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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento e avaliação da eficiência da estabilização protetora na odontopediatria: um estudo piloto]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: to develop a model of protective stabilization for children, in order to promote quality in services and assess its effectiveness in clinical practice. Materials and method: a convenience sample of 20 dentists working with uncooperative children. A questionnaire was applied, with questions related to previous knowledge and perception about the methods of protective stabilization. Based on the information collected and considering the opinion of these professionals, a new model of protective stabilization was developed based on an existing model (Pedi -Wrap), but modified with a softer cloth and pictures, providing greater comfort and acceptance of children and guardians. For the creation of parts, the materials applied were made of cotton and scrim fabric, Velcro, elastic band, buttons, threads, and gore fabric. The model developed in the study was used with uncooperative children from 1 to 6 years old, and tested by each of the 20 dentists. Afterwards, a new questionnaire was applied to the professionals for their opinion on new model. Results: based on the opinion of the professionals, the region with greater movement during dental care is the child's head (35%) and the most common type of stabilization is to have the mother hold the child (35%), considering 45% of professionals assessed were not satisfied with the protective stabilization currently used. Regarding the model developed, all dentists found it effective and visually pleasant. Conclusions: the protective stabilization clothing developed presented features such as easy handling, pleasantness, and it helped during children care.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Manejo.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Desenvolvimento e avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia da estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora na odontopediatria: um estudo piloto</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Development and assessment of the effectiveness of protective stabilization in pediatric dentistry: a pilot study</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rabbith Ive Carolina Moreira Shitsuka<sup>I</sup>; Caleb Shitsuka<sup>II</sup>; Caroline Moraes Moriyama</b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup>III</sup>; Fernanda Nah&aacute;s Pires Corr&ecirc;a<sup>IV</sup>; Carina Sincler Delfino<sup>V</sup>; Maria Salete Nah&aacute;s Pires Corr&ecirc;a<sup>VI</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestre em Odontopediatria, Faculdade de Odontologia da Universidade Cruzeiro do Sul, Departamento de Odontopediatria, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <br>   <sup>II</sup> Mestre em Odontopediatria e doutorando em Ci&ecirc;ncias Odontol&oacute;gicas, Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, Departamento de Ortodontia e Odontopediatria, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup> Mestre em Odontopediatria e doutorando em Ci&ecirc;ncias Odontol&oacute;gicas, Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, Departamento de Ortodontia e Odontopediatria, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <br><sup>IV</sup> Mestre e Doutora em Odontopediatria, Departamento de Ortodontia e Odontopediatria, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <br>   <sup>V</sup> Mestre e Doutora em Odontopediatria, Professora Adjunta da Faculdade de Odontologia da Universidade Cruzeiro do Sul, Departamento de Odontopediatria, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <br> <sup>VI</sup> Mestre e Doutora em Odontopediatria, Professora Livre Docente da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, Departamento de Ortodontia e Odontopediatria, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: desenvolver um modelo de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora para crian&ccedil;as, com a finalidade de promover qualidade no atendimento e avaliar a sua efici&ecirc;ncia na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Materiais e m&eacute;todo: uma amostra de conveni&ecirc;ncia composta por vinte cirurgi&otilde;es dentistas, que atuam no atendimento de crian&ccedil;as com perfil de n&atilde;o colaboradoras. Foi aplicado um question&aacute;rio com perguntas relacionadas ao conhecimento pr&eacute;vio e &agrave; percep&ccedil;&atilde;o sobre os m&eacute;todos de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora. Com base nas informa&ccedil;&otilde;es coletadas considerando a opini&atilde;o desses profissionais, foi desenvolvido um novo modelo de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora, baseado em modelo j&aacute; existente (Pedi-Wrap), por&eacute;m modificado com um tecido mais macio com desenhos para maior conforto e aceita&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e respons&aacute;veis. Para composi&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as, os materiais empregados foram compostos por tecidos de algod&atilde;o e tela gar&ccedil;a, velcro, el&aacute;stico, bot&otilde;es, linhas e vi&eacute;s. O modelo desenvolvido na pesquisa foi utilizado em crian&ccedil;as n&atilde;o colaboradoras de 1 a 6 anos de idade, testados por cada um dos vinte cirurgi&otilde;es dentistas, em seguida foi aplicado um novo question&aacute;rio aos profissionais, para se saber a opini&atilde;o desse novo modelo. Resultados: na opini&atilde;o dos profissionais, a regi&atilde;o de maior movimenta&ccedil;&atilde;o durante um atendimento odontol&oacute;gico &eacute; a cabe&ccedil;a das crian&ccedil;as (35%), o tipo de estabiliza&ccedil;&atilde;o mais utilizado &eacute; a m&atilde;e segurando a crian&ccedil;a (35%), sendo que 45% dos profissionais avaliados n&atilde;o est&atilde;o satisfeitos com a estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora utilizadas no dia a dia. Em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo desenvolvido, todos os dentistas acharam eficiente e visualmente agrad&aacute;vel. Conclus&otilde;es: a roupa de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora desenvolvida apresentou caracter&iacute;sticas como a facilidade na manipula&ccedil;&atilde;o, agradabilidade e contribuiu no atendimento &agrave;s crian&ccedil;as.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Manejo. Restri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Odontopediatria</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objective: to develop a model of protective stabilization for children, in order to promote quality in services and assess its effectiveness in clinical practice. Materials and method: a convenience sample of 20 dentists working with uncooperative children. A questionnaire was applied, with questions related to previous knowledge and perception about the methods of protective stabilization. Based on the information collected and considering the opinion of these professionals, a new model of protective stabilization was developed based on an existing model (Pedi &ndash;Wrap), but modified with a softer cloth and pictures, providing greater comfort and acceptance of children and guardians. For the creation of parts, the materials applied were made of cotton and scrim fabric, Velcro, elastic band, buttons, threads, and gore fabric. The model developed in the study was used with uncooperative children from 1 to 6 years old, and tested by each of the 20 dentists. Afterwards, a new questionnaire was applied to the professionals for their opinion on new model. Results: based on the opinion of the professionals, the region with greater movement during dental care is the child's head (35%) and the most common type of stabilization is to have the mother hold the child (35%), considering 45% of professionals assessed were not satisfied with the protective stabilization currently used. Regarding the model developed, all dentists found it effective and visually pleasant. Conclusions: the protective stabilization clothing developed presented features such as easy handling, pleasantness, and it helped during children care.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Handling. Physical Restraint. Pediatric Dentistry.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um grande desafio dos odontopediatras &eacute; saber lidar com os sentimentos de medo e ansiedade, frequentemente apresentados pelas crian&ccedil;as no ambiente odontol&oacute;gico<sup>1</sup>. O atendimento deve ser baseado nas t&eacute;cnicas n&atilde;o farmacol&oacute;gicas para administra&ccedil;&atilde;o do comportamento e condicionamento da crian&ccedil;a<sup>2-4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um problema comum ocorre quando as crian&ccedil;as n&atilde;o aderem &agrave; gest&atilde;o de comportamento e condicionamento, dificultando o tratamento cl&iacute;nico<sup>5-8</sup>. Assim, o uso de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora tem sido aceito como justificativa para o atendimento dessas crian&ccedil;as n&atilde;o colaboradoras<sup>9</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A defini&ccedil;&atilde;o de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora tamb&eacute;m conhecida como restri&ccedil;&atilde;o/conten&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica &eacute; o ato de restringir a liberdade dos movimentos do paciente, para minimizar os riscos de inj&uacute;rias e danos, permitindo dessa forma a realiza&ccedil;&atilde;o do tratamento odontopedi&aacute;trico com prote&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a<sup>9,10</sup>. Entretanto, existem poucas pesquisas acerca dessa tem&aacute;tica, pois h&aacute; desconhecimento e receio por parte dos profissionais e respons&aacute;veis na utiliza&ccedil;&atilde;o dessa t&eacute;cnica<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante disso, o objetivo do estudo foi desenvolver um modelo de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora na odontopediatria baseado na experi&ecirc;ncia pr&eacute;via e na percep&ccedil;&atilde;o de cirurgi&otilde;es dentistas que atuam com crian&ccedil;as n&atilde;o colaboradoras, bem como a avalia&ccedil;&atilde;o da sua efici&ecirc;ncia na pr&aacute;tica cl&iacute;nica odontol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Materiais e m&eacute;todo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Cruzeiro do Sul com o protocolo 130/2011. Para o presente estudo, uma amostra de conveni&ecirc;ncia foi selecionada, composta por vinte cirurgi&otilde;es-dentistas do curso de especializa&ccedil;&atilde;o em odontopediatria dos centros de ensino Fundecto (Funda&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico da Odontologia) e ABENO (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ensino Odontol&oacute;gico). Durante o curso de especializa&ccedil;&atilde;o, esses profissionais atendem crian&ccedil;as indicadas por outros centros, pelo alto grau de complexidade do tratamento e pela dificuldade do manejo dessas. Ent&atilde;o esses s&atilde;o profissionais que frequentemente atendem crian&ccedil;as n&atilde;o colaboradoras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desenvolveu-se um question&aacute;rio como instrumento de coleta de dados, com quest&otilde;es relacionadas aos m&eacute;todos de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora, empregados no atendimento odontol&oacute;gico de crian&ccedil;as n&atilde;o colaboradoras, para se saber o conhecimento pr&eacute;vio e a percep&ccedil;&atilde;o desses profissionais a respeito do tema, com quest&otilde;es estruturadas e relacionadas aos tipos de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora utilizada pelos profissionais, satisfa&ccedil;&atilde;o na sua utiliza&ccedil;&atilde;o, pontos que deveriam ser modificados para um melhor atendimento e regi&otilde;es de maior mobilidade da crian&ccedil;a durante o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s a amostra selecionada ser orientada sobre o objetivo da pesquisa, (todos eles) assinaram o termo de consentimento e, em seguida, o question&aacute;rio desenvolvido foi aplicado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com base nas informa&ccedil;&otilde;es coletadas sobre a opini&atilde;o dos profissionais, relacionadas &agrave; estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora da crian&ccedil;a no atendimento odontol&oacute;gico, desenvolveu-se uma roupa de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora (<a href="#fig01">Figura 1</a>), baseada inicialmente no pedi-wrap, por&eacute;m modificada, com um tecido mais macio, flex&iacute;vel e com desenhos coloridos. Para composi&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as os materiais empregados foram compostos por tecidos de algod&atilde;o e tela gar&ccedil;a, velcro, el&aacute;stico, bot&otilde;es, linhas e vi&eacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a11fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a confec&ccedil;&atilde;o da roupa de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora, cada um dos vinte cirurgi&otilde;es-dentistas testaram-na (<a href="#fig02">Figura 2</a>), utilizando-as no atendimento de vinte crian&ccedil;as de 1 a 6 anos de idade, n&atilde;o colaborativas. Foi aplicado um novo question&aacute;rio para os profissionais com quest&otilde;es relacionadas &agrave; efici&ecirc;ncia da estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora desenvolvida e testada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a11fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados obtidos foram analisados estatisticamente e demonstrados em tabelas por porcentagens. No presente estudo, aplicou-se estat&iacute;stica descritiva por meio do Software Minitab vers&atilde;o 14.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Resultados</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vinte cirurgi&otilde;es-dentistas participaram deste estudo, todos do sexo feminino, com m&eacute;dia de idade (&plusmn; desvio padr&atilde;o) de 31.45 (5.13). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para 35% dos dentistas, a regi&atilde;o de maior mobilidade durante o atendimento odontopedi&aacute;trico, &eacute; a cabe&ccedil;a, seguida dos bra&ccedil;os e m&atilde;os (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a11tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As estabiliza&ccedil;&otilde;es protetoras mais utilizadas nos consult&oacute;rios odontol&oacute;gicos para o atendimento de crian&ccedil;as foram a m&atilde;e segurando a crian&ccedil;a (35%) e o pacote pedi&aacute;trico (30%). A <a href="#tab02">Tabela 2</a> mostra que 45% dos cirurgi&otilde;es-dentistas n&atilde;o est&atilde;o satisfeitos com a estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora utilizadas no atendimento de crian&ccedil;as. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a11tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A apar&ecirc;ncia menos agressiva das estabiliza&ccedil;&otilde;es protetoras e a firmeza s&atilde;o os principais pontos que deveriam ser melhorados nas estabiliza&ccedil;&otilde;es protetoras utilizadas (<a href="#tab03">Tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a11tab03.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os dentistas que testaram a estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora desenvolvida acharam eficiente e de f&aacute;cil manipula&ccedil;&atilde;o, 10% acharam que ela n&atilde;o conteve os membros superiores e apenas 5% n&atilde;o utilizaram no cotidiano (<a href="#tab04">Tabela 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a11tab04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora tem a finalidade de promover qualidade, seguran&ccedil;a e evitar inj&uacute;rias durante o tratamento odontol&oacute;gico, apresentando-se </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">como uma alternativa vi&aacute;vel aos pacientes infantis que apresentam comportamento n&atilde;o colaborativo<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Diante de uma situa&ccedil;&atilde;o de medo e estresse, a crian&ccedil;a pode impedir uma performance adequada do profissional, por meio de movimentos bruscos e repetitivos com o intuito de fuga e auto prote&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>. Em nosso estudo, a regi&atilde;o de maior movimenta&ccedil;&atilde;o na opini&atilde;o dos dentistas entrevistados, foi &agrave; cabe&ccedil;a (35%). Al&eacute;m da estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora, a estabiliza&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a da crian&ccedil;a juntamente com o posicionamento do abridor de boca e sugador deve ser feito em equipe, para isso, a auxiliar em sa&uacute;de bucal &eacute; fundamental, pois essa auxilia na redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade e no sucesso do tratamento da crian&ccedil;a<sup>13</sup>. Contudo, a conten&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e do pesco&ccedil;o deve ser realizada com cuidado, de forma que n&atilde;o ocorra uma press&atilde;o na regi&atilde;o da art&eacute;ria car&oacute;tida, o que traria danos &agrave; integridade f&iacute;sica do paciente<sup>14</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; importante enfatizar que a estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora pode ser utilizada como medida terap&ecirc;utica, por&eacute;m com prud&ecirc;ncia para evitar a sua banaliza&ccedil;&atilde;o, pois se utilizada sem corretas indica&ccedil;&otilde;es, pode acarretar em danos f&iacute;sicos e ps&iacute;quicos aos pacientes<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A t&eacute;cnica de manejo infantil em que a m&atilde;e segura &agrave; crian&ccedil;a foi a mais frequentemente utilizada no dia a dia cl&iacute;nico dos odontopediatras. Essa aproxima&ccedil;&atilde;o &eacute; associada como um fator de liga&ccedil;&atilde;o, que diminui a ansiedade de ambos e, desse modo, facilita o uso da estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora<sup>16,17</sup>. Entretanto, dos profissionais que relataram utilizar esse tipo de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora, 57% alegaram insatisfa&ccedil;&atilde;o com essa t&eacute;cnica, isso pode ser explicado pelo fato de que as t&eacute;cnicas menos aceit&aacute;veis pelos respons&aacute;veis s&atilde;o as de restri&ccedil;&atilde;o de movimento e de uso de medicamentos<sup>18</sup>, de forma que o respons&aacute;vel pode transmitir um comportamento negativo ao filho durante o tratamento<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando n&atilde;o colaboradoras ao tratamento odontol&oacute;gico<sup>7</sup>, apresentando agressividade e excesso de movimenta&ccedil;&atilde;o, dificultando o atendimento, deve haver estabiliza&ccedil;&otilde;es protetoras mais firmes<sup>20</sup>, fato que tamb&eacute;m foi relatado por 40% dos odontopediatras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O principal ponto que os dentistas relataram que deveria ser melhorado &eacute; a "apar&ecirc;ncia menos agressiva" nas estabiliza&ccedil;&otilde;es protetoras j&aacute; utilizadas. &Eacute; sabido que as roupas de conten&ccedil;&atilde;o agregam t&eacute;cnicas para restringir movimentos por meio de algemas, amarras de algod&atilde;o ou couro<sup>21</sup>, tornando-as visualmente agressivas tanto para o paciente quanto para a equipe profissional. Frente a essas caracter&iacute;sticas, deve haver, durante a sess&atilde;o atributos alegres para facilitar o aspecto psicol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; roupa de conten&ccedil;&atilde;o desenvolvida, baseada no conhecimento pr&eacute;vio e na percep&ccedil;&atilde;o dos cirurgi&otilde;es dentistas, 100% deles expuseram que a estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora foi eficiente, visualmente agrad&aacute;vel e de f&aacute;cil manipula&ccedil;&atilde;o. Esses s&atilde;o itens importantes para serem avaliados, uma vez que a efici&ecirc;ncia e a facilidade de manipula&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a s&atilde;o de suma import&acirc;ncia, pois torna a execu&ccedil;&atilde;o do procedimento, controlada e de r&aacute;pida aplica&ccedil;&atilde;o<sup>17</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da necessidade e da import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o da estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora no atendimento odontopediatriaco, verificou-se que h&aacute; escassez na literatura no que diz respeito &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o desses m&eacute;todos, o que dificulta a compara&ccedil;&atilde;o e a busca de rela&ccedil;&otilde;es entre metodologias ou resultados. Diante dessas adversidades, refor&ccedil;a-se a necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas sobre esse importante assunto da pr&aacute;tica cl&iacute;nica dos odontopediatras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da variedade de estabiliza&ccedil;&otilde;es protetoras, 45% dos dentistas n&atilde;o estavam satisfeitos com a efici&ecirc;ncia dessas utilizadas no atendimento. Todos os cirurgi&otilde;es-dentistas participantes da pesquisa consideraram a roupa de estabiliza&ccedil;&atilde;o protetora que foi desenvolvida eficiente, agrad&aacute;vel, f&aacute;cil de manipular e com condi&ccedil;&otilde;es adequadas para o atendimento odontopediatrico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Klingberg G, Broberg AG. Dental fear/anxiety and dental behaviour management problems in children and adolescents: a review of prevalence and concomitant psychological factors. Int J Paediatr Dent 2007;17(6):391-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=172371&pid=S1413-4012201500010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Adair SM, Schafer TE, Waller JL, Rockman RA. Age and gender differences in the use of behavior management technique by Pediatric Dentist. Pediatr Dent 2007;29(5):403-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Hoge MA, Howard S, Wallace DP, Allen KD. Use of video eyewear to manage distress in children during restorative dental treatment. Pediatr Dent 2012;34(5)378-53.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Carr KR, Wilson S, Nimer S, Thornton JB. Behavior management techniques among pediatric dentists practicing in the southeastern United States. Pediatr Dent 1999;21(6):347-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Allen KD, Stanley RT, McPherson K. Evaluation of behavior management technology dissemination in pediatric dentistry. Pediatr Dent 1990;12(2):79-82. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Ingersoll TG, Ingersoll BD, Seime RS, McCutcheon WR. A survey of patient and auxiliary problems as they relate to behavioral dentistry curricula. J Dent Educ 1978;42:260-63.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Suprabha BS, Rao A, Choudhary S, Shenoy R. Child dental fear and behavior: the role of environmental factors in a hospital cohort. J Indian Soc Pedod Prev Dent 2011;29(2):95- 101. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Weinstein P, Nathan JE. The challenge of fearful and phobic children. Dent Clin North Am 1988;32:667-92.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Romer M. Consent, restraint, and people with special needs: a review. Spec Care Dentist 2009;29(1):58-66.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Connick C, Palat M, Pugliese S. The appropriate use of physical restraint; Considerations. J Dent Child 2000;67:256-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Folkes K. Is a restraint a form of abuse? Paediatr Nurs 2005;17(6):41-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. American Academy of Pediatric Dentistry. Guideline on behavior guidance for the Pediatric Dental Patient. Pediatr Dent 2006;28(suppl issue):97-105. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Zhou Y, Cameron E, Forbes G, Humphris G. Systematic review of the effect of dental staff behaviour on child dental patient anxiety and behaviour. Patient Educ Couns 2011;85(1):4-13.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Paterson B, Bradley P, Stark C, Saddler D, Leadbetter D, Allen D. Deaths associated with restraint use in health and social care in the UK. The results of a preliminary survey. Journal of Psychiatric and Mental Health Nursing 2003;(10):3-15. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Huizing AR, Hamers JPH, De Jonge J, Candel M, Berger MP. Organisational determinants of the use of physical restraints: a multilevel approach. Soc Sci Med 2007;(65):924-33.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Carr EG, Horner RH, Turnbull AP, Marquis JG, McLaughlin DM, McAtee ML, et al. Positive behavior support for people with developmental disabilities: A research synthesis. Washington, D.C.: American Association on Mental Retardation; 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Hull K, Clarke D. Are paediatric oncology nurses acknowledging the effects of restraint? A review of the current policy and research. European Journal of Oncology Nursing. 2011;(15):153-518. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Murph MG, Machen JB. Parental acceptance of pediatric dentistry behavior management techniques. Pediatr Dent 1984;6(4):193-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Corkey B, Freeman R. Predictors of dental anxiety in six-year-old children: findings from a pilot study. ASDC J Dent Child 1994;61:267-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Buchanan H, Niven N. Self-report treatment techniques used by dentists to treat dentally anxious children: a preliminar investigation. Int J Peadiatr Dent 2003;13:9-12.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Migon MN, Coutinho ES, Huf G, Adams CE, Cunha GM, Allen MH. Factors associated with the use of physical restraints for agitated patients in psychiatric emergency rooms. Gen Hosp Psychiatry 2008;30(3):263-8.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caleb Moreira Shitsuka    <br> Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo     <br>Av. Lineu Prestes, 2227    <br> 05508-000 S&atilde;o Paulo &ndash; SP &ndash; Brasil </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:caleb@usp.br" target="_blank">caleb@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 16/12/2014    <br> Aceito: 28/04/2015</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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