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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hábitos de saúde bucal em crianças internadas no Hospital da Criança do município de Chapecó, Santa Catarina, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Maintaining the oral health of hospitalized pediatric patients appears to be of great importance for their systemic condition, due to the mutual relationship between oral diseases and systemic infections. Objective: this cross-sectional, descriptive, and quantitative study aimed to evaluate the oral health habits of children and the oral health perceptions of caregivers, in order to understand the importance of oral hygiene during hospital stay, differentiating it from other characteristics such as family and school life. Subjects and method: the subjects of the research were children - represented by their caregivers, admitted to the inpatient ward of the Children's Hospital of Chapecó, SC, Brazil, from May to December of 2014. A self-administered questionnaire on socioeconomic, oral health, and general health variables was provided to the parents or guardians. Data were analyzed using the SPSS software version 19.0. Results: the results show that the leading cause of hospitalization was the diagnosis of pneumonia (37.6%). Mothers were the most frequent group at hospital monitoring (78.5%). About 30% of hospitalized children had already been through episodes of hospitalization and 59.4% reported that no one had explained them the consequences of the disease for which they were admitted. Only 8% received instructions from the dental surgeon regarding the relationship between the disease and the oral health condition. Conclusion: a low adherence to oral hygiene care was observed, as well as a great disregard for oral health in the context of hospitalization.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>H&aacute;bitos de sa&uacute;de bucal em crian&ccedil;as internadas no Hospital da Crian&ccedil;a do munic&iacute;pio de Chapec&oacute;, Santa Catarina, Brasil</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Oral health habits in children admitted to the Children's Hospital in the city of Chapec&oacute;, Santa Catarina, Brazil</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ricardo Ballestreri <sup>I</sup></b><i><b> </b></i><b>; Glaziella Wisoski Dal Santo</b><b> <sup>II</sup> </b></font></font><font size="2" face="Verdana"><b>; Silvia Let&iacute;cia Freddo <sup>III</sup></b><b> </b></font></font><font size="2" face="Verdana"><b>; Deison Alencar Lucietto <sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>  Cirurgi&atilde;o-Dentista, graduado na Unochapec&oacute;. Residente em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia Resid&ecirc;ncia Multiprofissional em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia Universidade Federal de Santa Catarina UFSC    <br> <sup>II</sup> Cirurgi&atilde;-Dentista, graduada na Unochapec&oacute;    <br>   <sup>III </sup>Mestre em Sa&uacute;de P&uacute;blica na Ulbra e doutoranda em Sa&uacute;de P&uacute;blica na Unicamp</font><font size="2" face="Verdana">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV </sup>Doutor em Sa&uacute;de P&uacute;blica ENSP/Fiocruz</font>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Manter a sa&uacute;de bucal em pacientes pedi&aacute;tricos hospitalizados mostra-se de grande import&acirc;ncia para a condi&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica desses, devido &agrave; m&uacute;tua rela&ccedil;&atilde;o entre doen&ccedil;as bucais e infec&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas. Objetivo: este estudo descritivo transversal com abordagem quantitativa teve como objetivo avaliar os h&aacute;bitos de sa&uacute;de bucal de crian&ccedil;as e as percep&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal dos cuidadores, a fim de compreender a import&acirc;ncia da higiene bucal durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar, diferenciando-o de outras caracter&iacute;sticas, como o conv&iacute;vio com a fam&iacute;lia e a escola. Sujeitos e m&eacute;todo: a pesquisa teve como participantes crian&ccedil;as, representadas por seus cuidadores, admitidas no setor de interna&ccedil;&atilde;o do Hospital da Crian&ccedil;a de Chapec&oacute;, SC, de maio a dezembro de 2014. Foi utilizado um question&aacute;rio autoaplic&aacute;vel aos pais ou respons&aacute;veis, sobre vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas, de sa&uacute;de bucal e sa&uacute;de geral. Os dados coletados foram analisados no programa SPSS vers&atilde;o 19.0. Resultados: os resultados demostram que a principal causa de interna&ccedil;&atilde;o foi o diagn&oacute;stico de pneumonia (37,6%). As m&atilde;es constitu&iacute;ram o grupo mais frequente no acompanhamento hospitalar (78,5%). Em torno de 30% das crian&ccedil;as hospitalizadas j&aacute; haviam passado por epis&oacute;dios de interna&ccedil;&atilde;o anterior e 59,4% relataram que ningu&eacute;m explicou o que a doen&ccedil;a pela qual a crian&ccedil;a estava hospitalizada causa em seu corpo. Apenas 8% foram orientados pelo cirurgi&atilde;o- dentista da rela&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e a condi&ccedil;&atilde;o bucal. Conclus&atilde;o: observou-se uma baixa ades&atilde;o aos cuidados de higiene bucal e grande desvaloriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal no contexto da hospitaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chaves: </B>Sa&uacute;de bucal. Equipe Interdisciplinar. Cirurgi&atilde;o-Dentista. Crian&ccedil;as.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Maintaining the oral health of hospitalized pediatric patients appears to be of great importance for their systemic condition, due to the mutual relationship between oral diseases and systemic infections. Objective: this cross-sectional, descriptive, and quantitative study aimed to evaluate the oral health habits of children and the oral health perceptions of caregivers, in order to understand the importance of oral hygiene during hospital stay, differentiating it from other characteristics such as family and school life. Subjects and method: the subjects of the research were children - represented by their caregivers, admitted to the inpatient ward of the Children's Hospital of Chapec&oacute;, SC, Brazil, from May to December of 2014. A self-administered questionnaire on socioeconomic, oral health, and general health variables was provided to the parents or guardians. Data were analyzed using the SPSS software version 19.0. Results: the results show that the leading cause of hospitalization was the diagnosis of pneumonia (37.6%). Mothers were the most frequent group at hospital monitoring (78.5%). About 30% of hospitalized children had already been through episodes of hospitalization and 59.4% reported that no one had explained them the consequences of the disease for which they were admitted. Only 8% received instructions from the dental surgeon regarding the relationship between the disease and the oral health condition. Conclusion: a low adherence to oral hygiene care was observed, as well as a great disregard for oral health in the context of hospitalization.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Oral Health. Interdisciplinary Team. Dental surgeon. Children.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">	A Odontologia, ao longo de seu processo hist&oacute;rico, deixou de utilizar apenas seus m&eacute;todos curativistas de sa&uacute;de e vem atuando cada vez mais na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as bucais. Assim se introduziram conceitos de trabalho em equipes multiprofissionais e interdisciplinares, abrangendo os mais diversos ambientes de cuidados com a sa&uacute;de<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com isto, al&eacute;m do consult&oacute;rio, o cirurgi&atilde;o-dentista atua tamb&eacute;m em escolas, unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, hospitais e entidades. Nestes ambientes, a sa&uacute;de bucal infantil e seus h&aacute;bitos da inf&acirc;ncia influenciam na garantia de sa&uacute;de bucal adulta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No acompanhamento hospitalar infantil, durante conversas com os familiares, percebe-se a car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es principalmente sobre os cuida dos com a sa&uacute;de oral e sua higiene, e essa falta de informa&ccedil;&atilde;o associada ao descuido acabam por afetar a crian&ccedil;a<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, agravos de sa&uacute;de podem surgir, dentre eles, a c&aacute;rie, que preocupa por ser a doen&ccedil;a cr&ocirc;nica de maior incid&ecirc;ncia na esp&eacute;cie humana, significando um relevante problema tanto econ&ocirc;mico quanto p&uacute;blico<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mudan&ccedil;as como altera&ccedil;&otilde;es na dieta alimentar durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o, introdu&ccedil;&atilde;o de medicamentos fora dos hor&aacute;rios de higieniza&ccedil;&atilde;o e desleixo dos pais ou respons&aacute;veis, associado &agrave; debilidade do paciente, podem levar a um agravo do seu quadro cl&iacute;nico, incluindo preju&iacute;zos na sa&uacute;de bucal. Cabe aos profissionais de sa&uacute;de realizar a orienta&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal, pois estes, muitas vezes, devido &agrave; grande demanda de trabalho e at&eacute; mesmo pela falta de conhecimento espec&iacute;fico na &aacute;rea de sa&uacute;de bucal, acabam por negligenciar o cuidado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A crian&ccedil;a necessita de cuidados b&aacute;sicos, que incluem os sociais e os emocionais, do mesmo modo como se estivesse em sua casa. Na hospitaliza&ccedil;&atilde;o, o fator estresse se acumula ao ambiente hospitalar e pelo pr&oacute;prio acometimento da doen&ccedil;a, portanto, a crian&ccedil;a tem de lidar com o ambiente hospitalar, que possui alto n&iacute;vel de ru&iacute;do, perda de sono, luzes intensas, procedimentos ao acaso e imprevis&iacute;veis al&eacute;m de uma mudan&ccedil;a dr&aacute;stica da rotina normal<sup>4</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Segundo o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente, Lei n. 8069 de 13 de julho de 1990, preconiza a universaliza&ccedil;&atilde;o dos direitos das crian&ccedil;as e dos adolescentes no sentido de usufru&iacute;rem do sistema de alojamento conjunto pedi&aacute;trico, contando com o acompanhamento da m&atilde;e ou respons&aacute;vel durante os processos de perman&ecirc;ncia no hospital. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com isto, analisar os h&aacute;bitos de sa&uacute;de bucal em crian&ccedil;as hospitalizadas se torna relevante para compreender o impacto dos h&aacute;bitos de higiene bucal em crian&ccedil;as durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o, diferenciar caracter&iacute;sticas inerentes que influenciam no quadro cl&iacute;nico durante a interna&ccedil;&atilde;o, conhecer o n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o dos pais ou cuidadores sobre a higiene oral e apontar qual o acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos mais utilizados pelas crian&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Sujeitos e m&eacute;todo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo descritivo transversal, com abordagem quantitativa, realizado no Hospital da Crian&ccedil;a de Chapec&oacute;, SC, unidade p&uacute;blica de sa&uacute;de de m&eacute;dia complexidade, refer&ecirc;ncia municipal e regional para o atendimento infantil, que oferta tamb&eacute;m servi&ccedil;os ambulatoriais, procedimentos cir&uacute;rgicos e interna&ccedil;&atilde;o hospitalar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os participantes da pesquisa foram crian&ccedil;as, representadas por seus cuidadores, admitidas no setor de interna&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica do Hospital da Crian&ccedil;a. Para o crit&eacute;rio de inclus&atilde;o, foi definido estar internado por mais de 24 horas e a idade superior a 28 dias de vida e inferior a 13 anos (ambos os g&ecirc;neros), idade m&aacute;xima permitida para interna&ccedil;&atilde;o infantil do hospital. Foram exclu&iacute;dos os pacientes hospitalizados em qualquer idade em leitos de isolamento. A pesquisa foi realizada de 1&ordm; de maio a 31 de dezembro de 2014, totalizando 245 dias consecutivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O TCLE foi, previamente, esclarecido aos sujeitos da pesquisa a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, conforme preconiza a CNS 466/2012, mantendo a confidencialidade do pesquisado e do respons&aacute;vel. Posteriormente, os question&aacute;rios foram aplicados. Esta pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa envolvendo Seres Humanos, em 23 de outubro de 2013, pelo protocolo n&uacute;mero 170/13 da Universidade Comunit&aacute;ria da Regi&atilde;o de Chapec&oacute; (Unochapec&oacute;) e alterada pelo parecer consubstanciado de mesmo n&uacute;mero, em de 17 de mar&ccedil;o de 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O question&aacute;rio autoaplic&aacute;vel, que forneceu dados referentes &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o, n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, rela&ccedil;&atilde;o entre sa&uacute;de bucal e geral e conhecimentos e atitudes sobre sa&uacute;de bucal, baseadas em Cortines<sup>5</sup>(2007), foi respondido pelos respons&aacute;veis da crian&ccedil;a. Al&eacute;m disso, sob autoriza&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m foram obtidas informa&ccedil;&otilde;es do prontu&aacute;rio m&eacute;dico da crian&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tabula&ccedil;&atilde;o dos dados foi feita no programa Microsoft Excel e ap&oacute;s transfer&ecirc;ncia dos dados obtidos para o programa StatisticalPackage for the Social Sciences(SPSS), vers&atilde;o 19.0.</font><font size="2" face="Verdana"> </font> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>Resultados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi realizado com uma amostra de 237 pacientes pedi&aacute;tricos internados no Hospital da Crian&ccedil;a no ano de 2014. A faixa et&aacute;ria variou de um a 156 meses, correspondendo a uma idade m&eacute;dia de 30,31 meses. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) e seus crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Brasil do ano de 2014, tendo sido aplicados esses crit&eacute;rios para estudo, a classe A correspondeu a 4,22% (10), a classe B (35) a 14,77%, a classe C (175) a 73,84% e a classe D a (17) 7,17%, e n&atilde;o houve pertencentes &agrave; categoria E. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre as causas de interna&ccedil;&atilde;o, segundo o prontu&aacute;rio, 37,6% dos hospitalizados apresentavam o diagn&oacute;stico de pneumonia, seguido de bronquite (24,5%), e as demais causas ou doen&ccedil;as totalizavam 37,9%, divididas em 25 doen&ccedil;as que foram citadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao grau de parentesco do acompanhante, as m&atilde;es constitu&iacute;ram o grupo mais frequente (78,5%), quanto &agrave; vari&aacute;vel de quem &eacute; o principal cuidador da crian&ccedil;a no maior tempo quando fora do hospital, observou-se que 67,9% ficavam sobre o acompanhamento dos pais ou respons&aacute;veis, 17,3% em escola/creche e apenas 13,5% relataram que a crian&ccedil;a passa a maior parte do tempo com outros. Neste estudo foi observado que 32% das crian&ccedil;as hospitalizadas j&aacute; haviam passado por epis&oacute;dios de interna&ccedil;&atilde;o anterior, enquanto 68% passavam por seu primeiro epis&oacute;dio. Segundo os acompanhantes, 83,8% deles alegaram saber o motivo pelo qual a crian&ccedil;a estava hospitalizada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os acompanhantes, sobre o motivo principal de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, 30,8% relataram hospitaliza&ccedil;&atilde;o devido &agrave; pneumonia, seguido de 15,6% por bronquite e outros 37,4% totalizavam as demais doen&ccedil;as. Os acompanhantes foram questionados se algum profissional m&eacute;dico, enfermeira ou cirurgi&atilde;o-dentista havia explicado o que a doen&ccedil;a pela qual a crian&ccedil;a estava hospitalizada causava no corpo do paciente e 59,4% afirmaram que nenhum profissional relatou nada a respeito. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e sua condi&ccedil;&atilde;o bucal, 8% relataram terem sido orientados por um cirurgi&atilde;o-dentista fora da unidade hospitalar, apenas 1,7% pelo m&eacute;dico e o restante (90,3%) relatou que ningu&eacute;m realizou nenhum esclarecimento a esse respeito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quando questionados se o medicamento que a crian&ccedil;a utiliza pode alterar a sa&uacute;de bucal, 34,2% responderam que sim, mas n&atilde;o sabem como; 4,6% relataram que sim, por conta do uso do antibi&oacute;tico; 5,5% responderam que sim pelo fato de causar danos aos dentes, mas n&atilde;o sabem explicar como; e 55,7% disseram que o medicamento n&atilde;o altera a sa&uacute;de bucal. Sobre a quest&atilde;o envolvendo o comprometimento da sa&uacute;de geral da crian&ccedil;a pelo descuido com a sa&uacute;de bucal 19,8% responderam n&atilde;o saber, ou n&atilde;o informaram se pode ou n&atilde;o afetar, 10,2% relataram n&atilde;o haver rela&ccedil;&atilde;o entre sa&uacute;de bucal e sa&uacute;de geral, 32,5% relataram afetar muito a sa&uacute;de geral e os demais, totalizando 37,5%, declararam afetar pouco. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No aspecto sobre conhecimento de alguma doen&ccedil;a que prejudique a cavidade bucal, 48,5% dos respons&aacute;veis entrevistados mostraram possuir conhecimento de alguma patologia bucal. Desses, 13,5% conhecem a c&aacute;rie dental, 16,8% afta, 9,3% gengivite, 8,9% c&acirc;ncer de boca, o restante (51,5%) n&atilde;o conhece nenhuma doen&ccedil;a bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao analisar a sa&uacute;de bucal da crian&ccedil;a, constatou-se que os acompanhantes classificam a sa&uacute;de bucal dessa como a seguir: 44,3% como boa; 28,3% regular; 5,1% &oacute;tima; 7,2% ruim; 8% n&atilde;o sabe ou n&atilde;o informaram; 4,6% &oacute;tima, explicando que isso ocorre por as crian&ccedil;as escovarem os dentes; 1,2% &oacute;tima, justificando pelo fato de a escova&ccedil;&atilde;o ser supervisionada; e 1,3% regular, afirmando que nem sempre a escova&ccedil;&atilde;o &eacute; supervisionada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisando a quest&atilde;o de a crian&ccedil;a possuir boa higiene bucal em casa, 78,9% responderam que sim, das quais 17,7%, identificou-se que &eacute; a pr&oacute;pria crian&ccedil;a quem realiza a higiene bucal; em 72,2%, a crian&ccedil;a realiza e o respons&aacute;vel auxilia e em apenas 10,1% dos casos s&atilde;o outros respons&aacute;veis ou cuidadores que auxiliam a higieniza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Dentre essas crian&ccedil;as, a maior parte (62,9%) realiza a higieniza&ccedil;&atilde;o utilizando escova e creme dental e 36,7% adicionaram o uso de fio dental &agrave; higieniza&ccedil;&atilde;o, o que representa um n&uacute;mero relativamente alto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade m&eacute;dia dos hospitalizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No que diz respeito &agrave; higiene bucal durante a interna&ccedil;&atilde;o hospitalar, 44,3% da amostra afirmaram que a higiene bucal &eacute; diferente no hospital, 3% ainda justifica que &eacute; diferente por n&atilde;o terem levado escova dental para o hospital, 52,7% afirmam que a escova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; diferente da realizada em casa e 56,1% acham que essa limpeza &eacute; suficiente para deixar a boca saud&aacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao observar a <a href="#tab01">Tabela 1</a>, mais de metade da amostra (57% das crian&ccedil;as) ainda n&atilde;o foi ao cirurgi&atilde;o-dentista e 43% j&aacute; passou por consulta no cirurgi&atilde;o-dentista. Quando questionados sobre h&aacute; quanto tempo foi a &uacute;ltima visita a esse profissional, as respostas foram: 37,1% h&aacute; menos de um ano; 5,9% entre um e dois anos. Destaque-se que 33,3% dos atendimentos foram realizados no servi&ccedil;o p&uacute;blico; 8,4% no servi&ccedil;o particular e apenas 1,3% por conv&ecirc;nios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre o motivo da consulta odontol&oacute;gica, constatou- se que: 35,9% relataram consulta por rotina, reparos ou manuten&ccedil;&atilde;o; 2,5% por dor, 1,7% por cavidade nos dentes; apenas 0,8% por sangramento gengival e 2,1% por outros motivos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a03tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao questionar-se se a crian&ccedil;a necessita, atualmente, de tratamento odontol&oacute;gico, 9,7% relataram n&atilde;o saber ou n&atilde;o informaram, 34,6% dos acompanhantes afirmaram que a crian&ccedil;a n&atilde;o necessita no momento, 18% que a crian&ccedil;a necessita pouco, 18,6% que necessita mais ou menos e 19% afirmam que a crian&ccedil;a necessita muito. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quando os pais ou respons&aacute;veis foram questionados em que medida consideravam importante a presen&ccedil;a do cirurgi&atilde;o-dentista na unidade hospitalar, dos 237 participantes, 233 responderam (98,3%) que acham importante a presen&ccedil;a do cirurgi&atilde;o-dentista no hospital para preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal das crian&ccedil;as, quando apenas 1,7% dos participantes n&atilde;o consideram importante.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise dos resultados desta pesquisa permitiu entender qual o n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o que os acompanhantes dos pacientes pedi&aacute;tricos possu&iacute;am sobre a sa&uacute;de bucal das crian&ccedil;as, ressaltando a relev&acirc;ncia da presen&ccedil;a do cirurgi&atilde;o-dentista na unidade hospitalar juntamente com a equipe multidisciplinar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse estudo foi constatado que 78,5% dos acompanhantes das crian&ccedil;as internadas s&atilde;o as m&atilde;es, assim como o estudo de Cristo et al.<sup>6</sup> (2005), no qual a maioria dos acompanhantes entrevistados foi representada por m&atilde;es (90%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A figura da m&atilde;e est&aacute; inserida desde o primeiro momento da inf&acirc;ncia da crian&ccedil;a pela depend&ecirc;ncia e refer&ecirc;ncia do paciente pedi&aacute;trico pela m&atilde;e. Esse elo ocorre desde a gravidez e se estende at&eacute; a pr&aacute;tica odontol&oacute;gica, em que a formula&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos das crian&ccedil;as s&atilde;o adquiridos pelos h&aacute;bitos das m&atilde;es, assim, a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal tamb&eacute;m se estabelece por meio de pr&aacute;ticas e observa&ccedil;&otilde;es da genitora. Segundo estudos<sup>4,7,8</sup> observou-se que sempre que havia um acompanhante com as crian&ccedil;as na hospitaliza&ccedil;&atilde;o, esse, em geral, era a m&atilde;e. Esse fato foi confirmado tamb&eacute;m em outro estudo de Madeira9 (2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se que &eacute; nesse per&iacute;odo que o paciente pedi&aacute;trico est&aacute; sujeito a altera&ccedil;&otilde;es na dieta alimentar, mudan&ccedil;as dos h&aacute;bitos de higiene oral, com produ&ccedil;&atilde;o de saliva diminu&iacute;da e, consequentemente, defici&ecirc;ncia no processo de limpeza dos dentes, o que faz a intera&ccedil;&atilde;o do desequil&iacute;brio entre sa&uacute;de e doen&ccedil;a importante. Assim, defende-se que deve existir o fornecimento de orienta&ccedil;&otilde;es adequadas aos acompanhantes, de modo que se evitem problemas bucais por meio de medidas simples, como manter h&aacute;bitos de higiene bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo foi averiguado que o motivo principal de interna&ccedil;&atilde;o, segundo prontu&aacute;rio, foi a pneumonia (37,6%). Conforme estudo de Silveira<sup>10</sup> (2010), a higiene bucal comp&otilde;e a higiene, como um todo e constitui um dos mais importantes cuidados. Uma vez que as vias respirat&oacute;rias inferiores podem ser colonizadas por microrganismos da cavidade oral e por microaspira&ccedil;&atilde;o ou aspira&ccedil;&atilde;o das secre&ccedil;&otilde;es da orofaringe, esta rela&ccedil;&atilde;o aponta a placa dental como um dos fatores suscept&iacute;veis para a forma&ccedil;&atilde;o da pneumonia, o que justifica a necessidade do cirurgi&atilde;o-dentista no hospital pelas a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os resultados deste estudo, a maior parte dos entrevistados possu&iacute;a como doen&ccedil;a-base a pneumonia, com isso, sugere-se uma abordagem diferenciada na orienta&ccedil;&atilde;o de higiene bucal nesses pacientes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; comum os pais associarem o uso frequente de medicamentos durante a inf&acirc;ncia ao prec&aacute;rio estado de sa&uacute;de bucal de seus filhos. Verificou-se, neste estudo, que 34,2% dos acompanhantes acreditam que o medicamento que a crian&ccedil;a utiliza pode alterar a sa&uacute;de bucal devido ao uso dos antibi&oacute;ticos e outros 4,6% acreditam que pode alterar, por&eacute;m, n&atilde;o sabem como. Tal fato tamb&eacute;m pode ser observado no estudo de Neves et al.<sup>11</sup> (2007), em que 70,9% dos respons&aacute;veis associaram o uso de medicamentos pedi&aacute;tricos com o desenvolvimento de les&otilde;es cariosas e defeitos nas estruturas dos dentes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Apenas 13,5% dos entrevistados desta pesquisa citou c&aacute;rie como doen&ccedil;a que afeta a cavidade oral. No estudo de Figueira, Leite<sup>12</sup>(2008), os entrevistados foram pais de escolares e 100% dos entrevistados apontaram como problema bucal mais conhecido a c&aacute;rie e o menos conhecido a doen&ccedil;a periodontal (18%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, os resultados deste trabalho apontam para um desconhecimento da c&aacute;rie enquanto doen&ccedil;a bucal e precisam ser mais bem trabalhados para que sejam poss&iacute;veis mudan&ccedil;as de comportamentos em sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre as pr&aacute;ticas de higiene bucal realizadas em casa, observou-se o predom&iacute;nio do cuidador como o respons&aacute;vel para auxiliar na higiene bucal da crian&ccedil;a (72,2%). Rodrigues et al.<sup>13</sup> (2011), constataram que 75,4% das crian&ccedil;as hospitalizadas contavam com o aux&iacute;lio do respons&aacute;vel para a higieniza&ccedil;&atilde;o bucal durante a interna&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;ando a import&acirc;ncia de sua conscientiza&ccedil;&atilde;o para intensificar a ades&atilde;o de medidas de promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de pelo p&uacute;blico infantil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ximenes et al.<sup>4</sup> (2008), observou-se que a maior parte das crian&ccedil;as (90,6%) que realizava a higieniza&ccedil;&atilde;o oral utilizava a escova e o creme dental, o que, segundo McDonald e Avery<sup>14</sup> (1995), &eacute; o m&eacute;todo mais comum para a remo&ccedil;&atilde;o do biofilme da cavidade bucal. Isso ocorre, pois al&eacute;m da a&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica que a escova dental exerce na superf&iacute;cie dental, os dentifr&iacute;cios possuem a propriedade de controlar a forma&ccedil;&atilde;o de t&aacute;rtaro, pela adi&ccedil;&atilde;o de pirofosfatos em sua f&oacute;rmula, al&eacute;m de proporcionar a&ccedil;&otilde;es antic&aacute;rie e dessensibiliza&ccedil;&atilde;o, pela a&ccedil;&atilde;o de fluoretos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, n&atilde;o foi registrada grande frequ&ecirc;ncia do uso do fio dental, durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar; ao contr&aacute;rio do estudo de Rodrigues et al.<sup>13</sup> (2011), cujo uso de fio dental em crian&ccedil;as se apresentou cada vez maior, por ser uma das maneiras mais eficientes de remo&ccedil;&atilde;o do biofilme interproximal, j&aacute; que, nesse espa&ccedil;o, a escova&ccedil;&atilde;o &eacute; insuficiente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se nesta pesquisa que menos da metade das crian&ccedil;as internadas (43,0%) j&aacute; havia recebido algum atendimento odontol&oacute;gico, revelando um reduzido acesso do p&uacute;blico infantil &agrave; assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica. Esse fato tamb&eacute;m foi observado no estudo de Rodrigues et al.<sup>13</sup> (2011), em que 90,1% das crian&ccedil;as nunca foram atendidas por um cirurgi&atilde;o-dentista. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Barros, Bertoldi<sup>15</sup> (2002), a natureza do servi&ccedil;o odontol&oacute;gico que costumam acessar, 31,4% responderam ter recebido atendimento pelo servi&ccedil;o p&uacute;blico e 68,6% receberam em servi&ccedil;o particular. J&aacute; no presente estudo, 57% dos entrevistados relataram nunca ter levado a crian&ccedil;a para um cirurgi&atilde;o-dentista. Dos demais, 33,3% relataram ter levado ao servi&ccedil;o p&uacute;blico, 8,4% ao servi&ccedil;o particular e apenas 1,3% das pessoas foram atendidas por conv&ecirc;nio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao motivo da &uacute;ltima consulta odontol&oacute;gica da crian&ccedil;a, Lima et al.<sup>16</sup> (2011), identificaram que 35% alegaram problemas periodontais e 20% c&aacute;rie dent&aacute;ria, dos quais, no presente estudo, o motivo foi 0,8% devido a sangramento gengival e 1,7% por possuir cavidades nos dentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por meio dos dados obtidos nesta investiga&ccedil;&atilde;o, 52% dos acompanhantes receberam orienta&ccedil;&otilde;es de como prevenir problemas bucais, sendo estas orienta&ccedil;&otilde;es dadas pelo cirurgi&atilde;o-dentista fora do hospital. Contudo, nos estudos de Ximenes et al.<sup>4</sup> (2008), 92% dos respons&aacute;veis afirmam n&atilde;o ter recebido orienta&ccedil;&atilde;o sobre higiene bucal durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o, resultado semelhante ao estudo de Rodrigues et al.<sup>13</sup> em que 92,3% tamb&eacute;m afirmaram n&atilde;o receber orienta&ccedil;&otilde;es. Nos dois estudos, essa foi realizada por m&eacute;dicos, enfermeiros e t&eacute;cnicos de enfermagem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Lima et al.<sup>16</sup>(2011) conduziram um estudo sobre a import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal na &oacute;tica de pacientes hospitalizados e observaram que 100% dos pacientes consideraram importante a presen&ccedil;a do cirurgi&atilde;o-dentista em uma unidade hospitalar. Esse resultado foi semelhante ao encontrado no presente estudo, no qual 98,3% consideram importante a presen&ccedil;a do cirurgi&atilde;o-dentista juntamente da equipe multiprofissional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Em fun&ccedil;&atilde;o de tais apontamentos, a presen&ccedil;a do cirurgi&atilde;o-dentista &eacute; sugerida no ambiente hospitalar com uma tentativa de sanar muitas das dificuldades e apontamentos j&aacute; discutidos. Busca-se, assim, melhorar as pr&aacute;ticas odontol&oacute;gicas no ambiente hospitalar para que se possa promover sa&uacute;de nos aspectos biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos e sociais do paciente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se, pois, que a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas sobre os cuidados bucais em ambiente hospitalar reveste-se de grande import&acirc;ncia no contexto nacional e regional, para promover mudan&ccedil;as positivas em sa&uacute;de bucal inclusive nos momentos de fragilidade da vida das crian&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatou-se com este estudo que h&aacute; uma baixa ades&atilde;o a procedimentos de higiene bucal no ambiente hospitalar, bem como uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal no contexto da crian&ccedil;a hospitalizada. Esses fatos sugerem a necessidade de abordagem de equipes multidisciplinares em que o cirurgi&atilde;o-dentista esteja inserido, com o intuito de enfatizar a ado&ccedil;&atilde;o de medidas de promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, tanto geral como bucal, na tentativa de auxiliar na melhoria do quadro de sa&uacute;de durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o, sendo essencial incluir no seu cuidado a crian&ccedil;a, o cuidador e os profissionais da sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O cirurgi&atilde;o-dentista deve ser um elo entre crian&ccedil;a, cuidadores e demais profissionais da sa&uacute;de. Quando essa se configurar numa pr&aacute;tica institucional, haver&aacute; a ressignifica&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal como imprescind&iacute;vel e insepar&aacute;vel da sa&uacute;de geral dos pacientes. Assim, espera-se fomentar um cuidado integral e humanizado do paciente hospitalizado, atuando de forma humanizada e ampliando a atua&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Johnsonn J, Lethbridge J, Mullen P, Bartholomew K. The Health Care Institution as a setting for health promotion. In: Poland BD, Green LW, Rootman I. Settings for health promotion: linking theory and practice. California: Sag Publications, Inc.; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=185204&pid=S1413-4012201600030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">2. Potter PA, Perry AG. Fundamentos de Enfermagem. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Lorenzo JL. Microbiologia para o Estudante de Odontologia. 1. ed. S&atilde;o Paulo: Atheneu; 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Ximenes RCC, Arag&atilde;o DSF, Colares V. Avalia&ccedil;&atilde;o dos cuidados com a sa&uacute;de oral de crian&ccedil;as hospitalizadas. Rev Fac Odontol Porto Alegre 2008; 49(1):21-5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 5. Cortines AA. O. Sa&uacute;de bucal em crian&ccedil;as hospitalizadas: percep&ccedil;&otilde;es e atitudes de acompanhantes &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Goi&acirc;nia: Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Goi&aacute;s; 2007.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 6. Cristo RC, Mello MDA, Berbet EFV, Braga TG, Kamada IK. O acompanhamento no setor pedi&aacute;trico de um hospital escola: uma atividade de extens&atilde;o e pesquisa. Rev Soc Bras Enferm Ped 2005; 5(2):25-34.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 7. Sampaio CEP, Ventura DSO, Batista IF, Antunes TCS. Sentimento dos acompanhantes de crian&ccedil;as submetidas a procedimentos cir&uacute;rgicos: viv&ecirc;ncias no perioperat&oacute;rio. Rev Min Enferm 2009; 13(4):558-64. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Barbosa AM,Ribeiro DM, Caldo-Teixeira AS. Conhecimentos e pr&aacute;ticas em sa&uacute;de bucal com crian&ccedil;as hospitalizadas com c&acirc;ncer. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 2010; 15(1):1113-22. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Madeira LM. Alta Hospitalar da Crian&ccedil;a: implica&ccedil;&otilde;es para a Enfermagem &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo; 1998. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Silveira IR, Maia FOM, Gnatta JR, Lacerda RA. Higiene bucal: pr&aacute;tica relevante na preven&ccedil;&atilde;o de pneumonia hospitalar em pacientes em estado cr&iacute;tico. Acta Paul Enferm 2010; 23(5):697-700. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Neves BG, Pierro VSS, Maia LC. Percep&ccedil;&otilde;es e atitudes de respons&aacute;veis por crian&ccedil;as frente ao uso de medicamentos infantis e sua rela&ccedil;&atilde;o com c&aacute;rie e eros&atilde;o dent&aacute;ria. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 2007; 12(5):1295-300. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">12. Figueira TR, Leite ICG. Conhecimentos e pr&aacute;ticas de pais quanto &agrave; sa&uacute;de bucal e suas influ&ecirc;ncias sobre os cuidados dispensados aos filhos. Pesq Bras Odontoped Clin Integr 2008; 8(1):87-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Rodrigues VP, Lopes FF, Abreu TQ, Neves MIR, Cardoso NC Avalia&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos de higiene bucal de crian&ccedil;as durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar. Odontol Cl&iacute;n Cient 2011; 10(1):50-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. McDonald R, Avery D. Odontopediatria. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1995. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1</font><font size="2" face="Verdana">5. Barros AJD, Bertoldi AD. Desigualdades na utiliza&ccedil;&atilde;o e no acesso a servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos: uma avalia&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel nacional. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 2002; 7(4):709-17. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Lima DC, Saliba NA, Garbim AJI, Fernandes LAF, Garbim CAS. A import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal na &oacute;tica de pacientes hospitalizados. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 2011; 16(1):1173-80.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Correspondence address:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Ricardo Ballestreri     <br>Avenida Sete de Setembro, 633, AP 101 Centro     <br>89874-000 Maravilha-SC     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Fone: 49-9900-1980    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:ricaodonto@unochapeco.edu.br" target="_blank">ricaodonto@unochapeco.edu.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 07/12/2015<br/> Aceito: 28/09/2016</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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