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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Current technological advances and the improvement of chemo-mechanical preparation for cleaning and shaping the root canal have reduced the time required for this procedure, enabling treatment completion in one single visit. Objective: To discuss and compare through scientific evidence the findings on postoperative pain and healing rates in endodontic treatments performed in single and multiple visits. This literature review was based on a search for studies in PubMed, Science Direct, Scopus, Scielo, and Medline databases. Literature review: The single-visit endodontic treatment may be performed in cases diagnosed as irreversible pulpitis. However, in cases of pulp necrosis with or without apical periodontitis, the literature is controversial and opinions vary on the risks and benefits achieved in single or multiple visits. Along with other advantages, including time saving, cost-benefit, better patient compliance, and reduced risk of infection in-between sessions, the single visit may be suggested, but in some cases, as in the presence of exudate, it should not be recommended. Final considerations: Single- and multiple-visits treatment showed similar results considering healing rate and postoperative pain. Thus, the clinical decision-making for choosing an endodontic treatment in single or multiple visits should be based on clinical and scientific evidence.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Endodontia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Endodontia em sess&atilde;o &uacute;nica ou m&uacute;ltipla: revis&atilde;o da literatura</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Endodontics in single or multiple visits: literature review</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marcos Sergio Endo <sup>I</sup>; Ana Clara Lobianco dos Santos <sup>II</sup>; Angelo Jose Pavan <sup>III</sup>; Alfredo Franco Queiroz <sup>IV</sup>; Nair Narumi Orita Pavan <sup>V</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>  Doutor em Endodontia, professor adjunto, Departamento de Odontologia, &Aacute;rea de Endodontia, Universidade Estadual de Maring&aacute;, Maring&aacute;, PR, Brasil    <br>   <sup>II</sup> Especialista em Endodontia, Departamento de Odontologia, &Aacute;rea de Endodontia, Universidade Estadual de Maring&aacute;, Maring&aacute;, PR, Brasi    <br>   <sup>III</sup> Doutor, professor adjunto, Departamento de Odontologia, Universidade Estadual de Maring&aacute;, Maring&aacute;, PR, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV</sup> Mestre em Endodontia, professor assistente, Departamento de Odontologia, &Aacute;rea de Endodontia, Universidade Estadual de Maring&aacute;, Maring&aacute;, PR, Brasil    <br>   <sup>V</sup> Doutora, professora adjunta, Departamento de Odontologia, &Aacute;rea de Endodontia, Universidade Estadual de Maring&aacute;, Maring&aacute;, PR, Brasil    <br>       <br>   </font><font size="2" face="Verdana">    <br>       <br>       <br>   </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resumo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, com os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e o aperfei&ccedil;oamento do preparo qu&iacute;mico-mec&acirc;nico durante a limpeza e modelagem do canal radicular, o tempo para concretiza&ccedil;&atilde;o desse procedimento foi reduzido, possibilitando a realiza&ccedil;&atilde;o do tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica. Objetivo: discutir e confrontar, a partir de evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas, os achados sobre dor p&oacute;s-operat&oacute;ria e taxa de repara&ccedil;&atilde;o em tratamentos endod&ocirc;nticos realizados em sess&atilde;o &uacute;nica ou m&uacute;ltipla. M&eacute;todos: essa revis&atilde;o da literatura baseou-se na pesquisa de trabalhos nas bases de dados PubMed, Science Direct, Scopus, Scielo e Medline. Revis&atilde;o da literatura: o tratamento endod&ocirc;ntico em sess&atilde;o &uacute;nica pode ser realizado nos casos diagnosticados como pulpite irrevers&iacute;vel. No entanto, em casos de necrose pulpar, com ou sem periodontite apical, a literatura &eacute; controversa e as opini&otilde;es variam quanto aos riscos e benef&iacute;cios da sess&atilde;o &uacute;nica e da m&uacute;ltipla. Aliando-se a outras vantagens, como economia de tempo, custo-benef&iacute;cio, melhor aceita&ccedil;&atilde;o do paciente e redu&ccedil;&atilde;o dos riscos de infec&ccedil;&atilde;o entre as sess&otilde;es, a sess&atilde;o &uacute;nica pode ser indicada, com exce&ccedil;&atilde;o de alguns casos, como na presen&ccedil;a de exsudato. Considera&ccedil;&otilde;es finais: o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica e em sess&atilde;o m&uacute;ltipla mostrou resultados semelhantes considerando a taxa de repara&ccedil;&atilde;o e a dor p&oacute;s-operat&oacute;ria. Assim, a tomada de decis&atilde;o cl&iacute;nica em optar por um tratamento endod&ocirc;ntico em sess&atilde;o &uacute;nica ou m&uacute;ltipla deve ser baseada em evid&ecirc;ncias cl&iacute;nico-cient&iacute;ficas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Endodontia. Dor p&oacute;s-operat&oacute;ria. Tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Abstract</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Current technological advances and the improvement of chemo-mechanical preparation for cleaning and shaping the root canal have reduced the time required for this procedure, enabling treatment completion in one single visit. Objective: To discuss and compare through scientific evidence the findings on postoperative pain and healing rates in endodontic treatments performed in single and multiple visits. This literature review was based on a search for studies in PubMed, Science Direct, Scopus, Scielo, and Medline databases. Literature review: The single-visit endodontic treatment may be performed in cases diagnosed as irreversible pulpitis. However, in cases of pulp necrosis with or without apical periodontitis, the literature is controversial and opinions vary on the risks and benefits achieved in single or multiple visits. Along with other advantages, including time saving, cost-benefit, better patient compliance, and reduced risk of infection in-between sessions, the single visit may be suggested, but in some cases, as in the presence of exudate, it should not be recommended. Final considerations: Single- and multiple-visits treatment showed similar results considering healing rate and postoperative pain. Thus, the clinical decision-making for choosing an endodontic treatment in single or multiple visits should be based on clinical and scientific evidence.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords:</B> Endodontics. Postoperative pain. Treatment.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b></b> </font><font size="2" face="Verdana">O tratamento endod&ocirc;ntico &eacute; realizado, na maioria dos dentes, com taxas de sucesso vari&aacute;veis<sup>1,2</sup>. Grande parte dos dentistas realiza esse tratamento em sess&otilde;es m&uacute;ltiplas<sup>3</sup>. No entanto, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, mais de 70% das escolas, em diversas &aacute;reas geogr&aacute;ficas, e pesquisadores defendem o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; pouco contestada a possibilidade de realiza&ccedil;&atilde;o do tratamento do canal radicular em sess&atilde;o &uacute;nica nos casos diagnosticados como pulpite irrevers&iacute;vel<sup>4,5</sup>. No entanto, em casos de necrose pulpar com ou sem periodontite apical, a literatura &eacute; controversa<sup>6</sup>. A periodontite apical &eacute; causada por bact&eacute;rias no interior dos canais, e o seu tratamento deve ser feito com a remo&ccedil;&atilde;o da causa. O preparo mec&acirc;nico associado a uma irriga&ccedil;&atilde;o pode promover culturas bacterianas negativas em 40% a 60% dos dentes tratados<sup>7,8</sup>. Al&eacute;m disso, o uso da medica&ccedil;&atilde;o intracanal foi sugerido para potencializar a obten&ccedil;&atilde;o de culturas negativas<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Historicamente, in&uacute;meros tratamentos e medica&ccedil;&otilde;es entre sess&otilde;es foram utilizados para a terapia de dentes infeccionados, mas ao longo dos anos o n&uacute;mero de sess&otilde;es foi reduzido. Para os casos de sess&otilde;es m&uacute;ltiplas, um curativo de demora &agrave; base de hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio tem sido proposto como padr&atilde;o-ouro<sup>4</sup>. Assim, acreditava-se que a taxa de repara&ccedil;&atilde;o do tratamento em sess&otilde;es m&uacute;ltiplas devia ser mais elevado do que o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento endod&ocirc;ntico em sess&atilde;o &uacute;nica ou m&uacute;ltipla tem sido objeto de discuss&atilde;o de longa data na comunidade endod&ocirc;ntica. De fato, a tentativa de concluir esse tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica &eacute; documentada desde o final do s&eacute;culo XIX<sup>10</sup>, embora ainda n&atilde;o se tenha obtido uma conclus&atilde;o definitiva. Logo ap&oacute;s, verificam-se relatos sobre a obtura&ccedil;&atilde;o imediata, descrevendo os crit&eacute;rios para o sucesso com base na limpeza e modelagem do canal radicular, assim como nos m&eacute;todos de remo&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do infeccioso<sup>11</sup>. As t&eacute;cnicas utilizadas antigamente eram primitivas e mostravam baixa taxa de sucesso para os tratamentos realizados em sess&atilde;o &uacute;nica. A terapia endod&ocirc;ntica geralmente era realizada em sess&otilde;es m&uacute;ltiplas, e exigia um tempo </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O uso de t&eacute;cnicas e equipamentos modernos, como magnifica&ccedil;&atilde;o (aumento da imagem), localizadores eletr&ocirc;nicos foraminais e aparelhos mecanizados utilizando limas de NiTi e sistemas reciprocantes, fizeram com que se reduzisse o tempo para concretiza&ccedil;&atilde;o desse tratamento, permitindo sua conclus&atilde;o em uma &uacute;nica sess&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, verifica-se muito interesse dos profissionais em concluir o tratamento em uma &uacute;nica sess&atilde;o. Sendo assim, este trabalho de revis&atilde;o da literatura teve como objetivo discutir e confrontar, a partir de evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas, os achados sobre dor p&oacute;s-operat&oacute;ria e taxa de repara&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o tratamento endod&ocirc;ntico em sess&atilde;o &uacute;nica e m&uacute;ltipla.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta revis&atilde;o da literatura foi elaborada com base na pesquisa de trabalhos nas bases de dados PubMed, Science Direct, Scopus, Scielo e Medline. Os descritores utilizados foram: single visit root canal treatment, multiple visit root canal treatment, postoperative pain, post-obturation pain, success, treatment outcome.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Revis&atilde;o de literatura</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O racioc&iacute;nio biol&oacute;gico fundamental para alcan&ccedil;ar o sucesso do tratamento endod&ocirc;ntico consiste basicamente em eliminar micro-organismos do sistema de canais radiculares, criando um ambiente favor&aacute;vel para a repara&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, dificilmente se consegue um ambiente livre de bact&eacute;rias, mesmo ap&oacute;s adequada limpeza e modelagem dos canais radiculares8. Duas abordagens foram propostas para resolver esse problema. Em uma abordagem, as bact&eacute;rias residuais s&atilde;o eliminadas ou impedidas de recolonizar os canais radiculares por meio da utiliza&ccedil;&atilde;o de uma medica&ccedil;&atilde;o intracanal. Em seu estudo, Orstavik et al.<sup>13</sup> (1991) verificaram que o hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio n&atilde;o permitiu a elimina&ccedil;&atilde;o completa dos micro-organismos, al&eacute;m disso, observaram que houve a recoloniza&ccedil;&atilde;o bacteriana ap&oacute;s o seu uso. No entanto, mesmo uma cultura negativa antes da obtura&ccedil;&atilde;o dos canais n&atilde;o nos fornece garantia de repara&ccedil;&atilde;o em todos os casos<sup>14,15</sup>. A outra abordagem consiste na elimina&ccedil;&atilde;o das bact&eacute;rias remanescentes ou em torn&aacute;-las inofensivas por sepultamento ap&oacute;s uma obtura&ccedil;&atilde;o herm&eacute;tica tridimensional, para privar a nutri&ccedil;&atilde;o dos micro-organismos e o espa&ccedil;o necess&aacute;rio para sobreviver e se multiplicar<sup>15,16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contudo, nem o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica nem o de sess&atilde;o m&uacute;ltipla podem eliminar completamente as col&ocirc;nias microbianas<sup>17</sup>. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de endotoxinas, o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica mostrou-se menos eficaz do que em sess&otilde;es m&uacute;ltiplas<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os fatores a serem considerados na escolha da modalidade de tratamento endod&ocirc;ntico s&atilde;o a habilidade do operador, a experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica, as condi&ccedil;&otilde;es do dente (dente vital ou n&atilde;o vital, sintom&aacute;tico ou assintom&aacute;tico, presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de exsudato e edema), o adequado tempo de tratamento, as limita&ccedil;&otilde;es de tempo do paciente, a hist&oacute;ria m&eacute;dica e as considera&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas e biol&oacute;gicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As vantagens em realizar o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica s&atilde;o: a) redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de idas ao consult&oacute;rio; b) redu&ccedil;&atilde;o de infiltra&ccedil;&atilde;o e/ou contamina&ccedil;&atilde;o entre as sess&otilde;es; c) redu&ccedil;&atilde;o dos custos em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo cl&iacute;nico; d) evita repetidas anestesias e a coloca&ccedil;&atilde;o do isolamento absoluto; e) minimiza poss&iacute;veis iatrogenias (perfura&ccedil;&atilde;o, desvio, rasgo, e extrus&atilde;o de debris/irrigantes devido a exposi&ccedil;&otilde;es mais longas durante a instrumenta&ccedil;&atilde;o); f) permite que os dentistas realizem a obtura&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o profissional est&aacute; familiarizado com a anatomia do canal radicular; g) permite a retomada da fun&ccedil;&atilde;o do dente de maneira eficiente e imediata ap&oacute;s o tratamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O principal objetivo ao realizar o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica &eacute; a obten&ccedil;&atilde;o de sucesso em termos de preven&ccedil;&atilde;o e, quando necess&aacute;rio, a repara&ccedil;&atilde;o da periodontite apical, minimizando qualquer desconforto dos pacientes<sup>19</sup>. No entanto, essa op&ccedil;&atilde;o de tratamento apresenta algumas desvantagens. A conclus&atilde;o em sess&atilde;o &uacute;nica pode envolver restri&ccedil;&otilde;es de tempo e causar fadiga, tanto do cl&iacute;nico quanto do paciente. A disfun&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular pr&eacute;-existente &eacute; uma contraindica&ccedil;&atilde;o, pois o tempo longo de tratamento pode induzir o paciente ao estresse. Al&eacute;m disso, o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica n&atilde;o deve ser realizado quando os canais radiculares n&atilde;o est&atilde;o secos devido ao exsudato origin&aacute;rio da periodontite apical aguda<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Tradicionalmente, o tratamento endod&ocirc;ntico &eacute; realizado em v&aacute;rias sess&otilde;es, utilizando uma medica&ccedil;&atilde;o intracanal entre o preparo qu&iacute;mico-mec&acirc;nico e a obtura&ccedil;&atilde;o, que visa, principalmente, reduzir ou eliminar micro-organismos e seus subprodutos do sistema de canais radiculares antes da obtura&ccedil;&atilde;o. O tratamento em sess&otilde;es m&uacute;ltiplas &eacute; bem aceito e seguro<sup>21</sup>; no entanto, nos &uacute;ltimos anos, n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as significantes quanto &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de micro-organismos nos casos tratados em sess&atilde;o &uacute;nica e m&uacute;ltipla<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ademais, com o uso dos sistemas rotat&oacute;rios e reciprocantes e o aperfei&ccedil;oamento t&eacute;cnico do preparo qu&iacute;mico-mec&acirc;nico durante a desinfec&ccedil;&atilde;o do canal radicular, o tratamento em uma &uacute;nica sess&atilde;o passou a ser mais conveniente. Aliado a outras vantagens, incluindo economia de tempo, custo-benef&iacute;cio, melhor aceita&ccedil;&atilde;o do paciente e redu&ccedil;&atilde;o dos riscos de infec&ccedil;&atilde;o entre as sess&otilde;es, o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica tornou-se um protocolo aceit&aacute;vel<sup>23</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento do canal radicular em sess&atilde;o &uacute;nica &eacute; uma pr&aacute;tica comum e oferece vantagens, tais como uma taxa de flare-up reduzida<sup>24</sup> e considera&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas de planejamento. Um estudo relatou que quase 70% dos endodontistas tratariam dentes com necrose pulpar e abscesso apical cr&ocirc;nico em sess&atilde;o &uacute;nica<sup>25</sup>. Outra pesquisa mostrou que cerca de 70% das institui&ccedil;&otilde;es de ensino de gradua&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA) tamb&eacute;m incentivam o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica<sup>26</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No entanto, o fato de esse tipo de tratamento ser amplamente adotado n&atilde;o indica que essa pr&aacute;tica &eacute; biologicamente a mais apropriada. O argumento para a sess&atilde;o &uacute;nica depende de conveni&ecirc;ncia, quest&atilde;o biol&oacute;gica do referido caso, aceita&ccedil;&atilde;o do paciente e redu&ccedil;&atilde;o da dor p&oacute;s-operat&oacute;ria. A quest&atilde;o &eacute; controversa e as opini&otilde;es variam quanto aos riscos e benef&iacute;cios relativos dos tratamentos endod&ocirc;nticos realizados em sess&atilde;o &uacute;nica ou m&uacute;ltipla.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conceito subjacente, como descrito por Oliet<sup>16</sup> (1983), &eacute; que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a nos crit&eacute;rios de tratamento para assegurar um resultado bem-sucedido entre o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica e m&uacute;ltipla. Os crit&eacute;rios incluem diagn&oacute;stico correto e preciso, adequada sele&ccedil;&atilde;o de casos e uso de t&eacute;cnicas endod&ocirc;nticas contempor&acirc;neas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Carrotte<sup>27</sup> (2005) prop&ocirc;s que seria adequado prosseguir com a obtura&ccedil;&atilde;o uma vez que o dentista tenha conclu&iacute;do o preparo do canal radicular e o desbridamento. Se os canais n&atilde;o estiverem secos devido &agrave; presen&ccedil;a de exsudatos apicais persistentes, deve-se inserir a medica&ccedil;&atilde;o intracanal. Uma restaura&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria com um bom selamento coron&aacute;rio &eacute; necess&aacute;ria para impedir infiltra&ccedil;&otilde;es. Caso contr&aacute;rio, haver&aacute; recoloniza&ccedil;&atilde;o bacteriana, o que prejudica o sucesso da endodontia<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Dor p&oacute;s-operat&oacute;ria e repara&ccedil;&atilde;o periapical: sess&atilde;o &uacute;nica versus sess&otilde;es m&uacute;ltiplas</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A dor p&oacute;s-operat&oacute;ria &eacute; definida como a dor de qualquer grau que ocorre ap&oacute;s o in&iacute;cio do tratamento, enquanto flare-up, quando o in&iacute;cio ou continua&ccedil;&atilde;o da dor e/ou edema ap&oacute;s o tratamento &eacute; de tal gravidade que perturba a qualidade de vida do paciente o suficiente para que ele procure atendimento sem hora marcada. Flare-up &eacute; raro, apresentando uma m&eacute;dia de 3%<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O desconforto &eacute; a principal complica&ccedil;&atilde;o em curto prazo ap&oacute;s o tratamento endod&ocirc;ntico. Infelizmente, a mensura&ccedil;&atilde;o de desconforto oferece abertura para erros, por ser de car&aacute;ter subjetivo. Por isso &eacute; necess&aacute;rio avaliar o n&iacute;vel de desconforto em categorias com anteced&ecirc;ncia. Yoldas et al.<sup>28</sup> (2004) tiveram a preocupa&ccedil;&atilde;o em categorizar a dor dos pacientes. O desconforto ap&oacute;s o tratamento pode ser classificado em curto, m&eacute;dio e longo prazo. Em compara&ccedil;&atilde;o com a abordagem em sess&atilde;o m&uacute;ltipla, a preval&ecirc;ncia de dor p&oacute;s-obtura&ccedil;&atilde;o em curto prazo foi significativamente menor em sess&atilde;o &uacute;nica<sup>29</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A sele&ccedil;&atilde;o de procedimentos cl&iacute;nicos na terapia endod&ocirc;ntica depende n&atilde;o apenas de sua efic&aacute;cia ou consequ&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, mas tamb&eacute;m da minimiza&ccedil;&atilde;o do desconforto dos pacientes. Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a discuss&atilde;o sobre o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica ou m&uacute;ltipla ganhou aten&ccedil;&atilde;o; no entanto, nenhum consenso foi obtido<sup>4</sup>. Dor e edema s&atilde;o, muitas vezes, indicadores de um processo de doen&ccedil;a associada a um dente acometido. A endodontia destina-se a reverter o processo da doen&ccedil;a e, assim, a eliminar os sinais e sintomas associados. Quando surgir dor e/ou edema ap&oacute;s o tratamento, o resultado pode ser muito aflitivo para o paciente e para o operador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os pacientes podem considerar a dor p&oacute;s-operat&oacute;ria e flare-up como uma refer&ecirc;ncia contra a qual s&atilde;o testadas as habilidades do profissional. Mesmo que a dor p&oacute;s-operat&oacute;ria n&atilde;o seja um adequado m&eacute;todo para se avaliar o sucesso do tratamento por ser de car&aacute;ter transit&oacute;rio, ela tem sido amplamente utilizada como argumento a favor ou contra em se tratando de sess&atilde;o &uacute;nica. Houve um per&iacute;odo, em que a maioria dos endodontistas nos EUA acreditava que haveria mais dor se o tratamento fosse realizado em sess&atilde;o &uacute;nica<sup>30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos sobre tratamento endod&ocirc;ntico em sess&atilde;o &uacute;nica t&ecirc;m direcionado maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave; dor p&oacute;s-operat&oacute;ria e aos flare-ups, apesar de ter-se demonstrado que a dor n&atilde;o tem efeito sobre o sucesso em longo prazo da repara&ccedil;&atilde;o periapical<sup>31</sup>. A dor p&oacute;s-obtura&ccedil;&atilde;o pode estar relacionada a diferentes fatores, incluindo infec&ccedil;&atilde;o, retratamento, dor pr&eacute;-operat&oacute;ria, medica&ccedil;&atilde;o intracanal, agress&otilde;es f&iacute;sicas e qu&iacute;micas aos tecidos periapicais<sup>28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; reconhecido que uma abordagem em sess&atilde;o &uacute;nica tamb&eacute;m pode prevenir a ocorr&ecirc;ncia de dor devido &agrave; reinfec&ccedil;&atilde;o dos canais como consequ&ecirc;ncia da invas&atilde;o bacteriana a partir de uma restaura&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria<sup>4</sup>. J&aacute; as sess&otilde;es m&uacute;ltiplas, ao contr&aacute;rio, envolvem a inser&ccedil;&atilde;o de um selamento tempor&aacute;rio e uma cont&iacute;nua estimula&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e qu&iacute;mica sobre os tecidos periapicais. A recontamina&ccedil;&atilde;o dos canais radiculares ou invas&atilde;o microbiana secund&aacute;ria pode ser outra raz&atilde;o que leva &agrave; maior dor p&oacute;s-obtura&ccedil;&atilde;o no grupo de sess&otilde;es m&uacute;ltiplas<sup>29</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Estudos demonstram que a incid&ecirc;ncia de dor p&oacute;s-obtura&ccedil;&atilde;o diminuiu ao longo do tempo, e que foi maior durante as primeiras 24-48 horas ap&oacute;s o procedimento, com uma redu&ccedil;&atilde;o constante nos sete dias seguintes<sup>28,29</sup>. Em termos de per&iacute;odo p&oacute;s-obtura&ccedil;&atilde;o em m&eacute;dio prazo, a incid&ecirc;ncia de dor, tanto em sess&atilde;o &uacute;nica quanto m&uacute;ltipla, foi reduzida, e a diferen&ccedil;a entre os dois procedimentos n&atilde;o foi significativa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apenas um estudo<sup>5</sup> investigando complica&ccedil;&atilde;o tardia (um m&ecirc;s) p&oacute;s-obtura&ccedil;&atilde;o foi identificado. Nesse estudo prospectivo, foi observada a incid&ecirc;ncia significativamente mais elevada (p &lt;0,01) de dor p&oacute;s-obtura&ccedil;&atilde;o nos casos realizados em sess&atilde;o m&uacute;ltipla (38%), quando comparado &agrave; sess&atilde;o &uacute;nica (27%), ap&oacute;s 24 horas. No final do per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o, todos os pacientes apresentaram-se assintom&aacute;ticos<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na revis&atilde;o sistem&aacute;tica conduzida por Figini et al.<sup>19</sup> (2008), relatou-se n&atilde;o haver diferen&ccedil;a na incid&ecirc;ncia de dor p&oacute;s-operat&oacute;ria em curto prazo entre os dois regimes de tratamento. Isso pode ser explicado pelas diferen&ccedil;as de participantes e interven&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas. Nessa revis&atilde;o<sup>19</sup>, os dentes com polpas vitais e n&atilde;o vitais foram avaliados, enquanto que no estudo de Su et al.<sup>29</sup> (2011) foram inclu&iacute;dos apenas os casos de polpas necr&oacute;ticas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Wong et al.<sup>20</sup> (2014), h&aacute; relatos de que dor p&oacute;s-operat&oacute;ria ou complica&ccedil;&otilde;es foram comumente detectadas ap&oacute;s procedimentos endod&ocirc;nticos, com dura&ccedil;&atilde;o que varia desde o mesmo dia at&eacute; semanas. As complica&ccedil;&otilde;es incluem edema, dor &agrave; percuss&atilde;o, mobilidade e perturba&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica. A dor foi relatada como sendo de grau leve a formas graves, descritas como flare-ups. Al&eacute;m disso, a aus&ecirc;ncia de dor p&oacute;s-operat&oacute;ria n&atilde;o p&ocirc;de ser garantida em nenhuma das duas modalidades de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica e meta-an&aacute;lise realizada por Sathorn et al.<sup>32</sup> (2005), foram identificados somente tr&ecirc;s estudos cl&iacute;nicos que preencheram os padr&otilde;es mais altos em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia<sup>14,15,33</sup>. Os autores conclu&iacute;ram que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante na repara&ccedil;&atilde;o entre os tratamentos endod&ocirc;nticos realizados em sess&atilde;o &uacute;nica e m&uacute;ltipla. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Wong et al.<sup>20</sup> (2014) afirmaram em sua revis&atilde;o sistem&aacute;tica, por meio de uma meta-an&aacute;lise, que as complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias apresentaram-se similares tanto no tratamento endod&ocirc;ntico realizado em sess&atilde;o &uacute;nica quanto em m&uacute;ltiplas sess&otilde;es. Assim, o n&uacute;mero de sess&otilde;es n&atilde;o interferiu no processo de reparo ou na taxa de sucesso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Percebe-se que devem ser realizados mais estudos com um maior n&uacute;mero amostral para que seja poss&iacute;vel desenvolver uma an&aacute;lise estat&iacute;stica confi&aacute;vel. Al&eacute;m disso, um ensaio cl&iacute;nico prospectivo randomizado seria recomend&aacute;vel para comprovar a taxa de dor p&oacute;s-operat&oacute;ria e de sucesso do tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica e em m&uacute;ltiplas sess&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">El Mubarak et al.<sup>3</sup> (2010) observaram que a incid&ecirc;ncia de dor p&oacute;s-operat&oacute;ria associada a dentes previamente sintom&aacute;ticos foi de 15,9%, em compara&ccedil;&atilde;o a 7,1% para os dentes assintom&aacute;ticos (p &lt;0,05). Esse achado est&aacute; de acordo com o apresentado por outros estudos<sup>24,34</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento endod&ocirc;ntico envolve v&aacute;rias etapas cr&iacute;ticas destinadas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do infeccioso. Micro-organismos podem ser extru&iacute;dos para os tecidos perirradiculares ou mantidos no interior do canal, o que pode ser respons&aacute;vel pela inflama&ccedil;&atilde;o e pelos sintomas p&oacute;s-operat&oacute;rios. El Mubarak et al.<sup>3</sup> (2010) detectaram que a dor p&oacute;s-operat&oacute;ria apresentou correla&ccedil;&atilde;o positiva com dentes n&atilde;o vitais (13,7%) ao se comparar com dentes vitais (5,4%); corroborando com os achados de Albashaireh e Alnegrish<sup>5</sup> (1998).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; conflito de opini&otilde;es no que diz respeito &agrave; influ&ecirc;ncia do n&uacute;mero de sess&otilde;es na execu&ccedil;&atilde;o do tratamento endod&ocirc;ntico e &agrave; dor p&oacute;s-operat&oacute;ria. Pesquisadores encontraram que a incid&ecirc;ncia de dor p&oacute;s-operat&oacute;ria em sess&otilde;es m&uacute;ltiplas foi significativamente elevada<sup>4</sup>, enquanto outro estudo encontrou alta incid&ecirc;ncia em sess&atilde;o &uacute;nica<sup>35</sup>. Paredes-Vieyra et al.<sup>36</sup> (2012) afirmaram que os pacientes submetidos ao tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica apresentaram dor p&oacute;s-operat&oacute;ria com menor frequ&ecirc;ncia (1,35%) do que aqueles em sess&otilde;es m&uacute;ltiplas (2%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A efic&aacute;cia do tratamento endod&ocirc;ntico em sess&atilde;o &uacute;nica e em m&uacute;ltiplas sess&otilde;es n&atilde;o &eacute; substancialmente diferente. A maioria das complica&ccedil;&otilde;es &eacute; semelhante em termos de frequ&ecirc;ncia, embora os pacientes submetidos &agrave; sess&atilde;o &uacute;nica possam se deparar com um maior n&uacute;mero de edema e estejam mais propensos a necessitar de medica&ccedil;&atilde;o analg&eacute;sica<sup>19</sup>. Sobre a repara&ccedil;&atilde;o por meio da avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica revelou-se que o tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica parece ser um pouco mais eficaz do que em sess&otilde;es m&uacute;ltiplas, mas n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante<sup>19</sup>, resultados semelhantes foram obtidos por Sathorn et al.<sup>32</sup> (2005) em sua revis&atilde;o sistem&aacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um estudo que avaliou a efic&aacute;cia e a dor p&oacute;s-operat&oacute;ria em tratamentos endod&ocirc;nticos realizados em sess&atilde;o &uacute;nica e sess&otilde;es m&uacute;ltiplas n&atilde;o apresentou diferen&ccedil;a estatisticamente significante na taxa de repara&ccedil;&atilde;o e na dor p&oacute;s-operat&oacute;ria<sup>19</sup>. No entanto, a maioria das revis&otilde;es sistem&aacute;ticas enfatiza principalmente a compara&ccedil;&atilde;o de procedimentos sem considerar o estado pulpar pr&eacute;-tratamento<sup>19,37</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns estudos t&ecirc;m demonstrado a associa&ccedil;&atilde;o do estado pulpar e periapical com o sucesso do tratamento endod&ocirc;ntico<sup>5,33</sup>. No caso de polpa n&atilde;o vital, os canais est&atilde;o geralmente infectados, especialmente na presen&ccedil;a de periodontite apical. O controle efetivo da carga microbiana intracanal antes da obtura&ccedil;&atilde;o &eacute; um elemento-chave que conduz a uma elevada taxa de sucesso do tratamento<sup>8,33</sup>. Em polpas vitais, condi&ccedil;&otilde;es ass&eacute;pticas s&atilde;o mantidas ap&oacute;s a instrumenta&ccedil;&atilde;o, e o foco principal do tratamento &eacute; prevenir a infec&ccedil;&atilde;o iatrog&ecirc;nica do canal radicular. Consequentemente, a desinfec&ccedil;&atilde;o dos canais, nesses casos, pode n&atilde;o ser necess&aacute;ria, em compara&ccedil;&atilde;o com os casos de polpas infectadas<sup>38</sup>. Apesar disso, Imura e Zuolo<sup>24</sup> (1995) n&atilde;o encontraram correla&ccedil;&atilde;o entre vitalidade dos dentes e dor p&oacute;s-operat&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os resultados da an&aacute;lise obtida no estudo de Su et al.<sup>29</sup> (2011), a taxa de repara&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o tratamento endod&ocirc;ntico realizado em sess&atilde;o &uacute;nica ou m&uacute;ltiplas foi semelhante para os dentes infectados. A preval&ecirc;ncia de dor p&oacute;s-obtura&ccedil;&atilde;o, em curto prazo, foi significativamente menor em sess&atilde;o &uacute;nica. Destaca-se que ainda s&atilde;o necess&aacute;rios mais ensaios cl&iacute;nicos randomizados para elucidar esse questionamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preven&ccedil;&atilde;o da dor p&oacute;s-operat&oacute;ria pode ser obtida por meio da t&eacute;cnica crown-down, iniciando o pr&eacute;-alargamento do ter&ccedil;o cervical/m&eacute;dio e ap&oacute;s apical, o que reduz o potencial de press&atilde;o hidrost&aacute;tica em dire&ccedil;&atilde;o apical e evita a passagem de material e restos teciduais para regi&atilde;o periapical<sup>34</sup>. A sobreinstrumenta&ccedil;&atilde;o e a sobreobtura&ccedil;&atilde;o mostraram um aumento na dor p&oacute;s-operat&oacute;ria<sup>38</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s o tratamento endod&ocirc;ntico, os resultados s&oacute; podem ser observados ap&oacute;s um determinado per&iacute;odo. A probabilidade de repara&ccedil;&atilde;o periapical aumenta ao longo do tempo, e alguns pesquisadores sugeriram que seria necess&aacute;rio n&atilde;o menos do que quatro ou cinco anos ap&oacute;s o tratamento para avaliar o processo de cura<sup>15,33</sup>.</font><font size="2" face="Verdana"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sucesso e o fracasso do tratamento endod&ocirc;ntico em sess&atilde;o &uacute;nica ou m&uacute;ltipla mostraram-se semelhantes, al&eacute;m de serem determinados por acompanhamento em longo prazo e n&atilde;o pela presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de dor p&oacute;s-operat&oacute;ria em curto prazo. Assim, a tomada de decis&atilde;o cl&iacute;nica de optar por um tratamento em sess&atilde;o &uacute;nica ou em m&uacute;ltiplas sess&otilde;es deve ser baseada em evid&ecirc;ncias cl&iacute;nico-cient&iacute;ficas, e n&atilde;o simplesmente em um consenso.</font><font size="2" face="Verdana"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Salehrabi R, Rotstein I. Endodontics treatment outcomes in a large patient population in the USA: an epidemiological study. J Endod 2004; 30(12):846-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=179383&pid=S1413-4012201500030002200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Imura N, Pinheiro ET, Gomes BP, Zaia AA, Ferraz CC, Souza-Filho FJ. The outcome of endodontic treatment: a retrospective study of 2000 cases performed by a specialist. J Endod 2007; 33(11):1278-82. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. El Mubarak AH, Abu-bakr NH, Ibrahim YE. Postoperative pain inmultiple&#8208;visit and single&#8208;visit root canal treatment. J Endod 2010; 36(1):36&#8208;9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Eleazer PD, Eleazer KR. Flare&#8208;up rate in pulpally necrotic molars in one&#8208;visit versus two&#8208;visit endodontic treatment. J Endod 1998; 24(9):614&#8208;6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Albashaireh ZS, Alnegrish AS. Postobturation pain after single- and multiple-visit endodontic therapy. J Dent 1998; 26(3):227-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Abbott PV, Yu C. A clinical classification of the status of the pulp and the root canal system. Aust Dent J 2007; 52(1):17-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Bystr&ouml;m A, Sundqvist G. Bacteriologic evaluation of the effect of 0.5 percent sodium hypochlorite in endodontic therapy. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1983; 55(3):307-12. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Sj&ouml;gren U, Figdor D, Persson S, Sundqvist G. Influence of infection at the time of root filling on the outcome of endodontic treatment of teeth with apical periodontitis. Int Endod J 1997; 30(5):297-306. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">9. Holland R, Soares IJ, Soares IM. Influence of irrigation and intracanal dressing on the healing process of dog's teeth with apical periodontitis. Endod Dent Traumatol 1992; 8(6):223-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Dodge JS. Immediate root filling. Dent Cosm 1887; 29:234-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Hofheinz RH. Immediate root filling. Dent Cosm 1892; 34:182-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Mohammadi Z, Farhad A, Tabrizizadeh M. One-visit versus multiple-visit endodontic therapy - a review. Int Dent J 2006; 56(5):289-93. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Orstavik D, Kerekes K, Molven O. Effects of extensive apical reaming and calcium hydroxide dressing on bacterial infection during treatment of apical periodontitis: a pilot study. Int Endod J 1991; 24(1):1-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Trope M, Delano EO, Orstavik D. Endodontic treatment of teeth with apical periodontitis: single vs. multivisit treatment. J Endod 1999; 25(5):345-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Weiger R, Rosendahl R, L&ouml;st C. Influence of calcium hydroxide intracanal dressings on the prognosis of teeth with endodontically induced periapical lesions. Int Endod J 2000; 33(3):219-26. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Oliet S. Single-visit endodontics: a clinical study. J Endod 1983; 9(4):147-52. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Gurgel-Filho ED, Vivacqua-Gomes N, Gomes BP, Ferraz CC, Zaia AA, Souza-Filho FJ. In vitro evaluation of the ef</font><font size="2" face="Verdana">fectiveness of the chemomechanical preparation against Enterococcus faecalis after single- or multiple-visit root canal treatment. Braz Oral Res 2007; 21(4):308-13. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Xavier AC, Martinho FC, Chung A, Oliveira LD, Jorge AO, Valera MC et al. One-visit versus two-visit root canal treatment: effectiveness in the removal of endotoxins and cultivable bacteria. J Endod 2013; 39(8):959-64. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">19. Figini L, Lodi G, Gorni F, Gagliani M. Single versus multiple visits for endodontic treatment of permanent teeth: a Cochrane systematic review. J Endod 2008; 34(9):1041-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Wong AW, Zhang C, Chu CH. A systematic review of nonsurgical single-visit versus multiple-visit endodontic treatment. Clin Cosmet Investig Dent 2014; 6:45-56. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Sathorn C, Parashos P, Messer H. Australian endodontists' perceptions of single and multiple visit root canal treatment. Int Endod J 2009; 42(9):811-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Kvist T, Molander A, Dahl&eacute;n G, Reit C. Microbiological evaluation of one- and two-visit endodontic treatment of teeth with apical periodontitis: a randomized, clinical trial. J Endod 2004; 30(8):572-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">23. Jurcak JJ, Bellizzi R, Loushine RJ. Successful single-visit endodontics during Operation Desert Shield. J Endod 1993; 19(8):412-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">24. Imura N, Zuolo ML. Factors associated with endodontic flare- ups: a prospective study. Int Endod J 1995; 28(5):261-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">25. Whitten BH, Gardiner DL, Jeansonne BG, Lemon RR. Current trends in endodontic treatment: report of a national survey. J Am Dent Assoc 1996; 127(9):1333-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">26. Qualtrough AJ, Whitworth JM, Dummer PM. Preclinical endodontology: an international comparison. Int Endod J 1999; 32(5):406-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">27. Carrotte P. 21st century endodontics: part 3. Int Dent J 2005; 55(4):247-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">28. Yoldas O, Topuz A, Is&ccedil;i AS, Oztunc H. Postoperative pain after endodontic retreatment: single- versus two-visit treatment. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2004; 98(4):483-7. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">29. Su Y, Wang C, Ye L. Healing rate and post-obturation pain of single- versus multiple-visit endodontic treatment for infected root canals: a systematic review. J Endod 2011; 37(2):125-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">30. Calhoun RL, Landers RR. One-appointment endodontic therapy: a nationwide survey of endodontists. J Endod 1982; 8(1):35-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">31. Sj&ouml;gren U, Hagglund B, Sundqvist G, Wing K. Factors affecting the long-term results of endodontic treatment. J Endod 1990; 16(10):498-504. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">32. Sathorn C, Parashos P, Messer HH. Effectiveness of singleversus multiple-visit endodontic treatment of teeth with apical periodontitis: a systematic review and meta-analysis. Int Endod J 2005; 38(6):347-55. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">33. Peters LB, Wesselink PR. Periapical healing of endodontically treated teeth in one and two visits obturated in the presence or absence of detectable microorganisms. Int Endod J 2002; 35(8):660-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">34. Siqueira Jr JF, R&ocirc;&ccedil;as IN, Favieri A, Machado AG, Gahyva SM, Oliveira JC et al. Incidence of postoperative pain after intracanal procedures based on an antimicrobial strategy. J Endod 2002; 28(6):457-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">35. Oginni AO, Udoye CI. Endodontic flareups: comparison of incidence between single and multiple visit procedures in patients attending a Nigerian teaching hospital. BMC Oral Health 2004; 4(1):4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">36. Paredes-Vieyra J, Enriquez FJ. Success rate of singleversus two-visit root canal treatment of teeth with apical periodontitis: a randomized controlled trial. J Endod 2012; 38(9):1164-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">37. Sathorn C, Parashos P, Messer H. The prevalence of postoperative pain and flare-up in single- and multiple-visit endodontic treatment: a systematic review. Int Endod J 2008; 41(2):91-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">38. Gesi A, Hakeberg M, Warfvinge J, Bergenholtz G. Incidence of periapical lesions and clinical symptoms after pulpectomy: a clinical and radiographic evaluation of 1- versus 2-session treatment. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2006; 101(3):379-88.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v20n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Marcos Sergio Endo     <br>   Departamento de Odontologia    <br>   Universidade Estadual de Maring&aacute;    <br>   Avenida Mandacaru, 1.550, Bloco S08    <br>   87083-170 Maring&aacute;-PR    <br>     e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:marcossendo@gmail.com" target="_blank">marcossendo@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 12/05/15<br/> Aceito: 04/11/15</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Rotstein]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Endodontics treatment outcomes in a large patient population in the USA: an epidemiological study]]></article-title>
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