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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Osteogênese imperfeita associada à dentinogênese imperfeita: relato de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Osteogenesis imperfecta is a rare genetic condition, which the main clinical manifestation is bone fragility with different degrees of severity. This disease may be associated with dentinogenesis imperfecta, in which the dentin tissue is altered. This study was conducted in order to familiarize health professionals with possible systemic manifestations of osteogenesis imperfecta associated with dentinogenesis imperfecta, as well as the oral aspects of this condition, since the severity of the disease is quite variable. Case report: this study describes a case of a 7 year-old girl, patient of the ambulatory of the pediatric dentistry discipline of the Dentistry School of the Federal University of Bahia, who carried the disease. The diagnosis of osteogenesis imperfecta type III was performed based on clinical and radiographic findings along with the patient's previous medical history. Typical manifestations of the disease were found, such as: bone fragility, limited mobility, and deformities in upper and lower limbs. Among oral aspects, the brown staining of the teeth, partial obliteration of the root canal of lower incisors, as well as the displacement of enamel in some teeth confirmed the presence of dentinogenesis imperfecta. Conclusion: Despite the severe systemic issues and limitations that may be present in patients affected by this disease, it is of utmost importance that care with the oral cavity are not overlooked, thus promoting the patient a better quality of life.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Osteog&ecirc;nese imperfeita associada &agrave; dentinog&ecirc;nese imperfeita: relato de caso</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Osteogenesis imperfecta associated with dentinogenesis imperfecta: case report</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>C&iacute;ntia de Vasconcellos Machado <sup>I</sup>; Iandira Maria Oliveira Pastor<sup> II</sup>; Paloma Dias da Silva Telles <sup>III</sup>; Maria Celina Barreiros Siquara da Rocha <sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Mestra em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora do curso de especializa&ccedil;&atilde;o em Odontopediatria da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Odontologia, Se&ccedil;&atilde;o Bahia, Salvador, BA, Brasil    <br>   <sup>II</sup> Mestra em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia. Professora Adjunta da disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia, Departamento de Odontologia Social e Pedi&aacute;trica, Salvador, BA, Brasil    <br>   <sup>III</sup> Doutora em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Bauru - Universidade de S&atilde;o Paulo. Professora Adjunta da disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia, Departamento de Odontologia Social e Pedi&aacute;trica, Salvador, BA, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV</sup> Doutora em Ci&ecirc;ncias Odontol&oacute;gicas pela Universidade de S&atilde;o Paulo. Professora Titular da disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia, Departamento de Odontologia Social e Pedi&aacute;trica, Salvador, BA, Brasil    <br></font>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o: A osteog&ecirc;nese imperfeita &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica rara, que tem como principal manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica a fragilidade &oacute;ssea, em diferentes graus de severidade. A mesma pode ou n&atilde;o estar associada &agrave; dentinog&ecirc;nese imperfeita, onde o tecido dentin&aacute;rio encontra-se alterado. Este estudo foi realizado com o objetivo de familiarizar os profissionais da sa&uacute;de com as poss&iacute;veis manifesta&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas da osteog&ecirc;nese imperfeita associada &agrave; dentinog&ecirc;nese imperfeita, assim como os aspectos orais desta condi&ccedil;&atilde;o, visto que a gravidade da doen&ccedil;a &eacute; bastante vari&aacute;vel. Relato de caso: neste estudo &eacute; apresentado o caso de uma crian&ccedil;a de sete anos de idade, paciente do ambulat&oacute;rio da disciplina de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia, portadora dessa doen&ccedil;a. O diagn&oacute;stico de osteog&ecirc;nese imperfeita do tipo III foi realizado com base nas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e radiogr&aacute;ficas observadas, assim como na hist&oacute;ria m&eacute;dica pregressa da paciente. Manifesta&ccedil;&otilde;es caracter&iacute;sticas da osteog&ecirc;nese imperfeita foram verificadas, tais como fragilidade &oacute;ssea, dificuldade de locomo&ccedil;&atilde;o e deformidades nos membros superiores e inferiores. Entre os aspectos bucais, a colora&ccedil;&atilde;o castanha dos dentes, a oblitera&ccedil;&atilde;o parcial dos canais radiculares dos incisivos inferiores, assim como o deslocamento do esmalte dent&aacute;rio em alguns dentes, confirmaram a presen&ccedil;a de dentinog&ecirc;nese imperfeita. Considera&ccedil;&otilde;es finais: Apesar dos s&eacute;rios problemas sist&ecirc;micos e limita&ccedil;&otilde;es que podem estar presentes nos pacientes acometidos por essa doen&ccedil;a, &eacute; de suma import&acirc;ncia que os cuidados com a cavidade bucal n&atilde;o sejam negligenciados, proporcionando ao paciente, assim, uma melhor qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Osteog&ecirc;nese imperfeita. Dentinog&ecirc;nese imperfeita. Odontopediatria.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introduction: Osteogenesis imperfecta is a rare genetic condition, which the main clinical manifestation is bone fragility with different degrees of severity. This disease may be associated with dentinogenesis imperfecta, in which the dentin tissue is altered. This study was conducted in order to familiarize health professionals with possible systemic manifestations of osteogenesis imperfecta associated with dentinogenesis imperfecta, as well as the oral aspects of this condition, since the severity of the disease is quite variable. Case report: this study describes a case of a 7 year-old girl, patient of the ambulatory of the pediatric dentistry discipline of the Dentistry School of the Federal University of Bahia, who carried the disease. The diagnosis of osteogenesis imperfecta type III was performed based on clinical and radiographic findings along with the patient's previous medical history. Typical manifestations of the disease were found, such as: bone fragility, limited mobility, and deformities in upper and lower limbs. Among oral aspects, the brown staining of the teeth, partial obliteration of the root canal of lower incisors, as well as the displacement of enamel in some teeth confirmed the presence of dentinogenesis imperfecta. Conclusion: Despite the severe systemic issues and limitations that may be present in patients affected by this disease, it is of utmost importance that care with the oral cavity are not overlooked, thus promoting the patient a better quality of life.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Osteogenesis imperfecta. Dentinogenesis imperfecta. Pediatric dentistry.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A osteog&ecirc;nese imperfeita (OI) consiste em um grupo de desordens heredit&aacute;rias que ocorrem, na sua grande maioria, por uma defici&ecirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o de col&aacute;geno do tipo I. Como consequ&ecirc;ncia, todos os tecidos ricos em col&aacute;geno podem ser afetados, como ossos, pele, tend&otilde;es e dentes<sup>1,2</sup>. As manifesta&ccedil;&otilde;es mais comuns da doen&ccedil;a s&atilde;o fragilidade &oacute;ssea, defici&ecirc;ncia no crescimento, escler&oacute;tica azulada, surdez progressiva, deformidade dos membros, escoliose, hipermobilidade articular e dentinog&ecirc;nese imperfeita<sup>1,3-5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; uma doen&ccedil;a rara, que afeta aproximadamente um a cada dez mil indiv&iacute;duos, podendo apresentar um padr&atilde;o de transmiss&atilde;o dominante ou recessivo<sup>4</sup>. A OI pode ocorrer em raz&atilde;o das muta&ccedil;&otilde;es nos genes que codificam o col&aacute;geno tipo I: o COL1A1, no cromossomo 17, ou o COL1A2, no cromossomo 76. A variabilidade cl&iacute;nica da doen&ccedil;a &eacute; grande, sendo classificada em diferentes tipos de acordo com a gravidade e as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas, assim como o padr&atilde;o de transmiss&atilde;o heredit&aacute;ria. De acordo com Sillence et al.<sup>7</sup> (1979), a OI pode ser classificada em quatro grandes grupos, de I a IV. O tipo I &eacute; transmitido geneticamente de forma autoss&ocirc;mica dominante, sendo o mais comum e tamb&eacute;m a forma mais branda da doen&ccedil;a. O tipo II, transmitido de forma autoss&ocirc;mica recessiva, &eacute; marcado por uma fragilidade &oacute;ssea extrema, podendo levar &agrave; morte intrauterina, ao passo que no tipo III &eacute; observada uma severa fragilidade &oacute;ssea, por&eacute;m compat&iacute;vel com a sobreviv&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo. Este terceiro tipo mostra um padr&atilde;o de heran&ccedil;a heterog&ecirc;neo, onde os indiv&iacute;duos sofrem m&uacute;ltiplas fraturas ao longo da vida, apresentam baixa estatura, arqueamento dos ossos longos e grande limita&ccedil;&atilde;o de locomo&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>. O tipo IV, o qual &eacute; transmitido de forma autoss&ocirc;mica dominante &eacute; o tipo mais heterog&ecirc;neo dessa condi&ccedil;&atilde;o, incluindo desde formas mais brandas at&eacute; moderadas da doen&ccedil;a<sup>7,8</sup>. Recentemente, tr&ecirc;s novos tipos de OI foram acrescentados a essa classifica&ccedil;&atilde;o, a partir das caracter&iacute;sticas observadas na OI tipo IV. S&atilde;o os tipos V<sup>9</sup>, VI<sup>10</sup> e VII<sup>11</sup>, todos compat&iacute;veis com a vida do indiv&iacute;duo, apesar da ocorr&ecirc;ncia de fraturas &oacute;sseas, principalmente na inf&acirc;ncia. De uma maneira geral, os casos mais leves de OI est&atilde;o associados a uma s&iacute;ntese diminu&iacute;da de col&aacute;geno do tipo I normal, ao passo que nos casos mais severos da doen&ccedil;a existe uma altera&ccedil;&atilde;o estrutural da prote&iacute;na<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A OI pode ou n&atilde;o estar acompanhada da dentinog&ecirc;nese imperfeita (DI), tamb&eacute;m uma desordem gen&eacute;tica, que resulta numa forma&ccedil;&atilde;o defeituosa da dentina<sup>13</sup>. A DI do tipo I ocorre em indiv&iacute;duos portadores de OI, ao passo que a DI do tipo II n&atilde;o est&aacute; associada &agrave; OI, sendo esta a forma mais comum da doen&ccedil;a. A DI do tipo III &eacute; observada na popula&ccedil;&atilde;o residente da cidade de Brandywine, em Maryland, nos Estados Unidos<sup>14</sup>. Evid&ecirc;ncias mostram que a DI do tipo I &eacute; causada por muta&ccedil;&otilde;es nos genes do col&aacute;geno do tipo I, &agrave; semelhan&ccedil;a da OI, ao passo que as outras formas de DI est&atilde;o associadas a muta&ccedil;&otilde;es no gene que codifica a sialofosfoprote&iacute;na da dentina (DSPP), sendo esta a mais abundante prote&iacute;na n&atilde;o col&aacute;gena desse tecido, exercendo um importante papel na sua biomineraliza&ccedil;&atilde;o<sup>15</sup>. Os dentes afetados pela DI, tamb&eacute;m chamados de "dentes opalescentes", apresentam uma colora&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica, que varia de diferentes tons de amarelo at&eacute; o castanho<sup>13,16-18</sup>. O esmalte dent&aacute;rio apresenta uma tend&ecirc;ncia a se destacar da dentina, deixando o tecido alterado exposto. Assim, uma severa atri&ccedil;&atilde;o dos dentes pode ocorrer, uma vez que a dentina exposta &eacute; displ&aacute;sica, com uma consist&ecirc;ncia mais amolecida<sup>3,19-22</sup>. A denti&ccedil;&atilde;o permanente &eacute; menos afetada do que a dec&iacute;dua, podendo at&eacute; mesmo apresentar caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas de normalidade<sup>22-24</sup>. Radiograficamente, os dentes acometidos pela DI podem apresentar uma tend&ecirc;ncia &agrave; oblitera&ccedil;&atilde;o pulpar ao longo do tempo, assim como uma constri&ccedil;&atilde;o cervicervical e a presen&ccedil;a de ra&iacute;zes curtas e finas<sup>3,18,21,22,25</sup>. Altera&ccedil;&otilde;es periapicais podem ser observadas em decorr&ecirc;ncia da exposi&ccedil;&atilde;o e atri&ccedil;&atilde;o severa do tecido dentin&aacute;rio<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evid&ecirc;ncia histol&oacute;gica mais comum nos dentes afetados pela DI &eacute; a presen&ccedil;a de uma dentina displ&aacute;sica. Um n&uacute;mero reduzido de t&uacute;bulos dentin&aacute;rios pode ser observado no tecido alterado e, quando estes se fazem presentes, apresentam di&acirc;metros reduzidos, assim como uma distribui&ccedil;&atilde;o e dire&ccedil;&atilde;o irregulares ao longo do tecido<sup>21,22</sup>. Foi relatado um aspecto globular da dentina circumpulpar, quando o tecido dentin&aacute;rio foi analisado pela microscopia eletr&ocirc;nica de varredura em pacientes portadores de DI<sup>22</sup>. Foi observada ainda a presen&ccedil;a de microfraturas e de c&eacute;lulas aprisionadas ao longo da dentina, dando um aspecto displ&aacute;sico &agrave; mesma<sup>26</sup>. De acordo alguns autores, a dentina do manto apresenta menos irregularidades quando comparada ao tecido dentin&aacute;rio pr&oacute;ximo &agrave; polpa do dente<sup>13,27</sup>. Al&eacute;m das altera&ccedil;&otilde;es na dentina, o esmalte dos pacientes portadores de DI pode apresentar altera&ccedil;&otilde;es pelo fato de o tecido mesenquim&aacute;tico alterado poder influenciar negativamente a forma&ccedil;&atilde;o do esmalte, que tem origem ectod&eacute;rmica<sup>28</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste estudo foi relatar um caso de osteog&ecirc;nese imperfeita associada &agrave; dentenog&ecirc;nese imperfeita, que n&atilde;o faz parte da rotina cl&iacute;nica do cirurgi&atilde;o-dentista, demonstrando as poss&iacute;veis manifesta&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas dessa condi&ccedil;&atilde;o, assim como os aspectos orais, visto que a gravidade da doen&ccedil;a &eacute; bastante vari&aacute;vel. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Caso cl&iacute;nico</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A paciente do sexo feminino, cor parda, hoje com sete anos de idade, foi encaminhada &agrave; disciplina de Odontopediatria, da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia (FO-UFBA) para avalia&ccedil;&atilde;o do seu estado de sa&uacute;de bucal, aos tr&ecirc;s anos de idade. A paciente chegou ao ambulat&oacute;rio j&aacute; com o diagn&oacute;stico de osteog&ecirc;nese imperfeita do tipo III. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante a anamnese, a respons&aacute;vel revelou uma hist&oacute;ria de m&uacute;ltiplas fraturas, com necessidade de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar na maioria das vezes. A paciente exibia total limita&ccedil;&atilde;o de locomo&ccedil;&atilde;o, assim como deformidades nos membros superiores e inferiores, os quais se mostravam arqueados (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Da mesma forma, a crian&ccedil;a apresentava uma baixa estatura para a idade. At&eacute; o momento do exame, n&atilde;o tinha sido percebida nenhuma defici&ecirc;ncia na capacidade auditiva. A menina apresentava uma capacidade intelectual normal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a16fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No exame cl&iacute;nico intrabucal, todos os dentes dec&iacute;duos exibiam uma colora&ccedil;&atilde;o castanho-amarelada. Os primeiros molares dec&iacute;duos apresentavam perda ou deslocamento do esmalte, com consequente exposi&ccedil;&atilde;o do tecido dentin&aacute;rio e sensibilidade dolorosa. A higiene bucal da paciente no momento do primeiro exame era bastante deficiente, apresentando uma grande quantidade de placa bacteriana. Da mesma forma, a mesma ingeria uma quantidade consider&aacute;vel de alimentos ricos em sacarose, como balas e biscoitos. Na radiografia panor&acirc;mica, foi observada uma constri&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o cervical dos molares (<a href="#fig02">Figura 2</a>). Da mesma forma, p&ocirc;de ser observada uma oblitera&ccedil;&atilde;o parcial prematura dos canais radiculares dos incisivos inferiores, na radiografia periapical da regi&atilde;o (<a href="#fig03">Figura 3</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e radiogr&aacute;ficas apresentadas, associadas &agrave; hist&oacute;ria m&eacute;dica pregressa da paciente, foi poss&iacute;vel fazer o diagn&oacute;stico de dentinog&ecirc;nese imperfeita do tipo I, a qual estava associada &agrave; OI do tipo III, previamente diagnosticada pela equipe m&eacute;dica que acompanha a paciente. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a16fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento odontol&oacute;gico proposto consistiu de procedimentos curativos e preventivos. Foi realizado o aconselhamento diet&eacute;tico da paciente, assim como a instru&ccedil;&atilde;o de higiene bucal. Restaura&ccedil;&otilde;es de cimento de ion&ocirc;mero de vidro foram realizadas nos dentes que apresentavam necessidade. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a16fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a respons&aacute;vel pela crian&ccedil;a, a equipe m&eacute;dica que a acompanha a encaminhou para a fisioterapia na piscina, com o objetivo de fortalecer a musculatura e, assim, minimizar as deformidades dos membros. Da mesma maneira, a menina fazia uso de vitamina D para fortalecimento das estruturas &oacute;sseas e de bisfosfonatos, que s&atilde;o potentes inibidores da reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A paciente vem sendo acompanhada pela equipe de odontopediatria da FO-Ufba h&aacute; quatro anos. Atualmente, a paciente est&aacute; com sete anos de idade e encontra-se na fase de denti&ccedil;&atilde;o mista. Os quatro incisivos inferiores j&aacute; irromperam e, da mesma forma que os dentes dec&iacute;duos, apresentam a colora&ccedil;&atilde;o castanha, caracter&iacute;stica da dentinog&ecirc;nese imperfeita (<a href="#fig04">Figura 4</a>). Nesse per&iacute;odo, a paciente melhorou bastante a condi&ccedil;&atilde;o de higiene bucal. Entretanto, as restaura&ccedil;&otilde;es com cimento de ion&ocirc;mero de vidro foram recolocadas algumas vezes, inclusive trocadas por resina composta, pela dificuldade de ades&atilde;o do material restaurador ao tecido alterado. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de geral, a paciente apresenta-se est&aacute;vel, apesar da limita&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua locomo&ccedil;&atilde;o e das fraturas &oacute;sseas recorrentes. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a16fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este estudo foi submetido ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia e aprovado, sob o registro FR: 234457 - CAAE: 0048.0.368.000-08. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo apresentou o caso de uma crian&ccedil;a portadora de OI do tipo III, associada &agrave; DI do tipo I. Nenhum caso, nem de OI ou de DI, havia sido detectado na fam&iacute;lia at&eacute; o momento do exame, de acordo com a respons&aacute;vel pela paciente. Este aspecto foi observado em outros estudos, como no realizado por Schwartz e Tsipouras<sup>3</sup> (1984), onde 12 dos 28 pacientes avaliados n&atilde;o apresentavam hist&oacute;ria familiar de OI, assim como no caso relatado por Teixeira et al.<sup>22</sup> (2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A DI ocorre em 43 a 82% dos pacientes portadores de OI do tipo III, sendo este o tipo da desordem apresentado neste estudo<sup>3,23</sup>. A DI tamb&eacute;m pode ser denominada de dentina opalescente heredit&aacute;ria, em decorr&ecirc;ncia da colora&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica apresentada pelos dentes<sup>19</sup>. Neste estudo, todos os dentes da paciente, tanto os dec&iacute;duos como os permanentes estavam afetados, apresentando uma colora&ccedil;&atilde;o castanho- amarelada caracter&iacute;stica. Embora o esmalte nos dentes afetados pela DI seja normal, ele tende a se destacar da dentina adjacente. Esta, por ser um tecido histologicamente alterado, muitas vezes menos mineralizado que o normal, pode sofrer severa atri&ccedil;&atilde;o<sup>29</sup>. Os dentes afetados, em alguns casos, podem atingir o n&iacute;vel gengival, com total perda da dimens&atilde;o vertical<sup>20,21</sup>. No caso cl&iacute;nico apresentado, a dentina estava exposta em alguns dentes, apresentando sensibilidade dolorosa. Talvez n&atilde;o tenha sido observada uma atri&ccedil;&atilde;o mais severa em virtude da pouca idade da paciente. Esta perda do esmalte dos dentes pode ser atribu&iacute;da &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es histol&oacute;gicas presentes tanto na jun&ccedil;&atilde;o amelo-dentin&aacute;ria como na pr&oacute;pria dentina<sup>13,26,27</sup>. Um menor grau de mineraliza&ccedil;&atilde;o, tanto da dentina como do esmalte, tamb&eacute;m foi apontado como uma poss&iacute;vel causa para a perda do esmalte dos dentes em pacientes portadores de OI<sup>28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dentes afetados pela DI n&atilde;o parecem ser mais suscept&iacute;veis &agrave; c&aacute;rie do que os dentes normais, podendo apresentar certa resist&ecirc;ncia a esta em raz&atilde;o da oblitera&ccedil;&atilde;o dos t&uacute;bulos dentin&aacute;rios<sup>19,22,23</sup>. No caso apresentado, a paciente n&atilde;o apresentava sinais cl&iacute;nicos de c&aacute;rie, embora a dentina estivesse exposta em alguns dentes e houvesse sintomatologia dolorosa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Pelo fato de a dentina apresentar-se displ&aacute;sica nestes pacientes, o tratamento restaurador de tais dentes pode ser um desafio. O uso de materiais adesivos n&atilde;o est&aacute; contraindicado nesses casos, visto que as t&eacute;cnicas restauradoras e os sistemas adesivos melhoraram significativamente nos &uacute;ltimos anos<sup>20,22</sup>. Entretanto, a escolha por tal tratamento deve ser realizada com base nas caracter&iacute;sticas individuais dos pacientes, em virtude da grande variabilidade existente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es encontradas na dentina de dentes acometidos pela DI<sup>27</sup>. O tratamento &eacute; delicado em raz&atilde;o da acentuada perda de dimens&atilde;o vertical observada em muitos casos, da dificuldade de reten&ccedil;&atilde;o do material na dentina afetada e da m&aacute; oclus&atilde;o observada em alguns casos<sup>13,20,22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim como no exame cl&iacute;nico, foram observados sinais compat&iacute;veis com a DI no exame radiogr&aacute;fico intraoral realizado. Foi detectada uma constri&ccedil;&atilde;o cervical nos molares dec&iacute;duos, assim como uma oblitera&ccedil;&atilde;o parcial dos condutos radiculares dos incisivos inferiores dec&iacute;duos. Esses achados v&atilde;o de encontro ao que j&aacute; foi salientado na literatura<sup>1,3,18</sup>. A constri&ccedil;&atilde;o cervical dos molares pode dificultar a adapta&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses, assim como a oblitera&ccedil;&atilde;o radicular pode impedir o tratamento endod&ocirc;ntico, quando necess&aacute;rio, podendo implicar a indica&ccedil;&atilde;o de exodontia nesses casos<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, um acompanhamento odontol&oacute;gico frequente do paciente &eacute; importante, promovendo um aconselhamento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dieta, evitando alimentos cariog&ecirc;nicos, assim como alimentos muito duros, os quais poderiam aumentar o grau de atri&ccedil;&atilde;o dos dentes acometidos pela DI. Da mesma forma, a realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos preventivos, como instru&ccedil;&atilde;o de higiene oral, profilaxia e aplica&ccedil;&otilde;es t&oacute;picas de fl&uacute;or, s&atilde;o importantes trunfos na preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a c&aacute;rie<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante o atendimento odontol&oacute;gico, &eacute; importante que se tenha cuidado ao manusear os pacientes portadores de OI, principalmente nos casos onde as manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da doen&ccedil;a s&atilde;o mais severas, como era o caso descrito no presente estudo, proporcionando ao paciente seguran&ccedil;a, conforto e apoio, devido ao grande risco de fraturas, mesmo ao menor trauma<sup>18</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os estudos mostram que uma grande parte dos indiv&iacute;duos portadores de OI apresenta uma m&aacute; oclus&atilde;o de classe III de Angle, assim como uma alta incid&ecirc;ncia de mordida cruzada anterior e/ou posterior<sup>3,22,23,25</sup>. De acordo com Schwartz e Tsipouras<sup>3</sup> (1984), esse tipo de m&aacute; oclus&atilde;o estaria relacionada com o comprometimento esquel&eacute;tico observado nas formas mais graves de OI. Para outros autores, o prognatismo mandibular est&aacute; associado a altera&ccedil;&otilde;es estruturais da articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular<sup>30</sup>. No presente caso, at&eacute; o momento do &uacute;ltimo exame, a paciente apresentava uma oclus&atilde;o normal, provavelmente em raz&atilde;o da sua pouca idade, assim como aus&ecirc;ncia de desgaste excessivo dos dentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda n&atilde;o existe cura para a OI e as estrat&eacute;gias para o tratamento dessa doen&ccedil;a s&atilde;o paliativos, com o objetivo de reduzir as deformidades &oacute;sseas e permitir a fun&ccedil;&atilde;o motora normal do paciente, melhorando a qualidade de vida do mesmo<sup>8</sup>. O cirurgi&atilde;o-dentista desempenha um papel fundamental no tratamento e diagn&oacute;stico dos pacientes portadores de DI, e tamb&eacute;m de OI, principalmente nos casos mais brandos da doen&ccedil;a<sup>22</sup>. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, o dentista pode ser o primeiro profissional da sa&uacute;de a detectar essa condi&ccedil;&atilde;o, visto que as altera&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias decorrentes da DI podem constituir as manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas mais evidentes da OI.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico precoce da OI associada &agrave; DI permite a realiza&ccedil;&atilde;o de um tratamento adequado, melhorando significativamente o progn&oacute;stico do paciente. Especificamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; DI, uma aten&ccedil;&atilde;o especial deve ser dispensada &agrave; preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as bucais, como a c&aacute;rie e doen&ccedil;a periodontal, em raz&atilde;o da dificuldade t&eacute;cnica de tratamento muitas vezes encontrada nesses pacientes. Quando necess&aacute;rio, o restabelecimento est&eacute;tico e funcional nos casos de DI &eacute; de fundamental import&acirc;ncia, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente, assim como promovendo um impacto psicol&oacute;gico positivo sobre o mesmo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Rios D, Vieira ALF, Tenuda LMA, Machado MAAM. Osteogenesis imperfecta and dentinogenesis imperfecta: Associated disorders. Quintessence Int 2005; 36(9):695-701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=162782&pid=S1413-4012201200030001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Sanches K, Queiroz AM, Freitas AC, Serrano KVD. Clinical features, dental findings and dental care management in osteogenesis imperfecta. J Clin Pediatr Dent 2005; 30(1):77- 82. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">3. Schwartz S, Tsipouras P. Oral findings in osteogenesis imperfecta. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1984; 57(2):161-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Glorieux FH. Osteogenesis imperfecta. Best Pract Res Clin Rheumatol 2008; 22(1):85-100. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Lima JS, Nunes VRT, Souza RFF, Campos AS, Aguiar RALP, Aguiar MJB. Osteog&ecirc;nese imperfeita perinatal na Maternidade do Hospital das Cl&iacute;nicas da UFMG. Rev Med Minas Gerais 2010; 20(4):483-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Barbirato C, Almeida MG, Milanez M, Sipolatti V, Rebou&ccedil;as MRGO, AKEL Jr AN et al. A novel COL1A1 gene-splicing mutation (c.1875+1G&gt;C) in a Brazilian patient with osteogenesis imperfecta. Genet Mol Res 2009; 8(1):173-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Sillence DO, Senn A, Danks DM. Genetic heterogeneity in osteogenesis imperfecta. J Med Genet 1979; 16(2):101-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Huber MA. Osteogenesis imperfecta. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2007; 103(3):314-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Glorieux FH, Rauch F, Plotkin H, Ward L, Travers R, Roughley P et al. Type V osteogenesis imperfecta: a new form of brittle bone disease. J Bone Miner Res 2000; 15(9):1650-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Glorieux FH, Ward LM, Rauch F, Lalic L, Roughley PJ, Travers R. Osteogenesis imperfecta type VI: a form of brittle bone disease with a mineralization defect. J Bone Miner Res 2002; 17(1):30-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Ward LM, Rauch F, Travers R, Chabot G, Azoz EM, Lalic L et al. Osteogenesis imperfecta type VII: an autosomal recessive form of brittle bone disease. Bone 2002; 31(1):12-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Martini JC, Forlino A, Cabral WA, Barnes AM, San Antonio JD, Milgrom S, et al. Consortium for osteogenesis imperfecta mutations in the helical domain of type I collagen: regions rich in lethal mutations align with collagen binding sites for integrins and proteoglycans. Hum Mutat 2007; 28(3):209-21. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">13. Majorana A, Bardellini E, Brunelli PC, Lacaita M, Cazzolla AP, Favia G. Dentinogenesis imperfecta in children with osteogenesis imperfecta: a clinical and ultrastructural study. Int J Paediatr Dent 2010; 20(2):112-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Shields ED, Bixler D, el-Kafrawy AM. A proposed classification for heritable human dentin defects with a description of a new entity. Arch Oral Biol 1973; 18(4):543-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Song YL, Wang CN, Fan MW, Su B, Bian Z. Dentin phosphoprotein frameshift mutations in hereditary dentin disorders and their variation patterns in normal human population. J Med Genet 2008; 45(7):457-64. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Saeves R, Wekre LL, Ambjornsen E, Axelsson S, Nordgarden H, Storhaug K. Oral findings in adults with osteogenesis imperfecta. Spec Care Dentist 2009; 29(2):102-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Dhaliwal H, McKaig S. Dentinogenesis imperfect - clinical presentation and management. Dent Update 2010; 37(6):369-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Kanno CM, Oliveira JA. Caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e radiogr&aacute;ficas da osteog&ecirc;nese imperfeita associada &agrave; dentinog&ecirc;nse imperfeita. Odonto (S&atilde;o Bernardo do Campo) 2009; 17(33):96- 101. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Bixler D, Conneally PM, Christen AG. Dentinogenesis imperfecta: genetic variations in six generation family. J Dent Res 1969; 48(6):1196-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Bouvier D, Duprez JP, Morrier JJ, Bois D. Strategies for rehabilitation in the treatment of dentinogenesis imperfecta in a child: a clinical report. J Prosthet Dent 1996; 75(3):238- 41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Cauwels RG, De Coster PJ, Mortier GR, Marks GR, Martens LC. Dentinogenesis imperfecta associated with short stature, hearing loss and mental retardation: a new syndrome with autosomal recessive inheritance? J Oral Pathol Med 2005; 34(7):444-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Teixeira CS, Felippe MCS, Felippe WT, Silva-Sousa YTC, Sousa-Neto MD. The role of dentists in diagnosing osteogenesis imperfecta in patients with dentinogenesis imperfecta. J Am Dent Assoc 2008; 139(7):906-14. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">23. O'Connell AC, Marini JC. Evaluation of oral problems in an oesteogenesis imperfecta population. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Radiol Endod 1999; 87(2):189-96. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">24. Malmgren B, Norgren S. Dental aberrations in children and adolescents with osteogenesis imperfecta. Acta Odontol Scand 2002; 60(2):65-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">25. Barroso MT, Castro MPA, Dadalto ECV, Gomes, AMM, Valle MAS, Sanglard LF. Aspectos odontol&oacute;gicos de tr&ecirc;s irm&atilde;os com osteog&ecirc;nese imperfeita. Rev Bras Pesq Saude 2009; 11(1):52-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">26. Koreeda-Miura M, Onishi T, Ooshima T. Significance of histopathologic examination in the diagnosis of dentin defects associated with type IV osteogenesis imperfecta: Two case reports. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2003; 95(1):85-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">27. Malmgren B, Lindskog S. Assesment of dysplastic dentin in osteogenesis imperfecta and dentinogenesis imperfecta. Acta Odontol Scand 2003; 61(2):72-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">28. Lindau BM, Dietz W, Hoyer I, Lundgreen T, Storhaug K, Norem JG. Morphology of dental enamel and dentin-enamel junction in osteogenesis imperfecta. Int J Paediat Dent 1999; 9(1):13-21. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">29. Freitas KP, Antonio AG, Winz MLP, Castro RAL, Vianna RBC. Dentinog&ecirc;nese imperfeita tipo III e tipo II em crian&ccedil;as: relato de casos. Odonto (S&atilde;o Bernardo do Campo) 2008; 16(32):130-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">30. Ortega AO, Rosa VL, Zwir LM, Ciamponi AL, Guimar&atilde;es AS, Alonso LG. Anatomic and dynamic aspects of stomatognathic structures in osteogenesis imperfecta: a case report. Cranio 2007; 25(2):144-9.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">C&iacute;ntia de Vasconcellos Machado    <br>   Rua Marechal Floriano, 354 / 701    <br>   40110-010 Salvador-BA    <br>     e-mail:</font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:cintiamachado@hotmail.com" target="_blank">cintiamachado@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<page-range>695-701</page-range></nlm-citation>
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