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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de injúrias em tecidos moles em pacientes atendidos em um centro especializado no tratamento de traumatismos dentários]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: to evaluate the prevalence of soft tissue injuries in children who suffered alveolodental trauma in primary teeth and were assisted at a specialized service of the School of Dentistry of the Federal University of Pelotas, RS, Brazil. Methods: data collected from the medical records of patients treated from 2002 to 2011 included age, gender, soft tissue injury, and severity of dental trauma. Data were analyzed by descriptive statistics and associations were made with the chi-square test, using the Stata 11.0 software. Results: from 707 medical records analyzed, 603 children were included in the study. From this total, 51.41% presented soft tissue injuries, besides dental injuries. The highest prevalence of soft tissue injuries was for children aged 25 to 36 months (24.71%) and for the male gender (58.87%). The presence of soft tissue injuries was statistically significant in relation to the severity of dental trauma (p&#8804;0.001) and the age of children (p=0.004), but there was no difference considering gender. The most prevalent soft tissue injury was laceration, both intraoral (64.10%) and extraoral (46.75%), followed by contusion and abrasion. Considering all types of injuries, the intraoral region was mostly affected (50.32%). Conclusion: soft tissue injuries are present in a great portion of children who suffer trauma (51.41%), so it is worth noting the importance of examining and treating such injuries.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Preval&ecirc;ncia de inj&uacute;rias em tecidos moles em pacientes atendidos em um centro especializado no tratamento de traumatismos dent&aacute;rios</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Prevalence of soft tissue injuries in patients assisted in a specialized treatment center for dental trauma</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Andressa Priebe Figueir&oacute; <sup>I</sup></b><i><b>; </b></i><b>Larissa Tavares Henzel</b><b> <sup>I</sup>; </b></i><b>Renata Uliana Posser</b><b> <sup>I</sup>; </b></i><b>Marcelo Pereira da Silva</b><b> <sup>I</sup>; </b></i><b>Tain&aacute; Santos da Rosa</b><b> <sup>I</sup>; </b></font><font size="2" face="Verdana"><b>Vanessa Polina Pereira Costa</b></font><font size="2" face="Verdana"><b><sup> II</sup></b></font><font size="2" face="Verdana"><b> </b></font></font><font size="2" face="Verdana"><b>    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana"><b>    <br> </b></font><font size="2" face="Verdana"><b>    <br> </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>  Alunos de gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, Brasil</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup> Mestre, doutora e com p&oacute;s-doutorado em Odontopediatria pela Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Pelotas, Brasil. Professora adjunta em Odontopediatria da Universidade de Bras&iacute;lia, UnB, Bras&iacute;lia, Brasil</font>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objetivo: avaliar a preval&ecirc;ncia de les&otilde;es de tecidos moles em crian&ccedil;as que sofreram traumatismo alveolodent&aacute;rio na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, atendidas em um servi&ccedil;o especializado da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas. M&eacute;todos: os dados coletados dos prontu&aacute;rios dos pacientes atendidos de 2002 a 2011 foram: idade, sexo, inj&uacute;ria em tecidos moles e severidade do traumatismo. Os dados foram analisados por meio de estat&iacute;stica descritiva e associa&ccedil;&otilde;es foram feitas pelo Teste Qui-Quadrado, utilizando o programa Stata 11.0. Resultados: dos 707 prontu&aacute;rios analisados, 603 crian&ccedil;as foram inclu&iacute;das no estudo. Desse total, 51,41% apresentaram les&otilde;es em tecidos moles, al&eacute;m das inj&uacute;rias dent&aacute;rias. A maior preval&ecirc;ncia de les&otilde;es em tecidos moles foi em crian&ccedil;as de 25 a 36 meses (24,71%) e entre o sexo masculino (58,87%). A presen&ccedil;a de les&otilde;es em tecidos moles foi estatisticamente significante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; severidade do traumatismo (p&le;0,001) e &agrave; idade da crian&ccedil;a (p=0,004), no entanto, n&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo. A les&atilde;o em tecido mole mais prevalente foi a lacera&ccedil;&atilde;o, tanto na regi&atilde;o extraoral (46,75%) quanto na intraoral (64,10%), seguida por contus&atilde;o e abras&atilde;o. Considerando todos os tipos de les&otilde;es, a regi&atilde;o intraoral foi a mais atingida (50,32%). Conclus&atilde;o: as les&otilde;es em tecido mole est&atilde;o presentes em grande parte das crian&ccedil;as que sofrem traumatismo (51,41%), portanto, &eacute; necess&aacute;rio ressaltar a import&acirc;ncia do exame e do tratamento dessas les&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Crian&ccedil;a. Les&otilde;es dos tecidos moles. Preval&ecirc;ncia. Traumatismos dent&aacute;rios.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">ABSTRACT</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Objective: to evaluate the prevalence of soft tissue injuries in children who suffered alveolodental trauma in primary teeth and were assisted at a specialized service of the School of Dentistry of the Federal University of Pelotas, RS, Brazil. Methods: data collected from the medical records of patients treated from 2002 to 2011 included age, gender, soft tissue injury, and severity of dental trauma. Data were analyzed by descriptive statistics and associations were made with the chi-square test, using the Stata 11.0 software. Results: from 707 medical records analyzed, 603 children were included in the study. From this total, 51.41% presented soft tissue injuries, besides dental injuries. The highest prevalence of soft tissue injuries was for children aged 25 to 36 months (24.71%) and for the male gender (58.87%). The presence of soft tissue injuries was statistically significant in relation to the severity of dental trauma (p&le;0.001) and the age of children (p=0.004), but there was no difference considering gender. The most prevalent soft tissue injury was laceration, both intraoral (64.10%) and extraoral (46.75%), followed by contusion and abrasion. Considering all types of injuries, the intraoral region was mostly affected (50.32%). Conclusion: soft tissue injuries are present in a great portion of children who suffer trauma (51.41%), so it is worth noting the importance of examining and treating such injuries. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords</B>: Children. Soft tissue injuries. Prevalence. Dental trauma.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">	Os traumatismos alveolodent&aacute;rios na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua s&atilde;o eventos comuns que podem acometer os tecidos duros do dente, os tecidos de sustenta&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m os tecidos moles adjacentes. Os traumatismos alveolodent&aacute;rios apresentam uma alta preval&ecirc;ncia na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, podendo variar de 10% a 35%<sup>1,2</sup> e acometendo, normalmente, crian&ccedil;as entre 2 e 4 anos de idade<sup>3</sup>. A preval&ecirc;ncia de les&otilde;es em tecidos moles relatada na literatura tamb&eacute;m &eacute; alta, 56,2%<sup>4</sup>, e o tipo mais comum &eacute; a lacera&ccedil;&atilde;o (58,5%), seguida da contus&atilde;o (31,7%) e da abras&atilde;o (9,8%)<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As les&otilde;es traum&aacute;ticas nos tecidos moles s&atilde;o classificadas em: contus&atilde;o, abras&atilde;o e lacera&ccedil;&atilde;o, que podem ocorrer no meio intraoral ou extraoral. A contus&atilde;o &eacute; caracterizada por ser uma inj&uacute;ria mec&acirc;nica, geralmente, causada por impacto, que resulta em hemorragia e edema sob a pele ou mucosa n&atilde;o lacerada. A abras&atilde;o &eacute; provocada por grande atri&ccedil;&atilde;o tecidual e &eacute; definida por escoria&ccedil;&atilde;o ou remo&ccedil;&atilde;o circunscrita de uma camada superficial da pele ou mucosa (nesse caso, &eacute; denominada ulcera&ccedil;&atilde;o). A lacera&ccedil;&atilde;o &eacute; uma les&atilde;o caracterizada por corte no tecido. A severidade dessas les&otilde;es pode estar associada &agrave; gravidade dos traumatismos, e a identifica&ccedil;&atilde;o do tipo e da severidade das les&otilde;es ajuda a definir o tratamento proposto6. Outro fator importante &eacute; a localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica da les&atilde;o, pois o fornecimento de sangue &agrave; &aacute;rea lesada interfere no tempo necess&aacute;rio para a cura completa do ferimento. Al&eacute;m disso, essas les&otilde;es requerem muita aten&ccedil;&atilde;o, pois, se n&atilde;o forem devidamente tratadas, podem causar defeitos est&eacute;ticos e funcionais, afetando o psicol&oacute;gico do indiv&iacute;duo<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A etiologia das les&otilde;es traum&aacute;ticas na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua e, consequentemente, das inj&uacute;rias dos tecidos moles &eacute; muito variada. No entanto, at&eacute; os 5 anos de idade, as quedas da pr&oacute;pria altura aparecem como as mais comuns, sendo que nessa faixa et&aacute;ria os acidentes dom&eacute;sticos s&atilde;o corriqueiros<sup>6</sup>. &Agrave; medida que a crian&ccedil;a adquire novas habilidades, surgem novas e diferentes situa&ccedil;&otilde;es de risco, que variam entre queimaduras orais por traumatismo el&eacute;trico, mordeduras de animais e acidentes cicl&iacute;sticos6, al&eacute;m dos maus-tratos, que tamb&eacute;m s&atilde;o causa de traumatismo<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O local de ocorr&ecirc;ncia dessas les&otilde;es pode tamb&eacute;m estar relacionado &agrave; idade das crian&ccedil;as. Segundo Soares et al.<sup>4</sup> (2016), a faixa et&aacute;ria de 0-3 apresenta mais les&otilde;es intraorais (38,9%) do que extraorais (19,8%). Quanto &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do tipo e da localiza&ccedil;&atilde;o do ferimento, a regi&atilde;o extraoral foi mais acometida por contus&atilde;o (20,7%) e abras&atilde;o (19,3%), sendo essas mais comuns no l&aacute;bio superior e a lacera&ccedil;&atilde;o no l&aacute;bio inferior (18,4%). Na regi&atilde;o intraoral, a lacera&ccedil;&atilde;o &eacute; a les&atilde;o que mais ocorre na gengiva (41%), enquanto os l&aacute;bios foram mais afetados por abras&atilde;o (12,2%) e lacera&ccedil;&atilde;o (24,9%)4. O local onde os dados s&atilde;o coletados tamb&eacute;m pode interferir na preval&ecirc;ncia das inj&uacute;rias em tecidos moles. Por se tratar de les&otilde;es que se regeneram facilmente, s&atilde;o pouco relatadas em estudos de base populacional, sendo, portanto, mais encontradas em estudos referentes a dados de servi&ccedil;os, para onde as inj&uacute;rias mais severas s&atilde;o encaminhadas<sup>5,8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Devido &agrave; significativa ocorr&ecirc;ncia de inj&uacute;rias em tecidos moles na popula&ccedil;&atilde;o infantil e a pouca explora&ccedil;&atilde;o do tema na literatura, se faz necess&aacute;rio ter conhecimento dos fatores que est&atilde;o relacionados a essas inj&uacute;rias. Assim, o objetivo deste estudo retrospectivo &eacute; avaliar a preval&ecirc;ncia de les&otilde;es de tecidos moles em crian&ccedil;as que sofreram traumatismo alveolodent&aacute;rio e que foram atendidas no N&uacute;cleo de Estudos e Tratamento dos Traumatismos Alveolodent&aacute;rios na Denti&ccedil;&atilde;o Dec&iacute;dua (Netrad). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>M&eacute;todos</B> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><B>Popula&ccedil;&atilde;o-alvo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo retrospectivo foi baseado na coleta de dados cl&iacute;nicos de todos os pacientes que procuraram o Netrad para o tratamento de traumatismos alveolodent&aacute;rios em dentes dec&iacute;duos e de inj&uacute;rias em tecidos moles. Esse servi&ccedil;o, ligado &agrave; Unidade de Cl&iacute;nica Infantil da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, promove tratamento para crian&ccedil;as que sofreram traumatismos em dentes dec&iacute;duos, acompanhando-as at&eacute; a irrup&ccedil;&atilde;o dos dentes permanentes correspondentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os pacientes s&atilde;o encaminhados at&eacute; o servi&ccedil;o por dentistas particulares, unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de da cidade de Pelotas e regi&atilde;o e tamb&eacute;m pelos residentes em Cirurgia Bucomaxilofacial da mesma faculdade, que realizam servi&ccedil;o de emerg&ecirc;ncia no Pronto-Socorro Municipal. Pelotas &eacute; uma cidade localizada no sul do estado do Rio Grande do Sul, considerada polo regional de sa&uacute;de, e apresenta, aproximadamente, 328.000 habitantes, localizada a 300km da capital, Porto Alegre. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Depois de os pais ou respons&aacute;veis assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido e responderem quest&otilde;es sobre a hist&oacute;ria m&eacute;dica e sobre onde, quando e como o traumatismo aconteceu, o exame cl&iacute;nico e radiogr&aacute;fico &eacute; realizado, juntamente com o registro fotogr&aacute;fico, para compor o prontu&aacute;rio do paciente. No Netrad, os exames cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos s&atilde;o realizados por estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o previamente treinados e constantemente supervisionados por professores da Cl&iacute;nica Infantil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Coleta de dados</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados dos prontu&aacute;rios dos pacientes atendidos no Netrad de 2002 a 2011 foram coletados por uma &uacute;nica pesquisadora previamente treinada. As informa&ccedil;&otilde;es coletadas foram: idade (em meses), sexo (feminino e masculino), inj&uacute;ria em tecidos moles (classifica&ccedil;&atilde;o de acordo com os crit&eacute;rios descritos por Andreasen e Andreasen<sup>9</sup> (2001): 1 = contus&atilde;o; 2 = abras&atilde;o; 3 = lacera&ccedil;&atilde;o; intra ou extraoral). A severidade do traumatismo foi classificada em leve, moderada e severa, de acordo com o tipo de traumatismo e seguindo os crit&eacute;rios propostos por Oikarinen e Kassila<sup>10</sup> (1987), descritos a seguir: inj&uacute;rias leves &ndash; concuss&atilde;o, subluxa&ccedil;&atilde;o, fratura de esmalte e fratura de esmalte-dentina; inj&uacute;rias moderadas &ndash; luxa&ccedil;&atilde;o lateral, extrus&atilde;o e fratura de esmalte, dentina e polpa; inj&uacute;rias severas &ndash; avuls&atilde;o, intrus&atilde;o, fratura coronorradicular e fratura radicular. Quando uma mesma crian&ccedil;a apresentou dois ou mais tipos de traumatismo, a inj&uacute;ria mais severa foi considerada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o utilizados foram: prontu&aacute;rios com aus&ecirc;ncia de assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido ou com aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es relevantes, traumatismo na denti&ccedil;&atilde;o permanente e n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de traumatismo (ex.: fratura ocasionada por c&aacute;rie).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>An&aacute;lise estat&iacute;stica</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados coletados no estudo foram duplamente digitados no programa estat&iacute;stico EpiInfo 6.04, para avaliar a concord&acirc;ncia da digita&ccedil;&atilde;o. A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada utilizando o programa Stata 11.0 (Stata Corp. College Station, LP, TX, EUA), incluindo estat&iacute;stica descritiva, distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias e tabula&ccedil;&otilde;es. A signific&acirc;ncia estat&iacute;stica por associa&ccedil;&atilde;o foi determinada usando o Teste Qui-Quadrado, com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (Protocolo 187/2011). Os pais ou respons&aacute;veis assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido antes do primeiro atendimento e autorizaram a utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados para futuras pesquisas. Os pacientes s&atilde;o acompanhados periodicamente, levando em considera&ccedil;&atilde;o a severidade e o tipo de traumatismo, seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es da Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Trauma Dent&aacute;rio (IADT)<sup>11</sup>, at&eacute; a completa irrup&ccedil;&atilde;o dos dentes permanentes sucessores. </font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Resultados</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 707 prontu&aacute;rios de crian&ccedil;as que foram atendidas durante o per&iacute;odo do estudo, 104 prontu&aacute;rios foram exclu&iacute;dos, 51 por ter documenta&ccedil;&atilde;o incompleta, 47 por ter outros diagn&oacute;sticos que n&atilde;o traumatismo e 6 por apresentar traumatismo em dentes permanentes. Vinte e sete crian&ccedil;as apresentaram apenas les&otilde;es em tecidos moles. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab01">Tabela 1</a> demonstra a caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o do estudo. &Eacute; poss&iacute;vel observar que 51,41% das crian&ccedil;as que sofreram traumatismo alveolodent&aacute;rio apresentaram les&otilde;es em tecidos moles. A maior preval&ecirc;ncia de les&otilde;es em tecidos moles foi em crian&ccedil;as de 25 a 36 meses (24,71%) e entre o sexo masculino (58,87%). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a19tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab02">Tabela 2</a> demonstra a distribui&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es em tecidos moles de acordo com o tipo e a localiza&ccedil;&atilde;o. A les&atilde;o em tecido mole mais prevalente foi a lacera&ccedil;&atilde;o, tanto na regi&atilde;o extraoral (46,75%) quanto na intraoral (64,10%), seguida por contus&atilde;o e abras&atilde;o, respectivamente. Levando em considera&ccedil;&atilde;o todos os tipos de les&otilde;es, a regi&atilde;o intraoral foi a mais atingida (50,32%). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a19tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os traumatismos classificados como severos foram os mais frequentes (43,45%), seguidos dos leves (32,17%) e moderados (19,90%). A presen&ccedil;a de les&otilde;es em tecidos moles foi estatisticamente significante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; severidade do traumatismo (p&le;0,001) e &agrave; idade da crian&ccedil;a (p=0,004), no entanto, n&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo (<a href="#tab03">Tabela 3</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a19tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos de les&atilde;o em tecido mole de acordo com a idade pode ser observada na <a href="#fig01">Figura 1</a>, em que crian&ccedil;as de 0-12 meses apresentam mais lacera&ccedil;&atilde;o intraoral (56,25%), seguidas das crian&ccedil;as de 37-48 meses (35,48%), quando comparada com as demais les&otilde;es. A contus&atilde;o intraoral foi mais frequente entre crian&ccedil;as de 49-60 meses (33,33%), enquanto a lacera&ccedil;&atilde;o extraoral foi mais prevalente em crian&ccedil;as de 37-48 meses (32,25%). A abras&atilde;o intraoral foi a menos prevalente em todos os grupos et&aacute;rios, sendo a abras&atilde;o extraoral mais prevalente em crian&ccedil;as com mais de 60 meses (20,51%)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/a19fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados do presente estudo demonstraram que mais de 50% das crian&ccedil;as que sofreram traumatismo alveolodent&aacute;rio em dentes dec&iacute;duos apresentaram les&otilde;es em tecidos moles. Essa preval&ecirc;ncia foi semelhante &agrave; encontrada por Soares et al.<sup>4</sup> (2016) e Vuleti&#263; et al.<sup>12</sup> (2014), 56,2% e 55,5%, respectivamente, que tamb&eacute;m avaliaram crian&ccedil;as e adolescentes atendidos em centros especializados no atendimento de traumatismos em universidades, como no presente estudo. Em centros de emerg&ecirc;ncia ou hospitais, essa preval&ecirc;ncia foi um pouco maior, 62,8%<sup>13</sup> 61,68%<sup>14</sup> e 58%<sup>15</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Eyoboglu et al.<sup>16</sup> (2009) verificaram uma preval&ecirc;ncia de les&otilde;es em tecidos moles de 21%. Ela pode ter sido menor, comparada com a maioria dos estudos, inclusive com a preval&ecirc;ncia encontrada no presente estudo, porque as crian&ccedil;as, em sua maioria, foram levadas para atendimento tr&ecirc;s semanas depois da ocorr&ecirc;ncia do traumatismo, e as les&otilde;es em tecidos moles, por cicatrizarem mais rapidamente, podem n&atilde;o ter sido registradas. No entanto, as les&otilde;es em tecidos moles, normalmente, envolvem sangramento, o que faz com que a busca por atendimento seja imediata<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As crian&ccedil;as com idades entre 25 e 36 meses apresentaram a maior ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es em tecidos moles, assim como em outros estudos presentes na literatura<sup>4,5,12,14,15,17</sup>. Entretanto, Eyuboglu et al.<sup>16</sup> (2009) demonstraram que o maior &iacute;ndice de les&otilde;es ocorreu por volta dos 5 anos de idade. As les&otilde;es na faixa et&aacute;ria de 25 a 36 meses s&atilde;o mais frequentes devido &agrave; grande atividade da crian&ccedil;a, pois &eacute; nesse per&iacute;odo que elas aprendem a andar, correr e explorar os ambientes. O andar j&aacute; &eacute; fixo, entretanto, os reflexos ainda n&atilde;o s&atilde;o bem definidos<sup>12</sup>, o que permite que as quedas sejam corriqueiras, pois uma maior atividade aumenta tamb&eacute;m o n&uacute;mero de brincadeiras e o grau de periculosidade dessas<sup>15</sup>. A maior ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es ocorre na idade de 1 a 3 anos, pelo fato de as crian&ccedil;as n&atilde;o possu&iacute;rem uma coordena&ccedil;&atilde;o motora totalmente desenvolvida e estarem ganhando mobilidade e independ&ecirc;ncia<sup>12,18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria das les&otilde;es em tecidos moles aconteceu em meninos, por&eacute;m, a diferen&ccedil;a n&atilde;o foi estatisticamente significativa entre os sexos, assim como em outros estudos<sup>4,5,8,14-16</sup>. A maior preval&ecirc;ncia em meninos &eacute; resultado da hiperatividade bem como de brincadeiras com um n&iacute;vel de risco maior, o que propicia quedas mais frequentes e acarreta les&otilde;es<sup>5</sup>. Os meninos, normalmente, s&atilde;o mais agressivos, aventureiros e participam mais de atividades desportivas<sup>19</sup>. Entretanto, as meninas tamb&eacute;m podem apresentar uma maior preval&ecirc;ncia de inj&uacute;rias, pois, com idades entre 1 m&ecirc;s a 6 anos, ambos os sexos, est&atilde;o expostos a fatores de risco muito semelhantes<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, a les&atilde;o em tecido mole mais prevalente foi a lacera&ccedil;&atilde;o, tanto na regi&atilde;o extraoral (46,75%) quanto na intraoral (64,10%), seguida por contus&atilde;o e abras&atilde;o, respectivamente. Levando em considera&ccedil;&atilde;o todos os tipos de les&otilde;es, a regi&atilde;o intraoral foi a mais atingida (50,32%), concordando com resultados de outros estudos<sup>13-15,20</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Crian&ccedil;as muito pequenas apresentam dificuldades de se proteger das quedas de pr&oacute;pria altura devido &agrave; imaturidade dos n&iacute;veis de desenvolvimento e da coordena&ccedil;&atilde;o motora, o que pode contribuir para o maior n&uacute;mero de lacera&ccedil;&otilde;es. A lacera&ccedil;&atilde;o na l&iacute;ngua e nos l&aacute;bios, comumente, ocorre quando a crian&ccedil;a morde essas estruturas no momento em que a mand&iacute;bula encontra o ch&atilde;o ou outro objeto durante a queda, sem o adequado apoio dos bra&ccedil;os, uma vez que as crian&ccedil;as ainda n&atilde;o desenvolveram esse reflexo<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como as quedas est&atilde;o relacionadas &agrave;s lacera&ccedil;&otilde;es e s&atilde;o as principais causas de traumatismos alveolodent&aacute;rios, isso pode explicar o fato de a inj&uacute;ria de tecido mole mais prevalente tanto em meninas quanto em meninos ser a lacera&ccedil;&atilde;o<sup>14,16</sup>. Depois das quedas, as colis&otilde;es e os acidentes com movimento em meninas e as colis&otilde;es em esportes em meninos s&atilde;o as causas mais comuns<sup>8,15</sup>. As quedas ocorrem, normalmente, enquanto as crian&ccedil;as est&atilde;o brincando ou correndo, com ou sem supervis&atilde;o de adultos<sup>14</sup>. Sandalli et al.<sup>8</sup> (2005) salientam que fatores de risco como overjet, cobertura labial inadequada e o contexto socioecon&ocirc;mico contribuem para o aumento dos &iacute;ndices de lacera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Segundo Soares et al.<sup>4</sup> (2016), na regi&atilde;o extraoral, a contus&atilde;o e a abras&atilde;o s&atilde;o mais comuns para o l&aacute;bio superior, enquanto a lacera&ccedil;&atilde;o para o l&aacute;bio inferior. Na regi&atilde;o intraoral, a les&atilde;o mais frequente para l&aacute;bios e gengiva foi a lacera&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; sua localiza&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima &agrave; borda dos incisivos. Uma das limita&ccedil;&otilde;es do presente estudo foi apenas classificar as les&otilde;es em intraoral ou extraoral, sem definir onde essas inj&uacute;rias ocorreram (ex.: gengiva, l&aacute;bio, etc.), sendo, portanto, dif&iacute;cil tra&ccedil;ar compara&ccedil;&otilde;es com os estudos que realizam essa classifica&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dentes podem, indiretamente, traumatizar os l&aacute;bios, e a dire&ccedil;&atilde;o do impacto determina a natureza da les&atilde;o. Se o impacto &eacute; vertical, paralelo ao longo do eixo dos incisivos, a borda incisal pode penetrar em toda a espessura do l&aacute;bio, causando lacera&ccedil;&atilde;o; se a borda incisal atingir o objeto de impacto, tamb&eacute;m pode ocorrer fratura de coroa, que, normalmente, vem acompanhada de edema nos tecidos moles. Nesse caso, o tecido mole deve ser minuciosamente examinado, verificando se fragmentos dent&aacute;rios n&atilde;o se encontram nesses tecidos, sendo necess&aacute;rias radiografias para descartar tal possibilidade<sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, foi poss&iacute;vel verificar que, quanto mais severo foi o traumatismo, maior foi a ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es em tecidos moles. No entanto, n&atilde;o foi poss&iacute;vel fazer compara&ccedil;&otilde;es com outros estudos presentes na literatura, porque poucos estudos abordam a quest&atilde;o da severidade do traumatismo<sup>3,10,21</sup> e nenhum faz rela&ccedil;&atilde;o com as les&otilde;es em tecidos moles. No entanto, as les&otilde;es mais severas envolvem os tecidos de sustenta&ccedil;&atilde;o, que est&atilde;o associados a les&otilde;es em tecidos moles<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Wilson et al.<sup>15</sup> (1997) verificam que 40% das les&otilde;es em tecidos moles estavam presentes em crian&ccedil;as com menos de 7 anos, o dobro do percentual observado para crian&ccedil;as mais velhas, entre os quais as lacera&ccedil;&otilde;es foram verificadas em 21% dos casos de les&otilde;es dos tecidos moles. No presente estudo, as lacera&ccedil;&otilde;es intraorais ocorreram mais em crian&ccedil;as de 0-12 meses, seguidas das crian&ccedil;as de 37-48 meses. A abras&atilde;o intraoral foi a menos prevalente em todos os grupos et&aacute;rios, sendo a abras&atilde;o extraoral mais prevalente em crian&ccedil;as com mais de 60 meses. Soares et al.<sup>4</sup> (2016) tamb&eacute;m identificaram que as les&otilde;es intraorais foram mais comuns em crian&ccedil;as de 0-3 anos, comparadas com les&otilde;es extraorais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Normalmente, as les&otilde;es em tecidos moles s&atilde;o acompanhadas por inj&uacute;rias dent&aacute;rias e, nesse caso, o recomendado &eacute; tratar as les&otilde;es dent&aacute;rias primeiro, promovendo uma manipula&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima nos tecidos moles<sup>22</sup>. No entanto, esses tecidos devem receber a mesma aten&ccedil;&atilde;o, com inspe&ccedil;&atilde;o e tratamento adequados para cada situa&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup>. &Eacute; indispens&aacute;vel que se realize a descontamina&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o, a verifica&ccedil;&atilde;o da sua origem e extens&atilde;o, al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o da necessidade de antibi&oacute;tico, debridamento, limpeza dos ferimentos, reposicionamento e sutura dos tecidos lesados. O tratamento se faz necess&aacute;rio para acelerar o processo de recupera&ccedil;&atilde;o, evitando infec&ccedil;&otilde;es e outras poss&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es<sup>6</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Conclus&otilde;es</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mais de 50% dos pacientes que sofrem inj&uacute;rias dent&aacute;rias tamb&eacute;m apresentam les&otilde;es em tecidos moles, as quais est&atilde;o relacionadas com a idade da crian&ccedil;a e a severidade do traumatismo. Sendo assim, &eacute; necess&aacute;rio ressaltar a import&acirc;ncia do exame e do tratamento das les&otilde;es em tecidos moles, quando da ocorr&ecirc;ncia de traumatismos alveolodent&aacute;rios.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Nogueira AJS, Melo CB, Faria PJV, Nogueira RGM, Sampaio AMS. Preval&ecirc;ncia de traumatismos dos dentes dec&iacute;duos em crian&ccedil;as da faixa et&aacute;ria de 0 &agrave; 5 anos. JBP Rev Ibero-Am Odontopediatr Odontol Beb&ecirc; 2004;7(37):266-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=187193&pid=S1413-4012201600030001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Wendt FP, Torriani DD, Assun&ccedil;&atilde;o MC, Romano AR, Bonow MLM, Costa CT, et al. Traumatic dental injuries in primary dentition: epidemiological study among preschool children in South Brazil. Dent Traumatol 2010;26:168-73. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Costa VPP, Bertoldi AD, Baldissera EZ, Goettems ML, Correa MB, Torriani DD. Traumatic dental injuries in primary teeth: severity and related factors observed at a specialist treatment centre in Brazil. Eur Arch Paediatr Dent 2014;15(2):83-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">4. Soares TRC, Barbosa ACU, Oliveira SNS, Oliveira EM, Risso PA, Maia LC. Prevalence of soft tissue injuries in pediatric patients and its relationship with the quest for treatment. Dent Traumatol 2016;32:48-51. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Choi SC, Park JH, Pae A, Kim JR. Retrospective study on traumatic dental injuries in preschool children at Kyung Hee Dental Hospital, Seoul, South Korea. Dent Traumatol 2010; 26:70-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Kramer PF, Feldens CA. Traumatismo na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;duapreven&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico e tratamento. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 2013. p. 336. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Cavalcanti AL, Valen&ccedil;a AMG, Duarte RC. O odontopediatra diante de maus tratos Infantis &ndash; diagn&oacute;stico e conduta. J Bras Odontopediatr Odontol Beb&ecirc; 2000;3(16):451-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Sandalli N, Cildir S, Guler N. Clinical investigation of traumatic injuries in Yeditepe University, Turkey during the last 3 years. Dent Traumatol 2005;21:188-94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Andreasen JO, Andreasen FM. Texto e atlas colorido de traumatismo dental. Porto Alegre: Art Med; 2001. p. 770. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Oikarinen K, Kassila O. Causes and types of traumatic tooth injuries treated in a public dental health clinic. Endod Dent Traumatol 1987;3:172-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Malmgren B, Andreasen JO, Flores MT, Robertson A, Di- Angelis AJ, Andersson L, et al. Guidelines for the Management of Traumatic Dental Injuries: 3. Injuries in the Primary Dentition. Pediatr Dent 2016;38(6):377-85. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Vuleti&#263; M, &Scaron;kari&#269;i&#263; J, Batinjan G, Trampu&scaron; Z, Bagi&#263; IC, Juri&#263; H. A retrospective study on traumatic dental and softtissue injuries in preschool children in Zagreb, Croatia. Bosn J Basic Med Sci 2014;14(1):12-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. O'Neil DW, Clark MV, Lowe JW, Harrington MS. Oral trauma in children: a hospital survey. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1989;68:691-6. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">14. Shayegan A, Maertelaer V, Abbeele AV. The prevalence of traumatic dental injuries: a 24-month Survey. J Dent Child 2007;74:194-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Wilson S, Smith GA, Preisch J, Casamassimo OS. Epidemiology of dental trauma treated in an urban pediatric emergency department. Pediatr Emerg Care 1997; 13(1):12-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Eyuboglu O, Zehir YYC, Sahin H. A 6-year investigation into types of dental trauma treated in a paediatric dentistry clinic in Eastern Anatolia Region, Turkey. Dent Traumatol 2009;25:110-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Andreasen JO, Andreasen FM, Bakland LK, Flores MT. Traumatic dental injuries &ndash; a manual. Copenhagen: January 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Andreasen JO, Ravn JJ. Epidemiology of traumatic dental injuries to primary and permanent teeth in a Danish population sample. Int J Oral Surg 1972;1(5):235-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Lombardi S, Sheller B, Williams BJ. Diagnosis and treatment of dental trauma in a children's hospital. Pediatr Dent 1998;20(2):112-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Al-Jundi SH. The importance of soft tissue examination in traumatic dental injuries: a case report. Dent Traumatol 2010;26:509-11. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Skaare AB, Jacobsen I. Primary tooth injuries in Norwegian children (1-8 years). Dent Traumatol 2005;21:315-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Andreassen JO, Andreassen FM, Andersson L. Textbook and color atlas of traumatic injuries to the teeth. 2007.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v21n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Vanessa Polina Pereira Costa     <br>UnB - Campus Darcy Ribeiro     <br>70910-900 - Asa Norte, Bras&iacute;lia &ndash; DF    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:polinatur@yahoo.com.br" target="_blank">polinatur@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 12/12/2106<br/> Aceito: 20/03/2017</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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