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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: the aim of this study was to assess the effectiveness of partial caries removal (PCR) of deep caries lesions and restoration in a single session compared to stepwise excavation (SW), after six years of follow-up. Materials and method: the study was conducted in the cities of Porto Alegre and Brasilia, Brazil. The sample included patients with permanent molars with deep caries lesions (inner half of dentin), without periapical lesion upon radiographic exam, positive response to cold test, negative to percussion and absence of spontaneous pain. These were randomly assigned to the test group (PCR), with incomplete caries removal and restoration in a single session, or control (SW). Then, teeth were restored with composite resin or amalgam. The outcome assessed was pulp vitality (sensitivity to cold test, sensitivity to percussion, and absence of periapical lesion). Survival analyzes were performed to estimate the rates of treatment success and define associated variables using the Weibull regression model. Two hundred ninety-nine (299) treatments were performed, with 152 PCR and 147 SW. Results: follow-up was performed only for treatments in Porto Alegre. After 6 years, 127 teeth were assessed. Success rates of 60% for PCR and 32% for SW (p<0.05) were observed. Among the variables analyzed, only type of treatment was significantly associated with the maintenance of pulp vitality, being favorable to PCR. Conclusion: PCR may be a viable alternative in the treatment of deep carious lesions, showing significant improvement regarding the maintenance of pulp vitality when compared to SW.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado em dentes permanentes: seis anos de acompanhamento</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Partial caries removal in permanent teeth: six-year follow-up</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juliana Jobim Jardim<sup>I</sup>; Miriam Nunes Doege Simoneti<sup>II</sup>; Marisa Maltz</b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup>I</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Doutora em Cardiologia/Dent&iacute;stica, Ufrgs, Departamento de Odontologia Preventiva e Social, Porto Alegre, RS, Brasil    <br>   <sup>II</sup> Cirurgi&atilde;- Dentista, Ufrgs, Departamento de Odontologia Preventiva e Social, Porto Alegre, RS, Brasil</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivos: o objetivo deste estudo foi avaliar a efetividade da remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado (RPTC) de les&otilde;es de c&aacute;rie profundas e restaura&ccedil;&atilde;o em uma &uacute;nica sess&atilde;o de forma comparativa ao tratamento expectante (TE) em seis anos de acompanhamento. Materiais e m&eacute;todo: o estudo foi realizado em Porto Alegre e Bras&iacute;lia. A amostra incluiu pacientes com molares permanentes com les&otilde;es de c&aacute;rie profundas (metade interna de dentina), sem les&atilde;o periapical ao exame radiogr&aacute;fico, resposta positiva ao teste de frio, negativa &agrave; percuss&atilde;o e aus&ecirc;ncia de dor espont&acirc;nea. Esses foram randomicamente atribu&iacute;dos ao grupo teste (RPTC), recebendo remo&ccedil;&atilde;o incompleta de tecido cariado e restaura&ccedil;&atilde;o em uma sess&atilde;o, ou controle (TE). Ap&oacute;s, os dentes foram restaurados com resina composta ou am&aacute;lgama. O desfecho avaliado foi vitalidade pulpar (sensibilidade ao teste t&eacute;rmico, sensibilidade &agrave; percuss&atilde;o e aus&ecirc;ncia de altera&ccedil;&atilde;o periapical). An&aacute;lises de sobreviv&ecirc;ncia foram realizadas para estimar as taxas de sucesso do tratamento e definir vari&aacute;veis associadas, utilizando o modelo de regress&atilde;o de Weibull. Foram executados 299 tratamentos, sendo 152 RPTC e 147 TE. Resultados: somente o acompanhamento dos tratamentos realizados em Porto Alegre foi realizado. Ap&oacute;s 6 anos, 127 dentes foram avaliados. Foram observadas taxas de sucesso de 60% para RPTC e 32% para TE (p&lt;0,05). Dentre as vari&aacute;veis analisadas, somente a tipo de tratamento apresentou associa&ccedil;&atilde;o significativa &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade pulpar, sendo favor&aacute;vel &agrave; RPTC. Conclus&atilde;o: RPTC pode ser alternativa vi&aacute;vel no tratamento de les&otilde;es profundas de c&aacute;rie, mostrando melhora significativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade pulpar quando comparado ao TE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>C&aacute;rie dent&aacute;ria. Dentes permanentes. Remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objectives: the aim of this study was to assess the effectiveness of partial caries removal (PCR) of deep caries lesions and restoration in a single session compared to stepwise excavation (SW), after six years of follow-up. Materials and method: the study was conducted in the cities of Porto Alegre and Brasilia, Brazil. The sample included patients with permanent molars with deep caries lesions (inner half of dentin), without periapical lesion upon radiographic exam, positive response to cold test, negative to percussion and absence of spontaneous pain. These were randomly assigned to the test group (PCR), with incomplete caries removal and restoration in a single session, or control (SW). Then, teeth were restored with composite resin or amalgam. The outcome assessed was pulp vitality (sensitivity to cold test, sensitivity to percussion, and absence of periapical lesion). Survival analyzes were performed to estimate the rates of treatment success and define associated variables using the Weibull regression model. Two hundred ninety-nine (299) treatments were performed, with 152 PCR and 147 SW. Results: follow-up was performed only for treatments in Porto Alegre. After 6 years, 127 teeth were assessed. Success rates of 60% for PCR and 32% for SW (p&lt;0.05) were observed. Among the variables analyzed, only type of treatment was significantly associated with the maintenance of pulp vitality, being favorable to PCR. Conclusion: PCR may be a viable alternative in the treatment of deep carious lesions, showing significant improvement regarding the maintenance of pulp vitality when compared to SW.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Dental caries. Permanent teeth. Partial caries removal.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O procedimento tradicional para o tratamento de les&otilde;es de c&aacute;rie profundas consiste na remo&ccedil;&atilde;o total da dentina cariada<sup>1</sup>A remo&ccedil;&atilde;o total do tecido cariado pode resultar em exposi&ccedil;&atilde;o pulpar. Nessas situa&ccedil;&otilde;es, o capeamento pulpar direto pode ser considerado um meio de preservar a vitalidade da polpa e estimular a forma&ccedil;&atilde;o de uma barreira calcificada para bloquear a exposi&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>. No entanto, as taxas de sucesso do tratamento de les&otilde;es profundas de c&aacute;rie reduzem drasticamente quando ocorre exposi&ccedil;&atilde;o pulpar<sup>3</sup>. Mesmo quando realizado capeamento pulpar direto, na presen&ccedil;a de tecido cariado, as taxas de sucesso s&atilde;o muito baixas: 31,8% ap&oacute;s um ano3, 37% em 5 anos de acompanhamento e 13% em 10 anos<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a finalidade de evitar a exposi&ccedil;&atilde;o pulpar, tem sido sugerida a remo&ccedil;&atilde;o de dentina cariada em duas etapas, tamb&eacute;m chamada de tratamento expectante ou capeamento pulpar indireto<sup>5</sup>. A primeira etapa nessa t&eacute;cnica consiste na remo&ccedil;&atilde;o superficial da dentina necr&oacute;tica e desmineralizada e no forramento com hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio, seguido de restaura&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria. Em uma segunda etapa do tratamento, &eacute; feita a remo&ccedil;&atilde;o total de tecido cariado remanescente e, ap&oacute;s um intervalo de 4 a 6 meses, a restaura&ccedil;&atilde;o definitiva<sup>6</sup>. O objetivo do tratamento expectante &eacute; promover uma modifica&ccedil;&atilde;o no meio ambiente da les&atilde;o, proporcionando rea&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas do complexo dentino-pulpar que ir&atilde;o provocar uma altera&ccedil;&atilde;o na velocidade do desenvolvimento da doen&ccedil;a de r&aacute;pida para lenta, ou mesmo paralisa&ccedil;&atilde;o </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">de sua progress&atilde;o, favorecendo a manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade pulpar<sup>7</sup>. Essa t&eacute;cnica tem demonstrado resultados terap&ecirc;uticos favor&aacute;veis<sup>7-8</sup>, sendo o risco de exposi&ccedil;&atilde;o pulpar reduzido comparado &agrave; remo&ccedil;&atilde;o total de tecido cariado<sup>2-3,9-10</sup>, apresentando taxas de sucesso que variaram de 74,1% a 93,4% em 1 ano de acompanhamento<sup>3,11-12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar dos resultados favor&aacute;veis apresentados pelo TE, como a diminui&ccedil;&atilde;o do risco de exposi&ccedil;&atilde;o pulpar e a manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade pulpar, em acompanhamentos longitudinais<sup>9</sup> encontram-se algumas desvantagens nesse tipo de tratamento. Por serem necess&aacute;rias duas sess&otilde;es para sua realiza&ccedil;&atilde;o, o tratamento torna-se mais oneroso e causa maior desconforto ao paciente devido &agrave; necessidade de uma nova consulta. Pode tamb&eacute;m ocorrer contamina&ccedil;&atilde;o pelo meio externo, resultante da perda da restaura&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria, ou, ainda, perda de tecido dent&aacute;rio &iacute;ntegro pela remo&ccedil;&atilde;o do material restaurador tempor&aacute;rio<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A remo&ccedil;&atilde;o superficial de dentina cariada associada a um bom selamento da superf&iacute;cie faz com que ocorra redu&ccedil;&atilde;o significativa no n&uacute;mero de micro-organismos presentes e paralisa&ccedil;&atilde;o da progress&atilde;o da les&atilde;o<sup>6,14-16</sup>. O selamento que a restaura&ccedil;&atilde;o proporciona impede a entrada de nutrientes &agrave;s bact&eacute;rias remanescentes no tecido cariado, reduzindo significativamente o n&uacute;mero de bact&eacute;rias presentes na les&atilde;o<sup>17</sup>Diante dessas evid&ecirc;ncias, surge o questionamento da necessidade de reabertura da cavidade para uma nova remo&ccedil;&atilde;o de dentina cariada<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudos passam a sugerir ent&atilde;o remo&ccedil;&atilde;o parcial de dentina cariada e restaura&ccedil;&atilde;o em uma &uacute;nica sess&atilde;o como tratamento definitivo. H&aacute; estudos avaliando remo&ccedil;&atilde;o parcial como tratamento definitivo em dentes permanentes, a curto prazo<sup>19</sup> e a longo prazo em les&otilde;es rasas<sup>20</sup> e profundas<sup>21,22</sup>. Ap&oacute;s dez anos de acompanhamento cl&iacute;nico<sup>22</sup> e radiogr&aacute;fico<sup>21</sup>, verificou-se que &eacute; poss&iacute;vel paralisar a les&atilde;o cariosa ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado e restaura&ccedil;&atilde;o definitiva em &uacute;nica sess&atilde;o e, com isso, preservase a vitalidade pulpar a longo prazo. Tamb&eacute;m s&atilde;o encontrados estudos que avaliaram remo&ccedil;&atilde;o parcial como tratamento definitivo somente em denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, que t&ecirc;m menor tempo de perman&ecirc;ncia em boca, levando a um menor tempo de avalia&ccedil;&atilde;o<sup>23-26</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> H&aacute; necessidade de um maior n&uacute;mero de ensaios cl&iacute;nicos, randomizados e controlados avaliando remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado como tratamento definitivo em dentes permanentes a fim de auxiliar os dentistas na tomada de decis&atilde;o<sup>11,17</sup>. S&atilde;o necess&aacute;rios, tamb&eacute;m, estudos de acompanhamento longitudinal, pois investiga&ccedil;&otilde;es mostram que altera&ccedil;&otilde;es pulpares podem levar tempo a serem desenvolvidas<sup>4,22</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante dessas observa&ccedil;&otilde;es, iniciou-se em 2005 o trabalho "Tratamento alternativo de les&otilde;es de c&aacute;rie profundas &ndash; um estudo multic&ecirc;ntrico", com o objetivo de estudar a efetividade do tratamento alternativo de les&otilde;es profundas de c&aacute;rie em Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de em diferentes regi&otilde;es brasileiras - Porto Alegre (Regi&atilde;o Sul) e Bras&iacute;lia (Regi&atilde;o Centro-Oeste). A t&eacute;cnica alternativa consiste na restaura&ccedil;&atilde;o definitiva do dente ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o parcial de dentina cariada em uma &uacute;nica sess&atilde;o. Foram tratados 299 dentes nesse ensaio cl&iacute;nico, randomicamente alocados nos grupos controle (tratamento expectante - TE) ou teste (remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado - RPTC). Posteriormente, foram realizados acompanhamentos de dezoito meses, com taxas de sucesso de 98% para o grupo de tratamento alternativo proposto<sup>27</sup>, dois<sup>28</sup>, tr&ecirc;s<sup>29</sup> e cinco anos<sup>30</sup>, este &uacute;ltimo apresentando taxas de sucesso de 79% para o grupo de tratamento alternativo de les&otilde;es cariosas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O objetivo do presente estudo foi comparar a efetividade do tratamento alternativo de les&otilde;es profundas de c&aacute;rie (remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado e restaura&ccedil;&atilde;o em uma &uacute;nica sess&atilde;o) ao tratamento expectante, ap&oacute;s 6 anos de acompanhamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Materiais e m&eacute;todo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Delineamento do estudo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo &eacute; uma avalia&ccedil;&atilde;o de 6 anos de um ensaio cl&iacute;nico, randomizado, controlado, multic&ecirc;ntrico (n&uacute;mero de registro em www.clinicaltrials.gov NCT00887952). De 2005 a 2007, 299 tratamentos cl&iacute;nicos foram realizados por 22 cirurgi&otilde;es-dentistas treinados especificamente para o estudo e supervisionados por cinco pesquisadores principais. Esses tratamentos foram realizados em dois centros localizados nas cidades de Porto Alegre e Bras&iacute;lia, em unidades de servi&ccedil;o de sa&uacute;de p&uacute;blica ou de universidades federais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Amostra</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tamanho da amostra foi calculado com base na diferen&ccedil;a entre as taxas de sucesso para cada tratamento, ap&oacute;s um per&iacute;odo de 5 anos de avalia&ccedil;&atilde;o (TE - 60,9% e RPTC - 82%), em &alpha; = 5%, com um poder de 90%<sup>16,31</sup>. Isso resultou na necessidade de 76 restaura&ccedil;&otilde;es por grupo de tratamento. O n&uacute;mero de restaura&ccedil;&otilde;es foi aumentado para 119 por grupo quando se considerou uma taxa de abandono de 56% ap&oacute;s 2 anos<sup>32</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os participantes foram selecionados entre os frequentadores regulares dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blica ou por meio de uma busca ativa de pessoas que poderiam cumprir os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, em programas comunit&aacute;rios, escolas locais e pela propaganda em jornal e r&aacute;dio. A amostra foi composta por pacientes com les&otilde;es profundas de c&aacute;rie em molares permanentes. Os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;ram: molares com les&otilde;es profundas de c&aacute;rie (atingindo metade interna de dentina ou mais ao exame radiogr&aacute;fico); resposta positiva ao teste de frio (-20&ordm; C g&aacute;s refrigerado - Aerojet, Rio de Janeiro, RJ, Brasil); resposta negativa &agrave; percuss&atilde;o; aus&ecirc;ncia de dores</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">espont&acirc;nea e aus&ecirc;ncia de les&atilde;o periapical (exame radiogr&aacute;fico). Os pacientes foram exclu&iacute;dos ao apresentarem perda de c&uacute;spide ou c&aacute;rie abaixo da margem gengival.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Todos os indiv&iacute;duos foram informados dos riscos e prop&oacute;sitos da pesquisa e assinaram um termo de consentimento. Os participantes receberam atendimento odontol&oacute;gico pelos pesquisadores ao longo de sua participa&ccedil;&atilde;o neste estudo. Eles n&atilde;o receberam incentivos financeiros visto que os servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil s&atilde;o gratuitos. O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (protocolo 18/05), pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica Municipal de Porto Alegre (protocolo 27/06), pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica do Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o (Protocolo 070/05) e pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica do Hospital Universit&aacute;rio de Bras&iacute;lia (protocolo 045/2005).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Grupos de estudo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes foram distribu&iacute;dos aleatoriamente para os grupos teste ou controle. O grupo controle recebeu o tratamento expectante, enquanto o grupo teste recebeu remo&ccedil;&atilde;o parcial da c&aacute;rie seguida por restaura&ccedil;&atilde;o em uma &uacute;nica sess&atilde;o. Ambos os grupos foram novamente divididos de acordo com o material restaurador: am&aacute;lgama ou resina composta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Randomiza&ccedil;&atilde;o e cegamento</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A unidade de randomiza&ccedil;&atilde;o foi o dente e a sua inclus&atilde;o para os grupos teste ou controle foi feito da seguinte forma: o grupo de tratamento foi escrito em um peda&ccedil;o de papel numerado e mantido em um frasco escuro, uma pessoa que n&atilde;o fosse o dentista deveria selecionar um peda&ccedil;o de papel a partir do frasco e o tratamento era ent&atilde;o realizado como indicado. O material restaurador foi determinado pela altern&acirc;ncia entre am&aacute;lgama e resina composta a cada duas semanas. O cegamento dos pacientes n&atilde;o foi poss&iacute;vel devido ao diferente n&uacute;mero de consultas necess&aacute;rias para cada tratamento. O operador estava cego durante todo o processo at&eacute; a randomiza&ccedil;&atilde;o, a fim de evitar poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia no processo de remo&ccedil;&atilde;o da dentina cariada em ambos os grupos. A avalia&ccedil;&atilde;o do resultado do tratamento no acompanhamento de 6 anos tamb&eacute;m foi feita seguindo o princ&iacute;pio de cegamento. Os dados foram registrados em fichas cl&iacute;nicas e, em seguida, transferidos para um sistema digital on-line (http://odonto.cityzoom.net). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Procedimentos cl&iacute;nicos</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os tratamentos realizados seguiram o mesmo protocolo, como segue: anestesia local e isolamento absoluto; acesso &agrave; les&atilde;o utilizando pontas diamantadas, se necess&aacute;rio; remo&ccedil;&atilde;o completa do tecido cariado das paredes circundantes da cavidade com colher de dentina e/ou brocas de baixa rota&ccedil;&atilde;o, de acordo com crit&eacute;rio cl&iacute;nico de dureza (resist&ecirc;ncia &agrave; sondagem); remo&ccedil;&atilde;o parcial cuidadosa da c&aacute;rie da parede pulpar (apenas tecido mole desorganizado foi removido); limpeza da cavidade com &aacute;gua destilada e secagem com filtro de papel est&eacute;ril; randomiza&ccedil;&atilde;o dos grupos. Dentes atribu&iacute;dos ao grupo controle (TE) receberam capeamento pulpar indireto com cimento de hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio (Dycal, calafetar / Dentsply, Rio de Janeiro, RJ, Brasil) e restaura&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria com cimento de &oacute;xido de zinco e eugenol modificado (IRM, calafetar / Dentsply, Rio de Janeiro, RJ, Brasil ), a cavidade foi ent&atilde;o reaberta, ap&oacute;s um tempo m&eacute;dio de 90 dias, (percentil 25 = 60 dias; percentil 75 = 150 dias, m&eacute;dia 120 &plusmn; 120 dias), o tecido mole cariado remanescente foi removido e o dente restaurado com cimento de ion&ocirc;mero de vidro (Vitro Fil, DFL, Rio de Janeiro, RJ, Brasil), e am&aacute;lgama (SDI, Bayswater WA, Austr&aacute;lia) ou resina composta (TetricEvoCeram, Ivoclar / Vivadent, Liechtenstein). Dentes alocados ao grupo teste (RPTC) receberam imediatamente restaura&ccedil;&atilde;o com cimento de ion&ocirc;mero de vidro e am&aacute;lgama ou resina composta ap&oacute;s remo&ccedil;&atilde;o de tecido cariado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Resultados de acompanhamento</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sucesso do tratamento foi avaliado por meio da manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade pulpar, considerada um desfecho combinado em dentes com resposta positiva ao teste t&eacute;rmico, resposta negativa &agrave; percuss&atilde;o, aus&ecirc;ncia de dor espont&acirc;nea e aus&ecirc;ncia de les&atilde;o periapical (exame radiogr&aacute;fico). Pacientes com perda de vitalidade pulpar anterior ao acompanhamento n&atilde;o foram avaliados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>An&aacute;lise estat&iacute;stica</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Modelos param&eacute;tricos de sobreviv&ecirc;ncia com n&iacute;vel de fragilidade individual foram utilizados para o resultado com o tipo de tratamento como fator explorat&oacute;rio. Um ajuste foi feito para preditores potenciais, tais como idade, sexo, regi&atilde;o, material restaurador e n&uacute;mero de superf&iacute;cies restauradas. An&aacute;lises de sobreviv&ecirc;ncia foram realizadas utilizando o teste "goodness-of-fit" com probabilidade estat&iacute;stica para estimar as taxas de sucesso do tratamento. O modelo de regress&atilde;o de Weibull foi utilizado para comparar as curvas de sobreviv&ecirc;ncia, considerando a depend&ecirc;ncia das observa&ccedil;&otilde;es quando mais de um tratamento foi realizado em um &uacute;nico indiv&iacute;duo. Observa&ccedil;&atilde;o censurada (dados faltantes) foi estipulada para todos os pacientes perdidos no acompanhamento. Todos os pacientes avaliados contribu&iacute;ram ao menos uma vez para a taxa de sobreviv&ecirc;ncia. O tempo para o resultado avaliado foi contado e analisado em dias. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia foi fixado em 5% e a unidade de an&aacute;lise foi o dente. Todas as an&aacute;lises foram realizadas com o software STATA, vers&atilde;o 12.0.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, somente o acompanhamento dos tratamentos realizados em Porto Alegre foi realizado e analisado. Durante 6 anos de acompanhamento, 127 dentes foram avaliados. Dos 64 dentes avaliados do grupo RPTC, houve 18 insucessos e 46 sucessos. Do grupo TE foram avaliados 63 dentes, dos quais 29 apresentaram insucesso e 34 sucesso. Foram observadas taxas de sucesso de 60% para o grupo RPTC e 32% para o grupo TE (p&lt;0,05) (<a href="#fig01">Figura 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dentre as vari&aacute;veis analisadas, somente tipo de tratamento apresentou associa&ccedil;&atilde;o significativa com o desfecho de manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade pulpar. O desfecho foi favor&aacute;vel quando o tratamento RPTC foi comparado ao TE, apresentando-se como um fator de prote&ccedil;&atilde;o (OR 0,44 p=0.007), ou seja, quem recebe esse tratamento tem 56% menos chance de insucesso pulpar do que quem recebe o tratamento expectante. Idade, g&ecirc;nero e tipo de material restaurador n&atilde;o apresentaram associa&ccedil;&atilde;o com o desfecho (<a href="#tab01">Tabela 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a08tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos 63 dentes avaliados do grupo TE, 44 receberam tratamento expectante completo e dezenove ficaram incompletos, sendo os incompletos aqueles tratamentos em que o paciente não retornou em 90 dias para a conclusão do tratamento (remoção do tecido cariado remanescente e restauração definitiva). Dos dezenove incompletos, dezesseis apresentaram insucesso após 6 anos de acompanhamento, sendo a taxa de sucesso para o expectante incompleto de 3 % apenas, enquanto que os que receberam expectante completo apresentaram uma taxa de sucesso de 57 % (<a href="#fig02">Figura 2</a>). Foi observado que o tratamento expectante incompleto tem uma chance de insucesso 6,4 vezes maior do que o completo (ajustado para as outras variáveis).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo comparou o desempenho dos tratamentos por meio de RPTC e TE realizados em les&otilde;es profundas de c&aacute;rie quanto &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade pulpar em 6 anos de acompanhamento. Houve uma diferen&ccedil;a significativa entre as taxas de sucesso dos tratamentos propostos (p&lt;0,05). Ap&oacute;s 6 anos de acompanhamento, os resultados mostram que RPTC &eacute; mais efetivo em preservar a vitalidade pulpar do que TE. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitos estudos avaliaram remo&ccedil;&atilde;o parcial em dentes dec&iacute;duos como tratamento definitivo e encontraram resultados favor&aacute;veis &agrave; RPTC<sup>23-25</sup>. Estudos em dentes permanentes tamb&eacute;m encontraram resultados favor&aacute;veis para RPTC, avaliando les&otilde;es rasas<sup>20</sup> e les&otilde;es profundas<sup>21-22</sup>, sendo as taxas de sucesso deste de 97%, 90%, 82% e 63% para RPTC ap&oacute;s um ano e meio, tr&ecirc;s, cinco e dez anos de acompanhamento. Resultados semelhantes foram encontrados no presente estudo randomizado: 99%, 91%, 78% e 60% de sucesso em um ano e meio, tr&ecirc;s, cinco e seis anos de acompanhamento, sendo o &uacute;ltimo dado s&oacute; para a regi&atilde;o de Porto Alegre. Al&eacute;m disso, o desfecho foi favor&aacute;vel quando o tratamento RPTC foi comparado ao TE, apresentando-se como um fator de prote&ccedil;&atilde;o (OR 0,44 p=0.007), ou seja, quem recebe esse tratamento tem 56% menos chance de insucesso pulpar do que quem recebe o tratamento expectante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento expectante tem sido amplamente utilizado durante muitos anos no tratamento de les&otilde;es de c&aacute;rie profundas a fim de evitar a exposi&ccedil;&atilde;o da polpa<sup>5,9</sup>. Este tratamento apresenta resultados favor&aacute;veis quando comparado aos resultados do capeamento pulpar direto, uma alternativa para quando h&aacute; exposi&ccedil;&atilde;o pulpar<sup>3</sup>, a qual &eacute; uma escolha muito menos eficaz para o tratamento de les&otilde;es profundas de c&aacute;rie apresentando baixas taxas de sucesso, 44,5% e 13% ap&oacute;s 5 e 10 anos de acompanhamento respectivamente<sup>4</sup>. Em um ano de acompanhamento, o sucesso do tratamento expectante variou entre 74.1%<sup>3</sup> e 93,4%<sup>7</sup>, resultados semelhantes ao encontrado no presente estudo (86% de sucesso ap&oacute;s 18 meses). Ap&oacute;s 5 anos de acompanhamento, encontramos resultados mais favor&aacute;veis para TE (53%), do que aqueles encontrados depois do capeamento pulpar direto em dentes com les&otilde;es de c&aacute;rie profundas (31,8%), ressaltando que esse resultado foi obtido ap&oacute;s apenas 1 ano de acompanhamento<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nosso estudo revelou uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa (p&lt;0.05) nos resultados do TE quando completos e quando incompletos (57% e 3% de sucesso respectivamente). Mesmo sendo o risco de exposi&ccedil;&atilde;o pulpar diminu&iacute;do quando realizado TE2 comparado &agrave; remo&ccedil;&atilde;o total de tecido cariado, as chances de insucesso podem ainda assim ser altas, devido a outro fator que envolve esse tipo de tratamento: a necessidade de duas consultas para sua conclus&atilde;o. O n&atilde;o retorno do paciente que pode resultar em falha da restaura&ccedil;&atilde;o provis&oacute;ria<sup>33</sup> ou na impossibilidade de completar-se o tratamento, reduzindo- se assim as chances de sucesso desse<sup>29</sup>. No presente estudo, o n&atilde;o comparecimento do paciente para a segunda consulta tamb&eacute;m foi predominante, sendo que quarenta e seis pacientes n&atilde;o retornaram para concluir o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise de regress&atilde;o indicou associa&ccedil;&atilde;o entre o sucesso do tratamento e o tipo de tratamento apenas. A idade n&atilde;o interferiu no desfecho pulpar, assim, podemos indicar o tratamento para qualquer idade, n&atilde;o s&oacute; para pacientes jovens. Bjorndal e Thylstrup<sup>7</sup> (1998) n&atilde;o encontraram nenhuma rela&ccedil;&atilde;o entre a idade e o sucesso do tratamento, depois de 1 ano de acompanhamento, ao realizarem TE em pacientes na faixa et&aacute;ria de 11-65 anos. O tipo de material restaurador tamb&eacute;m n&atilde;o interferiu nos resultados, podendo ser executado tanto com am&aacute;lgama quanto com resina composta, sendo poss&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica em locais em que resina composta n&atilde;o &eacute; uma alternativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os resultados mostram que quem recebe RPTC tem 56% menos chance de insucesso pulpar do que quem recebe o tratamento expectante. Isso deve ser considerado nas tomadas de decis&otilde;es porque pesquisadores e cl&iacute;nicos ainda est&atilde;o relutantes em indicar remo&ccedil;&atilde;o incompleta de tecido cariado na pr&aacute;tica di&aacute;ria. Em um estudo realizado em Servi&ccedil;os P&uacute;blicos de Sa&uacute;de em Porto Alegre (Brasil), foram avaliadas as decis&otilde;es de tratamento para les&otilde;es pro</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">fundas de c&aacute;rie. A maioria dos profissionais optou por remo&ccedil;&atilde;o completa para tratamento de les&otilde;es de c&aacute;rie profunda (71,1%), o que apresenta maior risco de exposi&ccedil;&atilde;o pulpar e, consequentemente, o pior progn&oacute;stico<sup>34</sup>. O tratamento restaurador de les&otilde;es profundas de c&aacute;rie pode resultar em exposi&ccedil;&atilde;o pulpar em presen&ccedil;a de tecido cariado resultando na necessidade de tratamento endod&ocirc;ntico<sup>13</sup>. O Levantamento Nacional de Sa&uacute;de Bucal - SB Brasil de 2003 mostrou que aproximadamente 20% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira j&aacute; havia perdido todos os dentes<sup>35</sup>. Devido &agrave; restrita oferta do tratamento endod&ocirc;ntico no servi&ccedil;o p&uacute;blico e seu alto custo, essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; precursora da perda dent&aacute;ria de um expressivo contingente populacional<sup>13</sup>. Diante disso, o tratamento por RPTC seria uma alternativa interessante na preserva&ccedil;&atilde;o de mais dentes em boca, e por esta ser uma t&eacute;cnica simples, poderia ser realizada na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, resolvendo-se o problema nesse n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados sugerem que a RPTC pode ser alternativa vi&aacute;vel no tratamento de les&otilde;es profundas de c&aacute;rie, mostrando melhora significativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade pulpar quando comparado ao tratamento expectante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agradecemos o apoio da Capes, CNPq (40,3420 / 04-0), Fapergs (04 / 1531-8), e das indústrias Ivoclar / Vivadent (Schaan, Liechtenstein), DFL (Rio de Janeiro, Brasil), SDI (Bayswater WA, Austrália), e Hu - Friedy (Chicago, IL, EUA).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Canby CP, Burnett GW. Clinical management of deep carious lesions. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1963;16(8):999- 1011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=171943&pid=S1413-4012201500010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Ricketts, D. Management of the deep carious lesion and the vital pulp dentine complex. British Dent J 2001;191(11):606- 610.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Bj&oslash;rndal L, Reit C, Bruun G, Markvart M, Kjaeldgaard M, N&auml;sman P, et al. Treatment of deep caries lesions in adults: Randomized clinical trials comparing stepwise vs. Direct complete excavation, and direct pulp capping vs. Partial pulpotomy. Eur J Oral Sci 2010;118:290-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Barthel CR, Rosenkranz B, Leuenberg A, Roulet JF. Pulp capping of carious exposures: treatment outcome after 5 and 10 years: a retrospective study. J Endod 2000;26(9):525-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Magnusson BO, Sundell SO. Stepwise excavation of deep carious lesions in primary molars. J Int Assoc Dent Child 1977;8:36-40.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Bj&oslash;rndal L, Larsen T. Changes in the cultivable flora in deep carious lesions following a stepwise excavation procedure. Caries Res 2000;34(6):502-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Bj&oslash;rndal L, Thylstrup A. A practice-based study on stepwise excavation of deep carious lesions in permanent teeth: a 1-year follow-up study. Com Dent Oral Epidemiol 1998;26(2):122-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Bj&oslash;rndal L, Larsen T, Thylstrup A. A clinical and microbiological study of deep carious lesions during stepwise excavation using long treatment intervals. Caries Res 1997;31:411-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Leksell E, Ridell K, Cvek M, Mej&agrave;re I. Pulp exposure after stepwise versus direct complete excavation of deep carious lesions in young posterior permanent teeth. Endod Dent Traumatol 1996;12(4):192-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Schwendicke F, Stolpe M, Meyer-Lueckel H, Paris S, Dorfer CE. Cost-effectiveness of one- and two-step incomplete and complete excavations. J Dent Res 2013;92(10):880-87.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Bj&oslash;rndal L. Indirect pulp therapy and stepwise excavation. J Endod 2008;34(7 Suppl):S29-33.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Orhan AI, Oz FT, Ozcelik B, Orhan K. A clinical and microbiological comparative study of deep carious lesion treatment in deciduous and young permanent molars. Clin Oral Invest 2008;12(4):369-78. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Jardim JJ. Partial caries removal in permanent teeth &#91;PhD Thesis&#93;. Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2010 &#91;acesso em: 22 mar. 2014&#93;. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/ handle/10183/24665/000747912.pdf?sequence=1&gt;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. King JB, Crawford JJ, Lindahl RL, Hill C. Indirect pulp capping: A bacteriologic study of deep carious dentine in human teeth. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1965;20:663-71. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Maltz M, Oliveira EF de, Fontanella V, Bianchi R. A clinical, microbiologic, and radiographic study of deep caries lesions after incomplete caries removal. Quintessence Int 2002;33:151-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Maltz M, Oliveira EF, Fontanella V, Carminatti G. Deep caries lesions after incomplete dentine caries removal: 40-month follow-up study. Caries Res 2007;41:493-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Ricketts DN, Kidd EA, Innes N, Clarkson J. Complete or ultraconservative removal of decayed tissue in unfilled teeth. Cochrane Database Syst Rev, Aust Dent J 2009;54(3):274- 376. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Kidd EA. How &lsquo;clean' must a cavity be before restoration? Caries Res 2004;38(3):305-13.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Orhan AI, Oz FT, Orhan K. Pulp exposure occurrence and outcomes after 1- or 2-visit indirect pulp therapy vs complete caries removal in primary and permanent molars. Pediatr Dent 2010;32(4):347-55.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Mertz-Fairhurst E, Curtis JJ, Ergle JW, Rueggeberg FA, Adair SM. Ultraconservative and cariostatic sealed restorations: results at year 10. J Am Dent Assoc 1998;129:55-66.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Alves LS, Fontanella V, Damo AC, Ferreira de Oliveira E, Maltz M. Qualitative and quantitative radiographic assessment of sealed carious dentin: A 10-year prospective study. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2010;109:135-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Maltz M, Alves LS, Jardim JJ, Moura MS, Oliveira EF. Incomplete caries removal in deep lesions: a 10-year prospective study. Am J Dent 2011;24(4):211-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Falster CA, Ara&uacute;jo FB, Straffon LH, N&ouml;r JE. Indirect pulp treatment: in vivo outcomes of an adhesive resin system vs calcium hydroxide for protection of the dentin-pulp complex. Pediatr Dent 2002;24(3):241-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Marchi JJ, de Ara&uacute;jo FB, Fr&ouml;ner AM, Straffon LH, N&ouml;r JE. Indirect pulp capping in the primary dentition: A 4 year follow-up study. J Clin Pediatr Dent 2006;31:68-71. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Marchi JJ, Froner AM, Alves HL, Bergmann CP, Ara&uacute;jo FB. Analysis of primary tooth dentin after indirect pulp capping. J Dent Child 2008;75:295-300.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Souza-Pinto A, Ara&uacute;jo FB, Franzon R, Figueiredo MC, Henz S, Garcia-Godoy F, et al. Clinical and microbiological effect of calcium hydroxide protection in indirect pulp capping in primary teeth. Am J Dent 2006;19:382-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Maltz M, Jardim JJ, Mestrinho HD, Yamaguti PM, Podest&aacute; K, Moura MS, et al. Partial removal of carious dentine: a multicenter randomized controlled trial and 18-month follow- up results. Caries Res 2013;47(2):103-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Maltz M, Moura M, Jardim JJ, Yamaguti PM, Ara&uacute;jo C, Paula L, et al. Partial removal of carious dentine: a multicenter, randomized, controlled trial. J. Dent. Res., Alexandria, v. 89, special issue B, 2010. Resumo do trabalho apresentado na 88th General Session &amp; Exhibition of IADR. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Maltz M, Garcia R, Jardim JJ, de Paula LM, Yamaguti PM, Moura MS, et al. Randomized Trial of Partial vs. Stepwise Caries Removal: 3-year Follow-up. J Dent Res. 2012;91(11):1026-31.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 30. Koppe BTF. Remo&ccedil;&atilde;o parcial de tecido cariado em dentes permanentes: acompanhamento de cinco anos &#91;Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso&#93;. Porto Alegre: Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2012.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 31. Parolo CCF, Heller D, Bitello LF, Podest&aacute; K, Souza DCC, Hashizume L, et al. Effectiveness of the stepwise excavation treatment performed by dental students in Porto Alegre, Brazil. Caries Res 2007;41:268-334.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 32. Busnello RG, Melchior R, Faccin C, Vettori D, Petter J, Moreira LB, et al. Characteristics associated with the dropout of hypertensive patients followed up in an outpatient referral clinic. Arq Bras Cardiol 2001;76(5):349-54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Zanata RL, Navarro MF, Barbosa SH, Lauris JR, Franco EB. Clinical evaluation of three restorative materials applied in a minimal intervention caries treatment approach. J Public Health Dent 2003;63:221-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Weber C, Alves L, Maltz M. Treatment decisions for deep carious lesions in the Public Health Service in Southern Brazil. J Public Health Dent 2011;71(4):265-70. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. SB Brasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira 2002-2003. Resultados principais. Bras&iacute;lia; 2004 &#91;acesso em jun. 2014&#93;. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://dab.saude.gov.br/cnsb/vigilancia.php&gt;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Juliana Jobim Jardim    <br> Rua Ramiro Barcelos, 2492     <br>90035-003 Porto Alegre, RS </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:jujobim@yahoo.com" target="_blank">jujobim@yahoo.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 10/11/2014    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Aceito: 13/04/2015</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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