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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores sócio comportamentais em grupos de polarização da cárie dentária em escolares e préescolares em município de médio porte]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Socio-behavioral factors in dental caries polarization groups in preschool and schoolchildren in a mid-sized city]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To evaluate the experience of dental caries, identify polarization groups, and verify factors associated with dental caries in children and adolescents in the city of Pirassununga, SP, Brazil. Methods: Data collection was conducted by epidemiological survey in 2006 among preschool children at 5 years of age (n=113) and school children at 12 years of age (n=117). This study followed the codes and standardized criteria set forth by the World Health Organization (WHO). After, the Poisson regression analysis was performed comparing the dental caries group (DMFT/ dmft > 0) and SiC group (Significant Caries Index). Results: At 5 years of age, 62.8% of the sample consisted of caries-free children, with a DMFT average of 2.0 (SD = 2.9) and a SiC average of 4.00 (SD = 3.6). At 12 years of age, the average DMFT was of 1.2 (SD = 1.9), with a SiC average of 3.1 (SD = 2.4); 53.8% were caries-free. The variables associated with caries at 5 years of age in the dental caries group (DMFT > 0) included: having sought out a dentist because of pain / caries (p = 0.00) and having either a father or a mother as the main financial provider (p = 0.053). In the polarization group (SiC), the variables included: frequency of tooth brushing of 1-2 times per day (p = 0.052) and having visited the dentist within the past year (p = 0.025). At 12 years of age, in the dental caries group (DMFT > 0), the variables with strong association were: means of transportation - bus/bicycle (p = 0.026) - and having been absent from school due to pain/caries (p = 0.011). The SiC variables included the means of transportation - bus/bicycle (p=0.034) - and having visited the dentist within the past year (p = 0.023). Conclusion: In both age groups, in deciduous and permanent dentitions as well as in both the DMFT and SIC groups, caries experience was associated with socioeconomic, sociobehavioral, and access factors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Fatores s&oacute;cio comportamentais em grupos de polariza&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria em escolares e pr&eacute;escolares em munic&iacute;pio de m&eacute;dio porte</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Socio-behavioral factors in dental caries polarization groups in preschool and schoolchildren in a mid-sized city</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>L&iacute;dia F&aacute;tima Hildebrand e Silva <sup>I</sup>; Regiane Cristina do Amaral <sup>I</sup>; Maria Paula Rando Meirelles <sup>II</sup>; Maria da Luz Ros&aacute;rio de Sousa <sup>II</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas, FOP/ UNICAMP, Piracicaba, S&atilde;o Paulo, Brasil    <br> <sup>II</sup> Departamento de Odontologia Social, FOP/UNICAMP, Piracicaba, S&atilde;o Paulo, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contatos: lidiahildebr@yahoo.com.br, amaralre@yahoo.com.br, mpaula_rando@yahoo.com.br, luzosusa@fop.unicamp.br</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Avaliar a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria, identificar os grupos de polariza&ccedil;&atilde;o e verificar os fatores associados &agrave; doen&ccedil;a c&aacute;rie dent&aacute;ria em escolares e pr&eacute;-escolares do munic&iacute;pio de Pirassununga, SP. Materiais e M&eacute;todos: A coleta de dados foi realizada por levantamento epidemiol&oacute;gico em 2006, em pr&eacute;-escolares de 5 anos (n = 113) e escolares de 12 anos (n = 117). Foram utilizados os c&oacute;digos e crit&eacute;rios padronizados pela OMS. Em seguida, realizou-se an&aacute;lise de regress&atilde;o de Poisson entre grupos com presen&ccedil;a de c&aacute;rie dent&aacute;ria (CPOD/ceod &gt; 0) e grupo SiC (Significant Caries Index). Resultados: Aos 5 anos, 62,8% da amostra era composta por crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie, com m&eacute;dia do ceod de 2,0 (dp = 2,9) e m&eacute;dia do SiC 4,0 (dp = 3,6). Aos 12 anos, a m&eacute;dia de CPOD foi de 1,2 (dp = 1,9), a m&eacute;dia do SiC foi de 3,1 (dp = 2,4) e 53,8% eram livres de c&aacute;rie. As vari&aacute;veis que se apresentaram associadas &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria aos 5 anos no grupo com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria (ceod &gt; 0) foram: ter procurado o dentista por motivo de dor/c&aacute;rie (p = 0,00) e ter como respons&aacute;vel pelo sustento o pai ou a m&atilde;e (p = 0,053). No grupo de polariza&ccedil;&atilde;o (SiC) foram: frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o de 1 a 2 vezes ao dia (p = 0,052) e ter visitado o dentista no &uacute;ltimo ano (p = 0,025). Aos 12 anos, no grupo com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria (CPOD &gt; 0), as vari&aacute;veis com for&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o foram: meio de transporte &ocirc;nibus/bicicleta (p= 0,026) e ter faltado &agrave; escola por dor/c&aacute;rie (p = 0,011). No SIC, as vari&aacute;veis encontradas foram: meio de transporte &ocirc;nibus/ bicicleta (p = 0,034) e ter visitado o dentista no &uacute;ltimo ano (p = 0,023). Conclus&atilde;o: Em ambos os grupos et&aacute;rios, na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua e denti&ccedil;&atilde;o permanente, em ambos os grupos (CPOD e SiC), a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie foi associado a fatores socioecon&ocirc;micos, s&oacute;ciocomportamentais e de acesso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>C&aacute;rie dent&aacute;ria. Epidemiologia. Fatores socioecon&ocirc;micos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aim: To evaluate the experience of dental caries, identify polarization groups, and verify factors associated with dental caries in children and adolescents in the city of Pirassununga, SP, Brazil. Methods: Data collection was conducted by epidemiological survey in 2006 among preschool children at 5 years of age (n=113) and school children at 12 years of age (n=117). This study followed the codes and standardized criteria set forth by the World Health Organization (WHO). After, the Poisson regression analysis was performed comparing the dental caries group (DMFT/ dmft &gt; 0) and SiC group (Significant Caries Index). Results: At 5 years of age, 62.8% of the sample consisted of caries-free children, with a DMFT average of 2.0 (SD = 2.9) and a SiC average of 4.00 (SD = 3.6). At 12 years of age, the average DMFT was of 1.2 (SD = 1.9), with a SiC average of 3.1 (SD = 2.4); 53.8% were caries-free. The variables associated with caries at 5 years of age in the dental caries group (DMFT &gt; 0) included: having sought out a dentist because of pain / caries (p = 0.00) and having either a father or a mother as the main financial provider (p = 0.053). In the polarization group (SiC), the variables included: frequency of tooth brushing of 1-2 times per day (p = 0.052) and having visited the dentist within the past year (p = 0.025). At 12 years of age, in the dental caries group (DMFT &gt; 0), the variables with strong association were: means of transportation - bus/bicycle (p = 0.026) - and having been absent from school due to pain/caries (p = 0.011). The SiC variables included the means of transportation - bus/bicycle (p=0.034) - and having visited the dentist within the past year (p = 0.023). Conclusion: In both age groups, in deciduous and permanent dentitions as well as in both the DMFT and SIC groups, caries experience was associated with socioeconomic, sociobehavioral, and access factors.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Dental caries. Epidemiology. Socioeconomic factors.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenvolvimento de estrat&eacute;gias para atuar nos grupos que tem maiores chances de adoecimento, com base em evid&ecirc;ncias, &eacute; importante para garantir planejamento de a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas de sa&uacute;de de acordo com as necessidades locais<sup>1</sup>. Dessa forma, para se conseguir mudan&ccedil;as da abordagem no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a em Odontologia<sup>2</sup> e para estimular os munic&iacute;pios a monitorar as doen&ccedil;as bucais, se faz o uso de question&aacute;rios socioecon&ocirc;micos, como tentativa de se demonstrar as desigualdades existentes e seus efeitos<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes question&aacute;rios socioecon&ocirc;micos t&ecirc;m sido utilizados em levantamentos epidemiol&oacute;gicos nacionais, nos quais se tem observado decl&iacute;nio da doen&ccedil;a c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>4</sup>, concomitantemente ao surgimento do fen&ocirc;meno de polariza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a<sup>5</sup>. Assim, diante dessas observa&ccedil;&otilde;es, alguns estudos utilizaram o Significant Caries Index (SiC), a fim de se verificar os fatores associados &agrave; ocorr&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria neste grupo<sup>6-12</sup> e comparar com a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie em toda a popula&ccedil;&atilde;o estudada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O SiC foi proposto por Bratthal em 2000, n&atilde;o para excluir os m&eacute;todos e &iacute;ndices existentes utilizados para mensurar a doen&ccedil;a c&aacute;rie dent&aacute;ria, mas para somar-se a esses, com enfoque espec&iacute;fico em grupos de polariza&ccedil;&atilde;o. Este &iacute;ndice &eacute; constitu&iacute;do pelo ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o com maior presen&ccedil;a da doen&ccedil;a, tendo como meta para 2015 o valor m&eacute;dio de CPOD igual a 3,0 para a idade de 12 anos <sup>7,13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudos demonstram que a etiologia multifatorial da c&aacute;rie dent&aacute;ria est&aacute; associada a fatores socioecon&ocirc;micos, demogr&aacute;ficos e comportamentais, como o n&iacute;vel de escolaridade materna em escolares e pr&eacute;-escolares, baixa escolaridade dos cuidadores, ingest&atilde;o di&aacute;ria de a&ccedil;&uacute;cares, escolaridade dos pais, n&uacute;mero de pessoas por domic&iacute;lio, posse de autom&oacute;vel e renda familiar <sup>10-12</sup>. Sendo assim, torna-se importante conduzir estudos em munic&iacute;pios que desconhecem tais resultados<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria, identificar os grupos de polariza&ccedil;&atilde;o e verificar fatores associados &agrave; doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizou-se um estudo epidemiol&oacute;gico transversal com coleta de dados atrav&eacute;s de levantamento epidemiol&oacute;gico em pr&eacute;-escolares de 5 anos e escolares de 12 anos, em escolas p&uacute;blicas, no ano de 2006, em Pirassununga, SP. O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, UNICAMP, sob o n&uacute;mero de processo 136/2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O munic&iacute;pio pertence &agrave; Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de X, de Piracicaba, SP. Possui &aacute;rea de 726,94 mil m&sup2;, contando com 70.641 habitantes15 e grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o de 91,62%<sup>15</sup>. A popula&ccedil;&atilde;o menor de 15 anos corresponde a 19,86% da popula&ccedil;&atilde;o total. O IDH &eacute; de 0,83915, indicando que o munic&iacute;pio tem alto desenvolvimento humano. A taxa de analfabetismo da popula&ccedil;&atilde;o com maiores de 15 anos &eacute; de 6,05%15. A &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico est&aacute; em 99,70 % dos domic&iacute;lios 15, sendo a mesma fluoretada, com teores considerados adequados ao munic&iacute;pio (0,6 a 0,8 ppmF) <sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cidade de Pirassununga &eacute; contemplada com a fluoreta&ccedil;&atilde;o na &aacute;gua de abastecimento p&uacute;blico desde a d&eacute;cada de 1970 (SAEP- Servi&ccedil;o de &Aacute;gua e Esgoto de Pirassununga), com heterocontrole efetuado pela Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria Municipal, pelo PRO&Aacute;GUA (Programa de vigil&acirc;ncia da qualidade da &aacute;gua para o consumo humano - RSS-45 31/01/92). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No munic&iacute;pio de Pirassununga, a sa&uacute;de bucal est&aacute; inserida no contexto da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e &eacute; composta por 01 centro odontol&oacute;gico com 04 consult&oacute;rios, que funcionam em tr&ecirc;s per&iacute;odos; 01 centro odontol&oacute;gico com 02 consult&oacute;rios que funcionam em dois per&iacute;odos; 05 consult&oacute;rios distribu&iacute;dos nas Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. O munic&iacute;pio conta, ainda, com uma equipe de preven&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;da por 02 cirurgi&atilde;s-dentistas que fazem o programa preventivo nas creches e escolas p&uacute;blicas (dados do momento do levantamento epidemiol&oacute;gico, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra foi selecionada em dois est&aacute;gios, utilizando-se a t&eacute;cnica de amostragem aleat&oacute;ria simples: primeiramente, foram selecionadas as escolas p&uacute;blicas e a seguir os pr&eacute;-escolares e escolares. Como o munic&iacute;pio n&atilde;o dispunha de dados anteriores, o tamanho amostral foi calculado considerando-se alta experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie (50%), admitindo-se erro de desenho igual a 2 e mais 20% de perda, sendo selecionadas 120 crian&ccedil;as para cada idade. Para controlar a taxa de n&atilde;o resposta, optou-se por realizar 02 (duas) visitas a cada escola selecionada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o no estudo foram: ser portador de doen&ccedil;as sist&ecirc;micas graves, fazer uso de aparelho ortod&ocirc;ntico fixo com quatro ou mais bandas ortod&ocirc;nticas e n&atilde;o ter autoriza&ccedil;&atilde;o dos pais para participa&ccedil;&atilde;o por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram coletados por meio de exames cl&iacute;nicos e question&aacute;rio estruturado. Quatro examinadores participaram do estudo. A calibra&ccedil;&atilde;o dos mesmos ocorreu em oficinas de treinamento que tiveram dura&ccedil;&atilde;o de 24 horas, entre conte&uacute;do te&oacute;rico e pr&aacute;tico. Para a padroniza&ccedil;&atilde;o da equipe, utilizou-se a t&eacute;cnica do consenso. Tomou-se como refer&ecirc;ncia o modelo proposto pela OMS<sup>17</sup>, tendo sido aprovados para participa&ccedil;&atilde;o no levantamento os examinadores que obtiveram a concord&acirc;ncia inter-examinador igual ou superior a 85%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os exames epidemiol&oacute;gicos foram realizados sob luz natural, utilizando-se espelho bucal plano n&ordm; 5 e sonda periodontal "ball point", seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es da OMS, assim como para os &iacute;ndices e c&oacute;digos utilizados<sup>17</sup>. Os pais responderam um question&aacute;rio com 15 perguntas com abrang&ecirc;ncia nas vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas e comportamentais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Do question&aacute;rio enviado, foram consideradas e analisadas as seguintes vari&aacute;veis e a forma de categoriza&ccedil;&atilde;o, como se segue - fatores socioecon&ocirc;micos: anos de estudo do pai e anos de estudo da m&atilde;e, dicotomizado em ensino fundamental incompleto e ensino m&eacute;dio em diante; meio de transporte dicotomizado em utilizar &ocirc;nibus ou bicicleta e carro ou moto e renda mensal de at&eacute; R$ 500,00 ou superior a R$ 500,00 e respons&aacute;vel pelo sustento, dicotomizado em apenas um respons&aacute;vel, pai ou m&atilde;e e com mais de uma pessoa respons&aacute;vel pelo sustento, pai e m&atilde;e; fatores comportamentais: ter ido ao dentista no &uacute;ltimo ano e h&aacute; mais de um ano; frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o dicotomizada em 1 e 2 vezes por dia ou 3 a 4 vezes por dia, faltar &agrave; escola por odontalgia (sim e n&atilde;o) e motivo de consulta ao dentista foi dicotomizado em rotina/manuten&ccedil;&atilde;o e dor/c&aacute;rie. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para an&aacute;lise dos dados foi utilizado o programa estat&iacute;stico SPSS 17.0. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo baseou-se em dois desfechos: experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie (ceod &gt; 0 e CPOD &gt; 0) e experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie no grupo de polariza&ccedil;&atilde;o (SiC). As vari&aacute;veis foram dicotomizadas ou categorizadas de acordo com estudos anteriores publicados18 ou pelas frequ&ecirc;ncias calculadas. As vari&aacute;veis que apresentaram p &le; 0,25 na an&aacute;lise bivariada entraram no modelo de estudo de an&aacute;lise de Poisson.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram examinados 113 pr&eacute;-escolares (5 anos de idade), dos quais 80,5% responderam ao question&aacute;rio. A m&eacute;dia obtida para o ceod foi 2,0 (dp=2,9) e a m&eacute;dia do SiC foi de 4,0 (dp= 3,6), sendo 62,8% da amostra livre de c&aacute;rie. Analisando os componentes do ceod, 67% eram cariados e 33% obturados. Em rela&ccedil;&atilde;o ao &iacute;ndice SiC, 68% eram cariados e 32% obturados. N&atilde;o houve componentes extra&iacute;dos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01fig01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#fig01">figura 1</a> mostra a varia&ccedil;&atilde;o ceod aos 5 anos em Pirassununga, SP. A partir da indica&ccedil;&atilde;o da barra vertical, evidencia-se o in&iacute;cio do grupo SiC e o fen&ocirc;meno da polariza&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria. Os resultados das frequ&ecirc;ncias e an&aacute;lise bivariada (Qui-quadrado) foram compilados em tabelas, representadas em dois desfechos ceod (ceod = 0 e ceod &gt; 0) e SiC. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01a"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01tab01a.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01b"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01tab01b.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s an&aacute;lise bivariada (Qui-quadrado), foi realizada multivariada (Poisson) com dois desfechos SiC e do ceod apresentaram valores significativos (p &le; 0,25) entraram no modelo. Os resultados finais da regress&atilde;o de Poisson se encontram na <a href="#tab02a">tabela 2</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02a"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01tab02a.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02b"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01tab02b.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As vari&aacute;veis que apresentaram signific&acirc;ncia estat&iacute;stica no grupo SiC foram frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o de 1 a 2 vezes ao dia (comportamental) e visita ao dentista no ultimo ano (comportamental), e no grupo dicotomizado por ceod (ceod = 0 e ceod &gt; 0), o motivo de procura foi a consulta com o dentista por dor/c&aacute;rie (comportamental e acesso) e o respons&aacute;vel pelo sustento pai ou m&atilde;e (socioecon&ocirc;mico). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a idade de 12 anos, foram examinados 117 escolares, onde a m&eacute;dia do CPOD foi de 1,2 (dp = 1,9) e a m&eacute;dia do SiC foi de 3,1 (dp = 2,4). A taxa m&eacute;dia de resposta ao question&aacute;rio socioecon&ocirc;mico aos 12 anos foi de 74,18%. Aos 12 anos, 53,8% da amostra estava livre de c&aacute;rie. No grupo CPOD, os componentes se distribu&iacute;ram da seguinte forma: 48% tinham dentes cariados ou restaurados, 49% estavam com os dentes restaurados e 3% perdidos. No SiC, 51% dos componentes foram cariados, 45% restaurados e 4% perdidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A polariza&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria pode ser observada na <a href="#fig02">figura 2</a>, na indica&ccedil;&atilde;o em barra vertical do SiC, que se inicia com CPOD= 1. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01fig02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As vari&aacute;veis foram dicotomizadas de acordo com a frequ&ecirc;ncia encontrada. Posteriormente realizou-se o teste Qui Quadrado e os dados foram apresentados em uma &uacute;nica tabela (<a href="#tab03a">Tabela 3</a>). Para o grupo de 12 anos, os dados foram analisados em dois desfechos: CPOD (CPOD = 0 e CPOD &gt; 0) e SiC (Significant Caries Index). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab03a"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01tab03a.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03b"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01tab03b.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As vari&aacute;veis das an&aacute;lises nos dois desfechos SiC e CPOD que tiveram valor (p &le; 0,25) entraram para o modelo de an&aacute;lise multivariada (Poisson). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a01tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o grupo CPOD &gt; 0 aos 12 anos, as vari&aacute;veis que tiveram for&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o para c&aacute;rie dent&aacute;ria foram: ter faltado &agrave; escola por dor/c&aacute;rie dent&aacute;ria e o meio de transporte &ocirc;nibus/bicicleta, com conota&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica. Para o SiC, as vari&aacute;veis associadas foram: visita ao dentista no &uacute;ltimo ano e meio de transporte &ocirc;nibus/bicicleta. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do munic&iacute;pio de Pirassununga n&atilde;o ter dados publicados na ocasi&atilde;o do estudo, que foi realizado em 2006, os resultados revelaram que tanto na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua quanto na permanente, nos dois grupos estudados (CPOD e SiC), a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie esteve associada aos fatores s&oacute;ciocomportamentais. Os resultados semelhantes entre os dois desfechos nas duas idades estudadas se confirmaram tamb&eacute;m quando se analisou os componentes do &iacute;ndice ceod/ CPOD, com porcentagens de dentes restaurados e cariados muito pr&oacute;ximas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, a m&eacute;dia do &iacute;ndice ceod foi 2,0 para os pr&eacute;-escolares. Esse resultado foi semelhante ao do estudo no munic&iacute;pio de Rio das Pedras, SP, que apresentou ceod de 2,47 e ao do interior da regi&atilde;o Sudeste do pa&iacute;s no SB Brasil 201019 (ceod = 2,23).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa forma, podemos afirmar que o munic&iacute;pio de Pirassununga, em 2006, apresentava menor preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria frente aos munic&iacute;pios citados. No entanto, este &iacute;ndice foi maior que o encontrado no munic&iacute;pio de Piracicaba9, que foi de 1,65. Para o grupo com alta experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie (SiC= 4,0), a m&eacute;dia encontrada foi menor que o munic&iacute;pio de Leme, (SiC=5,26) em 20094. Assim, &eacute; encontrado no presente estudo um grupo com alta experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie evidenciada pelo grupo polarizado, mesmo tendo o munic&iacute;pio um valor de ceod considerado baixo comparado a outros munic&iacute;pios<sup>7,19</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Aos 12 anos, a m&eacute;dia do &iacute;ndice CPOD em 2006 j&aacute; apresentava valores menores que a m&eacute;dia para o pa&iacute;s (CPOD = 2,1) e para o interior da regi&atilde;o Sudeste (CPOD = 1,81), obtida pelo SB Brasil<sup>19</sup> em 2010. Al&eacute;m disso, a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie no grupo de polariza&ccedil;&atilde;o (SiC = 3,1) apresentou valor pr&oacute;ximo ao preconizado por Bratthal para os 12 anos em 2015 (SiC = 3,0). Esses resultados demonstraram que nesta faixa et&aacute;ria os servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal do munic&iacute;pio conseguiram atingir uma maior parcela destes escolares, visto que os resultados s&atilde;o satisfat&oacute;rios, tanto para o &iacute;ndice CPOD, como para o valor do &iacute;ndice SiC (grupo polarizado). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aos 5 anos, 62,8% dos pr&eacute;-escolares e aos 12 anos, 53,8% dos escolares estavam livres de c&aacute;rie (LC). Em Leme, munic&iacute;pio pr&oacute;ximo a Pirassununga, com caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas semelhantes, um estudo demonstrou que aos 5 anos de idade, 49,3% eram LC e aos 12 anos, 41,6%, em 20044. Os resultados de Pirassununga para LC s&atilde;o maiores do que os resultados encontrados no SB Brasil 201019, para o interior da Regi&atilde;o Sudeste, cujos resultados foram de LC = 48,9 % (aos 5 anos) e de LC = 47,5 % (aos 12 anos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, os grupos estudados (ceod &ge; 0 e SiC) apresentaram diferen&ccedil;as na preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, assim como diferentes fatores associados &agrave; mesma. Os resultados para o grupo com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie (ceod) demonstraram que os fatores associados foram ter procurado atendimento odontol&oacute;gico por dor/c&aacute;rie e ter o pai ou a m&atilde;e como respons&aacute;vel pelo sustento da fam&iacute;lia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato de ter procurado atendimento por dor/ c&aacute;rie tamb&eacute;m foi resultado encontrado em estudo realizado em Pernambuco<sup>12</sup>. Procurar atendimento em caso de dor/c&aacute;rie pode indicar dificuldades tanto no processo de substitui&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es no acesso aos servi&ccedil;os<sup>5</sup>, quanto &agrave; necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es integradas &agrave; sa&uacute;de. Ou, ainda, pode refletir uma pr&aacute;tica usual entre cuidadores sobre o momento de procurar atendimento, que dessa forma, fazem-no tardiamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro fator associado &agrave; experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie no grupo como um todo, aos 5 anos de idade, no presente estudo, foi ter apenas um respons&aacute;vel pelo sustento do lar, o que sugere duas hip&oacute;teses: uma delas &eacute; que com apenas um dos pais trabalhando, a renda mensal seja menor e as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas mais desfavor&aacute;veis, apesar de renda n&atilde;o ter, diretamente, apresentado associa&ccedil;&atilde;o nesse estudo. E a outra, de acordo com Santos e Santos<sup>20</sup>, que afirmam que as fam&iacute;lias compostas apenas por m&atilde;e ou pai e seus filhos, nas quais al&eacute;m de existir somente um respons&aacute;vel pelo sustento (fam&iacute;lias monoparentais), esse mesmo ente divide o tempo com os cuidados dos filhos, o que os torna vulner&aacute;veis<sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aos 5 anos, o SiC apresentou como fatores associados &agrave; de frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o 1 a 2 vezes por dia e ter visitado o dentista no &uacute;ltimo ano. A frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o de 1 a 2 vezes ao dia foi fator de risco para uma pior condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal no presente estudo, resultado que corrobora com estudo conduzido na Turquia<sup>21</sup>. No entanto, diferiu do estudo de Piracicaba<sup>9</sup>, no qual a frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi associada &agrave; experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A outra vari&aacute;vel associada ao SiC, aos 5 anos, foi ter visitado o dentista no &uacute;ltimo ano. Esse resultado sugere problemas de acesso a consultas odontol&oacute;gicas (modelo assistencial), ou padr&atilde;o de procura por atendimento, onde este &uacute;ltimo se deu somente em caso de necessidade, como foi observado em estudo em Recife, PE<sup>12</sup>. Dessa forma, podemos dizer que os resultados obtidos aos 5 anos, tanto no ceod quanto no SiC, sugerem interven&ccedil;&otilde;es que podem ser organizadas nesses grupos, com possibilidade de resultados positivos. A promo&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos sobre higiene bucal e a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso s&atilde;o interven&ccedil;&otilde;es que podem ser feitas pela gest&atilde;o sobre a atua&ccedil;&atilde;o das Equipes de Sa&uacute;de Bucal da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Aos 12 anos, o estudo teve como resultado, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia do Estado de S&atilde;o Paulo, baixa experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria. No grupo como um todo, as vari&aacute;veis que apresentaram for&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o foram: faltar &agrave; escola por dor de origem dent&aacute;ria e meio de transporte &ocirc;nibus/bicicleta. As faltas &agrave; escola por dor de origem dent&aacute;ria, que tamb&eacute;m foi resultado de estudo conduzido em Paul&iacute;nia,SP, em 2008<sup>7</sup>, al&eacute;m do problema de acesso e de comportamento diante dos servi&ccedil;os, tem impacto negativo na vida dos escolares, tanto pelas faltas quanto pelo sofrimento ocasionado por problemas bucais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A outra vari&aacute;vel que demonstrou for&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o aos 12 anos foi meio de transporte &ocirc;nibus/ bicicleta, o que foi significativo para os dois desfechos (CPOD e SiC). Da forma como foi dicotomizado no presente estudo, essa vari&aacute;vel evidenciou a condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica na an&aacute;lise. Muitas vezes, a representa&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica deve ser feita por mais de uma vari&aacute;vel que reproduza essa condi&ccedil;&atilde;o<sup>22</sup> e pode ser feita pela indica&ccedil;&atilde;o de bens que reproduzam poder financeiro para adquirir bem estar. No presente estudo a renda n&atilde;o foi diretamente relacionada, o que pode ser explicado pelo fato de que nem sempre o respons&aacute;vel pelas respostas do question&aacute;rio tem conhecimento da real condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica familiar<sup>23</sup>. A c&aacute;rie dent&aacute;ria foi associada &agrave;s piores condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas. Dados semelhantes foram encontrados em outros estudos<sup>22</sup>. No grupo com alta experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie (SiC) foi associado, ainda, meio de transporte (p = 0,036) e ter visitado o dentista no &uacute;ltimo ano (p = 0,023). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O meio de transporte utilizado, &ocirc;nibus ou bicicleta, al&eacute;m de refor&ccedil;ar a rela&ccedil;&atilde;o entre condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas desfavor&aacute;veis e c&aacute;rie dent&aacute;ria, refor&ccedil;ou tamb&eacute;m os demais resultados deste estudo, demonstrando que os dois grupos estudados (dois desfechos) se comportaram de forma semelhantes. O mesmo pode ser comprovado na an&aacute;lise dos resultados dos componentes do &iacute;ndice CPOD. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A realiza&ccedil;&atilde;o de levantamentos epidemiol&oacute;gicos peri&oacute;dicos, com an&aacute;lise s&oacute;ciocomportamental nos munic&iacute;pios, &eacute; importante para avaliar a tend&ecirc;ncia da c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>24,25</sup>, mensurar as desigualdades sociais e a situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal<sup>26</sup>, assim como analisar os padr&otilde;es de acesso a tratamento, a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e controle a c&aacute;rie dent&aacute;ria e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<sup>27</sup> . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de alguns autores como Antunes<sup>28</sup> avaliarem que o &iacute;ndice SiC seria apenas um reflexo sistematicamente enviesado para valores mais levados do j&aacute; conhecido CPO e sua aplica&ccedil;&atilde;o em estudos de associa&ccedil;&atilde;o e testes de hip&oacute;teses pouco adicionaria em termos de poder explicativo, este &iacute;ndice poderia ser &uacute;til para revitalizar a proposi&ccedil;&atilde;o de metas para os n&iacute;veis de c&aacute;rie, em especial para sua diminui&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a no grupo mais afetado, reduzindo, como consequ&ecirc;ncia, o fen&ocirc;meno de polariza&ccedil;&atilde;o, ou seja maior acesso ao servi&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No momento do estudo inexistiam dados epidemiol&oacute;gicos anteriores nesta popula&ccedil;&atilde;o, o que consideramos como uma limita&ccedil;&atilde;o, uma vez que impossibilitou o c&aacute;lculo da amostra por meio da experi&ecirc;ncia passada da doen&ccedil;a c&aacute;rie.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O munic&iacute;pio de Pirassununga apresentou baixa experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria. Os fatores associados a&#768; experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie foram comportamentais, de acesso e socioecon&ocirc;mico. Em decorr&ecirc;ncia da baixa experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie, os grupos de polariza&ccedil;&atilde;o e com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie apresentaram resultados semelhantes. Assim, o presente estudo mostrou que n&atilde;o h&aacute; necessidade de se analisar o SiC no grupo de polariza&ccedil;&atilde;o quando a amostra estudada apresentar alta porcentagem de livres de c&aacute;rie e baixa experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Roncalli GA. Epidemiologia e sa&uacute;de bucal coletiva: um caminhar compartilhado. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2006;11:103-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021083&pid=S1516-0939201400030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Oliveira AGRC, Unfer B, Costa IC, Arcieri RM, Guimar&atilde;es LOC, Saliba NR. Levantamentos epidemiol&oacute;gicos em sa&uacute;de bucal: an&aacute;lise da metodologia proposta pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Rev Bras Epidemiol. 1999;1:177-89. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Freire MCM, Reis SCGB, Gon&ccedil;alves MM, Balbo PL, Leles CR. Condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal em escolares de 12 anos de escolas p&uacute;blicas e privadas de Goi&acirc;nia, Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2010; 28:86&ndash;91.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. La Ruiz LA, Rihs LB, Sousa MLR, Hildebrand L, Felizatti RC. Decl&iacute;nio da c&aacute;rie dent&aacute;ria em escolares entre 1998 e 2004 em Leme, S&atilde;o Paulo, Brasil. RGO. 2009;57:145-50.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Narvai PC, Fraz&atilde;o P, Roncalli AG, Antunes JL. C&aacute;rie dent&aacute;ria no Brasil: decl&iacute;nio, polariza&ccedil;&atilde;o, iniquidades e exclus&atilde;o. Rev Panam Salud Publica. 2006; 19:385-93. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Bratthal D. Introducing the Significant Carie Index Together with a Proposal for new oral health goal for 12-years-olds. Int Dent J. 2000; 50:378- 84. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Rihs LB, Silva RP, Cortelazzi KL, Sousa MLR. Decl&iacute;nio da carie dent&aacute;ria em escolares do munic&iacute;pio de Rio das Pedras, SP, Brasil. Rev Fac Odontol Porto Alegre. 2008;49:16-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Almeida TF, Couto MC, Oliveira MS, Ribeiro MB, Vianna MIP. Ocorr&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria e fatores associados em crian&ccedil;as de 24 a 60 meses residentes em &aacute;reas cobertas pelo programa de sa&uacute;de da fam&iacute;lia, em Salvador-Bahia 2008. Rev Odontol UNESP. 2010;39:355-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Catani DB, Meirelles MPRM, Sousa MLR. C&aacute;rie dent&aacute;ria e determinantes sociais de sa&uacute;de em escolares do munic&iacute;pio de Piracicaba &ndash; SP. Rev Odontol UNESP. 2010;39:344-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Guerra LM, Pereira AC, Pereira SM, Meneghim MC. Avalia&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas na preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie e fluorose em Munic&iacute;pios com e sem fluoreta&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas de Abastecimento. Rev Odontol UNESP. 2010;39:255-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Rigo L, Caldas Junior AF, Souza EHA. Experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria e fatores associados em escolares de um munic&iacute;pio com fluoreta&ccedil;&atilde;o na &aacute;gua. Pesqui Bras Odontopediatria Cl&iacute;n Integr. 2011; 11:407- 15. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Melo MMDC, Souza WV, Lima MLC, Braga C. Fatores associados &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria em pr&eacute;-escolares do Recife, Pernambuco, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2011;27:471-85. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Peres SHCS, Carvalho FS, Carvalho CP, Bastos JRM, Lauris JRP. Polariza&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria em adolescentes na regi&atilde;o sudoeste do Estado de S&atilde;o Paulo 2008. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva; 13:2155- 62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Azevedo AC, Valen&ccedil;a AMG, Neto EAL. Perfil epidemiol&oacute;gico da c&aacute;rie dent&aacute;ria em escolares de 5 e 12 anos residentes no Munic&iacute;pio de Bayeux, Para&iacute;ba. Arq Odontol. 2012; 48:68-75. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Funda&ccedil;&atilde;o Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados. Secretaria e Planejamento e Desenvolvimento Social. Governo do Estado de S&atilde;o Paulo. &#91;internet&#93; &#91;acesso em 2011 Jul 13&#93;. Dispon&iacute;vel em: http:// www.seade.gov.br </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Servi&ccedil;o de &aacute;gua e esgoto de Pirassununga. &#91;internet&#93; &#91;acesso em 2011 Jan 13&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://www.saep-piras.com.br/portal/index. php 17. World Health Organization. Oral health surveys: basic methods. 4th ed. Geneva: World Health Organization; 1997. 18. Bastos JLD, Gigante DP, Peres KG, Nedel FB. Determina&ccedil;&atilde;o social da odontalgia em estudos epidemiol&oacute;gicos: revis&atilde;o te&oacute;rica e proposta de um modelo conceitual. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2007;12:1611-21. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de, Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de Bucal, 2010. &#91;internet&#93; &#91;acesso em 2011 Jul 13&#93;. Dispon&iacute;vel em: http:// observasaude.fundap.sp.gov.br/ BibliotecaPortal/ Acervo/Sa&uacute;de%20Bucal/SB_Result2010.pdf. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Santos JB, Santos MSC. Fam&iacute;lia Monoparental Brasileira. Rev Jur, Bras&iacute;lia 2008. &#91;internet&#93; &#91;acesso em 2013 Jul 05&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/ revistajuridica/Artigos/PDF/JonabioBarbosa_ Rev92.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Namal N, Y&uuml;ceokur AA, Can G. Significant Carie Index Values and related factors in 5-6-year old children in Istambul, Turkey. East Mediterr Health J. 2009; 15(1): 178-84. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Peres MA. Determinantes sociais e biol&oacute;gicos da c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as de 6 anos de idade: um estudo transversal aninhado numa coorte de nascidos vivos no Sul do Brasil. Rev Bras Epidemiol 2003;6:293-306. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Boing AF, Peres MA, Kovaleski DF, Zange SE, Antunes JLF. Estratifica&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica em estudos epidemiol&oacute;gicos de c&aacute;rie dent&aacute;ria e doen&ccedil;as periodontais: caracter&iacute;sticas da produ&ccedil;&atilde;o na d&eacute;cada de 90. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2005;21:673-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Antunes JL, Narvai PC, Nugent ZL. Measuring inequalities in the distribution of dental caries. Community Dent Oral Epidemiol. 2004; 32:41-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Antunes LF, Peres MA, Mello TCR. Determinantes individuais e contextuais da necessidade de tratamento odontol&oacute;gico na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua no Brasil. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2006;11:79-87. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Lucas SD, Portela MC, Mendon&ccedil;a LL. Varia&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel de c&aacute;rie dent&aacute;ria entre crian&ccedil;as de 5 e 12 anos em Minas Gerais, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009; 21:55-63. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Tomita NE, Bijella VT, Lopes ES, Franco LJ. Preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as da faixa et&aacute;ria de 0 a 6 anos matriculadas em creches: import&acirc;ncia de fatores socioecon&ocirc;micos. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1996;30:413-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Antunes, J.L.F. Constru&ccedil;&atilde;o e significados de indicadores de sa&uacute;de. In: Botazzo C., Oliveira M.A, organizadores. Aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de: abordagem interdisciplinar para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal. S&atilde;o Paulo: P&aacute;ginas &amp; Letras; 2008.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Roncalli]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epidemiologia e saúde bucal coletiva: um caminhar compartilhado.]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciênc Saúde Coletiva.]]></source>
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