<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1413-4012</journal-id>
<journal-title><![CDATA[RFO UPF]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RFO UPF]]></abbrev-journal-title>
<issn>1413-4012</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Odontologia da UPF]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1413-40122015000100019</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevenção de intercorrências estomatológicas em oncologia pediátrica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevention of stomatological complications in pediatric oncology]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sasada]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel Nemoto Vergara]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cancino]]></surname>
<given-names><![CDATA[Claudia Marcela Hernández]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Renata Córdova]]></surname>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hellwig]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ingeburg]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dillenburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[Caroline Siviero]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ABO-RS  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,ABO-RS  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,ABO-RS  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,ABO-RS  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>105</fpage>
<lpage>109</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-40122015000100019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1413-40122015000100019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1413-40122015000100019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: este artigo visa demonstrar por meio da Revisão de literatura e do relato de dois casos a importância da aplicação de protocolos de adequação do meio bucal em crianças submetidas a tratamento oncológico. As neoplasias em crianças e adolescentes estão entre 1% e 3% de todos os tumores malignos na maioria da população. Representam a principal causa de morte a partir dos 5 anos de idade. Para tratar essas doenças, os pacientes são submetidos à quimioterapia e à radioterapia, tratamentos que podem ocasionar alterações na integridade e na função dos tecidos da cavidade bucal. A toxicidade das drogas quimioterápicas pode ser direta ou indireta, aguda ou tardia, causando impacto na saúde e na qualidade de vida dos pacientes. Relato de casos: neste artigo são relatados dois casos de crianças diagnosticadas com neoplasias. Em uma delas, foi realizada a adequação do meio bucal antes do tratamento oncológico para prevenir intercorrências estomaológicas e, na outra, cujas condições de saúde bucal eram favoráveis, mas que desenvolveu mucosite durante o tratamento oncológico, foi instituído um protocolo para tratar as lesões. Considerações finais: as inadequadas condições de saúde bucal prévias ao tratamento oncológico influenciam diretamente nas intercorrências estomatológicas, aumentando os riscos de infecção local e sistêmica, prejudicando a alimentação e a recuperação do paciente e, dessa forma, aumentando o uso de analgésicos e de dias de internação hospitalar. A avaliação, o tratamento odontológico e o condicionamento bucal, previamente ao tratamento oncológico, tem sido importante na prevenção de sequelas para os pacientes pediátricos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: this article aims to show, through literature review and the report of two cases, the importance of applying protocols of adequacy of oral environment to children undergoing cancer treatment. Neoplasia in children and adolescents represent from 1% and 3% of all malignant tumors in the majority of the population. It is the main cause of death of children from five years old and up. The treatment consists in submitting patients to chemotherapy and radiotherapy, which may lead to changes in the integrity and function of oral cavity tissues. The toxicity of chemotherapy drugs may be direct or indirect, acute or delayed, and may cause an impact on health and the quality of life of patients. Case reports: this article reports two cases of children diagnosed with neoplasias. One of them was treated with the adequacy of oral environment before cancer treatment to prevent stomatological complications, and the other child, whose oral health conditions were favorable but presented mucositis during cancer treatment, a protocol to treat the injury was established. Final considerations: the inadequate oral health conditions prior to cancer treatment directly influence stomatological complications, increasing the risk of local and systemic infection, impairing feeding and recovery of the patient, and thus increasing the use of analgesics and hospitalization time. Assessment, dental treatment, and oral condition prior to cancer treatment have been important in preventing sequelae in pediatric patients.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estomatologia.]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Quimioterapia.]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Radioterapia.]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde bucal.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[tomatology]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Chemotherapy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Radiotherapy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Oral health.]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Preven&ccedil;&atilde;o de intercorr&ecirc;ncias estomatol&oacute;gicas em oncologia pedi&aacute;trica</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Prevention of stomatological complications in pediatric oncology</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Isabel Nemoto Vergara Sasada<sup>I</sup>; Claudia Marcela Hern&aacute;ndez Cancino<sup>II</sup>; Renata C&oacute;rdova Petersen</b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup>III</sup>; Ingeburg Hellwig<sup>II</sup>; Caroline Siviero Dillenburg<sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestre em Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Adolescente pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Coordenadora do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais ABO-RS, Porto Alegre, RS, Brasil    <br>   <sup>II</sup> Doutora em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Faculdade de Odontologia da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul e Professora do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais ABO-RS, Porto Alegre, RS, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup> Especialista em Ortodontia pela Sociedade Brasileira de Cirurgi&otilde;es Dentistas e aluna do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais ABO-RS, Porto Alegre, RS, Brasil    <br>   <sup>IV</sup> Mestre em Patologia Oral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Professora do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais ABO-RS, Porto Alegre, RS, Brasil</font>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: este artigo visa demonstrar por meio da Revis&atilde;o de literatura e do relato de dois casos a import&acirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o de protocolos de adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal em crian&ccedil;as submetidas a tratamento oncol&oacute;gico. As neoplasias em crian&ccedil;as e adolescentes est&atilde;o entre 1% e 3% de todos os tumores malignos na maioria da popula&ccedil;&atilde;o. Representam a principal causa de morte a partir dos 5 anos de idade. Para tratar essas doen&ccedil;as, os pacientes s&atilde;o submetidos &agrave; quimioterapia e &agrave; radioterapia, tratamentos que podem ocasionar altera&ccedil;&otilde;es na integridade e na fun&ccedil;&atilde;o dos tecidos da cavidade bucal. A toxicidade das drogas quimioter&aacute;picas pode ser direta ou indireta, aguda ou tardia, causando impacto na sa&uacute;de e na qualidade de vida dos pacientes. Relato de casos: neste artigo s&atilde;o relatados dois casos de crian&ccedil;as diagnosticadas com neoplasias. Em uma delas, foi realizada a adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal antes do tratamento oncol&oacute;gico para prevenir intercorr&ecirc;ncias estomaol&oacute;gicas e, na outra, cujas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal eram favor&aacute;veis, mas que desenvolveu mucosite durante o tratamento oncol&oacute;gico, foi institu&iacute;do um protocolo para tratar as les&otilde;es. Considera&ccedil;&otilde;es finais: as inadequadas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal pr&eacute;vias ao tratamento oncol&oacute;gico influenciam diretamente nas intercorr&ecirc;ncias estomatol&oacute;gicas, aumentando os riscos de infec&ccedil;&atilde;o local e sist&ecirc;mica, prejudicando a alimenta&ccedil;&atilde;o e a recupera&ccedil;&atilde;o do paciente e, dessa forma, aumentando o uso de analg&eacute;sicos e de dias de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar. A avalia&ccedil;&atilde;o, o tratamento odontol&oacute;gico e o condicionamento bucal, previamente ao tratamento oncol&oacute;gico, tem sido importante na preven&ccedil;&atilde;o de sequelas para os pacientes pedi&aacute;tricos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Estomatologia. Quimioterapia. Radioterapia. Sa&uacute;de bucal.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objective: this article aims to show, through literature review and the report of two cases, the importance of applying protocols of adequacy of oral environment to children undergoing cancer treatment. Neoplasia in children and adolescents represent from 1% and 3% of all malignant tumors in the majority of the population. It is the main cause of death of children from five years old and up. The treatment consists in submitting patients to chemotherapy and radiotherapy, which may lead to changes in the integrity and function of oral cavity tissues. The toxicity of chemotherapy drugs may be direct or indirect, acute or delayed, and may cause an impact on health and the quality of life of patients. Case reports: this article reports two cases of children diagnosed with neoplasias. One of them was treated with the adequacy of oral environment before cancer treatment to prevent stomatological complications, and the other child, whose oral health conditions were favorable but presented mucositis during cancer treatment, a protocol to treat the injury was established. Final considerations: the inadequate oral health conditions prior to cancer treatment directly influence stomatological complications, increasing the risk of local and systemic infection, impairing feeding and recovery of the patient, and thus increasing the use of analgesics and hospitalization time. Assessment, dental treatment, and oral condition prior to cancer treatment have been important in preventing sequelae in pediatric patients.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>tomatology; Chemotherapy; Radiotherapy; Oral health.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A evolu&ccedil;&atilde;o dos protocolos quimioter&aacute;pico e radioter&aacute;pico no tratamento das neoplasias pedi&aacute;tricas tem determinado um aumento progressivo nos &iacute;ndices de cura. As estat&iacute;sticas mostram que nos anos 1960 a sobrevida que era de apenas 4% alcan&ccedil;ou n&iacute;veis acima de 70% em 2012, desde que o diagn&oacute;stico seja precoce e o tratamento seja realizado em centros especializados<sup>1</sup>. Dados de literatura mostram que cerca de 40% dos pacientes oncol&oacute;gicos apresentam complica&ccedil;&otilde;es bucais agudas decorrentes da toxicidade direta ou indireta, como mucosite, xerostomia, infec&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas, virais ou bacterianas<sup>2</sup>. Os efeitos adversos envolvendo a cavidade bucal e a sua severidade est&atilde;o relacionados &agrave; quimioterapia, &agrave; radioterapia, ao tipo e &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o do tumor e, ainda, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal. Os pacientes com condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal desfavor&aacute;veis, infec&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias, gengivites e falta de higiene bucal, apresentam um risco maior de desenvolver complica&ccedil;&otilde;es que podem comprometer as fun&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas durante os per&iacute;odos de imunossupress&atilde;o induzidos pela quimioterapia. A radioterapia na regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o tende a potencializar esses efeitos colaterais.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os efeitos tardios do tratamento oncol&oacute;gico, observa-se que as altera&ccedil;&otilde;es odontol&oacute;gicas e do desenvolvimento facial s&atilde;o sequelas do tratamento oncol&oacute;gico e tem maior impacto, pois as crian&ccedil;as vivem por um per&iacute;odo maior de tempo, necessi</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">tando, portanto, de cuidados preventivos<sup>3</sup>. Quanto mais jovem for o paciente, maior &eacute; a possibilidade das terapias oncol&oacute;gicas afetarem a sa&uacute;de bucal e o desenvolvimento dent&aacute;rio e facial. As manifesta&ccedil;&otilde;es dos efeitos colaterais em crian&ccedil;as menores de 12 anos s&atilde;o duas vezes maiores que em pacientes adultos. Essa diferen&ccedil;a parece estar associada ao &iacute;ndice mit&oacute;tico elevado das c&eacute;lulas da mucosa bucal e ao desenvolvimento dent&aacute;rio nessa faixa et&aacute;ria<sup>4,5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo tem por objetivo realizar uma revis&atilde;o da literatura a respeito dos protocolos de adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal utilizados em crian&ccedil;as submetidas a tratamento oncol&oacute;gico e apresentar dois casos de pacientes pedi&aacute;tricos e os protocolos aplicados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Revis&atilde;o de literatura</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro relato de les&otilde;es bucais decorrentes do tratamento oncol&oacute;gico foi realizado por Del Regato<sup>5</sup> (1939) relacionando &agrave; xerostomia e ao surgimento de c&aacute;ries &agrave; radioterapia. As c&aacute;ries de radia&ccedil;&atilde;o apresentam uma evolu&ccedil;&atilde;o muito r&aacute;pida e podem levar &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria. A preocupa&ccedil;&atilde;o com as manifesta&ccedil;&otilde;es bucais de toxicidade dos agentes quimioter&aacute;picos est&aacute; relacionada com o risco aumentado de infec&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica, a dificuldade na alimenta&ccedil;&atilde;o e a dor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tratamento oncol&oacute;gico, geralmente, inclui a utiliza&ccedil;&atilde;o de quimioterapia e radioterapia que podem provocar toxicidade em diversos &oacute;rg&atilde;os, incluindo a cavidade bucal, especialmente no paciente pedi&aacute;trico. Essas altera&ccedil;&otilde;es podem ser locais e imediatas, como ocorre em casos de tumores na regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e de pesco&ccedil;o tratados com radioterapia, ou podem ser difusas nos casos de pacientes que recebem quimioterapia e radioterapia. A toxicidade direta e indireta dos agentes antineopl&aacute;sicos pode causar dor, mucosite, dificuldades para mastiga&ccedil;&atilde;o e degluti&ccedil;&atilde;o, disfun&ccedil;&otilde;es glandulares e altera&ccedil;&otilde;es no paladar. Essas condi&ccedil;&otilde;es podem comprometer o estado nutricional do paciente, prejudicando a recupera&ccedil;&atilde;o, a evolu&ccedil;&atilde;o do tratamento e, muitas vezes, causando o atraso nos ciclos subsequentes de quimioterapia ou nas sess&otilde;es de radioterapia<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O conhecimento de que algumas drogas quimioter&aacute;picas provocam maior toxicidade para mucosa bucal permite aplicar medidas preventivas. Medica&ccedil;&otilde;es como o Metotrexato, Ciclofosfamida e a Doxorrubicina s&atilde;o as mais envolvidas com o surgimento da mucosite oral em crian&ccedil;as<sup>7</sup>. Recomenda-se que, previamente ao in&iacute;cio do tratamento oncol&oacute;gico, o paciente seja examinado para identifica&ccedil;&atilde;o das poss&iacute;veis doen&ccedil;as bucais<sup>6</sup>, incluindo aquelas latentes que podem exacerbar-se nos per&iacute;odos de imunossupress&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante o tratamento antineopl&aacute;sico, as complica&ccedil;&otilde;es bucais devem ser prevenidas e tratadas. Medidas preventivas, tais como o uso t&oacute;pico de digluconato de clorexidina a 0,12%, a remo&ccedil;&atilde;o de placa e a intensifica&ccedil;&atilde;o dos cuidados de higiene bucal devem ser incentivados. A prescri&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or t&oacute;pico, sob forma de gel ou bochechos &eacute; fundamental para preven&ccedil;&atilde;o de problemas odontol&oacute;gicos<sup>8,9</sup>. Toth et al.<sup>10</sup> (1995) refor&ccedil;am a ideia de que a integridade da boca deve ser garantida pelos cuidados iniciais, antes que a terapia oncol&oacute;gica comprometa os tecidos dessa regi&atilde;o anat&ocirc;mica e antes que o desconforto do paciente, a dificuldade para falar e para se alimentar constituam-se como realidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mucosite oral &eacute; a inflama&ccedil;&atilde;o da mucosa bucal e pode resultar da a&ccedil;&atilde;o dos agentes quimioter&aacute;picos, variando de eritema at&eacute; ulcera&ccedil;&atilde;o, sendo agravada pela inadequada sa&uacute;de bucal. &Eacute; um processo complexo, envolvendo todos os tecidos e elementos celulares da mucosa. Novas evid&ecirc;ncias sugerem que o risco de desenvolvimento da mucosite pode ser determinado por fatores gen&eacute;ticos<sup>11</sup>. O dano mucoso secund&aacute;rio ao tratamento antineopl&aacute;sico &eacute;, igualmente, complexo e parece surgir de uma s&eacute;rie de eventos celulares e moleculares que ocorrem n&atilde;o s&oacute; em epit&eacute;lio, mas, tamb&eacute;m, no estroma subjacente<sup>12</sup>. Diferen&ccedil;as gen&eacute;ticas na taxa de apoptose tecidual, les&otilde;es microvasculares, a partir da apoptose do endot&eacute;lio, e taxas sangu&iacute;neas perif&eacute;ricas aumentadas para o fator de necrose tumoral alfa e interleucina-6 parecem estar envolvidas. Al&eacute;m dos efeitos diretos dos agentes antineopl&aacute;sicos, fatores de risco adicionais incluem a pouca idade, o g&ecirc;nero feminino, a higiene bucal deficiente, os focos de infec&ccedil;&atilde;o bucal, a m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o, a fun&ccedil;&atilde;o salivar deficiente, o uso de tabaco e/ou de &aacute;lcool. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A toxicidade dos quimioter&aacute;picos, que inclui a imunossupress&atilde;o do paciente, associada &agrave; altera&ccedil;&atilde;o do fluxo salivar e &agrave;s les&otilde;es da mucosa, contribui para aumentar o risco de infec&ccedil;&otilde;es oportunistas. Essas infec&ccedil;&otilde;es podem ser de etiologia f&uacute;ngica, viral ou bacteriana<sup>13</sup>. A candid&iacute;ase &eacute; a infec&ccedil;&atilde;o mais frequente nesses pacientes, pode invadir os tecidos locais, estendendo-se ao es&ocirc;fago e aos pulm&otilde;es, produzindo septicemia e em situa&ccedil;&otilde;es graves &oacute;bito. Em pacientes neutrop&ecirc;nicos, a terapia sist&ecirc;mica antif&uacute;ngica &eacute; recomendada para que se obtenha maior efici&ecirc;ncia no combate a essa infec&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As infec&ccedil;&otilde;es virais por herpes simples, herpes zoster, citomegalovirus e Epstein Barr vem em segundo lugar, nesses casos, tamb&eacute;m &eacute; recomendada a terapia sist&ecirc;mica para obten&ccedil;&atilde;o de maior efici&ecirc;ncia. As infec&ccedil;&otilde;es bacterianas de origem dent&aacute;ria e periodontal s&atilde;o frequentes nos per&iacute;odos de neutropenia. Com a redu&ccedil;&atilde;o do fluxo salivar, h&aacute; um desequil&iacute;brio da flora bacteriana e um aumento da atividade de c&aacute;rie e de doen&ccedil;as periodontais<sup>14</sup>. Todo processo infeccioso que tem origem na cavidade bucal apresenta grande risco de evoluir para contamina&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica e, por isso, &eacute; extremamente importante que sejam institu&iacute;dos os cuidados de higiene, a preven&ccedil;&atilde;o e o tratamento pr&eacute;vio de qualquer altera&ccedil;&atilde;o bucal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A toxicidade da quimioterapia e os efeitos da radioterapia na regi&atilde;o da cabe&ccedil;a e do pesco&ccedil;o podem levar &agrave; xerostomia tempor&aacute;ria ou permanente. Ocorre uma altera&ccedil;&atilde;o quantitativa e qualitativa do fluxo salivar com perda das propriedades f&iacute;sico qu&iacute;micas da saliva, causando dificuldade de mastiga&ccedil;&atilde;o degluti&ccedil;&atilde;o, altera&ccedil;&atilde;o do paladar, aumento do n&uacute;mero de c&aacute;ries e da velocidade da destrui&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria<sup>15</sup>. O fluxo salivar &eacute; necess&aacute;rio para a sa&uacute;de bucal, pois as glicoproteinas da saliva diminuem a permeabilidade da mucosa e as enzimas possuem atividade antimicrobiana<sup>16</sup>. A xerostomia aumenta o risco de infec&ccedil;&otilde;es na cavidade bucal, bem como de traumatismos e de contamina&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As hemorragias gengivais s&atilde;o causadas pela ulcera&ccedil;&atilde;o do epit&eacute;lio do sulco gengival e pela necrose do tecido subjacente, que em per&iacute;odos de plaquetopenia s&atilde;o frequentes e prejudicam, consideravelmente, as manobras de higiene bucal aumentando o risco de infec&ccedil;&otilde;es<sup>17</sup>. Sempre que houver a necessidade de interrup&ccedil;&atilde;o da escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria e do uso de fio dental &eacute; necess&aacute;rio que se introduzam alternativas para a manuten&ccedil;&atilde;o da higiene. Solu&ccedil;&otilde;es antiss&eacute;pticas para bochechos mais frequentes, o uso de gaze sobre as superf&iacute;cies dent&aacute;rias e escovas especiais s&atilde;o &uacute;teis e s&atilde;o alternativa a serem consideradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na radioterapia de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o, a a&ccedil;&atilde;o direta da radia&ccedil;&atilde;o sobre as papilas gustativas pode levar &agrave; ageusia (perda) ou disgeusia (altera&ccedil;&atilde;o do paladar), que, associada &agrave; xerostomia e &agrave; mucosite, assume uma gravidade maior, pois a nutri&ccedil;&atilde;o do paciente fica prejudicada e a recupera&ccedil;&atilde;o mais lenta<sup>6</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mucosite, geralmente, surge entre 7 e 10 dias ap&oacute;s o in&iacute;cio da quimioterapia e sua severidade depende da agressividade da droga, doses altas e dura&ccedil;&atilde;o prolongada do tratamento utilizado. As mucosites s&atilde;o autolimitadas quando n&atilde;o complicadas por infec&ccedil;&otilde;es e, usualmente, desaparecem entre 2 e 4 semanas ap&oacute;s cessar o efeito citot&oacute;xico da quimioterapia<sup>13</sup>. A manifesta&ccedil;&atilde;o mais precoce na mucosa &eacute; o desenvolvimento de uma colora&ccedil;&atilde;o esbranqui&ccedil;ada </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">pela aus&ecirc;ncia de descama&ccedil;&atilde;o suficiente da ceratina. Isso logo &eacute; seguido pela perda dessa camada e substitui&ccedil;&atilde;o pela mucosa atr&oacute;fica, a qual &eacute; edemaciada, eritematosa e fri&aacute;vel. Subsequentemente, aparecem &aacute;reas de ulcera&ccedil;&atilde;o com a forma&ccedil;&atilde;o de uma membrana superficial fibrinopurulenta amarelada e remov&iacute;vel<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A dor, a ard&ecirc;ncia e o desconforto s&atilde;o sintomas que podem se acentuar durante a alimenta&ccedil;&atilde;o ou a higiene bucal<sup>8</sup>. A classifica&ccedil;&atilde;o do grau de mucosite segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) foi definida como: grau 0 - mucosa normal, &iacute;ntegra; grau 1- irrita&ccedil;&atilde;o, dor e eritema; grau 2 - eritema, &uacute;lcera, permitindo alimenta&ccedil;&atilde;o s&oacute;lida; grau 3 - &uacute;lceras e dieta l&iacute;quida; grau 4 - imposs&iacute;vel alimenta&ccedil;&atilde;o via oral (VO).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> K&ouml;stler et al.<sup>18</sup> (2001) relataram que em pacientes em tratamento com quimioterapia, a mucosa n&atilde;o queratinizada do palato mole, bochechas e l&aacute;bios, a superf&iacute;cie ventral da l&iacute;ngua e o assoalho da boca s&atilde;o as &aacute;reas mais vulner&aacute;veis &agrave; toxicidade direta. J&aacute; a mucosa queratinizada da gengiva, do dorso da l&iacute;ngua e do palato duro &eacute; mais raramente afetada, provavelmente devido &agrave; sua menor renova&ccedil;&atilde;o celular.</font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Relato de casos</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crian&ccedil;a do g&ecirc;nero masculino com 8 anos e 5 meses de idade e diagn&oacute;stico de meduloblastoma. O tratamento proposto foi cirurgia, quimioterapia e radioterapia do cr&acirc;nio e neuro-eixo. O paciente apresentava condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal desfavor&aacute;veis com presen&ccedil;a de c&aacute;ries profundas e comprometimento pulpar na maioria dos dentes (Figuras <a href="#fig01">1</a> e <a href="#fig02">2</a>). Foram realizadas exodontias, restaura&ccedil;&otilde;es e tratamento profil&aacute;tico preventivo em tempo &uacute;nico, sob anestesia geral, antes de iniciar tratamento oncol&oacute;gico. Paciente respondeu bem ao tratamento do Meduloblastoma e n&atilde;o apresentou quadros graves de Mucosite.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a19fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a19fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Paciente do g&ecirc;nero feminino com 15 anos e 3 meses de idade, diagn&oacute;stico de Osteossarcoma em ti&#769;bia, sem meta&#769;stases. O tratamento proposto foi cirurgia e quimioterapia com alto risco de toxicidade bucal. As condi&ccedil;o&#771;es de sau&#769;de bucal eram favora&#769;veis e a paciente colaborativa. Desenvolveu mucosite de grau 4 ap&oacute;s o primeiro curso de quimioterapia com metotrexato, apresentando &uacute;lceras extensas na mucosa jugal, ventre e bordas da l&iacute;ngua, palato duro e crostas hem&aacute;ticas em l&aacute;bios (Figuras <a href="#fig03">3</a> e <a href="#fig04">4</a>). Al&eacute;m da analgesia sist&ecirc;mica e dos bochechos com clorexidine duas vezes ao dia, foi aplicado laser de baixa pot&ecirc;ncia no s&iacute;tio das les&otilde;es. Ap&oacute;s 14 dias de laserterapia, a paciente apresentou recupera&ccedil;&atilde;o total da mucosite. Os n&iacute;veis s&eacute;ricos de metotrexato estavam acima do observado usualmente. Nos cursos subsequentes de quimioterapia, foram intensificados os cuidados preventivos. A paciente voltou a apresentar complica&ccedil;&otilde;es orais, por&eacute;m de menor intensidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a19fig03.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n1/a19fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A toxicidade dos quimioter&aacute;picos, que inclui a imunossupress&atilde;o do paciente, associada &agrave; altera&ccedil;&atilde;o do fluxo salivar e &agrave;s les&otilde;es da mucosa contribuem para aumentar o risco de aquisi&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&otilde;es oportunistas. Essas infec&ccedil;&otilde;es podem ser de etiologia f&uacute;ngicas, virais ou bacterianas<sup>15</sup>. A candid&iacute;ase, infec&ccedil;&atilde;o f&uacute;ngica determinada pela C&acirc;ndida Albicans, &eacute; a que mais acomete esses pacientes e pode se proliferar, invadindo os tecidos locais, estendendo-se ao es&ocirc;fago e aos pulm&otilde;es, produzindo septicemia e, em situa&ccedil;&otilde;es extremas determinar &oacute;bito. Em pacientes neutrop&ecirc;nicos, a terapia sist&ecirc;mica antif&uacute;ngica &eacute; recomendada para que se obtenha maior efici&ecirc;ncia no combate a essa infec&ccedil;&atilde;o<sup>15</sup>. As infec&ccedil;&otilde;es virais por herpes simples, herpes zoster, citomegalovirus e Epstein Barr vem em segundo lugar e tamb&eacute;m &eacute; recomendada a terapia sist&ecirc;mica para obten&ccedil;&atilde;o de maior efici&ecirc;ncia. As infec&ccedil;&otilde;es bacterianas de origem dent&aacute;ria e periodontal s&atilde;o frequentes nos per&iacute;odos de neutropenia. Com a redu&ccedil;&atilde;o do fluxo salivar, h&aacute; um desequil&iacute;brio da flora bacteriana e um aumento da atividade de c&aacute;rie e doen&ccedil;as periodontais<sup>15</sup>. Todo processo infeccioso que tem origem na cavidade bucal apresenta grande risco de evoluir para contamina&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica, prejudicando a sa&uacute;de do paciente e a recupera&ccedil;&atilde;o, por isso &eacute; extremamente importante que protocolos de higiene, de preven&ccedil;&atilde;o e de tratamento pr&eacute;vio sejam implantados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento antineopla&#769;sico, que inclui quimioterapia e radioterapia, atua na divis&atilde;o celular e, a cavidade bucal, pelo alto &iacute;ndice de renova&ccedil;&atilde;o celular, e&#769; muito suscet&iacute;vel. As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal s&atilde;o fatores etiol&oacute;gicos determinantes das intercorr&ecirc;ncias estomatolo&#769;gicas. Os pacientes oncol&oacute;gicos necessitam de protocolos de aten&ccedil;&atilde;o especial, pois, em per&iacute;odos de neutropenia, est&atilde;o mais suscet&iacute;veis &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es bucais, hemorragias, mucosites e reagudiza&ccedil;&atilde;o de processos cr&ocirc;nicos. A higiene rigorosa e&#769; fundamental para a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal e para sua recupera&ccedil;&atilde;o frente &agrave;s intercorr&ecirc;ncias estomatolo&#769;gicas. A inclus&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o estomatologica e do tratamento odontol&oacute;gico, de forma previa ao planejamento quimiotera&#769;pico e/ou radiotera&#769;pico, principalmente na regia&#771;o ce&#769;rvico-facial, auxiliara&#769; na preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas e locais que possam inviabilizar o seguimento adequado do tratamento antineopl&aacute;sico proposto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Estimativa 2012 - Incidencia de C&acirc;ncer no Brasil &ndash; INCA MS. Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de A&ccedil;&otilde;es Estrategicas. Coordena&ccedil;&atilde;o de A&ccedil;a&otilde; e Vigil&atilde;ncia. Rio de Janeiro: Inca; 2012.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Martins ACM, Ca&ccedil;ador NP, Gaeti WP. Complica&ccedil;&otilde;es bucais da quimioterapia antineopl&aacute;sica. Acta Scientiarum 2002;24(3):663-70.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Maciel JC, de Castro CG, Jr., Brunetto AL, Di Leone LP, da Silveira HE. Oral health and dental anomalies in patients treated for leukemia in childhood and adolescence. Pediatr Blood Cancer 2009;53(3):361-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Sonis ST, Fazio RC, Fang L. Princ&iacute;pios e Pr&aacute;tica de Medicina Oral. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1996. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Del Regato JA. Dental lesions after roentgen therapy in c&acirc;ncer of the buccal cavity, pharynx and larynx. Am j Roentgenol Radiat Ther Nuclear Med 1939;42(3):404-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Rosa LN. Aten&ccedil;&atilde;o estomatol&oacute;gica aos pacientes pedi&aacute;tricos oncol&oacute;gicos. Rev Ga&uacute;cha odontologica 1997;45(2):111-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Hespanhol FL. Levantamento epidemiolo&#769;gico de manifesta&ccedil;o&#771;es bucais em pacientes submetidos a quimioterapia &#91;Disserta&ccedil;a&#771;o de Mestrado&#93;. Duque de caxias: Universidade do Grande Rio Professor Jos&eacute; de Souza Herdy. Escola de Odontologia; 2007b. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Santos PSS, Messaggi AC, Mantesso A, Magalh&atilde;es Santos MHC. Mucosite oral: perspectivas atuais na preven&ccedil;a&#771;o e tratamento Rev Ga&uacute;cha Odontol 2009;57(3):339-44.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Santos PSS. Avalia&ccedil;a&#771;o da mucosite oral em pacientes que receberam adequa&ccedil;a&#771;o bucal pre&#769;via ao transplante de medula o&#769;ssea &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade de Sa&#771;o Paulo; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Toth BB, Chambers MS, Fleming TJ, Lemon JC, Martin JW. Section of Oncologic Dentistry and Prosthodontics 1995;9(9):851-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Sonis ST, Elting LS, Keefe D, Peterson DE. Perspectives on cancer therapy - induced mucosal injury: pathogenesis, measurement, epidemiology, and consequences for patients. Cancer 2004;100(9):1995-2025.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Neville BW, Damm DD, Allen CM, Bouquot JE. Patologia Oral e Maxilofacial. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Albuquerque RA, Morais VL, Sobral APV. Protocolo de atendimento odontolo&#769;gico a pacientes oncolo&#769;gicos pedia&#769;tricos &ndash; revisa&#771;o da literatura. Rev Odontol Unesp 2007;36(3):275-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Kroetz FM, Czlusniak G D. Altera&ccedil;o&#771;es bucais e condutas terap&eacute;uticas em pacientes infanto-juvenis submetidos a tratamentos anti-neopla&#769;sicos. Public Uepg Biol Health Sci 2003;9(2):41-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Dib LL, Gon&ccedil;alves RCC, Kowalski LP, Salvajoli JV. Abordagem multidisciplinar das complica&ccedil;o&#771;es orais da radioterapia. Rev Assoc Paul Cir Dentistas 2000;54(5):391-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. McCarthy GM, Awde JD, Ghandi H, Vincent M, KochaRisk WI. Factors associated with mucositis in cancer patients receiving 5-fluorouracil. Oral Oncology 1998;34(6):484-90.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. McKenna, SJ. Leukemia. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2000;89(2):173-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. K&ouml;stler WJ, Hejna M, Wenzel C, Zielinski CC. Oral Mucositis Complication Chemoterapy and/or Radiotherapy: options for prevention and treatment. CA Cancer J Clin 2001;51(5):290- 315.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isabel Nemoto Vergara Sasada    <br> Rua Furriel Luiz Antonio de Vargas, 134     <br>904701130 Porto Alegre RS    <br>    e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:isanemoto@yahoo.com.br" target="_blank">isanemoto@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 16/03/2015    <br> Aceito: 28/04/2015</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Estimativa 2012^d- Incidencia de Câncer no Brasil - INCA MS.</collab>
<source><![CDATA[Coordenação Geral de Ações Estrategicas.: Coordenação de Açaõ e Vigilãncia.]]></source>
<year>2012</year>
<month>.</month>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Inca]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
