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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores sociais, comportamentais e biológicos associados à presença de placa dentária na superfície oclusal de primeiros molares permanentes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To analyze the socioeconomic and behavioral factors associated with the presence of dental plaque on the occlusal surface of first permanent molars of schoolchildren. Materials and Methods: Through a cross-sectional study, the present study investigated 272 children, from 6 to 8 years of age, from two public schools, selected by convenience, in a large city located in Southeastern Brazil,. The dependent variable was the presence of visible plaque on the occlusal surface of the first permanent molars. The independent variables included sex, number of siblings living in the same household, monthly income, maternal education, previous dental experience, brushing of teeth, level of eruption of first permanent molars, and the presence of carious lesions. Data were analyzed by bivariate analysis (p<0.10) and the Poisson multiple regression analysis, using software Statistical Package for Social Sciences (SPSS for Windows, version 17.0). Results: Most of the children were identified with dental plaque on the occlusal surface of one of the first permanent molars (60.0%). Those children whose parents / guardians reported previous dental experience were 1.5 times more likely to be identified with dental plaque on the occlusal surfaces of first permanent molars. Conclusion: The presence of plaque on the occlusal surface of the first permanent molars was only associated with the child's previous dental experience.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Fatores sociais, comportamentais e biol&oacute;gicos associados &agrave; presen&ccedil;a de placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Social, behavioral, and biological factors associated with the presence of dental plaque on occlusal surfaces of first permanent molars</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Larissa de Carvalho Santa Rita Seabra <sup>I</sup>; Raquel Rossete Melo<sup> I</sup>; Viviane Elis&acirc;ngela Gomes <sup>II</sup>; Ana Cristina Oliveira <sup>II</sup>; Efig&ecirc;nia Ferreira e Ferreira <sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Cirurgi&atilde;-dentista    <br> <sup>II</sup> Departamento de. Odontologia Social e Preventiva, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contato: raquelrossette@yahoo.com.br, vivigomes_br@yahoo.com.br, anacboliveira@yahoo.com.br, efigeniaf@gmail.com</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Autor correspondente:</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo:</b> Analisar os fatores socioecon&ocirc;micos, biol&oacute;gicos e comportamentais associados &agrave; presen&ccedil;a de placa bacteriana na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes de escolares. <b>Materiais e M&eacute;todos:</b> Por meio de um estudo transversal, foram investigados 272 pais/respons&aacute;veis e suas respectivas crian&ccedil;as, de 6 a 8 anos de idade, de duas escolas p&uacute;blicas de um munic&iacute;pio de grande porte da regi&atilde;o Sudeste do Brasil, selecionados por conveni&ecirc;ncia. A vari&aacute;vel dependente foi a presen&ccedil;a de placa dent&aacute;ria vis&iacute;vel na superf&iacute;cie oclusal dos primeiros molares permanentes. As vari&aacute;veis independentes foram: sexo, n&uacute;mero de irm&atilde;os morando na mesma casa, renda mensal, escolaridade materna, experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica, escova&ccedil;&atilde;o dos dentes, n&iacute;vel de erup&ccedil;&atilde;o dos primeiros molares permanentes e presen&ccedil;a de les&otilde;es de c&aacute;rie cavitadas. Os dados foram analisados por meio da an&aacute;lise bivariada (p&lt;0,10) e an&aacute;lise de Regress&atilde;o M&uacute;ltipla de Poisson. Foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS for Windows, version 17.0). <b>Resultados:</b> A maioria das crian&ccedil;as foi identificada com placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal de algum dos primeiros molares permanentes (60,0%). Aquelas crian&ccedil;as cujos pais/respons&aacute;veis relataram experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pr&eacute;via apresentaram 1,5 vezes mais frequ&ecirc;ncia de serem identificadas com placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal dos primeiros molares permanentes. <b><b>Conclus&atilde;o:</b></b> A presen&ccedil;a de placa bacteriana na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes foi associada apenas com a experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pr&eacute;via da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Placa dent&aacute;ria. Dente molar. Denti&ccedil;&atilde;o permanente. Fatores socioecon&ocirc;micos. Crian&ccedil;a.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aim:</b> To analyze the socioeconomic and behavioral factors associated with the presence of dental plaque on the occlusal surface of first permanent molars of schoolchildren. <b>Materials and Methods:</b> Through a cross-sectional study, the present study investigated 272 children, from 6 to 8 years of age, from two public schools, selected by convenience, in a large city located in Southeastern Brazil,. The dependent variable was the presence of visible plaque on the occlusal surface of the first permanent molars. The independent variables included sex, number of siblings living in the same household, monthly income, maternal education, previous dental experience, brushing of teeth, level of eruption of first permanent molars, and the presence of carious lesions. Data were analyzed by bivariate analysis (p&lt;0.10) and the Poisson multiple regression analysis, using software Statistical Package for Social Sciences (SPSS for Windows, version 17.0). <b>Results:</b> Most of the children were identified with dental plaque on the occlusal surface of one of the first permanent molars (60.0%). Those children whose parents / guardians reported previous dental experience were 1.5 times more likely to be identified with dental plaque on the occlusal surfaces of first permanent molars. <b>Conclusion:</b> The presence of plaque on the occlusal surface of the first permanent molars was only associated with the child's previous dental experience.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Dental plaque. Molar. Permanent dentition. Socioeconomic factors. Child.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da redu&ccedil;&atilde;o na preval&ecirc;ncia da c&aacute;rie dent&aacute;ria nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, estudos ressaltam que escolares de seis a oito anos de idade s&atilde;o mais suscet&iacute;veis ao aparecimento da doen&ccedil;a na face oclusal dos primeiros molares permanentes<sup>1-3</sup>. Nesta faixa et&aacute;ria observa-se maior risco da crian&ccedil;a ser atingida pela doen&ccedil;a devido &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de infra-oclus&atilde;o do dente, que dificulta a escova&ccedil;&atilde;o e a autolimpeza fisiol&oacute;gica e impede o atrito oclusal com o antagonista durante a mastiga&ccedil;&atilde;o. Por isso acontece um ac&uacute;mulo de placa bacteriana na superf&iacute;cie oclusal, tornando o primeiro molar permanente um dente mais vulner&aacute;vel neste per&iacute;odo de erup&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que este processo pode perdurar, em m&eacute;dia, tr&ecirc;s anos, at&eacute; que o elemento dent&aacute;rio alcance a oclus&atilde;o funcional<sup>1-3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Considerando que o processo de erup&ccedil;&atilde;o do primeiro molar permanente est&aacute; relacionado ao ac&uacute;mulo de placa acidog&ecirc;nica e nas mudan&ccedil;as em sua composi&ccedil;&atilde;o, este evento torna-se um fator importante para o desenvolvimento da c&aacute;rie dent&aacute;ria, pois predisp&otilde;e o indiv&iacute;duo a fatores de reten&ccedil;&atilde;o ligados a superf&iacute;cies parcialmente erupcionadas e a baixa resist&ecirc;ncia do esmalte rec&eacute;m-irrompido ao processo de convers&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car em &aacute;cido pela placa dent&aacute;ria<sup>4</sup>. Al&eacute;m disso, por apresentar uma configura&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica bastante complexa, o primeiro molar permanente apresenta a superf&iacute;cie oclusal como a face dent&aacute;ria mais suscept&iacute;vel &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>1-3,5-6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O desafio no controle da doen&ccedil;a c&aacute;rie engloba n&atilde;o apenas a remo&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica da placa dent&aacute;ria, mas tamb&eacute;m uma abordagem dos fatores biol&oacute;gicos, sociais e comportamentais relacionados &agrave; doen&ccedil;a<sup>5,7-9</sup>. &Eacute; importante considerar a c&aacute;rie dent&aacute;ria atrav&eacute;s de um par&acirc;metro multifatorial, pois a mesma apresenta diversos determinantes. Dentre estes, destacase a condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica do indiv&iacute;duo<sup>1,3,7</sup>. Existe uma alta preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie entre crian&ccedil;as em desvantagem social. Dentre as vari&aacute;veis que comp&otilde;em os indicadores socioecon&ocirc;micos, o grau de escolaridade materna &eacute; tido como um dos melhores preditores de sa&uacute;de infantil<sup>10</sup>. De acordo com Traebert et al.<sup>10</sup>, quanto menor a renda familiar e o grau de instru&ccedil;&atilde;o dos pais, maior &eacute; a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria entre as crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; importante que se tenha um controle mais eficaz da doen&ccedil;a c&aacute;rie, no sentido de melhor compreender sua caracter&iacute;stica multideterminada e a relev&acirc;ncia da presen&ccedil;a de biofilme dent&aacute;rio. Sendo assim, o presente estudo objetivou analisar os fatores socioecon&ocirc;micos, biol&oacute;gicos e comportamentais associados &agrave; presen&ccedil;a de placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes de escolares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizado um estudo transversal anal&iacute;tico com escolares, na faixa et&aacute;ria de 6 a 8 anos, e com seus pais/respons&aacute;veis. As crian&ccedil;as foram selecionadas, por conveni&ecirc;ncia, em duas escolas p&uacute;blicas da cidade de Belo Horizonte-MG, munic&iacute;pio de grande porte da regi&atilde;o Sudeste do Brasil. Todos os participantes possu&iacute;am acesso &agrave; &aacute;gua fluoretada. Este trabalho foi aprovado pela Secretaria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o de Minas Gerais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Inicialmente os pais/respons&aacute;veis foram informados sobre o objetivo do estudo por meio de um documento escrito enviado &agrave;s suas resid&ecirc;ncias atrav&eacute;s de cada crian&ccedil;a selecionada a participar da pesquisa. Em seguida, os pais/respons&aacute;veis foram convidados a participar de reuni&otilde;es iniciais, realizadas nas escolas, para maiores esclarecimentos sobre a pesquisa e preenchimento do question&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um question&aacute;rio estruturado foi aplicado, na forma de entrevista, aos pais/respons&aacute;veis (pai, m&atilde;e ou outro respons&aacute;vel pela crian&ccedil;a) para investigar os aspectos econ&ocirc;micos, caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e informa&ccedil;&otilde;es sobre os h&aacute;bitos comportamentais e sobre a hist&oacute;ria m&eacute;dica e odontol&oacute;gica das suas crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A vari&aacute;vel dependente foi a presen&ccedil;a de placa dent&aacute;ria vis&iacute;vel na superf&iacute;cie oclusal dos primeiros molares permanentes. As vari&aacute;veis independentes foram: sexo, n&uacute;mero de irm&atilde;os morando na mesma casa, renda mensal familiar, escolaridade materna, experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pr&eacute;via (se a crian&ccedil;a passou por algum tratamento preventivo ou cir&uacute;rgicorestaurador alguma vez), escova&ccedil;&atilde;o dos dentes por no m&iacute;nimo 2 vezes ao dia, n&iacute;vel de erup&ccedil;&atilde;o dos primeiros molares permanentes e presen&ccedil;a de les&atilde;o de c&aacute;rie cavitada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Logo ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio junto aos pais/respons&aacute;veis, foi realizado o exame cl&iacute;nico da cavidade bucal das crian&ccedil;as. O exame foi conduzido por uma das pesquisadoras (LCSRS), que foi auxiliada por uma anotadora. Utilizou-se espelho cl&iacute;nico esterilizado, material descart&aacute;vel e um consult&oacute;rio port&aacute;til da marca Express-Kavo&reg;, que possibilitou a ilumina&ccedil;&atilde;o artificial e secagem dos dentes com ar comprimido. Este equipamento foi instalado no laborat&oacute;rio das escolas. Foram observadas: placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal do primeiro molar permanente, est&aacute;gio de erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria e presen&ccedil;a de les&atilde;o de c&aacute;rie cavitada no dente em quest&atilde;o. A avalia&ccedil;&atilde;o da placa dent&aacute;ria foi realizada por meio dos crit&eacute;rios de Carvalho et al.<sup>11</sup>(sem placa vis&iacute;vel, placa detect&aacute;vel em sulcos e fissuras e superf&iacute;cie oclusal coberta por grande ac&uacute;mulo de placa), o est&aacute;gio de erup&ccedil;&atilde;o do dente foi determinado a partir de Ekstrand et al.<sup>1</sup> (n&atilde;o erupcionado, parte da superf&iacute;cie oclusal aparece no meio bucal, superf&iacute;cie oclusal livre de gengiva e oclus&atilde;o funcional) e o diagn&oacute;stico de c&aacute;rie dent&aacute;ria foi baseado nos crit&eacute;rios cl&iacute;nicos estabelecidos pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS)<sup>12</sup>. O est&aacute;gio de erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria e a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de c&aacute;rie dent&aacute;ria foram as vari&aacute;veis biol&oacute;gicas consideradas neste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para an&aacute;lise, a presen&ccedil;a de placa dent&aacute;ria foi agrupada em duas categorias: placa detect&aacute;vel em sulcos e fissuras e superf&iacute;cie oclusal coberta por grande ac&uacute;mulo de placa. O est&aacute;gio de erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria parcial tamb&eacute;m foi agrupado em duas categorias: parte da superf&iacute;cie oclusal aparece no meio bucal e superf&iacute;cie oclusal livre de gengiva. Para an&aacute;lise dos dentes totalmente erupcionados considerou-se uma categoria: oclus&atilde;o funcional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram convidadas a participar do estudo todas as 413 crian&ccedil;as, de 6 a 8 anos de idade, matriculadas nas duas escolas p&uacute;blicas. A amostra final foi constitu&iacute;da por 272 pares de pais/crian&ccedil;as. Houve, portanto, uma perda de 141 pais/crian&ccedil;as da amostra previamente selecionada. Foram exclu&iacute;das cinco crian&ccedil;as por falta de comparecimento dos pais/respons&aacute;veis &agrave;s escolas para responderem ao question&aacute;rio e cinco crian&ccedil;as por repetidamente n&atilde;o se encontrarem nas escolas no hor&aacute;rio das aulas e consequentemente dos exames bucais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Previamente ao estudo principal, foi realizado a calibra&ccedil;&atilde;o intra-examinadora, o teste/re-teste do question&aacute;rio e o estudo piloto, tendo a participa&ccedil;&atilde;o de 28 pais/respons&aacute;veis e suas crian&ccedil;as. A concord&acirc;ncia diagn&oacute;stica intra-examinadora foi avaliada como muito boa, uma vez que os valores de kappa encontrados foram: placa dent&aacute;ria (0,68), est&aacute;gio de erup&ccedil;&atilde;o do dente (0,85) e diagn&oacute;stico de les&atilde;o de c&aacute;rie cavitada (0,72). Na valida&ccedil;&atilde;o interna do question&aacute;rio,</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> os resultados de concord&acirc;ncia encontrados para as vari&aacute;veis analisadas evidenciaram valores de kappa entre 0,55 a 1,00. Os resultados de Kappa ponderado, para as vari&aacute;veis categ&oacute;ricas ordinais, indicaram valores entre 0,80 a 0,91. Ambos valores s&atilde;o considerados bons<sup>13,14</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os dados foram analisados pelo programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS for Windows, version 17.0, SPSS Inc, Chicago, IL, USA). Ap&oacute;s c&aacute;lculo da distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncia utilizou-se o teste do qui-quadrado de Pearson para analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel dependente e as vari&aacute;veis independentes considerando o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de p&lt;0,10. A fim de identificar o impacto independente de cada vari&aacute;vel estudada, foi realizada a an&aacute;lise de Regress&atilde;o M&uacute;ltipla de Poisson com vari&acirc;ncia robusta. As vari&aacute;veis independentes foram inseridas no modelo de modo decrescente conforme sua signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p&lt;0,20).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, sob o Parecer ETIC n. 059/2006.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os participantes do estudo, a maioria das crian&ccedil;as era do sexo feminino (57,4%). Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as por idade, verificou-se que 27 delas tinham 6 anos (9,8%), 101 (37,1%) tinham 7 anos e 144 (53,1%) tinham 8 anos de idade. Apenas 5,0% dos escolares n&atilde;o apresentavam os primeiros molares erupcionados no momento do exame, sendo estas exclu&iacute;das da an&aacute;lise. A presen&ccedil;a de placa vis&iacute;vel foi detectada em 60,0% dos escolares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao relacionar-se a placa dent&aacute;ria com as vari&aacute;veis independentes, a an&aacute;lise bivariada (n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 10%) demonstrou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica apenas para as vari&aacute;veis: les&atilde;o de c&aacute;rie cavitada (p=0,002) e experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pr&eacute;via (p=0,09) (<a href="#tab01">Tabela 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n4/a02tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s da an&aacute;lise de Regress&atilde;o de Poisson observou-se que permaneceu no modelo apenas a vari&aacute;vel "experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pr&eacute;via". Os resultados indicaram que aquelas crian&ccedil;as cujos pais/ respons&aacute;veis relataram que j&aacute; haviam tratado os dentes, tinham 1,5 vezes mais frequ&ecirc;ncia de apresentarem placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n4/a02tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O percentual de escolares identificados com placa dent&aacute;ria vis&iacute;vel na superf&iacute;cie oclusal dos primeiros molares permanentes foi considerado relevante (60,0%). Existe um consenso na literatura de que crian&ccedil;as da faixa et&aacute;ria estudada muitas vezes apresentam h&aacute;bitos de higiene bucal deficientes, sendo essa uma caracter&iacute;stica comum entre os pr&eacute;adolescentes e adolescentes. Assim como, verifica-se a exist&ecirc;ncia de difuldades locais de higieniza&ccedil;&atilde;o do elemento dent&aacute;rio em quest&atilde;o, devido a sua posi&ccedil;&atilde;o de erup&ccedil;&atilde;o nas arcadas dent&aacute;rias<sup>15</sup>. Sabe-se que a placa &eacute; fator determinante para que a doen&ccedil;a c&aacute;rie se desenvolva6. Por isso, o fato dessas crian&ccedil;as terem um percentual significativo de placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal dos primeiros molares permanentes, torna esses escolares mais suscet&iacute;veis &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>16-17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Resultado semelhante foi encontrado por Carvalho et al.<sup>18</sup> que identificaram 70,0% de escolares com placa dent&aacute;ria. Outro estudo mostrou uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre presen&ccedil;a de placa abundante vis&iacute;vel e les&otilde;es de c&aacute;rie ativas na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes, onde 100% das crian&ccedil;as apresentaram placa dent&aacute;ria vis&iacute;vel na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes<sup>2</sup>. Estes diferentes achados podem ser devido aos diferentes m&eacute;todos de mensura&ccedil;&atilde;o da placa dent&aacute;ria, &agrave;s diferentes amostras e locais em que os estudos foram realizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro achado relevante do presente estudo refere-se &agrave; associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica existente entre a presen&ccedil;a de placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes e o fato da crian&ccedil;a j&aacute; ter ido ao dentista. Ou seja, aqueles escolares que passaram por algum atendimento odontol&oacute;gico apresentaram maior chance de serem identificados com placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes. Os resultados indicam que a quest&atilde;o do autocuidado &eacute; um fator que deve ser considerado. De acordo com Ekstrand et al.<sup>1</sup>, aquelas crian&ccedil;as que j&aacute; visitaram o dentista possuem maior preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie quando comparadas com as crian&ccedil;as sem experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pr&eacute;via. Provavelmente isso aconteceu pelo fato das crian&ccedil;as que j&aacute; foram ao dentista terem ido pelo motivo de dor ou necessidade restauradora. Outro estudo mostrou que as crian&ccedil;as que visitaram regularmente o servi&ccedil;o odontol&oacute;gico conseguiram prevenir as doen&ccedil;as bucais e tem servido para que as mesmas, com maior ac&uacute;mulo de necessidades, resolvam clinicamente seus problemas<sup>19</sup> .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um fator que tamb&eacute;m influencia na preven&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias doen&ccedil;as bucais, inclusive a doen&ccedil;a c&aacute;rie, &eacute; a escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria. Esse &eacute; um m&eacute;todo muito eficaz na remo&ccedil;&atilde;o da placa dent&aacute;ria<sup>20</sup>. Estudos mostraram que as crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria de 6 a 8 anos de idade geralmente apresentam dificuldades de escova&ccedil;&atilde;o dos primeiros molares permanentes pela posi&ccedil;&atilde;o posterior destes dentes nas arcadas dent&aacute;rias e devido ao est&aacute;gio de infraoclus&atilde;o ou oclus&atilde;o parcial<sup>6,20</sup>. Shidara et al.<sup>21</sup> realizaram um estudo que confirma a associa&ccedil;&atilde;o entre a placa dent&aacute;ria e o fato da crian&ccedil;a n&atilde;o possuir escova de dentes, apresentar hist&oacute;ria de dor de dente e de c&aacute;rie dent&aacute;ria. Apesar destes achados, os achados deste estudo n&atilde;o apontaram uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a placa dent&aacute;ria e a escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Diversos autores destacaram que h&aacute; uma maior incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a c&aacute;rie cerca de dois a quatro anos ap&oacute;s a erup&ccedil;&atilde;o dos primeiros molares permanentes<sup>1-3,6,18</sup>. Programas de preven&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do controle da placa dent&aacute;ria, a longo prazo, podem melhorar o estado de higiene bucal de crian&ccedil;as e reduzir os n&iacute;veis de les&otilde;es de c&aacute;rie e de gengivite. Um estudo desenvolvido por Fraz&atilde;o et al.<sup>22</sup> mostrou que a avalia&ccedil;&atilde;o e reorienta&ccedil;&atilde;o de programas de escova&ccedil;&atilde;o supervisionada, utilizando a t&eacute;cnica transversal em primeiros molares permanentes, foi uma estrat&eacute;gia eficiente. Essa abordagem levou a uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da c&aacute;rie dent&aacute;ria. Esses achados representaram tamb&eacute;m uma redu&ccedil;&atilde;o substancial das necessidades de atendimento odontol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste estudo, a associa&ccedil;&atilde;o de placa dent&aacute;ria, observada na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes, com as demais vari&aacute;veis, n&atilde;o apresentou resultados a n&iacute;vel individual, ou seja, fatores biol&oacute;gicos relacionados &agrave;s crian&ccedil;as. De forma diferente, o estudo de Aleksejuniene et al.<sup>15</sup> observou que apesar da grande varia&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica na mensura&ccedil;&atilde;o da placa dent&aacute;ria, as caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas como o est&aacute;gio de erup&ccedil;&atilde;o do dente e a matura&ccedil;&atilde;o p&oacute;s eruptiva podem contribuir para a instala&ccedil;&atilde;o e progress&atilde;o da doen&ccedil;a, uma vez que o primeiro pode ser considerado um forte determinante da presen&ccedil;a da placa dent&aacute;ria e o segundo um facilitador da desmineraliza&ccedil;&atilde;o<sup>9,23-24</sup>. Ainda assim, nem sempre a presen&ccedil;a da placa dent&aacute;ria ir&aacute; resultar no desenvolvimento e progress&atilde;o de les&otilde;es cariosas<sup>9,23</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; importante considerar a doen&ccedil;a c&aacute;rie atrav&eacute;s de um par&acirc;metro multifatorial, pois a mesma apresenta diversos determinantes. E, dentre estes, est&aacute; a condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica do indiv&iacute;duo. Ainda se observa uma alta preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie entre crian&ccedil;as que vivenciam desvantagens sociais<sup>25</sup>. A doen&ccedil;a c&aacute;rie ainda &eacute; um problema de sa&uacute;de significativo entre os grupos desprivilegiados em pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento. Dentre as vari&aacute;veis que comp&otilde;em os indicadores socioecon&ocirc;micos, o grau de escolaridade materna &eacute; tido como um dos melhores preditores de sa&uacute;de infantil<sup>10,26</sup>. Acredita-se que o grau de escolaridade do cuidador da crian&ccedil;a, especialmente o grau de escolaridade materna, seja considerado um fator fortemente associado &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>27</sup>. Estudos demonstraram ainda que, quanto menor a renda familiar e o grau de instru&ccedil;&atilde;o dos pais, maior &eacute; a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria entre as crian&ccedil;as<sup>28-29</sup>. N&atilde;o foram identificadas, no entanto, pesquisas que evidenciaram uma associa&ccedil;&atilde;o direta entre a presen&ccedil;a de placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie dos dentes e as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar da escassez de estudos na literatura cient&iacute;fica, que procuram correlacionar a placa dent&aacute;ria com outros fatores determinantes da c&aacute;rie dent&aacute;ria, o presente estudo tem limita&ccedil;&otilde;es que devem ser descritas. O desenho do estudo &eacute; transversal. Sendo assim, n&atilde;o permite que se fa&ccedil;a uma rela&ccedil;&atilde;o de causa e efeito, e sim associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis independentes estudadas e a placa dent&aacute;ria. O estudo contou com uma amostra de conveni&ecirc;ncia, n&atilde;o representativa do munic&iacute;pio de Belo Horizonte. Podese ainda considerar um poss&iacute;vel vi&eacute;s de mem&oacute;ria, visto que as informa&ccedil;&otilde;es relatadas pelos pais/respons&aacute;veis retratam tanto fatos recentes quanto passados das crian&ccedil;as participantes. Embora a pesquisa conte com estas limita&ccedil;&otilde;es, foi poss&iacute;vel conhecer melhor esta popula&ccedil;&atilde;o de escolares e fazer infer&ecirc;ncias importantes atrav&eacute;s dos resultados encontrados, fornecendo subs&iacute;dios que visem conquistas na busca de melhores condi&ccedil;&otilde;es bucais das crian&ccedil;as da rede p&uacute;blica de ensino de Belo Horizonte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de visando o autocuidado &eacute; de crucial import&acirc;ncia na preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de doen&ccedil;as bucais, sendo a limpeza caseira dos dentes e tamb&eacute;m em ambiente escolar, e a orienta&ccedil;&atilde;o e est&iacute;mulo pelos profissionais de sa&uacute;de, fundamentais na manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal infantil. Deve-se ainda considerar, o uso adequado das t&eacute;cnicas envolvidas no tratamento das les&otilde;es cariosas, bem como o polimento adequado das restaura&ccedil;&otilde;es, uso correto da t&eacute;cnica de selamento das oclusais dos primeiros molares permanentes e seu acompanhamento, pois estas podem se tornar fatores de reten&ccedil;&atilde;o, favorecendo o ac&uacute;mulo de placa dent&aacute;ria e contribuindo para aumento da doen&ccedil;a c&aacute;rie<sup>23,30</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Deve-se instituir, para a faixa et&aacute;ria de 6 a 8 anos, a&ccedil;&otilde;es program&aacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de nas escolas, e buscar sempre articula&ccedil;&otilde;es com o servi&ccedil;o p&uacute;blico, que deve tamb&eacute;m, conhecer a realidade escolar para melhor atuar, no controle do biofilme dent&aacute;rio cariog&ecirc;nico e consequentemente da c&aacute;rie dent&aacute;ria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Os resultados apontaram que a maioria das crian&ccedil;as apresentou placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal dos primeiros molares permanentes, o que pode t&ecirc;-las deixado mais suscet&iacute;veis a c&aacute;rie dent&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A presen&ccedil;a de placa bacteriana na superf&iacute;cie oclusal de primeiros molares permanentes foi associada apenas com a experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pr&eacute;via da crian&ccedil;a. Aquelas crian&ccedil;as cujos pais/ respons&aacute;veis relataram experi&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pr&eacute;via apresentaram maior frequ&ecirc;ncia de serem identificadas com placa dent&aacute;ria na superf&iacute;cie oclusal dos primeiros molares permanentes.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Ekstrand KR, Christiansen J, Christiansen ME. Time and duration of eruption of first and second permanent molars: a longitudinal investigation. Community Dent Oral Epidemiol. 2003; 31:344- 50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=015649&pid=S1516-0939201200040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Quaglio JM, Sousa MB, Ardenghi TM, Mendes FM, Imparato JC, Pinheiro SL. Association between clinical parameters and the presence of active caries lesions in first permanent molars. Braz Oral Res. 2006; 20:358-63.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Ollila P, Larmas M. A seven-year survival analysis of caries onset in primary second molars and permanent first molars in different caries risk groups determined at age two years. Acta Odontol Scand. 2007; 65:29-35.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Brailsford SR, Sheehy EC, Gilbert SC, Clark DT, Kidd EA, Zoitopoulos L, et al. The microflora of the erupting first permanent molar. Caries Res. 2005; 39:78-84.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Maltz M, Silva BB, Carvalho DQ, Volkweis A. Results after two years of non-operative treatment of occlusal surface in children with high caries prevalence. Braz Dent J. 2003; 14:48-54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Parner ET, Heidmann JM, Vaeth M, Poulsen S. Surface-specific caries incidence in permanent molars in Danish children. Eur J Oral Sci. 2007; 115:491-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Narvai PC, Fraz&atilde;o P, Roncalli AG, Antunes JL. C&aacute;rie dent&aacute;ria no Brasil: decl&iacute;nio, polariza&ccedil;&atilde;o, iniquidade e exclus&atilde;o social. Rev Panam Salud P&uacute;blica. 2006; 19:385-93.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Ferjerskov O. Changing paradigms in concepts on dental caries: consequences for oral health care. Caries Res. 2004; 38:182-91.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Delgado-&Acirc;ngulo E, Prado-Armas J, Bernab&eacute; E. First molar eruption related to plaque acidogenicity in children of different socio-economic status. Acta Odontol Scand. 2006; 64:134-40.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Traebert J, Guimar&atilde;es LA, Durante EZ, Serratine AC. Low maternal schooling and severity of dental caries in Brazilian preschool children. Oral Health Prev Dent. 2009; 7:39-45.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Carvalho JC, Ekstrand KR, Thylstrup A. Dental plaque and caries on occlusal surfaces of first permanent molars in relation to stage of eruption. J Dent Res. 1989; 68:773-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS). Levantamentos b&aacute;sicos em sa&uacute;de bucal. 4&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Peres MA, Traebert J, Marcenes W. Calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores para estudos epidemiol&oacute;gicos de c&aacute;rie dent&aacute;ria. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2001; 17:153- 9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Fernandes ET, Ferreira EF. Substitution of amalgam restorations: participative training to standardize criteria. Braz Oral Res. 2004; 18:247- 52.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Aleksejuniene J, Scheie AA, Holst D. Interindividual variation in the plaque formation rate of young individuals. Int J Dent Hyg. 2006; 4:35- 40.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Bernardo M, Luis H, Martin MD, Leroux BG, Rue T, Leit&atilde;o J, De Rouen TA. Survival and reasons for failure of amalgam placed versus composite posterior restorations in a randomized clinical trial. J Am Dent Assoc. 2007; 138:775-83.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Villalobos-Rodelo JJ, Medina-S&oacute;lis CE, Maupom&eacute; G, Pontigo-Loyola AP, Lau-Rojo L, Verdugo- Barraza L. Caries dental en escolares de una comunidad del noroeste de M&eacute;xico con dentici&oacute;n mixta y su asociaci&oacute;n con algunas variables cl&iacute;nicas, s&oacute;cioecon&oacute;micas y sociodemogr&aacute;ficas. Rev Invest Cl&iacute;n. 2007; 59:256-67.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Carvalho JC, Van Nieuwenhuysen JP, D'Hoore W. Oral hygiene and gingival condition among 12-year-old children in the Brussels Region. Rev Belge Med Dent (1984). 2001; 56:281-90.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Noro LR, Roncalli AG, J&uacute;nior FI, Lima KC. Incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em adolecentes em munic&iacute;pio do Nordeste brasileiro, 2006. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009; 25:783-90.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Gon&ccedil;alves AF, de Oliveira Rocha R, Oliveira MD, Rodrigues CR. Clinical effectiveness of toothbrushes and tooth brushing methods of plaque removal on partially erupted occlusal surfaces. Oral Health Prev Dent. 2007; 5:33-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Shidara EK, McGlothlin JD, Kobayashi S. A vicious cycle in the oral health status of schoolchildren in a primary school in rural Cambodia. Int J Dent Hyg. 2007; 5:165-73.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Fraz&atilde;o P. Effectiveness of the bucco-lingual technique within a school-based supervised toothbrushing program on preventing caries: a randomized controlled trial. BMC Oral Health. 2011; 11:11.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Gomes VE, Silva DD. A import&acirc;ncia do controle de placa dental na cl&iacute;nica odontol&oacute;gica. Arq Odontol. 2010; 46:22-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Baelun V, Fejerskov O. Diagn&oacute;stico da c&aacute;rie dent&aacute;ria: um momento de reflex&atilde;o a caminho da interven&ccedil;&atilde;o? In: Fejerskov O, Kidd E. C&aacute;rie dent&aacute;ria: a doen&ccedil;a e seu tratamento cl&iacute;nico. S&atilde;o Paulo: Santos, 2005. p.101-10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Vargas CM, Ronzio CR. Disparities in early childhood caries. MC Oral Health. 2006; 6 Suppl 1:1-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Victora CG, Hutty SR, Barros FC, Lombardi C, Vaughan JP. Maternal education in relation to early and late child health outcomes: findings from a Brazilian cohort study. Soc Sci Med. 1992; 34:899-905.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Peres K, Bastos JR, Latorre MR. Severidade de c&aacute;rie em crian&ccedil;as e rela&ccedil;&atilde;o com aspectos sociais e comportamentais. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2000; 34:402-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Amin TT, Al-Abad BM. Oral hygiene practices, dental knowledge, dietary habits and their relation to caries among male primary school children in Al Hassa, Saudi Arabia. Int J Dent Hyg. 2008; 6:361-70. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Christensen LB, Twetman S, Sundby A. Oral health in children and adolescents with different socio-cultural and socio-economic backgrounds. Acta Odontol Scand. 2010; 68:34-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Christensen LB, Twetman S, Sundby A. Oral health in children and adolescents with different socio-cultural and socio-economic backgrounds. Acta Odontol Scand. 2010; 68:34-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Buischi YP, Axelsson P, Siqueira TR. Controle mec&acirc;nico do biofilme dental e a pr&aacute;tica da promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal. In: Buischi YP. Promo&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de Bucal na Cl&iacute;nica Odontol&oacute;gica. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas: EAP-APCD, 2000. p.169-214.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/aodo/v48n4/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Autor correspondente:</b>    <br>   Ana Cristina Oliveira    <br> Av. Ant&ocirc;nio Carlos, 6627 - Campus Pampulha    <br> Belo Horizonte  MG - Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> CEP: 31270-901    <br>E-mail: <a href="mailto:anacboliveira@yahoo.com.br" target="_blank">anacboliveira@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recebido em 09/04/2012 - Aceito em 26/07/2012</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Time and duration of eruption of first and second permanent molars: a longitudinal investigation.]]></article-title>
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<page-range>344- 50.</page-range></nlm-citation>
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