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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento, frequência e indicações de uso do Tratamento Restaurador Atraumático por cirurgiões-dentistas da rede municipal de saúde de Passo Fundo, RS, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Atraumatic Restorative Treatment (ART) allows treating caries with the aid of hand tools (dental curette), and then restoring the cavity with glass ionomer cement (GIC). In most cases, anesthesia and absolute isolation are dismissed. This treatment is performed in places with no access to dental offices or when the patient is unable to receive conventional treatment. Objective: this study aimed to verify the knowledge of dental surgeons working in the municipal health network of Passo Fundo, RS, Brazil, on the Atraumatic Restorative Treatment (ART), as well as its indications and frequency of use in the clinical routine. Subjects and method: the sample was composed of 29 dentists working in health facilities during the period of data collection, who answered a questionnaire on ART. Results: it was found that most professionals who have heard of the ART technique (93%) know their indications, especially regarding the materials used (85%). However, these professionals mistake ART for the adequacy of the oral environment. A total of 21 dentals surgeons (77.8%) report using the technique or having used it in the past. Conclusion: it is concluded that dental surgeons know the indications of ART, but need more knowledge regarding the aspects that differ ART from the adequacy of the oral environment and definitive restorative treatment. The technique is mainly used by professionals in the public service, showing satisfactory results that make it effective for use in the health network.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tratamento restaurador atraumático]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Conhecimento, frequ&ecirc;ncia e indica&ccedil;&otilde;es de uso do Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico por cirurgi&otilde;es-dentistas da rede municipal de sa&uacute;de de Passo Fundo, RS, Brasil</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Knowledge, frequency, and indications for use of the Atraumatic Restorative Treatment by dental surgeons of the municipal health network of Passo Fundo, RS, Brazil</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sthefani Pinheiro<sup>I</sup></b><i><b> </b></i><b>; Daniela Jorge Corralo</b><b> <sup>II</sup>; </b></font></font><font size="2" face="Verdana"><b>Paulo do Prado Funk</b></font><font size="2" face="Verdana"><b> <sup>II</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>  Graduanda do Curso de Odontologia da Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil    <br> <sup>II</sup> Mestre da Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil</font><font size="2" face="Verdana"></font>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico (TRA) possibilita o tratamento de c&aacute;rie com o aux&iacute;lio de instrumentos manuais (curetas odontol&oacute;gicas) e posteriormente a restaura&ccedil;&atilde;o da cavidade com cimento de ion&ocirc;mero de vidro (CIV). Na maioria dos casos, a anestesia e o isolamento absoluto s&atilde;o dispensados. Tal tratamento &eacute; realizado em locais onde o acesso a consult&oacute;rios &eacute; impossibilitado ou quando o paciente n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de receber o tratamento convencional. Objetivo: este estudo prop&ocirc;s verificar o conhecimento de Cirurgi&otilde;es-Dentistas que trabalham na rede municipal de sa&uacute;de de Passo Fundo, RS sobre o Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico (TRA), suas indica&ccedil;&otilde;es e frequ&ecirc;ncia de uso na rotina de trabalho cl&iacute;nico. Sujeitos e m&eacute;todo: a amostra foi composta por 29 Cirurgi&otilde;es-Dentistas que estavam trabalhando nas unidades de sa&uacute;de durante o per&iacute;odo da coleta dos dados e responderam a um question&aacute;rio sobre o TRA. Resultados: verificou-se que a maior parte dos profissionais que j&aacute; ouviram falar sobre a t&eacute;cnica do TRA (93%), conhecem suas indica&ccedil;&otilde;es e tem conhecimento principalmente no que se refere aos materiais utilizados (85%), no entanto, confundem o TRA com adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal. Um total de 21 CDs (77,8%) relatam usar a t&eacute;cnica ou j&aacute; terem utilizado no passado. Conclus&atilde;o: conclui-se que os CDs conhecem as indica&ccedil;&otilde;es do TRA, por&eacute;m necessitam de maior conhecimento no que se refere aos aspectos que diferem o TRA da adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal e tratamento restaurador definitivo. A t&eacute;cnica &eacute; utilizada pelos profissionais principalmente no servi&ccedil;o p&uacute;blico, com resultados satisfat&oacute;rios, considerando-a eficaz para ser utilizada na rede de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chaves: </B>Tratamento restaurador atraum&aacute;tico. Cimento ion&ocirc;mero de vidro. C&aacute;rie dent&aacute;ria.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The Atraumatic Restorative Treatment (ART) allows treating caries with the aid of hand tools (dental curette), and then restoring the cavity with glass ionomer cement (GIC). In most cases, anesthesia and absolute isolation are dismissed. This treatment is performed in places with no access to dental offices or when the patient is unable to receive conventional treatment. Objective: this study aimed to verify the knowledge of dental surgeons working in the municipal health network of Passo Fundo, RS, Brazil, on the Atraumatic Restorative Treatment (ART), as well as its indications and frequency of use in the clinical routine. Subjects and method: the sample was composed of 29 dentists working in health facilities during the period of data collection, who answered a questionnaire on ART. Results: it was found that most professionals who have heard of the ART technique (93%) know their indications, especially regarding the materials used (85%). However, these professionals mistake ART for the adequacy of the oral environment. A total of 21 dentals surgeons (77.8%) report using the technique or having used it in the past. Conclusion: it is concluded that dental surgeons know the indications of ART, but need more knowledge regarding the aspects that differ ART from the adequacy of the oral environment and definitive restorative treatment. The technique is mainly used by professionals in the public service, showing satisfactory results that make it effective for use in the health network.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Atraumatic restorative treatment. Glass ionomer cement. Dental cavity.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">	O interesse na preven&ccedil;&atilde;o e controle da c&aacute;rie dent&aacute;ria aumentou nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Isso se deve ao conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o por meio da divulga&ccedil;&atilde;o da etiologia e dos fatores que contribuem para seu aparecimento e desenvolvimento. Apesar disso, principalmente em pa&iacute;ses subdesenvolvidos, dois ter&ccedil;os da popula&ccedil;&atilde;o mundial ainda apresentam sinais e sintomas dessa doen&ccedil;a<sup>1</sup>. Embora o Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico (TRA) tenha sido desenvolvido para o emprego em comunidades desprovidas de recursos para a pr&aacute;tica convencional, esse tem sido usado mesmo em locais nos quais a pr&aacute;tica odontol&oacute;gica convencional &eacute; rotineira. Isso se deve ao baixo custo quando comparado a outros m&eacute;todos, &agrave; praticidade da t&eacute;cnica e ao conforto proporcionado ao paciente, j&aacute; que o uso da alta rota&ccedil;&atilde;o e da anestesia &eacute; dispensada na maioria dos casos<sup>2</sup>. O tratamento restaurador atraum&aacute;tico consiste na remo&ccedil;&atilde;o de tecido cariado, utilizando-se instrumentos cortantes manuais, e na restaura&ccedil;&atilde;o imediata da cavidade com cimento de ion&ocirc;mero de vidro (CIV), o qual &eacute; tido como material de escolha por possuir adesividade &agrave;s estruturas dentais, dispensando a necessidade de desgaste dessas estruturas, bem como a caracter&iacute;stica de libera&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or e a sua biocompatibilidade<sup>3-4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de, a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas restauradoras atraum&aacute;ticas que possam reduzir o estresse dos pacientes ao tratamento e, principalmente, o custo dos procedimentos deve ser preconizada<sup>2,5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante disso, verificou-se a necessidade de realizar um estudo para averiguar qual &eacute; o conhecimento dos profissionais sobre o TRA, suas indica&ccedil;&otilde;es e frequ&ecirc;ncia de uso na rotina de trabalho cl&iacute;nico, visto que ainda vivemos em uma realidade na qual muitas vezes n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel realizar tratamentos convencionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Sujeitos e m&eacute;todo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade de Passo Fundo com o n&uacute;mero de protocolo C.A.A.E. 50025115.5.0000.5342.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Local do estudo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo ocorreu no munic&iacute;pio de Passo Fundo, RS, com cirurgi&otilde;es- dentistas da rede municipal de sa&uacute;de, que consentiram em participar do estudo por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Al&eacute;m disso, solicitou-se autoriza&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo. O projeto foi enviado para aprecia&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP) da Universidade de Passo Fundo (UPF) previamente &agrave; coleta dos dados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Coleta de dados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi aplicado um question&aacute;rio estruturado a Cirurgi&otilde;es- Dentistas da rede municipal de sa&uacute;de de Passo Fundo, com quest&otilde;es fechadas e abertas sobre o Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico (TRA). A aluna respons&aacute;vel pela pesquisa distribuiu os question&aacute;rios nas unidades onde atuam os profissionais. O question&aacute;rio prop&ocirc;s identificar qual &eacute; o conhecimento dos profissionais sobre o TRA, qual a frequ&ecirc;ncia de uso da t&eacute;cnica e quais as indica&ccedil;&otilde;es para a utiliza&ccedil;&atilde;o dessa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Resultados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram distribu&iacute;dos 44 question&aacute;rios para os Cirurgi&otilde;es-Dentistas que atuam nas Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio de Passo Fundo. Houve um retorno de 29 question&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab01">Tabela 1</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos cirurgi&otilde;es-dentistas de acordo com a faixa et&aacute;ria.<a href="#tab01"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07tab01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram entrevistados 11 CDs do sexo masculino e 18 do sexo feminino, formados, em sua maior parte entre 2008 e 2013. A <a href="#fig01">Figura 1</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos profissionais por ano de formatura.</font><font size="2" face="Verdana"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos question&aacute;rios que retornaram, vinte e sete CDs (93%) j&aacute; haviam ouvido falar sobre o TRA, sendo que dois profissionais (7%) nunca ouviram falar, n&atilde;o respondendo &agrave;s demais quest&otilde;es do question&aacute;rio. A principal fonte de obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre a t&eacute;cnica foi durante a gradua&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab02">Tabela 2</a> mostra o conhecimento que os participantes possuem sobre o TRA. Para 67% dos cirurgi&otilde;es- dentistas, o TRA &eacute; o mesmo que "adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal" e um ter&ccedil;o dos profissionais consideram serem t&eacute;cnicas diferentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TRA n&atilde;o &eacute; considerado um tratamento restaurador definitivo para 70% dos CDs entrevistados. O ion&ocirc;mero de vidro &eacute; considerado por 85% dos profissionais como o material restaurador a ser utilizado. Para 41% dos CDs, a resina ou o IRM tamb&eacute;m poderiam ser usados no TRA, ao passo que 59% discordam da utiliza&ccedil;&atilde;o desses dois materiais restauradores. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o de equipamento el&eacute;trico para a realiza&ccedil;&atilde;o de TRA n&atilde;o &eacute; considerada como necess&aacute;ria para 89% dos profissionais, ao passo que 11% consideram a necessidade de energia. A utiliza&ccedil;&atilde;o de cureta para dentina, recortadores manuais, esp&aacute;tulas de cimento, placa de vidro e aplicador de material restaurador s&atilde;o considerados como necess&aacute;rios para a t&eacute;cnica atraum&aacute;tica para 81% dos CDs.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab03">Tabela 3</a> apresenta as indica&ccedil;&otilde;es do TRA pelos Cirurgi&otilde;es-Dentistas entrevistados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o do TRA, para 93% dos CDs, pode ser realizada em qualquer paciente, independente de idades ou condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, sendo que 85% dos profissionais reconhecem que a t&eacute;cnica pode ser utilizada em ambas as denti&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o apenas a dec&iacute;dua. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o do Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico, tanto em dentes anteriores quanto em posteriores &eacute; poss&iacute;vel para 93% dos CDs. A utiliza&ccedil;&atilde;o do TRA em caso de exposi&ccedil;&atilde;o pulpar ou dor prolongada n&atilde;o &eacute; indicada para 74% dos profissionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab04">Tabela 4</a> mostra a frequ&ecirc;ncia que os Cirurgi&otilde;es-Dentistas possuem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica do Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um total de 21 CDs (77,8%) relataram usar a t&eacute;cnica ou j&aacute; terem usado no passado, seja no servi&ccedil;o p&uacute;blico ou consult&oacute;rio particular.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07tab04.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre os que j&aacute; utilizaram o TRA, 52,4% obtiveram resultados satisfat&oacute;rios, 33,3% obtiveram resultados relativamente satisfat&oacute;rio se 14,3% n&atilde;o souberam responder que resultados obtiveram. Nenhum dos CDS considerou os resultados insatisfat&oacute;rios (<a href="#tab05">Tabela 5</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07tab05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; efic&aacute;cia do Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico (<a href="#tab06">Tabela 6</a>), a t&eacute;cnica &eacute; considerada eficaz para 81,5% dos 27 CDs entrevistados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As justificativas apresentadas para a percep&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia foram: facilidade da t&eacute;cnica por n&atilde;o utilizar eletricidade e reduzir a ansiedade do paciente (33,4%), permitir fazer a adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal (31,8%), preservar a estrutura dental (13,6%). Para a efic&aacute;cia do TRA 18,2% dos CDs a consideram desde que os pacientes recebam orienta&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07tab06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab07">Tabela 7</a> mostra que a efic&aacute;cia do TRA &eacute; duvidosa para 18,5% dos profissionais, justificando a possibilidade de recidiva de c&aacute;rie dent&aacute;ria (80,0% dos CDs) e d&uacute;vida quanto &agrave; remo&ccedil;&atilde;o completa da dentina cariada (20,0%). Nenhum dos respondentes acha a t&eacute;cnica ineficaz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab07"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07tab07.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos profissionais entrevistados (81,5%) acreditam que o TRA deve ser utilizado no servi&ccedil;o p&uacute;blico, justificando: ter apresentado bons resultados cl&iacute;nicos (31,8%), devido ao baixo custo, n&atilde;o necessitar de instrumentais diferenciados e diminuir o tempo cl&iacute;nico (27,3%), reduzir o estresse do paciente e encaminhamento para endodontia e exodontia (22,7%). Por fim, 13,6% dos cirurgi&otilde;es-dentistas acreditam que deve ser utilizado principalmente em dentes dec&iacute;duos e 4,5% acham que deve ser utilizado pelo fato de preservar o elemento dental. Os dados podem ser vistos na <a href="#tab08">Tabela 8</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a07tab08.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As d&uacute;vidas quanto &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do TRA no servi&ccedil;o p&uacute;blico &eacute; citada por 14,8% dos Profissionais (n=4), pelo fato de n&atilde;o saber se o paciente ir&aacute; retornar para finalizar o tratamento. Apenas um respondente (3,7%) acha o m&eacute;todo impr&oacute;prio para a utiliza&ccedil;&atilde;o no servi&ccedil;o p&uacute;blico pelo fato de n&atilde;o ter material e instrumental adequado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, quando questionados se havia interesse dos participantes em saber mais informa&ccedil;&otilde;es ou aprimoramento sobre o TRA, 81% dos CDs afirmam interesse e 19% relatam n&atilde;o ter interesse.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O tratamento restaurador atraum&aacute;tico foi desenvolvido com o objetivo de ser utilizado em comunidades carentes. Apesar disso, o uso de TRA tem ocorrido em pa&iacute;ses mais desenvolvidos, o que se justifica pelo fato de esse auxiliar no tratamento odontol&oacute;gico precoce em beb&ecirc;s; proporcionar maior conforto para pacientes extremamente ansiosos ou pacientes especiais por dispensar o uso da alta rota&ccedil;&atilde;o e da anestesia; ser utilizado em crian&ccedil;as com alto risco de c&aacute;rie; oferecer praticidade t&eacute;cnica e baixo custo quando comparado a outros m&eacute;todos restauradores mais convencionais<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao conhecimento dos profissionais da rede municipal de sa&uacute;de de Passo Fundo-RS sobre o TRA, verificou-se que a maioria j&aacute; ouviu falar sobre a t&eacute;cnica, principalmente na gradua&ccedil;&atilde;o. Assim como no estudo feito com docentes de 39 faculdades do Brasil, no qual os dados coletados mostram que 100% desses cursos abordam conte&uacute;dos te&oacute;rico-pr&aacute;ticos sobre TRA, principalmente nas disciplinas de Sa&uacute;de Coletiva e Odontopediatria<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos profissionais da rede p&uacute;blica entrevistados, 70% n&atilde;o consideram o TRA como definitivo, pois para 67% dos CDs ele &eacute; o mesmo que adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal. Isso pode ser explicado pelo fato de os procedimentos possu&iacute;rem grande semelhan&ccedil;a. Ambas as t&eacute;cnicas n&atilde;o necessitam de anestesia local e alta rota&ccedil;&atilde;o, o material restaurador &eacute; o mesmo e, na maioria das vezes, os mesmos instrumentais s&atilde;o utilizados, mas as finalidades de cada t&eacute;cnica s&atilde;o distintas. O TRA &eacute; considerado como um tratamento restaurador definitivo<sup>5,7,8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao material restaurador utilizado no TRA, 85% dos profissionais pesquisados usam o ion&ocirc;mero de vidro e 41% dos CDs afirmam que resina composta ou IRM pode ser o material utilizado no tratamento restaurador atraum&aacute;tico. No entanto, sabe-se que a t&eacute;cnica preconiza o uso de cimento ion&ocirc;mero de vidro, por proporcionar um bom selamento da cavidade e, tamb&eacute;m, pela sua caracter&iacute;stica de liberar fl&uacute;or<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda se tratando do conhecimento dos CDs entrevistados, 81% deles concordam que para a realiza&ccedil;&atilde;o do TRA s&atilde;o necess&aacute;rios os seguintes instrumentais: cureta para dentina, recortadores, esp&aacute;tula, placa de vidro e aplicador, ao passo que 19% acreditam que a t&eacute;cnica n&atilde;o &eacute; realizada com esses instrumentais. A necessidade de equipamentos el&eacute;tricos n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para 89% dos profissionais e, para 11%, a energia el&eacute;trica n&atilde;o pode ser dispensada. Alguns autores confirmam que esses instrumentais s&atilde;o os mais adequados e equipamentos el&eacute;tricos n&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios para a realiza&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave;s indica&ccedil;&otilde;es do TRA, 93% dos CDs concordam que pode ser indicado para qualquer paciente (beb&ecirc;s, crian&ccedil;as, adolescentes, adultos, portadores de necessidades especiais, gestantes e idosos) e apenas 7% acreditam que sua indica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel para qualquer paciente. Para 85% dos CDs, &eacute; reconhecido o uso do TRA em ambas as denti&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o apenas na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua. A utiliza&ccedil;&atilde;o do TRA, tanto em dentes anteriores quanto em posteriores &eacute; poss&iacute;vel para 93% dos entrevistados. O uso da t&eacute;cnica em caso de dor prolongada ou exposi&ccedil;&atilde;o pulpar n&atilde;o &eacute; indicada para 74% dos entrevistados. Para alguns autores, esta t&eacute;cnica pode ser empregada em quaisquer pacientes que apresentam dentes dec&iacute;duos e permanentes com les&otilde;es de c&aacute;rie em dentina tanto em dentes anteriores quanto posteriores e que seu uso deve ser em dentes sem altera&ccedil;&atilde;o pulpar irrevers&iacute;vel, ou seja, sem sinais ou sintomas como hist&oacute;ria de dor<sup>5-6</sup>. Chama a aten&ccedil;&atilde;o que, para 26% dos entrevistados, isso n&atilde;o impede a indica&ccedil;&atilde;o de tal t&eacute;cnica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia dos profissionais de Passo Fundo-RS que j&aacute; utilizaram a t&eacute;cnica (77,8%), a maioria considera satisfat&oacute;ria (52,4%) e, relativamente, satisfat&oacute;ria (33,3%). &Eacute; interessante notar que os CDs de Passo Fundo-RS, utilizaram n&atilde;o apenas no servi&ccedil;o p&uacute;blico, mas, tamb&eacute;m, no consult&oacute;rio particular, o que confirma que a sua aplica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; adequada apenas para popula&ccedil;&otilde;es de baixa renda e com poucos recursos tecnol&oacute;gicos, mas em todos os segmentos socioecon&ocirc;micos<sup>2</sup>. H&aacute; uma pequena parcela que nunca utilizou o TRA (22,2%), sendo que alguns t&ecirc;m interesse em aderir &agrave; t&eacute;cnica e outros n&atilde;o tem interesse em utiliz&aacute;-la. Talvez isso possa ser justificado pelo fato de n&atilde;o haver incentivo para o conhecimento e maior preparo t&eacute;cnico para a realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos diferenciados<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos CDs entrevistados 81,5% acreditam na sua efic&aacute;cia, percentual melhor do que os 60% encontrados num trabalho que pesquisou CDs de Goi&acirc;nia<sup>8</sup>. As justificavas apresentadas pelos profissionais de Passo Fundo referem-se &agrave; facilidade da t&eacute;cnica por n&atilde;o utilizar eletricidade e reduzir a ansiedade do paciente (33,4%), permitir fazer a adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal (31,8%), preservar a estrutura dental (13,6%) ou desde que os pacientes recebam orienta&ccedil;&otilde;es (18,2%). Com tais justificativas, percebe-se que os profissionais tem um conhecimento consider&aacute;vel sobre TRA, por&eacute;m, novamente, o confundiram com adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal. O TRA &eacute; considerado como um tratamento restaurador definitivo, diferente de adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal<sup>7</sup>. O TRA &eacute; considerado duvidoso para 18,5% dos profissionais, justificando a possibilidade de recidiva de c&aacute;rie dent&aacute;ria (80,0% dos CDs) e d&uacute;vida quanto &agrave; remo&ccedil;&atilde;o completa da dentina cariada (20,0%). No entanto, com o princ&iacute;pio da abordagem de m&iacute;nima interven&ccedil;&atilde;o, h&aacute; evid&ecirc;ncia de que a remo&ccedil;&atilde;o completa da dentina cariada em les&otilde;es profundas de dentina n&atilde;o &eacute; requerida para o sucesso do tratamento<sup>6</sup>. Nenhum entrevistado considera a t&eacute;cnica ineficaz. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o do TRA no servi&ccedil;o p&uacute;blico &eacute; considerada importante para 81,5% dos CDs, justificando para isso os bons resultados cl&iacute;nicos apresentados, o baixo custo, a n&atilde;o necessidade de instrumentais diferenciados, a redu&ccedil;&atilde;o do tempo cl&iacute;nico e estresse dos pacientes e a preserva&ccedil;&atilde;o do elemento dental. Assim como alguns autores que consideram seu uso devido a essas vantagens<sup>2,8,10</sup>.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se que a maioria dos profissionais conheceu a t&eacute;cnica do tratamento restaurador atraum&aacute;tico durante a gradua&ccedil;&atilde;o e conhecem as suas indica&ccedil;&otilde;es. A pesquisa demonstrou que os CDs necessitam de maior conhecimento no que se refere aos aspectos que diferem o TRA da adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal e tratamento restaurador definitivo. A t&eacute;cnica &eacute; utilizada pelos profissionais principalmente no servi&ccedil;o p&uacute;blico, com resultados satisfat&oacute;rios, considerando-a eficaz para ser utilizada na rede de sa&uacute;de. Finalmente, sugere-se uma educa&ccedil;&atilde;o continuada sobre tratamento restaurador atraum&aacute;tico para os cirurgi&otilde;es-dentistas da rede p&uacute;blica do munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Frencken JE, Holmgren CJ. How effective is ART in the management of dentalcaries? Community Dent Oral Epidemiol, 1999; 27(6):423-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=185684&pid=S1413-4012201600030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Mickenautsch S, Rudolph M, Ogunboede E, Frencken J. The impact of the ART approach on the treatment profile in a Mobile Dental System in South Africa. Int Dent. 1999; 49(3):132-8 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Martins AR, Ferreira AS. Tratamento restaurador atraum&aacute;tico: uma revis&atilde;o de literatura.Trabalho de gradua&ccedil;&atilde;o (Odontologia) Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade do Vale do Para&iacute;ba, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Figueiredo KSP, Forte FDS, Sampaio FC. Desempenho cl&iacute;nico de restaura&ccedil;&otilde;es ART (tratamento restaurador atraum&aacute;tico) em crian&ccedil;as atendidas na cl&iacute;nica de cariologia da UFPB. Rev Odontol Unesp, 2008;37(4);351-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Monnerat FA. Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico &ndash; Abordagem Cl&iacute;nica em Sa&uacute;de P&uacute;blica. Ed. Elsevier Medicina Brasil, 2015; 02-10.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">6. Massara ML, Wambier DS, Imparato JC. Tratamento restaurador atraum&aacute;tico. Manual de Refer&ecirc;ncia para Procedimentos Cl&iacute;nicos em Odontopediatria, 2010. 156-63. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Oliveira L, Neves A, Neves M, Souza I. Tratamento Restaurador Atraum&aacute;tico e Adequa&ccedil;&atilde;o do Meio Bucal; 1998. p. 94-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Rios LE, Essado REP, Freire MCM. Tratamento restaurador atraum&aacute;tico: conhecimentos e atitudes de CD's do servi&ccedil;o p&uacute;blico de Goi&acirc;nia-GO. Rev Odontol UNESP 2006;50(3):75-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Luz PB. Avalia&ccedil;&atilde;o de duas t&eacute;cnicas restauradoras de m&iacute;nima interven&ccedil;&atilde;o em les&otilde;es cariosas profundas de molares dec&iacute;duos. (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Monico M, Tostes M. Tratamento restaurador simplificado para atendimento infantil. JBP 1998;1(4):9-11.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Correspondence address:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Sthefani Pinheiro     <br>Rua &Acirc;ngelo Tonial, 230, Centro     <br>99925000 Ipiranga do Sul, RS    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>    e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:sthefani_pinheiro@hotmail.com" target="_blank">sthefani_pinheiro@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 06/07/2016<br/> Aceito: 20/03/2017</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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