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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção dos cirurgiões bucomaxilofaciais do estado do Rio Grande do Sul sobre a técnica da coronectomia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: coronectomy is a procedure that removes the crown of an impacted lower third molar, keeping the roots, in order to avoid inferior alveolar nerve injury. Objective: to verify the knowledge about coronectomy by oral maxillofacial surgeons registered at the Council of Regional Dentistry of Rio Grande do Sul - Brazil. Materials and method: the research was conducted through a questionnaire sent by e-mail, with 6 questions about coronectomy. Results: from the 376 professionals with a valid e-mail address, 39 (10.37%) answered the questionnaire. From these, 41.02% were specialists for more than 5 and less than 10 years, 38.46% eventually recommended coronectomy, and 64.10% said that the greatest advantage of the technique is the lower risk of inferior alveolar nerve injury. To verify whether there was relation between the time since specialization and the knowledge of the technique, Fisher's exact test was used and found no association (p=0.6662). There was also no relation between the time since specialization and the professional eventually recommending the technique or not (p=0.5842). Conclusion: according to the results obtained, despite being a known technique among professionals, it was either not frequently recommended or completely rejected (33.33%), even though literature shows positive results with specific recommendation and execution.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Percep&ccedil;&atilde;o dos cirurgi&otilde;es bucomaxilofaciais do estado do Rio Grande do Sul sobre a t&eacute;cnica da coronectomia</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Perception of oral maxillofacial surgeons from Rio Grande do Sul on coronectomy</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Luize Severo Martins<sup>I</sup>; Bruna Sartori<sup>II</sup>; Caroline Comis Giongo</b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup>III</sup>; Carlos Eduardo Baraldi<sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;-Dentista graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestranda em Radiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul &ndash; Ufrgs &ndash; Porto Alegre - RS &ndash; Brasil    <br>   <sup>II</sup> Cirurgi&atilde;-Dentista graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul &ndash; Ufrgs &ndash; Porto Alegre - RS &ndash; Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup> Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Universidade Federal de Pelotas e mestranda em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul &ndash; Ufrgs &ndash; Porto Alegre - RS &ndash; Brasil    <br> <sup>IV</sup> Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia e Ortopedia &ndash; Faculdade de Odontologia &ndash; Universidade Federal do Rio Grande do Sul &ndash; Ufrgs &ndash; Porto Alegre - RS &ndash; Brasil</font>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introdu&ccedil;&atilde;o: a coronectomia &eacute; um procedimento no qual se remove a coroa de um terceiro molar inferior impactado, mantendo as ra&iacute;zes, com o objetivo principal de evitar a les&atilde;o do nervo alveolar inferior. Objetivo: verificar o conhecimento sobre a coronectomia por parte dos especialistas em cirurgia bucomaxilofacial registrados no Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul. M&eacute;todos: a pesquisa foi realizada por meio de um question&aacute;rio enviado por correio eletr&ocirc;nico com seis quest&otilde;es sobre coronectomia. Resultados: de 376 profissionais com endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico v&aacute;lido, 39 (10,37%) responderam o question&aacute;rio. Desses, 41,02% eram especialistas h&aacute; mais de 5 e menos de 10 anos, 38,46% indicavam eventualmente a t&eacute;cnica da coronectomia e 64,10% referiram que a maior vantagem da t&eacute;cnica &eacute; o menor risco de les&atilde;o ao nervo alveolar inferior. Para verificar se houve rela&ccedil;&atilde;o entre o tempo de especializa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento da t&eacute;cnica foi utilizado o teste exato de Fisher, n&atilde;o tendo sido observada associa&ccedil;&atilde;o (p=0.6662). Tamb&eacute;m n&atilde;o se evidenciou rela&ccedil;&atilde;o entre o tempo de especializa&ccedil;&atilde;o e o fato do profissional indicar eventualmente ou n&atilde;o indicar a t&eacute;cnica (p=0.5842). Conclus&atilde;o: segundo os resultados obtidos, ainda que se trate de uma t&eacute;cnica conhecida pelos profissionais, sua indica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">frequente, bem como a rejei&ccedil;&atilde;o total a essa (33,33%), mesmo que dados da literatura mostrem resultados positivos com indica&ccedil;&otilde;es e execu&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Dente serotino. Parestesia. Nervo mandibular. Cirurgia bucal.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introduction: coronectomy is a procedure that removes the crown of an impacted lower third molar, keeping the roots, in order to avoid inferior alveolar nerve injury. Objective: to verify the knowledge about coronectomy by oral maxillofacial surgeons registered at the Council of Regional Dentistry of Rio Grande do Sul &ndash; Brazil. Materials and method: the research was conducted through a questionnaire sent by e-mail, with 6 questions about coronectomy. Results: from the 376 professionals with a valid e-mail address, 39 (10.37%) answered the questionnaire. From these, 41.02% were specialists for more than 5 and less than 10 years, 38.46% eventually recommended coronectomy, and 64.10% said that the greatest advantage of the technique is the lower risk of inferior alveolar nerve injury. To verify whether there was relation between the time since specialization and the knowledge of the technique, Fisher's exact test was used and found no association (p=0.6662). There was also no relation between the time since specialization and the professional eventually recommending the technique or not (p=0.5842). Conclusion: according to the results obtained, despite being a known technique among professionals, it was either not frequently recommended or completely rejected (33.33%), even though literature shows positive results with specific recommendation and execution.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Molar. Paresthesia. Mandibular nerve. Oral surgery.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Coronectomia &eacute; um procedimento alternativo &agrave; remo&ccedil;&atilde;o completa do terceiro molar inferior, no qual apenas a coroa &eacute; removida, preservando as ra&iacute;zes<sup>1</sup>. Visa evitar a les&atilde;o do nervo alvelar inferior, ao n&atilde;o remover suas ra&iacute;zes pr&oacute;ximas do canal mandibular<sup>2</sup>. A indica&ccedil;&atilde;o dessa t&eacute;cnica &eacute; justificada pelos riscos em potencial que uma extra&ccedil;&atilde;o pode gerar, tais como les&atilde;o ao nervo, infec&ccedil;&atilde;o, dor e alveolite<sup>1,3-5</sup>. Na literatura cient&iacute;fica, h&aacute; uma grande disparidade de valores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia da les&atilde;o do nervo alveolar inferior ap&oacute;s a extra&ccedil;&atilde;o do terceiro molar inferior, variando desde 3,6% para les&otilde;es permanentes at&eacute; 8% para les&otilde;es tempor&aacute;rias<sup>3,6,7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> S&atilde;o citadas como contraindica&ccedil;&otilde;es locais dessa t&eacute;cnica: terceiros molares n&atilde;o vitais, terceiros molares associados com patologia apical, c&iacute;stica ou les&otilde;es neopl&aacute;sicas. J&aacute; as contraindica&ccedil;&otilde;es de ordem sist&ecirc;micas s&atilde;o diabetes descompensada, imunossupress&atilde;o, incluindo pacientes HIV positivos e que realizaram quimioterapia, radioterapia na regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e do pesco&ccedil;o previamente, osteoesclerose ou osteopretose, pacientes com infec&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas, desordens neuromusculares &ndash; todas essas contraindica&ccedil;&otilde;es para qualquer cirurgia bucal, al&eacute;m de pacientes que pretendem fazer cirurgias ortogn&aacute;ticas<sup>1,3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A t&eacute;cnica da coronectomia consiste em realizar uma sec&ccedil;&atilde;o horizontal no terceiro molar inferior, com broca tronco c&ocirc;nica a um &acirc;ngulo de 45 graus, iniciando-se na face vestibular, 1-2 mm abaixo da jun&ccedil;&atilde;o amelocement&aacute;ria, com uma profundidade de tr&ecirc;s quartos da coroa para evitar a perfura&ccedil;&atilde;o da cortical lingual, eliminando o risco de les&atilde;o ao nervo lingual. Completa-se a sec&ccedil;&atilde;o da coroa com alavanca apical com o cuidado para n&atilde;o aplicar for&ccedil;a excessiva no dente para que n&atilde;o ocorra a luxa&ccedil;&atilde;o das ra&iacute;zes. Salienta-se a import&acirc;ncia de que, caso as ra&iacute;zes por algum motivo forem luxadas, devem ser removidas e a t&eacute;cnica da coronectomia abortada. Ap&oacute;s a remo&ccedil;&atilde;o da parte coron&aacute;ria, uma broca carbide esf&eacute;rica deve ser utilizada para rebaixar o n&iacute;vel das ra&iacute;zes alguns mil&iacute;metros abaixo do n&iacute;vel da crista &oacute;ssea alveolar. Evid&ecirc;ncias sugerem que 3 mm de desgaste da raiz, abaixo da crista &oacute;ssea, &eacute; suficiente para criar condi&ccedil;&otilde;es de cicatriza&ccedil;&atilde;o e deposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo dessa pesquisa foi avaliar as percep&ccedil;&otilde;es dos profissionais especialistas em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, do estado do Rio Grande do Sul, sobre coronectomia, bem como o grau de conhecimento da t&eacute;cnica e sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>M&eacute;todos</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra deste estudo foi formada por especialistas em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais registrados no Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul (CRO-RS) e que tinham endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico cadastrado em maio de 2014. A pesquisa foi previamente aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e pela Plataforma Brasil (CAAE n&ordm; 33864914.4.0000.5347). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente, foi enviado o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) e o question&aacute;rio inicial, em p&aacute;ginas separadas, em um documento do Google Docs (o link para o acesso ao TCLE e o question&aacute;rio era enviado por e-mail, n&atilde;o sendo necess&aacute;rio fazer download de nenhum anexo) sendo que o especialista s&oacute; teve acesso ao question&aacute;rio inicial ap&oacute;s dar o consentimento na p&aacute;gina do TCLE. O limite para envio das respostas foi de um m&ecirc;s, a partir da data de envio do question&aacute;rio. O question&aacute;rio continha seis perguntas objetivas acerca do conhecimento, da utiliza&ccedil;&atilde;o e da indica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de coronectomia de terceiros molares retidos (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Uma vez que o question&aacute;rio foi realizado no Google Docs, as respostas dos participantes eram agrupadas automaticamente em uma tabela, que estava dispon&iacute;vel para os pesquisadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&atilde;o foi realizado c&aacute;lculo amostral, pois esta pesquisa foi baseada em um trabalho pr&eacute;vio, do mesmo departamento, com metodologia semelhante<sup>9</sup>. Nessa pesquisa pr&eacute;via, foram enviados question&aacute;rios a todos os cirurgi&otilde;es bucomaxilofaciais e implantodontistas do RS cadastrados no CRO-RS e foi obtido um percentual de respostas de 22,4%. Uma vez que esse percentual foi baixo, optamos por n&atilde;o limitar a amostra e utilizar todos os profissionais que tinham endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico cadastrados no CRO-RS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a14fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Resultados</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O total de especialistas com endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico cadastrado foi de 441 profissionais. Desses, 65 n&atilde;o tinham e-mail v&aacute;lido, gerando um total de 376 profissionais. Justifica-se o uso de endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico pela praticidade, rapidez e facilidade para responder o question&aacute;rio. Entre os 376 question&aacute;rios enviados, obtivemos resposta de somente 39 especialistas (10,37%). O baixo n&uacute;mero de respostas sugere baixo interesse pela t&eacute;cnica por parte dos especialistas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a14tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A primeira pergunta consistiu em questionar os profissionais quanto ao tempo de especialidade em CTBMF. Verificou-se que a categoria mais frequente foi a "entre 5 a 10 anos", na qual dezesseis profissionais (41,02%) responderam que eram especialistas dentro desse per&iacute;odo. Al&eacute;m disso, doze eram especialistas h&aacute; menos de 5 anos e, o restante, onze profissionais, h&aacute; mais de 10 anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pr&oacute;xima pergunta, a respeito do grau de conhecimento da t&eacute;cnica de coronectomia (<a href="#tab01">Tabela 1</a>) demonstrou que a maioria dos participantes conhece e indica eventualmente (38,46%) e conhece, mas n&atilde;o indica a t&eacute;cnica (33,33%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para verificar se houve associa&ccedil;&atilde;o entre o tempo de especializa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento da t&eacute;cnica de coronectomia, foi utilizado o teste exato de Fisher. Ao n&iacute;vel de 5% de signific&acirc;ncia, a amostra n&atilde;o evidenciou que o tempo de especializa&ccedil;&atilde;o estivesse associado ao fato de conhec&ecirc;-la ou n&atilde;o (p=0.6662). Uma das justificativas &eacute; de que o n&uacute;mero de observa&ccedil;&otilde;es foi, de fato, pequeno. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para examinar se houve associa&ccedil;&atilde;o entre o tempo de especializa&ccedil;&atilde;o com a indica&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o da t&eacute;cnica, utilizou-se na an&aacute;lise apenas os participantes que conheciam a t&eacute;cnica e se posicionaram quanto &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Assim, os especialistas que nunca ouviram falar ou conheciam vagamente foram exclu&iacute;dos dessa etapa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais da metade dos profissionais entrevistados que conheciam a t&eacute;cnica costumavam indic&aacute;-la, mesmo que eventualmente. Para testar a hip&oacute;tese de que a propor&ccedil;&atilde;o de especialistas h&aacute; menos de 5 anos que a indicavam a t&eacute;cnica era semelhante &agrave; propor&ccedil;&atilde;o de especialistas entre 5 e 10 anos e entre a propor&ccedil;&atilde;o de especialistas h&aacute; mais de 10 anos, foi tamb&eacute;m utilizado o teste Exato de Fisher. Ao n&iacute;vel de 5% de signific&acirc;ncia, a amostra n&atilde;o evidenciou que o tempo de especializa&ccedil;&atilde;o estivesse associado &agrave; indica&ccedil;&atilde;o eventual ou a n&atilde;o indica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica (p=0.5842).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia atribu&iacute;da pelos participantes sobre as vantagens da t&eacute;cnica, observou-se que o menor risco de parestesia consistiu em uma vantagem muito importante (64,10%) e que o risco aceit&aacute;vel de complica&ccedil;&otilde;es (35,89%) e o menor trauma cir&uacute;rgico (35,89%) foram considerados importantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s desvantagens da t&eacute;cnica, a necessidade de reinterven&ccedil;&atilde;o (66,66%) e a n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o da remo&ccedil;&atilde;o parcial pelo paciente (48,71%) foram as mais citadas (<a href="#tab02">Tabela 2</a>).</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a14tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre as características radiográficas que o participante indicaria a coronectomia, a ausência de cortical óssea entre o terceiro molar, o canal mandibular (48,71%) e a presença de raízes do terceiro molar tocando ou abraçando a cortical superior docanal mandibular (43,58%) foram as mais citadas (<a href="#tab03">Tabela 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a14tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sugere-se que o maior percentual de respostas dos profissionais com 5 e 10 anos de especialidade ocorreu devido ao crescente n&uacute;mero de cursos de especializa&ccedil;&atilde;o e resid&ecirc;ncias em CTBMF nos &uacute;ltimos 10 anos. Al&eacute;m disso, h&aacute; muitos especialistas rec&eacute;m-formados que ainda n&atilde;o cadastraram seu e-mail no Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul, fato que justifica um percentual n&atilde;o t&atilde;o elevado nos &uacute;ltimos 5 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A vantagem mais importante atribu&iacute;da pelos participantes sobre a t&eacute;cnica foi o menor risco de parestesia. De acordo com Long et al.<sup>10</sup> (2012), esse risco foi demonstrado e, independentemente do subtipo de les&atilde;o do nervo, coronectomia &eacute; superior na prote&ccedil;&atilde;o do nervo alveolar inferior quando comparado com a remo&ccedil;&atilde;o total do terceiro molar, em casos de alto risco de les&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao risco aceit&aacute;vel de complica&ccedil;&otilde;es, o estudo de Long et al. <sup>10</sup> (2012) aponta que os principais efeitos adversos s&atilde;o: falha da coronectomia, reinterven&ccedil;&atilde;o, migra&ccedil;&atilde;o radicular e exposi&ccedil;&atilde;o radicular. As taxas de falha da coronectomia diferiram entre os estudos inclu&iacute;dos em revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura: 38,4%3, 9,4%1, 4,7%4 e 2,3%<sup>5</sup>, mostrando uma heterogeneidade entre os estudos que pode ser atribu&iacute;da a diferentes frequ&ecirc;ncias de impacta&ccedil;&atilde;o vertical e estreitamento das ra&iacute;zes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o encontramos, na literatura, evid&ecirc;ncias sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre menor trauma cir&uacute;rgico entre coronectomia e remo&ccedil;&atilde;o total de terceiros molares inferiores. No estudo de Long et al.<sup>10</sup>(2012), os autores sugeriram que coronectomia, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; remo&ccedil;&atilde;o total, reduziu a dor em uma semana ap&oacute;s a cirurgia entre os pacientes sem cobertura de antibi&oacute;ticos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &iacute;ndice de 33,33% de participantes que conhece, mas n&atilde;o indica foi devido, principalmente, &agrave; necessidade de reinterven&ccedil;&atilde;o, &agrave; infec&ccedil;&atilde;o e &agrave; n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o pelo paciente. No entanto, Renton et al.<sup>3</sup> (2005) obtiveram, por meio de seu estudo cl&iacute;nico randomizado, resultados com semelhante incid&ecirc;ncia de alveolite (10-12%). Nos grupos que realizaram exodontia convencional, coronectomia com sucesso e coronectomia sem sucesso. Em rela&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o do paciente, esse fator depende muito do poder de convencimento do profissional, esclarecendo para o paciente as vantagens e as desvantagens da t&eacute;cnica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; necessidade de reinterven&ccedil;&atilde;o, Long et al.<sup>10</sup> (2012) encontraram na sua revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura, taxas entre 0% e 4,9%, e quando alguma reinterven&ccedil;&atilde;o era necess&aacute;ria, esse procedimento foi menos complexo, devido &agrave; migra&ccedil;&atilde;o das ra&iacute;zes em dire&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria ao nervo alveolar inferior. Dados desse mesmo estudo referem uma alta taxa de migra&ccedil;&atilde;o radicular, com a dist&acirc;ncia de migra&ccedil;&atilde;o radicular acumulada de 3 mm, em m&eacute;dia, ao fim de 2 anos. Dolanmaz et al.<sup>6</sup> (2009) encontraram 4 mm ap&oacute;s 2 anos no sentido oposto ao do nervo alveolar inferior. Assim, mesmo que ocorram migra&ccedil;&otilde;es de raiz e exposi&ccedil;&otilde;es, as extra&ccedil;&otilde;es das ra&iacute;zes expostas seriam muito simplificadas e minimizariam o risco potencial de les&atilde;o do nervo. Portanto, as migra&ccedil;&otilde;es de raiz e exposi&ccedil;&otilde;es seriam ben&eacute;ficas para a prote&ccedil;&atilde;o do nervo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aus&ecirc;ncia de cortical &oacute;ssea entre o terceiro molar e o canal mandibular e a presen&ccedil;a de ra&iacute;zes do terceiro molar tocando ou abra&ccedil;ando a cortical superior do canal mandibular foram as caracter&iacute;sticas radiogr&aacute;ficas mais citadas para que o participante indicasse a coronectomia. Resultado esse que vai ao encontro do estudo de Leung e Cheung<sup>11</sup> (2011) que demonstrou que a maioria dos pacientes que tiveram algum dano funcional no nervo alveolar inferior apresentava 2 ou 3 sinais radiogr&aacute;ficos de proximidade das ra&iacute;zes dos terceiros molares com o nervo alveolar inferior.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais de 75% dos especialistas em CTBMF conheciam a t&eacute;cnica da coronectomia, no entanto, sua indica&ccedil;&atilde;o &eacute; infrequente e um ter&ccedil;o dos profissionais respondentes rejeitam. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o houve associa&ccedil;&atilde;o entre o tempo de especializa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento e indica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica, todavia estudos com amostras maiores s&atilde;o necess&aacute;rios para avaliar essas rela&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Leung YY, Cheung LK. Safety of coronectomy versus excision as wisdom teeth: a randomized controlled trial. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2009;108(6):821-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=172727&pid=S1413-4012201500010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Knutsson K, Lysell L, Rohlin M. Postoperative status after partial removal of the mandibular third molar. Swed Dent J 1989;13(1-2):15-22. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Renton T, Hankins M, Sproate C, McGurk M. A randomized controlled clinical trial to compare the incidence of injury to the inferior alveolar nerve as a result of coronectomy and removal of mandibular third molars. Br J Oral Maxillofac Surg 2005;43(1):7-12.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Hatano Y, Kurita K, Kuroiwa Y, Yuasa H, Ariji E. Clinical evaluations of coronectomy (intentional partial odontectomy) for mandibular third molars using computed tomography: a case control study. J Oral Maxillofac Surg 2009;67(9):1806-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Cilasun U, Yildirim T, Guzeldemir E, Pektas ZO. Coronectomy in patients with high risk of inferior alveolar nerve injury diagnosed by computed tomography. J Oral Maxillofac Surg 2011;69(6):1557-61. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Dolanmaz D, Yildirim G, Isik K, Kucuk K, Ozturk A. A preferable technique for protecting the inferior alveolar nerve: coronectomy. J Oral Maxillofac Surg 2009;67(6):1234-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Freedman GL. Intentional partial odontectomy: review of cases. J Oral Maxillofac Surg 1997;55(5):524-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Gleeson CF, Patel V, Kwok J, Sproat C. Coronectomy practice. Paper 1.Technique and trouble-shooting. Br J Oral Maxillofac Surg 2012;50(8):739-44. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Lima MB. M&eacute;todos de assepsia de tubetes anest&eacute;sicos utilizados em cirurgia bucal &#91;Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso&#93;. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Porto Alegre: Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Long H, Zhou Y, Liao L, Pyakurel U, Wang Y, Lai W. Coronectomy vs. total removal for third molar extraction: a systematic review. J Dent Res 2012;91(7):659-65. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Leung YY, Cheung LK. Correlation of radiographic signs, inferior dental nerve exposure, and deficit in third molar surgery. J Oral Maxillofac Surg 2011;69(7):1873-9.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Luize Severo Martins     <br>Rua Ramiro Barcelos, 2492,     <br>Santana 90035-003 Porto Alegre - RS </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:luize.severomartins@gmail.com" target="_blank">luize.severomartins@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 03/02/2015    <br> Aceito: 15/03/2015</b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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