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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escolas Saudáveis e o lugar onde eu vivo: o meio ambiente como estratégia para o empoderamento comunitário]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,UFMG Faculdade de Odontologia Departamento de Odontologia Social e Preventiva]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Empowerment is the achievement of the power to become both individual and collective subjects concerning all processes related to both personal and collective development. This is one of the key stages in the formation of a citizen. The school represents an appropriate environment for the development of health promotion programs with greater impacts. Chosen strategies must include the determing factors, in an integrated and non-segmented manner, which are connected to everyday spaces. This present study seeks to evaluate a strategy for community empowerment, adopted by the Healthy Schools Extension Project through the theme of "healthy surroundings. The participative research method was adopted for this study. Since it involves a close association with the solution of a collective problem, this study can also be considered action research. The process took place in three stages: (1) the preliminary study of the area and of the population involved, (2) the critical analysis of priority problems, and (3) the programming and application of an action plan. Some initiatives have been undertaken by the group and some solutions have been implemented. The aim of creating an active community group seems to have been achieved. However, there is no certainty that the developed activities have granted the continuity of the task. The work is slow and frequently, gains and losses have been observed along the way. However, it is most of all, necessary.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Promoção da saúde.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health promotion.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></a><a name="top"/><B>Escolas Saud&aacute;veis e o lugar onde eu vivo: o meio ambiente como estrat&eacute;gia para o empoderamento comunit&aacute;rio</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Healthy Schools and the place where I live: environment as a strategy for community empowerment</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Andr&eacute;a Maria Duarte Vargas <sup>I</sup>; Fl&aacute;vio de Freitas Mattos <sup>I</sup>; Mara Vasconcelos <sup>I</sup>; Simone Dutra Lucas <sup>I</sup>; Jo&atilde;o Henrique Lara do Amaral <sup>I</sup>; Efig&ecirc;nia Ferreira e Ferreira <sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Departamento de Odontologia Social e Preventiva, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contato: f.f.mattos@uol.com.br</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Autor correspondente</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Empoderamento &eacute; a conquista de poder para ser sujeito pessoal e coletivo de todos os processos relacionados com o seu desenvolvimento pessoal e coletivo. &Eacute; um dos processos exigidos para a forma&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;osujeito. A escola constitui um l&oacute;cus ideal para aplica&ccedil;&atilde;o de programas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de amplo alcance e repercuss&atilde;o. As estrat&eacute;gias aplicadas devem abranger determinantes de forma integrada e n&atilde;o compartimentada, conectadas aos espa&ccedil;os cotidianos. Este estudo avalia uma estrat&eacute;gia para o empoderamento comunit&aacute;rio, adotada pelo projeto de extens&atilde;o Escolas Saud&aacute;veis, a partir do tema gerador "entorno saud&aacute;vel". Optou-se pelo m&eacute;todo da pesquisa participante. Por contemplar uma estreita associa&ccedil;&atilde;o da pesquisa com uma a&ccedil;&atilde;o ou solu&ccedil;&atilde;o de um problema coletivo, este estudo enquadra-se tamb&eacute;m como pesquisa-a&ccedil;&atilde;o. O processo se desenvolveu em tr&ecirc;s fases: (1) estudo preliminar da regi&atilde;o e popula&ccedil;&otilde;es envolvida, (2) an&aacute;lise cr&iacute;tica dos problemas priorit&aacute;rios, (3) programa&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de um plano de a&ccedil;&atilde;o. Algumas iniciativas foram tomadas pelo grupo e algumas solu&ccedil;&otilde;es foram implementadas. O objetivo de formar um grupo ativo na comunidade parece ter sido alcan&ccedil;ado, mas n&atilde;o existe seguran&ccedil;a de que as atividades realizadas garantiram continuidade ao trabalho iniciado. O trabalho &eacute; lento e com frequ&ecirc;ncia observamos ganhos e perdas no caminhar. Mas, sobretudo &eacute; necess&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Empowerment is the achievement of the power to become both individual and collective subjects concerning all processes related to both personal and collective development. This is one of the key stages in the formation of a citizen. The school represents an appropriate environment for the development of health promotion programs with greater impacts. Chosen strategies must include the determing factors, in an integrated and non-segmented manner, which are connected to everyday spaces. This present study seeks to evaluate a strategy for community empowerment, adopted by the Healthy Schools Extension Project through the theme of "healthy surroundings. The participative research method was adopted for this study. Since it involves a close association with the solution of a collective problem, this study can also be considered action research. The process took place in three stages: (1) the preliminary study of the area and of the population involved, (2) the critical analysis of priority problems, and (3) the programming and application of an action plan. Some initiatives have been undertaken by the group and some solutions have been implemented. The aim of creating an active community group seems to have been achieved. However, there is no certainty that the developed activities have granted the continuity of the task. The work is slow and frequently, gains and losses have been observed along the way. However, it is most of all, necessary.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Health promotion.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Boff <sup>1</sup>, "empoderamento" &eacute; a conquista de poder para ser sujeito pessoal e coletivo de todos os processos relacionados com o seu desenvolvimento pessoal e coletivo. &Eacute; um dos processos exigidos para a forma&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;osujeito. Mais do que repassar informa&ccedil;&otilde;es ou induzir comportamentos, o "empoderamento" comunit&aacute;rio deve conduzir as pessoas a realizar suas pr&oacute;prias an&aacute;lises e tomar suas pr&oacute;prias decis&otilde;es, adquirindo assim a capacidade de intervir e melhorar a pr&oacute;pria realidade. As tr&ecirc;s chaves do "empoderamento" s&atilde;o<sup>2</sup>: a informa&ccedil;&atilde;o transformada em conhecimento, a autonomia e o trabalho em equipe. Para estes autores, o "empoderamento" comunit&aacute;rio significa elaborar uma vis&atilde;o com participa&ccedil;&atilde;o de todos, conhecer e participar do diagn&oacute;stico em uma situa&ccedil;&atilde;o, priorizar problemas e potencialidades de desenvolvimento, participar na gest&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o dos projetos, avaliar o seu impacto e redefinir prioridades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A declara&ccedil;&atilde;o de Jakarta<sup>3</sup> aponta a escola como um dos locais que oferecem oportunidade pr&aacute;tica para a implementa&ccedil;&atilde;o destas estrat&eacute;gias. Acredita-se que a escola constitui um l&oacute;cus ideal para aplica&ccedil;&atilde;o de programas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de amplo alcance e repercuss&atilde;o. As estrat&eacute;gias aplicadas<sup>4,5</sup> devem abranger determinantes de forma integrada e n&atilde;o compartimentada, conectadas aos espa&ccedil;os cotidianos. No entanto, este ambiente favor&aacute;vel &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o, n&atilde;o tem sido adequadamente explorado pela &aacute;rea de sa&uacute;de. Apesar do desenvolvimento de metodologias mais adequadas, criativas e que procuram desenvolver habilidades educativas e a amplia&ccedil;&atilde;o da base de conhecimentos para os jovens os resultados n&atilde;o t&ecirc;m significado melhoria substancial na qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es. Deste modo, torna-se necess&aacute;rio o desenvolvimento de estrat&eacute;gias mais efetivas para o alcance dos objetivos pretendidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta &eacute; a proposta deste estudo, que pretende avaliar uma estrat&eacute;gia para o empoderamento comunit&aacute;rio, adotada pelo projeto de extens&atilde;o Escolas Saud&aacute;veis, a partir do tema gerador "entorno saud&aacute;vel". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DESCRI&Ccedil;&Atilde;O DAS ATIVIDADES DE EXTENS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo foi desenvolvido em uma escola municipal de Belo Horizonte, localizada na Regional Pampulha, participante do projeto de extens&atilde;o, Escolas Saud&aacute;veis (Faculdade de Odontologia- UFMG). O estudo se desenvolveu a partir do tema gerador entorno saud&aacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ideia inicial foi de, a partir da escola, formar um grupo de pessoas interessadas em discutir o "como estamos", "para onde queremos ir" e "como vamos chegar l&aacute;. Optou-se pelo m&eacute;todo da pesquisa participante, segundo a fundamenta&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup> de que a proposta inclu&iacute;a, em fun&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio objeto de estudo, n&atilde;o s&oacute; identificar problemas, mas principalmente buscar solu&ccedil;&otilde;es. Considerando o pensamento de Thiollent<sup>7</sup>, por contemplar uma estreita associa&ccedil;&atilde;o da pesquisa com uma a&ccedil;&atilde;o ou solu&ccedil;&atilde;o de um problema coletivo, este estudo enquadra-se tamb&eacute;m como pesquisa-a&ccedil;&atilde;o. Nos dois modelos citados, pesquisadores e participantes se envolvem de modo cooperativo e participativo. Deste modo, por n&atilde;o existir um modelo &uacute;nico, adapta&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas foram feitas, segundo as etapas do processo do processo sugeridas por Boterf<sup>6</sup>, desenvolvendo-se em tr&ecirc;s fases, sendo que, sobretudo nas duas &uacute;ltimas fases, a inser&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores no grupo seria fundamental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1&ordf; fase - Estudo preliminar da regi&atilde;o e popula&ccedil;&otilde;es envolvidas: os dados referentes ao espa&ccedil;o f&iacute;sico e popula&ccedil;&atilde;o dos bairros foram coletados nos bancos de dados da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, do IBGE e atrav&eacute;s de entrevistas com administradores regionais. Os dados levantados possibilitaram uma caracteriza&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o e da popula&ccedil;&atilde;o, incluindo n&uacute;mero de fam&iacute;lias, infra-estrutura urbana e outros dados. Foram confeccionados mapas da regi&atilde;o estudada, copiados da lista telef&ocirc;nica e ampliados e plotados, para a discuss&atilde;o inicial com a comunidade.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>2&ordf; fase - An&aacute;lise cr&iacute;tica dos problemas priorit&aacute;rios: formado o grupo volunt&aacute;rio de pais e m&atilde;es, foram identificados os problemas que a popula&ccedil;&atilde;o considerava priorit&aacute;rios e desejava solucionar, por meio do diagn&oacute;stico participativo, discutido com a comunidade, com auxilio do mapa.     <br>3&ordf; fase - Programa&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de um plano de a&ccedil;&atilde;o: realizada atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o para solu&ccedil;&atilde;o dos problemas priorizados, que partissem do grupo, durante as discuss&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grupo de pesquisadores fez inicialmente v&aacute;rias discuss&otilde;es te&oacute;ricas, para atua&ccedil;&atilde;o como facilitador de grupo, com temas como o m&eacute;todo da pesquisa participante<sup>7</sup>, al&eacute;m de fundamentos da sociologia do conhecimento<sup>8</sup>, din&acirc;mica de grupos e m&eacute;todos de educa&ccedil;&atilde;o popular. Tamb&eacute;m participou de duas capacita&ccedil;&otilde;es sobre criatividade e trabalho com grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A participa&ccedil;&atilde;o da comunidade foi fundamental em todas as fases, j&aacute; que se previa como resultado, um indicativo de que a estrat&eacute;gia adotada poderia levar a uma mudan&ccedil;a de atitude, ou seja, a autonomia atrav&eacute;s do empoderamento comunit&aacute;rio. A atividade com o grupo comunit&aacute;rio teve periodicidade quinzenal, com assiduidade bem variada, mas sempre mantendo um subgrupo menor, muito presente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tomada de consci&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o a respeito de seus problemas e direitos &eacute; o primeiro passo para desenvolver, buscar e criar solu&ccedil;&otilde;es para objetivos propostos por ela pr&oacute;pria. A estimula&ccedil;&atilde;o da comunidade a uma an&aacute;lise cr&iacute;tica de suas condi&ccedil;&otilde;es de vida pode trazer a capacidade de intervir e melhorar sua realidade. Seria necess&aacute;ria a constru&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o da realidade, com a participa&ccedil;&atilde;o de todos<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A primeira fase da pesquisa previu a necessidade de um conhecimento de m&atilde;o dupla. Os pesquisadores deveriam conhecer melhor o local de trabalho e os moradores e a popula&ccedil;&atilde;o deveria perceber melhor seu local de viver. O conhecimento do local de moradia, com reflex&otilde;es cr&iacute;ticas sobre as condi&ccedil;&otilde;es existentes, pode mobilizar uma comunidade, no sentido de desejar e trabalhar para melhorias, com reflexos positivos na qualidade de vida<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas tr&ecirc;s reuni&otilde;es iniciais feitas com a presen&ccedil;a volunt&aacute;ria da diretoria da escola, observouse um sentimento explicitado de aus&ecirc;ncia dos pais e da comunidade no ambiente escolar, sendo relatada "a falta de comprometimento da fam&iacute;lia at&eacute; mesmo com a sa&uacute;de dos filhos", que em algumas vezes, era delegada &agrave; escola. Deste modo, nas primeiras atividades desenvolvidas com os escolares, p&uacute;blico alvo inicial desta proposta, os pais foram convidados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escola participava do Projeto Escola Aberta, com atividades aos s&aacute;bados para estudantes e comunidade e, neste espa&ccedil;o, foi organizada a primeira atividade, denominada Nosso Bairro. Os escolares passearam pelo bairro, observando pontos importantes que resultaram em desenhos e uma maquete, realizadas com a colabora&ccedil;&atilde;o dos professores de arte. Os pais foram convidados especialmente para este dia, observaram a maquete e os desenhos feitos pelos filhos e se inteiraram de algumas atividades e oficinas que eram realizadas no projeto Escola Aberta e que desconheciam. Participaram da discuss&atilde;o sobre os problemas do bairro, observados pelos filhos e o dia foi encerrado com a apresenta&ccedil;&atilde;o de um grupo local de Hip-Hop. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da&iacute; organizou-se o grupo de pais. O grupo foi formado com participa&ccedil;&atilde;o e forte influ&ecirc;ncia da diretoria da escola que viu neste trabalho, a oportunidade de contar com a presen&ccedil;a deles para discuss&otilde;es sobre a escola e suas fun&ccedil;&otilde;es. Por vezes, a ansiedade da diretoria em discutir e solucionar problemas da escola. Como nos dizeres de Scherer- Warren<sup>10</sup>, observou-se o poder e o conflito, mas existia tamb&eacute;m a solidariedade e o compartilhamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na primeira atividade formal, foi apresentado aos pais um mapa da regi&atilde;o e desenvolveu-se o diagn&oacute;stico inicial com exposi&ccedil;&atilde;o de problemas pelos participantes. As queixas principais identificadas no mapa se referiam &agrave; falta de sinaliza&ccedil;&atilde;o em dois cruzamentos, falta de faixas em tr&ecirc;s travessias, a localiza&ccedil;&atilde;o do ponto final do &ocirc;nibus que serve ao bairro, o local adequado para parada de carros e ve&iacute;culos escolares, a imprud&ecirc;ncia de motoristas e, falta de passeio p&uacute;blico em algumas ruas inclu&iacute;das no trajeto das crian&ccedil;as para a escola. As falas nesta reuni&atilde;o indicaram um baixo "empoderamento" ou at&eacute; mesmo baixa auto-estima, no enfrentamento dos problemas e uma desesperan&ccedil;a e descren&ccedil;a na solu&ccedil;&atilde;o, sempre depositada nas m&atilde;os do poder p&uacute;blico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Precisa de dois guardas, mas eles n&atilde;o v&atilde;o dar... Ent&atilde;o vamos pedir um" (m&atilde;e)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "J&aacute; houve um abaixo assinado para mudan&ccedil;as no tr&acirc;nsito e ele foi ignorado" (m&atilde;e) "Desde 2003 h&aacute; um movimento com a BHTrans, mas n&atilde;o foi para frente" (pai)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "No inicio havia um guarda no hor&aacute;rio cr&iacute;tico que permaneceu apenas por dois meses" (m&atilde;e) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; preciso ressaltar que, nossa trajet&oacute;ria hist&oacute;rica deixou como heran&ccedil;a cultural, uma grande desconfian&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e a dificuldade de o cidad&atilde;o participar de forma desinteressada na resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas que dizem respeito a todos<sup>11</sup>. Com a ajuda dos pesquisadores, foi agendada uma reuni&atilde;o com representantes do &oacute;rg&atilde;o municipal de tr&acirc;nsito e da administra&ccedil;&atilde;o regional. Estes compareceram e algumas solu&ccedil;&otilde;es foram encaminhadas e outras foram levadas para um estudo t&eacute;cnico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nestas primeiras reuni&otilde;es os pesquisadores sentiram certa ansiedade da diretoria com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; "lideran&ccedil;a amea&ccedil;ada". Percebeu-se tamb&eacute;m que a rela&ccedil;&atilde;o dos pais com a escola era pouco positiva. Este comportamento perdurou por quase todo o tempo da pesquisa, mas mudou de ao final. Os pesquisadores perceberam que a forma&ccedil;&atilde;o de um grupo de pais que se propunha a ir &agrave; escola quinzenalmente, se constituiu em um ganho para a escola e por isto, o momento muitas vezes foi utilizado para quest&otilde;es que n&atilde;o estavam em pauta na pesquisa. Muitos n&oacute;s cr&iacute;ticos entre pais e escola foram se desfazendo ao longo do tempo<sup>12</sup>. Percebeu-se tamb&eacute;m que, o baixo n&iacute;vel de empoderamento percebido tinha explica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas uma vez que o problema era antigo e as solu&ccedil;&otilde;es sempre foram morosas. Procurou-se trabalhar a dignidade dos sujeitos envolvidos, estimulando mecanismos de reconhecimento social, solidariedade e coopera&ccedil;&atilde;o, com a ideia de uma nova &eacute;tica social<sup>10</sup>. Algumas mudan&ccedil;as foram implementadas como a sinaliza&ccedil;&atilde;o na porta da escola, faixa para pedestres e a organiza&ccedil;&atilde;o do ponto final do transporte coletivo que serve ao bairro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aos poucos foi surgindo um segundo tema cr&iacute;tico no grupo de pais: os problemas da escola. Reclama&ccedil;&otilde;es antigas e novas foram surgindo, algumas vezes desencadeando fortes conflitos. Na primeira atividade proposta, os pesquisadores partiram de uma coloca&ccedil;&atilde;o provocadora, mas n&atilde;o verdadeira, para in&iacute;cio da discuss&atilde;o: "o governador vai fechar esta escola, por motivos administrativos, j&aacute; que existe outra, em local pr&oacute;ximo; o que cada um pode fazer?" Dos pais presentes neste dia, seis se posicionaram combativamente com ideias pr&aacute;ticas como passeatas at&eacute; ao pal&aacute;cio do governo, abaixo assinado para ser entregue, mobiliza&ccedil;&atilde;o dos pais, indicando que reagiriam fortemente se o fato efetivamente acontecesse e com esperan&ccedil;a de que mudariam a situa&ccedil;&atilde;o. Onze pais se posicionaram na luta ou protesto, mas distanciados do problema, como se soubessem que para cada fato existe uma receita certa. Quatorze pais n&atilde;o apresentaram rea&ccedil;&atilde;o no sentido de reverter o quadro e se limitaram a lamentar o fato, com se ele n&atilde;o pudesse ser revers&iacute;vel:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Sou uma m&atilde;e participativa. Ficaria descabelada e preocupada" (m&atilde;e)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "N&atilde;o sei" (pai)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Coloco em outra escola" (pai) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"N&atilde;o poderia fazer nada. Iria conformar" (m&atilde;e) </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Choraria muito" (m&atilde;e) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Numa segunda atividade, os pais foram convidados a relatar o que poderia ser feito pela escola, considerando os tr&ecirc;s segmentos: pais, professores e crian&ccedil;as. Esta atividade gerou algumas discuss&otilde;es sobre o local de entrada das crian&ccedil;as e algumas decis&otilde;es foram tomadas no sentido de organizar a entrada para as aulas e garantir alguns aspectos importantes com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; seguran&ccedil;a das crian&ccedil;as<sup>13</sup>. Em fun&ccedil;&atilde;o destes resultados, o grupo organizou um dia especial, em lugar agrad&aacute;vel, onde fosse poss&iacute;vel construir a escola desejada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A estrutura f&iacute;sica foi considerada satisfat&oacute;ria, permitindo atividades, tanto referente ao aprendizado quanto ao lazer e outras atividades extracurriculares. Itens como lazer, esporte, dan&ccedil;a, inform&aacute;tica, e o Projeto Escola Aberta foram destacados como muito bons, sendo sugerido, no entanto, o cuidado com a perman&ecirc;ncia da qualidade destes itens. Al&eacute;m do existente, sugeriu-se a constru&ccedil;&atilde;o de uma piscina. Com rela&ccedil;&atilde;o aos valores importantes na escola, foram considerados satisfat&oacute;rios o respeito, o conforto, a organiza&ccedil;&atilde;o, a disciplina, harmonia e compreens&atilde;o, a humanidade, o bom ensino e a transpar&ecirc;ncia. A partir da&iacute; os pais analisaram os aspectos que precisavam ser trabalhados, que estavam fracos ou inexistiam. Entre eles foram citados a solidariedade, a seguran&ccedil;a, a presen&ccedil;a da fam&iacute;lia, a boa educa&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o/di&aacute;logo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Colocada a necessidade de se encontrar estrat&eacute;gias para solucionar os problemas detectados, os pais se manifestaram com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias de serem implementadas pelo poder p&uacute;blico ou pela diretoria da escola, ocorrendo um n&iacute;tido e claro descompromisso com estas a&ccedil;&otilde;es. Neste momento foram lembrados que eles eram os construtores e que a pergunta era o que cada um poderia fazer. Efetivamente este foi um momento muito rico no trabalho. Ap&oacute;s um pequeno sil&ecirc;ncio, os pais come&ccedil;aram suas coloca&ccedil;&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Ah! &Eacute; o que agente pode fazer" (pai) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"N&atilde;o &eacute; diretora. Somos n&oacute;s" (m&atilde;e)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A solu&ccedil;&atilde;o apresentada, apoiada por todos, foi a cria&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o de pais, ideia que j&aacute; havia surgido durante o trabalho, mas que sempre era preterida. Esta ideia ficou forte, consistente e coletiva<sup>14</sup>. O grupo observado se apresentou forte, consciente, verdadeiros sujeitos e defensores de seu pr&oacute;prio direito<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A sa&uacute;de foi o ultimo grande problema levantado pelo grupo de pais, colocado ap&oacute;s a interrup&ccedil;&atilde;o dos trabalhos, devido &agrave;s f&eacute;rias de final de ano (2-3 meses). O grupo retornou bem reduzido, o que nos remete &agrave; quest&atilde;o da descontinuidade de trabalhos como este. O problema apresentado identificava a falta de m&eacute;dicos generalistas, a presen&ccedil;a de um &uacute;nico pediatra e a demora no atendimento da refer&ecirc;ncia para aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria. Os pais identificaram como problema um Conselho de Sa&uacute;de Local ineficiente e a necessidade de maior participa&ccedil;&atilde;o de todos, sobretudo nas reuni&otilde;es deste conselho, para a busca de solu&ccedil;&otilde;es. A falta de informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas com rela&ccedil;&atilde;o ao fluxo do sistema de sa&uacute;de local foi tamb&eacute;m um importante entrave observado<sup>16</sup>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</B></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Observou-se que o empoderamento comunit&aacute;rio, apresentou dois entraves s&eacute;rios. O primeiro se refere ao despreparo do profissional de sa&uacute;de, n&atilde;o somente restrito ao conhecimento te&oacute;rico, mas tamb&eacute;m ao poder que vem sempre imbricado nas rela&ccedil;&otilde;es sociais estabelecidas. O segundo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, que muitas vezes espera o auxilio, desconhece seu poder e que, quando n&atilde;o encontra a "ajuda", se sente desprotegida, sem saber como ou com que armas lutar. Esperam sempre por algu&eacute;m que solucione por eles. Acreditam que eles mesmos n&atilde;o conseguem, acham tudo dif&iacute;cil e apresentam uma esp&eacute;cie de passividade cr&ocirc;nica. Poucas pessoas se disp&otilde;em a trabalhar para a coletividade. Muitos consideram que j&aacute; tem muitos problemas dom&eacute;sticos e n&atilde;o t&ecirc;m tempo de participar Quase sempre apenas as m&atilde;es comparecem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Algumas lideran&ccedil;as t&ecirc;m dificuldades de trabalhar conjuntamente havendo uma esp&eacute;cie de luta pelo poder entre elas. Quando alguma ideia vinha de um lado n&atilde;o era acatada ou fortemente rejeitada pelo outro grupo. A diretoria se valeu muito destas discuss&otilde;es. Uma das m&atilde;es participantes declarou em uma reuni&atilde;o que "a escola quer tomar para si o m&eacute;rito de ter conseguido melhorar o tr&acirc;nsito". Foi solicitado que os fatos ocorridos fossem documentados, para que ficassem registrados os trabalhos desenvolvidos pelo grupo de pais. A dire&ccedil;&atilde;o da escola precisa acreditar que, o fortalecimento do grupo de pais &eacute; o caminho mais desej&aacute;vel para as solu&ccedil;&otilde;es dos problemas. Aos poucos as lideran&ccedil;as j&aacute; existentes foram perdendo a exclusividade do espa&ccedil;o e ao final, observou-se uma participa&ccedil;&atilde;o maior dos pais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas iniciativas foram tomadas pelo grupo e algumas solu&ccedil;&otilde;es foram implementadas sendo a &uacute;ltima presenciada pelos pesquisadores, a elei&ccedil;&atilde;o de uma das m&atilde;es para o Conselho Local de Sa&uacute;de. O objetivo de formar um grupo ativo na comunidade parece ter sido alcan&ccedil;ado, mas n&atilde;o existe seguran&ccedil;a de que as atividades realizadas garantiram continuidade ao trabalho iniciado. O trabalho &eacute; lento e com frequ&ecirc;ncia observamos ganhos e perdas no caminhar. Mas, sobretudo &eacute; necess&aacute;rio. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> AGRADECIMENTOS</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Este trabalho teve o apoio de MCT/SCTI/ DECIT/MS/CNPq. </font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Boff L. Depois de 500 anos: que Brasil queremos? 2&ordf; ed. Petr&oacute;polis: Vozes; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=014076&pid=S1516-0939201100060001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. M&aacute;laga H, Ramirez MLC. C&oacute;mo empoderar a los excluidos en el nivel local. In: M&aacute;laga H, Restrepo HE, editors. Promocion de la salud: como construir vida saludable. Bogot&aacute;: Panamericana; 2002. p.120-37. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. World Health Organization &#91;Internet&#93;. New York: WHO's global school health initiative: health-promoting school &#91;acesso em 2006 dez 10&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/school_youth_health/media/en/92.pdf" target="_blank">http://www.who.int/school_youth_health/media/en/92.pdf</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Oraniza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Fomento de la salud a trav&eacute;s de la escuela. Geneva: WHO; 1995. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de. Escuelas promotoras de la salud - entornos saludables y mejor salud para las generaciones futuras. Washington DC: OPAS; 1998. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Boterf G. Pesquisa participante: propostas e reflex&otilde;es metodol&oacute;gicas. In: Brand&atilde;o, C. R, editor. Repensando a pesquisa participante. S&atilde;o Paulo: Brasiliense; 1984. p.51-81. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Thiollent M. Metodologia da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Cortez; 1988. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de. 6&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: HUCITEC-ABRASCO; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Wendhausen ALP. Relaciones de poder y democracia en los consejos de salud en Brasil: estudio de un caso. Rev Esp Salud P&uacute;blica. 2006; 80:697:704. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Scherer-Warren I. Das mobiliza&ccedil;&otilde;es &agrave;s redes de movimentos sociais. Soc estado. 2006; 21:35-47. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Santos WG. Raz&otilde;es da desordem. Rio de Janeiro: Rocco; 1993. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.Pich&oacute;n-Rivi&egrave;re E. O processo grupal. 6&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes; 1998. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Restrepo HE. Promoci&oacute;n de la salud: c&oacute;mo construir vida saludable. Bogot&aacute;: M&eacute;dica Internacional; 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Becker D, Edmundo K, Nunes NR, Bonatto D, Souza R. Empowerment e avalia&ccedil;&atilde;o participativa em um programa de desenvolvimento local e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2004; 9:655-67. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Andrade GRB; Vaitsman J. Apoio social e redes: conectando solidariedade e sa&uacute;de. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2002; 7:925-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Trevisan SP. Ci&ecirc;ncia, meio ambiente e qualidade de vida: uma proposta de pesquisa para uma universidade comprometida com sua comunidade. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2000; 5:179-86.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/aodo/v47s2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Autor correspondente:</b>    <br>   Fl&aacute;vio de Freitas Mattos    <br> Departamento de Odontologia Social e Preventiva &ndash; FO-UFMG    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Av. Ant&ocirc;nio Carlos 6627 &ndash; Campus Pampulha    <br> CEP: 31270-901 - Belo Horizonte &ndash; MG - Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br> E-mail: <a href="mailto:f.f.mattos@uol.com.br" target="_blank">f.f.mattos@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Boff]]></surname>
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<source><![CDATA[Depois de 500 anos: que Brasil queremos?]]></source>
<year>2000</year>
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<publisher-name><![CDATA[Petrópolis: Vozes]]></publisher-name>
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