<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1413-4012</journal-id>
<journal-title><![CDATA[RFO UPF]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RFO UPF]]></abbrev-journal-title>
<issn>1413-4012</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Odontologia da UPF]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1413-40122011000300004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação microbiana da recontaminação de artigos odontológicos estéreis segundo o manuseio das embalagens]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of microbial recontamination of sterile dental articles according to the handling of packaging]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Camilla Aparecida Silva de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sidinei Miguel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zocratto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Keli Bahia Felicíssimo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Branco]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kelly Moreira Grillo Ribeiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Universitário Newton Paiva Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Belo Horizonte MG]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>256</fpage>
<lpage>260</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-40122011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1413-40122011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1413-40122011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A manipulação dos materiais esterilizados é uma das variáveis que podem contribuir para a recontaminação do material odontológico durante o seu armazenamento. Este estudo teve como objetivo avaliar a presença de recontaminação de materiais odontológicos estéreis a partir do manuseio dos invólucros armazenados por sete dias na área de estocagem da Central de Material e Esterilização. Materiais e método: Foram utilizados 72 bastões de vidro como amostras, divididos em três grupos: Grupo de Controle (12 bastões de vidro esterilizados sem o invólucro); Grupo A (30 bastões de vidro envolvidos em embalagem autosselante armazenados em um armário lacrado, onde não era permitido o manuseio das amostras); Grupo B (30 bastões de vidro envolvidos em embalagem autosselante, armazenados em um armário onde era permitido o manuseio das amostras). Todas as amostras foram submetidas à análise microbiológica. Realizou-se análise descritiva e comparativa dos resultados. Resultados: O Grupo B apresentou um maior crescimento de colônias cremosas quando comparado ao Grupo A. Conclusões: Dessa forma, conclui-se que a manipulação é uma variável importante na recontaminação dos materiais por bactérias, por ser a mão a principal via de transmissão desses micro-organimos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The handling of sterilized materials is one of the variables that may contribute to recontamination of the dental material during storage. This study aimed to evaluate the presence of recontamination of sterile dental materials from the handling of envelopes stored for seven days in storage areas of Material and Sterilization Center. Materials and Method: 72 glass rods as samples, divided into three groups: control group (12 sterilized glass rods without the shell), Group A (30 glass rods involved in auto-sealing package stored in a locked cabinet where the handling of samples was not allowed) and Group B (30 glass rods involved in auto-sealing package stored in a cabinet where the handling of samples was allowed). All samples were subjected to microbiological analysis. A descriptive and comparative analysis of the results was accomplished. Results: Group B showed a higher growth of creamy colonies when compared to group A. Conclusions: Therefore, it is concluded that handling is an important variable in re-contamination of materials by bacteria, since hands are the main via of transmission of these microorganisms.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Esterilização.]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Microbiologia.]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Lavagem de mãos.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sterilization.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Microbiology.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Handwashing.]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Avalia&ccedil;&atilde;o microbiana da recontamina&ccedil;&atilde;o de artigos odontol&oacute;gicos est&eacute;reis segundo o manuseio das embalagens</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Evaluation of microbial recontamination of sterile dental articles according to the handling of packaging</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Camilla Aparecida Silva de Oliveira<sup>*</sup>; Sidinei Miguel Costa<sup>**</sup>; Keli Bahia Felic&iacute;ssimo Zocratto<sup>***</sup>; Kelly Moreira Grillo Ribeiro Branco<sup>****</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>*</sup> Acad&ecirc;mica em Odontologia do Centro Universit&aacute;rio Newton Paiva, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de, Belo Horizonte, MG, Brasil.    <br>   <sup>**</sup> Acad&ecirc;mico em Odontologia do Centro Universit&aacute;rio Newton Paiva, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de, Belo Horizonte, MG, Brasil.    <br>   <sup>***</sup> Doutora em Sa&uacute;de P&uacute;blica, professora do curso de Odontologia do Centro Universit&aacute;rio Newton Paiva, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de, Departamento de Sa&uacute;de Coletiva, Belo Horizonte, MG, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>****</sup> Doutora em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas (Microbiologia); coordenadora do curso de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas do Centro Universit&aacute;rio Newton Paiva, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de, Departamento de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, Belo Horizonte, MG, Brasil.</font>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introdu&ccedil;&atilde;o: A manipula&ccedil;&atilde;o dos materiais esterilizados &eacute; uma das vari&aacute;veis que podem contribuir para a recontamina&ccedil;&atilde;o do material odontol&oacute;gico durante o seu armazenamento. Este estudo teve como objetivo avaliar a presen&ccedil;a de recontamina&ccedil;&atilde;o de materiais odontol&oacute;gicos est&eacute;reis a partir do manuseio dos inv&oacute;lucros armazenados por sete dias na &aacute;rea de estocagem da Central de Material e Esteriliza&ccedil;&atilde;o. Materiais e m&eacute;todo: Foram utilizados 72 bast&otilde;es de vidro como amostras, divididos em tr&ecirc;s grupos: Grupo de Controle (12 bast&otilde;es de vidro esterilizados sem o inv&oacute;lucro); Grupo A (30 bast&otilde;es de vidro envolvidos em embalagem autosselante armazenados em um arm&aacute;rio lacrado, onde n&atilde;o era permitido o manuseio das amostras); Grupo B (30 bast&otilde;es de vidro envolvidos em embalagem autosselante, armazenados em um arm&aacute;rio onde era permitido o manuseio das amostras). Todas as amostras foram submetidas &agrave; an&aacute;lise microbiol&oacute;gica. Realizou-se an&aacute;lise descritiva e comparativa dos resultados. Resultados: O Grupo B apresentou um maior crescimento de col&ocirc;nias cremosas quando comparado ao Grupo A. Conclus&otilde;es: Dessa forma, conclui-se que a manipula&ccedil;&atilde;o &eacute; uma vari&aacute;vel importante na recontamina&ccedil;&atilde;o dos materiais por bact&eacute;rias, por ser a m&atilde;o a principal via de transmiss&atilde;o desses micro-organimos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Esteriliza&ccedil;&atilde;o. Microbiologia. Lavagem de m&atilde;os.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introduction: The handling of sterilized materials is one of the variables that may contribute to recontamination of the dental material during storage. This study aimed to evaluate the presence of recontamination of sterile dental materials from the handling of envelopes stored for seven days in storage areas of Material and Sterilization Center. Materials and Method: 72 glass rods as samples, divided into three groups: control group (12 sterilized glass rods without the shell), Group A (30 glass rods involved in auto-sealing package stored in a locked cabinet where the handling of samples was not allowed) and Group B (30 glass rods involved in auto-sealing package stored in a cabinet where the handling of samples was allowed). All samples were subjected to microbiological analysis. A descriptive and comparative analysis of the results was accomplished. Results: Group B showed a higher growth of creamy colonies when compared to group A. Conclusions: Therefore, it is concluded that handling is an important variable in re-contamination of materials by bacteria, since hands are the main via of transmission of these microorganisms.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Sterilization. Microbiology. Handwashing.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preven&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o cruzada &eacute; um dos deveres do cirurgi&atilde;o-dentista estabelecidos no C&oacute;digo de &Eacute;tica; por isso, esse profissional tem a obriga&ccedil;&atilde;o moral, &eacute;tica e legal de prestar o atendimento odontol&oacute;gico com par&acirc;metros ideais que a impe&ccedil;am<sup>1</sup>. Uma das medidas imprescind&iacute;veis para evitar a contamina&ccedil;&atilde;o cruzada &eacute; prestar uma assist&ecirc;ncia de qualidade aos pacientes, incluindo a garantia da esterilidade de materiais odonto-m&eacute;dico-hospitalares e a sua posterior manuten&ccedil;&atilde;o durante o armazenamento e o manuseio<sup>2-4</sup>. A responsabilidade de fornecer o material est&eacute;ril &agrave;s unidades assistenciais &eacute; da Central de Material e Esteriliza&ccedil;&atilde;o, &agrave; qual cabe submeter o material ao expurgo, preparo, esteriliza&ccedil;&atilde;o, armazenamento e distribui&ccedil;&atilde;o desses artigos<sup>4-9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A esteriliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o processo de destrui&ccedil;&atilde;o de todas as formas de micro-organismos, inclusive dos esporos, mediante a aplica&ccedil;&atilde;o de agentes f&iacute;sicos ou qu&iacute;micos. Atualmente, a forma de esteriliza&ccedil;&atilde;o mais segura e utilizada na odontologia &eacute; a de vapor saturado sob press&atilde;o por meio de autoclaves. Esse m&eacute;todo de esteriliza&ccedil;&atilde;o deve ser monitorado por meio de indicadores f&iacute;sicos, qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos, os quais garantem a efic&aacute;cia do mesmo<sup>3,6,10-13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">T&atilde;o importantes quanto o m&eacute;todo de esteriliza&ccedil;&atilde;o do material e os controles desse processo, s&atilde;o o local de armazenagem e a manipula&ccedil;&atilde;o. Quando a armazenagem ou a manipula&ccedil;&atilde;o &eacute; feita de forma inadequada, pode contribuir para a quebra da barreira ass&eacute;ptica, levando &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o do material. O local de armazenagem deve ser limpo, livre de umidade, fechado (com porta), com uma dist&acirc;ncia m&iacute;nima de 20 cm do teto e 5 cm da parede, destinado apenas para esse fim. Os pacotes n&atilde;o devem ser dobrados ou amassados ao serem armazenados, a sua manipula&ccedil;&atilde;o deve ser m&iacute;nima, com muito cuidado e com as m&atilde;os limpas<sup>3,11,14,15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tanto os lugares onde os artigos s&atilde;o processados quanto as pessoas que os manuseiam podem se tornar fontes contaminantes<sup>12</sup>. As m&atilde;os s&atilde;o consideradas a principal via de transmiss&atilde;o de agentes infecciosos, pois a pele &eacute; um reservat&oacute;rio de diversos micro-organismos. Dessa forma, todos os profissionais que atuam na manipula&ccedil;&atilde;o de material est&eacute;ril devem, obrigatoriamente, realizar a higieniza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os com &aacute;gua e sab&atilde;o e com prepara&ccedil;&atilde;o alco&oacute;lica<sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversas vari&aacute;veis est&atilde;o envolvidas na quest&atilde;o da validade do material esterilizado. Dentre essas se destacam o tipo de embalagem, o n&uacute;mero de vezes que esse pacote foi manuseado antes do uso, a manipula&ccedil;&atilde;o dos pacotes, o armazenamento em prateleiras abertas ou fechadas e o uso de embalagens secund&aacute;rias<sup>6</sup> .</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A manipula&ccedil;&atilde;o dos materiais esterilizados &eacute; uma das vari&aacute;veis que podem contribuir para a recontamina&ccedil;&atilde;o do material odontol&oacute;gico durante o seu armazenamento. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar a presen&ccedil;a de recontamina&ccedil;&atilde;o de materiais odontol&oacute;gicos est&eacute;reis a partir do manuseio dos inv&oacute;lucros armazenados por sete dias na &aacute;rea de estocagem da Central de Material e Esteriliza&ccedil;&atilde;o.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Materiais e m&eacute;todo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente estudo foi realizado na Central de Material e Esteriliza&ccedil;&atilde;o do curso de Odontologia de uma faculdade no munic&iacute;pio de Belo Horizonte - MG no ano de 2010. Foram utilizados 72 bast&otilde;es de vidro como amostras. Esses bast&otilde;es foram divididos em tr&ecirc;s grupos: Grupo de Controle (12 bast&otilde;es de vidro esterilizados sem inv&oacute;lucro); Grupo A (30 bast&otilde;es de vidro envolvidos em embalagem autosselante (Medst&eacute;ril&reg; -MS.: 80120340003 - S&atilde;o Paulo - SP - BR) armazenados em um arm&aacute;rio lacrado, onde n&atilde;o era permitido o manuseio das amostras); Grupo B (30 bast&otilde;es de vidro envolvidos em embalagem autosselante, armazenados em um arm&aacute;rio onde era permitido o manuseio das amostras).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O empacotamento desses bast&otilde;es de vidro foi realizado na &aacute;rea de preparo e acondicionamento, seguindo as normas universais<sup>17</sup>. Todas as amostras foram processadas em uma autoclave pr&eacute;-v&aacute;cuo tipo pulsante (Bawmer&reg;, S&atilde;o Paulo, SP, BR), a uma temperatura de 134 &#61616;C, pelo tempo de esteriliza&ccedil;&atilde;o de 15min. Foram submetidas ao primeiro ciclo completo da autoclave, que teve dura&ccedil;&atilde;o de aproximadamente uma hora. Como controle do processo de esteriliza&ccedil;&atilde;o foi realizado o teste Bowie &amp; Dick (Diatest Brasil&reg;, S&atilde;o Paulo, SP, BR), utilizando um ciclo pr&oacute;prio, pr&eacute;vio ao ciclo de processamento das amostras. Na parte externa de todos os inv&oacute;lucros existe um indicador qu&iacute;mico da pr&oacute;pria embalagem, que serviu para avaliar m&uacute;ltiplos par&acirc;metros do processo. O indicador biol&oacute;gico padronizado com esporos de Bacillus stearothermophylus (EZ TEST&reg;) tamb&eacute;m foi empregado nesse ciclo de esteriliza&ccedil;&atilde;o e seu resultado serviu como o controle negativo deste estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do ciclo de esteriliza&ccedil;&atilde;o as amostras foram resfriadas por 30min. Todas as amostras foram retiradas do rack da autoclave e armazenadas em dois arm&aacute;rios da &aacute;rea de estocagem da CME. Esses arm&aacute;rios possu&iacute;am seis divis&oacute;rias cada, as quais foram previamente limpadas pela fric&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e sab&atilde;o, &aacute;lcool 70% e posterior borrifo de &aacute;cido perac&eacute;tico. Cada divis&oacute;ria recebeu uma amostra do Grupo Controle e cinco amostras envolvidas na embalagem autosselante. Um dos arm&aacute;rios recebeu um lacre em sua porta, que serviu como garantia de que permanecesse fechado pelos sete dias e, consequentemente, isento de manipula&ccedil;&atilde;o. Esse lacre foi feito com uma folha de papel seda, pregada com cola quente nas extremidades da porta do arm&aacute;rio. O outro arm&aacute;rio permaneceu com a porta sem lacrar, sendo permitido que o funcion&aacute;rio o abrisse e fechasse de acordo com a rotina da CME, j&aacute; que materiais de alunos estavam armazenados junto com essas amostras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As amostras permaneceram armazenadas nos arm&aacute;rios durante sete dias. Nesses sete dias de armazenamento realizou-se tamb&eacute;m a medi&ccedil;&atilde;o da temperatura e da umidade relativa do ar da &aacute;rea de estocagem da CME, utilizando-se um higroterm&ocirc;metro (Minipa&reg; /NP 241). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Transcorridos os sete dias de armazenamento, todas as amostras foram recolhidas e levadas para o laborat&oacute;rio de microbiologia. Usou-se &aacute;gar nutriente como meio para semeadura, que se deu em uma capela de fluxo laminar. Em seguida, as placas com o meio de cultura foram incubadas e, ap&oacute;s esse per&iacute;odo, realizaram-se a leitura e o registro das culturas levando em considera&ccedil;&atilde;o se as col&ocirc;nias presentes eram cremosas ou filamentosas e o n&uacute;mero de unidades formadoras de col&ocirc;nias (UFC). As placas que tiveram crescimento cremoso foram submetidas ao teste de Gram e analisadas no microsc&oacute;pico &oacute;ptico com aumento de mil vezes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados realizou-se an&aacute;lise descritiva atrav&eacute;s da distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias e a an&aacute;lise comparativa de grupos pelo teste do qui-quadrado a um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os indicadores (f&iacute;sico, qu&iacute;mico, biol&oacute;gico) utilizados no ciclo de esteriliza&ccedil;&atilde;o deste estudo atestaram a efic&aacute;cia do processo de esteriliza&ccedil;&atilde;o. O controle biol&oacute;gico, que serviu como controle negativo do presente estudo, obteve uma resposta negativa ap&oacute;s sua incuba&ccedil;&atilde;o por 48 horas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Grupo A apresentou 15 (50%) amostras com crescimento positivo no &aacute;gar nutriente, das quais 10 (66,7%) apresentaram crescimento filamentoso e 5 (33,3%), crescimento cremoso. O total de unidades formadoras de col&ocirc;nia nesse meio de cultura foi de 26 (100%) col&ocirc;nias, sendo 18 (69,2%) col&ocirc;nias filamentosas e 8 (30,8%) col&ocirc;nias cremosas (<a href="#tab01">Tab. 1</a>). Na an&aacute;lise comparativa dos grupos houve signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p &lt; 0,05) quando avaliado o n&uacute;mero de amostras com crescimento filamentoso (<a href="#tab02">Tab. 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v16n3/a04tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Grupo B apresentou crescimento positivo no &aacute;gar nutriente em 12 (40%) amostras, das quais 2 (16,6%) apresentaram crescimento filamentoso, 9 (75%), crescimento cremoso e 1 (8,4%), crescimento filamentoso e cremoso. O total de unidades formadoras de col&ocirc;nias nesse meio de cultura foi de 25 (100%) col&ocirc;nias, sendo 6 (24%) col&ocirc;nias filamentosas e 19 (76%) col&ocirc;nias cremosas (<a href="#tab01">Tab. 1</a>). Ao realizar o teste do qui-quadrado, percebeu-se que houve signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p &lt; 0,05) entre os grupos (<a href="#tab02">Tab. 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v16n3/a04tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Grupo de Controle houve crescimento de col&ocirc;nias filamentosas (UFC = 11) e cremosas (UFC = 4). Nas col&ocirc;nias cremosas, identificou-se a presen&ccedil;a de bact&eacute;rias do tipo bacilos gram-positivos, cocos gram-positivos e estafilococos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante os sete dias de armazenamento a temperatura na &aacute;rea de estocagem apresentou entre 26 a 29 &deg;C e a umidade relativa do ar permaneceu entre 56 e 65%.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A recontamina&ccedil;&atilde;o de materiais odonto-m&eacute;dicohospitalares ap&oacute;s a esteriliza&ccedil;&atilde;o pode ocorrer em raz&atilde;o de diversos fatores, tais como o tipo embalagem utilizada, as condi&ccedil;&otilde;es de armazenagem e o manuseio<sup>6,12,15,16,18-21</sup>. No presente estudo observouse que o manuseio &eacute; uma vari&aacute;vel importante na recontamina&ccedil;&atilde;o de materiais previamente esterilizados, uma vez que houve maior crescimento de col&ocirc;nias bacteriformes no Grupo B quando comparado ao Grupo A.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A principal via de transmiss&atilde;o dos micro-organismos s&atilde;o as m&atilde;os, pois a pele est&aacute; constantemente exposta ao ambiente e &eacute; colonizada por bact&eacute;rias e fungos. A microbiota da pele das m&atilde;os pode ser classificada em residente ou transit&oacute;ria. Os microorganismos residentes t&ecirc;m a pele como habitat e nela se multiplicam. Nessa microbiota ocorre um predom&iacute;nio de bact&eacute;rias gram-positivas, que est&atilde;o localizadas nas camadas mais profundas da pele, onde os lip&iacute;dios e epit&eacute;lio dificultam sua remo&ccedil;&atilde;o. A baixa virul&ecirc;ncia desses micro-organismos raramente causa infec&ccedil;&otilde;es, a n&atilde;o ser no caso em que os pacientes estejam imunodeprimidos, tenham passado por procedimentos invasivos, ou naqueles que utilizam pr&oacute;teses<sup>12,16,20-22</sup>. A microbiota transit&oacute;ria &eacute; composta por micro-organismos que se alojam na superf&iacute;cie da pele ocasionalmente e ali permanecem por um curto per&iacute;odo de tempo, variando de horas a dias. As bact&eacute;rias gram-negativas e os estafilococos s&atilde;o os micro-organismos mais encontrados nessa microbiota, os quais s&atilde;o os principais respons&aacute;veis pelas infec&ccedil;&otilde;es hospitalares<sup>12,16,20-23</sup>. No presente estudo as bact&eacute;rias encontradas no Grupo B coincidem com os micro-organismos pertencentes &agrave; microbiota transit&oacute;ria. A presen&ccedil;a de bacilos gram-positivos, cocos gram-positivos e estafilococos enfatiza que as m&atilde;os realmente s&atilde;o uma prov&aacute;vel fonte de recontamina&ccedil;&atilde;o dos materiais esterilizados<sup>12,16,20-22</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das condutas que podem contribuir para que ocorra uma diminui&ccedil;&atilde;o da microbita transit&oacute;ria e, consequentemente, a redu&ccedil;&atilde;o da recontamina&ccedil;&atilde;o dos materiais est&eacute;reis durante o seu manuseio &eacute; a lavagem das m&atilde;os. O recomend&aacute;vel &eacute; que as m&atilde;os sejam lavadas em intervalos regulares de uma hora, j&aacute; que esse tempo &eacute; o suficiente para que ocorra a recoloniza&ccedil;&atilde;o por bact&eacute;rias transit&oacute;rias. Para a realiza&ccedil;&atilde;o da higieniza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os devemse utilizar &aacute;gua e sab&atilde;o por 30s, quando essas estiverem visivelmente sujas, e prepara&ccedil;&atilde;o alco&oacute;lica 70% por 40 a 60s, quando estiverem aparentemente limpas<sup>16,22,24-26</sup>. A limpeza das m&atilde;os &eacute; uma conduta simples, barata e eficaz na preven&ccedil;&atilde;o das infec&ccedil;&otilde;es e diminui a probabilidade da contamina&ccedil;&atilde;o dos artigos. No entanto, na maioria das vezes essa pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; adotada pelos profissionais, sendo, ent&atilde;o, preciso que os servi&ccedil;os de sa&uacute;de utilizem estrat&eacute;gias de incentivo &agrave; ades&atilde;o a essa t&eacute;cnica. Uma das formas de estimular esses profissionais &eacute; facilitar o acesso aos suprimentos necess&aacute;rios para realizar a higieniza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os. Dessa forma, &eacute; essencial que exista uma pia ou dispersadores de &aacute;lcool gel pr&oacute;ximos &agrave; porta da entrada da &aacute;rea de armazenamento e distribui&ccedil;&atilde;o das CME, proporcionando que os funcion&aacute;rios higienizem as m&atilde;os antes de entrar nesse ambiente. Outra conduta que poderia vir a reduzir a recontamina&ccedil;&atilde;o desses materiais seria a utiliza&ccedil;&atilde;o de luvas de procedimento durante o manuseio dos mesmos, no entanto n&atilde;o h&aacute; consenso na literatura sobre essa pr&aacute;tica<sup>7,16,22,24,27,28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Grupo A do presente estudo teve suas amostras armazenadas em um arm&aacute;rio fechado e lacrado, onde o manuseio n&atilde;o era permitido. Este grupo apresentou uma menor quantidade de col&ocirc;nias cremosas e maior quantidade de col&ocirc;nias filamentosas, as quais apresentavam caracter&iacute;sticas macrosc&oacute;picas compat&iacute;veis a de fungos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os fungos filamentosos s&atilde;o micro-organismos muito abundantes na natureza, que sofrem varia&ccedil;&otilde;es em sua incid&ecirc;ncia de acordo com a localidade, esta&ccedil;&atilde;o do ano, umidade relativa do ar, temperatura, hora do dia, velocidade e dire&ccedil;&atilde;o dos ventos, climatiza&ccedil;&atilde;o dos ambientes e presen&ccedil;a da atividade humana<sup>29-30</sup>. Nos pa&iacute;ses tropicais a eleva&ccedil;&atilde;o da temperatura e da umidade estimula a prolifera&ccedil;&atilde;o de uma microbiota farta e diversificada<sup>30</sup>. A temperatura &eacute; um fator importante para o crescimento de fungos. Pode-se dizer que a eleva&ccedil;&atilde;o da temperatura durante os sete dias de armazenamento das amostras deste estudo foi um dos fatores contribuintes para a prolifera&ccedil;&atilde;o desses micro-organismos. A temperatura ideal na &aacute;rea de estocagem deve permanecer entre 18 e 22 &deg;C7,<sup>28,31</sup>; no entanto, encontraram- se temperaturas entre 26 e 29 &deg;C. Outro fator que influencia na prolifera&ccedil;&atilde;o dos fungos e que deve ser avaliado &eacute; a umidade relativa do ar, que na presente pesquisa ficou entre 56 e 65%. Existe controv&eacute;rsia na literatura relacionada a essa medida. Para alguns autores, o ideal &eacute; que a umidade relativa desse ambiente esteja entre 35 e 70%<sup>7,28,31</sup>, o que estaria em consenso com os valores encontrados no presente trabalho. No entanto, outros relatam que o ideal &eacute; uma umidade relativa do ar entre 30 e 60%; medidas acima dessas poderiam contribuir para a contamina&ccedil;&atilde;o dos materiais armazenados na CME<sup>29</sup>. Dessa maneira, a umidade relativa do ar encontrada no presente estudo estaria acima do ideal, o que, provavelmente, contribuiu para a prolifera&ccedil;&atilde;o dos fungos e posterior contamina&ccedil;&atilde;o das amostras. Associado aos dois fatores mencionados (temperatura e umidade do ar), deve-se considerar que a falta de limpeza e de ventila&ccedil;&atilde;o de arm&aacute;rios fechados contribui para a perman&ecirc;ncia de fungos nesses ambientes<sup>30</sup>. A limpeza peri&oacute;dica tem a capacidade de reduzir a carga microbiana a n&iacute;veis considerados toler&aacute;veis<sup>32</sup>; a diminui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de fungos evita a recontamina&ccedil;&atilde;o dos materiais est&eacute;reis durante o seu per&iacute;odo de armazenamento. Considerando que o arm&aacute;rio do Grupo A permaneceu fechado por sete dias, sem a entrada de correntes de ar, sem a realiza&ccedil;&atilde;o de limpezas rotineiras de manuten&ccedil;&atilde;o e exposto a temperaturas elevadas e a umidade relativa do ar aumentada, pode-se dizer que, provavelmente, esses conjunto de fatores contribuiu para a maior prolifera&ccedil;&atilde;o dos fungos nesse grupo quando comparado ao Grupo B.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> S&atilde;o diversas as vari&aacute;veis que podem ter contribu&iacute;do para a recontamina&ccedil;&atilde;o das amostras do Grupo A por fungos. A temperatura, a umidade relativa do ar, as esta&ccedil;&otilde;es do ano, o local de armazenamento, incluindo a limpeza e arejamento desses ambientes, s&atilde;o fatores contribuintes para a coloniza&ccedil;&atilde;o e prolifera&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Essas vari&aacute;veis s&atilde;o dif&iacute;ceis de serem controladas, pois n&atilde;o dependem exclusivamente dos funcion&aacute;rios do centro de material e esteriliza&ccedil;&atilde;o. O manuseio foi a principal fonte de contamina&ccedil;&atilde;o dos materiais do Grupo B. Essa vari&aacute;vel pode ser controlada pela conscientiza&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos da central de esteriliza&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; import&acirc;ncia da higieniza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os. O simples ato de lavar as m&atilde;os e utilizar a prepara&ccedil;&atilde;o alco&oacute;lica pode vir a reduzir a contamina&ccedil;&atilde;o dos inv&oacute;lucros por bact&eacute;rias, j&aacute; que a maioria das encontradas pertence &agrave; microbiota transit&oacute;ria e pode ser eliminada ou reduzida com esse procedimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A manipula&ccedil;&atilde;o dos inv&oacute;lucros foi uma vari&aacute;vel importante na recontamina&ccedil;&atilde;o dos materiais por bact&eacute;rias, por ser a m&atilde;o a principal via de transmiss&atilde;o desses micro-organimos. As altera&ccedil;&otilde;es no ambiente de armazenamento, principalmente a falta de limpeza e de ventila&ccedil;&atilde;o dos arm&aacute;rios, provavelmente, foram os principais fatores contribuintes para o crescimento de col&ocirc;nias filamentosas nos arm&aacute;rios fechados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Prado, MEM, Santos SSF. Avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de esteriliza&ccedil;&atilde;o de materiais odontol&oacute;gicos em consult&oacute;rios na cidade de Taubat&eacute;. Rev Biocienc 2002; 8(1): 61-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=148541&pid=S1413-4012201100030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Moriya GGA, Graziano KU. Sterelity maintenance assessment of moist/ wet material after steam sterilization and 30 day sorage. Rev Latino Am Enfermagem 2010; 18(4):786- 91.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Vier FVP, S&oacute; MVR, Gremelmaier L, Bozetti R, Pelisser A. Avalia&ccedil;&atilde;o da esteriliza&ccedil;&atilde;o da esteriliza&ccedil;&atilde;o em autoclaves odontol&oacute;gicas atrav&eacute;s do monitoramento biol&oacute;gico. Rev Fac Odontol Porto Alegre 2008; 49(2):5-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Costa, EAM. Estudo de custo-benef&iacute;cio de embalagens para esteriliza&ccedil;&atilde;o. Rev SOBECC 2004; 9(4):38-43. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Souza MCB, Ceribelli MIPF. Enfermagem no centro de material esterilizado &ndash; a pr&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o continuada. Rev. Latino- Am Enfermagem 2004;12(5):767-74. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Brito MFP, Galv&atilde;o CM, Fran&ccedil;olin L, Rotta CSG. Valida&ccedil;&atilde;o do processo de esteriliza&ccedil;&atilde;o de artigos m&eacute;dicos &ndash;hospitalares segundo diferentes embalagens. Rev Bras Enferm 2002; 55(4):414-19.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Possari JP. Centro de Material e Esteriliza&ccedil;&atilde;o: planejamento e gest&atilde;o. 3. ed. S&atilde;o Paulo: I&aacute;tria; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Tipple AFV, Souza ACS, Nakatani AYK, Carvalho MVC, Faria RS, Paiva EMMO. Processamento de artigos odontol&oacute;gicos em centros de sa&uacute;de de Goi&acirc;nia. Robrac 2005; 14(37):15-20.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Sancinetti TR, Gatto MAF. Par&acirc;metros de produtividade de um centro de material e esteriliza&ccedil;&atilde;o. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(2): 264-70. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Pinter MG, Gabrielloni MC. Valida&ccedil;&atilde;o de embalagens de algod&atilde;o duplo e papel grau cir&uacute;rgico &ndash; relato de experi&ecirc;ncia. Acta Paul Enf 2000; 12(especial):94-5.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Serratine ACP, Rocha MJC. Avalia&ccedil;&atilde;o da esteriliza&ccedil;&atilde;o realizada por meio de estufas (forno de Pasteur) em consult&oacute;rios odontol&oacute;gicos da grande Florian&oacute;polis. Rev Alcance 1998; 5(4):53-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Santos IBC, Oliveira TL, Nogueira MJF. A embalagem para esteriliza&ccedil;&atilde;o sob a &oacute;tica assistencial do enfermeiro. Rev SOBECC 2002; 7(1):7-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Grzesiuk MJ, Gasparetto A, Ramos AL. Qual embalagem voc&ecirc; tem usado para autoclavar os seus materiais?. Rev Cl&iacute;n Ortodon Dental Press 2006; 5(5):27-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Krieger D, Bueno RE, Gabardo MCL. Perspectivas de Biosseguran&ccedil;a em Odontologia. Ver Gest&atilde;o &amp; Sa&uacute;de 2010; 1(2):1-10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Padoveze MC, Nakamura, MHY, Blanco VLO, Calusni ALR, Ceribelli MIPF. Recontamina&ccedil;&atilde;o microbiana em artigos processados por autoclave e embalados em tecido e papel grau cir&uacute;rgico. Rev SOBECC 2001; 6(3):24-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (ANVISA). Higieniza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os. Bras&iacute;lia: 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Kavanagh CMG. Elabora&ccedil;&atilde;o de manual de procedimentos em central de materiais e esteriliza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Atheneu; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Butt WE, Bradley DV, Mayhew RB, Schwartz RS. Evaluation of the shelf life of sterile instrument packs. Oral Surgery, Oral Medicine Oral Pathology 1991;72(6):650-54.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Joan LSP, Norhashimawati, Khor S. Time versus eventrelated sterility: Linen &amp; Pouch packaging remain sterile over a year of storage and handling. Nurs J Singapore 2010; 37(1):34-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Cust&oacute;dio J, Alves JF, Silva F M, Dolinger EJO, Santos, JGS; Brito DD. Avalia&ccedil;&atilde;o microbiol&oacute;gica das m&atilde;os de profissionais da sa&uacute;de de um hospital particular de Itumbiara. Rev Cien Med 2009; 18(1):7-11. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Oliveira DGM, Souza PR, Watanable E, Andrade D. Avalia&ccedil;&atilde;o da higiene das m&atilde;os na perspectiva microbiol&oacute;gica. Rev Panaman Infectol 2010; 12(3):28-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Felix CCP, Miyadahira AMK. Avalia&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de lavagem das m&atilde;os executada por alunos do curso de gradua&ccedil;&atilde;o em enfermagem. Rev Esc Enf USP 2009; 43(1):139 -45. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Almeida RCC, Kuaye AY, Serrano AM, Almeida PF. Avalia&ccedil;&atilde;o do controle da qualidade microbiol&oacute;gica de m&atilde;os de manipuladores de alimentos. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1995; 29(4):290-94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Tipple AFV, Aguilari HT, Souza ACS, Pereira MS, Mendon&ccedil;a ACC, Silveira C. Equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o em centros de material e esteriliza&ccedil;&atilde;o: disponibilidade, uso e fatores intervenientes &agrave; ades&atilde;o. Cienc Cuid Saude 2007; 6(4):441-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Tipple FV, S&aacute; AS, Mendon&ccedil;a AM, Souza KS,Cust&oacute;dia A, Santos SLV. T&eacute;cnica de higieniza&ccedil;&atilde;o simples das m&atilde;os: a pr&aacute;tica entre acad&ecirc;micos da enfermagem. Cienc Enferm 2010; 16(1):49-58. 26. Ceni MGC, KalinkeLP, Paganini, MC. Higieniz</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os: um constante aliado na preven&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o hospitalar. Boletim de Enfermagem 2009; 2(3):48-61. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Rodrigues AB. Central de Material Esterilizado: rotinas t&eacute;cnicas. Belo Horizonte: Health, 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. Souza NC. Uma aplica&ccedil;&atilde;o do custeio baseado em atividades na central de materiais esterilizados de hospitais. Rev Multiface 2007; 1(2):56-66.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 29. Martins SCS, Soares JB. Avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia de antis&eacute;pticos na limpeza das m&atilde;os. B Ceppa 1993; 11(1):65-70. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Carmo ES, Bel&eacute;m LF, Cat&atilde;o,RMR, Lima, EO, Silveira IL, Soares LHM. Microbiota f&uacute;ngica presente em diversos setores de um hospital p&uacute;blico em Campina Grande - PB. Revista Brasileira de An&aacute;lises Cl&iacute;nicas 2007; 39(3): 213-6. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Guadagnin, SVT, Primo, MGB, Tipple AFV, Souza ACS. Centro de Material e Esteriliza&ccedil;&atilde;o: padr&otilde;es arquitet&ocirc;nicos e o processamento de artigos. Rev Eletr&ocirc;nica de Enfermagem 2005; 7(3): 285-93. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Andrade D, Ferrazere MVG, Santos LS, Moraes M, FREIRE E, Ito IY. Uso de sab&otilde;es e detergentes em servi&ccedil;os de sa&uacute;de: novos contextos, outros olhares?. Rev Panam Infectol 2006; 8(4):33-7.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v16n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Keli Bahia Felic&iacute;ssimo Zocratto    <br>   Rua Tenente Anast&aacute;cio de Moura, 740/202    <br>   30240390 Belo Horizonte - MG</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:kelibahia.prof@newtonpaiva.br" target="_blank">kelibahia.prof@newtonpaiva.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 08.06.2011    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Aceito: 27.10.2011</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Prado]]></surname>
<given-names><![CDATA[MEM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[SSF.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação das condições de esterilização de materiais odontológicos em consultórios na cidade de Taubaté.]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Biocienc]]></source>
<year>2002</year>
<volume>8</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>61-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
