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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise morfoestrutural de biomateriais para auxílio no processo de identificação humana]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to evaluate the changes of restorative and prosthetic biomaterials subjected to high temperatures for the establishment of physical parameters that assist in cases of charred bodies in human identification. The sample of the experimental in vitro study was composed by 40 specimens divided into 4 groups: GI (specimens of cements of ionomer of chemical glass), GII (silver amalgam), GIII (hybrid composite resin) and GIV (copper alloy aluminum). The specimens were subjected to temperatures of 300°C, 500°C, 700°C and 900°C. After incineration the biomaterials were submitted macroscopic analysis on changes of structure, color, shape and dimensional stability and all data were analyzed by ANOVA and Dunn's test (p <0.05). Regarding the radiopacity there was statistically significant difference for the mean radiographic density in GI temperatures within 700°C and 900°C; GIV temperatures within 300°C and 900°C, 500°C and 900°C. The GII has reached its melting point at 700ºC with powdery appearance and isolated stores of mercury at 900°C. The GIII had structural change at 700°C and 900°C. In GIV it not observed significant changes. Thus, one can gather that the micro hybrid composite resin and amalgam exhibit severe morphostructural changes while the glass ionomer aluminum and copper does not undergo significant changes in their original characteristics. The changes undergone by materials provide relevant data to aid in the identification process of human bodies charred.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigo original</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>An&aacute;lise morfoestrutural de biomateriais para aux&iacute;lio no processo de identifica&ccedil;&atilde;o humana</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Morphostructural analysis of biomaterials for assistance in the human identification process</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Synara Soares Moreira<sup>I</sup>; Bruno Silva da Cunha<sup>II</sup>; Fabio Valverde Rodrigues Bastos Neto<sup>III</sup>; Adriana Furtado Macedo<sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestranda em Laser em Odontologia, Universidade Cruzeiro do Sul, S&atilde;o Paulo-SP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II </sup>Especialista em Implantodontia, Universidade Cruzeiro do Sul, S&atilde;o Paulo-SP    <br>   <sup>III </sup>Doutor em Laser em Odontologia, Universidade Cruzeiro do Sul - Professor do curso de Odontologia da Universidade Cruzeiro do Sul, S&atilde;o Paulo-SP    <br>   <sup>IV </sup>Doutora em Ci&ecirc;ncias pela Unifesp/EPM - Professora do curso de Odontologia da Universidade Cruzeiro do Sul, S&atilde;o Paulo-SP, Brasil    <br>       <br>       <br>       <br>       <br> </font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do estudo foi avaliar as altera&ccedil;&otilde;es de biomateriais restauradores e prot&eacute;ticos submetidos a temperaturas elevadas para o estabelecimento de par&acirc;metros f&iacute;sicos que auxiliem nos casos de identifica&ccedil;&atilde;o humana em corpos carbonizados. A amostra do estudo experimental in vitro foi composta por 40 corpos de prova dividida em quatro grupos: GI (corpos de prova de cimentos de i&ocirc;nomero de vidro qu&iacute;mico), GII (am&aacute;lgama de prata), GIII (resina composta h&iacute;brida) e GIV (liga de cobre alum&iacute;nio). Os corpos de prova foram submetidos a temperaturas de 300&deg;C, 500&deg;C, 700&deg;C e 900&deg;C. Ap&oacute;s a incinera&ccedil;&atilde;o, os biomateriais foram submetidos a an&aacute;lises macrosc&oacute;picas sobre as modifica&ccedil;&otilde;es de estrutura, colora&ccedil;&atilde;o, forma e estabilidade dimensional e os dados analisados pela An&aacute;lise de Vari&acirc;ncia e teste de Dunn (p&lt;0,05). Os dados obtidos demonstraram em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; radiopacidade uma diferen&ccedil;a estatisticamente significante para as m&eacute;dias de densidade radiogr&aacute;fica no GI entre as temperaturas 700&deg;C e 900&deg;C; GIV entre as temperaturas 300&deg;C e 900&deg;C; 500&deg; e 900&deg;C. O GII atingiu seu ponto de fus&atilde;o &agrave; 700&ordm;C com aspecto pulverulento e lojas isoladas de merc&uacute;rio a 900&deg;C. O GIII apresentou mudan&ccedil;a estrutural nas temperaturas &agrave; 700&deg;C e 900&deg;C. No GIV n&atilde;o se constatou modifica&ccedil;&otilde;es relevantes. Assim, pode-se coligir que a resina composta micro hibrida e o am&aacute;lgama apresentam severas altera&ccedil;&otilde;es morfoestruturais enquanto o ion&ocirc;mero de vidro e o cobre alum&iacute;nio n&atilde;o sofrem mudan&ccedil;as significativas em suas caracter&iacute;sticas originais. As altera&ccedil;&otilde;es sofridas pelos materiais fornecem dados relevantes para o auxilio no processo de identifica&ccedil;&atilde;o humana de corpos carbonizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>odontologia legal; identifica&ccedil;&atilde;o de v&iacute;timas; incinera&ccedil;&atilde;o; materiais dent&aacute;rios.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The aim of this study was to evaluate the changes of restorative and prosthetic biomaterials subjected to high temperatures for the establishment of physical parameters that assist in cases of charred bodies in human identification. The sample of the experimental in vitro study was composed by 40 specimens divided into 4 groups: GI (specimens of cements of ionomer of chemical glass), GII (silver amalgam), GIII (hybrid composite resin) and GIV (copper alloy aluminum). The specimens were subjected to temperatures of 300&deg;C, 500&deg;C, 700&deg;C and 900&deg;C. After incineration the biomaterials were submitted macroscopic analysis on changes of structure, color, shape and dimensional stability and all data were analyzed by ANOVA and Dunn's test (p &lt;0.05). Regarding the radiopacity there was statistically significant difference for the mean radiographic density in GI temperatures within 700&deg;C and 900&deg;C; GIV temperatures within 300&deg;C and 900&deg;C, 500&deg;C and 900&deg;C. The GII has reached its melting point at 700&ordm;C with powdery appearance and isolated stores of mercury at 900&deg;C. The GIII had structural change at 700&deg;C and 900&deg;C. In GIV it not observed significant changes. Thus, one can gather that the micro hybrid composite resin and amalgam exhibit severe morphostructural changes while the glass ionomer aluminum and copper does not undergo significant changes in their original characteristics. The changes undergone by materials provide relevant data to aid in the identification process of human bodies charred.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>forensic dentistry; victims identification; incineration; dental materials.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELEV&Acirc;NCIA CL&Iacute;NICA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A carboniza&ccedil;&atilde;o de corpos dificulta o processo de identifica&ccedil;&atilde;o humana, sendo necess&aacute;rio realizar a identifica&ccedil;&atilde;o mediante caracter&iacute;sticas do sistema estomatogn&aacute;tico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Odontologia Legal &eacute; a especialidade que tem como escopo a pesquisa de fen&ocirc;menos ps&iacute;quicos, f&iacute;sicos, qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos que podem atingir ou ter atingido o homem, vivo, morto ou ossada, e mesmo fragmentos ou vest&iacute;gios. A atua&ccedil;&atilde;o engloba an&aacute;lises periciais em foro civil, criminal, trabalhista e processos de identifica&ccedil;&atilde;o humana com distintas ocasi&otilde;es embasadas na aprecia&ccedil;&atilde;o dos elementos dent&aacute;rios. As identifica&ccedil;&otilde;es forenses dent&aacute;rias s&atilde;o relevantes, principalmente em desastres em massa dependendo fundamentalmente da disponibilidade de registros odontol&oacute;gico do indiv&iacute;duo antemortem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os &oacute;rg&atilde;os dentais s&atilde;o os primeiros elementos analisados para se determinar a identidade de um indiv&iacute;duo em um processo de identifica&ccedil;&atilde;o, principalmente em casos de destrui&ccedil;&atilde;o corp&oacute;rea com impossibilidades de reconhecimento. Esses casos que resultam na falta de identifica&ccedil;&atilde;o cadav&eacute;rica s&atilde;o normalmente provocados por desastres de grandes propor&ccedil;&otilde;es naturais ou induzidos pelo homem, como a carboniza&ccedil;&atilde;o de corpos resultantes de acidentes a&eacute;reos. O corpo humano se torna disforme, mutilado ou carbonizado e nessas situa&ccedil;&otilde;es os &oacute;rg&atilde;os dentais permanecem vi&aacute;veis para serem utilizados na identifica&ccedil;&atilde;o humana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse processo de identifica&ccedil;&atilde;o humana &eacute; poss&iacute;vel porque os elementos dentais s&atilde;o as melhores estruturas preservadas do corpo humano em quaisquer situa&ccedil;&otilde;es como em altera&ccedil;&otilde;es de pH, salinidade, umidade e altas temperaturas. Para a identifica&ccedil;&atilde;o humana mediante a aplica&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos que utilizam os &oacute;rg&atilde;os dentais, s&atilde;o comparados dados dos prontu&aacute;rios odontol&oacute;gicos antemortem e postmortem sendo imprescind&iacute;vel a manuten&ccedil;&atilde;o do prontu&aacute;rio odontol&oacute;gico de maneira apropriada. No entanto, os elementos dentais podem estar submetidos a tratamentos odontol&oacute;gicos e atualmente existem diversos biomateriais de uso rotineiro no ambiente cl&iacute;nico e possivelmente cada material apresenta um determinado comportamento frente &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es de temperatura.<sup>1,2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A identifica&ccedil;&atilde;o pelo exame dos &oacute;rg&atilde;os dentais &eacute; considerada um m&eacute;todo c&eacute;lere, de baixo custo e com a unicidade apresentada pelas restaura&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias similares as impress&otilde;es digitais, al&eacute;m de apresentarem um grande desafio a equipe profissional que realizam cuidadosa inspe&ccedil;&atilde;o os locais de acidentes.<sup>3-5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A identifica&ccedil;&atilde;o por meio das evid&ecirc;ncias dent&aacute;rias tem sido descrita como um dos m&eacute;todos mais confi&aacute;veis no processo de identifica&ccedil;&atilde;o humana principalmente em v&iacute;timas de acidentes a&eacute;reos, onde o reconhecimento torna-se laborioso pela elevada condi&ccedil;&atilde;o destrutiva em que se encontram os corpos. Os elementos dentais aduzem maior resist&ecirc;ncia aos efeitos ambientais, como inc&ecirc;ndios, desseca&ccedil;&atilde;o e decomposi&ccedil;&atilde;o, permanecendo quase inalterados &agrave; interven&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica quando ocorre o selamento labial em raz&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o da musculatura e estrutura &oacute;ssea envolvente. Os materiais resinosos sob alta temperatura, tornam-se irregulares e rugosos com poucas altera&ccedil;&otilde;es observadas na microscopia eletr&ocirc;nica de varredura.<sup>6-8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar as altera&ccedil;&otilde;es de biomateriais restauradores e prot&eacute;ticos submetidos a temperaturas elevadas testando a hip&oacute;tese de que haja significativas modifica&ccedil;&otilde;es morfoestruturais, com a finalidade de se estabelecer par&acirc;metros f&iacute;sicos que auxiliem nos casos de identifica&ccedil;&atilde;o humana em corpos carbonizados</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">.</font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>MATERIAL E M&Eacute;TODO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo baseia-se em pesquisa experimental in vitro, mediante confec&ccedil;&atilde;o de corpos de prova de biomateriais odontol&oacute;gicos. Foi confeccionada uma placa em silicone (zetalabor&reg;) medindo 13x18cm, com orif&iacute;cios circulares de 5mm de di&acirc;metro e 10mm de altura para que houvesse padroniza&ccedil;&atilde;o nas dimens&otilde;es dos corpos de prova. A placa foi preenchida com resina composta microh&iacute;brida (Filtek Z-250&reg;, 3M-ESPE), cimento de ion&ocirc;mero de vidro (Vidrion R&reg;, S.S. White ), am&aacute;lgama em c&aacute;psula (Septalloy&reg;, NG 50) e ligas e cobre-alum&iacute;nio (Goldent&reg;, LA), totalizando 40 corpos de prova com 0,5mmm de di&acirc;metro. A amostra foi dividida em quatro grupos: GI (10 corpos de prova de cimentos de i&ocirc;nomero de vidro qu&iacute;mico), GII (am&aacute;lgama de prata), GII (resina composta h&iacute;brida) e GIV (liga de cobre alum&iacute;nio). Posteriormente os corpos de prova foram incinerados em triplicata conforme metodologia descrita pelo autor em forno Bravac Ltda&reg; anal&oacute;gico utilizado para a confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses dent&aacute;rias. O forno foi previamente calibrado e os corpos de prova incinerados a temperatura de 300&deg;C, 500&deg;C, 700&deg;C e 900&deg;C, permanecendo cinco minutos dentro do forno em cada temperatura, n&atilde;o havendo, portanto varia&ccedil;&atilde;o de tempo. Para a facilita&ccedil;&atilde;o da manipula&ccedil;&atilde;o dos corpos de prova, os mesmos foram colocados sobre bandeja confeccionada com material de revestimento refrat&aacute;rio espec&iacute;fico para essa finalidade. Finalizado o tempo, aguardou-se cinco minutos para o esfriamento das amostras e efetuou-se a aquisi&ccedil;&atilde;o de imagens radiogr&aacute;ficas com filmes oclusais (Kodak&reg;) em aparelho radiol&oacute;gico X-TIMEX 70X&reg;DRS (Gnatus&reg;), com 70kVp, 7mA e tempo de exposi&ccedil;&atilde;o de 0,8 segundos de radia&ccedil;&atilde;o, seguindo a t&eacute;cnica de padroniza&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica, na qual o feixe central de raios X incide em &acirc;ngulo de 90&ordm; com a superf&iacute;cie do corpo de prova &agrave; dist&acirc;ncia focal de 10cm. As pel&iacute;culas radiogr&aacute;ficas foram processadas em ambiente espec&iacute;fico pelo m&eacute;todo tempo e temperatura em uma &uacute;nica vez. As aquisi&ccedil;&otilde;es de imagens radiogr&aacute;ficas foram digitalizadas e a radiopacidade foi obtida pela contagem dos pixels por meio da ferramenta histograma do software Image J.<sup>9-10</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na avalia&ccedil;&atilde;o visual macrosc&oacute;pica, observaram-se altera&ccedil;&otilde;es na forma, cor, estrutura e estabilidade dimensional </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">mediante vis&atilde;o direta das amostras com imagens digitais obtidas por c&acirc;mara digital Flash Macro Ring Lite MR-14EX, com abertura f/22 e velocidade 1/30s, ISO 100. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As aquisi&ccedil;&otilde;es de imagens foram digitalizadas com o aux&iacute;lio de uma c&acirc;mera fotogr&aacute;fica digital (Canon EOS 60D e lente Canon Macro 100mm), com abertura e velocidade fixas (f/22, 1/4s, ISO 100), montada em trip&eacute;, em sala escura, com as pel&iacute;culas colocadas sobre um negatosc&oacute;pio. Ap&oacute;s a digitaliza&ccedil;&atilde;o, a radiopacidade das imagens foi mensurada com aux&iacute;lio da ferramenta "histograma" do software Image J. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na avalia&ccedil;&atilde;o visual macrosc&oacute;pica, observaram-se altera&ccedil;&otilde;es na forma, cor, estrutura e estabilidade dimensional mediante vis&atilde;o direta das amostras com imagens digitais obtidas por c&acirc;mera fotogr&aacute;fica digital (Canon EOS 60D, lente Canon Macro 100mm e Flash Macro Ring Lite MR-14EX), com abertura f/22 e velocidade 1/30s, ISO 100, sobre um campo branco.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>RESULTADOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados referentes &agrave; radiopacidade dos biomaterais ap&oacute;s a incinera&ccedil;&atilde;o foram tratados por meio dos m&eacute;todos estat&iacute;sticos An&aacute;lise de Vari&acirc;ncia e Dunn com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; radiopacidade dos biomateriais houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante (p&lt;0,05) para as m&eacute;dias de densidade radiogr&aacute;fica entre as temperaturas 700&deg;C e 900&deg;C para os corpos de prova de cimento de ion&ocirc;mero de vidro. A liga de cobre-alum&iacute;nio tamb&eacute;m apresentou diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre as temperaturas 300&deg;C e 900&deg;C; 500&deg; e 900&deg;C (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na avalia&ccedil;&atilde;o macrosc&oacute;pica a resina composta microh&iacute;brida n&atilde;o demonstrou altera&ccedil;&otilde;es morfoestruturais e na colora&ccedil;&atilde;o &agrave; temperatura de 300&deg;C, modificando levemente sua cor original branco-amarelado para branco-acastanhado. A 500&deg;C observou-se altera&ccedil;&atilde;o de cor tornando-se mais escurecida, n&atilde;o havendo ainda nenhuma altera&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel em sua estrutura. Com maior notoriedade verificou-se uma mudan&ccedil;a estrutural nas temperaturas &agrave; 700&deg;C e 900&deg;C, havendo rachaduras no material, al&eacute;m da altera&ccedil;&atilde;o total de cor de castanho para branco (<a href="#fig01">Figura 1</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No am&aacute;lgama em c&aacute;psula, a an&aacute;lise macrosc&oacute;pica visual aduziu modifica&ccedil;&otilde;es na colora&ccedil;&atilde;o e estrutura nas diversas temperaturas. O biomaterial mostrou-se de cor cinza opaco a 300&deg;C, tornando-se escurecido e com fraturas &agrave; 500&ordm;C. &Agrave; 700&ordm;C o am&aacute;lgama de prata apresentou pequenas bolhas de merc&uacute;rio em sua estrutura, ponto inicial de fus&atilde;o do componente, tornando-se pulverulento (forma de p&oacute;), com presen&ccedil;a manchas enegrecidas na placa denotando tamb&eacute;m que a prata atingiu seu o ponto de fus&atilde;o (<a href="#fig02">Figura 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a14tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ficaram evidentes altera&ccedil;&otilde;es de cor, brilho, textura e contra&ccedil;&atilde;o entre 700&deg;C a 900&deg;C, apresentando inicialmente pequenos orif&iacute;cios e intumescendo at&eacute; a fase da separa&ccedil;&atilde;o dos componentes da liga, terminando somente com a presen&ccedil;a da prata met&aacute;lica, lojas isoladas de merc&uacute;rio e colora&ccedil;&atilde;o prateada clara a 900&deg;C (<a href="#fig03">Figura 3</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a14fig01.jpg">      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a14fig02.jpg">      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a14fig03.jpg">      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a14fig04.jpg">      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a14fig05.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cimento de ion&ocirc;mero de vidro, na avalia&ccedil;&atilde;o visual exibiu transforma&ccedil;&otilde;es na colora&ccedil;&atilde;o entre 300&deg;C e 500&deg;C, alterando-se de sua cor original esbranqui&ccedil;ada para amarelo acastanhado com presen&ccedil;a de pigmentos mistos de outras cores. Na transcri&ccedil;&atilde;o da temperatura a 700&deg;C para 900&deg;C, o biomaterial modificou nitidamente sua morfologia com presen&ccedil;a de trincas, bolhas esbranqui&ccedil;adas em sua superf&iacute;cie, e altera&ccedil;&atilde;o em sua cor primitiva originariamente clara para preto acinzentado (<a href="#fig04">Figura 4</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na liga de cobre-alum&iacute;nio, n&atilde;o se constatou modifica&ccedil;&otilde;es relevantes a 300&deg;C, 500&deg;C e 700&deg; C. A 900&deg;C fez se notar apari&ccedil;&atilde;o de manchas esbranqui&ccedil;adas na superf&iacute;cie (<a href="#fig05">Figura 5</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A per&iacute;cia odontolegal mostra-se cada vez mais eficaz na identifica&ccedil;&atilde;o de corpos humanos que sofreram a&ccedil;&atilde;o do fogo, exemplificados em alguns casos de desastres em massa incididos anteriormente, como o Tsunami em Sumatra ocorrido em 2004 e a queda do v&ocirc;o Airbus em S&atilde;o Paulo no ano de 2007, carbonizando 199 v&iacute;timas. A fatalidade em larga </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">escala e o rompimento de diversas vidas rompem estruturas familiares de maneira abrupta, sendo &agrave;s vezes, a dor pela perda amenizada com a identifica&ccedil;&atilde;o do familiar. <sup>10-12</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As identifica&ccedil;&otilde;es de corpos carbonizados se permeiam em diversas dificuldades principalmente devido &agrave;s cristas papilares das polpas digitais que s&atilde;o destru&iacute;das pela a&ccedil;&atilde;o do fogo, impedido a identifica&ccedil;&atilde;o pelo m&eacute;todo datilosc&oacute;pico. O reconhecimento visual &eacute; prejudicado em raz&atilde;o de o fogo causar encolhimento dos membros e dos m&uacute;sculos, de duas a tr&ecirc;s vezes o seu tamanho natural, e em altas temperaturas as prote&iacute;nas s&atilde;o desnaturadas obstando o exame de DNA. Assim, no processo de identifica&ccedil;&atilde;o dos corpos carbonizados, muitas vezes n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel qualificar a v&iacute;tima e evidenciar sua identidade em resultado do estado corp&oacute;reo, sendo necess&aacute;rio realizar a assimila&ccedil;&atilde;o mediante caracter&iacute;sticas do sistema estomatogn&aacute;tico. Os materiais utilizados para restaurar os dentes resistem &agrave; a&ccedil;&atilde;o do fogo considerados agentes facilitadores no processo de reconhecimento de corpos carbonizados devido &agrave; rigidez dos m&uacute;sculos da face, a cavidade bucal se transforma em uma caixa forte, protegendo os dentes e os trabalhos odontol&oacute;gicos realizados pregressamente, da a&ccedil;&atilde;o do fogo. Nessa etapa os peritos buscam com os parentes um contato com o Cirurgi&atilde;o-Dentista da v&iacute;tima, para a obten&ccedil;&atilde;o da documenta&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica incluindo exames radiogr&aacute;ficos e fichas cl&iacute;nicas onde ser&atilde;o mensurados dados antemortem e postmortem.<sup>4,13,14</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A t&eacute;cnica de identifica&ccedil;&atilde;o odontolegal apresenta vantagens dentre outras metodologias. Proporciona baixo custo, confiabilidade dos resultados obtidos, facilidade e rapidez no processo. Agregando-se ao fato que os elementos dentais possuem varia&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas, patol&oacute;gicas e restauradoras, resultantes de interven&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica, que as tornam informa&ccedil;&otilde;es particulares biol&oacute;gicas classificadas como unicidade, perenidade e imutabilidade, relevantes a metodologia aplicada para a identifica&ccedil;&atilde;o humana.<sup>10,15,16</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo o am&aacute;lgama em c&aacute;psula iniciou seu processo de fus&atilde;o &agrave; 300&deg;C com a presen&ccedil;a de manchas enegrecidas no corpo de prova. Entretanto, essa altera&ccedil;&atilde;o morfoestrutural n&atilde;o foi compat&iacute;vel com o resultado obtido de outro estudo<sup>17</sup>, o qual o am&aacute;lgama de prata iniciou seu ponto de fus&atilde;o a 200&deg;C. Tal altera&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; exata temperatura do ponto de fus&atilde;o do am&aacute;lgama, pode ocorrer &agrave; submiss&atilde;o desse biomaterial &agrave; temperaturas diferentes, acarretando em resultados distintos sobre o ponto de fus&atilde;o desse biomaterial. A tonalidade do material alterou-se de maneira incontest&aacute;vel a 500&deg;C, tornando-se escurecido e com rompimento das bordas &agrave; 700&deg;C, corroborando com outras an&aacute;lises em que o am&aacute;lgama sofreu rompimento em sua estrutura &agrave; 450&deg;C e contra&ccedil;&atilde;o a partir dos 600&deg;C.<sup>18,19</sup> Nos corpos de prova de am&aacute;lgama ficaram evidentes altera&ccedil;&otilde;es de cor, brilho, textura e contra&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis de temperatura, apresentando inicialmente pequenos orif&iacute;cios, turgescendo at&eacute; a fase da separa&ccedil;&atilde;o dos componentes da liga, finalizando com a presen&ccedil;a da prata met&aacute;lica e lojas isoladas de merc&uacute;rio. Deste modo, a restaura&ccedil;&atilde;o em am&aacute;lgama sofre fus&atilde;o e posterior uni&atilde;o dos componentes de maneira irregular e desordenada, dissociando e liberando o merc&uacute;rio.<sup>20</sup> Contrapondo-se as mudan&ccedil;as f&iacute;sicas, a radiopacidade n&atilde;o se altera, mantendo-se constante nas distintas eleva&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas. O am&aacute;lgama de prata &eacute; o biomaterial que resiste menos a a&ccedil;&atilde;o do fogo, configurando borbulhas gasosas inicialmente e voltando a forma original no resfriamento, assim, dentre os diversos biomaterias odontol&oacute;gicos, o am&aacute;lgama de prata &eacute; o mais fr&aacute;gil ao calor, sendo as porcelanas, ligas de metal, os compostos, e o ouro os mais resistentes &agrave; a&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica.<sup>7</sup> Desse modo, esse material restaurador odontol&oacute;gico transp&otilde;e-se de amplas mudan&ccedil;as estruturais possibilitando estabelecer par&acirc;metros entre suas muta&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e a temperatura em que a v&iacute;tima foi incinerada. <sup>7,15,16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os metais utilizados para fins prot&eacute;ticos s&atilde;o altamente resistentes a elevadas temperaturas. A liga de cobre-alum&iacute;nio foi o biomaterial que sofreu menor altera&ccedil;&atilde;o morfoestrutural perante os demais. Similar comportamento tamb&eacute;m ocorre com as ligas &aacute;ureas, n&iacute;quel e carbono. Assim, a presen&ccedil;a de metais utilizados em reabilita&ccedil;&otilde;es prot&eacute;ticas s&atilde;o os melhores subs&iacute;dios para o processo de identifica&ccedil;&atilde;o humana mediante an&aacute;lises comparativas radiogr&aacute;ficas antemortem e postmortem, uma vez que possuem resist&ecirc;ncia &agrave;s altas temperaturas n&atilde;o sofrendo altera&ccedil;&otilde;es morfoestruturais. Entretanto, os metais nobres nas suas formas puras s&atilde;o cada vez menos empregadas em Odontologia devido ao seu elevado custo e fator est&eacute;tico. O metal notoriamente mais aplicado na Odontologia contempor&acirc;nea &eacute; o tit&acirc;nio na &aacute;rea da implantodontia, sendo necess&aacute;rias pesquisas para se inferir sobre comportamento deste biomaterial no processo de identifica&ccedil;&atilde;o em casos de carboniza&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A resina composta, nesse estudo apresentou mudan&ccedil;as na colora&ccedil;&atilde;o nas diversas temperaturas, sendo que altera&ccedil;&atilde;o de cor foi observada j&aacute; por volta de 300&deg;C, calcina&ccedil;&atilde;o por volta de 500&deg;C e a partir de 700&deg;C as fraturas em sua superf&iacute;cie. No entanto, a densidade radiogr&aacute;fica manteve-se constante evidenciando que para uma compara&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica o material fornece informa&ccedil;&otilde;es essenciais para identifica&ccedil;&atilde;o humana, no entanto deve-se avaliar criteriosamente em casos de compara&ccedil;&otilde;es visuais haja vista as modifica&ccedil;&otilde;es colorim&eacute;tricas a partir de baixas temperaturas e de superf&iacute;cie em sensa&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas elevadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A resina composta n&atilde;o sofre mudan&ccedil;as f&iacute;sicas at&eacute; os 200&deg;C, a altera&ccedil;&atilde;o crom&aacute;tica ocorre somente por volta de 400&deg;C e posterior calcina&ccedil;&atilde;o a 600&deg;C.<sup>15,19,21</sup> As diverg&ecirc;ncias nos resultados baseiam-se nas marcas distintas aplicadas em cada estudo, mas de forma generalizada pode-se considerar que mesmo em temperaturas t&eacute;rmicas, n&atilde;o t&atilde;o elevadas, relativas ao calor, a resina composta sofre modifica&ccedil;&otilde;es independentemente da marca e tipo utilizada no tratamento restaurador da v&iacute;tima carbonizada. Os cimentos de ion&ocirc;meros de vidro, tamb&eacute;m demonstraram varia&ccedil;&otilde;es na colora&ccedil;&atilde;o a partir dos 300&deg;C e f&iacute;sica a 700&deg;C, com irregularidades marcantes nos corpos de prova. De acordo com Patidar et al.<sup>22</sup>,o cimento de ion&ocirc;mero de vidro torna-se acinzentado contrapondo-se a cor esbranqui&ccedil;ada encontrada nessa pesquisa. Tal fato alvitra que os cimentos de ion&ocirc;mero de vidro comportam-se de maneira similar &agrave;s resinas compostas, denotando modifica&ccedil;&otilde;es colorim&eacute;tricas e equival&ecirc;ncia na interpreta&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica nas distintas temperaturas a qual foi submetido. Assim, uma an&aacute;lise criteriosa deve ser feita sobre as resinas compostas e os cimentos de ion&ocirc;mero de vidro no exame visual inserido no sistema de identifica&ccedil;&atilde;o humana de carbonizados.<sup>16-18</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, os resultados dessa pesquisa demonstram a relev&acirc;ncia da Odontologia Legal na identifica&ccedil;&atilde;o humana de corpos carbonizados decorrentes de desastres em massa ou crimes, sendo incontest&aacute;vel sua contribui&ccedil;&atilde;o na assimila&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima mediante a an&aacute;lise comparativa de biomateriais odontol&oacute;gicos dentre outras vari&aacute;veis ponderadas no complexo processo de identifica&ccedil;&atilde;o humana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os materiais restauradores avaliados nesta pesquisa apresentaram altera&ccedil;&otilde;es de cor, volume, contra&ccedil;&atilde;o (por desidrata&ccedil;&atilde;o) e textura da superf&iacute;cie externa (de lisa para pulverulenta, carbonizada e at&eacute; calcina&ccedil;&atilde;o), quando submetidos a temperaturas elevadas. A resina composta micro hibrida apresentou caracter&iacute;sticas comportamentais semelhantes &agrave;s da amalgama, j&aacute; o ion&ocirc;mero de vidro e o cobre alum&iacute;nio n&atilde;o sofreram mudan&ccedil;as significativas em suas caracter&iacute;sticas originais. As altera&ccedil;&otilde;es sofridas pelos materiais restauradores observadas neste estudo poder&atilde;o servir de base para confronto com os registros odontol&oacute;gicos das v&iacute;timas no auxilio de identifica&ccedil;&atilde;o humana de corpos que sofreram carboniza&ccedil;&atilde;o total. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>APLICA&Ccedil;&Atilde;O CL&Iacute;NICA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fornecer meios de identifica&ccedil;&atilde;o mediante as caracter&iacute;sticas dos biomaterias em corpos amplamente destru&iacute;dos pela a&ccedil;&atilde;o do fogo, que impossibilita a aplica&ccedil;&atilde;o de qualquer outro meio de identifica&ccedil;&atilde;o humana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Ramirez LA, Casta&ntilde;o A, Gonz&aacute;lez JO, Hern&aacute;ndez HW. Homicidios Colombia 2005. Instituto Nacional de Medicina Legal y Ciencias Forenses, editor. Forensis; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=436261&pid=S0004-5276201600030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Warnick AJ. Dentists aid in identification of crash victims; J Mich Dent Assoc. 1987 Oct;69(10):553-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Eckert, WG. The history of the forensic applications in radiology. Am J Forensic., 1984; (5):53-56. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Delattre VF, Stimson PG. Self-assessment of the forensic value of dental records. J Forensic Sci 1999, 44(5):906-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Pretty IA, Webb DA, Sweet D. The design and assessment of mock mass disasters for dental personnel. J Forensic. Sci 2001;46(1):74&ndash;79. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Valenzuela A, Martin de Las Heras S, Marques T, Exposito N, Bohoyo JM. The application of dental methods of identification to human burn victims in a mass disaster. Int J of Legal Medic 2000; 113 (4): 236-239 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Vanrell JP. Odontologia Legal &amp; Antropologia Forense. 1 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Buch MA, Bush PJ, Miller RG. Detection and classification of composite resins in incinerated teeth for forensic purposes. J Forensic Sci 2006; 51(3):636-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Moreno S, Le&atilde;o M, Mar&iacute;n L, Moreno F. Comportamiento in vitro de los tejidos dentales y de algunos materiales de obturaci&oacute;n dental sometidos a altas temperaturas con fines forenses. Colomb Med. 2008; 39 Supl 1: 28-46. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Gomes EM. Aspectos de interesse odontolegal observados nas per&iacute;cias de identifica&ccedil;&atilde;o humana realizadas no instituto m&eacute;dico-legal de S&atilde;o Paulo nos anos 1999 e 2000. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Rai B. Role of Forensic Odontology in Tsunami Disasters. 2007. Dispon&iacute;vel em: http://www. ispub.com/journal/the-internet journal-of-forensic-science/volume-2-number-1/role-offorensic- odontology-intsunamidisasters.html#sthash.wRCl3gXJ.dpbs. Acesso em: 20/02/2013. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Hinchliffe, JA. Disaster dentistry. Br Dent J. 2007 Apr 28;202(8):493-4 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Botha CT. The dental identification of fire victims. J Forensic Odontostomatol 1986; 4(2): 67-75. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Hanks J. Air Force dental assistants in forensic dentistry. Dent. Assist. 2008; 77(1):38-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Silva, R. F.; Daruge J. Eduardo; PEREIRA, S. D. R.; ALMEIDA, Solange Maria de; Oliveira, R.N.; Identifica&ccedil;&atilde;o de cad&aacute;ver carbonizado utilizando documenta&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica, 04/2008, Revista Odonto Ci&ecirc;ncia (PUCRS. Impresso),Vol. 01, Fac. 23, pp.90-93, Porto Alegre, RS, Brasil, 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Avon SL. Forensic odontology: the roles and responsibilities of the dentist. J Can Dent Assoc 2004 Jul-Aug;70 (7): 453-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Pueyo VM, Garrido BR, Sanchez JAS. Odontologia Legal y Forense. 1. ed., Barcelona: Masson; 1994. p. 123-9. 13. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Miguel R, Sosa JA. Comportamento de las piezas dent&aacute;rias y sus restauraciones frente a la acci&oacute;n de la temperatura. Revista Fac Odontol (B.Aires) 1996; 16(41):75-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Steagall W, Silva M. A import&acirc;ncia da dentistica na identifica&ccedil;&atilde;o pelos dentes no arco dental. Rev Paul Odontol, 1996; 18(5): 23-34.32 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Melani, RFH. Identifica&ccedil;&atilde;o humana em v&iacute;timas de carboniza&ccedil;&atilde;o: an&aacute;lise odonto-legal atrav&eacute;s da microscopia eletr&ocirc;nica. Piracicaba, 1998. 89p. (Doutorado em Odontologia Legal), Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Brand&atilde;o RB, Martin CC, Catirse AB, de Castro E Silva M, Evison MP, Guimar&atilde;es MA. Heat induced changes to dental resin composites: a reference in forensic investigations. J Forensic Sci 2007 Jul; 52(4):913 -9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Patidar KA, Parwani R, Wanjari S; Effects of high temperature on different restorations in forensic identification: Dental samples and mandible. J Forensic Dent Sci 2010 Jan; 2(1):37-43.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adriana Furtado de Macedo     <br> Universidade Cruzeiro do Sul     <br> Departamento de Odontologia     <br>   Rua Galv&atilde;o Bueno, 868     <br>   Liberdade - S&atilde;o Paulo &ndash; SP     <br>   01506-000     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:adriana.macedo@cruzeirodosul.edu.br" target="_blank">adriana.macedo@cruzeirodosul.edu.br</a></font></p></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: nov/2015    <br> Aceito: mar/2016</b></font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<source><![CDATA[Homicidios Colombia 2005.: Instituto Nacional de Medicina Legal y Ciencias Forenses, editor.]]></source>
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