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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Atraumatic Restorative Treatment (A R T) is understood as a minimally invasive approach comprising preventive, therapeutic and restorative measures in relation to dental caries and in the control of this disease, including in attendance to patients of special needs. The treatment is done only with the use of hand instruments and with the use of glass ionomer cement (GIC), applied to the sealing of pits and fissures in caries risk and in the restoration of teeth with cavities in which the adjacent pits and fissures are also sealed. The most frequent reasons for the failures of ART restorations are the displacement of the glass ionomer due to inadequate removal of demineralized enamel and dentin decomposed; improper handling of the glass ionomer powder and liquid; degree of humidity and temperature of the mix GIC at the time of handling; not full fill of the cavity with the restorative material; contamination by saliva and/or blood; cleaning or conditioning of cavities; degree of cooperation of the patient; skill of the operator. Materials with improved aesthetic properties have emerged on the market and must serve as a stimulus for the works of ART in the anterior teeth. In the preparation of the tooth for class II ART restorations, we recommend that you make additional retentions in the vestibular and lingual walls to prevent the displacement of the restoration. The ART is able to reduce the level of anxiety and fear of patients when the operator is not an expert, and is a treatment that provides less pain and discomfort, and can be performed in a dental office or out of it. Suggestions for new research agendas on the ART are proposed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Revis&atilde;o de literatura (Autor convidado)</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico: atualidades e perspectivas</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Atraumatic Restorative Treatment: advances and perspectives</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria Fidela de Lima Navarro<sup>I</sup>; Soraya Coelho Leal<sup>II</sup>; Gustavo Fabi&aacute;n Molina<sup>III</sup>; Rita Sarmiento Villena<sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Professora titular do Departamento de Det&iacute;stica, Endodontia e Materiais Odontol&oacute;gicos, Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de S&atilde;o Paulo, Bauru, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II</sup> Professora adjunta do Departamento de Odontopediatria da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, Brasil    <br>   <sup>III</sup> Professor adjunto do Departamento de Materiais Dent&aacute;rios da Faculdade de Odontologia, Universidade Nacional de C&oacute;rdoba, C&oacute;rdoba, Argentina    <br>   <sup>IV</sup> Coordenadora do Departamento de Odontopediatria, Universidad San Martin de Porres (USMP), Lima, Peru    <br> </font>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico (Atraumatic Restorative Treatment) atualmente &eacute; entendido como uma abordagem minimamente invasiva que compreende medidas preventivas, terap&ecirc;uticas e restauradoras em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie dental e no controle dessa doen&ccedil;a, inclusive no atendimento &agrave; pacientes especiais. O tratamento &eacute; feito apenas com a utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos manuais e com o uso do cimento de ion&ocirc;mero de vidro (CIV), aplicado para o selamento de cicatr&iacute;culas e fissuras em risco de c&aacute;rie e na restaura&ccedil;&atilde;o de dentes com cavidades nas quais as fissuras adjacentes tamb&eacute;m s&atilde;o seladas. As raz&otilde;es mais frequentes para as falhas das restaura&ccedil;&otilde;es ART est&atilde;o associadas ao deslocamento do ion&ocirc;mero de vidro em fun&ccedil;&atilde;o de insuficiente remo&ccedil;&atilde;o de esmalte desmineralizado e dentina decomposta; manipula&ccedil;&atilde;o inadequada do p&oacute;/l&iacute;quido do ion&ocirc;mero de vidro; grau de umidade e temperatura da mistura do ion&ocirc;mero no momento da manipula&ccedil;&atilde;o; n&atilde;o preenchimento completo da cavidade com o material restaurador; contamina&ccedil;&atilde;o por saliva e/ou sangue; limpeza ou condicionamento insuficiente das cavidades; grau de coopera&ccedil;&atilde;o do paciente; habilidade do operador. Materiais com propriedades est&eacute;ticas melhoradas t&ecirc;m surgido no mercado odontol&oacute;gico e devem servir de est&iacute;mulo para a realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos de ART nos dentes anteriores. No preparo do dente para as restaura&ccedil;&otilde;es de ART de Classe II, &eacute; recomend&aacute;vel confeccionar reten&ccedil;&otilde;es adicionais nas paredes vestibular e lingual para evitar o deslocamento da restaura&ccedil;&atilde;o. O ART &eacute; capaz de diminuir o n&iacute;vel de ansiedade e medo dos pacientes quando o operador n&atilde;o &eacute; um especialista, al&eacute;m de ser um tratamento que proporciona menor dor e desconforto, podendo ser realizado num consult&oacute;rio odontol&oacute;gico ou fora dele. Sugest&otilde;es para novas agendas de pesquisa sobre o ART s&atilde;o propostas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>cimento de ion&ocirc;meros de vidro; tratamento restaurador atraum&aacute;tico (ART); restaura&ccedil;&otilde;es minimamente invasivas</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The Atraumatic Restorative Treatment (A R T) is understood as a minimally invasive approach comprising preventive, therapeutic and restorative measures in relation to dental caries and in the control of this disease, including in attendance to patients of special needs. The treatment is done only with the use of hand instruments and with the use of glass ionomer cement (GIC), applied to the sealing of pits and fissures in caries risk and in the restoration of teeth with cavities in which the adjacent pits and fissures are also sealed. The most frequent reasons for the failures of ART restorations are the displacement of the glass ionomer due to inadequate removal of demineralized enamel and dentin decomposed; improper handling of the glass ionomer powder and liquid; degree of humidity and temperature of the mix GIC at the time of handling; not full fill of the cavity with the restorative material; contamination by saliva and/or blood; cleaning or conditioning of cavities; degree of cooperation of the patient; skill of the operator. Materials with improved aesthetic properties have emerged on the market and must serve as a stimulus for the works of ART in the anterior teeth. In the preparation of the tooth for class II ART restorations, we recommend that you make additional retentions in the vestibular and lingual walls to prevent the displacement of the restoration. The ART is able to reduce the level of anxiety and fear of patients when the operator is not an expert, and is a treatment that provides less pain and discomfort, and can be performed in a dental office or out of it. Suggestions for new research agendas on the ART are proposed.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>glass ionomer cements; atraumatic restorative treatment (ART); minimally invasive restorations</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELEV&Acirc;NCIA CL&Iacute;NICA</B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As indica&ccedil;&otilde;es do ART, as t&eacute;cnicas restauradoras corretas tanto para dentes dec&iacute;duos como para dentes permanentes e a inclus&atilde;o de pacientes com necessidades especiais e com ansiedade s&atilde;o apresentadas de modo objetivo para serem usadas tanto em campo como em consult&oacute;rio ou ambulat&oacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico (ART, do original em ingl&ecirc;s Atraumatic Restorative Treatment) foi criado na Tanz&acirc;nia nos anos 1980s em resposta &agrave; dificuldade de tratar os pacientes de maneira convencional, pois em muitas localidades do pa&iacute;s n&atilde;o havia energia el&eacute;trica para acionar os motores odontol&oacute;gicos. Assim, os precursores do ART preconizaram o uso de escavadores manuais para remover o tecido dentin&aacute;rio cariado e o preenchimento da cavidade com cimento de policarboxilato.<sup>1</sup> Ap&oacute;s nove meses, embora das 28 restaura&ccedil;&otilde;es realizadas, todas estivessem desgastadas, os dentes, com uma &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o, estavam mantidos em fun&ccedil;&atilde;o na boca, sem sintomas de dor. Em seguida foram usados os cimentos de ion&ocirc;mero de vidro (CIV) em substitui&ccedil;&atilde;o aos cimentos de policarboxilatos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os criadores do ART resolveram dar essa denomina&ccedil;&atilde;o &agrave; t&eacute;cnica ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o de seis meses de um estudo cl&iacute;nico realizado na Tail&acirc;ndia em 1992, comparando restaura&ccedil;&otilde;es convencionais, utilizando anestesia, brocas movidas por alta rota&ccedil;&atilde;o para o preparo cavit&aacute;rio e restaura&ccedil;&otilde;es de am&aacute;lgama (grupo controle) com restaura&ccedil;&otilde;es em que os pacientes n&atilde;o precisaram ser anestesiados, a dentina cariada foi removida com instrumentos manuais e a restaura&ccedil;&atilde;o feita com ion&ocirc;mero de vidro sob press&atilde;o digital (grupo teste). Quando os avaliadores chegaram &agrave; vila do grupo controle, que recebeu o tratamento convencional, as crian&ccedil;as fugiram, sentindo-se amedrontadas. J&aacute; na vila do grupo teste, cujas cavidades foram preparadas com instrumentos manuais e que recebeu as restaura&ccedil;&otilde;es de ion&ocirc;mero de vidro as crian&ccedil;as foram amistosas, n&atilde;o demonstrando estarem traumatizadas e em fun&ccedil;&atilde;o disso o nome: Atraumatic Restorative Treatment. Esse estudo foi publicado em 1994<sup>1</sup> e tendo em vista os resultados alcan&ccedil;ados em compara&ccedil;&atilde;o com as restaura&ccedil;&otilde;es de am&aacute;lgama, nesse mesmo ano a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) adotou a abordagem ART e a descreveu como um novo procedimento revolucion&aacute;rio para tratar a c&aacute;rie dent&aacute;ria, com grande potencial de melhorar a sa&uacute;de bucal de muitos cidad&atilde;os, em diferentes partes do mundo, os quais n&atilde;o estavam tendo acesso a cuidados bucais.<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns colegas t&ecirc;m denominado ART modificado para t&eacute;cnicas que empregam a alta rota&ccedil;&atilde;o para ampliar o acesso &agrave; cavidade cariosa, o que &eacute; totalmente inadequado tendo em vista a motiva&ccedil;&atilde;o que os criadores da t&eacute;cnica tiveram para a sua denomina&ccedil;&atilde;o. Na verdade, o uso de instrumentos rotat&oacute;rios para ampliar o acesso &agrave; dentina cariada e a subsequente utiliza&ccedil;&atilde;o de curetas para a remo&ccedil;&atilde;o da dentina cariada &eacute; pr&aacute;tica que era feita de longa data, bem antes da cria&ccedil;&atilde;o do ART e, portanto, a denomina&ccedil;&atilde;o ART modificado para esse tipo de procedimento &eacute; totalmente inadequado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um grande impulso para a dissemina&ccedil;&atilde;o do ART ocorreu na reuni&atilde;o anual da International Association for Dental Research (IADR) que aconteceu em Singapura em 1995 intitulada Minimal Intervention Techniques for Dental Caries. Esse evento foi substancialmente devotado &agrave; abordagem ART e, ao final, foi estabelecida uma agenda de pesquisa, a partir da qual foram desenvolvidas investiga&ccedil;&otilde;es laboratoriais e cl&iacute;nicas em diferentes partes do mundo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros simp&oacute;sios se seguiram a esse, os quais atualizaram as agendas de pesquisa para essa t&eacute;cnica. No Brasil merecem destaque os Simp&oacute;sios Internacionais sobre ART realizados em Bauru. O primeiro fez parte do programa cient&iacute;fico da XII JOB Jornada Odontol&oacute;gica de Bauru, na Faculdade de Odontologia de Bauru-USP (FOB), em 1999 e contou com as presen&ccedil;as de Christopher Holmgren, que compareceu representando Jo Frencken, e Prathip Phantumvanit, um dos coautores do trabalho que deu origem ao ART, al&eacute;m de pesquisadores brasileiros. O segundo simp&oacute;sio aconteceu nos dias 04 e 05 de junho de 2004, tamb&eacute;m na FOB, com a participa&ccedil;&atilde;o de ilustres pesquisadores da Europa, da Austr&aacute;lia, da &Aacute;frica e do Brasil, entre os quais Steffen Mickenautsch, abordando v&aacute;rios aspectos desde o material utilizado at&eacute; detalhes da t&eacute;cnica, o que contribui para a dissemina&ccedil;&atilde;o do ART na nossa regi&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A IADR sempre apoiou os simp&oacute;sios sobre ART como os eventos dedicados &agrave; t&eacute;cnica que ocorreram na reuni&atilde;o anual dessa associa&ccedil;&atilde;o em Nice, em 1998, na reuni&atilde;o regional da IADR na Venezuela em 2009 e neste ano de 2015 na reuni&atilde;o anual em Boston, USA. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde a cria&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica at&eacute; a atualidade, muitos avan&ccedil;os ocorreram tanto em rela&ccedil;&atilde;o a melhorias relacionadas ao cimento de ion&ocirc;mero de vidro, quanto em rela&ccedil;&atilde;o aos instrumentos utilizados e &agrave; t&eacute;cnica restauradora. Entretanto, percebe-se ainda certa resist&ecirc;ncia por parte de pacientes, de dentistas e de respons&aacute;veis por programas de sa&uacute;de bucal quanto &agrave; ado&ccedil;&atilde;o do ART. Essa resist&ecirc;ncia ocorre, provavelmente, em fun&ccedil;&atilde;o do desconhecimento sobre os avan&ccedil;os ocorridos com o cimento de ion&ocirc;mero de vidro e a falta de conhecimento preciso sobre a t&eacute;cnica ART. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim o prop&oacute;sito deste trabalho &eacute; difundir para os profissionais de Odontologia os conhecimentos do Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico acumulados por quatro especialistas da Am&eacute;rica do Sul nesta t&eacute;cnica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores basearam-se em revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e meta-an&aacute;lises sobre ART e outras publica&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m das pr&oacute;prias contribui&ccedil;&otilde;es, para a elabora&ccedil;&atilde;o deste trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ART atualmente &eacute; entendido como uma abordagem minimamente invasiva que compreende medidas preventivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie dental e o controle dessa doen&ccedil;a. Assim, os pacientes s&atilde;o esclarecidos a respeito da doen&ccedil;a c&aacute;rie dental, como preveni-la e control&aacute;-la, e o tratamento &eacute; feito apenas com a utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos manuais e com material restaurador adesivo, via de regra o cimento de ion&ocirc;mero de vidro, aplicado para o selamento de cicatr&iacute;culas e fissuras em risco de c&aacute;rie e na restaura&ccedil;&atilde;o de dentes com cavidades nas quais as fissuras adjacentes tamb&eacute;m s&atilde;o seladas<sup>2</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">REVIS&Atilde;O DE LITERATURA</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Indica&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os selantes ART s&atilde;o indicados para dentes dec&iacute;duos e dentes permanentes nas seguintes situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas: sulcos e fissuras adjacentes a restaura&ccedil;&otilde;es ART e dentes rec&eacute;m-irrompidos ou que apresentam cicatr&iacute;culas e fissuras profundas em pacientes de alto risco &agrave; c&aacute;rie e dentes com les&atilde;o de c&aacute;rie restrita ao esmalte. <sup>2</sup> A t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o dos selantes &eacute; semelhante tanto para dentes dec&iacute;duos como para dentes permanentes. A indica&ccedil;&atilde;o das restaura&ccedil;&otilde;es de ART s&atilde;o: dentes com les&otilde;es cariosas envolvendo dentina cuja abertura cavit&aacute;ria seja de no m&iacute;nimo 1,6 mm ou que seja suficiente para utiliza&ccedil;&atilde;o livremente do menor escavador<sup>3</sup>, ou que possam ser abertas com uso do opener ou do machado para esmalte, para permitir a introdu&ccedil;&atilde;o do menor escavador e a escava&ccedil;&atilde;o da dentina cariada e que demonstrem aus&ecirc;ncia de envolvimento pulpar determinado pela presen&ccedil;a de sintomatologia dolorosa, abscesso, f&iacute;stula ou mobilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se a les&atilde;o de c&aacute;rie n&atilde;o for acess&iacute;vel com o uso dos instrumentos manuais ou se houver hist&oacute;ria de sintomatologia dolorosa ou mesmo presen&ccedil;a de f&iacute;stula, abscesso ou mobilidade dental, o ART est&aacute; contraindicado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Instrumental e Material</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Instrumentos manuais foram criados para facilitar o acesso &agrave; cavidade, quando a abertura n&atilde;o possibilita a penetra&ccedil;&atilde;o adequada das curetas para fazer a escava&ccedil;&atilde;o do tecido cariado e irreversivelmente desorganizado. Os instrumentos b&aacute;sicos para o ART s&atilde;o: machado para esmalte, "opener", que &eacute; um instrumento de forma piramidal, curetas de diferentes tamanhos, esp&aacute;tula de inser&ccedil;&atilde;o, esculpidor, esp&aacute;tula para manipula&ccedil;&atilde;o do cimento, al&eacute;m de pin&ccedil;a cl&iacute;nica, espelho bucal e sonda exploradora, placa de vidro e potes para agua e para armazenar bolinhas de algod&atilde;o. H&aacute; a necessidade ainda de luvas, gorro, m&aacute;scara, &aacute;gua, bolinhas e rolos de algod&atilde;o, cimento de ion&ocirc;mero de vidro, vaselina, verniz ou esmalte incolor, matriz met&aacute;lica e cunhas de madeira, papel de articula&ccedil;&atilde;o e pedra para afiar instrumentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material Restaurador</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora outros materiais sejam utilizados em associa&ccedil;&atilde;o com a t&eacute;cnica do ART, o cimento de ion&ocirc;mero de vidro &eacute; o mais utilizado e foi preconizado pelos criadores do ART gra&ccedil;as &agrave;s suas propriedades muito satisfat&oacute;rias, como a capacidade de aderir &agrave; estrutura dent&aacute;ria e por permitir a preserva&ccedil;&atilde;o da mesma; a libera&ccedil;&atilde;o e a capacidade de ser recarregado com fl&uacute;or, prevenindo ou paralisando a progress&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria, o coeficiente de expans&atilde;o t&eacute;rmica linear semelhante ao da estrutura dent&aacute;ria e o m&oacute;dulo de elasticidade semelhante ao da dentina. Em adi&ccedil;&atilde;o, o CIV possui cor semelhante ao dente e possui biocompatibilidade com a polpa dent&aacute;ria e a gengiva. No entanto, o ion&ocirc;mero de vidro apresenta porosidades e as resist&ecirc;ncias mec&acirc;nicas dos ion&ocirc;meros eram baixas em compara&ccedil;&atilde;o com as resist&ecirc;ncias dos am&aacute;lgamas dentais e das resinas compostas. As porosidades podem ser minimizadas pela utiliza&ccedil;&atilde;o de pontas Centrix e pela compress&atilde;o do material contra as paredes da cavidade pelas matrizes ou pelo dedo enluvado e vaselinado. Quanto ao ion&ocirc;mero de vidro, o material passou por melhorias significativas como pode ser visto na <a href="#tab01">Tabela 1</a>.<sup>4</sup> Nela observa-se que os ion&ocirc;meros EQUIA&reg; (GC, Jap&atilde;o) e Chemfil Rock&reg; (Detsplay, Germany), apresentam resist&ecirc;ncias bem superiores que ion&ocirc;meros de alta viscosidade, e o EQUIA&reg; tamb&eacute;m se apresenta estatisticamente superior ao Chemfil Rock&reg;, com exce&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia &agrave; compress&atilde;o. O EQUIA&reg;</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">tamb&eacute;m est&aacute; com propriedades est&eacute;ticas bastante melhoradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O conhecimento do material restaurador e a sua correta manipula&ccedil;&atilde;o constituem&ndash;se em pontos vitais para o sucesso do ART. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os ion&ocirc;meros de vidro podem se apresentar a granel, em frascos contendo o p&oacute; e o l&iacute;quido ou encapsulados. Se for utilizado o material a granel, &eacute; importante proporcionar adequadamente o p&oacute; e o l&iacute;quido. Um detalhe que facilita bastante a manipula&ccedil;&atilde;o do material &eacute; espalhar a gota de l&iacute;quido numa &aacute;rea de cerca de 2 cm e adicionar a metade do p&oacute; e depois a outra metade fazendo movimentos de aglutina&ccedil;&atilde;o. Observar o tempo de trabalho recomendado pelo fabricante. A manipula&ccedil;&atilde;o do ion&ocirc;mero encapsulado deve seguir as instru&ccedil;&otilde;es do fabricante e o profissional n&atilde;o deve perder tempo entre a manipula&ccedil;&atilde;o, seja manual ou mec&acirc;nica, e a inser&ccedil;&atilde;o do material na cavidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O profissional deve zelar para que n&atilde;o haja contamina&ccedil;&atilde;o precoce do ion&ocirc;mero pela saliva ou por sangramento, deve aguardar o endurecimento inicial do material e remover os excessos sempre da restaura&ccedil;&atilde;o para o dente e n&atilde;o do dente para a restaura&ccedil;&atilde;o, pois as liga&ccedil;&otilde;es do ion&ocirc;mero com a estrutura dental s&atilde;o muito fr&aacute;geis inicialmente e poderia haver um deslocamento do material. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Qual ion&ocirc;mero selecionar para a t&eacute;cnica ART?    <br> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A primeira meta-an&aacute;lise comparando restaura&ccedil;&otilde;es de ART com restaura&ccedil;&otilde;es de am&aacute;lgama em dentes permanentes dividiu os trabalhos em dois grupos: o inicial, realizados entre 1987- 1992 e o tardio, de 1995 em diante. No grupo inicial foi usado ion&ocirc;mero de vidro de baixa viscosidade e no grupo tardio foi usado ion&ocirc;mero de alta viscosidade, cujas propriedades f&iacute;sicas eram melhores que a dos anteriores e em adi&ccedil;&atilde;o os operadores receberam treinamento na t&eacute;cnica do ART antes de iniciarem as pesquisas. Esse estudo concluiu que as restaura&ccedil;&otilde;es de am&aacute;lgama mostraram um melhor desempenho em controles de at&eacute; tr&ecirc;s anos no grupo inicial. Para o grupo tardio, em que o ion&ocirc;mero de alta viscosidade foi utilizado, n&atilde;o se observou diferen&ccedil;a entre os dois materiais restauradores.<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A meta-an&aacute;lise publicada por van 't Hof MA et al.,2006<sup>5</sup> sobre a abordagem ART no manejo da c&aacute;rie dental concluiu que ion&ocirc;mero de vidro de baixa viscosidade n&atilde;o deveria ser usado em associa&ccedil;&atilde;o ao ART; que os estudos sobre reten&ccedil;&atilde;o/preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie com selantes ART eram poucos e que mais estudos eram necess&aacute;rios; que a taxa de sobrevida das restaura&ccedil;&otilde;es de ART de uma face, usando ion&ocirc;mero de alta viscosidade, foi alta em dentes dec&iacute;duos e em dentes permanentes.<sup>5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Exemplos de ion&ocirc;meros de alta viscosidade j&aacute; testados e comercializados no Brasil s&atilde;o o Ketac Molar Easy Mix (3M ESPE&reg;) e o Fuji IX (GC&reg;).<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mickenautsch et al., 2010<sup>6</sup> publicaram uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica avaliando a longevidade das restaura&ccedil;&otilde;es de ART, confeccionadas com ion&ocirc;mero de alta viscosidade, em compara&ccedil;&atilde;o com restaura&ccedil;&otilde;es de am&aacute;lgama e conclu&iacute;ram que a sobrevida das restaura&ccedil;&otilde;es era semelhante, tanto para dentes dec&iacute;duos como para dentes permanentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra revis&atilde;o sistem&aacute;tica e meta-an&aacute;lise foi realizada por de Amorim et al., em 2011<sup>7</sup> para verificar a sobrevida de selantes e restaura&ccedil;&otilde;es feitas pela t&eacute;cnica ART. Esses autores observaram as mesmas taxas de sobrevida que van't Hof et al., 2006<sup>5</sup> para as restaura&ccedil;&otilde;es de ART de uma face e para os selantes. Baseados nesses achados eles conclu&iacute;ram que as taxas de sobrevida dos selantes ART, usando ion&ocirc;mero de vidro de alta viscosidade, era alta, indicando que eles se constitu&iacute;am em efetiva alternativa aos selantes tradicionais resinosos na preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria. Conclu&iacute;ram ainda que a sobrevida das restaura&ccedil;&otilde;es de ART envolvendo uma &uacute;nica face era alta tanto para dentes dec&iacute;duos quanto para dentes permanentes e que o ART poderia ser indicado com seguran&ccedil;a para esses casos. J&aacute; a sobrevida de restaura&ccedil;&otilde;es de ART envolvendo m&uacute;ltiplas faces para dente dec&iacute;duos em curtos per&iacute;odos de observa&ccedil;&atilde;o era baixa e para dentes permanentes havia poucos estudos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma atualiza&ccedil;&atilde;o sobre selantes ART foi publicada por Jo Frencken em 2014<sup>8</sup> na qual ele reitera as observa&ccedil;&otilde;es das revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e adiciona o coment&aacute;rio de que n&atilde;o necessitando de eletricidade nem de &aacute;gua corrente, a t&eacute;cnica do selante ART pode ser realizada tanto em consult&oacute;rio quanto fora dele. Nesse trabalho tamb&eacute;m &eacute; apresentado o passo a passo da t&eacute;cnica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o h&aacute; na literatura revis&otilde;es sistem&aacute;ticas sobre restaura&ccedil;&otilde;es de ART em dentes anteriores, pois as publica&ccedil;&otilde;es sobre esse tema s&atilde;o raras. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo publicado por Prakki et al., em 2008<sup>9</sup>avaliando restaura&ccedil;&otilde;es de Classe III, ap&oacute;s seis anos de acompanhamento mostrou um &iacute;ndice de 73,8% de sucesso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro estudo avaliando restaura&ccedil;&otilde;es de Classe III ap&oacute;s 48 meses em adultos foi publicado por Jordan et al., em 2011<sup>10</sup> obtendo sucesso em 70% das restaura&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das prov&aacute;veis causas da n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&otilde;es de ART em dentes anteriores era a falta de est&eacute;tica dos ion&ocirc;meros de vidro. Materiais com propriedades est&eacute;ticas melhoradas t&ecirc;m surgido no mercado odontol&oacute;gico e devem servir de est&iacute;mulo para a utiliza&ccedil;&atilde;o do ART tamb&eacute;m em dentes anteriores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos de restaura&ccedil;&otilde;es cervicais em pacientes idosos ainda s&atilde;o em n&uacute;mero muito pequeno e os existentes t&ecirc;m conclu&iacute;do n&atilde;o existir diferen&ccedil;a entre o tratamento convencional, com instrumentos rotat&oacute;rios e com o ART. Frencken et al., 2012<sup>1</sup> chamam a aten&ccedil;&atilde;o para o aumento da popula&ccedil;&atilde;o idosa no mundo e que estudos cobrindo o impacto da t&eacute;cnica ART nessa popula&ccedil;&atilde;o merecem aten&ccedil;&atilde;o especial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Etapas importantes do Tratamento    <BR> Restaurador Atraum&aacute;tico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos casos em que o ART esteja indicado, a primeira etapa do tratamento consiste nas instru&ccedil;&otilde;es sobre como prevenir e controlar a doen&ccedil;a c&aacute;rie dental, instru&ccedil;&otilde;es de higiene bucal e, ent&atilde;o, a t&eacute;cnica restauradora. O paciente pode ser atendido num consult&oacute;rio odontol&oacute;gico ou fora dele. No consult&oacute;rio ele deve ser acomodado na cadeira odontol&oacute;gica e fora, pode ser acomodado numa cadeira m&oacute;vel ou sobre uma superf&iacute;cie plana, deitado sobre um colchonete. O profissional deve se posicionar tamb&eacute;m o mais confortavelmente poss&iacute;vel e colocar al&eacute;m do gorro, m&aacute;scara e luvas, uma l&acirc;mpada frontal, quando estiver atuando em campo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O dente a ser selado ou restaurado deve ser isolado com rolos de algod&atilde;o. A superf&iacute;cie do dente a ser tratada deve ser limpa com bolinhas de algod&atilde;o umedecidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Selamento de cicatr&iacute;culas e fissuras</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com uma sonda exploradora afiada remover cuidadosamente eventuais debr&iacute;s da superf&iacute;cie a ser selada; friccionar com uma bolinha de algod&atilde;o embebida em &aacute;cido poliacr&iacute;lico a superf&iacute;cie por 10 a 15 segundos; lavar duas ou tr&ecirc;s vezes e secar a superf&iacute;cie com bolinhas de algod&atilde;o; aglutinar o ion&ocirc;mero de vidro conforme as instru&ccedil;&otilde;es do fabricante e inserir o material com a esp&aacute;tula de inser&ccedil;&atilde;o sobre as fissuras e cicatr&iacute;culas ou misturar mecanicamente e injetar o material diretamente nas cicatr&iacute;culas e fissuras; pressionar o ion&ocirc;mero com o dedo indicador enluvado e recoberto com vaselina por 40 segundos; remover os excessos e checar a oclus&atilde;o; recobrir o selante com uma fina camada de vaselina e recomendar ao paciente que n&atilde;o se alimente pelo menos por uma hora (<a href="#fig01">Figura 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ART em dentes permanentes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseados na literatura, Leal et al., 2012<sup>2</sup> afirmam ser o deslocamento de parte ou de toda a restaura&ccedil;&atilde;o de ART envolvendo uma &uacute;nica face a principal causa de falha em dentes dec&iacute;duos e em dentes permanentes. Citam ainda como raz&otilde;es mais frequentes</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">para o deslocamento do ion&ocirc;mero de vidro insuficiente remo&ccedil;&atilde;o de esmalte desmineralizado e dentina decomposta; manipula&ccedil;&atilde;o inadequada do p&oacute;/l&iacute;quido do ion&ocirc;mero de vidro; grau de umidade e temperatura da mistura do ion&ocirc;mero no momento da manipula&ccedil;&atilde;o; n&atilde;o preenchimento completo da cavidade com o material restaurador; contamina&ccedil;&atilde;o por saliva e/ou sangue; limpeza ou condicionamento insuficiente das cavidades; grau de coopera&ccedil;&atilde;o do paciente; habilidade do operador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fica evidente que, com exce&ccedil;&atilde;o da coopera&ccedil;&atilde;o do paciente, todos os demais fatores associados ao sucesso do tratamento dependem do profissional, que deve zelar para que os passos da t&eacute;cnica sejam rigorosamente seguidos. A remo&ccedil;&atilde;o do esmalte deve ser restrita &agrave; retirada dos prismas fragilizados, que clinicamente se mostram esbranqui&ccedil;ados. N&atilde;o h&aacute; a necessidade de remover os prismas sem suporte de dentina, pois o ion&ocirc;mero ir&aacute; preencher o espa&ccedil;o que era ocupado pela dentina e ir&aacute; se aderir ao esmalte. A falha nesses casos, geralmente, ocorre por que o profissional realiza movimentos de pincelamento com a cureta e n&atilde;o de escava&ccedil;&atilde;o, deixando dentina decomposta subjacente ao esmalte. Outro aspecto que pode provocar esse tipo de falha &eacute; o uso de instrumento cortante n&atilde;o afiado. O profissional deve usar instrumentos de boa qualidade e afiados. Para que n&atilde;o ocorra preenchimento incompleto da cavidade, deve ser preparada quantidade adequada de ion&ocirc;mero de vidro e, de prefer&ecirc;ncia, a inser&ccedil;&atilde;o com o aux&iacute;lio de seringa centrix ou utiliza&ccedil;&atilde;o de material encapsulado. Os rolos de algod&atilde;o promovem um isolamento relativo do campo operat&oacute;rio, mas o profissional deve estar atento e n&atilde;o iniciar a inser&ccedil;&atilde;o do ion&ocirc;mero, enquanto houver contamina&ccedil;&atilde;o por saliva ou sangue.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os passos a serem seguidos s&atilde;o:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  Checar se a embocadura da cavidade possui largura suficiente para a penetra&ccedil;&atilde;o do escavador e sua movimenta&ccedil;&atilde;o livremente. Se a abertura n&atilde;o for suficiente, alargar a entrada com o instrumento opener ou com machado para esmalte. Introduzir a cureta e realizar movimentos de escava&ccedil;&atilde;o direcionados para a jun&ccedil;&atilde;o amelodentin&aacute;ria e ir removendo toda a dentina decomposta. Via de regra os pacientes n&atilde;o relatam dor, mas eles devem ser alertados de que poder&atilde;o receber anestesia, caso necess&aacute;rio. Terminada a remo&ccedil;&atilde;o da dentina decomposta das paredes laterais, o profissional dever&aacute; remover com cuidado a dentina amolecida do fundo cavit&aacute;rio (Figuras <a href="#fig02">2</a> e <a href="#fig03">3</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No preparo do dente para as restaura&ccedil;&otilde;es ART Classe II, &eacute; recomend&aacute;vel confeccionar reten&ccedil;&otilde;es adicionais nas paredes vestibular e lingual para evitar o deslocamento precoce da restaura&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig04">Figura 4</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo cl&iacute;nico de Cefaly et al., 2013<sup>11</sup>, com reten&ccedil;&otilde;es proximais, mostrou dados muito superiores aos de Ercan et al., 2009<sup>12</sup>, sem reten&ccedil;&otilde;es proximais, com menor tempo de acompanhamento, usando o mesmo ion&ocirc;mero de alta viscosidade. O sucesso de restaura&ccedil;&otilde;es de ART com 10 anos de sobrevida foi atribu&iacute;do, provavelmente, &agrave;s reten&ccedil;&otilde;es adicionais proximais realizadas com um escavador longo e delgado desenvolvido especialmente para essa finalidade<sup>13</sup> (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos cl&iacute;nicos randomizados s&atilde;o necess&aacute;rios para comprovar a efici&ecirc;ncia desse procedimento que j&aacute; demonstrou aumentar a resist&ecirc;ncia de ion&ocirc;meros de vidro em testes laboratoriais.<sup>2</sup> Terminada a limpeza da cavidade ela deve ser checada com espelho e sonda exploradora para verificar se n&atilde;o existe dentina muito amolecida remanescente. Limpar a cavidade e a superf&iacute;cie oclusal e as fissuras adjacentes com &aacute;cido poliacr&iacute;lico embebido em bolinha de algod&atilde;o e deixar atuando por 10 a 15 segundos. Remover e lavar a cavidade com &aacute;gua por duas a tr&ecirc;s vezes. Poder&aacute; ser utilizado o cimento de hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio se o profissional julgar que o fundo da cavidade esteja muito pr&oacute;ximo da polpa. O ion&ocirc;mero de vidro dever&aacute; ser</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13tab02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">manipulado de acordo com as instru&ccedil;&otilde;es do fabricante e imediatamente inserido na cavidade com seringa centrix se a manipula&ccedil;&atilde;o for manual e com a pr&oacute;pria capsula, se for mec&acirc;nica e sobre as fissuras adjacentes, com pequeno excesso. O dedo indicador enluvado e vaselinado dever&aacute; ser aplicado e com uma pequena press&atilde;o por 40 segundos. Os excessos s&atilde;o removidos e &eacute; checada a oclus&atilde;o com fitas de carbono. Se houver contatos exagerados com os dentes antagonistas, dever&atilde;o ser removidos. Nova prote&ccedil;&atilde;o com uma fina camada de vaselina deve ser feita e recomendar que o paciente n&atilde;o se alimente pelo menos na pr&oacute;xima hora. Em cavidades envolvendo as faces proximais, deve ser posicionada a matriz cunhada previamente &agrave; inser&ccedil;&atilde;o do material restaurador. A matriz deve ficar na altura da crista marginal e decorrido o endurecimento inicial do ion&ocirc;mero, a escultura da crista marginal deve ser feita antes da remo&ccedil;&atilde;o da matriz. Os excessos mais grosseiros s&atilde;o removidos. Em seguida deve ser removida a matriz e checada a oclus&atilde;o com fitas de carbono, para verificar se n&atilde;o existe nenhum contato exagerado com os dentes antagonistas que deva ser removido. Nova camada fina de vaselina &eacute; aplicada sobre a restaura&ccedil;&atilde;o e o paciente &eacute; orientado para n&atilde;o se alimentar pelo menos na pr&oacute;xima hora. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se esses cuidados forem observados, restaura&ccedil;&otilde;es bem sucedidas podem ser conseguidas em per&iacute;odos longos, como por exemplo, os resultados obtidos por Zanata et al., 2011<sup>13</sup> ap&oacute;s dez anos de observa&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig05">Figura 5</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab02">Tabela 2</a> pode-se observar que os resultados obtidos por diferentes autores para os selantes de ART s&atilde;o bastante semelhantes, o que faz supor que o dom&iacute;nio da t&eacute;cnica pelos profissionais &eacute; expressivo. J&aacute; os resultados da sobrevida das restaura&ccedil;&otilde;es de uma face de ART </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig06"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13fig06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig07"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13fig07.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">de alguns autores s&atilde;o discrepantes, como os apresentados por Van Gemertz- Schriks et al.,<sup>7</sup> que obtiveram sobrevida ap&oacute;s tr&ecirc;s anos de apenas 30% enquanto outros autores obtiveram em 6 anos mais que o dobro de sobrevida. Certamente aqueles autores n&atilde;o seguiram as recomenda&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m sido enfatizados neste trabalho. A sobrevida das restaura&ccedil;&otilde;es de classe II mostra tamb&eacute;m resultados inferiores, por exemplo, de Ercan et al.<sup>12</sup> ap&oacute;s per&iacute;odos menores de observa&ccedil;&atilde;o em compara&ccedil;&atilde;o com os achados de Cefaly et al.<sup>11</sup>, e Zanata et al.<sup>13</sup>. Nesses casos, al&eacute;m dos fatores relacionados com a limpeza interna da cavidade e fissuras adjacentes, manipula&ccedil;&atilde;o do material, o detalhe das reten&ccedil;&otilde;es adicionais podem influenciar o sucesso das restaura&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m em dentes anteriores, essa t&eacute;cnica pode ser uma alternativa importante como se v&ecirc; nas figuras <a href="#fig06">6</a> e <a href="#fig07">7</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ART na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo aceito o ART pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) como um procedimento que se baseia nos conceitos de m&iacute;nima interven&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;vel em n&iacute;vel de sa&uacute;de publica, a Organiza&ccedil;&atilde;o Panamericana da Sa&uacute;de (OPAS) tamb&eacute;m o recomenda nos protocolos de aten&ccedil;&atilde;o dos Minist&eacute;rios da Sa&uacute;de da regi&atilde;o latino-americana, por&eacute;m os programas que o utilizam adotam principalmente sua fase restauradora, sendo recomendado em escolares a partir dos seis anos e dando prioridade &agrave; denti&ccedil;&atilde;o permanente.<sup>14</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com uma Odontologia contempor&acirc;nea baseada em m&iacute;nima interven&ccedil;&atilde;o, e tendo em considera&ccedil;&atilde;o que os programas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de devem ser instaurados em idades mais tenras, o ART se encaixaria perfeitamente nesta filosofia, com um enfoque preventivo-terap&ecirc;utico e n&atilde;o somente restaurador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ART poderia, na realidade, ser dividido em tr&ecirc;s componentes: preventivo, terap&ecirc;utico e restaurador. Poderia ser inclu&iacute;do em programas desenhados para crian&ccedil;as de alto risco, como parte do tratamento preventivo em cicatr&iacute;culas e fissuras (selantes ART), estar indicado no selamento de les&otilde;es inicias de c&aacute;rie com cavidades ou sem cavidades em esmalte (selamento terap&ecirc;utico) com o objetivo de interromper o processo evolutivo da doen&ccedil;a, e obter seu beneficio restaurador, no caso de les&otilde;es com cavidades atingindo dentina, por&eacute;m sem sintomatologia dolorosa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sua introdu&ccedil;&atilde;o em programas destinados a infantes e pr&eacute;-escolares poderia contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o da necessidade de tratamentos invasivos complexos, que requerem maior colabora&ccedil;&atilde;o do paciente e a necessidade de uma aten&ccedil;&atilde;o especializada, geralmente inacess&iacute;vel em centros de sa&uacute;de perif&eacute;ricos, ou em comunidades afastadas e rurais. Faz-se necess&aacute;rio, por&eacute;m, esclarecer que a filosofia de indicar o ART apenas para pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m acesso a uma Odontologia convencional est&aacute; ultrapassada. Atualmente, o ART &eacute; mais uma op&ccedil;&atilde;o que o Cirurgi&atilde;o-Dentista possui para o tratamento de seus pacientes tanto no &acirc;mbito p&uacute;blico como no privado, mas que requer deste treinamento e habilidade para a obten&ccedil;&atilde;o de bons resultados.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos usando o ART em infantes v&ecirc;m mostrando resultados promissores. Uma disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado realizada por Silva em 2009<sup>15</sup>, avaliou mediante um ensaio cl&iacute;nico randomizado, duplo-cego de boca dividida, a sobrevida do ART em 115 molares dec&iacute;duos de crian&ccedil;as de 18 a 36 meses, durante quatro anos, e comparou o desempenho cl&iacute;nico das restaura&ccedil;&otilde;es realizadas com dois diferentes Cimentos de Ion&ocirc;mero de Vidro: Ketac Molar Easy Mix&reg; (3M ESPE) e Vitro Molar&reg;(DFL). O percentual de sobrevida das restaura&ccedil;&otilde;es foi de 94,8%, 87,9% e 82,3%, em 1, 2 e 4 anos de acompanhamento, respectivamente. Concluindo que o ART foi efetivo no manejo da c&aacute;rie da primeira inf&acirc;ncia, com um bom desempenho cl&iacute;nico das restaura&ccedil;&otilde;es ART para ambos CIVs, ao longo de quatro anos de acompanhamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma meta-an&aacute;lise que tamb&eacute;m avaliou a sobrevida m&eacute;dia das restaura&ccedil;&otilde;es ART de uma superf&iacute;cie em dentes dec&iacute;duos encontrou uma sobrevida de 95% (87-99%) e 91% (67-94%) ap&oacute;s 1 e 2 anos de acompanhamento respectivamente.<sup>6</sup> Em 2011, uma atualiza&ccedil;&atilde;o desta meta-an&aacute;lise incluindo publica&ccedil;&otilde;es realizadas em 18 pa&iacute;ses, mostrou uma taxa m&eacute;dia de falha anual em restaura&ccedil;&otilde;es de uma &uacute;nica superf&iacute;cie e de m&uacute;ltiplas superf&iacute;cies em dentes dec&iacute;duos nos primeiros dois anos equivalente a 3,5% e 19%, respectivamente.<sup>11</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A t&eacute;cnica tem uma melhor aceita&ccedil;&atilde;o pelas crian&ccedil;as, reduz a ansiedade/ medo, desconforto/dor, e se somarmos a isto a utiliza&ccedil;&atilde;o do ART em idades mais tenras, existe uma grande possibilidade de que o tratamento minimamente invasivo, seja mais facilmente aceito e executado, sem necessidade de usar anest&eacute;sicos, os quais, geralmente, n&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios durante o procedimento, mas em casos de les&otilde;es mais extensas e desconforto, seria recomend&aacute;vel utilizar.<sup>16</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao avaliar a literatura e comparar o ART com outras restaura&ccedil;&otilde;es de resina composta e am&aacute;lgama na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, pode ser citado o estudo realizado por Ersin et al., 2006<sup>17</sup> que avaliaram restaura&ccedil;&otilde;es ART utilizando ion&ocirc;mero de vidro de alta viscosidade e o compararam com restaura&ccedil;&otilde;es de resina composta, n&atilde;o encontrando diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre restaura&ccedil;&otilde;es de ART classe I (96,7%) e restaura&ccedil;&otilde;es de resinas compostas (91%), nem entre restaura&ccedil;&otilde;es ART classe II (76,1%) ao ser comparado com o mesmo material resinoso (82%) depois de 2 anos de seguimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando se pesquisa a respeito do uso de am&aacute;lgama e se compara com o ART, o estudo de Taifour et al., 2002<sup>18</sup> depois de 3 anos de acompanhamento mostrou uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa na taxa de sobrevida cumulativa de restaura&ccedil;&otilde;es ART de superf&iacute;cie &uacute;nica em molares dec&iacute;duos (86%) em compara&ccedil;&atilde;o a restaura&ccedil;&otilde;es de am&aacute;lgama (80%), mas quando as restaura&ccedil;&otilde;es foram de m&uacute;ltiplas superf&iacute;cies em molares dec&iacute;duos, a taxa de sobrevida foi de 49% para o ART e 43% para as restaura&ccedil;&otilde;es de am&aacute;lgama, diferen&ccedil;a que n&atilde;o foi estatisticamente significativa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oito anos depois, Mickenautsch et al., 2010<sup>6</sup> publicaram uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica para comparar ambos tipos de restaura&ccedil;&otilde;es na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua e n&atilde;o acharam diferen&ccedil;as entre o uso do am&aacute;lgama e o ART, mas devido &agrave; escassa literatura, sugerem maior numero de ensaios cl&iacute;nicos randomizados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recentemente, o estudo publicado por Hilgert et al., em 2014<sup>19</sup>, tamb&eacute;m mostrou resultados positivos ap&oacute;s 3 anos de acompanhamento. Neste estudo foi utilizado ion&ocirc;mero de vidro de alta viscosidade e as restaura&ccedil;&otilde;es ART de superf&iacute;cie &uacute;nica e de m&uacute;ltiplas superf&iacute;cies foram comparadas &agrave;s de am&aacute;lgama. A sobrevida para ambos os materiais foi melhor em restaura&ccedil;&otilde;es de superf&iacute;cie &uacute;nica, sendo para o ART de 90% e am&aacute;lgama de 93%. Para as restaura&ccedil;&otilde;es de m&uacute;ltiplas superf&iacute;cies, a sobrevida foi de 56.4% e 64.7% para o ART e o am&aacute;lgama, respectivamente ap&oacute;s tr&ecirc;s anos. Tal diferen&ccedil;a n&atilde;o foi estatisticamente significante. &Eacute; importante ressaltar que 93,7% das falhas associadas ao ART ocorreram por raz&atilde;o mec&acirc;nica e n&atilde;o por c&aacute;rie secundaria. Os autores concluem que o ART utilizando CIV de alta viscosidade &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel para restaura&ccedil;&otilde;es de superf&iacute;cie &uacute;nica em molares dec&iacute;duos com vitalidade pulpar, e sugerem continuar as pesquisas de novos materiais que possam ter maior sobrevida em restaura&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas com ART. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ART apresenta, portanto, in&uacute;meras vantagens para a Odontopediatria e para alcan&ccedil;&aacute;-las &eacute; importante seguir o protocolo cl&iacute;nico com o intuito de obter os objetivos desejados (<a href="#fig08">Figura 8</a>).</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13fig08.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico: ansiedade/medo e dor/desconforto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que ser&aacute; que a literatura cient&iacute;fica traz sobre a ansiedade/ medo e dor/desconforto relacionados ao Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para facilitar o entendimento do leitor, faz-se necess&aacute;rio definir ansiedade, medo e dor associados ao tratamento odontol&oacute;gico. Ansiedade pode ser descrita como um sentimento de apreens&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento odontol&oacute;gico, mas n&atilde;o necessariamente a um est&iacute;mulo espec&iacute;fico<sup>22</sup>, enquanto medo odontol&oacute;gico &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o emocional normal a um ou mais est&iacute;mulos amea&ccedil;adores referentes ao tratamento.<sup>23</sup> Por&eacute;m, ao se analisar a literatura observa- se que, em alguns casos, estes dois termos est&atilde;o sendo utilizados como sin&ocirc;nimos, embora existam escalas espec&iacute;ficas para medir cada um destes sentimentos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere &agrave; dor/desconforto em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento odontol&oacute;gico, geralmente estes se iniciam na inf&acirc;ncia, como resultado de alguma experi&ecirc;ncia dolorosa ou de um atendimento realizado por um profissional n&atilde;o preparado.<sup>24</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando o ambiente odontol&oacute;gico e os procedimentos espec&iacute;ficos realizados pelo dentista, &eacute; sabido que a agulha associada &agrave; anestesia local e o alta-rota&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os principais fatores indutores de medo. Uma vez que o ART &eacute; realizado apenas com o uso de instrumentos manuais, tanto para a abertura quanto para a limpeza da cavidade e a anestesia local &eacute; raramente empregada, esta abordagem parece ser uma excelente op&ccedil;&atilde;o de manejo de les&otilde;es com cavidades em dentina em especial para pacientes infantis e/ou ansiosos, independentemente da idade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o objetivo de testar o impacto do ART no manejo do comportamento considerando dor, ansiedade e medo, v&aacute;rios estudos foram conduzidos nos &uacute;ltimos anos e os principais resultados est&atilde;o apresentados na <a href="#tab03">Tabela 3</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao se analisar a <a href="#tab03">Tabela 3</a>, alguns pontos merecem destaque. O primeiro deles refere-se a pouca informa&ccedil;&atilde;o existente quanto ao impacto do ART em pacientes adultos, uma vez que apenas um estudo foi identificado no qual tal popula&ccedil;&atilde;o foi investigada.<sup>25</sup> Interessantemente, este estudo n&atilde;o s&oacute; incluiu a popula&ccedil;&atilde;o adulta como tamb&eacute;m trabalhou com dentistas do sistema de sa&uacute;de p&uacute;blica da prov&iacute;ncia de Gauteng, &Aacute;frica do Sul. Isto implica dizer que, uma situa&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima da pr&aacute;tica cl&iacute;nica real foi testada. Os resultados foram bastante positivos, uma vez que tanto crian&ccedil;as e adultos tratados por meio do ART em compara&ccedil;&atilde;o ao m&eacute;todo tradicional (alta-rota&ccedil;&atilde;o e broca), apresentaram graus menores de ansiedade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os demais estudos referentes &agrave; ansiedade/medo foram conduzidos em crian&ccedil;as entre 6 e 7 anos de idade, com resultados que merecem ser analisados de maneira criteriosa. Observa-se que os ensaios cl&iacute;nicos nos quais os operadores eram odontopediatras, o ART n&atilde;o teve impacto na redu&ccedil;&atilde;o do grau de ansiedade das crian&ccedil;as.<sup>26,27</sup> Entretanto, no estudo no qual o operador era dentista n&atilde;o especialista ou t&eacute;cnico em sa&uacute;de bucal, os resultados mostraram que crian&ccedil;as tratadas por meio do ART eram menos ansiosas que as que receberam o tratamento convencional.<sup>26</sup> Desta forma, estes achados parecem indicar que o treinamento do odontopediatra quanto ao manejo de comportamento do paciente sobrep&otilde;e &agrave; capacidade que o ART possui em reduzir o grau de ansiedade dos pacientes, o que n&atilde;o ocorre quando o dentista &eacute; um generalista. Embora mais estudos necessitem ser realizados para comprovar tal hip&oacute;tese, pode-se inferir que o ART seja uma excelente escolha de abordagem para o Cirurgi&atilde;o-Dentista que se v&ecirc; obrigado a atender uma crian&ccedil;a de dif&iacute;cil manejo comportamental, sem que o mesmo tenha recebido treinamento para tanto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda considerando ansiedade/medo como desfecho final, um estudo no qual se comparou o ambiente em que o ART foi realizado trouxe dados muito interessantes.<sup>28</sup> Neste estudo, as mesmas crian&ccedil;as foram tratadas por meio do ART na escola ou em consult&oacute;rio odontol&oacute;gico localizado em um hospital. A avalia&ccedil;&atilde;o da ansiedade das mesmas mostrou que quando em ambiente de consult&oacute;rio, as crian&ccedil;as apresentavam-se mais ansiosas que quando tratadas na escola. Tal resultado indica que al&eacute;m da t&eacute;cnica, o local onde o tratamento &eacute; realizado parece tamb&eacute;m influenciar o comportamento do paciente infantil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando a vari&aacute;vel dor/ansiedade foi investigada, observou-se que em dois estudos os operadores eram odontopediatras.<sup>27,29</sup> Em um deles o ART causou menos dor<sup>29</sup>, enquanto tal resultado n&atilde;o foi observado no outro.<sup>27</sup> Acredita-se que esta diferen&ccedil;a pode estar relacionada &agrave; idade das crian&ccedil;as inclu&iacute;das. No primeiro estudo, foram tratadas tamb&eacute;m crian&ccedil;as de menor idade, indicando que o ART pode ser uma &oacute;tima escolha para atendimento da crian&ccedil;a de mais tenra idade, uma vez que mesmo estas tendo sido atendidas por especialistas, o ART foi capaz de diminuir significativamente a dor em compara&ccedil;&atilde;o ao tratamento convencional. Para todos os demais estudos, o uso da alta-rota&ccedil;&atilde;o e broca foi reportado pelos pacientes como mais doloroso/desconfort&aacute;vel. Dentre estes estudos, destaca-se o realizado por van Bochove e van Amerogen (2006).<sup>16</sup> Neste ensaio cl&iacute;nico, quatro grupos foram formados: ART sem o uso da anestesia local; ART com o uso da anestesia local; tratamento convencional sem o uso da anestesia local; e tratamento convencional com o uso da anestesia local. Os resultados indicaram que o ART sem o uso da anestesia local foi o procedimento que causou o menor desconforto, em contrapartida ao tratamento convencional com o uso de anestesia local, que foi reportado como sendo o mais desconfort&aacute;vel. Esta metodologia ressalta, ainda, um ponto importante relacionado ao ART e que, por vezes, &eacute; equivocadamente apresentado na literatura: o uso da anestesia local. Esta pode ser e deve ser utilizada junto &agrave; t&eacute;cnica nos casos de relato de dor durante a realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento. Por&eacute;m, o que se observa na pr&aacute;tica &eacute; a necessidade muito reduzida do uso da anestesia local quando a remo&ccedil;&atilde;o de tecido cariado &eacute; feita somente com instrumentos manuais, o que pode ter levado &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o errada de alguns de que a anestesia local estaria contraindicada quando do emprego do ART. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando tudo que foi apresentado neste t&oacute;pico, pode-se concluir que o ART &eacute; capaz de diminuir o n&iacute;vel de ansiedade/medo dos pacientes quando o operador n&atilde;o &eacute; um especialista; que a dor/ desconforto &eacute; menor quando o ART &eacute; comparado ao tratamento convencional; e que mais estudos precisam ser realizados incluindo outras faixas et&aacute;rias que n&atilde;o escolares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/a13tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico em pessoas com necessidades especiais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O problema da c&aacute;rie dent&aacute;ria nas pessoas com necessidades especiais pode ser uma fonte de sofrimento adicional tanto para os pacientes como seus cuidadores (familiares ou respons&aacute;veis). Existem trabalhos publicados recentemente de revis&atilde;o sistem&aacute;tica que indicam uma preval&ecirc;ncia semelhante de c&aacute;rie em pessoas com e sem defici&ecirc;ncia, mas a principal diferen&ccedil;a reside em um maior n&uacute;mero de les&otilde;es n&atilde;o tratadas em pessoas com necessidades especiais.<sup>31,32</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; uma s&eacute;rie de barreiras para o acesso deste grupo vulner&aacute;vel aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal, tanto em fun&ccedil;&atilde;o da escassez de infraestruturas e servi&ccedil;os, bem como pelas defici&ecirc;ncias nos sistemas de sa&uacute;de e cobertura com seguro social. No entanto, foi tamb&eacute;m identificada uma baixa utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os dispon&iacute;veis pelos potenciais usu&aacute;rios, levando a repensar as estrat&eacute;gias para a preven&ccedil;&atilde;o e tratamento da c&aacute;rie nesta popula&ccedil;&atilde;o alvo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo fatores de acessibilidade superados, uma s&eacute;rie de novos problemas relacionados &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias da pr&oacute;pria doen&ccedil;a deve ser considerada. A este respeito, a oferta de tratamento odontol&oacute;gico de qualidade est&aacute; associada &agrave; capacidade do paciente para aceitar o atendimento do profissional. Estas caracter&iacute;sticas s&atilde;o afetadas em uma percentagem significativa em pessoas com necessidades especiais. A infiltra&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica, vibra&ccedil;&atilde;o e som dos instrumentos rotat&oacute;rios, podem desencadear rea&ccedil;&otilde;es desproporcionais de incomodo no paciente, que terminam com a oposi&ccedil;&atilde;o e falta de colabora&ccedil;&atilde;o ao tratamento. Al&eacute;m disso, a falta de coordena&ccedil;&atilde;o motora da musculatura orofacial, for&ccedil;a lingual e excessiva saliva&ccedil;&atilde;o sem deglutir (babar), comprometem o seguimento de um minucioso protocolo cl&iacute;nico, de procedimentos restauradores que requerem t&eacute;cnicas sens&iacute;veis, levando ao fracasso das restaura&ccedil;&otilde;es no curto prazo. A realiza&ccedil;&atilde;o destes procedimentos com ajuda farmacol&oacute;gica, tais como o uso de seda&ccedil;&atilde;o ou anestesia geral, pode otimizar as condi&ccedil;&otilde;es da interven&ccedil;&atilde;o. No entanto, esses recursos apresentam algumas limita&ccedil;&otilde;es em termos de custos e riscos de morbidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica, com o objetivo de encontrar evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica relacionada com estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento da c&aacute;rie dent&aacute;ria em pessoas com defici&ecirc;ncias, revelou a extrema escassez de estudos cl&iacute;nicos para desenvolver recomenda&ccedil;&otilde;es sobre este tema.<sup>33</sup> Neste contexto, o ART tem sido proposto como uma alternativa preventiva e terap&ecirc;utica eficaz para ultrapassar algumas das barreiras acima mencionadas, permitindo uma abordagem com recursos mais aceit&aacute;veis pelo paciente (por exemplo, o uso de instrumentos manuais para remo&ccedil;&atilde;o de tecido cariado, evitando o est&iacute;mulo negativo do uso de instrumentos rotat&oacute;rios). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O comportamento cl&iacute;nico das restaura&ccedil;&otilde;es com o uso do cimento de ion&ocirc;mero de vidro de alta viscosidade em pacientes com necessidades especiais foi relatado por Gryst e Mount em 174 pacientes com defici&ecirc;ncia intelectual e/ou f&iacute;sica.<sup>34</sup> No referido estudo, n&atilde;o foi utilizado um protocolo padr&atilde;o para o uso de t&eacute;cnicas de remo&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie e/ou para os materiais de restaura&ccedil;&atilde;o, relativizando os resultados obtidos para a elabora&ccedil;&atilde;o de recomenda&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo cl&iacute;nico mais recente apresenta o ART como uma alternativa aceit&aacute;vel, vi&aacute;vel e eficiente, em compara&ccedil;&atilde;o com a abordagem de tratamento restaurador convencional (TRC), para o tratamento da les&atilde;o de c&aacute;rie em pacientes com necessidades especiais, com percentagens de sobrevida para ambos os grupos de 97,8&plusmn;1,0 e 90,5&plusmn;3,2 (p=0,01) respectivamente.<sup>35,36</sup> Em termos de aceita&ccedil;&atilde;o, o ART foi escolhido pela maior percentagem de participantes, adicionando a vantagem de evitar o uso de instrumentos rotat&oacute;rios. Estes est&iacute;mulos desagrad&aacute;veis de vibra&ccedil;&atilde;o e de ru&iacute;do s&atilde;o intoler&aacute;veis em muitos pacientes com transtornos de ansiedade ou altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas associadas com rea&ccedil;&otilde;es de espasmos ou dificuldades no controle da musculatura oral. Al&eacute;m disso, a possibilidade de evitar a infiltra&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica foi percebida como mais um elemento a favor deste enfoque. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em muitos casos, a op&ccedil;&atilde;o pelo ART foi identificada como uma alternativa que poderia evitar a necessidade de anestesia geral para tratamento dent&aacute;rio. Esta observa&ccedil;&atilde;o &eacute; particularmente relevante em pacientes cujo risco m&eacute;dico leva a reconsiderar as causas de morbidade associadas a estes procedimentos. Al&eacute;m disso, estas raz&otilde;es fazem a abordagem mais atraente em rela&ccedil;&atilde;o ao ART, por promover a acessibilidade desta popula&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal geral, reduzindo os custos das interven&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; interessante notar que, neste estudo, a percep&ccedil;&atilde;o de alguns participantes sobre o ART o relacionavam com tratamentos de qualidade inferior. Esta observa&ccedil;&atilde;o a partir da perspectiva dos prestadores de cuidados de sa&uacute;de foi expressa em uma enquete realizada com especialistas internacionais dedicados &agrave; Odontologia e ao atendimento de pacientes com necessidades especiais. Neste estudo, 30% dos entrevistados atribu&iacute;ram ao ART a categoria de "Odontologia de baixa qualidade", expondo um preconceito sobre essa abordagem que &eacute; transmitida para os pacientes.<sup>37</sup> No entanto, &eacute; importante ressaltar a necessidade de desenvolver estudos cl&iacute;nicos que avaliem essas estrat&eacute;gias de tratamento para fornecer recomenda&ccedil;&otilde;es confi&aacute;veis para melhorar o acesso &agrave; sa&uacute;de oral. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ART &eacute; posicionado com o potencial de melhorar significativamente a experi&ecirc;ncia de tratamento odontol&oacute;gico, introduzindo o paciente a tratamentos restauradores menos agressivos. Pode-se tamb&eacute;m especular que o aumento de interven&ccedil;&otilde;es em est&aacute;gios prim&aacute;rios da les&atilde;o de c&aacute;rie nesta popula&ccedil;&atilde;o, poderia reduzir a necessidade de se referir a tratamentos com anestesia geral, reduzindo a morbidade e os custos associados a estes procedimentos. De qualquer forma, estes casos exigem uma an&aacute;lise detalhada de custo-benef&iacute;cio para quantificar os benef&iacute;cios potenciais da implementa&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando as evid&ecirc;ncias apresentadas e discutidas neste trabalho, pode-se concluir que:    <br> &bull; Os selantes de ART apresentam desempenho cl&iacute;nico semelh    <br>ante aos selantes resinosos;    <br> &bull; As restaura&ccedil;&otilde;es de ART de Classe I apresentam desempenho similar &agrave;s restaura&ccedil;&otilde;es de am&aacute;lgama;    <br> &bull; N&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o suficiente sobre o desempenho das restaura&ccedil;&otilde;es de ART de Classe II;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> &bull; H&aacute; car&ecirc;ncia de dados sobre as restaura&ccedil;&otilde;es de ART em dentes anteriores;    <br>  &bull; H&aacute; car&ecirc;ncia de dados sobre o tratamento com ART de pacientes submetidos a tratamentos de terapia intensiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como consequ&ecirc;ncia, a abordagem do ART pode ser usada:    <br> &bull; para prevenir e controlar a doen&ccedil;a c&aacute;rie pelas orienta&ccedil;&otilde;es aos pacientes e coloca&ccedil;&atilde;o de selante;     <br>&bull; para restaurar dentes dec&iacute;duos com cavidades sem causar muita ansiedade e dor;    <br> &bull; na restaura&ccedil;&atilde;o de dentes com cavidades envolvendo uma face em dentes dec&iacute;duos e permanentes;     <br>&bull; em les&otilde;es cariosas localizadas nas ra&iacute;zes dos dentes;    <br> &bull; em pessoas de todas as idades que apresentem ansiedade;    <br> &bull; no tratamento de pessoas com necessidades especiais;     <br>&bull; O ART aumentar&aacute; o acesso e aliviar&aacute; a inequidade nos cuidados orais em virtude desse tratamento poder ser realizado no consult&oacute;rio e fora dele.</font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PERSPECTIVAS DO TRATAMENTO RESTAURADOR ATRAUM&Aacute;TICO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sugest&otilde;es para uma nova agenda de pesquisa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pesquisa B&aacute;sica e Laboratorial</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Novos desenvolvimentos de materiais     <br>Melhorias nas propriedades mec&acirc;nicas e biol&oacute;gicas dos materiais     <br>Melhorias nos instrumentos manuais</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pesquisas Cl&iacute;nicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisa sobre restaura&ccedil;&otilde;es em dentes anteriores    <br> Percentual de sucesso das restaura&ccedil;&otilde;es de ART melhoradas     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Compara&ccedil;&atilde;o com outras t&eacute;cnicas ou abordagens N&uacute;cleo conjunto de resultados esperados Perspectivas dos pacientes em rela&ccedil;&atilde;o ao ART </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pesquisa na Comunidade, na Sa&uacute;de P&uacute;blica e nos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisa com pacientes submetidos a tratamento de terapia intensiva Pesquisa em programa materno-infantis (gestantes e infantes) Pesquisa e aplica&ccedil;&atilde;o dos produtos das pesquisas Barreiras para implementa&ccedil;&atilde;o do ART </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Frencken JE, Leal SC, Navarro MF. Twenty-five-year atraumatic restorative treatment (ART) approach: a comprehensive overview. Clinical Oral Investigations 2012;16:1337-1346.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=425146&pid=S0004-5276201500020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Leal SC, Navarro MFL, Frencken JE. Potencializa&ccedil;&atilde;o do Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico. Pro-Odonto Preven&ccedil;&atilde;o 2012,5:103-139. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Navarro MF, Rigolon CJ, Barata TJ, Bresciane E, Fagundes TC, Peters MC. Influence of occlusal access on demineralized dentin removal in the atraumatic restorative treatment (ART) approach. Am J Dent. 2008 Aug;21(4):251-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Molina GF, Cabral RJ, Mazzola I, Lascano LB, Frencken JE. Mechanical performance of encapsulated restorative glass-ionomer cements for use with Atraumatic Restorative Treatment (ART). J Appl Oral Sci 2013;21(3):243-9.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. van't Hof MA, Frencken JE, van Palenstein Helderman WH, Holmgren CJ. The atraumatic restorative treatment (ART) approach for managing dental caries: a meta-analysis. Int Dent J 2006;56(6):345&ndash;51. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Mickenautsch S, Yengopal V, Banerjee A. Atraumatic restorative treatment versus amalgam restoration longevity: a systematic review. Clin Oral Investig 2010;14:233&ndash;240.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. de Amorim RG, Leal SC, Frencken JE. Survival of atraumatic restorative treatment (ART) Sealants and ART restorations: a meta-analysis. Clin Oral Investig 2012;16(2):429-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Frencken J E. The State-of-the-Art of ART Sealants. Dent Update 2014;41:119-124. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Prakki A, Nunes MC, Cefaly DF, Lauris JR, Navarro MF. Six-year evaluation of the atraumatic restorative treatment approach in permanent-tooth Class III restorations. J Adhes Dent 2008;10(3):233-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Jordan RA, Hetzel P, Franke M, Markovic L, Gaengler P, Zimmer S. Class III atraumatic restorative treatment (ART) in adults living in West Africa--outcomes after 48 months. Community Dent Oral Epidemiol 2011;39(2):164-70.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Cefaly DF, Barata TJ, Bresciani E, Fagundes TC, Navarro MF. Clinical evaluation of multiple- surface ART restorations: three-year follow-up. Braz dent Sci 2013;16(1):33&ndash; 40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ercan E, Dulgergil T, Soyman M, Dalli M, Yildirim I. A field-trial of two restorative materials used with atraumatic restor- ative treatment in rural Turkey: 24-month results. J Appl Oral Sci 2009;17:307&ndash;314. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Zanata RL, Fagundes TC, Freitas MC, Lauris JR, Navarro MF. Ten-year survival of ART restorations in permanent poste- rior teeth. Clin Oral Investig 2011;15:265&ndash;271. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Estupi&ntilde;&aacute;n-Day S, Tellez M, Kaur S, Milner T, Solari A. Managing dental caries with atraumatic restorative treatment in children: successful experience in three Latin American countries. Rev Panam Salud Publica 2013;33(4):237&ndash;43. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Silva, DF. Avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica longitudinal do tratamento restaurador atraum&aacute;tico em beb&ecirc;s afetados pela c&aacute;rie precoce da infancia &#91;Tese de Mestrado&#93;. Rio Grande do Sul: Faculdade de Odontologia-Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2009.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. van Bochove JA, van Amerogen WE. The influence of restorative treatment approaches and use of local analgesia, on the children's discomfort. Eur Arch Paediatr Dent 2006;7(1):11-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Ersin NK, Candan U, Aykut A, Oncag O, Eronat C, Kose T. A clinical evaluation of resin-based composite and glass ionomer cement restorations placed in primary teeth using the ART approach: Results at 24 months. J Am Dent Assoc 2006;137(11):1529-36. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Taifour D, Frencken JE, Beiruti N, Van 't Hof MA, Truin GJ. Effectiveness of glass-ionomer (ART) and amalgam restorations in the deciduous dentition: results after 3 years. Caries Res 2002;36(6):437-444</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Hilgert LA, de Amorim RG, Leal SC, Mulder J, Creugers NH, Frencken JE. Is high-viscosity glass-ionomer-cement a successor to amalgam for treating primary molars? Dent Mater 2014; 30(10):1172-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Griffin SO, Oong E, Kohn W, Vidakovic B, Gooch BF; CDC Dental Sealant Systematic Review Work Group, et al. The effectiveness of sealants in managing caries lesions. J Dent Res 2008;87(2):169-74. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Oong EM, Griffin SO, Kohn WG, Gooch BF, Caufield PW. The effect of dental sealants on bacteria levels in caries lesions: a review of the evidence. J Am Dent Assoc 2008;139(3):271-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Folayan MO, Idehen EE, Ojo OO. The modulating effect of culture on the expression of dental anxiety in children: a literature review. Int J Paediatr Dent 2004;14:241-245 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Klingberg G, Broberg AG. Dental fear/anxiety and dental behaviour management problems in children and adolescents: a review of prevalence and concomitant psychological factors. Int J Paediatr Dent 2007;17:391-406. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Abrahamsson KH, Berggren U, Hallberg L, Carlsson SG. Dental phobic patient's view of dental anxiety and experiences in dental care: a qualitative study. Scand J Caring Sci 2002; 16:188-196. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Mickenautsch S, Frencken JE, van't Hof M. Atraumatic restorative treatment and dental anxiety in outpatients attending public oral health clinics in South Africa. J Public Health Dent 2007; 67: 179-184. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Topaloglu-Ak A, Eden E, Frencken JE. Percieved dental anxiety among schoolchildren treated through three caries removal approaches. J Appl Oral Sci 2007;15:235-240.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. de Menezes Abreu DM, Leal SC, Mulder J, Frencken JE. Dental anxiety in 6-7-year-old treated in accordance with conventional restorative treatment, ART and ultra-conservative treatment protocols. Acta Odontol Scand 2011; 69: 410-416 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Roshan NM, Sakeenabi B. Anxiety in children during occlusal ART rstorations in primary molars placed in school environment and hospital dental set up. J Clin Pediatr Dent 2012; 36: 349-352. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. de Menezes Abreu DM, Leal SC, Frencken JE. Self-report of pain children treated according to the autramatic restorative traetment and the conventional restorative tretament - a pilot study. J Clin Peadiatr Dent 2009; 34:151-155.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 30. Goud RS, Nagesh L, Shoba F, Raju HG. Assessment of discomfort experienced by school children while performing 'ART' and 'MCP' - An experimental study. J Dent (Tehran) 2012;9:229-237. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Anders PL, Davis EL. Oral health of patients with intellectual disabilities: a systematic review. Spec Care Dent 2010;30:110-117. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Oliveira JS, Prado JR, Lima KRS, Amaral HO, Moita Neto JM, Mendes RF. Intellectual disability and impact on oral health: a paired study. Spec Care Dentist 2013; 33(6):262-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 33. Molina GF, Leal S, Frencken JE. Strategies for managing carious lesions in patients with disabilities: a systematic review. J Disabil Oral Health 2011,12:159-167.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 34. Gryst MA, Mount GJ. The use of glass ionomer in special needs patients. Austr Dent J 1999,44:268-274. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Molina GF, Faulks D, Mazzola I, Mulder J, Frencken JE. One year survival of ART and conventional restorations in patients with disability. BMC Oral Health 2014;7:14:49. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Molina GF, Faulks D, Frencken JE. Acceptability, feasibility and perceived satisfaction of the use of the Atraumatic Restorative Approach for people with disability. Braz Oral Res 2015;29(1):1-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Molina GF, Faulks D, Frencken JE. Suitability of ART approach for managing caries lesions in people with disability: experts' opinion. Acta Odontol Scand 2013;71:1430-1435.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/apcd/v69n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maria Fidela de Lima Navarro    <BR> Al. Oct&aacute;vio Pinheiro Brisola, 9-75     <BR>Vila Universit&aacute;ria - Bauru - SP     <BR>17012-901    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:mflnavar@usp.br" target="_blank">mflnavar@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: jul/2015    <br> Aceito: ago/2015</b></font></p>      ]]></body>
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<page-range>1337-1346.</page-range></nlm-citation>
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