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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acessibilidade dos idosos Brasileiros aos serviços odontológicos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The epidemiological transition and population in Brazil can be translated by the increase in the third age and care difficulties: communicable diseases and not transmissible living among the population. Orientate the look to the third age and identify the barriers to access to services of oral healthcare is necessary for better organization and planning of attention to elderly. OBJECTIVE: The aim of this study was to perform a critical review on the conditions or reasons that can interfere in the accessibility of the elderly in dentistry services. LITERATURE REVIEW: It was a active search on national journals, published in the period 1986 to 2008, in electronic databases indexed in BIREME, using the descriptors of subject: oral health; health services and access to health services, among others. FINAL CONSIDERATIONS: access to oral health services can be influenced by different reasons, among them, is accessibility economic, cultural and functional. The sociodemographic factors, the perception of need, as well as beliefs and the importance of oral health may exercise strong influence on the use of oral health services. The overcoming of the social inequalities and insufficient supply of services has been suggested on this' review, as a reduction of barriers and allow the increase in demand on services of oral healthcare.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Acessibilidade  dos idosos Brasileiros aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Accessibility  of dental services for Brazilian elderly</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana  Am&eacute;lia de Faria Viana<sup>I</sup>; Maria Jos&eacute; Gomes<sup>II</sup>;  Raquel Baroni de Carvalho<sup>III</sup>; Elizabete Regina Ara&uacute;jo de Oliveira<sup>IV</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Aluna  do curso de mestrado do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Cl&iacute;nica  Odontol&oacute;gica-UFES, Vit&oacute;ria, ES, Brasil    <br> <sup>II</sup>Professora  Associada do curso de Odontologia e do Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o  em Cl&iacute;nica Odontol&oacute;gica-UFES, Vit&oacute;ria, ES, Brasil    <br> <sup>III</sup>Professora  Adjunta do curso de gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia e do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o  em Cl&iacute;nica Odontol&oacute;gica-UFES, Vit&oacute;ria, ES, Brasil    <br> <sup>IV</sup>Professora  Associada do curso de Enfermagem e do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o  em Sa&uacute;de Coletiva da UFES, Vit&oacute;ria, ES, Brasil</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e demogr&aacute;fica no Brasil pode  ser traduzida no aumento da terceira idade e nas dificuldades assistenciais: doen&ccedil;as  transmiss&iacute;veis e n&atilde;o transmiss&iacute;veis coexistindo entre a popula&ccedil;&atilde;o.  Direcionar o olhar para a terceira idade e identificar as barreiras de acesso  aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal se faz necess&aacute;rio para melhor  organiza&ccedil;&atilde;o e planejamento da aten&ccedil;&atilde;o ao idoso.    <br>  <b>OBJETIVO:</b> O objetivo deste estudo foi realizar uma revis&atilde;o cr&iacute;tica  sobre as condi&ccedil;&otilde;es ou raz&otilde;es que podem interferir na acessibilidade  dos idosos nos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos.    <br> <b>REVIS&Atilde;O DE  LITERATURA:</b> Foi realizada a busca ativa em peri&oacute;dicos nacionais publicados  no per&iacute;odo de 1986 a 2008, nas bases de dados eletr&ocirc;nicos indexados  na Bireme, utilizando os descritores de assunto sa&uacute;de bucal, servi&ccedil;os  de sa&uacute;de bucal e acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, entre outros.    <br>  <b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS:</b> O acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de  bucal pode ser influenciado por diferentes raz&otilde;es, entre as quais a acessibilidade  econ&ocirc;mica, cultural e funcional. Os fatores sociodemogr&aacute;ficos, a  percep&ccedil;&atilde;o da necessidade, bem como cren&ccedil;as e a import&acirc;ncia  atribu&iacute;da &agrave; sa&uacute;de bucal podem tamb&eacute;m exercer forte  influ&ecirc;ncia sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos.  A supera&ccedil;&atilde;o das iniquidades sociais e da escassa oferta de servi&ccedil;os  foi sugerida nessa revis&atilde;o como forma de redu&ccedil;&atilde;o das barreiras  e de permitir o aumento da demanda aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:  </b> Sa&uacute;de bucal. Servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal. Acesso aos servi&ccedil;os  de sa&uacute;de.</font></p><hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The  epidemiological transition and population in Brazil can be translated by the increase  in the third age and care difficulties: communicable diseases and not transmissible  living among the population. Orientate the look to the third age and identify  the barriers to access to services of oral healthcare is necessary for better  organization and planning of attention to elderly.    <br> <b>OBJECTIVE:</b> The aim  of this study was to perform a critical review on the conditions or reasons that  can interfere in the accessibility of the elderly in dentistry services.    <br> <b>LITERATURE  REVIEW:</b> It was a active search on national journals, published in the period  1986 to 2008, in electronic databases indexed in BIREME, using the descriptors  of subject: oral health; health services and access to health services, among  others.    <br> <b>FINAL CONSIDERATIONS:</b> access to oral health services can be  influenced by different reasons, among them, is accessibility economic, cultural  and functional. The sociodemographic factors, the perception of need, as well  as beliefs and the importance of oral health may exercise strong influence on  the use of oral health services. The overcoming of the social inequalities and  insufficient supply of services has been suggested on this' review, as a reduction  of barriers and allow the increase in demand on services of oral healthcare.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key  words:</b> Oral health. Oral health services. Health services accessibility.</font></p><hr size="1" noshade>      <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica e epidemiol&oacute;gica produz como  cen&aacute;rio uma popula&ccedil;&atilde;o com elevado n&uacute;mero de indiv&iacute;duos  idosos<sup>1</sup>. Diferentemente de outros pa&iacute;ses, nos pa&iacute;ses  em desenvolvimento, como o Brasil, essas transforma&ccedil;&otilde;es nem sempre  v&ecirc;m acompanhadas de modifica&ccedil;&otilde;es no atendimento &agrave;s  necessidades de sa&uacute;de desse grupo populacional<sup>2,3</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Juntamente  com o envelhecimento populacional, a transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica,  caracterizada pelo aumento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas em detrimento  das infecto-contagiosas, resulta no aumento da demanda dessa popula&ccedil;&atilde;o  por servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>4</sup>. Dentre os v&aacute;rios aspectos  da sa&uacute;de, a sa&uacute;de bucal merece aten&ccedil;&atilde;o especial pelo  fato de que, historicamente, os servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos n&atilde;o  possuem como prioridade a aten&ccedil;&atilde;o a esse grupo populacional<sup>1</sup>.  O conceito de prioridade por grupo et&aacute;rio, pelo qual maior &ecirc;nfase  &eacute; dada a crian&ccedil;a e ao jovem, na pr&aacute;tica, &eacute; aplicado  incorretamente, de modo especial em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas de  maior idade<sup>4</sup>. Esses indiv&iacute;duos muitas vezes s&atilde;o dependentes  da assist&ecirc;ncia p&uacute;blica prestada em institui&ccedil;&otilde;es de  longa perman&ecirc;ncia<sup>5</sup> ou da assist&ecirc;ncia privada, devendo pagar  pelos cuidados de que necessitam com os seus pr&oacute;prios recursos<sup>6</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim,  a sa&uacute;de bucal &eacute; componente essencial da higidez do indiv&iacute;duo.  Quando discutidas as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da terceira idade<sup>7</sup>;  observa-se que, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a perda total dos dentes era  aceita pela sociedade, pelos cirurgi&otilde;es-dentistas e por pessoas adultas  como algo natural e normal ao avan&ccedil;o da idade<sup>1</sup>. As extra&ccedil;&otilde;es  em s&eacute;rie, a c&aacute;rie dent&aacute;ria e a doen&ccedil;a periodontal  s&atilde;o as raz&otilde;es que culminam na maci&ccedil;a mutila&ccedil;&atilde;o  dos indiv&iacute;duos, que chegam &agrave; terceira idade com elevada perda dent&aacute;ria<sup>5</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  observa&ccedil;&atilde;o da elevada preval&ecirc;ncia do edentulismo na terceira  idade<sup>8</sup> retrata a inefici&ecirc;ncia e inefic&aacute;cia dos programas  de sa&uacute;de bucal propostos para esse estrato populacional, que encerra em  si caracter&iacute;sticas excludentes de acesso e est&aacute;ticas de controle  e acompanhamento<sup>1</sup>; ainda, reflete o perfil iatrog&ecirc;nico-mutilador  da assist&ecirc;ncia oferecida pelos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos ao longo  da vida desses indiv&iacute;duos<sup>4,5</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  perfil epidemiol&oacute;gico da faixa et&aacute;ria acima de sessenta anos &eacute;  bastante cr&iacute;tico, mas n&atilde;o se pode ignorar a gradual mudan&ccedil;a  na sa&uacute;de bucal. Apesar dos altos &iacute;ndices de edentulismo ainda presentes<sup>8</sup>;  h&aacute; uma tend&ecirc;ncia, na maior parte do mundo, &agrave; reten&ccedil;&atilde;o  dos dentes naturais pela popula&ccedil;&atilde;o que est&aacute; envelhecendo,  o que aumenta a complexidade de cuidados pessoais e de aten&ccedil;&atilde;o profissional  com a pluralidade de quadros cl&iacute;nicos<sup>9</sup>. O papel da odontologia  em rela&ccedil;&atilde;o a essa faixa populacional &eacute; o de mant&ecirc;-la  em condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal que n&atilde;o comprometam a  alimenta&ccedil;&atilde;o normal, nem gerem repercuss&otilde;es negativas na sa&uacute;de  geral e no estado psicol&oacute;gico de cada indiv&iacute;duo<sup>10</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante  do atual contexto epidemiol&oacute;gico e demogr&aacute;fico exibido no Brasil,  este estudo teve o objetivo de conhecer as raz&otilde;es que podem interferir  na acessibilidade aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos pela terceira idade.  Isso se faz necess&aacute;rio para melhor organiza&ccedil;&atilde;o e planejamento  dos servi&ccedil;os atualmente ofertados.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Materiais  e m&eacute;todo</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este  estudo teve como metodologia a busca ativa de informa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas  nas bases de dados do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informa&ccedil;&atilde;o  em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (Bireme), Medline, Lilacs e BBO, al&eacute;m  da biblioteca virtual SciELO. Foi realizada pesquisa bibliogr&aacute;fica sobre  o tema central deste trabalho: a epidemiologia da sa&uacute;de bucal e as barreiras  ao acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos encontradas pela terceira idade.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com  a finalidade de delimitar o objeto de estudo e o campo de investiga&ccedil;&atilde;o  para a realidade que se pretendeu apreender, optou-se por selecionar apenas produ&ccedil;&otilde;es  na forma de artigos publicados em peri&oacute;dicos nacionais entre 1986-2008.  Foi considerado o ano de 1986 como o per&iacute;odo de in&iacute;cio para tal  levantamento pelo fato de ter ocorrido nesse ano a VIII Confer&ecirc;ncia Nacional  de Sa&uacute;de, que ditou a base da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988<sup>11</sup>  no que diz respeito &agrave; sa&uacute;de, conferindo-lhe os princ&iacute;pios  de universalidade de acesso, integralidade e igualdade de assist&ecirc;ncia &agrave;  sa&uacute;de.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  descritores de assunto e palavras-chaves utilizados para a busca de artigos sobre  "epidemiologia da sa&uacute;de bucal" foram: idoso, sa&uacute;de bucal, epidemiologia,  levantamentos de sa&uacute;de bucal e odontologia. Para a localiza&ccedil;&atilde;o  de artigos sobre o assunto: "acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal",  foi necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de outro agrupamento de descritores  e palavras chave: acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, garantia de acesso  aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, acesso universal, acesso igualit&aacute;rio,  acesso regular aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, acesso universal a servi&ccedil;os  de sa&uacute;de e barreiras de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de; sa&uacute;de  bucal".</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  sele&ccedil;&atilde;o baseou-se na conformidade dos limites dos assuntos aos objetivos  deste trabalho: as publica&ccedil;&otilde;es foram sintetizadas e analisadas de  forma conceitual e cr&iacute;tica, quanto aos principais aspectos e raz&otilde;es  determinantes do acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal. Desconsideraram-se  aquelas que, apesar de aparecerem no resultado da busca, n&atilde;o abordavam  o assunto do ponto de vista da epidemiologia bucal e do acesso aos servi&ccedil;os  odontol&oacute;gicos.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Base  legal para a pol&iacute;tica de aten&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria ao idoso</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do  ponto de vista da normatiza&ccedil;&atilde;o legal, o envelhecimento &eacute;  protegido no Brasil, havendo diretrizes a serem seguidas e que podem assim ser  representadas: pela Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de (lei nº 8080/1990) - dentre  os seus princ&iacute;pios se destacam a preserva&ccedil;&atilde;o da autonomia,  da integridade f&iacute;sica e moral da pessoa, a integralidade da assist&ecirc;ncia  e a fixa&ccedil;&atilde;o de prioridades com base na epidemiologia<sup>12</sup>;  a a&ccedil;&atilde;o do setor sa&uacute;de na aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave;  popula&ccedil;&atilde;o idosa est&aacute; fundamentada na Pol&iacute;tica Nacional  de Sa&uacute;de do Idoso (lei nº 8842/1994), tem como prop&oacute;sito a promo&ccedil;&atilde;o  do envelhecimento saud&aacute;vel, a manuten&ccedil;&atilde;o e a melhoria da  capacidade funcional dos idosos, a preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as,  a recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e a reabilita&ccedil;&atilde;o daqueles  que venham a ter a sua capacidade funcional restringida<sup>13</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  Estatuto do Idoso (lei nº 10741/2003) garante ao idoso a assist&ecirc;ncia &agrave;  sa&uacute;de, nos diversos n&iacute;veis de atendimento do Sistema &Uacute;nico  de Sa&uacute;de (SUS), por meio da preven&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o,  prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do idoso, mediante  programas e medidas profil&aacute;ticas. Permite a ado&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o  de normas de funcionamento &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es geri&aacute;tricas  e similares, com fiscaliza&ccedil;&atilde;o por gestores do SUS; possibilita estudos  para detec&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter epidemiol&oacute;gico de determinadas  doen&ccedil;as do idoso, com vistas &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os  alternativos de sa&uacute;de integral da terceira idade<sup>14</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  Diretrizes do Pacto pela Sa&uacute;de de 2006 (portaria n<u><sup>&deg;</sup></u>  399/2006) norteiam o pacto pela vida. Trata-se de um compromisso acordado entre  os gestores do SUS em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a situa&ccedil;&atilde;o  de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Das seis prioridades definidas,  a sa&uacute;de do idoso &eacute; uma<sup>15</sup>. Por isso, a portaria nº 2.528,  de 19 de outubro de 2006, garante o fortalecimento do protagonismo das pessoas  idosas no Brasil, com &ecirc;nfase no envelhecimento ativo e saud&aacute;vel<sup>16</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De  acordo com essas leis e a pr&oacute;pria Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de  1988<sup>11</sup>; h&aacute; a incorpora&ccedil;&atilde;o de uma concep&ccedil;&atilde;o  ampliada de sa&uacute;de, entendida como direito de cidadania, em que a sa&uacute;de  &eacute; direito de todos e dever do Estado. Deve ser garantida mediante pol&iacute;ticas  sociais e econ&ocirc;micas que visem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do risco de  doen&ccedil;a e de outros agravos e ao acesso universal e igualit&aacute;rio &agrave;s  a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os para sua promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o  e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Entretanto, o que pode ser observado  &eacute; que mesmo que o processo de envelhecimento tenha sido mais discutido  nos &uacute;ltimos anos<sup>7</sup>; as mudan&ccedil;as a ele intr&iacute;nsecas  ainda n&atilde;o parecem claras para a sociedade e suas institui&ccedil;&otilde;es<sup>17</sup>.  Todos devem ter acesso &agrave; sa&uacute;de e aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de  de qualidade, dentre os quais os servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, que repercutam  em a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e de qualidade  de vida<sup>10</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar  de essas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<sup>12-16</sup> focarem o idoso e sua  fam&iacute;lia, existem dificuldades na sua concreta implementa&ccedil;&atilde;o,  as quais abrangem desde a prec&aacute;ria capta&ccedil;&atilde;o de recursos financeiros<sup>17</sup>  ao fr&aacute;gil sistema de informa&ccedil;&atilde;o para a an&aacute;lise de  condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de, passando, evidentemente, pela  inadequada capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos<sup>18</sup>. Portanto,  o que se observa &eacute; uma forte press&atilde;o sobre o SUS no atendimento  da popula&ccedil;&atilde;o idosa.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse  envelhecimento &eacute;, em certa medida, resultado da capacidade t&eacute;cnica  de melhorar a sa&uacute;de das pessoas. Logo, a press&atilde;o que se observa  sobre os sistemas de sa&uacute;de decorre de seu pr&oacute;prio sucesso, que n&atilde;o  se limita &agrave; extens&atilde;o da longevidade, mas envolve a mudan&ccedil;a  na forma como os anos a mais s&atilde;o vividos. A quest&atilde;o moral a enfrentar  n&atilde;o se resume &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o de quais s&atilde;o  as idades que definem as etapas do ciclo "natural" da vida, ou, no limite, qual  &eacute; a idade a partir da qual se assume que a vida pode ou deve terminar para  liberar recursos do sistema de sa&uacute;de, mas que o mesmo deve zelar e proteger  a qualidade de vida das pessoas.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Aspectos  conceituais sobre acesso x acessibilidade</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Acesso  e acolhimento articulam-se e complementam-se na implementa&ccedil;&atilde;o de  pr&aacute;ticas em servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal, na perspectiva da integralidade  do cuidado<sup>19</sup>. Com a expans&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o da  oferta desses servi&ccedil;os durante o processo de constru&ccedil;&atilde;o do  SUS, em que os munic&iacute;pios t&ecirc;m assumido a responsabilidade pela aten&ccedil;&atilde;o  &agrave; sa&uacute;de de seus mun&iacute;cipes, sobretudo da rede de Aten&ccedil;&atilde;o  B&aacute;sica, o debate sobre o acesso a essas a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os  ganhou nuances qualitativas. As an&aacute;lises e alternativas de solu&ccedil;&otilde;es  para o problema de acesso, em bases estritamente quantitativas, como n&uacute;mero  de atendimentos e rendimento profissional, deslocam-se para tend&ecirc;ncias que  buscam qualific&aacute;-lo no ato da recep&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio<sup>3</sup>.  A quest&atilde;o n&atilde;o se restringe a quantas portas de entrada se disp&otilde;e,  mas, sobretudo, interroga-se sobre sua qualidade<sup>1,4,7</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  termos "acesso" e "acessibilidade", apesar de serem utilizados de forma amb&iacute;gua,  t&ecirc;m significados complementares<sup>19</sup>. A acessibilidade possibilita  que as pessoas cheguem aos servi&ccedil;os, e o acesso permite o uso oportuno  dos servi&ccedil;os para alcan&ccedil;ar os melhores resultados poss&iacute;veis.  Seria, portanto, a forma como a pessoa experimenta o servi&ccedil;o de sa&uacute;de<sup>18</sup>  considerado socialmente importante, sem obst&aacute;culos f&iacute;sicos, financeiros  ou de outra natureza<sup>1</sup>. E pode-se contribuir no debate sobre diretrizes  para uma pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de bucal que seja efetivamente  inclusiva<sup>7</sup>; no que diz respeito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o  e garantia de direitos da popula&ccedil;&atilde;o idosa, portanto promotora de  sa&uacute;de e do envelhecimento saud&aacute;vel<sup>20</sup>.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim,  conceituar acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; complexo e est&aacute;  relacionado com a percep&ccedil;&atilde;o das necessidades de sa&uacute;de e da  convers&atilde;o dessas necessidades em demandas e dessas em utiliza&ccedil;&atilde;o  desses servi&ccedil;os<sup>1</sup>. Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, a insufici&ecirc;ncia  de servi&ccedil;os leva a que nem a demanda nem os usos reflitam as necessidades  de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, pois a oferta n&atilde;o &eacute;  suficiente para a adequada cobertura populacional<sup>18</sup>. Portanto, fatores  ligados &agrave; oferta podem facilitar ou reprimir o acesso ao servi&ccedil;o  de sa&uacute;de<sup>21</sup>. Ter um servi&ccedil;o ao qual o indiv&iacute;duo  recorre regularmente quando necessita de cuidados de sa&uacute;de mostra-se associado  ao uso e pode ser considerado um indicador de acesso<sup>22</sup>. Em trabalhos  que procuraram avaliar essa rela&ccedil;&atilde;o<sup>18,20-22</sup>; os fatores  sociodemogr&aacute;ficos, as cren&ccedil;as, bem como a percep&ccedil;&atilde;o  de necessidade e a import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; sa&uacute;de bucal,  tamb&eacute;m se mostraram como fatores de forte influ&ecirc;ncia na utiliza&ccedil;&atilde;o  de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  convers&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o das necessidades de sa&uacute;de em  demanda e desta em utiliza&ccedil;&atilde;o tem sido um desafio para a odontologia.  Apesar da reconhecida import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal, a utiliza&ccedil;&atilde;o  dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos no Brasil &eacute; baixa<sup>21</sup>;  ficando uma parcela importante da popula&ccedil;&atilde;o idosa sem oportunidade  de acesso esses servi&ccedil;os<sup>7</sup>. A aus&ecirc;ncia da cobertura estatal  &eacute; suprida, parcialmente, por um regime privado de provis&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o  de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, que disputa e atende o segmento da demanda  capaz de pagar<sup>22</sup>; restando imensa popula&ccedil;&atilde;o exclu&iacute;da  do atendimento a suas necessidades mais elementares de cuidados &agrave; sa&uacute;de  bucal<sup>3</sup>. Assim, o acesso e o benef&iacute;cio proporcionado pelas novas  tecnologias restringem-se &agrave;queles idosos que podem pagar o pre&ccedil;o  no mercado privado de servi&ccedil;os, ou &agrave;queles que tenham a ampar&aacute;-los  algum plano corporativo de sa&uacute;de, o que geralmente &eacute; raro<sup>22</sup>  para os que alcan&ccedil;aram a fase idosa.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa  maneira, o governo brasileiro tem buscado, por meio de novas perspectivas na pol&iacute;tica  de sa&uacute;de nacional<sup>15</sup> e, em especial, pelas diretrizes da Pol&iacute;tica  Nacional de Sa&uacute;de Bucal, publicada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de  (MS) em 2004<sup>23</sup>; reformular a estrutura&ccedil;&atilde;o do atendimento  &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e a inser&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista.  O Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF), criado pelo MS em 1994 e atualmente  denominado Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), destaca,  ao contr&aacute;rio do modelo tradicional, centrado na doen&ccedil;a e no hospital,  as a&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de  dos indiv&iacute;duos e da fam&iacute;lia, tanto adultos quanto crian&ccedil;as,  sadias ou doentes, de forma integral e cont&iacute;nua. A inclus&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista,  do auxiliar de sa&uacute;de bucal e do t&eacute;cnico em sa&uacute;de bucal na  ESF prop&otilde;e o multiprofissionalismo<sup>18</sup> e a reordena&ccedil;&atilde;o  das pr&aacute;ticas odontol&oacute;gicas<sup>20</sup>; necess&aacute;rias diante  dos problemas bucais vividos pela sociedade.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  acesso &agrave; sa&uacute;de envolve m&uacute;ltiplos aspectos, os quais v&atilde;o  al&eacute;m do aumento da cobertura assistencial<sup>8,22</sup>. A garantia de  acesso a bens e servi&ccedil;os deve ser observada por seus diversos componentes,  que podem ser interpretados como as poss&iacute;veis raz&otilde;es para facilitar  ou dificultar o acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, que s&atilde;o: a)  acessibilidade geogr&aacute;fica, pelo adequado planejamento da localiza&ccedil;&atilde;o  dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, entre outros fatores, como a dist&acirc;ncia,  o tempo necess&aacute;rio para cobri-la e os meios de transporte aceit&aacute;veis  para a popula&ccedil;&atilde;o; b) acessibilidade econ&ocirc;mica, que seria a  remo&ccedil;&atilde;o de barreiras derivadas do sistema de pagamento ou contribui&ccedil;&atilde;o  pelo usu&aacute;rio, ou seja, custos dos servi&ccedil;os ao alcance da comunidade;  c) acessibilidade cultural, adequa&ccedil;&atilde;o das normas e t&eacute;cnicas  aos h&aacute;bitos e costumes da popula&ccedil;&atilde;o usu&aacute;ria; d) acessibilidade  funcional, ofertas de servi&ccedil;os oportunos e adequados &agrave; necessidade  da popula&ccedil;&atilde;o. A acessibilidade implica, portanto, presta&ccedil;&atilde;o  cont&iacute;nua e organizada de servi&ccedil;os que as pessoas possam usufruir,  devendo assegurar a equidade, com um m&iacute;nimo de qualidade e a um custo compat&iacute;vel<sup>18</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  termo "cobertura" tem o significado de designar a medida de quanto um servi&ccedil;o  colocado &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o realmente cobre as necessidades potenciais  da popula&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup>. Para retratar essa situa&ccedil;&atilde;o,  em 1998, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, por meio do Instituto Brasileiro  de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE)<sup>24</sup>; realizou uma Pesquisa Nacional  de Amostras por Domic&iacute;lio (PNAD/1998) em que foi inclu&iacute;da a verifica&ccedil;&atilde;o  da utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, questionando  se o indiv&iacute;duo j&aacute; havia sido ou n&atilde;o atendido por um cirurgi&atilde;o-dentista  em toda a sua vida. Em caso positivo, era verificada a &eacute;poca da &uacute;ltima  consulta realizada, se h&aacute; menos de um ano, de um a dois anos ou h&aacute;  tr&ecirc;s anos ou mais. O percentual m&eacute;dio encontrado para o Brasil de  indiv&iacute;duos que nunca tinham ido ao dentista foi de 18,7%, o que correspondeu  a quase trinta milh&otilde;es de pessoas. Com a pesquisa realizou-se um retrato  do panorama brasileiro em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cobertura para a popula&ccedil;&atilde;o  adulta quanto &agrave;s oportunidades de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de  bucal, bem como da necessidade urgente de se modificar essa realidade.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  contexto atual de constru&ccedil;&atilde;o do SUS, &eacute; fundamental que sejam  potencializados caminhos trilhados e experimentados, a exemplo da proposta de  acolhimento, como diretriz operacional dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>3</sup>.  A assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, na sua maioria, apresenta-se de forma  prec&aacute;ria e focada ainda, em muitas regi&otilde;es, no modelo m&eacute;dico,  insuficiente para dar conta do padr&atilde;o heterog&ecirc;neo de mortalidade  e morbidade que combina doen&ccedil;as infecciosas, cr&ocirc;nico-degenerativas  e condi&ccedil;&otilde;es de vida, produto da transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica  e epidemiol&oacute;gica de um pa&iacute;s com grande extens&atilde;o territorial  e extremos contrastes sanit&aacute;rios<sup>1,2</sup>. Uma alternativa seria redimensionar  a assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, reduzindo o uso excessivo de certos  tipos de servi&ccedil;os por pessoas cujas demandas excedem suas necessidades  e aumentar a cobertura para as pessoas necessitadas, que n&atilde;o recebem os  cuidados devidos<sup>18</sup>.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar  de termos conseguido uma das mais avan&ccedil;adas legisla&ccedil;&otilde;es na  &aacute;rea da sa&uacute;de no mundo, do ponto de vista da conquista dos direitos  sociais, o Brasil tem avan&ccedil;ado muito lentamente e, atualmente, ainda se  apresenta com grandes desigualdades sociais. Essa situa&ccedil;&atilde;o ainda  &eacute; agravada pelos cortes de gastos nas &aacute;reas sociais e com reflexos  nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Em meio a crises constantes no sistema p&uacute;blico  de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, continuamos a observar o crescimento  de planos e seguros privados que beneficiam, ainda hoje, os estratos de maior  renda, ficando a popula&ccedil;&atilde;o de menor renda dependente do sistema  p&uacute;blico. Apesar de a exist&ecirc;ncia dos planos de sa&uacute;de sugerir  um aumento da utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos,  esse efeito n&atilde;o foi muito grande em determinados grupos, em raz&atilde;o  de valores pessoais e da dificuldade de oportunidades do pr&oacute;prio sistema.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Supera&ccedil;&atilde;o  das dificuldades</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto  &agrave;s dificuldades de acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, pode-se  sugerir que a acessibilidade aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos pode ser  influenciada por diferentes prismas de observa&ccedil;&atilde;o, desde os elementos  limitadores geogr&aacute;ficos, f&iacute;sicos e operacionais quanto &agrave;  cobertura assistencial, &agrave; escassa oferta de servi&ccedil;os p&uacute;blicos  de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal voltados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o  idosa brasileira e &agrave;s poss&iacute;veis "barreiras veladas" de acesso. Essas  podem ser identificadas muitas vezes por limita&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas  e culturais.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  popula&ccedil;&otilde;es idosas economicamente desfavorecidas, cuja renda muitas  vezes est&aacute; comprometida com outros membros da fam&iacute;lia, esse pode  ser um fator limitador da utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  ju&iacute;zo de valor tamb&eacute;m pode ser destacado como um ponto de entrave  para o desejo de cuidados odontol&oacute;gicos, porque, culturalmente, nesse momento  da vida a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de muitas vezes est&aacute;  dirigida aos servi&ccedil;os m&eacute;dicos, n&atilde;o aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos,  ou pelo simples fato do desconhecimento de que o corpo &eacute; um ente &uacute;nico  e interdependente; logo, comprometimentos sist&ecirc;micos podem refletir na condi&ccedil;&atilde;o  bucal, assim como a condi&ccedil;&atilde;o bucal poder&aacute; exercer influ&ecirc;ncia  na sa&uacute;de sist&ecirc;mica.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para  muitos, o fato de n&atilde;o ter mais dentes e apenas pr&oacute;teses totais pode  tamb&eacute;m sugerir a falta de percep&ccedil;&atilde;o sobre a necessidade de  outros cuidados bucais, ou, ainda, n&atilde;o gera impacto na qualidade de vida,  o que pode n&atilde;o gerar demanda para os servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos,  sejam p&uacute;blicos, sejam privados.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  dificuldade para determinar os pesos que cada um dos fatores acima apresenta na  equa&ccedil;&atilde;o <i>demanda reprimida x acesso</i> &eacute; refletida no  desafio de planejar, executar e avaliar a&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o  &agrave; sa&uacute;de bucal de idosos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  maior oferta de equipes de ESF nos munic&iacute;pios contribuir&aacute; para a  expans&atilde;o das oportunidades de acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos  p&uacute;blicos e de forma mais humanizada. As diferentes barreiras de acesso  encontradas dever&atilde;o ser superadas de forma a atuar nos determinantes sociais  da sa&uacute;de<sup>10</sup>; que s&atilde;o: a biologia humana, o estilo de vida,  o acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e o ambiente onde est&aacute; inserida  a comunidade sob sua responsabilidade. Sendo a aten&ccedil;&atilde;o voltada a  toda a fam&iacute;lia (incluindo todos os seus membros - inclusive os idosos),  a ESF dever&aacute; minimizar as barreiras encontradas em cada localidade, advogando  em prol da sa&uacute;de das fam&iacute;lias das &aacute;reas adstritas, levando  informa&ccedil;&otilde;es e conhecimentos e incentivando as pessoas a realizar  "escolhas mais saud&aacute;veis", por permitir avan&ccedil;os na busca da qualidade  de vida dessas pessoas.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  sistema formal de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de precisa atuar intersetorialmente  e tamb&eacute;m como parceiro da rede de suporte social da pessoa idosa (sistema  de apoio informal), auxiliando na otimiza&ccedil;&atilde;o do suporte familiar  e comunit&aacute;rio e fortalecendo a forma&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos  de corresponsabilidade. Cabe, portanto, &agrave; gest&atilde;o municipal da sa&uacute;de  desenvolver a&ccedil;&otilde;es que objetivem a constru&ccedil;&atilde;o de uma  aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de dos idosos em seu territ&oacute;rio.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enfim,  a universalidade do acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal ainda parece  uma realidade long&iacute;nqua. Apesar dos avan&ccedil;os do SUS, principalmente  com a implanta&ccedil;&atilde;o ESF, o acesso &agrave; aten&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica  necessita ser ampliado para grupos populacionais que t&ecirc;m como porta de entrada  apenas os planos de sa&uacute;de ou consult&oacute;rios particulares, op&ccedil;&otilde;es  economicamente determinadas e socialmente excludentes.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1.  Pucca Junior GA. A sa&uacute;de bucal do idoso: aspectos demogr&aacute;ficos e  epidemiol&oacute;gicos. &#91;citado em 13 abr. 2008&#93;. Dispon&iacute;vel em:  &lt;<a href="http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=81" target="_blank">http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=81</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139525&pid=S1413-4012201000030001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2.  Pereira MG. Epidemiologia teoria e pr&aacute;tica. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed.  Guanabara Koogan; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139527&pid=S1413-4012201000030001900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3.  Souza ECF, Vilar RLA, Rocha NSPD, Uchoa AC, Rocha PM. Acesso e acolhimento na  aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica: uma an&aacute;lise da percep&ccedil;&atilde;o  dos usu&aacute;rios e profissionais de sa&uacute;de. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica  2008; 24 SUP1:S100-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139529&pid=S1413-4012201000030001900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4.  Jitomirski F. Aten&ccedil;&atilde;o a idosos. In: Pinto VG. Sa&uacute;de bucal  coletiva. 4. ed. S&atilde;o Paulo: Ed. Santos; 2000. p. 120-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139531&pid=S1413-4012201000030001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5.  Rosa AGF, Castellanos Fernandez A, Pinto VG, Ramos LR. Condi&ccedil;&otilde;es  de sa&uacute;de bucal em pessoas idosas de 60 anos ou mais no munic&iacute;pio  de S&atilde;o Paulo (Brasil). Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1992; 26(3):155-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139533&pid=S1413-4012201000030001900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6.  Silva DD, Sousa MLR, Wada RS. Sa&uacute;de Bucal em adultos e idosos na cidade  de Rio Claro, S&atilde;o Paulo, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2004;  20(2):626-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139535&pid=S1413-4012201000030001900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7.  Mello ALS, Erdmann AL, Caetano JC. Sa&uacute;de bucal do idoso: por uma pol&iacute;tica  inclusiva. Florian&oacute;polis, Texto e contexto Enferm 2008; 4(17):696-704.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139537&pid=S1413-4012201000030001900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8.  Moreira RS, Nico LS, Tomita NE, Ruiz T. A sa&uacute;de bucal do idoso brasileiro:  revis&atilde;o sistem&aacute;tica sobre o quadro epidemiol&oacute;gico e acesso  aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005;  21:1665-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139539&pid=S1413-4012201000030001900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9.  Shinkai RSA, Cury AADB. O papel da odontologia na equipe interdisciplinar: contribuindo  para a aten&ccedil;&atilde;o integral ao idoso. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica  2000; 16(4):1099-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139541&pid=S1413-4012201000030001900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10.  Buss P, Ferreira JL. Promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e a sa&uacute;de p&uacute;blica.  Contribui&ccedil;&atilde;o para o debate entre escolas de Sa&uacute;de Publica  da Am&eacute;rica Latina. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139543&pid=S1413-4012201000030001900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11.  Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988. Rep&uacute;blica Federativa do Brasil.  S&atilde;o Paulo: Saraiva; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139545&pid=S1413-4012201000030001900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12.  Brasil. Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Casa Civil. Subchefia para Assuntos  Jur&iacute;dicos. Lei nº. 8080, de 19 de setembro de 1990. Disp&otilde;e sobre  Pol&iacute;tica Nacional do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e d&aacute;  outras provid&ecirc;ncias. &#91;citado em 18 maio 2008&#93;. Dispon&iacute;vel  em: <a href="http://www.presidenciadarepublica.gov.br" target="_blank">http//www.presidenciadarepublica.gov.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139547&pid=S1413-4012201000030001900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13.  Brasil. Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Casa Civil. Subchefia para Assuntos  Jur&iacute;dicos. Lei nº 8842, de 04 de janeiro de 1994. Disp&otilde;e sobre Pol&iacute;tica  Nacional do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias  &#91;citado em 18 maio 2008&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.presidenciadarepublica.gov.br" target="_blank">http//www.presidenciadarepublica.gov.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139549&pid=S1413-4012201000030001900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->br</a>.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14.  Brasil. Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Casa Civil. Subchefia para Assuntos  Jur&iacute;dicos. Lei nº 10.741, de 10 de outubro de 2003. Disp&otilde;e sobre  o Estatuto do Idoso e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Leis ordin&aacute;rias  de 2003. &#91;citado em 10 maio 2008&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.presidenciadarepublica.gov.br" target="_blank">http//www.presidenciadarepublica.gov.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139551&pid=S1413-4012201000030001900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15.  Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o  &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Pol&iacute;tica  Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. S&eacute;rie Pactos pela sa&uacute;de  2006, v. 4. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139553&pid=S1413-4012201000030001900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16.  Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria GM/2528 de 19 de outubro de  2006. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139555&pid=S1413-4012201000030001900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17.  Diniz D, Medeiros M. Envelhecimento e aloca&ccedil;&atilde;o de recursos em sa&uacute;de.  Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2004; 20(5). &#91;citado em 18 maio 2008&#93;.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/scielo" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139557&pid=S1413-4012201000030001900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18.  Rohr RIT, Barcellos LA. As barreiras de acesso para os servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos  UFES Rev Odontol 2008; 3(10):37- 41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139559&pid=S1413-4012201000030001900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19.  Starfield B. Aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria: equil&iacute;brio entre necessidades  de sa&uacute;de, servi&ccedil;os e tecnologia. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o  das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia  e a Cultura/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139561&pid=S1413-4012201000030001900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20.  Barcellos LA. O p&uacute;blico do servi&ccedil;o odontol&oacute;gico &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o  de Mestrado&#93;. Campinas: Centro de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o/CPO S&atilde;o  Leopoldo Mandic; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139563&pid=S1413-4012201000030001900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21.  Matos LD, Costa MFFL, Guerra HL, Marcenes W. Projeto Bambu&iacute;: estudo de  base populacional dos fatores associados com o uso regular de servi&ccedil;os  odontol&oacute;gicos em adultos. Cad Sa&uacute;de Pub 2001; 17(13):1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139565&pid=S1413-4012201000030001900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22.  Barros DJ, Bertoldi DA. Desigualdades na utiliza&ccedil;&atilde;o e no acesso  a servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos: uma avalia&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel  nacional. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva 2002; 7(4):1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139567&pid=S1413-4012201000030001900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23.  Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Diretrizes da pol&iacute;tica nacional  de sa&uacute;de bucal &#91;citado em 23 fev. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://bvms.saude.gov.br/bvs/publica%E7%F5es/pol%EDtica_nacional_brasil_sorridente.pdf" target="_blank">http://bvms.saude.gov.br/bvs/publica&ccedil;&otilde;es/pol&iacute;tica_nacional_brasil_sorridente.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139569&pid=S1413-4012201000030001900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24.  IBGE. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pesquisa Nacional por Amostras de Domic&iacute;lios  - 1998. Acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.  &#91;citado em17 jul. 2008&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ibge.gov.br" target="_blank">http://ibge.gov.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=139571&pid=S1413-4012201000030001900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->br</a>.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v15n3/seta.jpg" border="0"></a>  <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>     <br> Ana Am&eacute;lia de Faria  Viana</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rua  Rio Branco, 415/102    <br> 29.101-130 Vila Velha - ES    <br> Fone: (27) 3311 8260    <br>  E-mail: <a href="mailto:anaamelia.viana@bol.com.br">anaamelia.viana@bol.com.br</a></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido:  10.03.2010    <br> Aceito: 20.10.2010</font></p>      ]]></body>
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