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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da produção científica em Odontologia no nordeste brasileiro com base em um congresso odontológico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To establish the scenario of dental research in the Brazilian Northeastern Region, as based on data from a dentistry conference. Materials and Methods: A cross-sectional study was performed based on the indirect review of the abstracts published in the annals of the 27th Annual Meeting of the Brazilian Association for Dental Research (SBPqO), held in 2010. Three-hundred-and-three abstracts were evaluated and classified according to the state of origin, institution, scientific area, study design, financial support, and research funding agency. Data were collected by two examiners, who applied a specific data questionnaire form. The data were organized and analyzed by the Epi Info v. 3.5.1 software, and presented by descriptive and analytical statistics. The Chi-square test was used for bivariate analyses (p<0.05). Results: Studies in the areas of Preventive and Community Dentistry (24.8%) and Dental Materials (23.4%) were the most prevalent. Paraíba State produced the largest number of scientific studies (31%). Regarding the study design, 49.5% were laboratory studies, only 6% of which used experimental animals, while 38% mentioned the use of human and animal teeth. It was found that 27.4% of the studies had financial support from official institutions, 66.3% granted by CNPq. A statistically significant difference could be observed between the financial support from public and private institutions (p=0.036), but no significant difference could be observed between that from federal and state institutions (p=0.430). Conclusion: The state of Paraiba stands out in the Brazilian Northeastern Region in the production of scientific knowledge in Dentistry published in the annals of the 27th Annual Meeting of the Brazilian Association for Dental Research (SBPqO), with public institutions prevailing as the foremost producers of scientific studies. A greater participation of the funding agencies is required to produce research with a greater scientific potential.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></a><a name="top"/><B>An&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em Odontologia no nordeste brasileiro com base em um congresso odontol&oacute;gico</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Analysis of the scientific production in dentistry in the Brazilian northeastern region based on data from a dentistry conference</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alidianne F&aacute;bia Cabral Xavier<sup>I</sup>; Amanda L&uacute;cio do &Oacute; Silva<sup>II</sup>; Alessandro Leite Cavalcanti<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Universidade Estadual da Para&iacute;ba (UEPB), Campina Grande, PB, Brasil    <br> <sup>II</sup> Curso de Odontologia, Universidade Estadual da Para&iacute;ba (UEPB), Campina Grande, PB, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contato: alidianne.fabia@gmail.com, amanda_do_o@hotmail.com, dralessandro@ibest.com.br</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Autor correspondente</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Tra&ccedil;ar um panorama do perfil da pesquisa odontol&oacute;gica no nordeste brasileiro com base em um congresso odontol&oacute;gico. Materiais e M&eacute;todos: Realizou-se um estudo transversal, por meio da observa&ccedil;&atilde;o indireta dos resumos publicados nos anais da 27&ordf; SBPqO, realizada no ano de 2010. Foram avaliados 303 resumos, sendo estes caracterizados de acordo com o estado de origem, tipo de institui&ccedil;&atilde;o, &aacute;rea de conhecimento, desenho do estudo, recebimento de fomento e ag&ecirc;ncia financiadora. A coleta foi realizada por dois examinadores, sendo o instrumento de registro dos dados um formul&aacute;rio espec&iacute;fico. As informa&ccedil;&otilde;es foram organizadas e analisadas com o software Epi Info vers&atilde;o 3.5.1 e apresentadas por meio da estat&iacute;stica descritiva e anal&iacute;tica. Para as an&aacute;lises bivariadas, utilizou-se o teste do Qui-quadrado (p&lt;0,05). Resultados: Pesquisas nas &aacute;reas de Odontologia Preventiva e Social (24,8%) e Materiais Odontol&oacute;gicos (23,4%) foram as mais prevalentes. O estado da Para&iacute;ba apresentou uma maior concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica com um total de 31% dos trabalhos. Quanto ao desenho do estudo constatou-se que 49,5% foram pesquisas laboratoriais, sendo que apenas 6% destas utilizaram animais, enquanto 38% fizeram men&ccedil;&atilde;o ao emprego de dentes humanos e de animais. No que se refere ao recebimento de fomento, observou-se que 27,4% receberam apoio de &oacute;rg&atilde;os governamentais, sendo o CNPq respons&aacute;vel pela maioria do financiamento (66,3%). Verificou-se uma diferen&ccedil;a significativa quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o do fomento entre as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e particulares (p=0,036), sem existir, entretanto, diferen&ccedil;a entre as federais e estaduais (p=0,430). Conclus&atilde;o: O Estado da Para&iacute;ba sobressai-se na regi&atilde;o Nordeste quanto &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico na &aacute;rea da Odontologia, existindo um predom&iacute;nio das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas como principais celeiros cient&iacute;ficos. Faz-se necess&aacute;rio uma maior participa&ccedil;&atilde;o de ag&ecirc;ncias financiadoras a fim de possibilitar a execu&ccedil;&atilde;o de pesquisas com maior potencial de evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Pesquisa em odontologia. Fontes de financiamento de pesquisa. Resumos de reuni&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aim: To establish the scenario of dental research in the Brazilian Northeastern Region, as based on data from a dentistry conference. Materials and Methods: A cross-sectional study was performed based on the indirect review of the abstracts published in the annals of the 27th Annual Meeting of the Brazilian Association for Dental Research (SBPqO), held in 2010. Three-hundred-and-three abstracts were evaluated and classified according to the state of origin, institution, scientific area, study design, financial support, and research funding agency. Data were collected by two examiners, who applied a specific data questionnaire form. The data were organized and analyzed by the Epi Info v. 3.5.1 software, and presented by descriptive and analytical statistics. The Chi-square test was used for bivariate analyses (p&lt;0.05). Results: Studies in the areas of Preventive and Community Dentistry (24.8%) and Dental Materials (23.4%) were the most prevalent. Para&iacute;ba State produced the largest number of scientific studies (31%). Regarding the study design, 49.5% were laboratory studies, only 6% of which used experimental animals, while 38% mentioned the use of human and animal teeth. It was found that 27.4% of the studies had financial support from official institutions, 66.3% granted by CNPq. A statistically significant difference could be observed between the financial support from public and private institutions (p=0.036), but no significant difference could be observed between that from federal and state institutions (p=0.430). Conclusion: The state of Paraiba stands out in the Brazilian Northeastern Region in the production of scientific knowledge in Dentistry published in the annals of the 27th Annual Meeting of the Brazilian Association for Dental Research (SBPqO), with public institutions prevailing as the foremost producers of scientific studies. A greater participation of the funding agencies is required to produce research with a greater scientific potential.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Dental research. Research funding. Meeting abstracts.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica na &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de tem apresentado um not&aacute;vel crescimento fazendo com que o Brasil situe-se entre os 25 pa&iacute;ses mais produtivos do mundo. O mesmo padr&atilde;o de crescimento e relev&acirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica tamb&eacute;m tem sido identificado especificamente na &aacute;rea da Odontologia<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os principais produtos cient&iacute;ficos gerados, destaca-se a publica&ccedil;&atilde;o de artigos cient&iacute;ficos em peri&oacute;dicos de reconhecido m&eacute;rito e a apresenta&ccedil;&atilde;o de resumos em importantes eventos cient&iacute;ficos<sup>2</sup>. O relato de pesquisas na forma de resumos em reuni&otilde;es cient&iacute;ficas profissionais &eacute; reconhecidamente uma parte importante no processo de interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. As apresenta&ccedil;&otilde;es nesses f&oacute;runs permitem uma exposi&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o de profissionais em linhas de pesquisa, apresenta&ccedil;&atilde;o de dados preliminares de pesquisas ou mesmo a divulga&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de resultados de estudos finalizados<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre os eventos realizados no pa&iacute;s inclui-se a Reuni&atilde;o Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontol&oacute;gica (SBPqO), que se constitui no principal acontecimento de car&aacute;ter cient&iacute;fico nacional<sup>2,3</sup>. A SBPqO &eacute; uma Divis&atilde;o da International Association for Dentistry Research (IADR) e realiza reuni&otilde;es anuais desde 1983. As pesquisas apresentadas durante esses encontros servem como refer&ecirc;ncia para tra&ccedil;ar o perfil da pesquisa odontol&oacute;gica desenvolvida no pa&iacute;s<sup>4</sup>. Durante a SBPqO s&atilde;o apresentados trabalhos previamente selecionados, oriundos das diferentes regi&otilde;es do Brasil e abrangendo todas as &aacute;reas do conhecimento em odontologia<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O novo modelo curricular do curso de Odontologia vigente na maioria das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior brasileiras privilegia a pr&aacute;tica da pesquisa, estimulando e incentivando alunos e professores a contribu&iacute;rem para a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nacional<sup>6</sup>. Nessa perspectiva, tem sido observado que as maiores respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no Brasil s&atilde;o as Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior, particularmente aquelas localizadas nas regi&otilde;es Sudeste e Sul do pa&iacute;s<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios foram os estudos<sup>4,5,7</sup> que buscaram analisar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira na &aacute;rea de Odontologia. Todavia, n&atilde;o existem trabalhos que procuraram caracterizar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de acordo com as regi&otilde;es do pa&iacute;s. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desse modo, sabendo que a pesquisa odontol&oacute;gica brasileira &eacute; vista como uma das mais respeitadas no meio cient&iacute;fico internacional<sup>4</sup> e em face da aus&ecirc;ncia de estudos regionais este trabalho objetivou tra&ccedil;ar o perfil da pesquisa odontol&oacute;gica desenvolvida na regi&atilde;o nordeste do Brasil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizou-se um estudo transversal, por meio da observa&ccedil;&atilde;o indireta dos resumos publicados no Livro de Resumos da 27&ordf; Reuni&atilde;o Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontol&oacute;gica &ndash; SBPqO, realizada no ano de 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O universo foi composto por um total de 2.943 resumos. Os crit&eacute;rios estabelecidos para inclus&atilde;o na amostra foram: 1) estudos necessariamente desenvolvidos nos estados da regi&atilde;o Nordeste (Alagoas, Bahia, Cear&aacute;, Maranh&atilde;o, Para&iacute;ba, Pernambuco, Piau&iacute;, Rio Grande do Norte e Sergipe); 2) trabalhos cient&iacute;ficos aprovados para apresenta&ccedil;&atilde;o na modalidade painel das categorias iniciante, aspirante e efetivo, assim como os categorizados como f&oacute;rum cient&iacute;fico, pesquisa odontol&oacute;gica em a&ccedil;&atilde;o coletiva, pesquisador iniciante em odontologia e pr&ecirc;mio incentivo &agrave; pesquisa. Exclu&iacute;ram-se, portanto, os pain&eacute;is da categoria Hatton e Pesquisa em Ensino, totalizando 79 trabalhos. Os trabalhos da categoria Hatton foram exclu&iacute;dos por estarem no idioma ingl&ecirc;s, enquanto que os da modalidade Pesquisa em Ensino por serem destinados a estudos que contribuam para o aprimoramento do ensino odontol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estabeleceram-se como dimens&otilde;es de an&aacute;lise as seguintes vari&aacute;veis: (1) estado nordestino, no qual a pesquisa foi desenvolvida, (2) &aacute;rea do conhecimento, (3) desenho do estudo, (4) uso de animais, (5) uso de dentes, (6) institui&ccedil;&atilde;o de origem (Federal, Estadual ou Privada), (7) recebimento de fomento e (8) ag&ecirc;ncia financiadora. Com rela&ccedil;&atilde;o ao desenho do estudo, adotou-se a classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Fletcher &amp; Fletcher<sup>8</sup> que compreende: estudo transversal, pesquisa laboratorial, ensaio cl&iacute;nico randomizado, ensaio cl&iacute;nico n&atilde;o randomizado, coorte e caso controle, revis&atilde;o sistem&aacute;tica e metan&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A coleta foi realizada, por dois examinadores previamente treinados, no per&iacute;odo de Outubro a Novembro de 2010, sendo o instrumento para registro dos dados um formul&aacute;rio espec&iacute;fico. Havendo diverg&ecirc;ncia entre os pesquisadores com rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de estudo, um terceiro examinador avaliava a classifica&ccedil;&atilde;o. Todavia, quando os tr&ecirc;s examinadores discordavam entre si, o tipo de estudo foi determinado consensualmente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram organizados e analisados com o aux&iacute;lio do software Epi Info vers&atilde;o 3.5.1 (Centers for Disease Control and Prevention, Atlanta, USA), e apresentados por meio da estat&iacute;stica descritiva (frequ&ecirc;ncias absoluta e percentual). A an&aacute;lise bivariada foi realizada por meio do teste param&eacute;trico do Qui-quadrado, sendo empregado um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra foi composta por 303 resumos, representando 10,3% do total de trabalhos. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea, observou-se que estudos envolvendo a Odontologia Preventiva e Social foram os mais prevalentes (24,8%), seguido de pesquisas na &aacute;rea de Materiais Odontol&oacute;gicos (23,4%). Em contrapartida, apenas cinco (1,7%) pesquisas foram referentes &agrave; ortodontia e &agrave; histologia (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n3/a03tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab02">Tabela 2</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos trabalhos de acordo com o estado nordestino, sendo poss&iacute;vel verificar que a Para&iacute;ba foi respons&aacute;vel por 31% da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Em seguida, aparecem os estados do Rio Grande do Norte e do Cear&aacute; com 22,4% e 15,2% das pesquisas, respectivamente. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n3/a03tab02.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao desenho do estudo, sobressa&iacute;ramse as pesquisas laboratoriais representando quase que metade da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica analisada (49,5%), seguida dos estudos transversais, os quais corresponderam a 38,3% do total. Estudos referentes &agrave; Revis&atilde;o Sistem&aacute;tica e Metan&aacute;lise corresponderam apenas a 0,7% (<a href="#tab03">Tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n3/a03tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dentre as pesquisas laboratoriais, um total de nove estudos (6%) utilizaram animais de pequeno porte em seus experimentos, sendo os ratos empregados em 88,9% (n=8) e o coelho em 11,1% (n = 1) dos casos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um total de 38% dos resumos fez men&ccedil;&atilde;o ao emprego de dentes humanos e de animais em seus ensaios laboratoriais, existindo, entretanto, um predom&iacute;nio do uso de dentes humanos (70,2%), conforme apresentado na <a href="#tab04">Tabela 4</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n3/a03tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; presen&ccedil;a de financiamento, menos de um ter&ccedil;o dos trabalhos (27,4%) mencionou o recebimento de fomento de &oacute;rg&atilde;os institucionais de apoio &agrave; pesquisa. Dentre as ag&ecirc;ncias financiadoras est&atilde;o o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico - CNPq (66,3%) e a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior - CAPES (12%), conforme apresentado na <a href="#tab05">Tabela 5</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n3/a03tab05.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao se analisar a distribui&ccedil;&atilde;o dos trabalhos de acordo com o tipo de Institui&ccedil;&atilde;o de Ensino Superior (IES), observou-se que a maior parcela da produ&ccedil;&atilde;o adv&eacute;m de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas (80,9%). As universidades federais congregaram 83,3% da produ&ccedil;&atilde;o, enquanto que 19,1% foram referentes a trabalhos oriundos das institui&ccedil;&otilde;es particulares. Observa-se que dos trabalhos que mencionaram o recebimento de fomento, 89,2% eram provenientes das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. A an&aacute;lise bivariada entre o tipo de institui&ccedil;&atilde;o e o recebimento de fomento (<a href="#tab06">Tabela 6</a>) mostrou haver uma diferen&ccedil;a estatisticamente significante (p=0,036). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab06"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n3/a03tab06.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tocante ao tipo de institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e o recebimento de fomento n&atilde;o se verificou diferen&ccedil;a estatisticamente significante, contudo, as institui&ccedil;&otilde;es federais t&ecirc;m 1,4 vezes mais chances de terem suas pesquisas financiadas do que as institui&ccedil;&otilde;es estaduais (<a href="#tab07">Tabela 7</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab07"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n3/a03tab07.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Dados recentes mostram que a produ&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira se destaca em termos mundiais e ocupa o 17&ordm; lugar na lista de pa&iacute;ses mais ativos. No entanto, merece ressalva a ineg&aacute;vel constata&ccedil;&atilde;o de que uma das mudan&ccedil;as mais significativas no panorama da pesquisa cient&iacute;fica &eacute; o fato de o Brasil ocupar a nona posi&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses que apresentam maior dinamismo em termos percentuais de crescimento entre os anos de 1991 a 2003<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, a an&aacute;lise da distribui&ccedil;&atilde;o mundial da pesquisa em sa&uacute;de &eacute; feita atrav&eacute;s de dados que revelam que a maior parte (90,4%) da produ&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gica est&aacute; concentrada em 42 pa&iacute;ses de renda alta, sendo os Estados Unidos, o Reino Unido, o Jap&atilde;o, a Alemanha e a Fran&ccedil;a os cinco representantes mais produtivos e detentores de 72,5% da produ&ccedil;&atilde;o total. O Brasil faz parte de um grupo, que cont&eacute;m China, R&uacute;ssia, Turquia e &Aacute;frica do Sul, respons&aacute;vel por apenas 5,4% dos 27,5% restantes da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica global<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Especificamente na Odontologia, s&atilde;o poucos os relatos sobre a quantidade e a qualidade dos trabalhos cient&iacute;ficos realizados em &acirc;mbito nacional<sup>2-5,7</sup> e local11, embora haja um crescimento gradativo do interesse por esses estudos nos &uacute;ltimos anos, permitindo tra&ccedil;ar um diagn&oacute;stico mais preciso do que se produz no pa&iacute;s5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo que reduzidos levantamentos tenham sido efetuados com o objetivo de se avaliar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do cen&aacute;rio brasileiro, para Guimar&atilde;es et al.<sup>12</sup> inegavelmente, h&aacute; uma concentra&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica do parque cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico nacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, foi poss&iacute;vel constatar que a regi&atilde;o Nordeste congregou apenas 10,3% da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira, valor pass&iacute;vel de compara&ccedil;&atilde;o ao 7,2% evidenciado por Cavalcanti et al.<sup>7</sup>. Al&eacute;m destes autores, Aquino et al.<sup>2</sup> observaram que a produ&ccedil;&atilde;o est&aacute; concentrada na regi&atilde;o sudeste do pa&iacute;s, onde S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os estados que mais se destacaram no cen&aacute;rio nacional. Por outro lado, nesta pesquisa foi visto que na regi&atilde;o Nordeste, o estado da Para&iacute;ba concentrou a maior parcela da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica desta regi&atilde;o, enquanto que o estado do Piau&iacute; reuniu apenas 1,3%. Dessa forma, embora todos os estados da regi&atilde;o Nordeste tenham sido representados, observa-se a exist&ecirc;ncia de uma grande disparidade entre estes, o que possivelmente pode estar associado &agrave;s desigualdades de distribui&ccedil;&atilde;o das bolsas de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e a concentra&ccedil;&atilde;o de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta investiga&ccedil;&atilde;o houve uma preponder&acirc;ncia de pesquisas relacionadas &agrave; &aacute;rea da Odontologia Preventiva e Social e de Materiais Odontol&oacute;gicos. Esta constata&ccedil;&atilde;o se assemelha aos resultados obtidos por outros estudos<sup>2-4,7</sup>. No entanto, contrariamente a estes achados, Dias, Narvai &amp; R&ecirc;go<sup>5</sup> ao realizarem um levantamento dos trabalhos apresentados nos anos de 2001 a 2006 na SBPqO, observaram um predom&iacute;nio de pesquisas cl&iacute;nicas ou com sujeitos coletivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos laboratoriais representaram praticamente a metade da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do Nordeste, fato que se deve provavelmente a facilidade e rapidez de execu&ccedil;&atilde;o destas pesquisas, haja vista que n&atilde;o s&atilde;o raros os estudos comparando duas condi&ccedil;&otilde;es experimentais com um n&uacute;mero reduzido de esp&eacute;cimes<sup>3</sup>. Esse tipo de investiga&ccedil;&atilde;o pode reduzir o grau de subjetividade na aferi&ccedil;&atilde;o dos dados e proporcionar par&acirc;metros para compara&ccedil;&atilde;o dos resultados<sup>13</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferentes esp&eacute;cies animais s&atilde;o usadas em experimentos cient&iacute;ficos. As mais comumente utilizadas em pesquisas na &aacute;rea de sa&uacute;de compreendem animais de pequeno porte como os ratos, coelhos, c&atilde;es e camundongos<sup>14-16</sup>. Na presente investiga&ccedil;&atilde;o, foi poss&iacute;vel observar o relato de estudos que utilizaram ratos e coelhos em seus experimentos. N&atilde;o obstante, tamb&eacute;m &eacute; cada vez mais comum o uso de dentes (humanos e n&atilde;o-humanos) em pesquisas experimentais, como verificado neste levantamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pesquisas de corte transversal corresponderam a um total de 38,3%, resultado este superior aos 29,7% identificados por Poletto &amp; Faraco J&uacute;nior<sup>17</sup>. A observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e a pesquisa laboratorial se integram aos estudos epidemiol&oacute;gicos, formando um trip&eacute; que sustenta os conhecimentos utilizados para os programas de sa&uacute;de<sup>18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adicionalmente, tem sido valorizada a id&eacute;ia de que as pr&aacute;ticas na &aacute;rea da sa&uacute;de devem ser embasadas em evid&ecirc;ncias fidedignas, que seriam aquelas produzidas por rigoroso protocolo e metodologia apropriada, entre as quais figuram as revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e metan&aacute;lises<sup>19,20</sup>. Apesar da incontest&aacute;vel import&acirc;ncia destes estudos, o n&uacute;mero de investiga&ccedil;&otilde;es desenvolvidas com tal rigor metodol&oacute;gico ainda est&aacute; muito aqu&eacute;m do que se espera, pois conforme evidenciado nesta pesquisa h&aacute; um baixo n&uacute;mero de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e metan&aacute;lises desenvolvidas por IES da regi&atilde;o Nordeste, posto que menos de 1% dos trabalhos correspondiam a essas pesquisas. Estes dados refletem a necessidade de melhorar a qualidade dos trabalhos cient&iacute;ficos, em conformidade com o n&iacute;vel de hierarquia da odontologia baseada em evid&ecirc;ncia<sup>21</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste contexto, o financiamento de pesquisas se reveste de consider&aacute;vel import&acirc;ncia, pois mesmo com uma crescente expans&atilde;o dos cursos de p&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o, e consequentemente com um expressivo aumento de financiamento, este se apresenta restrito e insuficiente, conforme os achados desta pesquisa que apontam um percentual de apenas 27,4% de trabalhos executados mediante o recebimento de aux&iacute;lio financeiro. V&aacute;rios outros pesquisadores j&aacute; haviam reportado a ocorr&ecirc;ncia reduzida de recursos destinados ao financiamento de pesquisa cient&iacute;fica, especialmente na &aacute;rea de Odontologia<sup>2,4,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre aqueles trabalhos que haviam recebido recursos, a maioria dos aux&iacute;lios financeiros foi obtida por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq). Contudo, a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) e as Funda&ccedil;&otilde;es Estaduais de Amparo &agrave; Pesquisa (FAPs) tamb&eacute;m foram respons&aacute;veis pelo fomento de trabalhos, por&eacute;m em menor percentual. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Torna-se oportuno destacar que a an&aacute;lise dos resumos que fizeram men&ccedil;&atilde;o a uma ag&ecirc;ncia financiadora, n&atilde;o permitiu identificar as pesquisas que foram realizadas mediante a concess&atilde;o de bolsas de mestrado e doutorado ou aqueles estudos que tiveram financiamento do projeto de pesquisa. Logo, ambas as modalidades foram consideradas nesta investiga&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verificou-se uma diferen&ccedil;a significativa quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o do fomento entre as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e particulares. Para Bortolozzi &amp; Gremski<sup>22</sup> os &oacute;rg&atilde;os de fomento de ci&ecirc;ncia e tecnologia h&aacute; muito t&ecirc;m adotado pol&iacute;ticas que tentam reduzir o desequil&iacute;brio regional, mas de acordo com Cavalcanti et al.<sup>7</sup> h&aacute; necessidade de maiores investimentos em pesquisa, al&eacute;m de uma distribui&ccedil;&atilde;o mais igualit&aacute;ria dos que fazem ci&ecirc;ncia possibilitando uma produ&ccedil;&atilde;o mais democr&aacute;tica do conhecimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, toda uma comunidade que lida com a constru&ccedil;&atilde;o e o progresso da ci&ecirc;ncia, se beneficia dos resultados de cada investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, na medida em que faz alavancar esse progresso<sup>5,23</sup>. O desenvolvimento da pesquisa cient&iacute;fica, portanto, apresenta um importante papel para a gera&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos, novas tecnologias e para o desenvolvimento do esp&iacute;rito cr&iacute;tico e reflexivo na forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica do profissional<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; importante destacar uma limita&ccedil;&atilde;o do presente trabalho que foi o fato de o estudo contemplar, exclusivamente, a an&aacute;lise dos resumos da SBPqO, que apesar de constituir-se em um congresso de excel&ecirc;ncia na pesquisa, n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico que pode representar o panorama nacional da pesquisa brasileira e/ou nordestina. Existem outros eventos cient&iacute;ficos em diferentes &aacute;reas do conhecimento, a exemplo do Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva (ABRASCO), do Congresso Brasileiro de Epidemiologia, dentre outros eventos. No entanto, a despeito dessa limita&ccedil;&atilde;o, os resultados aqui descritos retratam com fidedignidade o perfil da pesquisa cient&iacute;fica em Odontologia produzidos nas diferentes Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior brasileiras, sendo de extrema relev&acirc;ncia para o planejamento de a&ccedil;&otilde;es em ci&ecirc;ncia e tecnologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Face ao exposto, o desafio a ser vencido &eacute; sobrepujar as limita&ccedil;&otilde;es e dificuldades de toda ordem, impostas muitas vezes pelas condi&ccedil;&otilde;es adversas como a falta de apoio governamental e institucional, a car&ecirc;ncia de infra-estrutura adequada e de financiamentos, permitindo que os estados do Nordeste al&eacute;m de divulgarem seus achados em eventos de cunho cient&iacute;fico, sobretudo os publique em peri&oacute;dicos de alto impacto, de forma que o progresso da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nordestina em termos quantitativos seja acompanhado por melhorias no componente qualitativo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O Estado da Para&iacute;ba sobressai-se na regi&atilde;o Nordeste quanto &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico na &aacute;rea da Odontologia apresentado na 27&ordf; Reuni&atilde;o da SBPqO, existindo um predom&iacute;nio das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas como principais celeiros cient&iacute;ficos. Faz-se necess&aacute;rio uma maior participa&ccedil;&atilde;o de ag&ecirc;ncias financiadoras a fim de possibilitar a execu&ccedil;&atilde;o de pesquisas com maior potencial de evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica.</font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Guimar&atilde;es JA. A pesquisa m&eacute;dica e biom&eacute;dica no Brasil. Compara&ccedil;&otilde;es com o desempenho cient&iacute;fico brasileiro e mundial. Cien Saude Colet. 2004; 9:303-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=011373&pid=S1516-0939201100030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Aquino SN, Martelli DRB, Bonan PRF, Laranjeira AL, J&uacute;nior MH. Produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica odontol&oacute;gica e rela&ccedil;&atilde;o com ag&ecirc;ncias de financiamento de pesquisa. Arq Odontol. 2009; 45:142-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Leles CR, Rocha SS, Sim&otilde;es PA, Compagnoni MA. Taxa de publica&ccedil;&atilde;o, na forma de artigos completos, de resumos apresentados em evento cient&iacute;fico de pesquisa odontol&oacute;gica. Rev Odontol UNESP. 2006; 35:141-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Cormack EF, Silva Filho CF. A pesquisa cient&iacute;fica odontol&oacute;gica no Brasil. Rev Assoc Paul Cir Dent. 2000; 54:242-7.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Dias AA, Narvai PC, R&ecirc;go DM. Tend&ecirc;ncias da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em odontologia no Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2008; 24:54-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Cavalcanti AL. introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; pesquisa aplicada &agrave; odontologia: bases para a inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Publicatio UEPG. 2003; 9:45-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Cavalcanti AL, Melo TRNB, Barroso KMA, Souza FEC, Maia AMA, Silva ALO. Perfil da pesquisa cient&iacute;fica em odontologia realizada no Brasil. Pesq Bras Odontoped Clin Integr. 2004; 4:99-104. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Fletcher RH, Fletcher SW. Clinical epidemiology: the essentials. 4thed. Baltimore: Lippincott Williams &amp; Wilkins, 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Glanzel W, Leta J, Thijs B. Science in Brazil. Part 1: a macro-level comparative study. Scientometrics. 2006; 67:67-86. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Paraje G, Sadana R, Karam G. Increasing international gaps in health related publications. Science. 2005; 308:959-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Vieira J&uacute;nior JR, Martelli DRB, Bonan PRF, Silveira MF, Martelli H. Pesquisa odontol&oacute;gica no estado de Minas Gerais - Brasil: rela&ccedil;&atilde;o entre a FAPEMIG e a produtividade cient&iacute;fica. Arq Odontol. 2008; 44:11-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Guimar&atilde;es R, Louren&ccedil;o R, Cosac S. A pesquisa em epidemiologia no Brasil. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 2001; 35:321-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Freire MCM, Patussi MP. Tipos de estudos. In: Estrela C. Metodologia cient&iacute;fica: ensino e pesquisa em odontologia. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas, 2001. p.121-43. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Schanaider A, Silva PC. Uso de animais em cirurgia experimental. Acta Cir Bras. 2004; 19:441-7. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Fagundes DJ, Taha M. Modelo animal de doen&ccedil;a: crit&eacute;rios de escolha e esp&eacute;cies de animais de uso corrente. Acta Cir Bras. 2004; 19:59-65. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Cavalcanti AL, Lucena RN, Martins VM, Granville-Garcia AF. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da pesquisa odontol&oacute;gica experimental em animais. RGO. 2009; 57:93-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Polleto VC, Faraco Junior IM. Bibliometric study of articles published in a Brazilian journal of pediatric dentistry. Braz Oral Res. 2010; 24:83-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Antunes JLF, Peres MA. Epidemiologia da sa&uacute;de bucal. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan; 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Justo LP, Soares BGO, Calil HM. Revis&atilde;o sistem&aacute;tica, metan&aacute;lise e medicina baseada em evid&ecirc;ncias: considera&ccedil;&otilde;es conceituais. J Bras Psiquiatr. 2005; 54:242-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Sutherland SE. An introduction to systematic reviews. J Evid Based Dent Pract. 2004; 4:47-51. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.Susin C, R&ouml;sing CK. Praticando odontologia baseada em evid&ecirc;ncia. Canoas: ULBRA, 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22.Bortolozzi F, Gremski W. Pesquisa e p&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o brasileira: assimetrias. RBPG: Rev Bras Pos- Grad. 2004; 1:35-52.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Volpato GL, Freitas EG. Desafios na publica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Pesqui Odontol Bras. 2003; 17:49-56. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. P&eacute;ret ACM, Lima MRL. A pesquisa nos crit&eacute;rios da CAPES e a forma&ccedil;&atilde;o do professor de odontologia numa dimens&atilde;o cr&iacute;tica. Rev ABENO. 2005; 5:46-51.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/aodo/v47n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Autor correspondente:</b>    <br>   Alidianne F&aacute;bia Cabral Xavier     <br>Av. Almirante Barroso, 419, Liberdade    <br> CEP: 58105-340 - Campina Grande &ndash; PB - Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br> E-mail: <a href="mailto:alidianne.fabia@gmail.com" target="_blank">alidianne.fabia@gmail.com</a></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 14/02/2011 &ndash; Aceito em 26/05/2011</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Guimarães]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A pesquisa médica e biomédica no Brasil. Comparações com o desempenho científico brasileiro e mundial]]></article-title>
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