedil;&otilde;es significativas nas contagens bacterianas totais e de morfotipos bacterianos (espiroquetas e esp&eacute;cies anaer&oacute;bias facultativas e obrigat&oacute;rias). Por outro lado, os grupos sem controle supragengival apresentaram comportamento oposto, com aumento destas contagens. J&aacute; &agrave; &eacute;poca, estes autores, em conclus&atilde;o, sugeriram que a microbiota subgengival era fortemente afetada pelo controle do biofilme supragengival uma vez que este biofilme seria a fonte prim&aacute;ria daquela microbiota. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No mesmo contexto, avaliando desfechos cl&iacute;nicos e microbiol&oacute;gicos, Feres et al., em 2009, compararam os efeitos da interven&ccedil;&atilde;o subgengival isolada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o combinada ao controle mec&acirc;nico do biofilme supragengival, ou ainda complementada pelo controle qu&iacute;mico deste biofilme.<sup>4</sup> Para tanto, 60 pacientes com periodontite cr&ocirc;nica, generalizada, foram alocados a receber uma das seguintes interven&ccedil;&otilde;es: 1) raspagem e alisamento radicular (RAR) realizada de forma estrita; 2) RAR combinada ao controle mec&acirc;nico do biofilme supragengival; e 3) RAR combinada ao controle qu&iacute;mico supragengival com digluconato de clorexidina. O controle supragengival foi realizado durante 63 dias, iniciando-se juntamente com a RAR, e reexames foram conduzidos ap&oacute;s 2 e 6 meses. Clinicamente, observou-se maiores redu&ccedil;&otilde;es de PS, SS e PI, tanto ao 2&ordm; como ao 6&ordm; m&ecirc;s p&oacute;s-terapia subgengival, nos grupos que receberam tamb&eacute;m o controle do biofilme supragengival. Al&eacute;m disso, embora o grupo com controle qu&iacute;mico tenha apresentado uma tend&ecirc;ncia &agrave; maior redu&ccedil;&atilde;o nos indicadores avaliados, esta mudan&ccedil;a n&atilde;o foi estatisticamente diferente daquela observada no grupo com controle mec&acirc;nico. Mesmo comportamento foi observado em rela&ccedil;&atilde;o aos marcadores microbiol&oacute;gicos: as maiores redu&ccedil;&otilde;es foram relacionadas aos grupos com controle supragengival, com especial impacto sobre as esp&eacute;cies bacterianas dos complexos vermelho e laranja. Por fim, ambos os achados cl&iacute;nicos e microbiol&oacute;gicos suportaram as conclus&otilde;es dos autores de que o controle supragengival realizado durante e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o subgengival promoveu uma melhora dos desfechos do tratamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir das evid&ecirc;ncias oriundas destes estudos, &eacute; poss&iacute;vel identificar quest&otilde;es fundamentais relativas ao controle do biofilme supragengival. Este controle, se realizado pelo paciente diariamente, e de forma adequada, &eacute; fundamental em qualquer etapa da aten&ccedil;&atilde;o periodontal. Por outro lado, a educa&ccedil;&atilde;o do paciente &eacute; de responsabilidade profissional e deve, portanto, ser trabalhada em todas as fases da terapia periodontal, por meio da identifica&ccedil;&atilde;o das necessidades individuais em rela&ccedil;&atilde;o ao controle mec&acirc;nico supragengival e, quando necess&aacute;rio, da adequa&ccedil;&atilde;o ou modifica&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos do paciente. Al&eacute;m disto, muito embora a atua&ccedil;&atilde;o deste bin&ocirc;mio paciente-profissional, objetivando o controle supragengival, n&atilde;o se constitua como uma interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &uacute;nica para a periodontite, sua realiza&ccedil;&atilde;o, como etapa pr&eacute;via e separada da interven&ccedil;&atilde;o de raspagem e alisamento radicular, pode proporcionar redu&ccedil;&otilde;es relevantes nos indicadores inflamat&oacute;rios, o que, por sua vez, pode auxiliar no posterior controle subgengival e em sua efetividade. N&atilde;o obstante, na falta de um controle supragengival adequado, o efeito terap&ecirc;utico da interven&ccedil;&atilde;o subgengival ser&aacute; limitado, provis&oacute;rio ou mesmo nulo. Neste ponto, n&atilde;o surpreendentemente, destaca-se a posi&ccedil;&atilde;o de alguns autores em seus artigos vinculados ao 11&ordm; Workshop Europeu em Periodontia.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Controle supragengival durante a fase de manuten&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica preventiva</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pelo gloss&aacute;rio da Sociedade Brasileira de Periodontologia,<sup>18</sup> a Manuten&ccedil;&atilde;o Peri&oacute;dica Preventiva &eacute; definida como: "(...) procedimentos realizados em intervalos selecionados para ajudar o indiv&iacute;duo a manter sua sa&uacute;de bucal. Fazendo parte da terapia periodontal, um intervalo estabelecido para cuidados periodontais peri&oacute;dicos...". Neste sentido, a MPP tem como principais objetivos: 1) prevenir a recorr&ecirc;ncia e progress&atilde;o da doen&ccedil;a periodontal em pacientes previamente tratados; 2) prevenir ou reduzir a incid&ecirc;ncia de perda dent&aacute;ria nesses pacientes; 3) auxiliar no diagn&oacute;stico precoce e tratamento, em tempo adequado, de outras doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es encontradas na cavidade oral. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A motiva&ccedil;&atilde;o para a MPP surgiu, inicialmente, do reconhecimento da import&acirc;ncia do biofilme no estabelecimento e progress&atilde;o da gengivite. Adicionalmente, a reconhecida dificuldade de manterem-se n&iacute;veis adequados de higiene bucal por parte da popula&ccedil;&atilde;o colocava um desafio para o tratamento das doen&ccedil;as periodontais. A proposta de realiza&ccedil;&atilde;o de consultas peri&oacute;dicas, nas quais o profissional interviria buscando atenuar as consequ&ecirc;ncias da m&aacute; higiene bucal, e ao mesmo tempo motivando o paciente para um melhor controle di&aacute;rio do biofilme, surgiu a partir dos trabalhos de avalia&ccedil;&atilde;o longitudinal da terapia periodontal realizados principalmente pelos grupos liderados por Ramfjord e por Lindhe &amp; Nyman.<sup>6,11</sup> Estes autores observaram que diferentes t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas ou diferentes procedimentos terap&ecirc;uticos apresentavam resultados semelhantes desde que os pacientes, na sequ&ecirc;ncia, participassem de uma sess&atilde;o de controle profissional dos biofilmes supra e subgengival a intervalos de a cada 2-3 meses. Entretanto, pelos resultados observados por Ramfjord et al., o sucesso terap&ecirc;utico, durante a manuten&ccedil;&atilde;o, era independente dos padr&otilde;es de controle do biofilme realizado pelos pacientes.<sup>6</sup> Por outro lado, o grupo de Lindhe &amp; Nyman demonstrava que um adequado controle do biofilme pelo paciente, e por consequ&ecirc;ncia a aus&ecirc;ncia de gengivite, era, sim, fator determinante, juntamente com a MPP, do sucesso das terapias.<sup>11</sup> A despeito destas diverg&ecirc;ncias, o conjunto desses estudos, bem como a constata&ccedil;&atilde;o de que as terapias periodontais passaram a apresentar melhores resultados quando acompanhados pela manuten&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica, coloca a MPP como parte integral da aten&ccedil;&atilde;o periodontal. Da mesma forma, origina-se destes estudos, a periodicidade que at&eacute; hoje se divulga para as consultas de MPP. Em geral, o intervalo estabelecido &eacute; de consultas a cada 3-4 meses. Entretanto, cabe ressaltar, esta rotina n&atilde;o se baseia em estudos que se destinaram a comparar a efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a de diferentes intervalos de tempo entre as consultas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disto, contemporaneamente, a periodicidade das consultas de MPP tem sido sugerida, tamb&eacute;m, pela "necessidade" de se realizar instrumenta&ccedil;&atilde;o subgengival em s&iacute;tios com PS &ge; 3 mm, acompanhados ou n&atilde;o pela presen&ccedil;a de SS, visando-se desorganizar/ reduzir as contagens de bact&eacute;rias patog&ecirc;nicas em contanto com os tecidos periodontais, tomando por base a "velocidade" de recoloniza&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;tios periodontais. Estudos sugerem que a quantidade de bact&eacute;rias ap&oacute;s a instrumenta&ccedil;&atilde;o profissional, devido &agrave; recoloniza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea subgengival, pode alcan&ccedil;ar valores similares aos iniciais em um per&iacute;odo de dias, meses ou at&eacute; mesmo um ano.<sup>19</sup> Todavia, devido a diferen&ccedil;as metodol&oacute;gicas entre os estudos, com avalia&ccedil;&otilde;es por diferentes indicadores periodontais, amostras oriundas de diferentes popula&ccedil;&otilde;es e com crit&eacute;rios de inclus&atilde;o distintos, extrapola&ccedil;&otilde;es s&atilde;o problem&aacute;ticas. N&atilde;o obstante, uma vez que haja a recoloniza&ccedil;&atilde;o, esta n&atilde;o implicar&aacute; necessariamente em recorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a. Por outro lado, alguns autores propuseram basear a periodicidade das consultas de MPP no perfil de risco periodontal individual dos pacientes, sendo este dado pela hist&oacute;ria de progress&atilde;o da doen&ccedil;a, ades&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o do paciente para o autocuidado com a higiene bucal e em par&acirc;metros cl&iacute;nicos. <sup>20</sup> Essas informa&ccedil;&otilde;es t&atilde;o pouco fornecem orienta&ccedil;&otilde;es precisas para um intervalo definido no tempo e o que ainda se observa &eacute; a perman&ecirc;ncia daqueles intervalos pr&eacute;-sugeridos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dadas essas observa&ccedil;&otilde;es, contudo, primariamente mais importante do que se identificar a periodicidade ideal das consultas de MPP, deve ser a investiga&ccedil;&atilde;o da efetividade, impacto e magnitude das medidas de controle do biofilme supragengival em se manter os resultados alcan&ccedil;ados durante o tratamento, evitando, assim, a recoloniza&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;tios e a consequente recorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base na rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica e interdependente entre os biofilmes supra e subgengival, e esta rela&ccedil;&atilde;o sendo capaz modular o ambiente subgengival, pode-se igualmente entender e assumir o controle supragengival como uma interven&ccedil;&atilde;o eficaz tamb&eacute;m durante a fase de MPP. Neste sentido, em outras palavras, pode-se questionar qual &eacute; a necessidade de se realizar repetidas interven&ccedil;&otilde;es subgengivais a cada consulta de MPP, uma vez que o paciente periodontal foi tratado com sucesso e agora apresenta um quadro periodontal associado &agrave; sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao olharmos para a literatura dispon&iacute;vel sobre esta tem&aacute;tica, existem somente tr&ecirc;s artigos que tentaram responder a este questionamento objetivamente: um ECR, uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura e um posicionamento da Federa&ccedil;&atilde;o Europeia de Periodontia. O ECR, conduzido por Jenkins et al., em 2000, buscou investigar o efeito da combina&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es supra e subgengival nos indicadores cl&iacute;nicos de pacientes previamente tratados para periodontite cr&ocirc;nica, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; interven&ccedil;&atilde;o unicamente supragengival.<sup>7</sup> Trinta e um pacientes previamente tratados por terapia cir&uacute;rgica ou n&atilde;o-cir&uacute;rgica, em um Hospital-Escola de Odontologia, por&eacute;m apresentando pelo menos quatro bolsas residuais com PS &ge; 4 mm e SS+, e com inconsist&ecirc;ncia nos n&iacute;veis de biofilme supragengival ao longo do tempo, constitu&iacute;ram a amostra. Este indiv&iacute;duos foram alocados em um dos dois regimes MPP e receberam as respectivas interven&ccedil;&otilde;es e reexames a cada tr&ecirc;s meses, durante 1 ano. P&ocirc;de-se verificar aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;a significativa entre os dois regimes propostos em rela&ccedil;&atilde;o aos indicadores cl&iacute;nicos de PS, PI e SS, bem como aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;a entre os exames, ao longo de todo o per&iacute;odo do estudo. Frente a estes achados, os autores conclu&iacute;ram que n&atilde;o houve benef&iacute;cio adicional da realiza&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o subgengival, e, portanto, colocaram a realiza&ccedil;&atilde;o desta interven&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na sequ&ecirc;ncia, em 2002, Heasman et al. conduziram uma busca sistem&aacute;tica na literatura a fim de revisar e analisar as evid&ecirc;ncias dispon&iacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; efetividade cl&iacute;nica do controle supragengival em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; interven&ccedil;&atilde;o subgengival, durante a fase de MPP.<sup>12</sup> No total, 28 estudos foram identificados pela busca manual e eletr&ocirc;nica, mas apenas 11 artigos, com pelo menos 12 meses de acompanhamento, foram inclu&iacute;dos. Somente um estudo comparou diretamente as interven&ccedil;&otilde;es de interesse,<sup>7</sup> e entre os demais observou-se grande heterogeneidade. A fim de compensar esta heterogeneidade, alguns ajustes estat&iacute;sticos foram conduzidos. Por fim, os autores reportaram resultados semelhantes, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; PS e a PI, entre os estudos inclu&iacute;dos relacionados &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es de interesse, ao longo do tempo. Estes achados suportaram a conclus&atilde;o dos autores de que, frente &agrave;s melhores evid&ecirc;ncias dispon&iacute;veis, ambos os regimes foram compar&aacute;veis clinicamente. Al&eacute;m disso, estes autores tamb&eacute;m sugeriram a condu&ccedil;&atilde;o de novos e adequados estudos sobre esta tem&aacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base naquela revis&atilde;o de literatura, este tema foi discutido durante o 4&ordm; Workshop Europeu em Periodontia, em 2002. Neste momento houve um posicionamento da Federa&ccedil;&atilde;o Europeia de Periodontia, tamb&eacute;m chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de estudos adicionais nesta tem&aacute;tica, inclusive propondo diretrizes para estes futuros estudos.<sup>10</sup> Algumas destas diretrizes, por exemplo, sugeriam que os novos estudos: 1) claramente definissem quando se iniciaria o baseline da fase de MPP e os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o dos participantes; 2) avaliassem outros desfechos al&eacute;m dos cl&iacute;nicos, como marcadores microbiol&oacute;gicos e imunol&oacute;gicos, e de percep&ccedil;&atilde;o/ades&atilde;o dos pacientes; e, 3) detalhadamente descrevessem as interven&ccedil;&otilde;es realizadas. Por outro lado, houve, ainda, um consenso dessa Federa&ccedil;&atilde;o de que ambas as terapias levavam a um resultado cl&iacute;nico semelhante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde ent&atilde;o, mesmo frente ao chamamento por novos estudos, e ao melhor do conhecimento, nenhum estudo foi publicado no qual a compara&ccedil;&atilde;o direta entre essas interven&ccedil;&otilde;es tenha sido realizado. A constata&ccedil;&atilde;o da aus&ecirc;ncia de novos estudos pode ser observada frente aos novos artigos referentes ao mais recente encontro daquela Federa&ccedil;&atilde;o,<sup>9</sup> bem como ap&oacute;s a condu&ccedil;&atilde;o de uma busca sistem&aacute;tica na literatura sobre estudos reportando aspectos microbiol&oacute;gicos durante a fase de MPP. A realiza&ccedil;&atilde;o desta busca foi determinada pelo importante papel dos microrganismos no processo din&acirc;mico do modelo de infec&ccedil;&atilde;o oportunista que aponta para o controle supragengival como terapia eficaz durante a manuten&ccedil;&atilde;o periodontal. Caso dispon&iacute;veis, os resultados microbiol&oacute;gicos durante esta fase poderiam complementar e estender a compreens&atilde;o dos resultados cl&iacute;nicos reportados.<sup>10</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brevemente, uma busca sistem&aacute;tica foi realizada na base de dados MEDLINE, via PUBMED, bem como na lista de refer&ecirc;ncia de outras revis&otilde;es de literatura previamente publicadas, sem restri&ccedil;&otilde;es de linguagem e data de publica&ccedil;&atilde;o, e utilizando diferentes arranjos dos seguintes descritores: randomized clinical trial, randomized controlled trial, clinical trial, longitudinal study, prospective study, supportive periodontal care, periodontal maintenance, e microbiology. Buscou-se, especificamente, por estudos realizados em humanos, apresentando delineamento de ensaio cl&iacute;nico randomizado ou ensaio cl&iacute;nico de bra&ccedil;o &uacute;nico, com um m&iacute;nimo de seis meses de dura&ccedil;&atilde;o, e reportando resultados microbiol&oacute;gicos subgengivais decorrentes de pelo menos uma das interven&ccedil;&otilde;es de interesse (controle supragengival estrito, ou controle combinado dos biofilmes supra e subgengival)</font>.</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dentre os 1.828 t&iacute;tulos identificados pelos mecanismos de busca, apenas 18 estudos apresentavam tais caracter&iacute;sticas metodol&oacute;gicas. N&atilde;o foram encontrados estudos comparando diretamente ambas as interven&ccedil;&otilde;es quanto aos desfechos microbiol&oacute;gicos, estando dispon&iacute;veis somente estudos reportando uma das interven&ccedil;&otilde;es de interesse: cinco estudos relacionados ao controle supragengival,<sup>21-25 e 13</sup> e relacionados ao controle combinado supra e subgengival.<sup>26-38</sup> De interesse, os estudos dispon&iacute;veis foram, em sua maioria, investiga&ccedil;&otilde;es reportando desfechos microbiol&oacute;gicos de diferentes terapias periodontais, longitudinalmente. Nestes estudos, devido ao longo per&iacute;odo de acompanhamento, uma das interven&ccedil;&otilde;es de interesse foi realizada como procedimento de MPP, e, em geral, iniciando-se passados tr&ecirc;s meses ap&oacute;s a terapia inicial. Assim, se considerados somente os dados relacionados ao per&iacute;odo ap&oacute;s o in&iacute;cio da fase de MPP, haveria a possibilidade de se avaliar, nestes estudos, os resultados referentes a esta fase. No entanto, semelhante &agrave; revis&atilde;o quanto aos desfechos cl&iacute;nicos conduzida por Heasman et al.,<sup>12</sup> observou-se grande heterogeneidade entre os estudos. Tais diferen&ccedil;as foram principalmente devido aos diferentes m&eacute;todos microbiol&oacute;gicos empregados. Al&eacute;m disso, a maior parte dos estudos somente reportou os dados por meio de gr&aacute;ficos, o que impossibilitou a coleta e uma an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar destas limita&ccedil;&otilde;es, descritivamente, pela leitura dos resultados e levando-se em considera&ccedil;&atilde;o as conclus&otilde;es dos autores de cada estudo, ambas as interven&ccedil;&otilde;es investigadas parecem estar associadas a uma tend&ecirc;ncia de estabilidade, ou at&eacute; mesmo de redu&ccedil;&atilde;o, nos marcadores microbiol&oacute;gicos subgengivais ao longo do tempo. No entanto, nenhuma conclus&atilde;o pode ser estabelecida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, frente aos aspectos e estudos at&eacute; aqui discutidos, claramente se verifica a escassez de evid&ecirc;ncias, tanto no que se refere aos indicadores cl&iacute;nicos quanto aos microbiol&oacute;gicos subgengivais, sobre qual deve ser a aten&ccedil;&atilde;o periodontal a ser entregue aos pacientes durante a MPP para se manter os resultados positivos alcan&ccedil;ados com o tratamento periodontal e evitar um futuro restabelecimento e/ou progress&atilde;o de doen&ccedil;a. Por outro lado, a princ&iacute;pio, a literatura dispon&iacute;vel parece apontar para uma aus&ecirc;ncia de benef&iacute;cio adicional da realiza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es subgengivais e credita a manuten&ccedil;&atilde;o dos resultados durante a fase de MPP, majoritariamente, ao controle do biofilme supragengival. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DISCUSS&Atilde;O</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A presente revis&atilde;o de literatura sugere que o controle do biofilme supragengival difira do controle de placa n&atilde;o somente em termos sem&acirc;nticos. Pelo contr&aacute;rio, a partir da compreens&atilde;o da placa bacteriana como um biofilme dental, pode-se elencar uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as no "olhar" sobre o que se considera processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a periodontal que, por sua vez, conduz a uma proposi&ccedil;&atilde;o de uma aten&ccedil;&atilde;o profissional diferenciada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com algumas publica&ccedil;&otilde;es,<sup>1,2,13</sup> existe uma estreita rela&ccedil;&atilde;o entre a forma&ccedil;&atilde;o do biofilme supragengival e a din&acirc;mica de estabelecimento do biofilme subgengival, bem como a altera&ccedil;&atilde;o quantitativa e qualitativa deste biofilme. Estas &uacute;ltimas diretamente associadas &agrave; presen&ccedil;a de inflama&ccedil;&atilde;o marginal inicialmente, e da perpetua&ccedil;&atilde;o de um ambiente subgengival favor&aacute;vel ao desenvolvimento de um biofilme subgengival, com caracter&iacute;sticas cada vez mais prop&iacute;cias para o desenvolvimento e progress&atilde;o das periodontites.<sup>13</sup> No entanto, como este nem sempre foi a compreens&atilde;o sobre os biofilmes dentais, iniciou-se uma etapa, na Periodontia, muito voltada para a instrumenta&ccedil;&atilde;o subgengival de qualidade como o objetivo principal a ser alcan&ccedil;ado e a "elimina&ccedil;&atilde;o" de bact&eacute;rias como uma forma de garantir sucesso terap&ecirc;utico longitudinalmente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recentemente, retomaram-se, em encontro e publica&ccedil;&otilde;es de grande impacto, estas discuss&otilde;es.<sup>9,10</sup> Em linhas gerais, se destacou o papel fundamental do controle do biofilme supragengival em todas as fases de aten&ccedil;&atilde;o ao paciente: preven&ccedil;&atilde;o, tratamento e manuten&ccedil;&atilde;o. A plausibilidade para esta import&acirc;ncia recai sobre o conceito de doen&ccedil;a periodontal como infec&ccedil;&atilde;o oportunista, <sup>13</sup> capaz de determinar inflama&ccedil;&atilde;o gengival/periodontal, ao mesmo tempo em que apresenta crescimento qualitativo e quantitativo de alguns tipos bacterianos permitido, exatamente, pela express&atilde;o inflamat&oacute;ria gerada. Estabelece-se assim, um mecanismo de retroalimenta&ccedil;&atilde;o, de alguma forma j&aacute; ilustrado em publica&ccedil;&otilde;es como a de Kawada et al.,<sup>15</sup> Abusleme et al.,<sup>16</sup> e Gomes et al.<sup>17</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio dos resultados aqui apresentados, depreende-se que o controle supragengival &eacute; o que incialmente ir&aacute; modular o estabelecimento e a qualidade da microbiota subgengival, al&eacute;m de manter uma situa&ccedil;&atilde;o de equil&iacute;brio entre agress&atilde;o e defesa.<sup>13-17</sup> Por outro lado, na aus&ecirc;ncia deste controle, os resultados terap&ecirc;uticos s&atilde;o perdidos, situa&ccedil;&atilde;o para a qual n&atilde;o existe remedia&ccedil;&atilde;o, como por exemplo, o uso de antibi&oacute;ticos locais/sist&ecirc;micos. Ao assumir esta din&acirc;mica rela&ccedil;&atilde;o entre o biofilme supragengival e aquele subgengival o profissional se imp&otilde;e grandes desafios. Seria muito mais f&aacute;cil poder garantir o sucesso do tratamento se este dependesse t&atilde;o somente da interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, ou s&oacute; do uso de um f&aacute;rmaco, por exemplo. Por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; esta a realidade que se apresenta. Cada vez mais a literatura tem mostrado qu&atilde;o importante &eacute; o trabalho do bin&ocirc;mio paciente-profissional na busca e manuten&ccedil;&atilde;o do sucesso terap&ecirc;utico.<sup>8,9</sup> &Eacute; por esta raz&atilde;o que os estudos come&ccedil;am a identificar que: 1) o controle supragengival bem estabelecido influencia o ambiente subgengival em pacientes com periodontite, independente de esta ser moderada ou severa; 2) que o controle do biofilme supragengival pr&eacute;vio ao do biofilme subgengival permite reduzir a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o subgengival; e 3) que na fase de manuten&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica preventiva parece n&atilde;o existir benef&iacute;cios adicionais da deplacagem subgengival quando comparada &agrave; deplacagem unicamente supragengival. Como o controle do biofilme supragengival &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, h&aacute; necessidade de se estabelecer rotinas de controle deste biofilme junto ao paciente e uma constante intera&ccedil;&atilde;o com o mesmo, objetivando atingir n&iacute;veis adequados de controle supragengival advindo de constante atividade de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A evolu&ccedil;&atilde;o do conceito de biofilme possibilitou entender as doen&ccedil;as periodontais como uma infec&ccedil;&atilde;o oportunista. Sob este modelo etiopatog&ecirc;nico, visualiza-se inicialmente a depend&ecirc;ncia do biofilme subgengival em rela&ccedil;&atilde;o ao pr&eacute;-estabelecimento do biofilme supragengival. Consequentemente, tem-se o controle do biofilme supragengival como capaz de exercer importante a&ccedil;&atilde;o modulat&oacute;ria no ambiente subgengival por diversos mecanismos biol&oacute;gicos, alguns destes, inclusive, ainda n&atilde;o totalmente esclarecidos. Baseado neste processo din&acirc;mico e interdependente entre os biofilmes, as evid&ecirc;ncias dispon&iacute;veis na literatura t&ecirc;m cada vez mais suportado o cuidado, pelo bin&ocirc;mio paciente-profissional, para com o controle do biofilme supragengival como uma interven&ccedil;&atilde;o efetiva e necess&aacute;ria em todos os aspectos e etapas do manejo dos pacientes periodontais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>APLICA&Ccedil;&Atilde;O CL&Iacute;NICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir das quest&otilde;es aqui abordadas, cunhando o conceito do biofilme supragengival como fundamental na Periodontia, espera-se que n&atilde;o somente o periodontista, mas, tamb&eacute;m, o cl&iacute;nico-geral possam atuar compreendendo a extens&atilde;o dos benef&iacute;cios que sua aten&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de bucal, em especial ao controle supragengival, trar&aacute; para o paciente periodontal. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Smulow JB, Turesky SS, Hill RG. The effect of supragingival plaque removal on anaerobic bacteria deep periodontal pockets. J Am Dent Assoc 1983;107(5):737-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=424261&pid=S0004-5276201500020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Dahl&eacute;n G, Lindhe J, Sato K, Hanamura H, Okamoto H. The effect of supragingival plaque control on the subgingival microbiota in subjects with periodontal disease. J Clin Periodontol 1992;19(10):802-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Gomes SC, Piccinin FB, Susin C, Oppermann RV, Marcantonio RA. Effect of supragingival plaque control in smokers and never-smokers: 6-month evaluation of patients with periodontitis. J Periodontol 2007;78(8):1515-21. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Feres M, Gursky LC, Faveri M, Tsuzuki CO, Figueiredo LC. Clinical and microbiological benefits of strict supragingival plaque control as part of the active phase of periodontal therapy. J Clin Periodontol 2009;36(10):857-67. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Gomes SC, Romagna R, Rossi V, Corvello PC, Angst PD. Supragingival treatment as an aid to reduce subgingival needs: a 450-day investigation. Braz Oral Res 2014;28(1). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Ramfjord SP, Morrison EC, Burgett FG, Nissle RR, Shick RA, Zann GJ, et al. Oral hygiene and maintenance of periodontal support. J Periodontol 1982;53(1):26-30. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Jenkins WM, Said SH, Radvar M, Kinane DF. Effect of subgingival scaling during supportive therapy. J Clin Periodontol 2000;27(8):590-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Axelsson P, Nystr&ouml;m B, Lindhe J. The long-term effect of a plaque control program on tooth mortality, caries and periodontal disease in adults. Results after 30 years of maintenance. J Clin Periodontol 2004;31(9):749-57. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Tonetti MS, Eickholz P, Loos BG, Papapanou P, van der Velden U, Armitage G, et al. Principles in prevention of periodontal diseases: Consensus report of group 1 of the 11(th) European Workshop on Periodontology on effective prevention of periodontal and peri-implant diseases. J Clin Periodontol 2015;42(Suppl 16):S5-S11. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Sanz M, Addy M. Group D summary. J Clin Periodontol 2002;29(Suppl 3):195-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Lindhe J, Nyman S. Long-term maintenance of patients treated for advanced periodontal disease. J Clin Periodontol 1984;11(8):504-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Heasman PA, McCracken GI, Steen N. Supportive periodontal care: the effect of periodic subgingival debridement compared with supragingival prophylaxis with respect to clinical outcomes. J Clin Periodontol 2002;29(Suppl 31):63-72; discussion 95-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Marsh PD, Moter A, Devine DA. Dental plaque biofilms: communities, conflict and control. Periodontol 2000 2011;55(1):16-35. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Weidlich P, Lopes de Souza MA, Oppermann RV. Evaluation of the dentogingival area during early plaque formation. J Periodontol 2001;72(7):901-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Kawada M, Yoshida A, Suzuki N, Nakano Y, Saito T, Oho T, et al. Prevalence of Porphyromonas gingivalis in relation to periodontal status assessed by real-time PCR. Oral Microbiol Immunol 2004;19(5):289-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Abusleme L, Dupuy AK, Dutzan N, Silva N, Burleson JA, Strausbaugh LD, et al. The subgingival microbiome in health and periodontitis and its relationship with community biomass and inflammation. ISME J 2013;7(5):1016-25. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Gomes SC, Nonnenmacher C, Susin C, Oppermann RV, Mutters R, Marcantonio RA. The effect of a supragingival plaque-control regimen on the subgingival microbiota in smokers and never-smokers: evaluation by real-time polymerase chain reaction. J Periodontol 2008;79(12):2297-304.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Cortelli JR, Lotufo RFM, Oppermann RV, Sallum AW. Gloss&aacute;rio da Sociedade Brasileira de Periodontologia. SOBRAPE &#91;Internet&#93;. 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Shiloah J, Patters MR. Repopulation of periodontal pockets by microbial pathogens in the absence of supportive therapy. J Periodontol 1996;67(2):130-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Renvert S, Persson GR. Supportive periodontal therapy. Periodontol 2000 2004;36:179-95. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Chondros P, Nikolidakis D, Christodoulides N, R&ouml;ssler R, Gutknecht N, Sculean A. Photodynamic therapy as adjunct to non-surgical periodontal treatment in patients on periodontal maintenance: a randomized controlled clinical trial. Lasers Med Sci 2009;24(5):681-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Colombo AP, Teles RP, Torres MC, Rosal&eacute;m W, Mendes MC, Souto RM, et al. Effects of non-surgical mechanical therapy on the subgingival microbiota of Brazilians with untreated chronic periodontitis: 9-month results. J Periodontol 2005;76(5):778-84. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Quirynen M, Soers C, Desnyder M, Dekeyser C, Pauwels M, van Steenberghe D. A 0.05% cetyl pyridinium chloride/0.05% chlorhexidine mouth rinse during maintenance phase after initial periodontal therapy. J Clin Periodontol 2005;32(4):390-400.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Rosling B, Wannfors B, Volpe AR, Furuichi Y, Ramberg P, Lindhe J. The use of a triclosan/ copolymer dentifrice may retard the progression of periodontitis. J Clin Periodontol 1997;24(12):873-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Westfelt E, Rylander H, Dahl&eacute;n G, Lindhe J. The effect of supragingival plaque control on the progression of advanced periodontal disease. J Clin Periodontol 1998;25(7):536-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Bogren A, Teles RP, Torresyap G, Haffajee AD, Socransky SS, Wennstr&ouml;m JL. Locally delivered doxycycline during supportive periodontal therapy: a 3-year study. J Periodontol 2008;79(5):827-35. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Cortelli JR, Aquino DR, Cortelli SC, Carvalho-Filho J, Roman-Torres CV, Costa FO. A double- blind randomized clinical trial of subgingival minocycline for chronic periodontitis. J Oral Sci 2008;50(3):259-65. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Cugini MA, Haffajee AD, Smith C, Kent RL, Socransky SS. The effect of scaling and root planing on the clinical and microbiological parameters of periodontal diseases: 12-month results. J Clin Periodontol 2000;27(1):30-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Ehmke B, Moter A, Beikler T, Milian E, Flemmig TF. Adjunctive antimicrobial therapy of periodontitis: long-term effects on disease progression and oral colonization. J Periodontol 2005;76(5):749-59. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Gunsolley JC, Zambon JJ, Mellott CA, Brooks CN, Kaugars CC. Maintenance therapy in young adults with severe generalized periodontitis. J Periodontol 1994;65(3):274-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Haffajee AD, Smith C, Torresyap G, Thompson M, Guerrero D, Socransky SS. Efficacy of manual and powered toothbrushes (II). Effect on microbiological parameters. J Clin Periodontol 2001;28(10):947-54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Kolbe MF, Ribeiro FV, Luchesi VH, Casarin RC, Sallum EA, Nociti FH, et al. Photodynamic therapy during supportive periodontal care: clinical, microbiologic, immunoinflammatory, and patient-centered performance in a split-mouth randomized clinical trial. J Periodontol 2014;85(8):e277-86. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Krohn-Dale I, B&oslash;e OE, Enersen M, Leknes KN. Er:YAG laser in the treatment of periodontal sites with recurring chronic inflammation: a 12-month randomized, controlled clinical trial. J Clin Periodontol 2012;39(8):745-52. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Listgarten MA, Sullivan P, George C, Nitkin L, Rosenberg ES, Chilton NW, et al. Comparative longitudinal study of 2 methods of scheduling maintenance visits: 4-year data. J Clin Periodontol 1989;16(2):105-15. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. McColl E, Patel K, Dahlen G, Tonetti M, Graziani F, Suvan J, et al. Supportive periodontal therapy using mechanical instrumentation or 2% minocycline gel: a 12 month randomized, controlled, single masked pilot study. J Clin Periodontol 2006;33(2):141-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Murray PA, Boyd RL, Robertson PB. Effect of periodontal status of rotary electric toothbrushes vs. manual toothbrushes during periodontal maintenance. II. Microbiological results. J Periodontol 1989;60(7):396-401. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Teles RP, Patel M, Socransky SS, Haffajee AD. Disease progression in periodontally healthy and maintenance subjects. J Periodontol 2008;79(5):784-94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Xim&eacute;nez-Fyvie LA, Haffajee AD, Som S, Thompson M, Torresyap G, Socransky SS. The effect of repeated professional supragingival plaque removal on the composition of the supra- and subgingival microbiota. J Clin Periodontol 2000;27(9):637-47.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rui Vicente Oppermann     <BR>Rua Ramiro Barcelos, 2492    ]]></body>
<body><![CDATA[<BR> Bairro Santana - Porto Alegre - RS     <BR>Brasil     <BR>90035-003</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:ruioppermann@gmail.com" target="_blank">ruioppermann@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: jul/2015    <br> Aceito: ago/2015</b></font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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