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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Variação do índice CPOD do Brasil no período de 1980 a 2010]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper consists of a literature review about the values of CPOD recorded in Brazil, from 1980 to 2010, and the influential factors regarding the prevalence of caries in the country and consequently the change of the index in during this period. Scientific articles (from BVS, SciELO and PubMed databases), renowned books on the subject, and Brazilian official websites (Portal da Saúde and ANVISA) were analyzed. National CPOD showed significant reduction, since caries prevalence was very high in 1980 (CPOD = 7.3) a nd b ecame l ower i n 2 010 ( CPOD = 2.1). The main reason for this reduction was the increasing of the health promotion and preventive actions, especially after the implementation of the Family Health Program, in 1994.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"></a><b>Varia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice CPOD do Brasil no per&iacute;odo de 1980 a 2010</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Variation of brazilian CPOD index during the 1980 to 2010 period</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Patricia Bolzan Agnelli<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Doutora em Biotecnologia Departamento de Morfologia e Patologia, &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o: Microbiologia, Patologia e Sa&uacute;de Coletiva    <br> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade="">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho consiste em uma revis&atilde;o de literatura sobre os valores de CPOD registrados no Brasil, de 1980 a 2010, e sobre os fatores que influenciaram a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie no pa&iacute;s e, consequentemente, a altera&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice, neste per&iacute;odo. Foram analisados artigos cient&iacute;ficos (das bases de dados BVS, SciELO, e PubMed), livros renomados sobre o tema e sites oficiais brasileiros (Portal da Sa&uacute;de e Anvisa). A redu&ccedil;&atilde;o do CPOD nacional mostrou-se expressiva, pois a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie encontrava-se muito alta em 1 980 ( CPOD = 7,3) e t ornou-se b aixa e m 2 010 (CPOD = 2,1). O principal fator para tal redu&ccedil;&atilde;o foi o aumento das a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o, sobretudo ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, em 1994.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b>c&aacute;rie dent&aacute;ria; &iacute;ndice CPOD; Brasil.</font></p> <hr size="1" noshade="">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This paper consists of a literature review about the values of CPOD recorded in Brazil, from 1980 to 2010, and the influential factors regarding the prevalence of caries in the country and consequently the change of the index in during this period. Scientific articles (from BVS, SciELO and PubMed databases), renowned books on the subject, and Brazilian official websites (Portal da Sa&uacute;de and ANVISA) were analyzed. National CPOD showed significant reduction, since caries prevalence was very high in 1980 (CPOD = 7.3) a nd b ecame l ower i n 2 010 ( CPOD = 2.1). The main reason for this reduction was the increasing of the health promotion and preventive actions, especially after the implementation of the Family Health Program, in 1994.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords: </b>dental caries; CPOD index; Brazil.</font> </p> <hr noshade="" size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &iacute;ndice CPOD, formulado por Klein e Palmer, em 1937, &eacute; usado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) para avaliar a preval&ecirc;ncia da c&aacute;rie dent&aacute;ria em diversos pa&iacute;ses. A sigla CPO tem origem nas palavras "cariados", "perdidos" e "obturados", e o D indica que a unidade de medida &eacute; o dente <sup>20,21</sup>. A idade de 12 anos &eacute; refer&ecirc;ncia internacional para o c&aacute;lculo do &iacute;ndice por ser a idade em que a denti&ccedil;&atilde;o permanente est&aacute; praticamente completa <sup>2-4</sup>. A OMS recomenda como ideal um valor de CPOD m&eacute;dio menor do que 1,1, aos 12 anos, o que corresponde a uma preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie muito baixa, conforme indicado no <a href="#quad01">Quadro 1</a> <sup>40</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo CHAVES <sup>15</sup>, um problema de sa&uacute;de bucal &eacute; um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica quando &eacute; causa comum de morbidade, mesmo existindo m&eacute;todos eficazes de preven&ccedil;&atilde;o e controle, visto que tais m&eacute;todos n&atilde;o est&atilde;o sendo adequadamente utilizados. No Brasil, prevenir a c&aacute;rie &eacute; ainda uma quest&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica e pode-se concluir tal fato a partir de v&aacute;rias constata&ccedil;&otilde;es, descritas a seguir. O pa&iacute;s apresentou ao longo de sua Hist&oacute;ria &iacute;ndices de c&aacute;rie elevados em rela&ccedil;&atilde;o ao cen&aacute;rio mundial. A c&aacute;rie &eacute; ainda uma das doen&ccedil;as bucais que mais acomete os brasileiros apesar de existirem tratamentos eficazes para combat&ecirc;-la <sup>13,18,33</sup> e ela possui caracter&iacute;stica invasiva e destrutiva, acarretando problemas mais s&eacute;rios ou at&eacute; mesmo a perda do elemento dental se n&atilde;o tratada a tempo <sup>22,25</sup>. Adicionalmente, os valores elevados do &iacute;ndice de c&aacute;rie indicam h&aacute;bitos nocivos da popula&ccedil;&atilde;o, decorrentes da falta de conhecimento e conscientiza&ccedil;&atilde;o, como alta frequ&ecirc;ncia de ingest&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car e escova&ccedil;&atilde;o inadequada, e apontam tamb&eacute;m a dificuldade de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de preventivos e curativos <sup>27,29,34</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frente &agrave; import&acirc;ncia de uma avalia&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio atual brasileiro em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de Bucal, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o ao problema da c&aacute;rie dent&aacute;ria, s&atilde;o objetivos desta revis&atilde;o de literatura: avaliar a dimens&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de c&aacute;rie dental no Brasil no per&iacute;odo de 1980 at&eacute; 2010; discutir a import&acirc;ncia de m&eacute;todos de preven&ccedil;&atilde;o e do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia na redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie e na melhoria da condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o, durante o per&iacute;odo. O estudo proposto, unido a outros estudos atuais e futuros com semelhantes objetivos, colabora para um maior entendimento do contexto da preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie no Brasil, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, abrangendo o que vem melhorando nos &uacute;ltimos anos e o que ainda &eacute; preciso conquistar. Tal entendimento serve como base na elabora&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias em Sa&uacute;de P&uacute;blica que tragam progressos para a realidade da Sa&uacute;de Bucal dos brasileiros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Revis&atilde;o de Literatura</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Varia&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice CPOD no Brasil de 1980 at&eacute; 2010</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Usando uma estimativa, feita com base em levantamentos parciais no territ&oacute;rio brasileiro, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) atribuiu ao CPOD do ano de 1980 um valor de 7,3, considerado muito alto pela OMS. No ano de 1986, o MS realizou o primeiro levantamento epidemiol&oacute;gico em sa&uacute;de bucal, em n&iacute;vel nacional. O levantamento indicou um valor de 6,7 para o CPOD, tamb&eacute;m considerado muito alto, e demonstrou ainda que a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal era melhor na popula&ccedil;&atilde;o com renda superior a cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos <sup>5,31,32</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dez anos mais tarde, em 1996, outro levantamento foi conduzido em n&iacute;vel nacional, nas capitais brasileiras. O valor obtido para o &iacute;ndice CPOD foi 3,1, valor 54% menor do que o obtido em 1986, e que corresponde a uma preval&ecirc;ncia m&eacute;dia de c&aacute;rie. Em 2003, ap&oacute;s novo levantamento nacional, o valor do CPOD encontrado foi de 2,8, classificado como m&eacute;dia preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie, valor 59% menor do que o encontrado no primeiro levantamento, em 1986. Considerando as diferentes regi&otilde;es brasileiras, os n&uacute;meros obtidos em levantamentos regionais revelam grandes diferen&ccedil;as entre os &iacute;ndices das regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste em rela&ccedil;&atilde;o aos &iacute;ndices das regi&otilde;es Sul e Sudeste, no per&iacute;odo que vai de 1986 at&eacute; 2003. As regi&otilde;es Sul e Sudeste apresentam os menores &iacute;ndices tanto no ano de 1986 como no ano de 2003 <sup>6-8,31,32</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2010, o CPOD encontrado ap&oacute;s a Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de Bucal foi 2,1, o que colocou o Brasil no grupo de pa&iacute;ses com baixa preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie. Houve uma redu&ccedil;&atilde;o de 25% no valor do CPOD, em rela&ccedil;&atilde;o ao levantamento anterior, em 2003. Considerando as cinco regi&otilde;es brasileiras, em quatro houve redu&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice no per&iacute;odo que vai de 2003 a 2010, de acordo com a pesquisa. Na regi&atilde;o Nordeste, o &iacute;ndice caiu de 3,1 para 2,7; na regi&atilde;o Centro-Oeste, de 3,1 para 2,6; no Sudeste, o &iacute;ndice passou de 2,3 para 1,7 e no Sul, de 2,3 para 2. Na regi&atilde;o Norte, por&eacute;m, n&atilde;o se verificou redu&ccedil;&atilde;o <sup>9-12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O gr&aacute;fico a seguir (<a href="#fig01">Figura 1</a>) demonstra a varia&ccedil;&atilde;o dos valores do &iacute;ndice CPOD m&eacute;dio no Brasil no per&iacute;odo que vai de 1980 a 2010, considerando os valores dos anos em que houve um levantamento nacional visando, entre outras constata&ccedil;&otilde;es, o c&aacute;lculo deste &iacute;ndice. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A Import&acirc;ncia dos M&eacute;todos de Preven&ccedil;&atilde;o para o Decl&iacute;nio da Preval&ecirc;ncia de C&aacute;rie Dental</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; <b>A preven&ccedil;&atilde;o com Compostos Fluoretados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A descoberta das propriedades anticariog&ecirc;nicas do fl&uacute;or teve in&iacute;cio em Colorado Springs, em 1901, uma cidade norte-americana do estado de Colorado, quando Frederick McKay come&ccedil;ou a investigar a causa de dentes manchados com estrias de cor marrom. Na &eacute;poca, ele nomeou o esmalte dental com este aspecto de "esmalte mosqueado". Durante a sua investiga&ccedil;&atilde;o, ele observou que os pacientes com esmalte mosqueado tinham menos c&aacute;rie do que os pacientes com esmalte normal e tamb&eacute;m notou que os casos investigados eram provenientes de cidades abastecidas com a mesma &aacute;gua, concluindo que na &aacute;gua devia haver algum "agente causador" das manchas. Em 1931, funcion&aacute;rios do Laborat&oacute;rio de Qu&iacute;mica da Companhia Americana de Alum&iacute;nio verificaram, em testes qu&iacute;micos de rotina feitos para a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da &aacute;gua usada na ind&uacute;stria, que havia grande quantidade de fl&uacute;or na &aacute;gua daquela regi&atilde;o. A partir de ent&atilde;o se relacionou o fl&uacute;or com o esmalte mosqueado e com a c&aacute;rie <sup>18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pesquisas posteriores procuraram principalmente determinar uma quantidade de fl&uacute;or ideal na &aacute;gua que prevenisse a c&aacute;rie, mas que n&atilde;o causasse o manchamento. Na Odontologia moderna o aparecimento de esmalte mosqueado recebe o nome de Fluorose Dent&aacute;ria, um malef&iacute;cio que ocorre quando o fl&uacute;or &eacute; utilizado de maneira inadequada, ingerido em excesso durante a fase em que os dentes est&atilde;o em forma&ccedil;&atilde;o nas crian&ccedil;as <sup>16,17</sup>. Compostos contendo fl&uacute;or s&atilde;o amplamente empregados hoje em dia na preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie, na maioria dos pa&iacute;ses, e podem ser usados de v&aacute;rias formas <sup>26</sup>:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Adicionados nas águas de abastecimento público;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Adicionados em dentifrícios (pastas dentais);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Aplicados de maneira local na forma de gel ou de verniz, pelo dentista, no consultório odontológico. O gel é composto de flúor-fosfato-acidulado, com uma concentração de 1,23% de flúor, libera grande quantidade de flúor para os dentes no momento da aplicação. Os vernizes são compostos de fluoreto de sódio (NaF) a 5%, aderem à superfície dos dentes durante um tempo maior do que o gel, demorando horas para serem completamente removidos, e liberam lentamente o flúor para os dentes neste período;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Prescritos por dentistas na forma de soluções para bochecho semanal (fluoreto de sódio, NaF, a 0,2%) ou diário (NaF a 0,05%). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os produtos fluoretados usados em Odontologia liberam os &iacute;ons F- para os dentes e saliva. O mecanismo de a&ccedil;&atilde;o do &iacute;on fl&uacute;or na cavidade bucal &eacute; sempre o mesmo, independente da forma de aplica&ccedil;&atilde;o: ele dificulta a desmineraliza&ccedil;&atilde;o e ativa a remineraliza&ccedil;&atilde;o do esmalte. Havendo &iacute;ons F- em contato com os dentes, sua perda mineral durante o processo cariog&ecirc;nico &eacute; reduzida, j&aacute; que parte dos minerais perdidos &eacute; reposta novamente na estrutura dental <sup>16,17,37</sup>. Desde que o processo cariog&ecirc;nico n&atilde;o seja intenso, o fl&uacute;or dispon&iacute;vel na cavidade bucal pode reverter pequenas perdas minerais que ocorrem diariamente, de modo que nenhum sinal cl&iacute;nico de desmineraliza&ccedil;&atilde;o seja observado <sup>22-24</sup>. Todas as marcas comerciais de dentifr&iacute;cios dispon&iacute;veis atualmente no Brasil possuem fl&uacute;or. A fluoreta&ccedil;&atilde;o dos dentifr&iacute;cios e das &aacute;guas de abastecimento s&atilde;o consideradas dois fatores grandemente respons&aacute;veis pela redu&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de c&aacute;rie no pa&iacute;s. Tanto a &aacute;gua como os dentifr&iacute;cios colocam o fl&uacute;or de forma regular e constante, em baixas concentra&ccedil;&otilde;es, no meio bucal, e esta &eacute; comprovadamente a maneira mais efetiva do uso do fl&uacute;or para prevenir as c&aacute;ries <sup>16,17</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para evitar a Fluorose Dent&aacute;ria recomenda-se o cuidado com a ingest&atilde;o do fl&uacute;or pelas crian&ccedil;as. A ingest&atilde;o m&aacute;xima recomendada &eacute; de 0,05 a 0,07 mg F-/Kg/dia. Estudos estimam que se uma crian&ccedil;a usa um dentifr&iacute;cio fluoretado, contendo 1000 ppm de fl&uacute;or, ela engole, em m&eacute;dia, 0,3 mg de F- por escova&ccedil;&atilde;o, ou seja, 1,2 mg de F- por dia, considerando 4 escova&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Soma-se a este valor a quantidade de fl&uacute;or ingerida com a &aacute;gua. Por isso h&aacute; um grupo de profissionais que defendem que as crian&ccedil;as que n&atilde;o controlam a degluti&ccedil;&atilde;o durante a escova&ccedil;&atilde;o devem usar pastas dentais infantis, que n&atilde;o possuem fl&uacute;or, durante a &eacute;poca de risco para o desenvolvimento da Fluorose. A preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie deve ficar por conta apenas da escova&ccedil;&atilde;o correta, controle de dieta e &aacute;gua fluoretada, durante o per&iacute;odo de risco para a fluorose. Apenas os dentes que est&atilde;o em processo de forma&ccedil;&atilde;o de esmalte no momento em que ocorre a ingest&atilde;o exagerada do fl&uacute;or s&atilde;o suscet&iacute;veis ao problema. Sendo assim, a faixa de idade de risco para o desenvolvimento do problema em dentes permanentes anteriores &eacute; dos 20 aos 30 meses de idade <sup>24,28,37</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, os primeiros programas que recomendaram bochechos fluoretados foram realizados pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Porto Alegre, em 1971, e logo se expandiram por outros munic&iacute;pios brasileiros. A aplica&ccedil;&atilde;o do gel, na forma de fl&uacute;or-fosfato-acidulado, com uma concentra&ccedil;&atilde;o de 1,23% de fl&uacute;or, foi recomendada inicialmente em 1989 pelo Programa Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o da C&aacute;rie Dental (PRECAD). Ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no Brasil, em 1994, a aplica&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or gel como m&eacute;todo preventivo passou a ser ainda mais executada nas Unidades de Sa&uacute;de. Atualmente o fl&uacute;or &eacute; amplamente empregado nas Unidades, em cl&iacute;nicas odontol&oacute;gicas particulares e em escolas com uma periodicidade trimestral ou semestral. Pesquisas j&aacute; demonstram que a aplica&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica de fl&uacute;or em crian&ccedil;as, na forma de gel, vernizes ou de bochechos, reduz a incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie em 20 a 40% <sup>16,17,31,37</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; <b>A Fluoreta&ccedil;&atilde;o das &Aacute;guas de Abastecimento no Brasil</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro munic&iacute;pio brasileiro a realizar a fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico foi o munic&iacute;pio de Baixo Guandu (ES), no ano de 1953. A fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento &eacute; um procedimento recomendado atualmente pela OMS como um dos m&eacute;todos que devem ser usados para prevenir a c&aacute;rie dental. No Brasil, a fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas est&aacute; prevista pela Lei n.6.050, de 24 de maio de 1974, regulamentada pelo Decreto n. 76.872, de 22 de dezembro de 1975, pela Portaria n. 635, de 26 de dezembro de 1975, e Portaria n. 36, de 19 de janeiro de 1990 do MS. Apesar da lei, apenas 56% dos munic&iacute;pios brasileiros oferecem atualmente esse servi&ccedil;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. A regi&atilde;o brasileira que apresenta a maior porcentagem de munic&iacute;pios com &aacute;gua fluoretada &eacute; a Sudeste (aproximadamente 70%), seguida de regi&atilde;o Sul (69%), e da regi&atilde;o Centro-Oeste (cerca de 41%). A regi&atilde;o Nordeste apresenta, aproximadamente, 16% dos munic&iacute;pios com &aacute;gua fluoretada e a Norte possui, aproximadamente, 7% <sup>1,11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os compostos geralmente utilizados na &aacute;gua s&atilde;o o fluossilicato de s&oacute;dio (Na2SiF6), &aacute;cido fluossil&iacute;cico (H2SiF6), fluoreto de s&oacute;dio (NaF) e fluoreto de c&aacute;lcio (CaF2). A quantidade ideal de &iacute;on fl&uacute;or na &aacute;gua pot&aacute;vel varia de 0,6 a 1,2 ppm (ou mg/L), dependendo da temperatura m&eacute;dia do local, sendo que nos locais mais quentes a quantidade deve ser menor. Em regi&otilde;es com &aacute;gua fluoretada, os pacientes apresentam, aproximadamente, 0,02 ppm de fl&uacute;or (F-) na saliva, em contraste com 0,01 ppm em pacientes de locais onde a fluoreta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; executada <sup>17,23,24</sup>. Alguns estudos constataram que ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o da fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua pot&aacute;vel nos munic&iacute;pios, o &iacute;ndice de c&aacute;rie apresentou uma redu&ccedil;&atilde;o em torno de 50%, na maior parte das regi&otilde;es que possuem este servi&ccedil;o dispon&iacute;vel <sup>32,38,40</sup>. Ocorre, no entanto, uma grande car&ecirc;ncia de pesquisas que avaliem poss&iacute;veis efeitos colaterais sist&ecirc;micos da ingest&atilde;o de &aacute;gua fluoretada para a sa&uacute;de do organismo humano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A Import&acirc;ncia do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia na Redu&ccedil;&atilde;o da Preval&ecirc;ncia de C&aacute;rie</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; <b>O Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no Contexto do SUS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), institu&iacute;do no Brasil pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, teve como principal finalidade modificar a situa&ccedil;&atilde;o de desigualdade na assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Ap&oacute;s o advento do SUS, toda a popula&ccedil;&atilde;o brasileira passou a ter direito &agrave; sa&uacute;de de forma integral e gratuita. O SUS foi regulamentado pela lei 8.080/90 de 1990, que descreveu as condi&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e a organiza&ccedil;&atilde;o e o funcionamento dos servi&ccedil;os prestados <sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF) no SUS, em 1994, possibilitou a reorienta&ccedil;&atilde;o do modelo assistencial, trazendo um novo modelo cujo objetivo principal &eacute; a preven&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Este empenho em aprimorar e valorizar a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica em Sa&uacute;de superou o modelo antigo centrado na cura da doen&ccedil;a j&aacute; instalada. As pr&aacute;ticas assistenciais passaram a serem democr&aacute;ticas e participativas, sob a forma de trabalho em equipes, dirigidas &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es de territ&oacute;rios delimitados, pelos quais as equipes assumem uma responsabilidade. As Equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) estabelecem v&iacute;nculo com a popula&ccedil;&atilde;o, h&aacute; um compromisso e uma corresponsabilidade destes profissionais com os usu&aacute;rios e com a comunidade. A estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia &eacute;, portanto, um projeto dinamizador do SUS <sup>5-7,10</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A velocidade de expans&atilde;o do PSF ocorre de acordo com a ades&atilde;o de gestores municipais aos seus princ&iacute;pios. O PSF apresentou grande crescimento nos &uacute;ltimos anos. Progressivamente, as Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS) v&atilde;o sendo transformadas em Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (USF), e novas USF v&atilde;o sendo criadas. A atua&ccedil;&atilde;o das equipes ocorre nas USF e nas resid&ecirc;ncias do territ&oacute;rio delimitado para a Unidade. A equipe pode, assim, intervir nos fatores de risco que a comunidade est&aacute; exposta, realizar atividades de educa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e prestar uma assist&ecirc;ncia integral e permanente <sup>5,10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; <b>A Sa&uacute;de Bucal no Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 28 de dezembro de 2000 foi publicada a Portaria GM/MS n. 1444 que estabeleceu o incentivo financeiro para a reorganiza&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Bucal prestado aos munic&iacute;pios atrav&eacute;s do PSF. A partir disso, as a&ccedil;&otilde;es odontol&oacute;gicas passaram a ser inclu&iacute;das na estrat&eacute;gia do PSF. Outra portaria, em 6 de mar&ccedil;o de 2001, a GM/MS n. 267, incluiu o Plano de Reorganiza&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de Bucal na Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica <sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a inclus&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es odontol&oacute;gicas no PSF foram criadas as Equipes de Sa&uacute;de Bucal (ESB) e elas passaram a atuar considerando a realidade dos pacientes, identificando os fatores de risco, priorizando a assist&ecirc;ncia de acordo com a situa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias acompanhadas, e levando a&ccedil;&otilde;es preventivas e educativas em Sa&uacute;de Bucal diretamente &agrave;s pessoas mais necessitadas. Isso representou um grande avan&ccedil;o dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos no Brasil e aumentou as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as bucais e de educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de Bucal, em todo o pa&iacute;s. Este processo fez com que aumentassem as atividades para a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, os programas de escova&ccedil;&atilde;o supervisionada e o emprego de fluoretos nas Unidades de Sa&uacute;de e nas escolas, e tamb&eacute;m incentivou a pr&aacute;tica da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento nos munic&iacute;pios, fatores que levam &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia da c&aacute;rie <sup>2,6,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As equipes d&atilde;o prioridade ao atendimento prim&aacute;rio, ou seja, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de kits de higiene bucal, buscando assim prevenir a c&aacute;rie dental e outros problemas bucais, mas tamb&eacute;m realizam tratamentos curativos, que s&atilde;o necess&aacute;rios ap&oacute;s as doen&ccedil;as bucais j&aacute; instaladas, como restaura&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias e extra&ccedil;&otilde;es <sup>8-10</sup>. Na &uacute;ltima d&eacute;cada, desde a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa Brasil Sorridente, em 2004, mais de 800 munic&iacute;pios passaram a contar com Centros de Especialidades Odontol&oacute;gicas (CEOs), onde cirurgi&otilde;es-dentistas especialistas realizam procedimentos curativos especializados e procedimentos reabilitadores, como as pr&oacute;teses dent&aacute;rias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano de 1980, o CPOD nacional de 7,3 indicava uma preval&ecirc;ncia muito alta de c&aacute;rie. Em 2010, o valor correspondente a 2,1 indicou uma baixa preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie. Apesar da grande redu&ccedil;&atilde;o no valor do CPOD, nos &uacute;ltimos 30 anos, e apesar de o Brasil registrar, em 2010, uma preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie baixa considerando tal &iacute;ndice, &eacute; preciso que nos pr&oacute;ximos anos o pa&iacute;s alcance um &iacute;ndice muito baixo (CPOD variando de 0 a 1,1), para que a situa&ccedil;&atilde;o esteja de acordo com a recomendada pela OMS <sup>12,40</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1996, o valor de 3,1 para o CPOD nacional, uma preval&ecirc;ncia m&eacute;dia de c&aacute;rie, indicava um quadro bem melhor em rela&ccedil;&atilde;o ao que ocorria na d&eacute;cada de 80, e melhor tamb&eacute;m do que foi verificado em 1993. Esta queda foi uma das conquistas do SUS, ocorreu dentro de um cen&aacute;rio novo da Sa&uacute;de P&uacute;blica no Brasil, j&aacute; regida por este sistema, que havia sido criado em 1988 e regulamentado em 1990. Em 2003, o valor de 2,8 para o CPOD tamb&eacute;m se enquadrava em uma preval&ecirc;ncia, mas apresentou redu&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel, queda que foi reflexo do PSF, programa implementado em 1994 pelo SUS, revelando que as novas propostas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o que passaram a ser realizadas atrav&eacute;s do PSF estavam dando bons frutos. O PSF prosseguiu, sendo desempenhado de modo crescente no pa&iacute;s, e, cada vez mais, novas USF foram criadas, substituindo as UBS convencionais, num processo de transi&ccedil;&atilde;o constante. No ano de 2010, o &iacute;ndice de CPOD valorado em 2,1, uma baixa preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie, revelou mais um avan&ccedil;o no contexto da Sa&uacute;de Bucal brasileira <sup>5,9,10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo alguns autores, como WEINE <sup>39</sup>, NARVAI et al. <sup>32</sup> e PERES et al. <sup>34</sup>, o fator mais preocupante para os brasileiros &eacute; que a c&aacute;rie ocorre predominantemente na popula&ccedil;&atilde;o mais pobre. Segundo NARVAI, aproximadamente 20% da popula&ccedil;&atilde;o passou a concentrar cerca de 60% da presen&ccedil;a da doen&ccedil;a. Ou seja, a ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a &eacute; maior nas comunidades menos favorecidas economicamente. Isso porque as condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias em que vive grande parte da popula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o relacionadas com menor grau de instru&ccedil;&atilde;o, higiene pessoal e alimenta&ccedil;&atilde;o inadequados, e acesso mais dif&iacute;cil ao tratamento dent&aacute;rio. Em suma, pode-se dizer que o que ocorreu com a situa&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia da c&aacute;rie dent&aacute;ria no Brasil foi decl&iacute;nio e polariza&ccedil;&atilde;o: apesar da melhora nos &iacute;ndices, a distribui&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie ainda &eacute; desigual <sup>30-32</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra situa&ccedil;&atilde;o que merece discuss&atilde;o &eacute; a grande participa&ccedil;&atilde;o do componente "C" (dentes cariados), no c&aacute;lculo do &iacute;ndice CPOD. Ele continua sendo bastante elevado e correspondeu, aproximadamente, a dois ter&ccedil;os do valor total do &iacute;ndice, com 64,7% de participa&ccedil;&atilde;o em 1980, e com 60,8% em 2003. O predom&iacute;nio do componente "C" na composi&ccedil;&atilde;o do CPOD, em detrimento do componente "O" (dentes obturados, ou seja, que apresentaram c&aacute;rie, mas foram tratados), demonstra que, apesar da diminui&ccedil;&atilde;o na preval&ecirc;ncia da c&aacute;rie entre as crian&ccedil;as e adolescentes brasileiros, o acesso aos servi&ccedil;os para restaurar dentes continua sendo um desafio para a sociedade, aprofundando a contradi&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s onde h&aacute; muitos dentistas, mas onde a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o consegue o acesso de forma igualit&aacute;ria aos servi&ccedil;os proporcionados por eles <sup>31,32,39</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria no Brasil, quando consideramos os resultados por regi&atilde;o, aponta grandes diferen&ccedil;as entre os &iacute;ndices nas regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste em rela&ccedil;&atilde;o aos das regi&otilde;es Sul e Sudeste. Al&eacute;m dos maiores valores de preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie, as tr&ecirc;s primeiras regi&otilde;es apresentaram tamb&eacute;m as maiores propor&ccedil;&otilde;es de dentes cariados, ou seja, ainda n&atilde;o tratados, em rela&ccedil;&atilde;o aos dentes restaurados e os perdidos. Esse fato tamb&eacute;m &eacute; um indicativo de que ocorre no Brasil, a polariza&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria, j&aacute; discutida acima, pois nas regi&otilde;es brasileiras mais pobres a situa&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie &eacute; pior <sup>30-32</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o de desigualdade mostra que &eacute; preciso adaptar as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de bucal &agrave;s caracter&iacute;sticas de cada regi&atilde;o. A redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades socioecon&ocirc;micas e o incremento das medidas de sa&uacute;de p&uacute;blica direcionadas a comunidades mais carentes permanecem ainda um desafio para os dirigentes e profissionais de sa&uacute;de no pa&iacute;s. O </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">aumento das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de na &aacute;rea odontol&oacute;gica, atrav&eacute;s do PSF, e o aumento do acesso &agrave; &aacute;gua fluoretada e ao dentifr&iacute;cio fluoretado t&ecirc;m resultado em expressiva diminui&ccedil;&atilde;o na preval&ecirc;ncia geral da c&aacute;rie, mas essas estrat&eacute;gias precisam continuar crescendo, para acabar com as desigualdades entre as regi&otilde;es brasileiras e tamb&eacute;m dentro destas regi&otilde;es, entre as comunidades de diferentes realidades sociais <sup>2,19,30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conhecimento da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e socioecon&ocirc;mica de cada comunidade &eacute; essencial para o planejamento das a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de bucal, sendo o caminho correto para a supera&ccedil;&atilde;o do atendimento indiscriminado de uma demanda espont&acirc;nea <sup>33,34,36</sup>. Este conhecimento &eacute; um dos princ&iacute;pios do PSF e com o aumento do n&uacute;mero de USF, que tem ocorrido no Brasil, a tend&ecirc;ncia &eacute; que o decl&iacute;nio do &iacute;ndice de c&aacute;rie continue ocorrendo e que a polariza&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice seja reduzida cada vez mais.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="quad01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v72n1-2/a02quad01.jpg">      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v72n1-2/a02fig01.jpg"> </p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas houve expressiva redu&ccedil;&atilde;o no valor do CPOD no Brasil, sendo que o pa&iacute;s saiu de um contexto de preval&ecirc;ncia muito alta de c&aacute;rie dent&aacute;ria, em 1980 (CPOD = 7,3), chegando a uma realidade de baixa preval&ecirc;ncia, em 2010 (CPOD = 2,1). As principais causas desta redu&ccedil;&atilde;o foram: o aumento do uso de compostos fluoretados como medidas preventivas, isto &eacute;, adicionado nas &aacute;guas de abastecimento, nos dentifr&iacute;cios e aplicado nos dentes de forma t&oacute;pica; o maior acesso da popula&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos; o aumento das a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e de preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal. A implanta&ccedil;&atilde;o do PSF, no contexto do SUS, em 1994, por priorizar a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em sa&uacute;de e o aumento das a&ccedil;&otilde;es preventivas e educativas no campo da Odontologia, resultou em grandes quedas nos valores nacionais para o CPOD nos anos de 1996 a 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie na popula&ccedil;&atilde;o brasileira, no per&iacute;odo considerado, foi de decl&iacute;nio e polariza&ccedil;&atilde;o. Em n&iacute;vel nacional, a preval&ecirc;ncia diminuiu, mas a doen&ccedil;a permaneceu mais comum na popula&ccedil;&atilde;o menos favorecida economicamente. Houve diferen&ccedil;as consider&aacute;veis entre os valores de CPOD das diferentes regi&otilde;es brasileiras, sendo que as regi&otilde;es mais pobres apresentaram os maiores valores.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Odontologia - ABO. Sa&uacute;de Bucal: a hora de parar. Revista ABO Nacional On Line. &#91;acessado em 4 abr 2013&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://www.abo.org.br/revista/78/materia-8.php.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=349556&pid=S0034-7272201500010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. BARBOSA, AAA, BRITO, EWG, COSTA, ICC. Sa&uacute;de bucal no PSF, da inclus&atilde;o ao momento atual: percep&ccedil;&otilde;es de dentistas e auxiliares no contexto de um munic&iacute;pio. Cienc Odontol Bras 2007; 10(3):53-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. BARDSEN, A. Risk periods associated with the development of dental fluorosis in maxillary permanent central incisors: a meta-analysis. Acta Odontol Scand 2004; 57(5):247-56. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. BARRETO, APR, OLIVEIRA, CS, PAIVA, SM. Qualidade de vida infantil: influ&ecirc;ncia dos h&aacute;bitos de higiene bucal e do acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos. Rev Ibero-amer Odontop Odontol Beb&ecirc;. 2004; 7(39): 453-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria Executiva. Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: Equipes de Sa&uacute;de Bucal. Bras&iacute;lia: MS; 2002. 24 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Pol&iacute;ticas da Sa&uacute;de, Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, &Aacute;rea T&eacute;cnica de Sa&uacute;de Bucal. Projeto SB Brasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira no ano de 2003: relat&oacute;rio final. Bras&iacute;lia: MS; 2004. 51 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. 3a Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Bucal: realizada em Bras&iacute;lia, de 29/7/04 a 1/8/04. Relat&oacute;rio Final. Bras&iacute;lia: MS; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Minist&eacute;rio de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Quarta Edi&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: MS; 2007. 68 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Legisla&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica do SUS. Portal da Sa&uacute;de (www.sa&uacute;de.gov.br). Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Acessado em 5 de abril de 2013. Dispon&iacute;vel em: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/ area/313/legislacao.html. (a). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Portal da Sa&uacute;de (www.sa&uacute;de.gov.br). Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Acessado em 5 de abril de 2013. Dispon&iacute;vel em: http://dab.saude.gov. br/atencaobasica.php. (b). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa de Sa&uacute;de Bucal. Levantamento Epidemiol&oacute;gico em Sa&uacute;de Bucal &ndash; C&aacute;rie Dental. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1996. Acessado em 23 de fevereiro de 2013. Dispon&iacute;vel em: http://www.datasus.gov.br. (c). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de Bucal de 2010. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Projeto SB Brasil 2010: Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de Bucal &ndash; Resultados Principais. Acessado em 6 de Janeiro de 2014. Dispon&iacute;vel em: http//189.28.128.100/dab/docs/geral/ projeto_sb2010_relatorio_final.pdf. 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. BURT, BA. Fifty years of water fluoridation. Br. Dent. J. 1995; 178 (2): 49-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. BUSATO, ALS. Dent&iacute;stica: novos princ&iacute;pios restauradores. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2004. 102 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. CHAVES, MM. Odontologia social. 2. ed. Rio de Janeiro: Labor; 1977. 93 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. CURY, JA, DEL FIOL, FS, TENUTA, LM, et al. Low-fluoride dentifrice and gastrointestinal fluoride absorption after meals. J. Dent. Res. 2005; 84 (12): 1133-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. CURY, JA, TENUTA, LM. How to maintain a cariostatic fluoride concentration in the oral environment. Adv. Dent. Res. 2008; 20 (1): 13-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. DEAN, HT, MCKAY, FS. Production of Mottled Enamel Halted by a Change in Common Water Supply. Amer. J. of Public Health and the Nation's Health. 1939; 29 (6): 590-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. DIAS, AA. Sa&uacute;de bucal coletiva: metodologia de trabalho e pr&aacute;ticas. S&atilde;o Paulo: Santos; 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. KLEIN, H, PALMER, CE. Dental caries in American Indian children. Public Health Bull. 1937; 23 (9): 1-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. KLEIN, H, PALMER, CE, KNUTSON, JW. Studies on dental caries: I. Dental status and dental needs of elementary school children. Public Health Rep. 1938; 53 (1): 751-76. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. LEITES, ACBR, PINTO, MB, SOUSA, ERS. Aspectos microbiol&oacute;gicos da c&aacute;rie dental. Salus vita. 2006; 25 (2): 135-48. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. LIMA, YB, CURY, JA. Ingest&atilde;o de fl&uacute;or por crian&ccedil;as pela &aacute;gua e dentifr&iacute;cio. Rev. Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2001; 35 (6): 576-81. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. LIMA, TJ, RIBEIRO, CC, TENUTA, LM, et al. Low-fluoride dentifrice and caries lesion control in children with different caries experience: a randomized clinical trial. Caries Res. 2008; 42 (1): 46-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. LOCKER, D. Impact of dental conditions on patient's quality of life. Community Dent Health. 1997; 5 (1): 3-18.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. MARINHO, VC, HIGGINS, JP, LOGAN, S, et al. Topical fluoride (toothpastes, mouthrinses, gels or vanishes) for preventing dental caries in children and adolescents. Cochrane Database Syst Rev. 2003; 4: CD002782. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. MARTINS, MD, ARA&Uacute;JO, RGD, VELOSO, NF. Avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades de tratamento odontol&oacute;gico de crian&ccedil;as de baixa renda. J. Bras. de Odontop. e Odontol. do Beb&ecirc;. 1999; 2 (1): 132-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. MENEZES, LMB, SOUZA, MLR, RODRIGUES, LK, et al. Autopercep&ccedil;&atilde;o da fluorose pela exposi&ccedil;&atilde;o a fl&uacute;or pela &aacute;gua e dentifr&iacute;cio. Rev. Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002; 36 (6): 752-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. MIOTTO, MHMB, LOUREIRO, CA. Efeito das caracter&iacute;sticas s&oacute;ciodemogr&aacute;fica sobre a frequ&ecirc;ncia dos impactos dos problemas de sa&uacute;de bucal na qualidade de vida. Rev. Odontol. UFES. 2003; 5 (3): 6-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. NARVAI, PC, BIAZEVIC, MGH, JUNQUEIRA, SR, et al. Diagn&oacute;stico de c&aacute;rie dent&aacute;ria: compara&ccedil;&atilde;o dos resultados de tr&ecirc;s levantamentos epidemiol&oacute;gicos numa mesma popula&ccedil;&atilde;o. Rev. Bras. Epidemiol. 2001; 4 (2): 72-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. NARVAI, PC, FRAZ&Atilde;O, P, CASTELLANOS, RA. Decl&iacute;nio na experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie em dentes permanentes de escolares brasileiros no final do s&eacute;culo XX. Odont. Soc. 1999; 1 (1/2): 25-9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. NARVAI, PC, FRAZ&Atilde;O, P, RONCALLI, AG, et al. C&aacute;rie dent&aacute;ria no Brasil: decl&iacute;nio, iniquidade e exclus&atilde;o social. Rev. Panam. Salud Publica. 2006; 19 (6) 385-93. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. PEREIRA, AC. Odontologia em Sa&uacute;de Coletiva: planejando a&ccedil;&otilde;es e promovendo Sa&uacute;de. Porto Alegre: Artmed; 2003. 440 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. PERES, MA, PERES, KG, BARROS, AJD, et al. The relation between family socioeconomic trajectories from childhood to adolescence and dental caries and associated oral behaviours. J. Epidemiol Commnunity Health. 2007; 61 (2): 141-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. PINTO, VG. Sa&uacute;de Bucal: Odontologia Social e Preventiva. 4. ed. S&atilde;o Paulo: Editora Santos; 2000. 425 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. ROSE, G. Sick individuals and sick populations. Int. J. Epidemiol. 1985; 14 (1): 32-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. TENUTA, LMA, ZAMATARO, CB, DEL BEL-CURY, AA., et al. Mechanism of fluoride dentifrice effect on enamel demineralization. Caries Res. 2009; 43 (4): 278-85. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. TRAEBERT, J. Preval&ecirc;ncia e severidade de c&aacute;rie dent&aacute;ria e necessidade de tratamento odontol&oacute;gico em pequenos munic&iacute;pios brasileiros. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002; 18 (3): 817-21. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. WEINE, S. Constru&ccedil;&atilde;o do paradigma de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal: um desafio para as novas gera&ccedil;&otilde;es. In: KRIGER, L. Promo&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de Bucal. Terceira Edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2002. Cap. 1. p. 1-26. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40. WORLD HEALTH ORGANIZATION. The World Oral Health Report 2003. Continuous improvement of oral health in the 21st century: the approach of the WHO Global Oral Health Programme. Geneva: WHO; 2003.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbo/v72n1-2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Patricia Bolzan Agnelli    <br>   Universidade Federal de S&atilde;o Carlos (UFSCar)     <br> Departamento de Morfologia e Patologia    <br> Rodovia Washington Lu&iacute;s km 235    <br> Caixa Postal 676 S&atilde;o Carlos, SP, Brasil     <br> CEP: 13565-905    <br>      e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:patricia_bolzan@yahoo.com.br" target="_blank">patricia_bolzan@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido em</b> 09/07/2014    <br> <b>Aprovado em</b> 11/08/2014</font></p>        ]]></body>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Associação Brasileira de Odontologia - ABO.</collab>
<source><![CDATA[Saúde Bucal: a hora de parar. Revista ABO Nacional On Line.]]></source>
<year>2013</year>
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