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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Identificação do grupo rotacional de crescimento de acordo com Petrovic-Lavergne em crianças na cidade de Medellin, Colômbia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Understanding the mechanisms of craniofacial growth in each individual is a prerequisite for the treatment of malocclusions requirement. Aim: To identify rotational growth groups according Petrovic and Lavergne and describe a profile of growth potential in the studied sample. M and M: Skull Laterals Radiographs were taken and analyzed in 303 children between 9 and 12 years in the city of Medellin (Colombia). Results: Lavergne and Petrovic cephalometric analysis revealed that the most frequent Rotational Group is P1NOB in the studied sample, followed by the groups, P2DOB, P2DN, R2DN. The four predominant groups correspond to over half of the study population (57.1%) with growth potential located between categories 2,1 and 3; of the entire sample, most (70.4%) had similar potential; younger patients (9 years) had a lower growth potential. Conclusion: Information such as speed and the percentage of craniofacial growth and maturity levels of an individual are fundamental to determine the effectiveness of the changes made through the appliance and predict future growth.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[cefalometria]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigo original (convidado)</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Identifica&ccedil;&atilde;o do grupo rotacional de crescimento de acordo com Petrovic-Lavergne em crian&ccedil;as na cidade de Medellin, Col&ocirc;mbia</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Identification of rotational growth group according to Petrovic-lavergne in children of Medellin city, Colombia</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mar&iacute;a Emma Zableh<sup>I</sup>; Diana Mar&iacute;a Gaviria<sup>II</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;- Dentista, especialista em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares - Professora da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ortopedia Maxilar da Universidad Santo Tom&aacute;s (USTA), Bucaramanga, Col&ocirc;mbia e professora externa da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de Ortopedia Maxilar da Universidad de Antioquia (UdeA)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II </sup>Cirurgi&atilde;-Dentista, especialista em Odontopediatria e Ortopedia Funcional dos Maxilares - Professora da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ortopedia Maxilar da Universidad de Antioquia (UdeA)    <br>       <br> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreender os mecanismos de crescimento craniofacial em cada indiv&iacute;duo &eacute; um requisito indispens&aacute;vel para o tratamento das maloclus&otilde;es. Objetivo: Identificar os grupos rotacionais de crescimento de acordo com Petrovic-Lavergne e descrever um perfil do potencial de crescimento na amostra estudada. Material e M&eacute;todo: Foram coletadas e analisadas radiografias laterais do cr&acirc;nio em 303 crian&ccedil;as entre 9 a 12 anos de idade, na cidade de Medell&iacute;n (Col&ocirc;mbia). Resultados: A an&aacute;lise cefalom&eacute;trica de Petrovic-Lavergne revelou que o grupo mais frequente de rota&ccedil;&atilde;o &eacute; o P1NOB na popula&ccedil;&atilde;o estudada, seguido pelos grupos P2DOB, P2DN, R2DN. Os quatro grupos predominantes correspondem a mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o do estudo (57,1%), com um potencial de crescimento situado entre categorias 2, 1 e 3. De toda a amostra, a maioria (70,4%) apresentou um potencial de crescimento semelhante e os pacientes mais jovens (9 anos) um menor potencial de crescimento. Conclus&otilde;es: Informa&ccedil;&otilde;es como velocidade e percentual de crescimento craniofacial e os n&iacute;veis de maturidade de um indiv&iacute;duo s&atilde;o fundamentais para determinar a efic&aacute;cia das altera&ccedil;&otilde;es feitas atrav&eacute;s do aparelho e prever o futuro crescimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>cefalometria; desenvolvimento maxilofacial; crescimento dentofacial; grupos rotacionais; tipo facial de rota&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Understanding the mechanisms of craniofacial growth in each individual is a prerequisite for the treatment of malocclusions requirement. Aim: To identify rotational growth groups according Petrovic and Lavergne and describe a profile of growth potential in the studied sample. M and M: Skull Laterals Radiographs were taken and analyzed in 303 children between 9 and 12 years in the city of Medellin (Colombia). Results: Lavergne and Petrovic cephalometric analysis revealed that the most frequent Rotational Group is P1NOB in the studied sample, followed by the groups, P2DOB, P2DN, R2DN. The four predominant groups correspond to over half of the study population (57.1%) with growth potential located between categories 2,1 and 3; of the entire sample, most (70.4%) had similar potential; younger patients (9 years) had a lower growth potential. Conclusion: Information such as speed and the percentage of craniofacial growth and maturity levels of an individual are fundamental to determine the effectiveness of the changes made through the appliance and predict future growth.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>cephalometry; maxillofacial development; dentofacial growth; rotational groups; facial type rotation.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELEV&Acirc;NCIA CL&Iacute;NICA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A compreens&atilde;o dos mecanismos de crescimento craniofacial nos indiv&iacute;duos &eacute; um requisito indispens&aacute;vel e necess&aacute;rio para realizar o tratamento da m&aacute;-oclus&atilde;o. Quando as diferentes op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas se correlacionam com os padr&otilde;es de crescimento facial de cada paciente, estes podem ser utilizados numa determinada ordem de acordo com a sequ&ecirc;ncia de prioridades do tratamento com o objetivo de obter um melhor resultado em curto prazo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A abordagem da etiologia, diagn&oacute;stico e tratamento das desordens oclusais exige um planejamento integral e biof&iacute;sico dos componentes craniais e sua estreita rela&ccedil;&atilde;o com o sistema neural, o que necessariamente come&ccedil;a com uma completa compreens&atilde;o dos processos din&acirc;micos do crescimento craniofacial. A tomada de decis&otilde;es de tratamento deve basear-se nos argumentos que orientem em dire&ccedil;&atilde;o a um procedimento l&oacute;gico, com embasamento cient&iacute;fico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o s&eacute;culo passado, os estudos de crescimento craniofacial baseados em estat&iacute;sticas cefalom&eacute;tricas foram desenvolvidos para serem utilizados na predetermina&ccedil;&atilde;o do crescimento. A observa&ccedil;&atilde;o do comportamento do crescimento da face e do cr&acirc;nio em seres humanos com e sem oclusopatias tem pretendido estabelecer uma previs&atilde;o do crescimento a partir dos primeiros est&aacute;gios de desenvolvimento, de maneira que um indiv&iacute;duo com m&aacute; oclus&atilde;o,em particular, possa ou n&atilde;o possa necessitar fases tardias do tratamento ou at&eacute; mesmo procedimentos cir&uacute;rgicos ortogn&aacute;ticos.<sup>1-5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O progresso da biologia celular e molecular dos tecidos tem facilitado a abordagem para determinar o potencial de crescimento dos maxilares e da capacidade de resposta do mesmo para o uso de aparelhos ortop&eacute;dicos funcionais.<sup>6-8</sup> A busca de possibilidades individuais de resposta fornece alguma confian&ccedil;a para orientar as diretrizes de tratamento. O trabalho de Petrovic-Lavergne &eacute; uma aproxima&ccedil;&atilde;o de achados biol&oacute;gicos &agrave;s medidas cefalom&eacute;tricas, constituindo uma ferramenta indispens&aacute;vel para o diagn&oacute;stico das m&aacute;s oclus&otilde;es.<sup>9</sup> Esta parceria permite estabelecer com maior precis&atilde;o os dados sobre o comportamento da rota&ccedil;&atilde;o do crescimento da maxila e da mand&iacute;bula em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; base do cr&acirc;nio. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m revela o potencial de resposta dos tecidos de todas as estruturas envolvidas no processo, que &eacute; acionado e coordenado ciberneticamente pelo sistema nervoso.<sup>8-10</sup> A compreens&atilde;o de um processo de crescimento mais pr&oacute;ximo da realidade auxilia o cl&iacute;nico a determinar com maior seguran&ccedil;a e precis&atilde;o, o progn&oacute;stico de um determinado tratamento, o que possui uma estreita liga&ccedil;&atilde;o com a efic&aacute;cia dos aparelhos ortop&eacute;dicos funcionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados epidemiol&oacute;gicos sobre a preval&ecirc;ncia de diferentes maloclus&otilde;es dent&aacute;rias ou esquel&eacute;ticas e a ocorr&ecirc;ncia de anomalias maxilofaciais podem variar entre diferentes pa&iacute;ses, grupos &eacute;tnicos e et&aacute;rios. A incid&ecirc;ncia das desordens maxilofaciais varia entre 11% a 93%. Estas varia&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes e dif&iacute;ceis de explicar<sup>11-18</sup> mesmo em estudos envolvendo popula&ccedil;&otilde;es de uma mesma origem.<sup>11,18</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro a propor duas variantes relacionadas &agrave; rota&ccedil;&atilde;o facial foi Bj&ouml;rk<sup>19</sup> (anterior e posterior). Posteriormente Schudy<sup>20</sup> estabeleceu a responsabilidade da rota&ccedil;&atilde;o da mand&iacute;bula no sentido do crescimento mandibular e na &aacute;rea molar; determinando a rela&ccedil;&atilde;o direta entre a quantidade de crescimento mandibular e o tamanho do &acirc;ngulo gon&iacute;aco. Subsequentemente, Enlow e col.<sup>21</sup> descreveram as rela&ccedil;&otilde;es e as caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas das rota&ccedil;&otilde;es mandibulares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No final dos anos 70, Lavergne e Gasson<sup>9</sup> introduziram o conceito de rota&ccedil;&atilde;o morfogen&eacute;tica e posicional em um estudo realizado com uma amostra de 30 pacientes com implantes met&aacute;licos. Esse estudo longitudinal descreveu a rela&ccedil;&atilde;o entre o sentido do crescimento, rota&ccedil;&atilde;o e posi&ccedil;&atilde;o morfogen&eacute;tica condilar determinada pela varia&ccedil;&atilde;o das placas met&aacute;licas no &acirc;ngulo g&ocirc;niaco. Esta varia&ccedil;&atilde;o &eacute; maior quando se considera a carga morfogen&eacute;tica de rota&ccedil;&atilde;o do corpo da mand&iacute;bula. Em 1982<sup>22</sup>, as rota&ccedil;&otilde;es foram classificadas em tr&ecirc;s grupos: anterior, posterior e neutra; dividindo cada grupo de acordo com a diferen&ccedil;a sagital (medida no &acirc;ngulo ANB), morfog&eacute;netica e posicional da mandibula. O resultado foi um grupo de 11 tipos de rota&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o do potencial de crescimento com a cefalometria Lavergne e Gasson possui o embasamento cient&iacute;fico de 13 pesquisas realizadas.<sup>10</sup> As amostras foram compostas de indiv&iacute;duos em est&aacute;gios pr&eacute;-p&uacute;beres e p&uacute;beres (9 a 14 anos de idade, ou o equivalente em animais). O objetivo principal foi determinar a influ&ecirc;ncia dos fatores externos (classe II, t&eacute;cnica de Begg, Aparelho Ortop&eacute;dico de Frankel, Bionator, mentoneira) sobre a atividade celular do osso alveolar, mandibular e da cartilagem do c&ocirc;ndilo. Este estudo demonstrou que a taxa de crescimento alveolar e ossifica&ccedil;&atilde;o subperi&oacute;stica do ramo mandibular em humanos manteve velocidades mit&oacute;ticas constantes, por&eacute;m independentes. Isto significou uma descoberta importante, pois permitiu determinar as diferen&ccedil;as incrementais em seis categorias do potencial de crescimento a n&iacute;vel tecidual, tamb&eacute;m chamado de "categorias auxol&oacute;gicas." A Auxologia do grego "auxein" (de crescimento) e logos (tratado), refere-se &agrave; ci&ecirc;ncia que estuda o crescimento e desenvolvimento.<sup>10,23</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lavergne e Petrovic<sup>9,24</sup> mediram a dist&acirc;ncia entre a maxila e a mand&iacute;bula (Cond&iacute;leon &#91;Co&#93; e Pog&ocirc;nio &#91;POG&#93;). Em seguida, realizaram culturas celulares e org&acirc;nicas, avaliando a concentra&ccedil;&atilde;o de Na+, Ca++ e H+, a percentagem de divis&atilde;o celular da cartilagem influenciada pela Somatomedina C (factor de crescimento semelhante &agrave; insulina IGF2, subst&acirc;ncia ligada ao pico do crescimento p&uacute;beral) e a velocidade de crescimento do osso alveolar. Os resultados mostraram que 70% dos indiv&iacute;duos apresentaram um tamanho similar na maxila e na mand&iacute;bula (maxila = mand&iacute;bula, no esquema de Petrovic-Lavergne &eacute; representado pelo n&uacute;mero 1, e 25% demonstraram que a mand&iacute;bula &eacute; menor do que a maxila (maxila&gt; mand&iacute;bula, n&uacute;mero 2) e finalmente o 3% demonstraram que a mand&iacute;bula &eacute; maior que a maxila (maxila &lt;mand&iacute;bula, n&uacute;mero 3). Ao comparar os resultados moleculares, celulares e teciduais com a distribui&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o dos tipos rotacionais, eles encontraram uma correla&ccedil;&atilde;o indireta estatist&iacute;camente significante. Assim, foram estabelecidas 6 categorias auxol&oacute;gicas de crescimento (<a href="#fig01">Figura 01</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas seis categorias de crescimento potencial ao n&iacute;vel tecidual foram determinadas de acordo com a contagem de c&eacute;lulas &oacute;sseas prontas para a mitose. Esse crescimento &eacute; a capacidade resultante da divis&atilde;o mit&oacute;tica para cada tipo de rota&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m &eacute; a habilidade de divis&atilde;o mit&oacute;tica de cada tipo rotacional durante as fases de crescimento ou a capacidade de resposta de cada indiv&iacute;duo durante as etapas de crescimento. Possui uma categoriza&ccedil;&atilde;o de seis n&iacute;veis de crescimento tecidual, em que 1 &eacute; a menor e 6 a maior propens&atilde;o de crescimento. A categoria 1, apresenta uma capacidade de maior crescimento na maxila e a categoria 6 de maior crescimento na mand&iacute;bula. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a06fig01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo a n&iacute;vel tecidual realizado pela equipe de Petrovic, juntamente com a classifica&ccedil;&atilde;o de rota&ccedil;&otilde;es morfogen&eacute;ticas propostas pelo Lavergne e Gasson deram origem a uma classifica&ccedil;&atilde;o arborizada de tr&ecirc;s n&iacute;veis relacionada aos bi&oacute;tipos faciais.<sup>9-10</sup> Em 1978, foi escolhida a forma arborizada para classificar as rota&ccedil;&otilde;es mandibulares em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade. Este modelo foi modificado por Petrovic e Lavergne em 1985, quando anexaram um terceiro n&iacute;vel para os dois pr&eacute;-existentes (<a href="#fig02">Figura 02</a>). Os tr&ecirc;s n&iacute;veis foram comparados com os potenciais de crescimento a n&iacute;vel tecidual e com a sensibilidade de resposta aos aparelhos funcionais.<sup>9,10,23-25</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseados nessa clasifica&ccedil;&atilde;o arborizada podem ser distinguidos onze tipos de rota&ccedil;&atilde;o sagitais, cada um com suas pr&oacute;prias caracter&iacute;sticas incluindo a categoria de crescimento<sup>9,26,23</sup>, designados com uma etiqueta com tr&ecirc;s simbolos sucessivos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Rota&ccedil;&atilde;o do crescimento condilar: posterior (P), neutra (R) ou anterior (A).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Um valor aproximado da diferen&ccedil;a resultante do potencial de crescimento da mand&iacute;bula e da maxila expressa em ordem num&eacute;rica ascedente: 2, 1, 3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Rela&ccedil;&atilde;o sagital intermaxilar: distal (D), normal (N) ou mesial (M). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a06fig02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada tipo de rota&ccedil;&atilde;o &eacute; agrupada de acordo com a rela&ccedil;&atilde;o vertical OB, N ou DB (mordida aberta, normal ou profunda) conformando 33 grupos rotacionais que podem ser subdivididos em um terceiro n&iacute;vel com as rela&ccedil;&otilde;es oclusais para um total de 70 possibilidades.<sup>9,25,37</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A primeira classifica&ccedil;&atilde;o, A (anterior), R (neutra), P (posterior), de acordo com pesquisas realizadas em ratos nos per&iacute;odos de crescimento, depende principalmente dos genes, da depend&ecirc;ncia hormonal, da extens&atilde;o do crescimento tecidual e celular; existindo correla&ccedil;&otilde;es positivas no n&iacute;vel tecidual entre a ossifica&ccedil;&atilde;o subperiostal na superf&iacute;cie lateral do ramo mandibular, a quantidade de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea alveolar e taxa de crescimento da cartilagem condilar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segunda bifurca&ccedil;&atilde;o 1 (neutro), 2 (disto) ou 3 (mesial), incluiu principalmente a classifica&ccedil;&atilde;o macrosc&oacute;pica espacial de componentes esquel&eacute;ticos da face. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A bifurca&ccedil;&atilde;o para a terceira coluna, D (distal), N (neutra) ou M (mesial) depende da rela&ccedil;&atilde;o oclusal que atua como comparador perif&eacute;rico do servossistema respons&aacute;vel por controlar a taxa, a quantidade e a dire&ccedil;&atilde;o de crescimento mandibular. Esta &eacute; complementada pela rota&ccedil;&atilde;o vertical do maxilar OB (mordida aberta), N (neutra) e DB (mordida profunda). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A combina&ccedil;&atilde;o de letras e n&uacute;meros da primeira classifica&ccedil;&atilde;o, segunda e terceira bifurca&ccedil;&otilde;es expressam o tipo rotacional; este, por sua vez, complementado com as iniciais que identificam a rota&ccedil;&atilde;o da maxila, expressa o grupo rotacional. Esta &eacute; uma classifica&ccedil;&atilde;o morfogen&eacute;tica e posicional, resultado da combina&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos no tamanho e na posi&ccedil;&atilde;o da maxila e da mand&iacute;bula incluindo rela&ccedil;&otilde;es oclusais, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; base do cr&acirc;nio, sendo esta categoriza&ccedil;&atilde;o uma ferramenta de diagn&oacute;stico completa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na literatura, existem poucos estudos de categoriza&ccedil;&atilde;o auxol&oacute;gica realizados na Europa e na Am&eacute;rica do Sul, por&eacute;m estes estudos tiveram ou n&atilde;o tamanhos de amostra representativos da popula&ccedil;&atilde;o estudada. Assim, o objetivo desta pesquisa foi identificar o grupo rotacional de crescimento posicional de acordo a Lavergne e Petrovic em um grupo de crian&ccedil;as de Medell&iacute;n onde os resultados, na medida do poss&iacute;vel, possam ser extrapolados para o resto da comunidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo transversal e descritivo foi realizado numa amostra de crian&ccedil;as entre 9 e 12 anos de idade, pertencentes ao programa de Ortodontia Preventiva do 2012 da Secret&aacute;ria do bem-estar social do Munic&iacute;pio de Medell&iacute;n (Col&ocirc;mbia), que previamente n&atilde;o receberam tratamento de ortopedia funcional </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">dos maxilares ou com aparelhos fixos (brackets). Essas crian&ccedil;as foram atendidas no Centro de crescimento e desenvolvimento da Faculdade de Odontologia da Universidade de Antioquia. De 1319, foi utilizada uma amostra de conveni&ecirc;ncia de 303 telerradiografias laterais de cr&acirc;nio, tiradas no mesmo equipamento de raios-X. Foram exclu&iacute;das as telerradiografias que tiveram algum grau de deteriora&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o apresentavam uma clara identifica&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica e que correspondiam a pacientes com doen&ccedil;as sist&ecirc;micas e/o neurol&oacute;gicas. O termo de consentimento livre e esclarecido foi obtido, informando que a pesquisa sobre os raios-X t&ecirc;m um risco maior ao m&iacute;nimo, de acordo com a resolu&ccedil;&atilde;o N&ordm; 008430 do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de da Rep&uacute;blica da Col&ocirc;mbia, em 4 de outubro de 1993. Os desfechos avaliados foram: idade, sexo, tipo de rota&ccedil;&atilde;o, grupo de rota&ccedil;&atilde;o e a categoria de crescimento, sendo os tr&ecirc;s &uacute;ltimos obtidos pela aplica&ccedil;&atilde;o da cefalometria de Petrovic-Lavergne.<sup>23</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As cefalometrias foram obtidas a partir das telerradiograf&iacute;as laterais de cr&acirc;nio digitais, realizadas com o equipamento panor&acirc;mico digital 2D Veraview (J Morita Corporation, Osaka, Jap&atilde;o) do Centro M&eacute;dico odontol&oacute;gico Oralser na cidade de Medell&iacute;n-Col&ocirc;mbia. A t&eacute;cnica radiogr&aacute;fica foi padronizada (64 Kv, 8 mA, 15 segundos), utilizando um tubo de raios-X de vidro com focagem dupla. Esse equipamento utiliza um sensor digital direto que envia a imagem para o processador onde &eacute; efetuado o comando de impress&atilde;o em escala 1: 1 na impressora a laser (Fugim&reg;), no formato de 20 x 24. A posi&ccedil;&atilde;o dos pacientes foi padronizada da seguinte forma: paciente com espinha ereta, plano de Frankfurt paralelo ao ch&atilde;o, oclus&atilde;o habitual e os l&aacute;bios em repouso. As ogivas do aparelho foram posicionadas no conducto auditivo externo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o cefalom&eacute;trica foi realizada em tra&ccedil;ado manual das estruturas com lapiseira Staedler 0,7 mil&iacute;metros HB (Staedtler Mars GmbH &amp; Co. KG, Nuremberg, Alemanha) sobre papel de acetato para cefalometria Ortho Organizers (Ortho Organizers, Inc., Calif&oacute;rnia, Estados Unidos) Ref. 630-020, aderido com fita 3M (3M Company., Minnesota, Estados Unidos) e um negatosc&oacute;pio. A localiza&ccedil;&atilde;o dos pontos craniom&eacute;tricos foi realizada mediante o sistema de refer&ecirc;ncia ortogonal, exceto P&oacute;rio e Orbitale. Dois operadores treinados e calibrados realizaram os registros dos seguintes planos e &acirc;ngulos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Plano Sela-Nasio (S-N)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Plano Nasal (ENA-ENP)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Plano mandibular (Go-Me)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Plano de Nasio-Ponto A</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Plano Nasio-Ponto B</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Angulo SNA</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Angulo SNB</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Angulo SN-Plano nasal</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Angulo SN-Plano mandibular</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a06fig03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados obtidos foram digitados em um banco de dados desenhado para o estudo e foram tabulados em uma planilha Excel (Microsoft Office). Para encontrar os &acirc;ngulos foram aplicadas as seguintes f&oacute;rmulas:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; ML / NSL calculado = 192 &ndash; 2 (SNB paciente)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; NL / NSL calculado = (ML / paciente NSL) / 2-7</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Valores T1, T2 e T3 (Eles est&atilde;o localizados no esquema arborizado)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; T1 = ML / NSL calculada &ndash; ML / NSL calculado no paciente</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; T2 = NL / NSL calculada &ndash; NL / NSL calculado no paciente</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; T3 = ANB do paciente </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram realizadas com o Software Epi Info&reg; vers&atilde;o 3.5. A an&aacute;lise univariada foi realizada para a descri&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis e a an&aacute;lise bivariada foi determinada entre os grupos de rota&ccedil;&atilde;o e potencial de crescimento de acordo com idade e sexo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>RESULTADOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  A amostra foi composta por 52,2% indiv&iacute;duos do sexo masculino e 48,8% do sexo feminino, sendo a idade m&eacute;dia de 9,92 anos de idade (DP&plusmn;1.078).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O grupo rotacional mais frequente foi o P1NOB encontrado em 75 pacientes (24,8%), seguido do grupo P2DOB com 50 (16,5%), 27 (8,9%) do grupo P2DN, 21 (6,9%) do grupo R2DN e os grupos rotacionais restantes representaram 42,3% da amostra. Nenhuma das crian&ccedil;as apresentou os grupos rotacionais P3MN, P3MDB e P3MOB (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). A maioria das crian&ccedil;as apresentou rota&ccedil;&atilde;o condilar posterior (65%), seguido pela rota&ccedil;&atilde;o neutra (28,3%) e rota&ccedil;&atilde;o anterior (6,7%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o anteroposterior frequentemente encontrada foi a distorela&ccedil;&atilde;o, apresentada em 145 indiv&iacute;duos (47,9%), seguido pela rela&ccedil;&atilde;o neutra em 143 (47,2%) e finalmente a mesiorela&ccedil;&atilde;o em 15 (5%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No sentido vertical, 176 indiv&iacute;duos com mordida aberta representaram 58,1% da amostra. A rota&ccedil;&atilde;o neutra da maxila foi encontrada em 97 crian&ccedil;as (32%) e a mordida profunda em 30 (9,9%). Nesse estudo foi encontrado um potencial de crescimento semelhante entre a maxila e a mand&iacute;bula em 167 indiv&iacute;duos (55,1%). Em 43,9% (133 crian&ccedil;as) a maxila apresentou um potencial de crescimento maior do que a mand&iacute;bula e s&oacute; 1% (3 crian&ccedil;as) da amostra mostrou um potencial de crescimento mais elevado da maxila quando comparado com a mand&iacute;bula. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a06tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 32, 7% (99) dos indiv&iacute;duos da amostra apresentaram tipos de rota&ccedil;&otilde;es pertencentes a categoria 2 do potencial de crescimento a n&iacute;vel tecidual. J&aacute; 28,4% da amostra apresentou tipos rotacionais, cujo n&iacute;vel de crescimento tecidual esteve na categoria 1. Em 38,6% dos indiv&iacute;duos da amostra apresentou tipos rotacionais nas categorias 3, 4 e 5, com distribui&ccedil;&atilde;o percentual muito semelhante entre eles e apenas uma crian&ccedil;a esteve na categoria 6 (0,3%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos tr&ecirc;s grupos rotacionais mais frequentes da amostra estudada, o P1NOB apresentou uma maior percentagem do sexo masculino (52%); o grupo P2DOB foi maior para o sexo feminino (58%) e o P2DN foi maior para o sexo masculino (59,3%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pesquisadores, tais como Bj&ouml;rk<sup>28</sup>, Enlow<sup>29</sup>, McNamara e Graber<sup>30</sup> e Odegaard<sup>31</sup>, mostraram interesse em determinar a dire&ccedil;&atilde;o de crescimento ou rota&ccedil;&atilde;o do crescimento maxilo-mandibular e sua influ&ecirc;ncia sobre o crescimento craniofacial. Estes estudos demonstravam que existia uma rota&ccedil;&atilde;o morfogen&eacute;tica anterior, neutra e posterior da mand&iacute;bula. Quando foi associada &agrave; dire&ccedil;&atilde;o com a velocidade de crescimento, foi encontrado que alguns biotipos faciais cresciam com maior harmonia quando comparado a outros. Em um estudo, encontraram diferen&ccedil;as verticais entre a base do cr&acirc;nio e altura do osso alveolar na Classe II esquel&eacute;tica. Essa altura aumentava proporcionalmente para mesial, indicando uma resposta compensat&oacute;ria da m&aacute;-oclus&atilde;o proporcional ao retrognatismo.<sup>32</sup> Entretanto, em outra pesquisa n&atilde;o pontuaram as rota&ccedil;&otilde;es literalmente, por&eacute;m descreveram "padr&otilde;es" de crescimento vertical e horizontal, de acordo com a diverg&ecirc;ncia dos planos.<sup>33</sup> No entanto, Rickets avaliou uma amostra maior de 10000 individuos em crescimento, conseguindo definir v&aacute;rios tipos faciais.<sup>5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De uma amostra total de 303 telerradiografias laterais de cr&acirc;nio analisadas neste estudo, verificou-se que 47,9% apresentou uma rela&ccedil;&atilde;o sagital dental de disto-oclus&atilde;o, 47,2% neutro-oclus&atilde;o e 5% mesio-oclus&atilde;o. Alguns estudos similares ao nosso estudo que utilizaram a an&aacute;lise cefalom&eacute;trica Petrovic e Lavergne apresentaram resultados semelhantes quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de m&aacute;-oclus&atilde;o. O grupo de Strasburg (Fran&ccedil;a)<sup>9,24</sup> revelou resultados com 48,4% de neutro-oclus&atilde;o, 45,5% com disto-oclus&atilde;o e um 6,1% com mesio-oclus&atilde;o. Um estudo que avaliou 228 telerradiografias laterais em crian&ccedil;as entre 7 a 12 anos de idade na cidade de Bucaramanga (Col&ocirc;mbia), encontrou 48,7% com rela&ccedil;&atilde;o sagital dental de disto-oclus&atilde;o, 46,5% com neutro-oclus&atilde;o e 4,8% com mesio-oclus&atilde;o.<sup>34</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns autores realizaram um estudo e avaliaram uma amostra da popula&ccedil;&atilde;o turca encontrando uma preval&ecirc;ncia de 45% de neutro-oclus&atilde;o, 44,7% de disto-oclus&atilde;o e 10,3% de mesio-oclus&atilde;o.<sup>35</sup> Quando comparamos essa preval&ecirc;ncia com os nossos achados, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a na preval&ecirc;ncia da disto- oclus&atilde;o e neutro-oclus&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; baixa preval&ecirc;ncia da mesio-oclus&atilde;o. No entanto, os resultados de Gelg&ouml;r e de outros estudos citados, que apenas analisaram a m&aacute; oclus&atilde;o no plano sagital, ignorando o comportamento vertical do crescimento craniofacial e sua posi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; base do cr&acirc;nio. Deste modo, torna-se importante estudar as maloclus&otilde;es considerando todas as possibilidades de rota&ccedil;&atilde;o e assim, relacionando-as &agrave; base do cr&acirc;nio, como &eacute; sugerido pela an&aacute;lise de Petrovic e Lavergne. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O potencial de crescimento do grupo rotacional mais frequente (P1NOB) na amostra estudada pertence &agrave; categoria auxol&oacute;gica 2, onde a maxila apresenta maior capacidade de resposta quando comparada com a mand&iacute;bula e com uma rota&ccedil;&atilde;o de crescimento condilar predominantemente posterior. A mand&iacute;bula apresenta um alongamento adicional atingindo uma rela&ccedil;&atilde;o basal neutra com a maxila e sob baixa atividade enzim&aacute;tica na osteoss&iacute;ntese, mineraliza&ccedil;&atilde;o e oste&oacute;lise, os per&iacute;odos de tratamento s&atilde;o prolongados apresentando propor&ccedil;&otilde;es iguais nas mordidas profundas e abertas e em alguns casos, nas mordidas cruzadas anteriores.<sup>9</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quantidade de estudos realizados com o objetivo de determinar o potencial de crescimento e a preval&ecirc;ncia dos grupos rotacionais por meio de tra&ccedil;ados cefalom&eacute;tricos em popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas &eacute; limitada.<sup>27-34,37-39</sup> O grupo de Strasburg<sup>9,10</sup>, apresentou uma distribui&ccedil;&atilde;o completa com um tamanho da amostra importante (650 indiv&iacute;duos na popula&ccedil;&atilde;o em geral &#91;PG&#93; e 2000 indiv&iacute;duos na popula&ccedil;&atilde;o ortod&ocirc;ntico &#91;PO&#93;). Na literatura, existe um estudo que mediu os TR em 150 indiv&iacute;duos pr&eacute;-p&uacute;beres espanh&oacute;is, depois de terem sido tratados com aparatolog&iacute;a de pistas, por&eacute;m o tamanho da amostra e a medi&ccedil;&atilde;o realizada nos indiv&iacute;duos que foram tratados n&atilde;o s&atilde;o suficientes para determinar perfis epidemiol&oacute;gicos.<sup>36</sup> Os resultados desse estudo n&atilde;o mostraram um tipo rotacional predominante; o tipo de rota&ccedil;&atilde;o R2D representa 23,2%; o P1N representa 21,9% e o R1N representa 20,6%; em compara&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o francesa (Strasbourg) onde os tipos de rota&ccedil;&atilde;o diferem, predominando o R1N em 20% &#91;PG&#93; e 15,6% &#91;PO&#93;; j&aacute; na amostra espanhola n&atilde;o se obteve porcentagem significativa. No entanto, R2D &eacute; quase similar com 22,3% no PO franc&ecirc;s. Na popula&ccedil;&atilde;o espanhola estudada, o tipo rotacional A1N foi predominante (18%), diferindo dos resultados deste estudo (3,9%), por&eacute;m similar com o PG franc&ecirc;s (17,5%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em uma amostra de 800 pacientes residentes na It&aacute;lia, com 10,7 anos de idade em m&eacute;dia, foi encontrando como tipo rotacional mais frequente o R1N (20%), que representa 63% dos pacientes de classe esquel&eacute;tica I, 28 % classe II e 9% de classe III. Outros tipos rotacionais frequentemente observados na amostra foram: R2D (17%), dos quais 10% eram classe I e 90% eram classe II; A1N (15%) dos quais 58% eram da classe esquel&eacute;tica I, 34% eram classe II e 8% eram classe III; A1D (13%) dos quais 11% eram classe I e 89% eram classe II; P1N (13%) dos quais 58% eram classe I, 13% classe II e 29% eram classe III.<sup>37</sup> Esses achados diferem dos encontrados em amostras de Strasburg e Barcelona, talvez por causa da influ&ecirc;ncia da imigra&ccedil;&atilde;o atual e miscigena&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano de 2010, foram avaliadas 30 crian&ccedil;as venezuelanas de 8 a 10 anos de idade e foi verificado que o Grupo rotacional mais frequente foi o P1NOB. Observando a frequ&ecirc;ncia individual para cada vari&aacute;vel o Grupo rotacional R1NOB apresentou a maior porcentagem, com rota&ccedil;&atilde;o mandibular neutra, diferen&ccedil;a de crescimento basal 1, onde a mand&iacute;bula e maxila crescem de igual forma, rela&ccedil;&atilde;o p&oacute;stero-anterior neutra e rela&ccedil;&atilde;o vertical com tend&ecirc;ncia a mordida aberta. Em rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero, os grupos rotacionais P1NOB e o R1NOB apresentaram maior porcentagem no g&ecirc;nero feminino e masculino, respectivamente.<sup>38</sup> Enquanto isso, os resultados do estudo realizado em Bucaramanga-Colombia (n= 228) revelaram que o grupo rotacional mais frequente foi o P1NOB (15,8%). Nesse estudo a amostra total foi compreendida por 41,7% (masculino) e 58,3% (feminino). Os grupos rotacionais P1NOB (15,8%), R1NOB (10,1%), R2DN (9,8%), R1NN (8,8%) e R2DOB (8,3%), representaram 52,2% da amostra total estudada.<sup>34</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados do presente estudo (n=303) com crian&ccedil;as com idade m&eacute;dia de 9,9 anos de idade, demostraram que o grupo rotacional mais frequente foi o P1NOB (24,8%), seguido pelo grupo P2DOB (16,5%), o grupo P2DN (8,9%), grupo R2DN (6,9%) e os grupos rotacionais restantes representaram 42,3% da amostra total. Neste estudo n&atilde;o foram encontrados os grupos rotacionais P3MN, P3MDB e P3MOB. Apesar do pequeno tamanho da amostra do estudo realizado na Venezuela<sup>38</sup>, os resultados destes tr&ecirc;s estudos coincidem encontrando o Grupo rotacional P1NOB como o mais frequente, embora as percentagens n&atilde;o corroborem aos outros grupos de rota&ccedil;&atilde;o. Talvez este achado seja o resultado da mistura &eacute;tnica do norte da Am&eacute;rica do Sul, que possui condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e ambientais semelhantes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A determina&ccedil;&atilde;o da categoria auxol&oacute;gica de crescimento obtida a partir dos tipos rotacionais em conjunto com a tabela de indica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica a partir de grupos rotacionais, constituem um instrumento muito importante na proped&ecirc;utica ortop&eacute;dica funcional e ortod&ocirc;ntica. O autor considera que esta an&aacute;lise n&atilde;o deve ser utilizada isoladamente; deve-se considerar em conjunto com outras propostas de diagn&oacute;stico semelhantes.<sup>26</sup> Posteriormente, o mesmo autor em 2004<sup>27</sup>, analisou 60 telerradiografias laterais de cr&acirc;nio mediante a an&aacute;lise cefalom&eacute;trica por Petrovic-Lavergne. A amostra do estudo foi uma mistura de ra&ccedil;as que convivem h&aacute; mais de 500 anos nos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul. Essa amostra foi composta por indiv&iacute;duos com m&eacute;dia de 12,6 anos de idade, com normoclus&atilde;o e normorela&ccedil;&atilde;o basal. Foi realizadauma correla&ccedil;&atilde;o entre os biotipos faciais de Rickets e os grupos rotacionais de Petrovic e Lavergne, utilizando o &acirc;ngulo ANB individualizado proposto por Goffi<sup>39</sup> para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Os resultados sugeriram que o uso do &acirc;ngulo ANB individualizado de Goffi n&atilde;o influenciou estatisticamente os grupos rotacionais de Petrovic e Lavergne e os biotipos faciais de Rickets. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados de estudos encontrados na literatura conduzem &agrave; necessidade de considerar que as popula&ccedil;&atilde;oes seriam distintas, apresentando diversidade de ra&ccedil;as, etnias, biotipos, culturas, h&aacute;bitos, fatores ambientais entre outros.<sup>11,18</sup> Dessa maneira, muitos dos estudos realizados podem apresentar resultados distintos, assim, a an&aacute;lise de Petrovic-Lavergne permite uma abordagem individualizada para o diagn&oacute;stico, identificando o potencial da resposta ao tratamento em cada indiv&iacute;duo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; O grupo rotacional de P1NOB foi encontrado na maior parte da popula&ccedil;&atilde;o estudada, seguido pelos grupos P2DOB, P2DN e R2DN. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Os quatro grupos que apresentaram maior porcentagem correspondem &agrave; maioria da popula&ccedil;&atilde;o do estudo (57,1%) com um potencial de crescimento presente entre as categorias 2,1 e 3.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; A maioria das crian&ccedil;as estudadas (70,4%) apresentou um potencial de crescimento similar; por&eacute;m as crian&ccedil;as mais jovens (7 a 9 anos de idade) apresentaram um menor potencial de crescimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; A diversidade cultural, &eacute;tnica, racial, de h&aacute;bitos e fatores ambientais faz com que os resultados estejam limitados a uma determinada popula&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, ajuda a ter uma ideia clara e definitiva relacionada ao padr&atilde;o de crescimento e desenvolvimento da popula&ccedil;&atilde;o estudada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; H&aacute; a necessidade de mais pesquisas em rela&ccedil;&atilde;o a biologia do crescimento craniofacial e as an&aacute;lises cefalom&eacute;tricas.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>APLICA&Ccedil;&Atilde;O CL&Iacute;NICA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, &eacute; absolutamente necess&aacute;rio e adequado propor um modelo de diagn&oacute;stico da maloclus&atilde;o para analisar cada indiv&iacute;duo em particular considerando todas as vari&aacute;veis poss&iacute;veis antes de tomar decis&otilde;es. Esse modelo deve integrar todas as condi&ccedil;&otilde;es que possam afetar a abordagem do desenvolvimento craniofacial com a capacidade preditiva do futuro crescimento, determinando a severidade da m&aacute;-oclus&atilde;o, a necessidade e condi&ccedil;&otilde;es de tratamento. Al&eacute;m da orienta&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; aparatologia adequada, a identifica&ccedil;&atilde;o do tipo rotacional fornece dados sobre o tempo de tratamento, da qualidade e quantidade da resposta ao tratamento. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>AGRADECIMENTOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo foi realizado com aux&iacute;lio do Secret&aacute;rio da Assist&ecirc;ncia Social do Munic&iacute;pio de Medell&iacute;n (Col&ocirc;mbia) e do Centro de Crescimento e Desenvolvimento da Faculdade de Odontologia da Universidade de Antioquia, onde foi coletada a amostra. Para eles, os nossos sinceros agradecimentos.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Riolo ML, Moyers RE, McNamara JA, Hunter S. An Atlas of Craniofacial Growth. Ann Arbor: Center for human growth and development, U of Michigan, 1974 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=435084&pid=S0004-5276201600030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Broadbent BH Sr, BROADBENT BH Jr, GOLDEN WH. Bolton Standards of Dentofacial Developmental Growth. CV Mosby, 1975 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Thompson GW, Popovich F. A Longitudinal Evaluation of the Burlington Growth Centre Data. J of Dent Res, 1977;56:c71-8 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Bjork A. Prediction of mandibular growth rotation. Am J Orthod, 1969;55:585-599 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Ricketts RM. A Principle of Arcial Growth of the Mandible. Angle Orthod, 1972;42:368-386 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Petrovic, A, Stutzmann, J, Lavergne, J. Mechanisms of craniofacial growth and modus operandi of functional appliances: a cell-level and cybernetic approach to orthodontic decision making. In:Craniofacial Growth Series. Monograph 23. Center for Human Growth and Development, University of Michigan; 1990:13&ndash;73. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Petrovic, A. An experimental and cybernetic approach to the mechanism of action of functional appliances on the mandibular growth. In: McNamara JA Jr, Ribbens KA (Eds.) Malocclusion and the periodontium. Monograph 15, Craniofacial Growth Series. Center for Human Growth and Development, University of Michigan, Ann Arbor; 1984:213&ndash;268. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Petrovic, A, Stutzmann, J, Lavergne, J. Differen&ccedil;as interindividuais no potencial de crescimento a nivel tecidual e na capacidade de resposta ao tratamento pelo bionator ou pela tecnica de Begg: abordagem metodologica; fundamenta&ccedil;ao auxologica; resultado cl&iacute;nico interindividual; differences in tissue-level growth potencial and responsiveness to bionator or Begg technique: methodological approach, auxological foundations, clinical outcome. Ortodontia. 1992;25:4&ndash;14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Lavergne J. Morphogenetic Classification of Malocclusion as a Basis for Growth Prediction and Treatment Planning. Br J Orthod, 1982; 9:132-45 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Petrovic A. Auxologic Categorization and Chronobiologic Specification for the Choice of Orthodontic treatment. Am J Orthod Dentofac Orthop 1994;105:192-205) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Schulle PG, Sierra AM, Villa JA, Echeverri JI, Jim&eacute;nez ID. An&aacute;lisis Longitudinal del Crecimiento y Desarrollo Craneofacial y General en un Grupo de Descendientes de Raza Negra (Belmira, Antioquia). CES Odontolog&iacute;a, 1995; 8:140-143 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Sayin O.; Turkkahraman H. Malocclusion and Crowding in an Orthodontically Referred Turkish Population. Angle Orthod, 2001;74:635-639 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Al-Duaij A. Characteristics Of Dentofacial Deformities In A Saudi Population. Saudi Dental Journal, 2001;13: 101-105 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Soh J, Sandham A, Huak Y. Occlusal Status In Asian Male Adults: Prevalence And Ethnic Variation. The Angle Orthodontist, 2005; 75: 814-820 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. &Scaron;idlauskas A.; &#381;ilinskait&#279; L.; &Scaron;valkauskien&#279; V. Mandibular Pubertal Growth Spurt Prediction. Part One: Method Based on the Hand-Wrist Radiographs. Stomatologija, Baltic Dental and Maxillofacial Journal, 2005;7:16-20 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Ciuffolo F. et al. Prevalence And Distribution By Gender Of Occlusal Characteristics In A Sample Of Italian Secondary School Students: Across-Sectional Study. Eur J of Orthod, 2005;27:601&ndash;606 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Thilander B.; Rubio G.; Pe&ntilde;a L.; De Mayorga C. Prevalence of Temporomandibular Dysfunction And Its Association With Malocclusion In Children And Adolescents: An Epidemiologic Study Related To Specified Stages Of Dental Development. Angle Orthod, 2002; 72: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Bedoya A, Osorio JC, Tamayo JA. Biotipo morfol&oacute;gico facial en tres grupos &eacute;tnicos colombianos: una nueva clasificaci&oacute;n por medio del &iacute;ndice facial. Int J Morphol, 2012; 30(2):677-682. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Bj&ouml;rk A. The face in profile; an anthropological X-ray investigation on Swedish children and conscripts. Am J Orthod, 1948;34:691-699 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Schudy Association of Anatomical Entities as applied to Clinical Orthodontics. Angle Orthod, 1966;36:190-203 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Enlow DH, Harvold EP, Latham RA, Moffett BC, Christiansen RL, Hausch G. Research on Control of Craniofacial Morphogenesis: An NIRD State of the art Workshop. Am J Orthod. 1977;71:509-30. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Petrovic A., Stutzmann J. Teor&iacute;a Cibern&eacute;tica del Crecimiento Craneo-Facial y Mecanismos de Acci&oacute;n de los Aparatos Ortop&eacute;dicos y Ortod&oacute;nticos. Asoc Argentina Ortop Func Maxilares 1982;49-50:7-93 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Petrovic AG, Lavergne JM, Stutzmann JJ. N&iacute;vel de Crescimento Tecidual e Potencial de Resposta ao Tratamento: Rota&ccedil;&atilde;o de Crescimento e tomada de decis&atilde;o terap&ecirc;utica. Ortodontia 1989; 22:36-60 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Graber TM, Rakosi T, Petrovic AG. Ortopedia Dentofacial con Aparatos Funcionales. Harcourt Brace. Segunda Edici&oacute;n. 1998. Pag. 12-74. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Simoes W. Ortopedia Funcional de los Maxilares: A trav&eacute;s de la Rehabilitaci&oacute;n Neuro-Oclusal. 3&ordf; Ed. Artes M&eacute;dicas, 2004; Vol 1, p-p 514-524. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Lascala CE. Padroniza&ccedil;&atilde;o da Tabela de Lavergne e Petrovic Dos Grupos Rotacionais de Crescimento, em Indiv&iacute;duos Jovens Brasileiros, Portadores de Normo-oclus&atilde;o Basal e Dentaria por Meio de Estudo Cefalom&eacute;trico. Tesis Doctorado Diagn&oacute;stico Bucal. Universidad de S&atilde;o Paulo, 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Lascala CE, Froes de Freitas C, Turbino ML, Mingarelli Lascala CM. Avalia&ccedil;ao da distribui&ccedil;ao dos grupos rotacionais de crescimento de Lavergne e Petrovic utilizando o angulo ANB medido e o angulo ANB individual en individuos jovens brasileiros, do tipo facial provertido. Rev Inst Cienc Saude, 2005; 23:221-6 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Bj&ouml;rk A., Skieller V. Facial Development and Tooth Eruption: "A Implant Study at the Age of Puberty". Am J Orthodontics 1965;5:339-383 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Enlow D. A Comparative Study of Facial Growth in Homo and Macaca. Am J Phys Anthrop 1966;24: 293-307 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. McNamara JA; Graber LW. Mandibular Growth in the Rhesus Monkey (Macaca mulatta). Am J Phys Anthrop 1975;42: 15-24 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Odegaard J. Mandibular rotation studies with the aid of metal implants. Am J Orthod 1970;58:448-54 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Hunter SW. The Vertical Dimensions of the Face and Skeletodental Retrognathism. Am J Orthod 1967;53:586-95 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Moyers RE, Bookstein FL, Kenneth EG. The Concept of Pattern in Craniofacial Growth. Am J Orthod 1978;76:136-48 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Zableh ME, P&eacute;rez CA, Chichilla AE. Identificaci&oacute;n del Grupo Rotacional de Crecimiento seg&uacute;n Petrovic-Lavergne en Pacientes de las Cl&iacute;nicas de Ortopedia Maxilar de la Universidad Santo Tom&aacute;s USTA. Tesis no publicada. Bucaramanga, Colombia, Facultad de Odontolog&iacute;a de la USTA; 2008 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Gelg&ouml;r IE, Karaman AI, Ercan E. Prevalence of Malocclusion Among Adolescents In Central Anatolia. Eur J Dent 2007;1:125-131 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Petrovic AG en: Planas P. Rehabilitaci&oacute;n Neuro-Oclusal. 2da Ed, Masson-Salvat 1994; p-p vii-xi </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Guercio E, Deli R, D'Avanzo G, Saccomanno S. Individualizaci&oacute;n del Tratamiento Ortod&oacute;ntico. Importancia de los Tipos Rotacionales y las Categorias Auxol&oacute;gicas. Acta Odont Venez, 2009; 47:1-11 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Dur&aacute;n IJ. Cefalometr&iacute;a Lavergne Petrovic en Venezolanos de 8-10 a&ntilde;os de Edad. http:// iadr.confex.com/iadr/venez10 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. Goffi I, en Lascala CE. Padroniza&ccedil;&atilde;o da Tabela de Lavergne e Petrovic Dos Grupos Rotacionais de Crescimento, em Indiv&iacute;duos Jovens Brasileiros, Portadores de Normo-oclus&atilde;o Basal e Dentaria por Meio de Estudo Cefalom&eacute;trico. Tesis Doctorado Diagn&oacute;stico Bucal. Universidad de S&atilde;o Paulo, 2004.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diana Mar&iacute;a Gaviria     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:diana.gaviria@udea.edu.co" target="_blank">diana.gaviria@udea.edu.co</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: fev/2016    <br> Aceito: abr/2016</b></font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Riolo]]></surname>
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<source><![CDATA[An Atlas of Craniofacial Growth. Ann Arbor: Center for human growth and development, U of]]></source>
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