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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estimativa de dose efetiva e detrimento em exames de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To calculate the effective dose (E) and detriment associated with cone beam computed tomography (CBCT), following recommendations set forth by the International Comission on Radiological Protection (ICRP). Materials and Methods: The effective dose (E) was calculated by multiplying the absorbed/equivalent doses by the bone marrow, thyroid, skin, bone surface, salivary glands, brain, and remaining organs (extrathoracic region, lymphatic nodes, muscles, and oral mucosa), resulting from different equipments and imaging protocols, by tissue weighting factor of these tissues. Detriment was estimated by multiplying E by the probability coefficient for stochastic effects after exposure to low doses of radiation: 5.7 x 10-2 Sv-1. The equipment and protocols were grouped according to the irradiated volume (field of view - FOV). The mean effective doses, standard deviation, and variation coefficient of each group were also calculated. Results: Protocols that employed a larger FOV resulted in an increase of the effective dose and detriment. The mean (standard deviation) of E for small, medium, and large FOV were 33.91 &#956;Sv (13.38), 82.85 &#956;Sv (74.26), and 107.99 &#956;Sv (43.82), respectively. The small FOV group presented the lowest variation coefficient (39%). Conclusion: The E from CBCT are high when compared to other conventional radiography, although the detriment is relatively low. Recommendations for CBCT and the choice of protocol must be carefully justified so that the benefits of patient exposure outweigh the potential radiation detriment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tomografia computadorizada de feixe cônico.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Estimativa de dose efetiva e detrimento em exames de tomografia computadorizada de feixe c&ocirc;nico (TCFC)</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Effective dose and detriment assessment in cone beam computed tomography (CBCT)</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Virg&iacute;nia Medeiros Ferreira <sup>I</sup>; Keli Bahia Felic&iacute;ssimo Zocratto <sup>II</sup>; Cl&aacute;udia Borges Brasileiro<sup> III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <sup>I </sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil    <br> <sup>II</sup> Curso de Odontologia, Centro Universit&aacute;rio Newton Paiva, Belo Horizonte, MG, Brasil    <br><sup>III</sup> N&uacute;cleo de Radia&ccedil;&otilde;es Ionizantes (NRI), Departamento de Engenharia Nuclear, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contato: vilzinhamedeiros@yahoo.com.br, kelibahia.prof@newtonpaiva.br, cbbrasileiro@gmail.com</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Autor correspondente:</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo:</b> Estimar a dose efetiva (E) e o detrimento associados aos exames de Tomografia Computadorizada de Feixe C&ocirc;nico (TCFC), seguindo as &uacute;ltimas recomenda&ccedil;&otilde;es da International Comission on Radiological Protection (ICRP).<b>Materiais e M&eacute;todos:</b> A E foi calculada multiplicando-se as doses absorvidas/equivalentes pela medula &oacute;ssea, tire&oacute;ide, pele, superf&iacute;cie &oacute;ssea, gl&acirc;ndulas salivares, c&eacute;rebro e &oacute;rg&atilde;os remanescentes (regi&atilde;o extra-tor&aacute;cica, linfonodos, m&uacute;sculo e mucosa oral), resultantes de diferentes equipamentos e protocolos de aquisi&ccedil;&atilde;o de imagens, pelo fator de peso desses tecidos. O detrimento foi estimado multiplicando-se o valor de E pelo coeficiente de probabilidade de efeitos estoc&aacute;sticos resultantes de baixas doses de radia&ccedil;&atilde;o que &eacute; 5,7 x 10-2 eventos por Sievert (Sv). Os equipamentos e protocolos foram agrupados de acordo com o volume irradiado (campo de vis&atilde;o). A m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o e coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o de cada grupo foram calculados. <b>Resultados:</b> Protocolos que empregaram um campo de vis&atilde;o maior resultaram em aumento da dose efetiva e do detrimento. As m&eacute;dias (desvio-padr&atilde;o) das doses efetivas para campos de vis&atilde;o pequeno, m&eacute;dio e grande foram 33,91 &mu;Sv (13,38), 82,85 &mu;Sv (74,26) e 107,99 &mu;Sv (43,82), respectivamente. O grupo de campo de vis&atilde;o pequeno apresentou menor coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o (39%).<b>Conclus&atilde;o:</b> A E resultante da TCFC &eacute; alta comparada a outros exames radiogr&aacute;ficos convencionais, embora o detrimento seja relativamente pequeno. A indica&ccedil;&atilde;o dos exames e a sele&ccedil;&atilde;o dos protocolos devem ser criteriosamente justificadas de forma que os benef&iacute;cios resultantes da exposi&ccedil;&atilde;o dos pacientes &agrave; radia&ccedil;&atilde;o superem o potencial detrimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Tomografia computadorizada de feixe c&ocirc;nico. Dosagem de radia&ccedil;&atilde;o. Medi&ccedil;&atilde;o de risco.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aim:</b> To calculate the effective dose (E) and detriment associated with cone beam computed tomography (CBCT), following recommendations set forth by the International Comission on Radiological Protection (ICRP). <b>Materials and Methods:</b> The effective dose (E) was calculated by multiplying the absorbed/equivalent doses by the bone marrow, thyroid, skin, bone surface, salivary glands, brain, and remaining organs (extrathoracic region, lymphatic nodes, muscles, and oral mucosa), resulting from different equipments and imaging protocols, by tissue weighting factor of these tissues. Detriment was estimated by multiplying E by the probability coefficient for stochastic effects after exposure to low doses of radiation: 5.7 x 10-2 Sv-1. The equipment and protocols were grouped according to the irradiated volume (field of view - FOV). The mean effective doses, standard deviation, and variation coefficient of each group were also calculated. <b>Results:</b> Protocols that employed a larger FOV resulted in an increase of the effective dose and detriment. The mean (standard deviation) of E for small, medium, and large FOV were 33.91 &mu;Sv (13.38), 82.85 &mu;Sv (74.26), and 107.99 &mu;Sv (43.82), respectively. The small FOV group presented the lowest variation coefficient (39%). <b>Conclusion:</b> The E from CBCT are high when compared to other conventional radiography, although the detriment is relatively low. Recommendations for CBCT and the choice of protocol must be carefully justified so that the benefits of patient exposure outweigh the potential radiation detriment.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms:</B> Cone beam computed tomography. Radiation dosage. Risk assessment.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde o in&iacute;cio de sua utiliza&ccedil;&atilde;o como m&eacute;todo de diagn&oacute;stico por imagem, na d&eacute;cada de 1970, a tomografia computadorizada (TC) passou por uma evolu&ccedil;&atilde;o e uma s&eacute;rie de inova&ccedil;&otilde;es, promovendo a melhoria da forma de aquisi&ccedil;&atilde;o e qualidade das imagens. Mesmo com esse avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico, a aplica&ccedil;&atilde;o da TC na &aacute;rea odontol&oacute;gica foi restrita. Isso aconteceu por um longo tempo em virtude do alto custo, dose elevada de radia&ccedil;&atilde;o e dimens&atilde;o excessiva dos equipamentos que foram desenvolvidos para imagens de corpo todo limitando sua aplica&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea odontol&oacute;gica<sup>1 </sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A introdu&ccedil;&atilde;o da tomografia computadorizada de feixe c&ocirc;nico (TCFC), no final da d&eacute;cada de 1990, foi extremamente significativa e reverteu esse quadro. O desenvolvimento tecnol&oacute;gico resultou no surgimento de um aparelho relativamente pequeno, de custo menor e dose de radia&ccedil;&atilde;o significativamente mais baixa quando comparada &agrave; TC convencional<sup>2,3 </sup>. A TCFC permite a avalia&ccedil;&atilde;o tridimensional do complexo dentomaxilofacial e sua aplica&ccedil;&atilde;o como m&eacute;todo de diagn&oacute;stico por imagem na pr&aacute;tica cl&iacute;nica odontol&oacute;gica tem se expandido<sup>4,5 </sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As doses associadas &agrave; TCFC s&atilde;o significativamente menores quando comparadas &agrave;s doses relacionadas aos exames por TC convencional, mas elevadas em rela&ccedil;&atilde;o aos m&eacute;todos de diagn&oacute;stico por imagem rotineiramente empregados em odontologia. Nesse contexto, os riscos e benef&iacute;cios associados &agrave; TCFC devem ser criteriosamente avaliados antes da indica&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o desses exames<sup>4 </sup>. Os diversos equipamentos dispon&iacute;veis no mercado que utilizam a tecnologia de feixe c&ocirc;nico e a variedade de protocolos de aquisi&ccedil;&atilde;o de imagens podem resultar em diferentes doses de radia&ccedil;&atilde;o </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">absorvidas pelos pacientes e consequentemente alterar o risco de efeitos estoc&aacute;sticos decorrentes desses exames<sup>6-7 </sup></font>.</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O conceito de risco, definido como a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de um efeito danoso, foi inicialmente utilizado pela International Comission on Radiological Protection (ICRP). Em sua publica&ccedil;&atilde;o 26 (1977), a comiss&atilde;o introduziu o termo detrimento, um conceito mais amplo que risco e que combina probabilidade, severidade e tempo de express&atilde;o do dano. O detrimento representa o dano total em indiv&iacute;duos e seus descendentes. Isso acontece devido &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s radia&ccedil;&otilde;es ionizantes. Inclui, n&atilde;o somente a probabilidade de c&acirc;ncer fatal, mas tamb&eacute;m a probabilidade de c&acirc;ncer n&atilde;o fatal, a probabilidade de efeitos heredit&aacute;rios e o tempo de sobrevida<sup>8,9 </sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para se estimar o detrimento, a ICRP introduziu, em sua publica&ccedil;&atilde;o 60 (1991), a grandeza dose efetiva (E), que considera as doses de radia&ccedil;&atilde;o absorvidas por diferentes tecidos e &oacute;rg&atilde;os e suas diferen&ccedil;as quanto &agrave; radiossensibilidade. Permite estimar o risco da indu&ccedil;&atilde;o de efeitos estoc&aacute;sticos de diferentes exposi&ccedil;&otilde;es &agrave; radia&ccedil;&atilde;o<sup>4,10 </sup>. Desse modo, o objetivo desse estudo foi calcular a dose efetiva e o detrimento associados aos exames por TCFC, de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es da ICRP, estabelecidas na publica&ccedil;&atilde;o 103 (2007), utilizando diferentes equipamentos e protocolos de aquisi&ccedil;&atilde;o das imagens empregados em odontologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>C&aacute;lculo da Dose Efetiva (<i>E</i>)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o c&aacute;lculo da dose efetiva (E), doses absorvidas de diferentes aparelhos e protocolos de aquisi&ccedil;&atilde;o de imagens foram coletadas do trabalho de Pauwels et al. (2012)<sup>7 </sup>. Os autores empregaram fantomas e dos&iacute;metros termoluminescentes para obten&ccedil;&atilde;o das doses absorvidas. Os aparelhos utilizados nesse estudo foram: 3D Accuitomo 170&reg; (J. Morita, Jap&atilde;o), Galileos Comfort&reg; (Sirona Dental Systems, Alemanha), i-CAT Next Generation&reg; (Imaging Sciences International, EUA), Kodak 9000 3D&reg; (Kodak Dental Systems, EUA), Kodak 9500&reg; (Kodak Dental Systems, EUA), NewTom VG&reg; (Quantitative Radiology, It&aacute;lia), NewTom VGi&reg; (Quantitative Radiology, It&aacute;lia), Promax 3D&reg; (Planmeca, It&aacute;lia), Scanora 3D&reg; (Soredex, Finl&acirc;ndia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A dose efetiva (E), expressa em microsieverts (&mu;Sv), foi calculada seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es da ICRP 2007<sup>11 </sup>, utilizando a seguinte equa&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> E = &Sigma; wT x HT</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na equa&ccedil;&atilde;o, wT representa o fator de peso ou fator de pondera&ccedil;&atilde;o de tecidos e &oacute;rg&atilde;os e expressa a radiossensibilidade e a contribui&ccedil;&atilde;o de cada tecido ou &oacute;rg&atilde;o no detrimento total para efeitos estoc&aacute;sticos. Os &oacute;rg&atilde;os e tecidos selecionados para o estudo foram: medula &oacute;ssea, tire&oacute;ide, pele, superf&iacute;cie &oacute;ssea, gl&acirc;ndulas salivares, c&eacute;rebro e &oacute;rg&atilde;os remanescentes (regi&atilde;o extra-tor&aacute;cica, linfonodos, m&uacute;sculo e mucosa oral). Os &oacute;rg&atilde;os remanescentes s&atilde;o aqueles cujas radiossensibilidades individuais n&atilde;o podem ser precisamente definidas, mas que em conjunto mostram uma razo&aacute;vel mensura&ccedil;&atilde;o<sup>12 </sup>. HT &eacute; definida como dose equivalente e representa a dose absorvida por um tecido ou &oacute;rg&atilde;o, multiplicada por um fator de pondera&ccedil;&atilde;o relacionado ao tipo de radia&ccedil;&atilde;o. Para f&oacute;tons, o fator de pondera&ccedil;&atilde;o ou fator de peso &eacute; igual a 1. Assim, nesse estudo, a dose absorvida &eacute; igual &agrave; dose</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> equivalente. Os fatores de peso de tecidos e &oacute;rg&atilde;os, de acordo com a ICRP 2007<sup>11 </sup> est&atilde;o apresentados na <a href="#tab01">Tabela 1</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n4/a02tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os equipamentos e protocolos foram agrupados de acordo com a dimens&atilde;o do campo de vis&atilde;o. A m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o e coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o de cada grupo foram calculados. C&aacute;lculo do Detrimento O detrimento resultante da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o de diferentes equipamentos e protocolos de aquisi&ccedil;&atilde;o de imagens foi obtido multiplicandose o valor da dose efetiva (E) pelo coeficiente de probabilidade de efeitos estoc&aacute;sticos resultantes de baixas doses de radia&ccedil;&atilde;o que &eacute; 5,7 x 10-2 eventos por Sievert (Sv), de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es da ICRP 2007<sup>11 </sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devido &agrave; diferen&ccedil;a dos volumes de aquisi&ccedil;&atilde;o das imagens dos aparelhos avaliados, os resultados foram apresentados agrupando-se os equipamentos de acordo com o volume irradiado, tamb&eacute;m conhecido como campo de vis&atilde;o (Field of View - FOV). Os aparelhos considerados de campo de vis&atilde;o pequeno permitem a captura de um volume cil&iacute;ndrico ou esf&eacute;rico menor ou igual a 10 cm. Os de campo de vis&atilde;o m&eacute;dio possibilitam a captura de um volume cil&iacute;ndrico ou esf&eacute;rico entre 10 e 15 cm, enquanto os equipamentos de campo de vis&atilde;o grande capturam um volume maior que 15 cm<sup>9 </sup>. Os valores de E e detrimento resultantes de protocolos de campo de vis&atilde;o pequeno, m&eacute;dio e grande est&atilde;o apresentados nas <a href="#tab02" "#tab03" "#tab04"></a>tabelas <a href="#tab02">2</a>, <a href="#tab03">3</a> e <a href="#tab04">4</a>, respectivamente. Os resultados revelaram que o aumento da dimens&atilde;o do campo de vis&atilde;o resultou no aumento da dose efetiva e do detrimento. As m&eacute;dias (desvio-padr&atilde;o) das doses efetivas para campos de vis&atilde;o pequeno, m&eacute;dio e grande foram 33,91 &mu;Sv (13,38), 82,85 &mu;Sv (74,26) e 107,99 &mu;Sv (43,82), respectivamente. O coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o para protocolos de campo de campo de vis&atilde;o pequeno foi 39,00%, para campo de vis&atilde;o m&eacute;dio 90,00% e grande 41,00%, evidenciando que o grupo de campo de vis&atilde;o pequeno foi o que apresentou maior homogeneidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n4/a07tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n4/a07tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n4/a07tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os benef&iacute;cios advindos do emprego de radia&ccedil;&otilde;es ionizantes na &aacute;rea da sa&uacute;de s&atilde;o ineg&aacute;veis, mas a deposi&ccedil;&atilde;o de energia nos tecidos e/ou &oacute;rg&atilde;os de indiv&iacute;duos expostos &agrave; radia&ccedil;&atilde;o podem promover efeitos biol&oacute;gicos. Os efeitos associados &agrave;s doses de radia&ccedil;&atilde;o utilizadas em radiodiagn&oacute;stico s&atilde;o essencialmente estoc&aacute;sticos, ou seja, podem ocorrer mesmo ap&oacute;s baixas doses e pequenas frequ&ecirc;ncias de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o havendo um limiar para a express&atilde;o do dano<sup>12 </sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1990, a E foi introduzida pela ICRP para fornecer a dose relacionada a efeitos estoc&aacute;sticos resultantes da exposi&ccedil;&atilde;o a baixas doses de radia&ccedil;&atilde;o ionizante e permitir comparar a probabilidade de detrimento de diferentes exames radiogr&aacute;ficos ao detrimento decorrente da exposi&ccedil;&atilde;o de corpo todo<sup>1 </sup>. Em 2007, em sua publica&ccedil;&atilde;o 103, a comiss&atilde;o considerou justific&aacute;vel a inclus&atilde;o de tr&ecirc;s novos tecidos no grupo de tecidos remanescentes para o c&aacute;lculo da E. A regi&atilde;o extrator&aacute;cica, linfonodos e mucosa oral foram inclu&iacute;das nesse grupo e o fator de peso para tecidos remanescentes aumentou de 0,05 para 0,12<sup>5,8 </sup>. Al&eacute;m disso, pela primeira vez, as gl&acirc;ndulas salivares e o c&eacute;rebro foram inclu&iacute;dos na sele&ccedil;&atilde;o de tecidos e &oacute;rg&atilde;os com fator de peso espec&iacute;fico em virtude do aumento de evid&ecirc;ncias de risco de c&acirc;ncer nesses &oacute;rg&atilde;os<sup>1 </sup>. Essas modifica&ccedil;&otilde;es refletiram diretamente no c&aacute;lculo da E associados aos diferentes m&eacute;todos de diagn&oacute;stico por imagem. Estudos que compararam a dose efetiva seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es da ICRP 1990 e 2007 evidenciaram um aumento da E em todos os exames radiogr&aacute;ficos (periapical, interproximal, panor&acirc;mica e cefalom&eacute;trica e TCFC) de acordo com o ICRP 2007<sup>1,4-5,9 </sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No presente estudo, o c&aacute;lculo da E seguiu as orienta&ccedil;&otilde;es da ICRP 2007<sup>11 </sup>. Os resultados revelaram que a dose efetiva variou entre os aparelhos de TCFC e o campo de vis&atilde;o selecionado. Dentre os par&acirc;metros vari&aacute;veis dos protocolos de aquisi&ccedil;&atilde;o de imagem da TCFC (campo de vis&atilde;o, tamanho do voxel, tempo de exposi&ccedil;&atilde;o e miliamperagem)<sup>13 </sup>, a colima&ccedil;&atilde;o do feixe prim&aacute;rio de raios X, ou seja, o campo de vis&atilde;o (FOV), limita a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o &agrave; regi&atilde;o de interesse<sup>14 </sup>. Nesse estudo, o aumento da dimens&atilde;o do campo de vis&atilde;o resultou em um aumento da dose efetiva. Nessas condi&ccedil;&otilde;es um volume maior da cabe&ccedil;a do paciente &eacute; irradiada<sup>5,15 </sup>. Os resultados est&atilde;o de acordo com outros estudos encontrados na literatura<sup>4-5 </sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudos revelaram que para um mesmo equipamento e campo de vis&atilde;o, quando o volume irradiado se limita &agrave; regi&atilde;o de maxila h&aacute; redu&ccedil;&atilde;o da dose efetiva se comparada a E resultante de protocolos que restringem o feixe prim&aacute;rio de raios X &agrave; regi&atilde;o de mand&iacute;bula<sup>4-5 </sup>. No presente estudo, para o aparelho Kodak 9000 3D&reg;, protocolo de mand&iacute;bula e campo de vis&atilde;o pequeno, a E encontrada foi de 40,30 &mu;Sv enquanto para maxila foi de 18,53 &mu;Sv. Para o Scanora&reg;, verificou-se uma E equivalente a 47,21 &mu;Sv, para protocolo de mand&iacute;bula, e 46,42 &mu;Sv para maxila. O aumento da E para protocolos de mand&iacute;bula &eacute; justificado pela exposi&ccedil;&atilde;o direta da gl&acirc;ndula tireoide e da submandibular, que foi inclu&iacute;da no grupo de &oacute;rg&atilde;os com fator de peso espec&iacute;fico de acordo com a ICRP 2007<sup>4 </sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As doses efetivas resultantes da TCFC s&atilde;o menores quando comparadas &agrave;s doses relacionadas aos exames por TC convencional. A m&eacute;dia das doses efetivas encontradas neste estudo para protocolos de TCFC de campos de vis&atilde;o pequeno, m&eacute;dio e grande foi de 33,91 &mu;Sv, 82,85 &mu;Sv, e 107,99 &mu;Sv, respectivamente. Quando comparadas &agrave;s doses observadas em exames de TC multislice, s&atilde;o doses significativamente menores. De acordo com outros estudos, as doses podem variar entre 474 &mu;Sv e 1160 &mu;Sv, dependendo do protocolo de aquisi&ccedil;&atilde;o de imagem empregado para o estudo do complexo dentomaxilofacial<sup>16 </sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em compara&ccedil;&atilde;o com outros exames radiogr&aacute;ficos rotineiramente empregados na pr&aacute;tica cl&iacute;nica odontol&oacute;gica, a TCFC apresenta doses efetivas maiores. A E resultante de uma radiografia panor&acirc;mica varia entre 14,2 &mu;Sv e 24,3 &mu;Sv e de uma radiografia cefalom&eacute;trica, norma lateral, &eacute; 5,6 &mu;Sv. Para um exame interproximal (quatro incid&ecirc;ncias) empregando receptores de imagens (placa de f&oacute;sforo estimulada) ou filme velocidade F e colima&ccedil;&atilde;o retangular, a E &eacute; 5,0 &mu;Sv. Um exame completo das arcadas dent&aacute;rias (periapical e interproximal) tamb&eacute;m utilizando receptores de imagens ou filme F e colima&ccedil;&atilde;o retangular apresenta uma dose efetiva de 34,9 &mu;Sv1, superior &agrave; E encontrada no presente estudo para o aparelho Kodak 9000 3D (campo de vis&atilde;o pequeno) e Promax 3D (campo de vis&atilde;o m&eacute;dio), cujas doses efetivas observadas foram de 18,53 &mu;Sv e 27,93 &mu;Sv, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora as doses efetivas relacionadas &agrave; TCFC sejam maiores comparativamente a outros exames radiogr&aacute;ficos utilizados em odontologia, o detrimento resultante da exposi&ccedil;&atilde;o dos pacientes &eacute; relativamente baixo. No presente estudo, o detrimento estimado variou entre 1,05 a 15 x 10<sup>-6 </sup> (1,05 a 15 em um milh&atilde;o de casos de detrimento). Embora pequeno, &eacute; real e superior ao detrimento estimado para outros exames radiogr&aacute;ficos empregados na pr&aacute;tica odontol&oacute;gica. O risco de c&acirc;ncer fatal para uma radiografia cefalom&eacute;trica, norma lateral, a probabilidade &eacute; de 0,3 em um milh&atilde;o e para radiografia panor&acirc;mica varia entre 0,8 e 1,38. Assim, de acordo com os princ&iacute;pios de prote&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica, &eacute; imprescind&iacute;vel que a indica&ccedil;&atilde;o para a TCFC seja criteriosamente justificada. A escolha dos protocolos precisa ser definida, de maneira que o benef&iacute;cio decorrente da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o supere o potencial detrimento &agrave; sa&uacute;de dos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise dos resultados, no entanto, deve ser interpretada com cautela, uma vez que o presente estudo comparou a dose efetiva e o detrimento decorrentes de varia&ccedil;&otilde;es da dimens&atilde;o do campo de vis&atilde;o. Houve varia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de equipamentos em cada grupo avaliado. A sele&ccedil;&atilde;o dos equipamentos de TCFC e dos protocolos de aquisi&ccedil;&atilde;o de imagens n&atilde;o deve ser baseada exclusivamente em estudos de dosimetria, mas associada &agrave; qualidade da imagem e a indica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de cada protocolo de exposi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A dose efetiva resultante da TCFC &eacute; menor quando comparada &agrave; TC convencional. Por&eacute;m, &eacute; maior em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doses relacionadas a outros exames radiogr&aacute;ficos rotineiramente empregados como m&eacute;todos complementares de diagn&oacute;stico na pr&aacute;tica cl&iacute;nica odontol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora o detrimento associado aos exames tomogr&aacute;ficos que empregam a tecnologia de feixe c&ocirc;nico seja relativamente baixo, o mesmo n&atilde;o pode ser negligenciado.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Ludlow JB, Davies-Ludlow LE, White SC. Patient risk related to common dental radiographic examinations: the impact of 2007 International Commission on Radiological Protection regarding dose calculation. J Am Dent Assoc. 2008; 139:1237-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=016336&pid=S1516-0939201200040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Garib DG, Raymundo Jr R, Raymundo MV, Raymundo DV, Ferreira SN. Tomografia computadorizada de feixe c&ocirc;nico (cone beam): entendendo este novo m&eacute;todo de diagn&oacute;stico por imagem com promissora aplicabilidade na ortodontia. Rev Dental Press Ortodon Ortop Facial. 2007; 12:139-56.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Mohan R, Singh A, Gundappa M. Three dimensional imaging in periodontal diagnosis: utilization of cone beam computed tomography. J Indian Soc Periodontol. 2011; 15:11-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Roberts JA, Drage NA, Davies J, Thomas DW. Effective dose from cone beam CT examinations in dentistry. Br J Radiol. 2009; 82:35-40.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Qu X-M, Li G, Ludlow JB, Zhang Z-Y, Ma X-C. Effective radiation dose of ProMax 3D cone-beam computerized tomography scanner with different dental protocols. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2010; 110:770-6.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Torres MGG, Campos PSF, Neto Segundo NP, Ribeiro M, Navarro M, Cruso&eacute;-Rebello I. Avalia&ccedil;&atilde;o de doses referenciais obtidas com exames de tomografia computadorizada de feixe c&ocirc;nico adquiridos com diferentes tamanhos de voxels. Dental Press J Orthod. 2010; 15:42-3.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Pauwels R, Beinsberger J, Collaert B, Theodorakou C, Rogers J, Walker A, et al. Effective dose range for dental cone beam computed tomography scanners. Eur J Radiol. 2012; 81:267-71.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Wrixon AD. New ICRP recommendations. J Radiol Prot. 2008; 28:161-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Ludlow JB, Ivanovic M. Comparative dosimetry of dental CBCT devices and 64-slice CT for oral and maxillofacial radiology. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2008; 106:106- 14.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Wrixon AD. New recommendations from the International Commision on Radiological Protection: a review. Phys Med Biol. 2008; 53:R41-R60.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. International Commission on Radiological Protection. The 2007 Recommendations of the International Commission on Radiological Protection. ICRP Publication 103. Ann ICRP. 2007; 37:1-332.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Gibbs SJ, Pujol Jr. A, Chen T-S, James Jr. A. Patient risk from intraoral dental radiography. Dentomaxillofac Radiol. 1988; 17:15-23.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Hatcher, D. Operational principles for cone-beam computed tomography. J Am Dent Assoc. 2010; 141:3S-6S.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Scarfe WC, Farman AG. What is cone-beam CT and how does it work. Dent Clin N Am. 2008; 52:707-30.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Tetradis S, Anstey P, Graff-Radford S. Cone beam computed tomography in the diagnosis of dental disease. J Calif Dent Assoc. 2010; 138:27- 32.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Loubele M, Bogaerts R, Van Dijck E, Pauwels R, Vanhersden S, Suetens P, et al. Comparison between effective radiation dose of CBCT and MSCT scanners for dentomaxillofacial applications. Eur J Radiol. 2009; 71:461-8. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/aodo/v48n4/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Autor correspondente:</b>    <br>   Virg&iacute;nia Medeiros Ferreira    <br>   Rua Presidente Campos Sales, 21 - Boa Esperan&ccedil;a    <br>   Santa Luzia - MG - Brasil    <br> CEP: 30.035-280    <br>E-mail: <a href="mailto:vilzinhamedeiros@yahoo.com.br" target="_blank">vilzinhamedeiros@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recebido em 30/05/2012 - Aceito em 13/08/2012</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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