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</front><body><![CDATA[ <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><B>Mat&eacute;ria de capa</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3" face="Verdana"><B>Dentistas para l&aacute;  de especiais </B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Paciente diferenciado requer atendimento diferenciado. Com esta filosofia, os profissionais da &aacute;rea de Odontologia voltados ao atendimento de pacientes portadores de necessidades especiais conseguem prestar um atendimento qualificado e humanizado para uma parte da popula&ccedil;&atilde;o que cresce a cada ano. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (2011) estima que mais de um bilh&atilde;o de pessoas em todo o mundo apresenta alguma defici&ecirc;ncia e que mais de 50% n&atilde;o recebem assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica.</i></font></p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><B>C&iacute;ntia de Assis</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Paciente com necessidades especiais (PNE) &eacute; aquele indiv&iacute;duo que apresenta qualquer tipo de condi&ccedil;&atilde;o que o fa&ccedil;a necessitar de aten&ccedil;&atilde;o diferenciada por um per&iacute;odo de sua vida ou indefinidamente. Essas pessoas necessitam de cuidados m&eacute;dicos e odontol&oacute;gicos direcionados para sua condi&ccedil;&atilde;o, por isso os profissionais da &aacute;rea de sa&uacute;de devem estar preparados para oferecer um tratamento espec&iacute;fico e de qualidade. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) estima que a preval&ecirc;ncia das defici&ecirc;ncias no mundo seja de uma pessoa a cada dez e afirma que mais de 2/3 n&atilde;o recebem assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica. A maioria desses indiv&iacute;duos est&aacute; em pa&iacute;ses subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, sendo que 2% dessas pessoas recebem atendimento adequado voltado para suas necessidades. No Brasil, segundo fontes do IBGE (2002), existem 24,5 milh&otilde;es de pessoas, ou seja, 14,5% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira apresentam algum tipo de defici&ecirc;ncia. Como alguns exemplos de PNE, podemos citar portadores de: s&iacute;ndromes, paralisia cerebral, autismo, dist&uacute;rbios de comunica&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;a de Alzheimer, HIV, dist&uacute;rbios cardiovasculares, pacientes oncol&oacute;gicos e transplantados de &oacute;rg&atilde;os e tecidos, entre outros. A especialidade Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais &eacute; recente, foi reconhecida em 2001, por isso muitos cirurgi&otilde;es-dentistas n&atilde;o obtiveram conhecimento suficiente para atender estes pacientes, gerando algumas dificuldades no seu manejo, inviabilizando o tratamento odontol&oacute;gico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  Segundo a Pol&iacute;tica Nacional da Pessoa com Defici&ecirc;ncia, instrumento do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de que orienta os diversos setores da sa&uacute;de no atendimento &agrave; pessoa com defici&ecirc;ncia, a aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de das pessoas deficientes inclui a sa&uacute;de bucal e a assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica integral. Este atendimento dever&aacute; ser em regime ambulatorial especial ou em regime hospitalar, dependendo de cada caso espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Odontologia para Pacientes Especiais (Abope) nasceu em 1979 e tem o objetivo de reunir profissionais ligados, direta ou indiretamente, &agrave; Odontologia voltada para pessoas portadoras de necessidades especiais, para troca de experi&ecirc;ncias e conhecimentos nesta &aacute;rea da Sa&uacute;de. De acordo com Jo&atilde;o F. Santos Junior, presidente da Abope, a entidade atua tamb&eacute;m dentro do terceiro setor de forma incisiva em diversas frentes de trabalho, proporcionando melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida a pessoas com necessidades especiais. &quot;No setor p&uacute;blico, lutamos para que a especialidade fosse inclu&iacute;da no Programa Brasil Sorridente e para que o atendimento de pacientes com necessidades especiais fosse compreendido nos Centros de Especialidades Odontol&oacute;gicas&quot;, fala o doutor pela Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp). Outra a&ccedil;&atilde;o de grande relev&acirc;ncia da Abope foi a publica&ccedil;&atilde;o da S&uacute;mula Normativa n&uacute;mero 11, de 20 agosto de 2007, junto a Ag&ecirc;ncia de Sa&uacute;de Suplementar, onde a solicita&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares e dos exames laboratoriais/complementares, requisitados pelo CD, devidamente registrado nos respectivos conselhos de classe, devem ser cobertos pelas operadoras de sa&uacute;de, sendo vedado negar autoriza&ccedil;&atilde;o para realiza&ccedil;&atilde;o de procedimento, exclusivamente, em raz&atilde;o do profissional solicitante n&atilde;o pertencer &agrave; rede pr&oacute;pria, credenciada ou referenciada da operadora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Atendimento especializado:</B> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  O atendimento ambulatorial ao PNE pode ser encontrado por todo o Brasil, por&eacute;m ainda &eacute; necess&aacute;rio um maior investimento governamental, principalmente, na &aacute;rea de alta complexidade na assist&ecirc;ncia hospitalar, onde o atendimento &eacute; escasso e pontual, n&atilde;o conseguindo suprir a demanda que &eacute; grande.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A disciplina Cl&iacute;nica de Pacientes Especiais da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) est&aacute; inserida na grade curricular obrigat&oacute;ria desde 2006 e atualmente o curso faz parte da estrutura da Escola Superior de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (Rua 04, n&uacute;mero 5, Conjunto Celetramazon, Bairro Adrainop&oacute;lis, Manaus, Amazonas, telefones: (92) 3236- 6728 e 3236-5623), com a seguinte equipe de professoras: Keuly Sousa Soares, Eliane de Oliveira Aranha Ribeiro, Alessandra Valle Salino e Gimol Benchimol Resende Prestes. &quot;Nossos alunos atendem, anualmente, cerca de 250 pacientes, sob a supervis&atilde;o das docentes, sendo a maioria do g&ecirc;nero masculino (55%) e adultos (38%), realizando tratamentos odontol&oacute;gicos preventivos (profilaxias e aplica&ccedil;&otilde;es t&oacute;picas de fl&uacute;or) e curativos (restaura&ccedil;&otilde;es, exodontias, endodontias, raspagens), observando sempre os comprometimentos e limita&ccedil;&otilde;es de cada paciente, inerentes a sua doen&ccedil;a de base. Os atendimentos s&atilde;o realizados em n&iacute;vel ambulatorial e hospitalar, de acordo com a necessidade de cada paciente&quot;, explica a professora Eliane Ribeiro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Dados da equipe da UEA comprovam que, em se tratando de diagn&oacute;stico das patologias de base, o maior percentual &eacute; de pacientes com dist&uacute;rbios neurol&oacute;gicos (37,2%), seguido de dist&uacute;rbios cong&ecirc;nitos (16,6%), m&uacute;ltiplas defici&ecirc;ncias (12,6%), dist&uacute;rbios psicossociais (12,1%), condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas especiais (11,3%), sem diagn&oacute;stico fechado (4,2%), dist&uacute;rbios sensoriais e &aacute;udio-comunica&ccedil;&atilde;o (3,2%) e defici&ecirc;ncia f&iacute;sica (2,8%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   De acordo com Dra. Eliane Ribeiro, a filosofia da cl&iacute;nica de PNE baseia-se no respeito ao cidad&atilde;o. &quot;Nosso diferencial consiste no real engajamento, dedica&ccedil;&atilde;o e comprometimento com a causa, buscando o pronto restabelecimento da sa&uacute;de bucal e, consequentemente, da sa&uacute;de geral dos nossos pacientes especiais. A nossa disciplina busca oferecer um atendimento de excel&ecirc;ncia, em concord&acirc;ncia com as mais modernas t&eacute;cnicas apresentadas pela literatura, pois acreditamos que estando dentro de uma academia temos a obriga&ccedil;&atilde;o de formar futuros profissionais com conhecimentos t&eacute;cnicos e, sobretudo, com consci&ecirc;ncia, sensibilidade e respeito ao pr&oacute;ximo&quot;, defende a professora.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  Na faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de S&atilde;o Paulo (FOB/USP), o ambulat&oacute;rio que atende ao grupo de PNEs &eacute; o servi&ccedil;o de pesquisa em pacientes oncol&oacute;gicos e transplantados de &oacute;rg&atilde;os e tecidos, que j&aacute; atendeu cerca 180 pacientes desde a inaugura&ccedil;&atilde;o em mar&ccedil;o de 2013, onde os p&oacute;s-graduandos t&ecirc;m a oportunidade de fazer um preparo te&oacute;rico e pr&aacute;tico na aprendizagem da abordagem odontol&oacute;gica a este grupo de pacientes. Segundo o professor doutor Paulo S&eacute;rgio da Silva Santos, os atendimentos a PNE variam entre 9 a 93 anos e n&atilde;o h&aacute; maior preval&ecirc;ncia do atendimento relacionado ao g&ecirc;nero dos pacientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   &quot;Consultas cl&iacute;nicas, cirurgias orais, tratamento periodontal, remo&ccedil;&atilde;o de c&aacute;ries, tratamentos endod&ocirc;nticos, reabilita&ccedil;&atilde;o oral com pr&oacute;teses remov&iacute;veis e laserterapia &ndash; m&eacute;todo mais frequente para preven&ccedil;&atilde;o e tratamento da mucosite oral radio e/ou quimioinduzida &ndash; s&atilde;o os procedimentos mais realizados no ambulat&oacute;rio. Atualmente, nosso atendimento &eacute; essencialmente ambulatorial, mas temos previs&atilde;o de que em 2015 se estender&aacute; ao Hospital Estadual de Bauru, para os pacientes internados com limita&ccedil;&atilde;o de locomo&ccedil;&atilde;o para o atendimento ambulatorial&quot;, esclarece Dr. Paulo Santos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  A capacita&ccedil;&atilde;o da equipe tamb&eacute;m influencia no atendimento direto ao paciente. &quot;O CD precisa de um preparo te&oacute;rico-pr&aacute;tico para conhecer as doen&ccedil;as de base, os tratamentos m&eacute;dicos para estas doen&ccedil;as, os dados relacionados a exames complementares laboratoriais e de imagem, al&eacute;m de quais cuidados especiais diante das condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas encontradas nos pacientes. Este conhecimento exige um tempo de aprendizagem para que o profissional da Odontologia se sinta seguro para o manejo dos pacientes&quot;, orienta o professor doutor Santos. &quot;A &aacute;rea de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais da Cl&iacute;nica Multidisciplinar da FOB/USP &eacute; uma cl&iacute;nica essencialmente de pesquisa e, como reciprocidade, realiza a parte assistencialista a este grupo de pacientes. O atendimento &eacute; diferenciado inicialmente porque todos os pacientes est&atilde;o sob pesquisa, com o objetivo de melhoria da qualidade de vida dos pacientes oncol&oacute;gicos e transplantados, e por ser realizado por p&oacute;s-graduandos de mestrado e doutorado sob supervis&atilde;o de docentes da universidade. A estrutura de suporte multiprofissional envolve a Odontologia, Reabilita&ccedil;&atilde;o Oral, Fonoaudiologia, Nutri&ccedil;&atilde;o e Fisioterapia, al&eacute;m da proximidade da equipe multiprofissional com as equipes m&eacute;dicas de oncologia e transplante&quot;, acrescenta Dr. Santos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  A cl&iacute;nica da FBO/USP conta com tr&ecirc;s docentes de Odontologia (professores doutores Paulo S&eacute;rgio da Silva Santos, C&aacute;ssia Maria Fischer Rubira e Simone Soares), um docente de Fonoaudiologia (professora doutora Gi&eacute;dre Berretin-Felix), dois profissionais t&eacute;cnicos em sa&uacute;de e um t&eacute;cnico administrativo, dois cirurgi&otilde;es-dentistas para suporte &agrave;s pesquisas, nove p&oacute;s-graduandos de Odontologia, tr&ecirc;s p&oacute;s-graduandos de Fonoaudiologia (duas fonoaudi&oacute;logas e uma nutricionista) e uma fisioterapeuta. A FOB/USP situa-se na Alameda Oct&aacute;vio Pinheiro Brisolla, 9-75, Vila Universit&aacute;ria, Bauru, S&atilde;o Paulo, telefone: (14) 3235-8000.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O Centro Odontol&oacute;gico para Pacientes Especiais da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Odontologia &ndash; Se&ccedil;&atilde;o Rio de Janeiro (Cope/ABO-RJ) funciona desde 2009 (Rua Bar&atilde;o de Sert&oacute;rio, 75, 3&ordm; andar &ndash; Rio Comprido/RJ, telefone: (21) 2504-0002) e j&aacute; atendeu mais de 500 pacientes de todo o estado do Rio de Janeiro. A equipe &eacute; composta por quatro cirurgi&otilde;es-dentistas (Bruna L. Sayed Picciani, Bruna Michalski dos Santos, Vanessa de Carla B. dos Santos, Geraldo Oliveira Silva-Junior), uma aluna da especializa&ccedil;&atilde;o (Thays Teixeira), uma ASB (Maria Teixeira), um estagi&aacute;rio de Psicologia (Paulo Azevedo) e um engenheiro de computa&ccedil;&atilde;o (Thiago Picciani), que t&ecirc;m o objetivo de prestar atendimento qualificado e humanizado aos pacientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  Seguindo esta diretriz, a equipe do Cope/ABO-RJ al&eacute;m de possuir conhecimentos t&eacute;cnicos e cient&iacute;ficos, considera que o profissional tenha um envolvimento emocional, apresentando boa vontade, paci&ecirc;ncia e esp&iacute;rito humanit&aacute;rio. &quot;Tratar de um paciente com defici&ecirc;ncia &eacute; lidar com uma fam&iacute;lia especial, j&aacute; que ela &eacute; muito afetada com o nascimento de uma crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia&quot;, comenta Bruna Picciani, doutora em Patologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). &quot;Infelizmente, hoje em dia, este grupo de pacientes t&atilde;o extensos ainda s&atilde;o desassistidos e discriminados, estando exclu&iacute;dos da sociedade e apresentando prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de oral. Por isso, &eacute; de vital import&acirc;ncia promover a inclus&atilde;o social destes pacientes, proporcionando um tratamento igualit&aacute;rio e a socializa&ccedil;&atilde;o destes com o meio em que vivem. A partir desse contexto, n&oacute;s do Cope/ABO-RJ proporcionamos aos nossos pacientes momentos onde os mesmos se sintam capazes de aproveitar, por exemplo, uma festa do dia das crian&ccedil;as&quot;, afirma Dra. Bruna Michalski, mestre em Patologia pela UFF.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  No Cope/ABO-RJ, s&atilde;o atendidos pacientes entre 1 e 94 anos, sendo a faixa et&aacute;ria de 11 a 20 anos a mais prevalente, apresentando um percentual de 22%. Os diagn&oacute;sticos m&eacute;dicos mais encontrados foram paralisia cerebral (19%), defici&ecirc;ncia mental (14%); sendo o grupo de defici&ecirc;ncia f&iacute;sica (28%), o mais comum. Em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento odontol&oacute;gico, foram realizados um percentual de 24% de restaura&ccedil;&otilde;es, 18% de aplica&ccedil;&otilde;es t&oacute;picas de fl&uacute;or, 16% de profilaxias, 15% de radiografias periapicais, 13% de raspagens, 11% de exodontias, 1,5% de endodontias, 0,6% de coroas totais, 0,5% de pr&oacute;teses remov&iacute;veis e 0,4% de gengivectomias. H&aacute; uma m&eacute;dia de 6,8 procedimentos por paciente. Em apenas 13% dos casos, foi necess&aacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos sedativos para realiza&ccedil;&atilde;o do tratamento dent&aacute;rio; sendo a anestesia geral feita em 5% dos pacientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  Segundo Dra. Picciani, o atendimento a PNE &eacute; altamente exigente, requer muita paci&ecirc;ncia, habilidade e carinho, pois s&atilde;o indiv&iacute;duos carentes, exclu&iacute;dos de uma sociedade preconceituosa e necessitados de um atendimento especializado. &quot;Partindo dessa premissa, acredito que o sucesso do tratamento odontol&oacute;gico em PNE depende n&atilde;o apenas do conhecimento da conduta normal, mas tamb&eacute;m da natureza das defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas, intelectuais, emocionais e sociais. O &ecirc;xito est&aacute; relacionado, n&atilde;o s&oacute; com as realiza&ccedil;&otilde;es de excelentes restaura&ccedil;&otilde;es e atos cir&uacute;rgicos, mas, tamb&eacute;m, com o mostrar ao paciente sua nova imagem, isto &eacute;, uma imagem de sa&uacute;de bucal em adequadas condi&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, &eacute; fundamental prevenir o surgimento de complica&ccedil;&otilde;es orais, pois estes constituem em uma importante causa de morbidade, podendo interferir nos protocolos de tratamento, agravando o quadro da doen&ccedil;a&quot;, acrescenta Dra. Picciani. &quot;A finaliza&ccedil;&atilde;o do tratamento odontol&oacute;gico, tanto preventivo quanto cl&iacute;nico, consiste em ter a certeza de que o CD conseguiu reabilitar o paciente especial para tentar integr&aacute;-lo &agrave; sociedade que tanto o discrimina, proporcionando assim, uma perspectiva mais satisfat&oacute;ria para estes pacientes&quot;, finaliza Picciani.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Transtorno do espectro do autismo:</B> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  Vencedora do Pr&ecirc;mio Orgulho autista Brasil, a professora Adriana Gledys Zink diz que o atendimento odontol&oacute;gico para pacientes com necessidades especiais deve ser individualizado. &quot;A necessidade de um cardiopata pode n&atilde;o ser a mesma de um renal cr&ocirc;nico, um paciente em Aids ou um autista, por exemplo. A especialidade &eacute; muito ampla e temos conhecimento t&eacute;cnico- cient&iacute;fico para reconhecer essa necessidade. Existem especialistas que se dedicam apenas para atender pacientes sist&ecirc;micos, outros optam pelos neurol&oacute;gicos, alguns preferem se dedicar para a geriatria e as comorbidades que possam acompanh&aacute;-la. Costumo dizer que temos subespecialidades dentro da especialidade e nesse contexto estou no grupo que se dedica ao estudo do paciente com transtorno do espectro do autismo (TEA)&quot;, conta a doutoranda em Odontopediatria pela Universidade Cruzeiro do Sul (SP), que trabalha com Marcelo Diniz de Pinho, especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial, desde 1994, na Zinkpinho Odontologia Especializada, onde juntos desenvolvem um atendimento diferenciado ao paciente no espectro do autismo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  De acordo com o professor Elcio Magdalena Giovani, coordenador da especializa&ccedil;&atilde;o para Pacientes com Necessidades Especiais na Universidade Paulista (Unip), o Centro de Estudos e Atendimento a Pacientes Especiais (CEAPE) prepara os alunos desde o &uacute;ltimo ano da gradua&ccedil;&atilde;o, passando pela inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, especializa&ccedil;&atilde;o em PNE at&eacute; o curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, produzindo conhecimento cient&iacute;fico, al&eacute;m de quebrar os medos, preconceitos e estigmas frente ao atendimento a esses pacientes. &quot;O CEAPE atende os pacientes com doen&ccedil;as infectocontagiosas (HIV/Aids), sindr&ocirc;micos, sist&ecirc;micos e demais patologias promovendo sa&uacute;de e melhorias na qualidade de vida das pessoas com necessidades especiais&quot;, acrescenta. Al&eacute;m do Dr. Giovani, os professores Rafael Celestino de Souza, Rosemary Martins, Ruth Andiamerlin e Adriana Zink, esta como professora convidada, fazem parte da equipe.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  Segundo Adriana Zink, a comunica&ccedil;&atilde;o paciente-profissional precisa melhorar muito quando se fala de pacientes no espectro do autismo e para isso adaptou o Picture Exchange Communication System&reg; (PECS) para a Odontologia. &quot;PECS &eacute; um sistema muito usado para pessoas com TEA e adaptei esse sistema durante meu mestrado. Nele, as figuras antecipam as fases do tratamento odontol&oacute;gico e diminuem a ansiedade t&iacute;pica do paciente no espectro do autismo frente a uma mudan&ccedil;a na rotina. Pode ser usado por terapeutas, t&eacute;cnicos em higiene bucal e pelo pr&oacute;prio CD como forma de melhorar a comunica&ccedil;&atilde;o paciente-profissional. Tamb&eacute;m, pode ser usado na Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de (UBS) e no Centro de Especialidade Odontol&oacute;gica (CEO) para minimizar o n&uacute;mero de interven&ccedil;&otilde;es feitas com seda&ccedil;&atilde;o ou anestesia geral. Necessita de um treinamento t&eacute;cnico, mas temos &oacute;timo retorno. Hoje, no doutorado, estou incluindo essas figuras em um software de comunica&ccedil;&atilde;o, que &eacute; mais uma ajuda na Tecnologia Assistiva, pois o uso em tablets e ipads facilitar&aacute; muito a rotina nos consult&oacute;rios. A distribui&ccedil;&atilde;o ser&aacute; gratutita&quot;, ressalta Dr. Zink.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &quot;O espectro do autismo &eacute; muito amplo, n&atilde;o existe uma pessoa igual a outra, por isso temos que individualizar o atendimento sempre. O preparo do profissional tem que ser cont&iacute;nuo, usar novas estrat&eacute;gias e aceitar que muitas vezes erramos em planejamentos de abordagem tendo que recome&ccedil;ar. Existem algumas comorbidades que podem acompanhar o quadro de autismo e podemos encontrar pessoas que se comunicam muito bem e outras s&atilde;o totalmente isoladas, pessoas que entendem comandos e outras que n&atilde;o, independentes e totalmente dependentes de cuidadores, alguns com intelig&ecirc;ncia maior que a m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o e outros com defici&ecirc;ncia intelectual associada, &eacute; um mundo a ser descoberto. E quem se dedicar a ele, precisa estar preparado para surpresas&quot;, conclui Zink.</font></p>     ]]></body>
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