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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hematomas de erupção: relato de três casos clínicos em bebês]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Eruption cysts are considered a type of dentigerous cyst and may occur in the deciduous dentition. This condition occurs when the eruptive force of the tooth is not enough to overcome the dental arch strength. Either the occlusal or the incisal face of the crown of the tooth remains covered by a hood of gingival mucosa, favoring an inflammatory process of traumatic nature. Objective: This paper aims to present three clinical cases of eruption hematomas associated with deciduous teeth, in infants treated at the project Maternal and Child Dental Care - School of Dentistry, Federal University of Pelotas, RS, Brazil; and to describe the conduct performed. Case reports: The cases presented are of a 10-month-old girl and two 13 and 18-month-old boys, whose mothers reported the presence of a bluish color change. In all three cases, the cysts were drained because of the mother's report of infant crying since the appearance of the cyst, changes in the chronology of eruption, and difficulties for feeding the child, respectively. Final considerations: Facing an eruption hematoma in infants, the professional should instruct the family and intervene whenever necessary, as it is a simple and resolute procedure.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Lactante.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Hematomas de erup&ccedil;&atilde;o: relato de tr&ecirc;s casos cl&iacute;nicos em beb&ecirc;s</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Eruption hematomas: report of 3 clinical cases in infants</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Luiza Helena Silva de Almeida <sup>I</sup></b><i><b>; </b></i><b>Marina Sousa Azevedo <sup>II</sup>;</b></font><font size="2" face="Verdana"><b> Fernanda Geraldo Pappen <sup>III</sup></b>; </font><font size="2" face="Verdana"><b>Ana Regina Romano <sup>IV</sup></b>    <br> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>  Mestre em Odontopediatria, doutorando em Odontopediatria, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Universidade Federal Pelotas, Pelotas,-Rio Grande do Sul, Brasil    <br> <sup>II</sup> Professora doutora em Odontopediatria, Departamento Social e Preventivo, Universidade Federal Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III </sup>Professora doutora em Endodontia, Departamento Semiologia Cl&iacute;nica e Restauradora, Universidade Federal Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup> </font><font size="2" face="Verdana">Professora doutora em Odontopediatria, Departamento Social e Preventivo, Universidade Federal Pelotas, coordenadora do projeto Aten&ccedil;&atilde;o Odontol&oacute;gica Materno-Infantil, Pelotas, Rio grande do Sul, Brasil</font>    <br>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resumo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o: Os cistos de erup&ccedil;&atilde;o s&atilde;o considerados um tipo de cisto dent&iacute;gero e podem ocorrer na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua. Essa patologia ocorre quando o dente apresenta dificuldade para vencer resist&ecirc;ncias e irromper na arcada dent&aacute;ria, permanecendo a face oclusal ou incisal de sua coroa recoberta por um capuz de mucosa gengival, favorecendo um processo inflamat&oacute;rio de natureza traum&aacute;tica. Objetivo: o objetivo deste artigo &eacute; apresentar tr&ecirc;s casos cl&iacute;nicos de hematomas de erup&ccedil;&atilde;o associados aos dentes dec&iacute;duos em beb&ecirc;s atendidos no projeto Aten&ccedil;&atilde;o Odontol&oacute;gica Materno-Infantil da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, e a conduta adotada. Relato de casos: os casos apresentados s&atilde;o de uma menina de dez meses e de dois meninos, um com treze e outro de dezoito meses de idade, cujas m&atilde;es relataram a presen&ccedil;a de uma altera&ccedil;&atilde;o de colora&ccedil;&atilde;o azulada. Nos tr&ecirc;s casos foi realizada a drenagem do cisto devido ao relato de choro da crian&ccedil;a desde o aprecimento do cisto, de altera&ccedil;&atilde;o na cronologia de erup&ccedil;&atilde;o e de dificuldade de alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, respectivamente. Considera&ccedil;&otilde;es finais: dessa forma, em caso de hematoma de erup&ccedil;&atilde;o em beb&ecirc;s, cabe ao profissional orientar a fam&iacute;lia e, quando necess&aacute;rio, intervir, pois &eacute; um procedimento simples e resolutivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Lactante. Hematoma. Dente dec&iacute;duo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Abstract</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Eruption cysts are considered a type of dentigerous cyst and may occur in the deciduous dentition. This condition occurs when the eruptive force of the tooth is not enough to overcome the dental arch strength. Either the occlusal or the incisal face of the crown of the tooth remains covered by a hood of gingival mucosa, favoring an inflammatory process of traumatic nature. Objective: This paper aims to present three clinical cases of eruption hematomas associated with deciduous teeth, in infants treated at the project Maternal and Child Dental Care - School of Dentistry, Federal University of Pelotas, RS, Brazil; and to describe the conduct performed. Case reports: The cases presented are of a 10-month-old girl and two 13 and 18-month-old boys, whose mothers reported the presence of a bluish color change. In all three cases, the cysts were drained because of the mother's report of infant crying since the appearance of the cyst, changes in the chronology of eruption, and difficulties for feeding the child, respectively. Final considerations: Facing an eruption hematoma in infants, the professional should instruct the family and intervene whenever necessary, as it is a simple and resolute procedure.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords</B>: Infants. Hematoma. Deciduous tooth.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cistos odontog&ecirc;nicos s&atilde;o definidos como cistos que surgem a partir do epit&eacute;lio odontog&ecirc;nico e ocorrem nas regi&otilde;es entre dentes e ossos maxilares. A prolifera&ccedil;&atilde;o e/ou degenera&ccedil;&atilde;o do epit&eacute;lio leva ao desenvolvimento dessa condi&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>. A frequ&ecirc;ncia de cistos odontog&ecirc;nicos em crian&ccedil;as &eacute; relativamente baixa<sup>2</sup>. Um dos tipos mais comuns desses cistos s&atilde;o os cistos dent&iacute;geros, representando 24% de todas as les&otilde;es na popula&ccedil;&atilde;o em geral<sup>3</sup>. Foi estimado que entre 4% a 9% dos cistos dent&iacute;geros ocorrem na primeira d&eacute;cada de vida<sup>4,5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A patog&ecirc;nese desse cisto &eacute; desconhecida, mas, aparentemente, ele se desenvolve pelo ac&uacute;mulo de l&iacute;quido entre o epit&eacute;lio reduzido do org&atilde;o do esmalte e a coroa do dente. O cisto de erup&ccedil;&atilde;o &eacute; an&aacute;logo ao cisto dent&iacute;gero no tecido mole. Desenvolve-se como resultado da separa&ccedil;&atilde;o do fol&iacute;culo dent&aacute;rio que envolve a coroa de um dente em erup&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup>, provocando um bloqueio da microinfiltra&ccedil;&atilde;o regional que ocorre pela mucosa gengival e o dente n&atilde;o irrompido<sup>7</sup>. Clinicamente, os cistos de erup&ccedil;&atilde;o apresentam-se como uma tumefa&ccedil;&atilde;o mole que pode conter apenas l&iacute;quido (apar&ecirc;ncia transl&uacute;cida azulada) ou tamb&eacute;m pigmento hemoglob&iacute;nico (apar&ecirc;ncia de hematoma). Assim, se houver um traumatismo na superf&iacute;cie dos cistos, levando &agrave; presen&ccedil;a de sangue no interior da cavidade c&iacute;stica, eles apresentar&atilde;o uma colora&ccedil;&atilde;o purp&uacute;rea, sendo ent&atilde;o chamados de hematomas de erup&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Essa patologia &eacute; mais comum na denti&ccedil;&atilde;o permanente e em meninos<sup>8</sup>, sendo considerada rara em associa&ccedil;&atilde;o com dentes dec&iacute;duos, com um acometimento de aproximadamente 0,7%<sup>5,9</sup>. Normalmente, na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua n&atilde;o h&aacute; indica&ccedil;&atilde;o de tratamento, apenas o acompanhamento, pois em geral a les&atilde;o rompe e o dente irrompe na cavidade bucal. Entretanto, em alguns casos, o quadro cl&iacute;nico pode apresentar-se doloroso e inc&ocirc;modo, necessitando de tratamento. Diante disso, o objetivo deste artigo &eacute; apresentar a conduta adotada em tr&ecirc;s casos cl&iacute;nicos de hematomas de erup&ccedil;&atilde;o associados a dentes dec&iacute;duos de pacientes atendidos no projeto de extens&atilde;o Aten&ccedil;&atilde;o Odontol&oacute;gica Materno-Infantil (AOMI), da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Relato de casos</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descri&ccedil;&atilde;o do caso 1</b>: a m&atilde;e de R.G.S., do sexo feminino, com dez meses de idade, procurou o Centro de Diagn&oacute;stico das Doen&ccedil;as da Boca (CDDB), da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Pelotas, relatando que h&aacute; sete dias aparecera uma "bolinha" de colora&ccedil;&atilde;o azulada na gengiva da sua filha. Ap&oacute;s o exame cl&iacute;nico, verificou-se que a crian&ccedil;a apresentava uma tumefa&ccedil;&atilde;o gengival mole de colora&ccedil;&atilde;o azulada, depress&iacute;vel &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o, na regi&atilde;o de rebordo alveolar direito da maxila. Correspondendo &agrave; regi&atilde;o do dente 52, medindo aproximadamente 1 cent&iacute;metro. Ap&oacute;s exame inicial da cavidade bucal, foi estabelecido o diagn&oacute;stico de cisto de erup&ccedil;&atilde;o e a crian&ccedil;a foi encaminhada para o projeto Aomi. Durante a anamnese, a m&atilde;e relatou que a crian&ccedil;a estava "chorosa" desde o aparecimento do cisto. A partir da anamnese, com autoriza&ccedil;&atilde;o para atendimento e realiza&ccedil;&atilde;o do exame f&iacute;sico, em conjunto com a m&atilde;e, houve a decis&atilde;o de realizar a interven&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o beb&ecirc; em posi&ccedil;&atilde;o joelho a joelho, inicialmente foi realizada a anestesia t&oacute;pica, o local foi seco com gaze e foi colocado gel de benzoca&iacute;na a 20% (Benzotop 200 mg/g benzoca&iacute;na. DFL, Ind&uacute;strias e Com&eacute;rcios S.A., Rio de Janeiro, RJ, Brasil). O anest&eacute;sico foi deixado sobre o cisto com aux&iacute;lio de uma pin&ccedil;a cl&iacute;nica e gaze, por 2 minutos, conforme protocolo dos anest&eacute;sicos, cuidando para colocar em pouca quantidade para n&atilde;o se dissolver em saliva, evitando escorrer para outros locais da cavidade bucal. Logo ap&oacute;s, foi realizada uma perfura&ccedil;&atilde;o com uma sonda exploradora (<a href="#fig01a">Figura 1a</a>), com intuito de romper o tecido que cobria o cisto e drenar o conte&uacute;do c&iacute;stico (<a href="#fig01b">Figura 1b</a>). A erup&ccedil;&atilde;o do dente 52 ocorreu sem mais altera&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01a"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a14fig01a.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01b"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a14fig01b.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descri&ccedil;&atilde;o do caso 2</b>: a m&atilde;e de D.D.S, sexo masculino, com dezoito meses de idade, procurou atendimento do projeto AOMI, preocupada com a "les&atilde;o roxa na boca de seu filho". Ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o escrita para o atendimento, foi conduzido o exame f&iacute;sico e observou-se uma tumefa&ccedil;&atilde;o gengival mole, depress&iacute;vel &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o e de colora&ccedil;&atilde;o azulada, em regi&atilde;o de maxila esquerda, correspondente ao dente 64, medindo aproximadamente 1,5 cent&iacute;metros, conforme mostra a <a href="#fig02">Figura 2a</a>. Foi diagnosticado como hematoma de erup&ccedil;&atilde;o de acordo com os sinais cl&iacute;nicos. A m&atilde;e relatou que a crian&ccedil;a estava com dificuldade para se alimentar, ent&atilde;o, optou-se pela drenagem na mesma sess&atilde;o. O beb&ecirc; foi colocado na posi&ccedil;&atilde;o joelho a joelho, e o tratamento realizado foi semelhante ao procedimento feito no caso 1: anestesia com anest&eacute;sico t&oacute;pico e perfura&ccedil;&atilde;o no centro da les&atilde;o com uma sonda exploradora est&eacute;ril (<a href="#fig02">Figura 2b</a>). Imediatamente ap&oacute;s o procedimento, o conte&uacute;do c&iacute;stico foi drenado (<a href="#fig02">Figura 2c</a>). Esse paciente apresentou mais quatro hematomas de erup&ccedil;&atilde;o nos dentes segundos molares superiores e inferiores. Em dois deles foi realizada a interven&ccedil;&atilde;o e em menos de um m&ecirc;s eles estavam com a superf&iacute;cie oclusal livre. Nos dois outros casos a m&atilde;e aguardou, uma vez que ela estava esclarecida e o seu filho n&atilde;o sentiu inc&ocirc;modo, houve a erup&ccedil;&atilde;o sem necessidade de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a14fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Descri&ccedil;&atilde;o do caso 3</b>: a m&atilde;e de A.B.C.S., do sexo masculino, com treze meses de idade, procurou o servi&ccedil;o de atendimento da AOMI com queixa de que "um dente n&atilde;o nasceu e que havia uma mancha azulada na gengiva de seu filho". De acordo com o relato da m&atilde;e, a menina estava chorosa e com dificuldade para se alimentar. Ap&oacute;s o consentimento para o atendimento, o paciente foi conduzido para o exame f&iacute;sico, que confirmou a aus&ecirc;ncia do dente 61 e, no local, a presen&ccedil;a de um hematoma de erup&ccedil;&atilde;o com o tecido um pouco fibrosado e com altera&ccedil;&atilde;o na sequ&ecirc;ncia de erup&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig03">Figura 3a</a>). Foi planejada a realiza&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o. Nesse caso, devido &agrave; maior resist&ecirc;ncia do tecido gengival, a op&ccedil;&atilde;o foi, ap&oacute;s a anestesia t&oacute;pica, realizar anestesia local infiltrativa, usando 0,5 ml de lidoca&iacute;na a 2% com epinefrina 1: 100.000 (DFL, Ind&uacute;strias e Com&eacute;rcios S.A., Rio de Janeiro, RJ, Brasil), e uma incis&atilde;o com bisturi com l&acirc;mina 15 para drenagem (<a href="#fig03">Figura 3b</a>) para expor parte da coroa dent&aacute;ria (<a href="#fig03">Figura 3c</a>). Ap&oacute;s a drenagem, o tecido foi apreendido com pin&ccedil;a reta e retirado com bisturi. O paciente ficou em acompanhamento e sem altera&ccedil;&otilde;es at&eacute; completar a denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a14fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As les&otilde;es c&iacute;sticas nos maxilares podem ser de origem odontog&ecirc;nica, n&atilde;o odontog&ecirc;nica, do desenvolvimento e inflamat&oacute;ria. Em crian&ccedil;as, 70% dos cistos tendem a ser de origem do desenvolvimento, enquanto 13,3% s&atilde;o de origem inflamat&oacute;ria<sup>10</sup>. Essa maior ocorr&ecirc;ncia de forma&ccedil;&atilde;o de cistos do desenvolvimento pode estar associada ao fato que, durante a inf&acirc;ncia, os ossos maxilofaciais, juntamente com as denti&ccedil;&otilde;es dec&iacute;dua e permanente, est&atilde;o em intenso e profundo desenvolvimento<sup>10,11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O cisto de erup&ccedil;&atilde;o est&aacute; entre os cistos do desenvolvimento que podem ser observados na inf&acirc;ncia, sendo considerada uma varia&ccedil;&atilde;o distinta do cisto dent&iacute;gero em tecido mole e definida como cisto do desenvolvimento do fol&iacute;culo dental<sup>12</sup>. Bodner<sup>10</sup>(2002) avaliou 69 pacientes pedi&aacute;tricos com cistos, com idades entre um m&ecirc;s e dezesseisanos, e verificou a presen&ccedil;a de cistos de erup&ccedil;&atilde;o em 22% deles, sendo a idade m&eacute;dia das crian&ccedil;as com esse diagn&oacute;stico de 4,7 anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A histog&ecirc;nese do cisto dent&iacute;gero, incluindo o cisto de erup&ccedil;&atilde;o, ainda &eacute; obscura e sua etiologia tamb&eacute;m n&atilde;o est&aacute; definida, mas em dentes dec&iacute;duos tem sido relacionada com um processo inflamat&oacute;rio ou traum&aacute;tico<sup>13-15</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Adewuimi et al.<sup>16</sup> (2010) apresentaram o caso de um beb&ecirc; com vinte meses de idade com escorbuto, decorrente da defici&ecirc;ncia de vitamina C, associado a isso les&otilde;es gengivais, dentre elas, o cisto de erup&ccedil;&atilde;o. Eles afirmam que a irregularidade na dieta alimentar, com a defici&ecirc;ncia de vitaminas, pode contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o de tal patologia. Nos casos assistidos na Aomi, n&atilde;o foram investigados fatores</font> <font size="2" face="Verdana">nutricionais, mas as m&atilde;es n&atilde;o relataram nenhuma altera&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica relevante nesse sentido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ocorr&ecirc;ncia nos casos registrados neste estudo foi de 2:1 com rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, dois meninos para uma menina, assim como a literatura aponta<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A import&acirc;ncia de relatar esses casos est&aacute; na baixa preval&ecirc;ncia dos cistos de erup&ccedil;&atilde;o na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua. A maior ocorr&ecirc;ncia na denti&ccedil;&atilde;o permanente pode ser justificada pelo fato de ser mais detectada, ou seja, a denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua entra em erup&ccedil;&atilde;o, geralmente, entre seis e 24 meses, uma &eacute;poca em que n&atilde;o se costuma levar a crian&ccedil;a ao dentista<sup>17</sup> e podem n&atilde;o ter o diagn&oacute;stico da presen&ccedil;a do cisto, uma vez que a maior parte tem resolu&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea e n&atilde;o apresenta sintomatologia. Conforme descrito por Bodner et al.<sup>8</sup> (2004), estudando 24 casos de cistos de erup&ccedil;&atilde;o, 8,3% podem estar associados a dentes natais, 41,6% aos dentes dec&iacute;duos, e 50% aos permanentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando a localiza&ccedil;&atilde;o, uma avalia&ccedil;&atilde;o retrospectiva de 36 casos de cistos de erup&ccedil;&atilde;o mostrou maior ocorr&ecirc;ncia na maxila em denti&ccedil;&atilde;o permanente, e a maioria como um evento &uacute;nico entre cinco e nove anos de idade<sup>7</sup>. No entanto, tamb&eacute;m tem sido relatada com frequ&ecirc;ncia a ocorr&ecirc;ncia nos primeiros molares permanentes inferiores<sup>18</sup>. Na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, como &eacute; relatada maior ocorr&ecirc;ncia nos incisivos centrais dec&iacute;duos<sup>19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os tr&ecirc;s casos descritos neste trabalho ocorreram na maxila, no incisivo lateral, no central e em dente posterior, ocorrendo tr&ecirc;s cistos em uma &uacute;nica crian&ccedil;a, dois na mand&iacute;bula. A literatura mostra, mesmo que seja menos comum, que esses cistos podem ser bilaterais<sup>19</sup> e que podem ser verificados v&aacute;rios cistos de erup&ccedil;&atilde;o em uma mesma crian&ccedil;a<sup>20</sup>, como foi o caso 2. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico do cisto ou hematoma de erup&ccedil;&atilde;o &eacute; essencialmente obtido pelo exame cl&iacute;nico, com a realiza&ccedil;&atilde;o de uma anamnese cuidadosa e criteriosa, levando-se em considera&ccedil;&atilde;o o tempo de aparecimento da les&atilde;o, relato ou n&atilde;o de desconforto. No exame f&iacute;sico, o aspecto cl&iacute;nico (colora&ccedil;&atilde;o, tamanho, consist&ecirc;ncia) e localiza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o observados. Al&eacute;m disso, deve-se ter em mente a cronologia de erup&ccedil;&atilde;o e a idade de erup&ccedil;&atilde;o dos dentes dec&iacute;duos, uma vez que os cistos de erup&ccedil;&atilde;o ocorrem quando um dente est&aacute; prestes a irromper. S&atilde;o les&otilde;es transl&uacute;cidas, circunscritas, flutuantes, e com aumento de volume correspondendo ao local da erup&ccedil;&atilde;o do dente. Quando a cavidade c&iacute;stica cont&eacute;m sangue, devido a trauma ou infec&ccedil;&atilde;o, a colora&ccedil;&atilde;o torna-se arroxeada ou azulada, por isso &eacute; denominada hematoma erup&ccedil;&atilde;o, como nos casos relatados<sup>21</sup>. O diagn&oacute;stico diferencial &eacute; com hemangioma, cisto gengival do rec&eacute;m-nascido e granuloma piog&ecirc;nico<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A conduta para esse tipo de les&atilde;o geralmente &eacute; a proserva&ccedil;&atilde;o do caso, porque frequentemente o cisto se rompe espontaneamente, permitindo a erup&ccedil;&atilde;o do dente<sup>20</sup>. Por&eacute;m, &agrave;s vezes, a les&atilde;o pode trazer algum tipo de desconforto ao paciente, como coceira, dificuldade em se alimentar, irrita&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o, como ocorreu nos casos apresentados, fazendo com que fosse indicada uma pequena interven&ccedil;&atilde;o. A simples pun&ccedil;&atilde;o ou incis&atilde;o foi o tratamento eletivo com intuito de drenar o fluido acumulado no cisto e aliviar os sintomas<sup>23</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento em beb&ecirc;s consiste em uma simples excis&atilde;o com l&acirc;mina de bisturi ou perfura&ccedil;&atilde;o com sonda pontiaguda do revestimento c&iacute;stico, permitindo o al&iacute;vio dos sintomas e erup&ccedil;&atilde;o do dente. Nessa t&eacute;cnica, o indicado &eacute; a anestesia t&oacute;pica, pois ela atinge aproximadamente 4 mm da mucosa e a perfura&ccedil;&atilde;o da sonda n&atilde;o ultrapassa essa medida<sup>24,25</sup>. Tamb&eacute;m &eacute; importante salientar, com base nos protocolos de anest&eacute;sicos, que o in&iacute;cio da a&ccedil;&atilde;o &eacute; r&aacute;pido e se d&aacute; em aproximadamente 15 segundos quando aplicado sobre a mucosa bucal. A posologia indica o uso de aplica&ccedil;&otilde;es de 0,5g para que seja alcan&ccedil;ado o efeito desejado at&eacute; a dose m&aacute;xima recomendada, de 2 g medida<sup>24,25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Algumas vezes, quando al&eacute;m da sintomatologia do paciente, a presen&ccedil;a de tecido fibroso e o est&aacute;gio avan&ccedil;ado de forma&ccedil;&atilde;o de ra&iacute;zes<sup>20</sup> est&atilde;o presentes, pode ser realizada a exposi&ccedil;&atilde;o de parte da coroa dent&aacute;ria, incisal em dentes anteriores ou oclusal dos posteriores, propiciando uma erup&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida. O caso de A.B.C.S. teve essa indica&ccedil;&atilde;o, sendo a interven&ccedil;&atilde;o um pouco mais invasiva, mas resolutiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em casos em que ocorre a excis&atilde;o cir&uacute;rgica do cisto, &eacute; poss&iacute;vel conduzir o exame anatomopatol&oacute;gico, pois apresenta representatividade de tecido para a an&aacute;lise histol&oacute;gica com intuito de confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico<sup>20</sup>. O caso descrito por Kimura et al.<sup>20</sup> (2014) mostrou que o cisto de erup&ccedil;&atilde;o apresentou um epit&eacute;lio estratificado paraceratinizado e uma c&aacute;psula c&iacute;stica composta por tecido conjuntivo frouxo e revestidas por um epit&eacute;lio estratificado e o fluido c&iacute;stico com exsudato, sangue e escassas c&eacute;lulas epiteliais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, embora normalmente um cisto de erup&ccedil;&atilde;o n&atilde;o requeira tratamento cir&uacute;rgico, pode ser necess&aacute;rio para ajudar a erup&ccedil;&atilde;o dos dentes. A sintomatologia do paciente e o est&aacute;gio de forma&ccedil;&atilde;o de ra&iacute;zes s&atilde;o fatores importantes para determinar a melhor abordagem, e cabe ao profissional, cirurgi&atilde;o- dentista que atende beb&ecirc;s, diagnosticar, orientar a fam&iacute;lia e, quando necess&aacute;rio, intervir de forma resolutiva. </font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Neville BW, Damm DD, Allen A, Bouquout JE. Patologia Facial &amp; Maxilofacial. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara; 2004. p. 569.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=175632&pid=S1413-4012201500020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Manor E, Kachko L, Puterman MB, Szabo G, Bodner L. Cystic lesions of the jaws - a clinicopathological study of 322 cases and review of the literature. Int J Med Sci 2012; 9(1):20-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Kalaskar RR, Tiku A, Damle SG. Dentigerous cyst of anterior maxilla in a young child - A case report. J Indian Soc Pedod Prev Dent 2007; 25(4):187-90. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Freitas DQ, Tempest LM, Sicoli E, Lopes-Neto FC. Bilateral dentigerous cysts: review of the literature and report of an unusual case. Dentomaxillofac Radiol 2006; 35(6):464-8.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> 5. Shear M, Speight PM. Cysts of the oral and maxillofacial regions. 4. ed. Oxford: Blackwell Munksgaard; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Adelsperger J, Campbell JH, Coates DB, Summerlin DJ, Tomich CE. Early soft tissue pathosis associated with impacted third molars without pericoronal radiolucency. Oral Surg Med Oral Pathol Oral Radiol Endond 2000; 89(4):402-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Aguil&oacute; L, Cibri&aacute;n R, Bag&aacute;n JV, Gand&iacute;a JL. Eruption cysts: retrospective clinical study of 36 cases. ASDC J Dent Child 1998; 65(2):102-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Bodner L, Goldstein J, Sarnat H. Eruption cysts: a clinical report of 24 new cases. J Clin Pediatr Dent 2004; 28(2):183-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Killy HC, Kay LW. An analysis of 471 benign cystic lesions of the jaws. Int Surg 1966; 46(6):540-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Bodner L. Cystic lesions of the jaws in children. Int J Pediat Otorhinolaryngol 2002; 62(1):25-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Lustmann J, Shear M. Radicular cysts arising from deciduous teeth. Int J Oral Surg 1985; 14(2):153-61. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Shafer WG, Hine MK, Levy BM. Patologia Bucal. 4. ed. Trad. Superv. Sylvio Bevilacqua. Rio de Janeiro: Interamaerica; 1985. p. 269-315. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Boyezuk MP, Berger JR. Identifying a deciduous dentigerous cyst. J Am Dent Assoc 1995; 126(5):643-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Kozelj V, Sotosek B. Inflammatory dentigerous cysts of children treated by tooth extraction and decompression - report of four cases. Br Dent J 1999; 187(11):587-90. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">15. Nacl&eacute;rio MG, Sim&otilde;es WA, Zindel Deboni MC, Chilvarquer I, Aparecida TA. Dentigerous cyst associated with an upper permanent central incisor: case report and literature review. J Clin Pediatr Dent 2002; 26(2):187-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Adewumi AO, Ashoor IF, Soares FM, Guelmann M, Novak DA. Eruption hematoma as a possible oral sign of infantile scurvy. Pediatr Dent 2010; 32(2):151-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Barros AJD, Bertoldi AD. Desigualdades na utiliza&ccedil;&atilde;o e no acesso a servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos: uma avalia&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel nacional. Cien Saude Colet 2002; 7(4):709-17. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Anderson RA. Eruption cysts: A retrograde study. J Dent Child 1990; 57(2):124-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Seward MH. Eruption cyst an analysis of its clinical features. Oral Surg 1973; 31(1):31-55. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Kimura JS, Wanderley MT, Pinto-Junior DS, Zardetto CG. An Unusual Case of Four Simultaneous Eruption Cysts in an Infant. J Dent Child (chic) 2014; 81(1):38-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Dhawan GKK, Sanjay C, Shweta A. Eruption cysts: A series of two cases. Dent Res J 2012; 9(5):647-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Pinkham JR, Casamassimo PS, Tigue DJ, Fields HW, Nowak AJ. Pediatric dentistry: infancy through adolescence. 4. ed. St. Louis, Missouri: Sauders, An imprint of Elsevier; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">23. Coser RM, Fl&oacute;rio FM, Melo BP, Quaglio JM. Clinical Features of the eruption cyst. Rev Gaucha Odontol 2004; 52(3):180-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">24. Friedman PM, Fogelman JP, Nouri K, Levine VJ, Ashinoff R. Comparative study of the efficacy of four topical anesthetics. Dermatol Surg 1999; 25(12):950-4. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">25. Rosivack RG, Koenigsberg SR, Maxwell KC. An analysis of the effectiveness of two topical anesthetics. Anesth Prog 1990; 37(6):290-2.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Marina Sousa Azevedo <br/>Departamento de Odontologia Social e Preventiva <br/>Rua Gon&ccedil;alves Chaves 457, 7&ordm; andar, sala 704 <br/>96015-560 Pelotas,RS</font><font size="2" face="Verdana">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:marinasazevedo@hotmail.com" target="_blank">marinasazevedo@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 09/10/2014<br/> Aceito: 09/06/2015</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<year>2004</year>
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<page-range>569.</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
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