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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo transversal em escolares de 12 anos de idade sobre a necessidade de tratamento, etiologia e ocorrência de traumatismo dentário em Montes Claros, brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cross-sectional study on treatment needs, etiology and occurrence of traumatic dental injuries among 12-yearold schoolchildren in Montes Claros, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To assess the treatment needs, etiology, and location of the occurrence of traumatic dental injuries in the permanent incisors of 12-year-old schoolchildren in the city of Montes Claros, Brazil. Materials and Methods: The sample size was calculated using the maximum population variability (0.25), with a 95% confidence level, Z&#945;/2 = 1.96, 4% estimation error, and d = 0.03. The minimum sample size was determined to be 546 children, to which 10% was added, totaling 638 randomly selected children from public and private schools. The prevalence of dental trauma was first investigated through clinical exams using the classification formulated in the UK Children's Dental Health Survey, which was performed by a dentist who had undergone a training and calibration exercise (Kappa = 0.87 and 0.96). The children were examined at school under artificial light. A semi-structured questionnaire was then administered to the children to determine the occurrence of dental trauma, etiology, and site of the accident. Univariate analysis of the data was performed using the chisquare test. Results: The prevalence of traumatic dental injury was 34.9% in the 605 (94.8%) clinical exams performed. Traumatic dental injury was found in 279 permanent incisors, and restorative treatment needs were found in 35.8% (100 teeth), whereas only 13.97% (39 teeth) exhibited restorative treatment. Falls constituted the main etiological factor (49.7%), and the majority of schoolchildren with dental trauma reported that the home was the location where the accident most often occurred (48.2%). Conclusion: This study's sample presented a high percentage of treatment needs due to traumatic dental injuries, the main etiological factor of which was falls occurring at home.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Estudo transversal em escolares de 12 anos de idade sobre a necessidade de tratamento, etiologia e ocorr&ecirc;ncia de traumatismo dent&aacute;rio em Montes Claros, brasil</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Cross-sectional study on treatment needs, etiology and occurrence of traumatic dental injuries among 12-yearold schoolchildren in Montes Claros, Brazil</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paula Cristina Pelli Paiva <sup>I</sup>; Haroldo Neves de Paiva <sup>II</sup>; Kelly Oliva Jorge <sup>II</sup>; Paulo Messias de Oliveira Filho <sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil    <br> <sup>II</sup> Cirurgi&atilde;o-dentista    <br> <sup>III</sup> Departamento de Ci&ecirc;ncias B&aacute;sicas, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de (FCBS), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Diamantina, MG, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contatos: paulacpp@ig.com.br, hnevesp@ig.com.br, kellyoliva@ig.com.br, pmessiasof@gmail.com</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo:</b> Avaliar a necessidade de tratamento, etiologia e o local de ocorr&ecirc;ncia do acidente que resultou em traumatismo dent&aacute;rio nos incisivos permanentes de escolares com 12 anos de idade, na cidade de Montes Claros. <b>Materiais e m&eacute;todos:</b> Para c&aacute;lculo amostral utilizou-se a variabilidade populacional m&aacute;xima (0,25), com n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95%, Z&alpha;/2 = 1,96; erro de estima&ccedil;&atilde;o de 4%, d = 0,03. O tamanho da amostra m&iacute;nima calculada foi 546 crian&ccedil;as, sendo acrescido de 10%, totalizando 638 crian&ccedil;as, selecionadas aleatoriamente nas escolas p&uacute;blicas e particulares. Em um primeiro momento foi investigada a preval&ecirc;ncia de traumatismo dent&aacute;rio por meio de exames cl&iacute;nicos adotando a classifica&ccedil;&atilde;o Children&acute;s Dental Health Survey do UK, realizado por um dentista treinado e calibrado (Kappa= 0,87 e 0,96). As crian&ccedil;as foram examinadas na escola sob luz artificial. Ap&oacute;s os exames foi aplicado um question&aacute;rio semi-estruturado direcionado &agrave;s crian&ccedil;as a fim de investigar o conhecimento da ocorr&ecirc;ncia de traumatismo dent&aacute;rio, etiologia e local do acidente. Para obten&ccedil;&atilde;o dos resultados foi realizada an&aacute;lise descritiva e univariada (teste qui-quadrado). <b>Resultados:</b> A preval&ecirc;ncia de traumatismos dent&aacute;rios foi de 34,9% em 605 exames cl&iacute;nicos realizados (94,8%). O traumatismo dent&aacute;rio estava presente em 279 incisivos permanentes. A necessidade de tratamento restaurador foi observada em 35,8% dentes (n= 100), sendo que 13,97% deles apresentavam tratamento restaurador (n= 39). O principal fator etiol&oacute;gico foi a queda (49,7%) e a maioria dos escolares relatou que o traumatismo dent&aacute;rio havia ocorrido em casa (48,2%). <b>Conclus&atilde;o:</b> A necessidade de tratamento restaurador devido ao traumatismo dent&aacute;rio foi elevada e o principal fator etiol&oacute;gico foram as quedas ocorridas em casa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Traumatismos dent&aacute;rios, Sa&uacute;de bucal, Denti&ccedil;&atilde;o permanente, Adolescente.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aim:</b> To assess the treatment needs, etiology, and location of the occurrence of traumatic dental injuries in the permanent incisors of 12-year-old schoolchildren in the city of Montes Claros, Brazil. <b>Materials and Methods:</b> The sample size was calculated using the maximum population variability (0.25), with a 95% confidence level, Z&alpha;/2 = 1.96, 4% estimation error, and d = 0.03. The minimum sample size was determined to be 546 children, to which 10% was added, totaling 638 randomly selected children from public and private schools. The prevalence of dental trauma was first investigated through clinical exams using the classification formulated in the UK Children's Dental Health Survey, which was performed by a dentist who had undergone a training and calibration exercise (Kappa = 0.87 and 0.96). The children were examined at school under artificial light. A semi-structured questionnaire was then administered to the children to determine the occurrence of dental trauma, etiology, and site of the accident. Univariate analysis of the data was performed using the chisquare test. <b>Results:</b> The prevalence of traumatic dental injury was 34.9% in the 605 (94.8%) clinical exams performed. Traumatic dental injury was found in 279 permanent incisors, and restorative treatment needs were found in 35.8% (100 teeth), whereas only 13.97% (39 teeth) exhibited restorative treatment. Falls constituted the main etiological factor (49.7%), and the majority of schoolchildren with dental trauma reported that the home was the location where the accident most often occurred (48.2%). <b>Conclusion:</b> This study's sample presented a high percentage of treatment needs due to traumatic dental injuries, the main etiological factor of which was falls occurring at home.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Tooth injuries; Oral health; Permanent dentition; Adolescent.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A necessidade de controle das doen&ccedil;as bucais em sa&uacute;de p&uacute;blica engloba a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a baseados em fatores de risco<sup>1</sup>. Os estudos de preval&ecirc;ncia t&ecirc;m como objetivo principal obter dados a respeito da popula&ccedil;&atilde;o acometida, sendo base para planejamento de qualquer programa de sa&uacute;de<sup>2</sup>. Estudos transversais t&ecirc;m relatado a alta preval&ecirc;ncia de traumatismo dent&aacute;rio que acomete a popula&ccedil;&atilde;o mundial com valores entre 6%3 &agrave; 58,6%4, por&eacute;m poucos estudos enfocam a necessidade de tratamento restaurador nos dentes permanentes traumatizados<sup>5-11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As causas do traumatismo dent&aacute;rio s&atilde;o amplamente conhecidas, sendo as principais quedas, colis&otilde;es contra objetos ou pessoas, acidentes automobil&iacute;sticos, pr&aacute;ticas esportivas e viol&ecirc;ncia<sup>3,5,8,11-21</sup>. A maioria dos estudos de frequ&ecirc;ncia que avaliaram as causas do traumatismo dent&aacute;rio apontou a queda como o principal fator etiol&oacute;gico<sup>13-17</sup>. Vale ressaltar que traumatismos causados por queda devido a empurr&otilde;es ou brincadeiras agressivas s&atilde;o consequ&ecirc;ncias de atos de viol&ecirc;ncia<sup>18</sup>. Fatores cl&iacute;nicos como: prote&ccedil;&atilde;o labial inadequada<sup>5,7,16-17,22</sup> e overjet aumentado<sup>4-5,7,11-12,16-17,22</sup>; determinantes s&oacute;cio-econ&ocirc;micos<sup>4,9,12,14,22</sup> e comportamentais<sup>20</sup> foram apontados como predisponentes para traumatismo dent&aacute;rio tornando as crian&ccedil;as mais propensas a terem seus dentes anteriores fraturados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Andreasen e Andreasen<sup>19</sup> salientaram que o local onde ocorreram os acidentes variou nos diferentes pa&iacute;ses. Essas diferen&ccedil;as se devem aos costumes locais ou aos h&aacute;bitos culturais. Glendor<sup>12</sup> em revis&atilde;o de literatura sugere que os fatores ambientais e comportamentais, condi&ccedil;&atilde;o s&oacute;cioecon&ocirc;mica e arquitetura dos parques e escolas teriam um importante papel na etiologia dos traumatismos dent&aacute;rio, superando at&eacute; mesmo os fatores cl&iacute;nicos como tamanho do overjet e tipo de prote&ccedil;&atilde;o labial. O local de maior ocorr&ecirc;ncia de traumatismo dent&aacute;rio observado em estudos pr&eacute;vios foi na escola, em casa, na rua ou no tr&acirc;nsito<sup>20,22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O munic&iacute;pio de Montes Claros, n&atilde;o apresenta dados sobre traumatismos dent&aacute;rios. Por ser reconhecida a gravidade do problema em outras popula&ccedil;&otilde;es, o presente estudo teve como objetivo identificar a necessidade de tratamento, o local de ocorr&ecirc;ncia, bem como a etiologia do traumatismo dent&aacute;rio nos incisivos permanentes de escolares de 12 anos de idade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto desta pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa com Seres Humanos da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais e aprovado pela resolu&ccedil;&atilde;o CEP 2004/59. As autoriza&ccedil;&otilde;es da Superintend&ecirc;ncia Regional de Ensino e das escolas participantes foram devidamente obtidas e o termo de consentimento livre e esclarecido tamb&eacute;m foi assinado pelos participantes e seus pais ou respons&aacute;veis. A confidencialidade quanto &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o foi garantida a todos os participantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizado um estudo transversal em escolares de 12 anos de idade da cidade de Montes Claros, localizada no norte do estado de Minas Gerais. Segundo o Censo 2010 sua popula&ccedil;&atilde;o &eacute; de 361.971 habitantes. A cidade possui 140 escolas de ensino fundamental, 34 escolas de ensino m&eacute;dio e 77 pr&eacute;-escolas, integrada &agrave; rede p&uacute;blica ou privada de ensino, sendo que em 56 escolas existia consult&oacute;rio odontol&oacute;gico para atendimento a escolares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A amostra foi calculada para uma popula&ccedil;&atilde;o de 6028 crian&ccedil;as, utilizando variabilidade populacional m&aacute;xima (0,25), com n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95%, Z&alpha;2= 1,96; erro de estima&ccedil;&atilde;o de 4%, d= 0,03, acrescido de 10% para compensar eventuais perdas. A sele&ccedil;&atilde;o da amostra foi realizada por amostragem aleat&oacute;ria multi-etapa. A divis&atilde;o das unidades administrativas adotadas pela Prefeitura permitiu agrupar as escolas de acordo com a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica em unidades de amostragem. Devido ao grande n&uacute;mero de escolas localizadas na zona central, esta foi subdividida em 4 regionais. A amostra estabelecida foi proporcionalmente distribu&iacute;da e para cada uma das regionais foi sorteado aproximadamente 1/3 das escolas, garantindo a participa&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica e privada. Por possu&iacute;rem caracter&iacute;sticas semelhantes, adotou-se a uma amostra igual de alunos, independente do tamanho da escola, sendo ent&atilde;o sorteadas 38 escolas. No segundo est&aacute;gio, os alunos foram selecionados pelo m&eacute;todo de sele&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica, resultando em uma amostra representativa de 638 escolares. Participaram do estudo os escolares que preencheram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: ter 12 anos completos e terem sido autorizados pelos pais/respons&aacute;veis. O crit&eacute;rio de exclus&atilde;o foi o uso de aparelho ortod&ocirc;ntico fixo. Todas as crian&ccedil;as selecionadas para o estudo participaram de uma palestra esclarecedora sobre o tema e as que apresentaram necessidade de tratamento devido ao traumatismo dent&aacute;rio foram encaminhadas para o departamento de odontologia da secretaria municipal de sa&uacute;de de Montes Claros para tratamento restaurador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O exame cl&iacute;nico foi realizado por um examinador previamente treinado e calibrado (PCPP). A calibra&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica foi realizada por fotografia, atrav&eacute;s de dispositivos de proje&ccedil;&otilde;es com todos os tipos de les&atilde;o traum&aacute;tica nos dentes permanentes, com duas imagens de cada les&atilde;o. Os exames foram comparados com de um dentista com experi&ecirc;ncia em traumatismo dent&aacute;rio (padr&atilde;o ouro) (MIC). Posteriormente, realizou-se a calibra&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica pelo exame de pacientes tanto pela examinadora (PCPP) quanto pelo padr&atilde;o ouro (MIC), sendo estes repetidos ap&oacute;s 15 dias, estes pacientes n&atilde;o participaram do estudo principal. O exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o incluiu o diagn&oacute;stico de traumatismo dent&aacute;rio, tipo de les&atilde;o, tratamento ou sequela detectada e a necessidade de tratamento restaurador. A concord&acirc;ncia diagn&oacute;stica intra e extra-examinador foi medida pela estat&iacute;stica Kappa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizado um estudo piloto para testar a metodologia da pesquisa. O exame bucal dos incisivos permanentes para avaliar a presen&ccedil;a do traumatismo dent&aacute;rio, necessidade de tratamento e sequelas foi realizado na pr&oacute;pria escola, sendo adotada a classifica&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; utilizada no Children's Dental Health Survey do Reino Unido22 e ilumina&ccedil;&atilde;o artificial light Petzl Zoom head lamp&reg; (Petzl America, Clearfield, UT, USA). Todo o material e instrumental necess&aacute;rio para um dia de trabalho foi previamente empacotado e autoclavado, sendo institu&iacute;dos todos os cuidados de biosseguran&ccedil;a para evitar a contamina&ccedil;&atilde;o cruzada. Os dentes foram primeiramente limpos e secos com gaze esterilizada, todas as faces dos incisivos permanentes e os tecidos adjacentes foram avaliados atrav&eacute;s de espelho cl&iacute;nico e a sonda periodontal foi utilizada para remo&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos e avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade e extens&atilde;o das restaura&ccedil;&otilde;es quando presente. Os crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos adotados para investigar a presen&ccedil;a de traumatismo dent&aacute;rio inclu&iacute;ram trinca e fraturas de esmalte, fratura de esmalte/dentina sem e com exposi&ccedil;&atilde;o pulpar, mudan&ccedil;a na colora&ccedil;&atilde;o da coroa, presen&ccedil;a de restaura&ccedil;&otilde;es est&eacute;tica, colagem de fragmento, coroa total permanente, f&iacute;stula ou edema e aus&ecirc;ncia dental devido ao traumatismo dent&aacute;rio. A necessidade de tratamento foi considerada quando presente sinais de traumatismo dent&aacute;rio como: fratura de esmalte e dentina com ou sem exposi&ccedil;&atilde;o pulpar, restaura&ccedil;&otilde;es provis&oacute;rias com hist&oacute;ria pr&eacute;via de traumatismo dent&aacute;rio, presen&ccedil;a de f&iacute;stula, edema ou mudan&ccedil;a da colora&ccedil;&atilde;o da coroa dental. A etiologia e o local de ocorr&ecirc;ncia do acidente foram investigados atrav&eacute;s de aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio semiestruturado aos escolares, sendo a entrevista realizada pelo examinador previamente treinado e calibrado. Foi realizado o reexame e reaplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio em 10% da amostra. As duas etapas desse estudo foram realizadas no per&iacute;odo de mar&ccedil;o a junho do ano de 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para obten&ccedil;&atilde;o dos resultados foram realizadas an&aacute;lises descritivas dos dados para caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra e em seguida an&aacute;lise bivariada adotando o teste do Qui-quadrado, com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia p &lt; 0,05 atrav&eacute;s do programa Statistical Package for Social Sciences 18.0 (SPSS).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A taxa de participa&ccedil;&atilde;o para amostra calculada de 638 escolares foi de 94,8% (605 escolares) sendo 51,2% (n= 310) escolares do sexo masculino e 48,8% (n= 295) do feminino. A estat&iacute;stica Kappa mostrou concord&acirc;ncia excelente inter-examinador e intra-examinador 0,87 e 0,96 respectivamente. A preval&ecirc;ncia de traumatismo dent&aacute;rio foi de 34,9%, n&atilde;o ocorrendo diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre os g&ecirc;neros (p= 0,315).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dos 2420 incisivos permanentes examinados, um total de 11,5% (n=279) dentes apresentaram sinais de traumatismo dent&aacute;rio. Dentes que apresentaram trinca (n= 24, 8,64%) ou fratura de esmalte (n= 116, 41,57%) n&atilde;o foram considerados como necessidade de tratamento. Foram considerados com necessidade de tratamento restaurador 35,82% dos dentes (n= 100), pois esses apresentaram fratura de esmalte/ dentina sem exposi&ccedil;&atilde;o pulpar 31,89% (n= 89), fratura de esmalte/dentina com exposi&ccedil;&atilde;o pulpar 1,43% (n= 4), mudan&ccedil;a de colora&ccedil;&atilde;o da coroa dental 2,15% (n= 6) ou presen&ccedil;a de f&iacute;stula ou edema 0,35% (n= 1). Dos dentes traumatizados, apenas 13,97% (n= 39) apresentaram-se restaurados (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n1/a03tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fratura de esmalte foi a les&atilde;o que mais acometeu, ocorrendo 75,01% / n= 87) no dente 11; 16,38% (n= 19) no dente 21; 6,03% (n= 7) no dente 12; 1,72% (n= 2) no dente 22 e 0,86% (n= 1) no dente 41. A fratura de esmalte/dentina sem exposi&ccedil;&atilde;o pulpar foi a segunda les&atilde;o mais frequente com 84,33% (n= 75) ocorrendo no dente 11, 12,31% (n= 11) no dente 21, 1,12% (n= 1) no dente 12; 1,12% (n= 1) no dente 22 e 1,12% (n= 1) no dente 41. A trinca coron&aacute;ria teve 58,30% (n= 14) de ocorr&ecirc;ncias no dente11; 33,30% (n= 8) no dente 21, 4,20% (n= 1) no dente 12 e 4,20% (n= 1) no dente 22. Mudan&ccedil;a de colora&ccedil;&atilde;o ocorreu apenas no dente 11 com 2,1% (n= 6). A fratura de esmalte/dentina com exposi&ccedil;&atilde;o pulpar ocorreu 75% (n= 3) das vezes no dente 11 e 25% (n= 1) das vezes no dente 21. Restaura&ccedil;&otilde;es com resina foram observadas em 54,55% (n= 18) no dente 11; 42,42% (n= 14) no dente 21 e 3,03 (n= 1) no dente 22. As colagens de fragmentos estavam presentes em 83,33% (n= 5) das vezes no dente 11 e 16,67% (n= 1) das vezes no dente 21. Apenas 1 dente apresentou presen&ccedil;a de f&iacute;stula ou edema devido ao traumatismo dent&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O principal fator etiol&oacute;gico apontado foi a queda, em 49,65% dos escolares (n= 73), seguido de colis&atilde;o contra objetos ou pessoas em 18,36% dos escolares (n= 27). Outros fatores etiol&oacute;gicos relatados foram a viol&ecirc;ncia em 13,60% (n= 20) dos escolares, a queda de bicicleta em 8,16% (n= 12) dos escolares, acidente no esporte em 5,44% (n= 8) dos escolares e a mordida em objetos por 4,76% (n= 7) dos escolares. Nenhum escolar apresentou traumatismo dent&aacute;rio devido a acidentes de tr&acirc;nsito (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n1/a03tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos escolares que apresentou traumatismo dent&aacute;rio relatou ser a casa o local de ocorr&ecirc;ncia do acidente, envolvendo neste grupo 48,2% (n= 71) dos escolares. O segundo lugar mais citado foi a escola envolvendo 25,2% (n= 37) dos escolares, seguido por 21,8% (n= 32) de ocorr&ecirc;ncias na rua e por &uacute;ltimo foram citadas as ocorr&ecirc;ncias nos momentos de lazer em parques ou clubes em 4,8% (n= 7) dos escolares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preval&ecirc;ncia observada nos escolares de 12 anos de idade foi elevada, sendo superior &agrave;s reportadas em Joa&ccedil;aba6 (21,8%) e Palho&ccedil;a23 (22,5%), mas com valores pr&oacute;ximos &agrave; relatada em Jerusal&eacute;m<sup>17</sup> (33,8%) onde os mesmos crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos foram utilizados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O resultado da maioria dos estudos apontou o g&ecirc;nero masculino como o mais acometido por traumatismo dent&aacute;rio<sup>3,7,9-11,13-15,23-24</sup> e a principal etiologia a queda<sup>13-17</sup>. Associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante entre g&ecirc;nero masculino e queda foi reportada na Nig&eacute;ria<sup>13</sup>, no Ir&atilde;<sup>15</sup> e no Canad&aacute;<sup>21</sup>. Estudos mostraram que os meninos est&atilde;o mais ligados a atividades esportivas ou brincadeiras em locais abertos, sendo por este motivo mais exposto a acidentes intencionais ou n&atilde;o, podendo provocar traumatismo dent&aacute;rio<sup>20,23</sup>. Entretanto, no presente estudo embora os meninos tenham sido acometidos por mais les&otilde;es traum&aacute;ticas, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre os g&ecirc;neros, este resultado corrobora com outros estudos realizados no Brasil<sup>6,8</sup> e na S&iacute;ria18. Como ressaltaram Traebert et al.<sup>23</sup>, atualmente as meninas est&atilde;o praticando mais esportes e at&eacute; algumas atividades que anteriormente eram mais relacionadas com o sexo masculino e isso tamb&eacute;m explica a falta de diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre os sexos encontrada no presente estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora na literatura v&aacute;rios estudos tenham reportado a preval&ecirc;ncia do traumatismo dent&aacute;rio a necessidade de tratamento desses elementos deve ser estipulada a fim de definir efetivamente quais o tipos de les&otilde;es necessitam ser tratadas<sup>4-6,9,18,23,25</sup>. No presente estudo verificou-se que v&aacute;rios dentes com traumatismo dent&aacute;rio necessitavam de tratamento. Segundo Traebert et al.<sup>5,6,23</sup> o tratamento das les&otilde;es do traumatismo dent&aacute;rio vem sendo negligenciado. Na S&iacute;ria, em uma amostra representativa de 1087 escolares com idades entre 9 a 12 anos, de ambos os sexos, 93,1% das crian&ccedil;as acometidas por traumatismo dent&aacute;rio apresentavam les&otilde;es sem tratamento. Entretanto, apenas 63,2% dessas crian&ccedil;as necessitavam de tratamento dent&aacute;rio j&aacute; que as demais les&otilde;es eram de menor gravidade<sup>18</sup>. A necessidade de tratamento devido a les&otilde;es traum&aacute;ticas nos incisivos permanentes foi observada em 35,8% dos escolares, &iacute;ndices elevados tamb&eacute;m foram relatados no Reino Unido<sup>22</sup> (56%) e em outros estudos brasileiros como nas cidades de Blumenau<sup>4</sup> (96,7%), Joa&ccedil;aba<sup>6</sup> (88,0%) e Palho&ccedil;a<sup>23</sup> (67,5%). Na cidade de Catal&atilde;o<sup>9</sup>, em Goi&acirc;nia, apenas 8,1% dos traumatismos dent&aacute;rios em dentes dec&iacute;duos encontravam-se restaurados, 27,1% das crian&ccedil;as matriculadas em escola particular apresentaram necessidade de tratamento restaurador contrapondo com 41,4% das crian&ccedil;as que frequentavam escolas p&uacute;blicas. Hamilton et al.<sup>25</sup> (1997) ao estudarem a preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia de traumatismo dent&aacute;rio no Reino Unido, reportaram que pacientes acometidos por traumatismos e que tamb&eacute;m foram submetidos a exame complementar por tomada radiogr&aacute;fica apresentaram maior gravidade em rela&ccedil;&atilde;o aos achados cl&iacute;nicos. Dos 34% das crian&ccedil;as que sofreram traumatismo apenas 12% necessitavam de tratamento dent&aacute;rio (332 dentes anteriores). Os autores destacaram que 59% dos dentes tratados n&atilde;o apresentavam condi&ccedil;&otilde;es satisfat&oacute;rias. Os cirurgi&otilde;es dentistas apresentaram n&iacute;vel de conhecimento insuficiente para tratar as urg&ecirc;ncias relacionadas ao atendimento dos pacientes acometidos pelo traumatismo dent&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fraturas coron&aacute;rias e luxa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o as les&otilde;es dent&aacute;rias de maior preval&ecirc;ncia, podendo acometer simultaneamente a polpa, os tecidos mineralizados e de sustenta&ccedil;&atilde;o do dente. Diagn&oacute;stico, plano de tratamento e acompanhamento adequado s&atilde;o imprescind&iacute;veis para obten&ccedil;&atilde;o de um progn&oacute;stico favor&aacute;vel. Entre as sequelas do traumatismo dent&aacute;rio em crian&ccedil;as e adolescentes destaca-se presen&ccedil;a de rizog&ecirc;nese incompleta o que favorece fraturas cervicais e radiculares, reabsor&ccedil;&atilde;o radicular inflamat&oacute;ria, necrose, calcifica&ccedil;&atilde;o pulpar resultando em oblitera&ccedil;&atilde;o radicular e mudan&ccedil;a na colora&ccedil;&atilde;o coron&aacute;ria. Somente o tratamento mediato e o acompanhamento podem diagnosticar precocemente as altera&ccedil;&otilde;es evitando a perda do dente permanente, portanto, toda les&atilde;o traum&aacute;tica deve ser acompanhada a m&eacute;dio e a longo prazo<sup>26</sup>. A Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Traumatologia Dental (IADT)<sup>27</sup>, baseado em revis&atilde;o da literatura odontol&oacute;gica e discuss&otilde;es em grupo, desenvolveu diretrizes para auxiliar os dentistas e pacientes na tomada de decis&otilde;es referentes ao planejamento e tratamento dos traumatismos dent&aacute;rios. A publica&ccedil;&atilde;o relata um consenso sobre como delinear uma abordagem para cuidados imediatos ou urgentes para dentes permanentes traumatizados tornando o atendimento mais eficaz e eficiente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m das sequelas biol&oacute;gicas, as les&otilde;es traum&aacute;ticas em dentes anteriores podem tamb&eacute;m causar consequ&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas e sociais, gerando impacto negativo na qualidade de vida de crian&ccedil;as e adolescentes. Em estudos avaliando o impacto que as fraturas de esmalte e dentina n&atilde;o restauradas<sup>28-29</sup> e restauradas<sup>30</sup> causaram na vida di&aacute;ria dos escolares, o traumatismo dent&aacute;rio apresentou grande impacto na qualidade de vida dos adolescentes suscitando limita&ccedil;&otilde;es em suas atividades di&aacute;rias como sociabilizar, sorrir, mastigar e pronunciar determinadas palavras. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O principal fator etiol&oacute;gico apontado pelas crian&ccedil;as foi queda, seguido de colis&otilde;es revelando semelhan&ccedil;a na literatura no tocante &agrave; etiologia dos traumatismos dent&aacute;rios<sup>11-12,14-17,19</sup>. Atos de viol&ecirc;ncia foram a principal etiologia de traumatismo dent&aacute;rio em escolares s&iacute;rios<sup>18</sup> e a segunda maior causa em escolares Palestinos<sup>17</sup>. A etiologia do traumatismo dent&aacute;rio est&aacute; correlacionada com fatores culturais e com os tipos de atividades que cada comunidade participa. Na cidade de Montes Claros, 8,2% dos traumatismos dent&aacute;rios foi causado por queda bicicleta. Por ser uma cidade de relevo pouco acidentado &eacute; muito comum &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das bicicletas como ve&iacute;culo de transporte, pr&aacute;tica esta adotada por ambos os g&ecirc;neros. Por este motivo optouse por relatar este dado separadamente das quedas ou acidentes esportivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria das crian&ccedil;as entrevistadas que apresentavam traumatismo dent&aacute;rio relatou que o mesmo havia ocorrido em casa estes dados concordam com os achados relatados na Nig&eacute;ria<sup>13</sup>, na &Aacute;frica do Sul<sup>14</sup>, na Palestina<sup>17</sup> e no Brasil<sup>5,8</sup>. O resultado observado talvez se justifique pela pol&iacute;tica educacional adotada no Brasil, onde os adolescentes permanecem apenas um turno na escola. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na cidade de Montes Claros existem programas de sa&uacute;de bucal atuando com a&ccedil;&otilde;es preventivas e curativas para os escolares, por&eacute;m s&atilde;o espec&iacute;ficos para controle da c&aacute;rie e da doen&ccedil;a periodontal. O munic&iacute;pio n&atilde;o possui dados a respeito do traumatismo dent&aacute;rio, nem unidades especializadas para seu tratamento. Portanto, faz premente o conhecimento da preval&ecirc;ncia de traumatismo dent&aacute;rio bem como sua necessidade de tratamento para auxiliar o planejamento e implanta&ccedil;&atilde;o de programas promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de baseados em fatores de risco.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Otilde;ES</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A necessidade de tratamento dos sinais e sequelas do traumatismo dent&aacute;rio foi alta. As quedas ocorridas em casa foram consideradas o principal fator etiol&oacute;gico do traumatismo dent&aacute;rio nos estudantes examinados.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Petersen PE, Kwan S. Equity, social determinants and public health programmes &ndash; the case of oral health. Community Dent Oral Epidemiol. 2011; 39:481. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Glendor U. Epidemiology of traumatic dental injuries--a 12 year review of the literature. Dent Traumatol. 2008; 24(6):603-11. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Faus-Dami&aacute; M, Alegre-Domingo T, Faus- Matoses I, Faus-Matoses V, Faus-Ll&aacute;cer VJ. Traumatic dental injuries among schoolchildren in Valencia, Spain. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2011; 16:292-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Marcenes W, Zabot NE, Traebert J. Socioeconomic correlates of traumatic injuries to the permanent incisors in schoolchildren aged 12 years in Blumenau, Brazil. Dent Traumatol. 2001; 17(5):222-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Traebert J, Bittencourt DD, Peres KG, Peres MA, Lacerda JT, Marcenes W. Aetiology and rates of treatment of traumatic dental injuries among 12-year-old school children in a town in southern Brazil. Dent Traumatol. 2006; 22:173-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Traebert J, Facenda F, Lacerda JT. Preval&ecirc;ncia e necessidade de tratamento devido ao traumatismo dent&aacute;rio em escolares de Joa&ccedil;aba, SC. Rev Fac Odontol. Porto Alegre. 2008; 49:14-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Livny A, Sgan-Cohen HD, Junadi S, Marcenes W. Traumatic dental injuries and related factors among sixth grade schoolchildren in four Palestinian towns. Dent Traumatol. 2010; 26(5):422-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Mota LQ, Targino AGR, Lima MGGC, Farias JFG, Silva ALA, Farias FFG. Estudo do Traumatismo Dent&aacute;rio em Escolares do Munic&iacute;pio de Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil. Pesqui Bras Odontopediatria Cl&iacute;n Integr. 2011; 11:217-22. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. P&aacute;dua MC, Mendes FM, Benedetto MS, Mello-Moura ACP, Imparato JC, Bonini GAV. Preval&ecirc;ncia de les&otilde;es dent&aacute;rias traum&aacute;ticas em pr&eacute;-escolares de escolas p&uacute;blicas e particulares. J Health Sci Inst. 2010; 28:237-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Silveira JLGC, Bona AJ, Arruda JAB. Traumatismos Dent&aacute;rios em Escolares de 12 anos do Munic&iacute;pio de Blumenau, SC, Brasil. Pesqui Bras Odontopediatria Cl&iacute;n Integr. 2010; 10:23-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Cecconello R, Traeberta J. Traumatic Dental Injuries in Adolescents from a Town in Southern Brazil: a Cohort Study. Oral Health Prev Dent 2007; 5: 321-6. 12. Glendor U. Aetiology and risk factors related to traumatic dental injuries--a review of the literature. Dent Traumatol. 2009; 25(1):19-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Adekoya-Sofowora CA, Adesina OA, Nasir WO, Oginni AO, Ugboko VI. Prevalence and causes of fractured permanent incisors in 12-yearold suburban Nigerian schoolchildren. Dent Traumatol. 2009; 25:314-7. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Naidoo S, Sheiham A, Tsakos G. Traumatic dental injuries of permanent incisors in 11- to 13-year-old South African schoolchildren. Dent Traumatol. 2009; 25:224-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Navabazam A, Farahani SS. Prevalence of traumatic injuries to maxillary permanent teeth in 9- to 14-year-old school children in Yazd, Iran. Dent Traumatol. 2010; 26(2):154-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Kumar A, Bansal V, Veeresha KL, Sogi GM. Prevalence of traumatic dental injuries among 12- to 15-year-old schoolchildren in Ambala district, Haryana, India. Oral Health Prev Dent. 2011; 9(3):301-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Sgan-Cohen HD, Yassin H, Livny A. Dental trauma among 5th and 6th grade Arab schoolchildren in Eastern Jerusalem. Dent Traumatol. 2008; 24:458-61. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Marcenes W, Al Beiruti N, Tayfour D, Issa S. Epidemiology of traumatic injuries to the permanent incisors of 9-12-year-old schoolchildren in Damascus, Syria. Endod Dent Traumatol. 1999; 15:117-23. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Andreasen JO, Andreasen FM, Anderson L. Textbook and color atlas of traumatic injuries to the teeth. 4nd ed. Copenhagen: Munskgaard: Munskgaard International Publishers; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Ramos-Jorge ML, Tataounoff J, Correa-Faria P, Alc&acirc;ntara CEP, Ramos-Jorge J, Marques LS. Non-accidental collision followed by dental trauma: associated factors. Dent Traumatol. 2011; 27:442-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Fakhruddin KS, Lawrence HP, Kenny DJ, Locker D. Etiology and environment of dental injuries in 12- to 14-year-old Ontario schoolchildren. Dent Traumatol. 2008; 24:305-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Marcenes W, Murray S. Social deprivation and traumatic dental injuries among 14-yearold soolchildren in Newham, London. Dent Traumatol. 2001; 17:17-21. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Traebert J, Marcon KB, Lacerda JT. Prevalence of traumatic dental injuries and associated factors in schoolchildren of Palho&ccedil;a, Santa Catarina State. Ci&ecirc;n Sa&uacute;de Coletiva. 2010; 15:1849-55. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Soriano EP, Caldas Ade F Jr, De Carvalho MV, Caldas KU. Relationship between traumatic dental injuries and obesity in Brazilian schoolchildren. Dent Traumatol. 2009; 25:506-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Hamilton FA, Hill FJ, Holloway PJ. An investigation of dento-alveolar trauma and its treatment in an adolescent population. Part 1: The prevalence and incidence of injuries and the extent and adequacy of treatment received. Br Dent J. 1997; 182:91-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Veire A, Nichols W, Urquiola R, Oueis H. Dental trauma: review of common dental injuries and their management in primary and permanent dentitions. J Mich Dent Assoc. 2012; 94:41-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Diangelis AJ, Andreasen JO, Ebeleseder KA, Kenny DJ, Trope M, Sigurdsson A, et. al. International Association of Dental Traumatology guidelines for the management of traumatic dental injuries: 1. Fractures and luxations of permanent teeth. Dent Traumatol. 2012; 28(1):2-12. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Bendo CB, Paiva SM, Torres CS, Oliveira AC, Goursand D, Pordeus IA, et al. Association between treated/untreated traumatic dental injuries and impact on quality of life of Brazilian schoolchildren. Health Qual Life Outcomes. 2010; 4;8:114. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Cortes MI, Marcenes W, Sheiham A. Impact of traumatic injuries to the permanent teeth on the oral health-related quality of life in 12-14-yearold children. Community Dent Oral Epidemiol. 2002; 30:193-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Ramos Jorge ML, Bosco VL, Peres MA, Nunes AC. The impact of treatment of dental trauma on the quality of life of adolescents - a case-control study in southern Brazil. Dent Traumatol . 2007; 23:114-9.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Kwan]]></surname>
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