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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hábitos relacionados à saúde bucal em crianças nascidas prematuras: uma preocupação para equipes multiprofissionais de saúde]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: This study aimed to identify dietary habits, non-nutritive sucking habits, and oral hygiene habits in the first three years of pre-term children. Materials and Methods: This work consists of an observational, retrospective, descriptive study in which secondary data were collected from the clinical records of 109 children attended to at the Dental Clinic for Pre-term Children at the University Hospital of the Federal University of Goias (UFG), from February 2011 to July 2012. This study considered information regarding the child's first dental visit: the child's current age, gender, gestational age, dietary habits (natural breast-feeding, bottle feeding, extrinsic sugar consumption), non-nutritive sucking habits (sucking a pacifier and finger sucking), and oral hygiene habits. Data were analyzed by descriptive statistics using the IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS®), version 20.0. Results: In the first dental visit, the pre-term children were from 1 to 33 months old (8.6±7,2), with 49 (45.0%) girls and 60 (55.0%) boys. The occurrence of natural breastfeeding in children under 6 months of age was 22.8%, with a predominance of mixed bottle-breastfeeding (45.6%). Of the total number of pre-term children, 79.8% were bottle-fed and 58.7% used pacifiers. Mothers of 73.4% of these children performed their oral hygiene, while 44.4% used only a soft cloth diaper to perform oral hygiene. Conclusions: The percentage of exclusive breastfeeding was low. The majority of children presented some type of non-nutritive sucking habit. Most of the children received unsatisfactory oral hygiene. Thus, the establishment of educationalpreventive programs are essential in an attempt to provide support to the family regarding their babies' oral hygiene, geared toward the promotion of oral healthcare and the prevention of changes in the child's stomatognathic system.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>H&aacute;bitos relacionados &agrave; sa&uacute;de bucal em crian&ccedil;as nascidas prematuras: uma preocupa&ccedil;&atilde;o para equipes multiprofissionais de sa&uacute;de</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Oral health habits in pre-term children: a concern for healthcare professionals</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Karolline Alves Viana <sup>I</sup>; Ludmilla Ferreira Euz&eacute;bio <sup>II</sup>; Andr&eacute;a Araujo de Oliveira Cortines <sup>II</sup>; Luciane Rezende Costa <sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Programa de Resid&ecirc;ncia Multiprofissional em Sa&uacute;de do Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), Goi&acirc;nia, GO, Brasil    <br> <sup>II</sup> Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), Goi&acirc;nia, GO, Brasil    <br> <sup>III</sup> Divis&atilde;o de Odontopediatria, Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), Goi&acirc;nia, GO, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contato: karoll.viana@hotmail.com, ludmilla.euzebio@gmail.com, andreacortines@gmail.com, lsucasas@ufg.br</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo:</b> Identificar h&aacute;bitos alimentares, de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva e de higiene bucal nos primeiros tr&ecirc;s anos de vida de crian&ccedil;as nascidas prematuras. <b>Materiais e M&eacute;todos:</b> Estudo descritivo retrospectivo baseado em dados secund&aacute;rios obtidos de prontu&aacute;rios odontol&oacute;gicos das 109 crian&ccedil;as com hist&oacute;ria de nascimento prematuro, acompanhadas no Ambulat&oacute;rio Odontol&oacute;gico de Prematuridade do Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Goi&aacute;s, de fevereiro de 2011 a julho de 2012. Consideraram-se informa&ccedil;&otilde;es da primeira consulta odontol&oacute;gica: idade atual, sexo, idade gestacional, h&aacute;bitos alimentares (tipo de aleitamento, ingest&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car extr&iacute;nseco), h&aacute;bitos bucais n&atilde;o nutritivos (suc&ccedil;&atilde;o de chupeta e suc&ccedil;&atilde;o digital) e h&aacute;bitos de higiene bucal. Os dados foram analisados por estat&iacute;stica descritiva com aux&iacute;lio do software IBM SPSS vers&atilde;o 20.0. <b>Resultados:</b> No primeiro exame odontol&oacute;gico, as crian&ccedil;as nascidas prematuras tinham de 1 a 33 meses de idade (m&eacute;dia de 8,6&plusmn;7,2), sendo 49 (45,0%) meninas e 60 (55,0%) meninos. A ocorr&ecirc;ncia de aleitamento natural em menores de 6 meses foi de 22,8%, com predomin&acirc;ncia de aleitamento artificial (45,6%). Do total de nascidos prematuros, 79,8% utilizavam mamadeira e 58,7% realizavam suc&ccedil;&atilde;o de chupeta. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; higiene bucal, 73,4% da amostra realizava higiene bucal e 44,4% utilizava a fralda como instrumento. <b>Conclus&atilde;o:</b> Os percentuais de aleitamento materno exclusivo foram baixos. A maioria das crian&ccedil;as apresentou algum h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva. A pr&aacute;tica de higiene bucal mostrou-se insatisfat&oacute;ria. Assim, o estabelecimento de programas educativo-preventivos &eacute; essencial no apoio &agrave;s fam&iacute;lias para os cuidados bucais a essas crian&ccedil;as, visando &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es no sistema estomatogn&aacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Nascimento prematuro. Sa&uacute;de bucal. H&aacute;bitos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aim:</b> This study aimed to identify dietary habits, non-nutritive sucking habits, and oral hygiene habits in the first three years of pre-term children. <b>Materials and Methods:</b> This work consists of an observational, retrospective, descriptive study in which secondary data were collected from the clinical records of 109 children attended to at the Dental Clinic for Pre-term Children at the University Hospital of the Federal University of Goias (UFG), from February 2011 to July 2012. This study considered information regarding the child's first dental visit: the child's current age, gender, gestational age, dietary habits (natural breast-feeding, bottle feeding, extrinsic sugar consumption), non-nutritive sucking habits (sucking a pacifier and finger sucking), and oral hygiene habits. Data were analyzed by descriptive statistics using the IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS&reg;), version 20.0. <b>Results:</b> In the first dental visit, the pre-term children were from 1 to 33 months old (8.6&plusmn;7,2), with 49 (45.0%) girls and 60 (55.0%) boys. The occurrence of natural breastfeeding in children under 6 months of age was 22.8%, with a predominance of mixed bottle-breastfeeding (45.6%). Of the total number of pre-term children, 79.8% were bottle-fed and 58.7% used pacifiers. Mothers of 73.4% of these children performed their oral hygiene, while 44.4% used only a soft cloth diaper to perform oral hygiene. <b>Conclusions:</b> The percentage of exclusive breastfeeding was low. The majority of children presented some type of non-nutritive sucking habit. Most of the children received unsatisfactory oral hygiene. Thus, the establishment of educationalpreventive programs are essential in an attempt to provide support to the family regarding their babies' oral hygiene, geared toward the promotion of oral healthcare and the prevention of changes in the child's stomatognathic system.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Premature birth. Oral health. Habits.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de considera prematuro &ndash; ou pr&eacute;-termo &ndash; todo rec&eacute;m-nascido com menos de 37 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>. A ocorr&ecirc;ncia de nascimentos prematuros varia entre as diferentes popula&ccedil;&otilde;es<sup>2-4</sup>. No Brasil, em 2011, segundo dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>5</sup>, de 2.913.160 nascidos vivos, 285.592 s&atilde;o pr&eacute;-termos, o que corresponde a 9,8%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A prematuridade &eacute; um dos principais fatores de risco para mortalidade neonatal, al&eacute;m de apresentar alta morbidade. Um estudo com prematuros brasileiros menores de 32 semanas verificou uma sobrevida de 73,2%6. Devido &agrave; imaturidade dos &oacute;rg&atilde;os, diversas complica&ccedil;&otilde;es ocorrem e acometem com mais frequ&ecirc;ncia o c&eacute;rebro, os pulm&otilde;es e os olhos. Assim, prematuros apresentam condi&ccedil;&otilde;es arriscadas para a vida extrauterina<sup>6,7</sup>. Tais condi&ccedil;&otilde;es podem repercutir na instala&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos bucais e alimentares inadequados, atrasos no crescimento da crian&ccedil;a e no desenvolvimento das denti&ccedil;&otilde;es, assim como na m&aacute;forma&ccedil;&atilde;o do esmalte dent&aacute;rio e do palato<sup>2,7,8</sup>. Desse modo, pode haver comprometimento da est&eacute;tica, aumento da suscetibilidade &agrave; c&aacute;rie e &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s-oclus&otilde;es nas crian&ccedil;as mais velhas com hist&oacute;rico de prematuridade<sup>2,3,7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os pr&eacute;-escolares brasileiros continuam apresentando doen&ccedil;a bucal em &iacute;ndices preocupantes, apesar dos diversos programas educativos e preventivos existentes. Os resultados obtidos na Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de Bucal (Projeto SB Brasil 2010) demonstram que a c&aacute;rie dent&aacute;ria em dentes dec&iacute;duos, embora tenha sido reduzida ao longo dos anos em 17%, ainda &eacute; um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>9</sup>. Nota-se uma m&eacute;dia de 2,43 dentes com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie em crian&ccedil;as de 5 anos, com predom&iacute;nio do componente cariado, e desses, menos de 20% estavam tratados no momento em que os exames epidemiol&oacute;gicos foram realizados<sup>9</sup>. Esse levantamento n&atilde;o trouxe dados relacionados especificamente aos prematuros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura tem se voltado ao estudo da condi&ccedil;&atilde;o bucal de rec&eacute;m-nascidos<sup>2-4,7,8,10-15</sup>, por&eacute;m a maior parte dessa produ&ccedil;&atilde;o relaciona-se a aspectos da arcada dent&aacute;ria ou a condi&ccedil;&otilde;es bucais de crian&ccedil;as maiores nascidas prematuras. Para se fundamentar a propositura de programas multidisciplinares direcionados a crian&ccedil;as prematuras, que tamb&eacute;m contemplem a aten&ccedil;&atilde;o bucal, &eacute; necess&aacute;rio conhecer os fatores de risco que as tornam vulner&aacute;veis a problemas bucais. Este estudo teve como objetivo identificar os h&aacute;bitos alimentares, de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva e h&aacute;bitos de higiene bucal nos primeiros tr&ecirc;s anos de vida de crian&ccedil;as nascidas prematuras e assistidas em ambulat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia de um hospital universit&aacute;rio.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa foi conduzida dentro dos padr&otilde;es exigidos pela declara&ccedil;&atilde;o de Helsink e aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa do Hospital das Cl&iacute;nicas (HC) da Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), protocolo n&ordm; CAAE 05111812.8.0000.5078, e segue os princ&iacute;pios &eacute;ticos da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 e complementares do Conselho Nacional de Sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo, com abordagem quantitativa, que utilizou dados prim&aacute;rios obtidos em prontu&aacute;rios odontol&oacute;gicos dos pacientes atendidos no per&iacute;odo de fevereiro de 2011 a julho de 2012, no Ambulat&oacute;rio Odontol&oacute;gico de Prematuridade (AOP) do HC/UFG. Esse ambulat&oacute;rio, integrado ao Ambulat&oacute;rio de Neonatologia do HC/ UFG, compreende o atendimento odontol&oacute;gico e fonoaudiol&oacute;gico aos lactentes de risco, com foco na abordagem preventiva-interceptiva. As consultas s&atilde;o realizadas previamente &agrave; consulta m&eacute;dica, e os retornos agendados na mesma data, com intervalos de um a tr&ecirc;s meses, conforme necessidade verificada pela equipe multiprofissional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostragem foi n&atilde;o-probabil&iacute;stica e por conveni&ecirc;ncia. Inicialmente, selecionou-se os 119 prontu&aacute;rios odontol&oacute;gicos dos pacientes atendidos no AOP-HC/UFG, no per&iacute;odo mencionado. Incluiuse todos os pacientes nascidos com idade gestacional menor que 37 semanas e excluiu-se as crian&ccedil;as cujos prontu&aacute;rios odontol&oacute;gicos n&atilde;o foram localizados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram coletados por um &uacute;nico pesquisador e tabulados no Microsoft Excel 2010&reg;. Analisou-se as seguintes vari&aacute;veis coletadas na primeira consulta odontol&oacute;gica: demogr&aacute;ficas (idade no dia da primeira consulta odontol&oacute;gica, sexo e idade gestacional); h&aacute;bitos alimentares &ndash; tipo de aleitamento (natural/materno exclusivo, artificial ou misto), uso de mamadeira (sim ou n&atilde;o), furo do bico da mamadeira (padr&atilde;o de f&aacute;brica ou aumentado) e ingest&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car extr&iacute;nseco (sim ou n&atilde;o); h&aacute;bitos de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-nutritiva &ndash; suc&ccedil;&atilde;o de chupeta (sim ou n&atilde;o) e suc&ccedil;&atilde;o digital (sim ou n&atilde;o); h&aacute;bitos de higiene bucal &ndash; realiza limpeza bucal (sim ou n&atilde;o), material utilizado (gaze, fralda, escova ou outros) e orienta&ccedil;&atilde;o anterior para tal pr&aacute;tica (sim ou n&atilde;o). Registrou-se informa&ccedil;&otilde;es omitidas ou incompletas como "ausentes". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, as crian&ccedil;as foram agrupadas em categorias de acordo com a idade, com base na cronologia de desenvolvimento da denti&ccedil;&atilde;o humana<sup>13</sup>: 0-6 meses (ed&ecirc;ntulo), 7-12 meses (presen&ccedil;a dos incisivos), 13-24 meses (presen&ccedil;a do primeiro molar dec&iacute;duo) e maiores de 24 meses (irrup&ccedil;&atilde;o dos segundos molares dec&iacute;duos). Tal categoriza&ccedil;&atilde;o favorece a an&aacute;lise quanto &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o/inadequa&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos alimentares, de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva e de higiene bucal, que variam de acordo com a idade da crian&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizada an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva com aux&iacute;lio do software IBM SPSS&reg; (Statistical Package for the Social Sciences) vers&atilde;o 20.0, por meio de medidas de posi&ccedil;&atilde;o e dispers&atilde;o para vari&aacute;veis num&eacute;ricas e frequ&ecirc;ncia das vari&aacute;veis categ&oacute;ricas. Para vari&aacute;veis que possu&iacute;am dados ausentes, al&eacute;m da frequ&ecirc;ncia absoluta e porcentagem, foi analisada a porcentagem v&aacute;lida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra final foi constitu&iacute;da por 109 crian&ccedil;as, 49 (45,0%) do sexo feminino e 60 (55,0%) do sexo masculino, nascidas com idade gestacional entre 24 e 36 semanas (m&eacute;dia 32,6&plusmn;3,0). A idade das crian&ccedil;as na primeira consulta odontol&oacute;gica variou de 1 a 33 meses (m&eacute;dia de 8,6&plusmn;7,2), assim distribu&iacute;da: 57 (52,3%) lactentes menores de 6 meses, 30 (27,5%) com idade entre 7 e 12 meses, 16 (14,7%) de 13 a 24 meses e 6 (5,5%) se encontravam no terceiro ano de vida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as foram predominantemente aleitamento artificial ou misto, em detrimento do aleitamento natural exclusivo, mesmo na faixa et&aacute;ria de 0 a 6 meses. Observou-se alta ocorr&ecirc;ncia (96,6%) de uso de mamadeira entre os lactentes de 7 a 12 meses de idade. Em 72,2% (n=57/79) dos casos de uso da mamadeira, o furo do bico era "padr&atilde;o de f&aacute;brica", isto &eacute;, n&atilde;o aumentado. A ingest&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car extr&iacute;nseco aumentou de acordo com a faixa et&aacute;ria e esteve presente em 95,4% (n=21/22) dos maiores de 12 meses de idade (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No primeiro ano de vida, cerca de dois ter&ccedil;os das crian&ccedil;as tinham h&aacute;bito de higiene bucal, e este foi relatado em 100,0% das crian&ccedil;as maiores de 13 meses. O uso de fralda para higiene bucal predominou entre os menores de 12 meses, e a escova de dentes, entre os maiores de 13 meses (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). Nos dados presentes (n=77), 37,7% (n=29) dos cuidadores afirmaram nunca terem sido orientados sobre os cuidados com a higiene bucal das crian&ccedil;as. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ocorr&ecirc;ncia de suc&ccedil;&atilde;o digital foi de 16,5% (n=18/107) e a da suc&ccedil;&atilde;o de chupeta foi de 58,7% (n=64/109). A maioria das crian&ccedil;as que utilizava chupeta recebia aleitamento artificial (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n3/a06tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n3/a06tab02.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este estudo evidenciou que os h&aacute;bitos bucais de lactentes nascidos prematuros foram desfavor&aacute;veis ao adequado desenvolvimento bucal: poucas crian&ccedil;as menores de 6 meses realizavam aleitamento materno exclusivo, a ingest&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car extr&iacute;nseco foi frequente nos maiores de 6 meses, e muitas possu&iacute;am algum h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva. Segundo a pesquisa bibliogr&aacute;fica realizada no campo da odontologia brasileira, este parece ser o primeiro artigo mostrando essas caracter&iacute;sticas em lactentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo houve baixa ocorr&ecirc;ncia de aleitamento natural. Em crian&ccedil;as nascidas prematuras, estabelecer o aleitamento materno pode ser particularmente dif&iacute;cil<sup>8,10,11</sup>, pois o processo de amamenta&ccedil;&atilde;o envolve aspectos como motricidade oral, matura&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica e desenvolvimento neurol&oacute;gico<sup>8</sup>, que est&atilde;o comprometidos nessa popula&ccedil;&atilde;o<sup>10,11</sup>. Neste estudo, menos de um quarto das crian&ccedil;as menores de 6 meses recebeu aleitamento materno exclusivo, concordante com relato<sup>11</sup> de que apenas 10 dentre 38 prematuros (26%) iniciaram aleitamento materno exclusivo. Ap&oacute;s 6 meses de vida, a ocorr&ecirc;ncia de aleitamento materno associado &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o complementar (aleitamento misto) foi maior do que naquele estudo<sup>11</sup> que observou taxa de 13% (n=5/38). Esses dados v&atilde;o de encontro ao preconizado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de: amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva at&eacute; o sexto m&ecirc;s de vida, e, ap&oacute;s esse per&iacute;odo, aleitamento materno e alimenta&ccedil;&atilde;o complementar at&eacute; o segundo ano de vida ou mais<sup>14</sup>. O aleitamento materno deve ser estimulado para todas as crian&ccedil;as por ser essencial para um adequado crescimento e desenvolvimento, al&eacute;m de ter baixo custo e ser uma das a&ccedil;&otilde;es mais eficientes na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil e no fortalecimento do v&iacute;nculo m&atilde;e-filho<sup>11,15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria das crian&ccedil;as deste estudo (86%) usava mamadeira. Outro estudo retrospectivo<sup>12</sup>, que utilizou entrevista com m&atilde;es de 250 pr&eacute;termos indianos com idade de 1-6 anos, evidenciou uma ocorr&ecirc;ncia de 21,2% (n=53). Em geral, os estudos demonstram uma maior ocorr&ecirc;ncia de uso de mamadeira em crian&ccedil;as prematuras do que em crian&ccedil;as a termo<sup>8,12</sup>. A imaturidade muscular, a falta de coordena&ccedil;&atilde;o entre suc&ccedil;&atilde;o-degluti&ccedil;&atilde;o-respira&ccedil;&atilde;o, e o gasto excessivo de energia utilizada para sugar o seio materno, que pode ocasionar perda de peso, fazem com que a mamadeira seja amplamente utilizada por crian&ccedil;as prematuras<sup>16</sup>. Essa pr&aacute;tica deve ser desencorajada e a m&atilde;e deve ser estimulada a ordenhar seu leite em um copo<sup>16</sup>. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de recomenda tamb&eacute;m que, ap&oacute;s o aleitamento materno exclusivo, seja utilizado copo para o consumo de l&iacute;quidos<sup>15</sup>. Verificou-se ainda, no presente estudo, que o furo do bico da mamadeira foi aumentado em menos de um ter&ccedil;o dos casos. Alguns cuidadores aumentam o furo a fim de facilitar a alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, o que pode levar a inadequado crescimento das estruturas orofaciais, al&eacute;m de aumentar a chance de aspira&ccedil;&atilde;o e otites<sup>17</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se, nesta pesquisa, que crian&ccedil;as que receberam aleitamento artificial e misto apresentaram maior ocorr&ecirc;ncia de suc&ccedil;&atilde;o de chupeta do que aquelas com aleitamento natural, corroborando relatos de outros estudos<sup>8,17-19</sup>. O uso de chupeta por crian&ccedil;as pr&eacute;-termo (56%) &eacute; maior do que em crian&ccedil;as a termo (33%)<sup>8</sup>. Uma das consequ&ecirc;ncias do uso de mamadeira e da aus&ecirc;ncia de amamenta&ccedil;&atilde;o natural &eacute; o aparecimento de h&aacute;bitos delet&eacute;rios de suc&ccedil;&atilde;o<sup>8,17-19</sup> que, se perpetuados, podem ocasionar altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas no arco dent&aacute;rio e, consequentemente, favorecer a instala&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s-oclus&otilde;es e a ocorr&ecirc;ncia de traumatismos dent&aacute;rios<sup>8,17,18</sup>. Com menor n&uacute;mero de suc&ccedil;&otilde;es, a crian&ccedil;a passa a buscar substitutos como o dedo e/ou a chupeta<sup>8,17,18</sup>. &Eacute; importante salientar que o h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva &eacute; aceit&aacute;vel em lactentes, por atender suas necessidades fisiol&oacute;gicas e psicol&oacute;gicas e pela compreens&atilde;o de que as altera&ccedil;&otilde;es provocadas s&atilde;o tempor&aacute;rias, se o h&aacute;bito for interrompido de maneira adequada e na idade correta<sup>20</sup>. Todavia, a persist&ecirc;ncia desse h&aacute;bito ap&oacute;s os 2-3 anos de idade, aumenta significativamente a probabilidade de a crian&ccedil;a desenvolver altera&ccedil;&otilde;es na arcada dent&aacute;ria<sup>21</sup>. Assim, o cirurgi&atilde;o-dentista deve planejar a remo&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o quando este estiver prejudicando o desenvolvimento da cavidade bucal da crian&ccedil;a<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verificou-se que a ingest&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car extr&iacute;nseco (achocolatado, farin&aacute;ceos, adi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car) foi alta nos maiores de 6 meses. Tal achado corresponde, possivelmente, ao momento em que os cuidadores s&atilde;o orientados a iniciarem alimenta&ccedil;&atilde;o complementar. O a&ccedil;&uacute;car adicionado a sucos, leites e produtos &eacute; substrato para as bact&eacute;rias bucais, podendo ocasionar o desenvolvimento da c&aacute;rie dent&aacute;ria, se associado aos demais fatores etiol&oacute;gicos<sup>22</sup>. Al&eacute;m disso, o alto consumo de a&ccedil;&uacute;car est&aacute; relacionado ao sobrepeso infantil<sup>23</sup>. Pr&aacute;ticas diet&eacute;ticas de alto risco parecem ser estabelecidas nos primeiros 12 meses de vida e s&atilde;o mantidas ao longo da primeira inf&acirc;ncia<sup>15,24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, os respondentes afirmaram realizar higiene bucal na maior parte das crian&ccedil;as menores de 13 meses e em todas aquelas maiores de 13 meses, resultado similar ao de outro estudo8 em que 92% de m&atilde;es de crian&ccedil;as de 2 a 4 anos nascidas prematuras realizavam higiene bucal em suas crian&ccedil;as. Neste estudo, dos 29 lactentes que n&atilde;o realizavam higiene bucal, 19 tinham entre 0-6 meses, e 10 de 7-12 meses. A Academia Americana de Odontopediatria (AAPD) recomenda que os cuidados com a limpeza bucal devem come&ccedil;ar ap&oacute;s a irrup&ccedil;&atilde;o do primeiro dente, por volta do 6&ordm;-12&ordm; m&ecirc;s de vida<sup>25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura n&atilde;o fundamenta a higieniza&ccedil;&atilde;o bucal de crian&ccedil;as ed&ecirc;ntulas, na &oacute;ptica psicossocial e/ou microbiol&oacute;gica. N&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas em favor da realiza&ccedil;&atilde;o de limpeza bucal a partir do nascimento visando aquisi&ccedil;&atilde;o de bons h&aacute;bitos de higiene bucal. Tamb&eacute;m, apesar de os microrganismos colonizarem a boca logo ap&oacute;s o nascimento da crian&ccedil;a<sup>26</sup>, a microbiota residente desempenha papel importante na manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<sup>27</sup>. Quando os dentes irrompem, proporcionam &aacute;reas para ades&atilde;o e reten&ccedil;&atilde;o bacteriana, alterando a complexidade da microbiota; observa-se, por exemplo, a coloniza&ccedil;&atilde;o por Veillonella spp., Actinomyces spp. e Lactobacillus spp<sup>26</sup>. Caso ocorram mudan&ccedil;as nas condi&ccedil;&otilde;es ambientais locais que desequilibrem a microbiota residente, poder&aacute; desenvolver-se tanto a c&aacute;rie quanto a doen&ccedil;a periodontal, conforme a hip&oacute;tese ecol&oacute;gica da placa<sup>28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a limpeza bucal, fralda ou gaze predominaram entre os menores de 12 meses e, nessa faixa et&aacute;ria, a maioria das crian&ccedil;as com os incisivos irrompidos n&atilde;o utilizavam escova dent&aacute;ria &ndash; a despeito do preconizado pela AAPD<sup>25,29</sup> &ndash; e nem dentifr&iacute;cio fluoretado, apesar de ser recomendada uma pequena quantidade (0,1 g) duas vezes ao dia<sup>30</sup>. Cinco crian&ccedil;as maiores de 13 meses ainda utilizavam a fralda, inclusive uma maior de 24 meses, por&eacute;m, fralda e gaze s&atilde;o inadequados para a limpeza de molares dec&iacute;duos. Apesar de alguns respons&aacute;veis relatarem que n&atilde;o receberam orienta&ccedil;&atilde;o quanto aos cuidados de higiene bucal nos filhos, mais de dois ter&ccedil;os realizavam-na, mesmo que com material inadequado. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A AAPD recomenda tamb&eacute;m que todos os profissionais de sa&uacute;de envolvidos na aten&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica devem educar pais e lactentes sobre etiologia e preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria, preven&ccedil;&atilde;o de traumas dent&aacute;rios e instala&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos bucais delet&eacute;rios<sup>25</sup>. Ademais, destaca que os respons&aacute;veis pelas crian&ccedil;as devem ser orientados a realizarem a higiene bucal dos filhos, duas vezes ao dia, assim que os dentes irromperem, sendo o uso do fio dental iniciado quando as superf&iacute;cies proximais n&atilde;o puderem ser limpas pela escova dent&aacute;ria<sup>25</sup>. Entretanto, 29 pais relataram nunca terem sido orientados para a limpeza da boca dos seus filhos; 13 respons&aacute;veis por maiores de 6 meses, &eacute;poca em que a higieniza&ccedil;&atilde;o bucal deve ser iniciada<sup>25</sup>. Esse achado pode representar uma falha de abordagem do assunto pela equipe de sa&uacute;de (recomenda-se a leitura do artigo correspondente &agrave; refer&ecirc;ncia 30). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso de dados retrospectivos como fonte de pesquisa &eacute; uma das limita&ccedil;&otilde;es deste tipo de estudo, visto que o registro incompleto das informa&ccedil;&otilde;es dificulta a transcri&ccedil;&atilde;o dos achados. Contudo, os resultados aqui apresentados retratam o perfil da crian&ccedil;a prematura atendida em um hospital p&uacute;blico de refer&ecirc;ncia que pode se assemelhar a outros hospitais brasileiros; tamb&eacute;m fornecem subs&iacute;dios para o planejamento de a&ccedil;&otilde;es, com vistas &agrave; melhoria na qualidade da assist&ecirc;ncia e na implementa&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas/interceptivas a lactentes prematuros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sugere-se que novos estudos sejam realizados buscando-se conhecer a frequ&ecirc;ncia, dura&ccedil;&atilde;o e intensidade desses h&aacute;bitos nessa popula&ccedil;&atilde;o, e correlacion&aacute;-los com as repercuss&otilde;es na cavidade bucal. Pesquisas quantitativas e qualitativas que busquem conhecer as caracter&iacute;sticas maternas e suas influ&ecirc;ncias na instaura&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas inadequadas tamb&eacute;m s&atilde;o de grande valia. Poucos estudos abordam a ocorr&ecirc;ncia de h&aacute;bitos bucais de crian&ccedil;as prematuras<sup>3,8,31</sup>, especialmente no primeiro ano de vida, momento recomendado pela Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Odontopediatria para que os lactentes tenham a primeira visita odontol&oacute;gica preventiva <sup>25</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os resultados obtidos no presente estudo, associados aos dados da literatura, sugerem que crian&ccedil;as prematuras apresentam condi&ccedil;&otilde;es que as tornam vulner&aacute;veis ao desenvolvimento inadequado das estruturas orofaciais<sup>2,3,7,8</sup>. Dentro desse contexto, fica evidente a import&acirc;ncia de programas educativopreventivos, j&aacute; que o atendimento odontol&oacute;gico ao lactente oferece oportunidade para educa&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o sobre h&aacute;bitos bucais, preven&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es dent&aacute;rias e altera&ccedil;&otilde;es orofaciais e fornece uma base para o estabelecimento de cuidados com a sa&uacute;de bucal<sup>28,31</sup>. Al&eacute;m disso, a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, como a implanta&ccedil;&atilde;o dos "Dez passos para o sucesso do aleitamento materno" e da estrat&eacute;gia "Iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a", s&atilde;o essenciais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Os percentuais de aleitamento materno exclusivo foram baixos; a maioria das crian&ccedil;as apresentou algum tipo de h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nutritiva; a pr&aacute;tica de higiene bucal foi insatisfat&oacute;ria. Percebe-se, portanto, que o estabelecimento de programas educativo-preventivos com car&aacute;ter multiprofissional &eacute; essencial no apoio &agrave;s fam&iacute;lias para os cuidados bucais a crian&ccedil;as prematuras, visando &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es no sistema estomatogn&aacute;tico.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. World Health Organization. The incidence of low birth weight: a critical review of available information. World Health Stat. 1980; 33:197- 224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018769&pid=S1516-0939201300030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Ferrini FRO, Marba STM, Gavi&atilde;o MDB. Altera&ccedil;&otilde;es bucais em crian&ccedil;as prematuras e com baixo peso ao nascer. Rev Paul Pediatr. 2007; 25:66-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Harila T, Heikkinen T, Gron M, Alvesalo L. Open bite in prematurely born children. J Dent Child. 2007; 74:165-70. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Seow WK. Effects of preterm birth on oral growth and development. Aust Dent J. 1997; 42:85-91. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. DATASUS. Informa&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de. Nascidos vivos-Brasil. &#91;internet&#93; &#91;acesso em 25 jun. 2013&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi. exe?sinasc/cnv/nvuf.def </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Castro MP, Rugolo LMSS, Margotto PR. Sobrevida e morbidade em prematuro com menos de 32 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o central do Brasil. Rev Bras Ginecol Obstet. 2012; 34:235- 42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Paulsson L, Bondemark L, Soderfeldt B. A systematic review of the consequences of premature birth on palatal morphology, dental occlusion, tooth-crown dimensions, and tooth maturity and eruption. Angle Orthod. 2004; 74:269-79. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Ferrini FRO, Marba STM, Gavi&atilde;o MDB. Oral conditions in very low and extremely low birth weight children. J Dent Child. 2008; 75:235-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. SB Brasil 2010. Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de Bucal &ndash; resultados principais. Bras&iacute;lia, DF: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011. &#91;acesso em 06 jul. 2013&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://189.28.128.100/dab/docs/geral/projeto_ sb2010_relatorio_final.pdf. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Bertoncelli N, Cuomo G, Cattani S, Mazzi C, Pugliese M, Coccolini E, et al. Oral feeding competences of healthy preterm infants: a review. Int J Pediatr. 2012. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Davenport ES, Litenas C, Barbayiannis P, Williams CES. The effects of diet, breast-feeding and weaning on caries risk for pre-term and low birth weight children. Int J Paediatr Dent. 2004; 14: 251&ndash;9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Rajshekar SA, Laxminarayan N. Comparison of primary dentition caries experience in pre-term low birth-weight and full-term normal birthweight and full-term normal birth-weight children aged one to six years. J Indian Soc Pedod Prev Dent. 2011; 29:128-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Lunt RC, Law DB. A review of the chronology of eruption of deciduous teeth. J Am Dent Assoc. 1974; 89:872-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. World Health Organization. Division of child health and development. Indicators for assessing breastfeeding practices. Geneva, Switzerland: 1991. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan- Americana da Sa&uacute;de. Guia alimentar para crian&ccedil;as menores de dois anos. Brasilia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2002.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Fonseca LMM, Scochi CGS. Cuidados com o beb&ecirc; prematuro: orienta&ccedil;&otilde;es para a fam&iacute;lia. Ribeir&atilde;o Preto: FIERP; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Neiva FCB. Suc&ccedil;&atilde;o em rec&eacute;m-nascidos: algumas contribui&ccedil;&otilde;es da fonoaudiologia. Pediatria. 2000; 22:264-70.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Moimaz SA, Zina LG, Saliba NA, Saliba O. Association between breast-feeding practices and sucking habits: a cross-sectional study of children in their first year of life. J Indian Soc Pedod Prev Dent. 2008; 26:102-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Holanda ALF, Santos SA, Sena MF, Ferreira MAF. Relationship between breast- and bottlefeeding and non-nutritive sucking habits. Oral Health Prev Dent. 2009; 7: 331-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Traisman AS, Traisman HS. Thumb- and fingersucking: a study of 2,650 infants and children. J Pediatr. 1958; 52:566-72. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Warren JJ, Bishara SE. Duration of nutritive and nonnutritive sucking behaviors and their effects on the dental arches in the primary dentition. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2002; 121:347-56. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Meurman PK, Pienihakkinen K. Factors associated with caries increment: a longitudinal study from 18 months to 5 years of age. Caries Res. 2010; 44:519&ndash;24. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Osei-Assibey G, Dick S, Macdiarmid J, Semple S, Reilly JJ, Ellaway A, et al. The in&#64258;uence of the food environment on overweight and obesity in young children: a systematic review. BMJ Open 2012; 2:1-12. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Kranz S, Smiciklas-Wright H, Francis LA. Diet quality, added sugar, and dietary fiber intakes in American preschoolers. Pediatr Dent. 2006; 28:l64-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. American Academy of Pediatric Dentistry. Guideline of infant oral health care. Pediatr Dent 2013; 34:132-36. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Law V, Seow WK, Townsend G. Factors influencing oral colonization of mutans streptococci in young children. Aust Dent J 2007; 52: 93-100. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Marsh PD. Microbiology of dental plaque biofilms and their role in oral health and caries. Dent Clin North Am 2010; 54: 441-54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Marsh PD. Are dental diseases examples of ecological catastrophes? Microbiology. 2003; 149: 279-94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. American Academy of Pediatric Dentistry. Guideline on periodicity of examination, preventive dental services, anticipatory guidance/ counseling, and oral treatment for infants, children, and adolescents. Pediatr Dent 2013; 34:10-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Oliveira BH, Santos APP, Nadanovsky P. Uso de dentifr&iacute;cios fluoretados por pr&eacute;-escolares: o que os pediatras precisam saber? Resid&ecirc;ncia Pedi&aacute;trica 2012; 2:12-9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Lee JY, Bouwens TJ, Savage MF, Vann FW. Examining the cost-effectiveness of early dental visits. Pediatr Dent. 2006; 28:102-5.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>World Health Organization</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The incidence of low birth weight: a critical review of available information]]></article-title>
<source><![CDATA[World Health Stat]]></source>
<year>1980</year>
<volume>33</volume>
<page-range>197- 224</page-range></nlm-citation>
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