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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A realidade como instrumento pedagógico: problemas bucais e uso de serviços odontológicos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To contribute to the discussion on the perception of dental problems, as well the use of dental services, and simultaneously provide elements that contribute to reflections on changes in oral health education, the present study sought to reveal and analyze the oral health problems and use of dental services from a household survey on the morbidity of reported health, using a form applied to residents in the surrounding areas of two Public Healthcare Units developed by groups of Tutorial Education Program of Work for Health (PET-Saúde). Methods: This is a quantitative, cross-sectional study, conducted by students of Health Schools from the University of São Paulo (USP), who are participating in the PETSaúde program. This study's sample consisted of 1318 individual residents from more vulnerable areas or in new areas registered by the healthcare units. Data analysis was based on descriptive and analytical statistics, using the Epi Info version 6.0 software. The chi-square test was used to determine access to dentist, with results expressed as a prevalence ratio (significance level of 5%). Results: The most prevalent oral health problems reported were dental caries (17.2%) and missing teeth (8.6%). Although 81.3% of the population reported having used dental care services, only 8% sought out public health units to resolve these problems, searching instead for private services (16.3%). Access to dentists was significantly associated with the female gender (p = 0.0315) and car ownership (p = 0.0001). Conclusion: Among the oral health problems identified by the residents of the studied areas, the most commonly cited were dental caries and missing teeth. The low use of public dental services in the areas was also detected. Health services, therefore, must develop a coherent work according to the population's demands in the region in question, expanding access of this population to public dental health services due to aforementioned oral morbidities, in turn contributing to an organization of the necessary duties.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento de pessoal.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>A realidade como instrumento pedag&oacute;gico: problemas bucais e uso de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Reality as pedagogical skill: oral health problems and use of oral health services</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Simone Renn&oacute; Junqueira <sup>I</sup>; Maria Erc&iacute;lia Ara&uacute;jo <sup>I</sup>; Graciela Soares Fons&ecirc;ca <sup>II</sup>; Celso Zilbov&iacute;cius <sup>III</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, USP, S&atilde;o Paulo, Brasil    <br> <sup>II</sup> Programa de Ci&ecirc;ncias Odontol&oacute;gicas, Faculdade de Odontologia, USP, S&atilde;o Paulo, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Departamento de Odontologia Social, Faculdade de Odontologia, USP, S&atilde;o Paulo, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contatos: srj@usp.br, mercilia@usp.br, gracielafonseca@usp.br, mocel@uol.com.br</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Para contribuir com a discuss&atilde;o sobre a percep&ccedil;&atilde;o dos problemas odontol&oacute;gicos e uso dos servi&ccedil;os espec&iacute;ficos e, simultaneamente, favorecer a reflex&atilde;o relacionada &agrave;s mudan&ccedil;as na forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, o trabalho buscou revelar e analisar os problemas de sa&uacute;de bucal e uso dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos a partir do formul&aacute;rio sobre morbidade de sa&uacute;de referida, aplicado junto aos moradores do entorno de duas Unidades de Sa&uacute;de (US), desenvolvido pelos grupos de Educa&ccedil;&atilde;o Tutorial do Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de (PET-Sa&uacute;de). Materiais e M&eacute;todos: Trata-se de estudo quantitativo, transversal, realizado como estrat&eacute;gia pedag&oacute;gica para estudantes de cursos da &aacute;rea da sa&uacute;de participantes do PET-Sa&uacute;de da Universidade de S&atilde;o Paulo. A amostra foi composta por 1.318 indiv&iacute;duos residentes nos domic&iacute;lios de &aacute;reas mais vulner&aacute;veis ou novas &aacute;reas cadastradas pelas US. A an&aacute;lise foi realizada com base na estat&iacute;stica descritiva e anal&iacute;tica, pelo programa EpiInfo vers&atilde;o 6.0. Fatores relacionados ao acesso ao cirurgi&atilde;o-dentista (CD) foram verificados pelo teste Quiquadrado, com resultados expressos como raz&atilde;o de preval&ecirc;ncia (n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%). Resultados: Os problemas mais referidos foram: c&aacute;rie (17,2%), aus&ecirc;ncia de dentes (8,6%). Embora 81,3% da popula&ccedil;&atilde;o relatou ter procurado servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, apenas 8% acessou os servi&ccedil;os p&uacute;blicos para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas referidos, recorrendo ao servi&ccedil;o privado (16,3%). O acesso ao CD esteve significativamente associado ao g&ecirc;nero feminino (p = 0,0315) e posse de autom&oacute;vel (p = 0,0001). Conclus&atilde;o: Dentre os problemas de sa&uacute;de bucal identificados pelos moradores das &aacute;reas de abrang&ecirc;ncia espec&iacute;ficas desse estudo, os mais citados foram a c&aacute;rie e a aus&ecirc;ncia de elementos dent&aacute;rios. Foi evidenciado ainda o pouco uso dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos odontol&oacute;gicos pela popula&ccedil;&atilde;o do entorno das US. &Eacute; necess&aacute;rio que os servi&ccedil;os desenvolvam um trabalho coerente com as demandas populacionais da &aacute;rea adstrita, ampliando o acesso dessa popula&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos odontol&oacute;gicos em fun&ccedil;&atilde;o das morbidades referidas, contribuindo para a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Desenvolvimento de pessoal. Servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal. Inqu&eacute;ritos de sa&uacute;de bucal. Inqu&eacute;ritos de morbidade. Estrat&eacute;gia sa&uacute;de da fam&iacute;lia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aim: To contribute to the discussion on the perception of dental problems, as well the use of dental services, and simultaneously provide elements that contribute to reflections on changes in oral health education, the present study sought to reveal and analyze the oral health problems and use of dental services from a household survey on the morbidity of reported health, using a form applied to residents in the surrounding areas of two Public Healthcare Units developed by groups of Tutorial Education Program of Work for Health (PET-Sa&uacute;de). Methods: This is a quantitative, cross-sectional study, conducted by students of Health Schools from the University of S&atilde;o Paulo (USP), who are participating in the PETSa&uacute;de program. This study's sample consisted of 1318 individual residents from more vulnerable areas or in new areas registered by the healthcare units. Data analysis was based on descriptive and analytical statistics, using the Epi Info version 6.0 software. The chi-square test was used to determine access to dentist, with results expressed as a prevalence ratio (significance level of 5%). Results: The most prevalent oral health problems reported were dental caries (17.2%) and missing teeth (8.6%). Although 81.3% of the population reported having used dental care services, only 8% sought out public health units to resolve these problems, searching instead for private services (16.3%). Access to dentists was significantly associated with the female gender (p = 0.0315) and car ownership (p = 0.0001). Conclusion: Among the oral health problems identified by the residents of the studied areas, the most commonly cited were dental caries and missing teeth. The low use of public dental services in the areas was also detected. Health services, therefore, must develop a coherent work according to the population's demands in the region in question, expanding access of this population to public dental health services due to aforementioned oral morbidities, in turn contributing to an organization of the necessary duties.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Staff development. Dental health services. Dental health surveys. Morbidity surveys. Family health strategy.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pr&aacute;ticas em sa&uacute;de pressup&otilde;em um campo de conhecimento espec&iacute;fico, orientado para assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, de acordo com as necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, desenvolvido por um coletivo de trabalhadores cujas compet&ecirc;ncias devem estar comprometidas com a defesa da vida e a sa&uacute;de do p&uacute;blico<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desde a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), a articula&ccedil;&atilde;o entre novos conceitos e pr&aacute;ticas de sa&uacute;de tem sido um dos elementos propulsores da mudan&ccedil;a pretendida nos modelos assistenciais<sup>2</sup>, que deve ser acompanhada de mudan&ccedil;a na forma&ccedil;&atilde;o profissional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estas novas abordagens de cuidado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o pretendida no SUS n&atilde;o tem sido, contudo, o eixo da forma&ccedil;&atilde;o de profissionais da sa&uacute;de no pa&iacute;s. A mudan&ccedil;a de paradigmas na forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de em que a realidade e as necessidades de sa&uacute;de tivessem um peso significativo tornou-se veemente necess&aacute;ria, principalmente, ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o das Diretrizes Curriculares Nacionais dos diversos cursos da &aacute;rea da sa&uacute;de, incluindo a Odontologia<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tocante &agrave; dimens&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, &eacute; preciso investir em formas de capta&ccedil;&atilde;o de necessidades que ampliem o objeto das pr&aacute;ticas em sa&uacute;de para al&eacute;m do hegemonicamente identificado com os problemas individuais j&aacute; instalados ou &agrave;s necessidades restritas aos programas predeterminados<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Admite-se que o uso dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, inclusive os de sa&uacute;de bucal, deve ser considerado em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: a capacita&ccedil;&atilde;o, a predisposi&ccedil;&atilde;o e a necessidade. A primeira refere-se ao fato do indiv&iacute;duo procurar e receber atendimento, tendo como vari&aacute;veis, entre outras, a condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e a oferta de servi&ccedil;os; a predisposi&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada a caracter&iacute;sticas individuais que aumentem as chances de procura pelos servi&ccedil;os, como idade e h&aacute;bitos nocivos e a necessidade refere-se &agrave; percep&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos sobre seu estado de sa&uacute;de e a pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, medida pelo seu avesso, ou seja, a doen&ccedil;a<sup>5</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sabe-se que o acesso aos servi&ccedil;os &eacute; diferenciado em fun&ccedil;&atilde;o de grupos sociais. Crian&ccedil;as provenientes de fam&iacute;lias de baixo poder aquisitivo, por exemplo, t&ecirc;m menor possibilidade de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>6</sup>. Al&eacute;m disso, estudos sobre o uso dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de pela popula&ccedil;&atilde;o adolescente, adulta e idosa apontam que o uso dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; diretamente proporcional aos indicadores socioecon&ocirc;micos e de condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de<sup>7,8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse uso ocorre em fun&ccedil;&atilde;o das necessidades e do comportamento dos indiv&iacute;duos diante dos seus problemas de sa&uacute;de<sup>7</sup>, o que quer dizer que o indiv&iacute;duo deve reconhecer uma determinada condi&ccedil;&atilde;o como um problema de sa&uacute;de e, assim, gerar uma demanda pelo servi&ccedil;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Investiga&ccedil;&otilde;es voltadas ao monitoramento das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de do coletivo tendem a considerar, principalmente, as formas de inser&ccedil;&atilde;o social de uma dada popula&ccedil;&atilde;o, entendendo que elas diferem nas diversas popula&ccedil;&otilde;es e ir&atilde;o definir as condi&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade social particulares, que implicar&atilde;o, por sua vez, em diferentes necessidades de sa&uacute;de dos grupos sociais<sup>9,10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere &agrave; dimens&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, h&aacute; necessidade de se desenvolver instrumentos nos processos de ensino e aprendizagem que possam aprimorar a forma&ccedil;&atilde;o do futuro trabalhador em sa&uacute;de, inclusive o cirurgi&atilde;o-dentista, com vistas &agrave; mudan&ccedil;a do modelo assistencial, que ainda toma como objeto das pr&aacute;ticas em sa&uacute;de a doen&ccedil;a no &acirc;mbito individual<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o conforme colocam Linhares et al.<sup>11</sup> &eacute; fator preponderante nas transforma&ccedil;&otilde;es de estruturas curriculares pouco voltadas &agrave;s necessidades das popula&ccedil;&otilde;es e sim centralizadas em modelos focados em doen&ccedil;a, numa perspectiva unicamente biol&oacute;gica. A inser&ccedil;&atilde;o dos estudantes na rede de servi&ccedil;os proporciona a apreens&atilde;o da rotina de trabalho do SUS<sup>12</sup>, contribuindo para o rompimento dos pr&eacute;-conceitos e propiciando uma aprendizagem significativa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, foi criado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em parceria com o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o o Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de (PET-Sa&uacute;de), um programa destinado a viabilizar o aperfei&ccedil;oamento e a especializa&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o, bem como a inicia&ccedil;&atilde;o ao trabalho, est&aacute;gios e viv&ecirc;ncias, dirigidos aos profissionais e estudantes da &aacute;rea da sa&uacute;de, de acordo com as necessidades do SUS<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o intuito de fomentar grupos de aprendizagem tutorial nos cen&aacute;rios de pr&aacute;tica, os Minist&eacute;rios da Sa&uacute;de e da Educa&ccedil;&atilde;o pretendiam estimular que as Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (IES) se articulassem com os gestores do sistema local de sa&uacute;de para planejar a inser&ccedil;&atilde;o dos alunos nos ambientes de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O PET-Sa&uacute;de caracteriza-se como uma das a&ccedil;&otilde;es direcionadas ao fortalecimento da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria em sa&uacute;de e como fio condutor da intera&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o-comunidade, eixo b&aacute;sico para reorientar a educa&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dentre outros objetivos espec&iacute;ficos pretende contribuir para a implementa&ccedil;&atilde;o das Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da sa&uacute;de e para a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de com perfil adequado &agrave;s necessidades e &agrave;s pol&iacute;ticas de sa&uacute;de do pa&iacute;s<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), campus capital, em parceria com a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo, foi contemplada com o Programa desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, em 2009, na regi&atilde;o centrooeste do munic&iacute;pio, com a participa&ccedil;&atilde;o de alunos de gradua&ccedil;&atilde;o de dez cursos da &aacute;rea da sa&uacute;de (Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Enfermagem, Farm&aacute;cia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Nutri&ccedil;&atilde;o, Odontologia, Psicologia e Terapia Ocupacional), desenvolvendo projetos compartilhados em seis Unidades de Sa&uacute;de (US) da regi&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando a necessidade de: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"a) aprimorar a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos no ensino de campo das disciplinas de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria em Sa&uacute;de e Sa&uacute;de Coletiva, efetivando a aproxima&ccedil;&atilde;o com os profissionais da rede; b) propiciar aos estudantes a viv&ecirc;ncia de atividades acad&ecirc;micas que fortale&ccedil;am a compreens&atilde;o do trabalho em equipe, da atua&ccedil;&atilde;o generalista e das a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de como eixos centrais da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) e c) valorizar a contribui&ccedil;&atilde;o da pesquisa articulada &agrave; assist&ecirc;ncia como processo de aprimoramento do trabalho e com potencial de transforma&ccedil;&atilde;o da realidade epidemiol&oacute;gica no territ&oacute;rio de atua&ccedil;&atilde;o das US integrantes do Projeto"<sup>14</sup>, </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">o PET-Sa&uacute;de USP-Capital teve como um dos objetivos para o per&iacute;odo de 2010 a 2012 o fortalecimento do processo de reconhecimento das necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o adstrita das duas novas US incorporadas ao projeto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No &acirc;mbito da sa&uacute;de bucal, c&aacute;rie e doen&ccedil;a periodontal s&atilde;o as morbidades que mais acometem os brasileiros. Ainda que o pa&iacute;s tenha conseguido reduzir os &iacute;ndices de c&aacute;rie na popula&ccedil;&atilde;o infantil, esta les&atilde;o, juntamente com a doen&ccedil;a periodontal, que tende a aumentar com a idade, s&atilde;o as principais respons&aacute;veis pelo edentulismo<sup>15</sup>. A identifica&ccedil;&atilde;o da necessidade de tratamento odontol&oacute;gico induz a procura pelo cirurgi&atilde;o-dentista e destaca-se que a necessidade de tratamento autorreferida foi sentida por 55% dos idosos que compuseram a amostra domiciliar do inqu&eacute;rito nacional em sa&uacute;de bucal<sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No sentido de contribuir com a discuss&atilde;o sobre a percep&ccedil;&atilde;o dos problemas odontol&oacute;gicos, bem como o uso dos servi&ccedil;os espec&iacute;ficos e, simultaneamente, oferecer elementos que contribuam com a reflex&atilde;o relacionada &agrave;s mudan&ccedil;as na forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, o trabalho buscou revelar e analisar os problemas de sa&uacute;de bucal e o uso dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos a partir de formul&aacute;rio sobre morbidade de sa&uacute;de referida, aplicado junto aos moradores do entorno de duas US, desenvolvido pelos grupos de Educa&ccedil;&atilde;o Tutorial do PET-Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se de um estudo transversal, com amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica, definida pelas equipes de sa&uacute;de das US em conjunto com os grupos tutoriais do PET-Sa&uacute;de, segundo crit&eacute;rios locais de prioridades para a aplica&ccedil;&atilde;o do formul&aacute;rio. Foram selecionadas 346 fam&iacute;lias, somando 1.318 indiv&iacute;duos, definidas em fun&ccedil;&atilde;o de serem moradores de novas &aacute;reas acrescidas &agrave; regi&atilde;o adstrita ou por habitarem em &aacute;reas mais vulner&aacute;veis, representando 3,2% da popula&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia das duas US. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As US localizam-se na regi&atilde;o centro-oeste do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, sendo que ambas inclu&iacute;ram a ESF entre 2008 e 2009. No entanto, em uma delas, a Equipe de Sa&uacute;de Bucal foi mantida sob os moldes da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica tradicional, ou seja, o processo de trabalho em sa&uacute;de bucal dessa unidade n&atilde;o prioriza a fam&iacute;lia como foco do cuidado, organizando as agendas de acordo com demanda espont&acirc;nea e realizando, essencialmente, procedimentos cl&iacute;nico-assistenciais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O instrumento de coleta de dados consistiuse em um formul&aacute;rio composto por 88 quest&otilde;es fechadas e abertas. Para elabora&ccedil;&atilde;o do instrumento, foi criado um conjunto de indicadores socioecon&ocirc;micos e demogr&aacute;ficos relacionados &agrave;s caracter&iacute;sticas dos integrantes de cada fam&iacute;lia (g&ecirc;nero, idade, proced&ecirc;ncia, escolaridade), formas de trabalhar (tipo de emprego, renda, benef&iacute;cios) e viver (habita&ccedil;&atilde;o, acesso a servi&ccedil;os essenciais, participa&ccedil;&atilde;o social, percep&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidades como viol&ecirc;ncia, enchente, vetores). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Buscou-se incluir vari&aacute;veis sobre morbidade identificada, estrat&eacute;gias de enfrentamento e percep&ccedil;&otilde;es relativas ao processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a (problemas de sa&uacute;de referidos, interna&ccedil;&otilde;es, monitoramento de exames preventivos, acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, ades&atilde;o aos programas disponibilizados pelos servi&ccedil;os, uso e guarda de medicamentos) que permitissem conhecer os potenciais de fortalecimento e desgaste dos grupos sociais estudados. Algumas vari&aacute;veis eram espec&iacute;ficas para mulheres e gestantes (realiza&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-natal, papanicolau e mamografia), outras se aplicavam apenas para menores de 15 anos (atualiza&ccedil;&atilde;o da carteira de vacina&ccedil;&atilde;o, frequ&ecirc;ncia em escola, alimenta&ccedil;&atilde;o na escola e necessidade de acompanhamento escolar).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esse instrumento, constru&iacute;do pelos docentes dos dez cursos da &aacute;rea da sa&uacute;de que participaram do Programa, foi nomeado de "Protocolo de caracteriza&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias atendidas pela ESF".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os formul&aacute;rios foram aplicados por meio de entrevistas, conduzidas nos domic&iacute;lios por 35 alunos dos diferentes cursos de gradua&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da sa&uacute;de, acompanhados por 18 preceptores das US, foram realizadas entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011. Antes disso, os alunos participaram de um treinamento te&oacute;rico e pr&aacute;tico para conhecimento e discuss&atilde;o do instrumento de coleta de dados. Um pr&eacute;-teste foi realizado entre os alunos e junto aos seus familiares, no sentido de treinar o uso da ferramenta e a condu&ccedil;&atilde;o de entrevistas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todos os domic&iacute;lios demandava-se pelo respons&aacute;vel no intuito de que fosse o &uacute;nico respondente. Quando n&atilde;o presente, outro morador (preferencialmente o mais velho) respondia por si e pelos demais membros da fam&iacute;lia. Em m&eacute;dia, os pesquisadores, sempre em duplas ou trios, ficavam 30 minutos em cada casa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho faz um recorte em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es de sa&uacute;de bucal. Os entrevistados foram perguntados sobre quais eram os problemas relacionados &agrave; cavidade bucal, dentes ou gengiva que acometiam os indiv&iacute;duos da fam&iacute;lia, ficando livre para responder conforme seu entendimento, sem que houvesse interfer&ecirc;ncia do entrevistador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme o entrevistado respondia, a resposta era classificada entre as poss&iacute;veis alternativas que constavam no formul&aacute;rio, para cada indiv&iacute;duo da fam&iacute;lia, sendo poss&iacute;veis at&eacute; tr&ecirc;s op&ccedil;&otilde;es, dentre as quais: c&aacute;rie dent&aacute;ria, problemas na gengiva, fratura de dente, edema de face, feridas, caro&ccedil;os ou manchas na boca, dor, falta de dentes (total ou parcial), falta de pr&oacute;tese, sem problema ou consulta de rotina (ao n&atilde;o identificar problemas espec&iacute;ficos de sa&uacute;de bucal, o entrevistado dizia procurar os servi&ccedil;os para fazer um "check up"). Nos casos em que o entrevistado n&atilde;o apontava nenhum problema, o item &lsquo;n&atilde;o se aplica' era preenchido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na sequ&ecirc;ncia, o entrevistado era questionado sobre quais os locais procurados para solucionar os problemas identificados. Perguntou-se, ainda, se todos os membros da fam&iacute;lia j&aacute; tinham se consultado, em algum momento, com o cirurgi&atilde;o-dentista no sentido de confirmar a possibilidade de acesso ao profissional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para proceder a an&aacute;lise dos dados, foi criado um banco de dados no Microsoft Office Excel 2007&reg;. Os dados foram digitados por preceptores e alunos que receberam treinamento pr&eacute;vio para realizar a tarefa. A an&aacute;lise foi realizada com base na estat&iacute;stica descritiva e anal&iacute;tica, com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%, sendo essa etapa atribu&iacute;da aos tutores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Visando revelar poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es entre os problemas de sa&uacute;de bucal relatados e o acesso das fam&iacute;lias &agrave; assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica aplicouse o teste do qui-quadrado, utilizando o programa EPI-Info, vers&atilde;o 6.0, cujo resultado foi expresso como raz&atilde;o de preval&ecirc;ncia e respectivo intervalo de confian&ccedil;a de 95%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram seguidas as normas para pesquisas com seres humanos e os nomes das US foram codificados. Os sujeitos que aceitaram participar foram esclarecidos quanto &agrave; pesquisa, que s&oacute; foi iniciada ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo, de acordo com o Parecer 364-10. A pesquisa foi conduzida dentro dos padr&otilde;es exigidos pela declara&ccedil;&atilde;o de Helsink.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A maior parte dos sujeitos do estudo era origin&aacute;ria da regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o Paulo, exercia atividade remunerada, morava em casa pr&oacute;pria, adequada em termos de ventila&ccedil;&atilde;o e ilumina&ccedil;&atilde;o, com acesso aos servi&ccedil;os b&aacute;sicos de coleta de lixo, distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e energia el&eacute;trica. A taxa de analfabetismo foi de 4,9% e 41,4% n&atilde;o conclu&iacute;ram o ensino fundamental (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a03tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab02">tabela 2</a> traz a distribui&ccedil;&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de bucal identificados pelos entrevistados para cada membro de sua fam&iacute;lia. Nessa tabela, percebe-se que os entrevistados n&atilde;o identificaram, para a maioria dos seus familiares, problemas de sa&uacute;de bucal e, consequentemente, a consulta de rotina foi a resposta mais prevalente, sendo a primeira op&ccedil;&atilde;o de resposta para mais de 40% dos indiv&iacute;duos. A sequ&ecirc;ncia de referenciamento foi elencada pelo pr&oacute;prio entrevistado, em fun&ccedil;&atilde;o do que ele julgava como os tr&ecirc;s principais problemas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a03tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Considerando a somat&oacute;ria das tr&ecirc;s possibilidades de resposta quanto &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de bucal, a c&aacute;rie dent&aacute;ria foi a doen&ccedil;a mais citada (17,2%), seguida pela falta de dentes (8,6%). Doen&ccedil;a periodontal ou gengival foi apontada como um problema para 3,8% da amostra. Foi baixa a propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos que reconhecem a aus&ecirc;ncia de pr&oacute;tese dent&aacute;ria (total ou remov&iacute;vel) como um problema (1,9%). A maioria das pessoas procura o profissional para o atendimento de rotina (59,8%), o que indica que a procura por servi&ccedil;os assistenciais n&atilde;o acontece pelo reconhecimento de uma necessidade sentida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto aos locais onde as fam&iacute;lias buscaram atendimento/acompanhamento para resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de bucal identificados (<a href="#tab03">Tabela 3</a>), eram poss&iacute;veis duas op&ccedil;&otilde;es, elencadas pelo entrevistado segundo a prioridade pela procura. Os mais procurados foram os servi&ccedil;os privados, seguido das US. De todas as fam&iacute;lias entrevistadas, 36,4% afirmaram saber que as US contavam com equipes de sa&uacute;de bucal, mas foi marcante o fato de apenas 8,0% das pessoas referirem procurar a US para o atendimento odontol&oacute;gico. Decorreu desta pesquisa a confec&ccedil;&atilde;o de cartilhas sobre os servi&ccedil;os prestados por uma das US, distribu&iacute;da entre os moradores. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a03tab03.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferente da pergunta anterior, em que se buscava identificar o tipo de servi&ccedil;o procurado para a resolu&ccedil;&atilde;o de um problema de sa&uacute;de bucal referido, a <a href="#tab04">tabela 4</a> revela que 81,3% das pessoas j&aacute; consultaram pelo menos uma vez com o cirurgi&atilde;o-dentista, independente do motivo e momento dessa procura. Nesse caso, o intuito era verificar se o indiv&iacute;duo teve a possibilidade de acesso ao profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a03tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O acesso ao profissional se relacionou com a posse de autom&oacute;vel e com o g&ecirc;nero feminino. Conhecer o atendimento odontol&oacute;gico das US &eacute; um fator associado estatisticamente ao acesso ao cirurgi&atilde;o-dentista (ainda que n&atilde;o tenha sido o da pr&oacute;pria US) (<a href="#tab05">Tabela 5</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab05"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n3/a03tab05.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Do ponto de vista da pesquisa existem limita&ccedil;&otilde;es para a confiabilidade da informa&ccedil;&atilde;o prestada para este estudo pelo fato de nem sempre o respondente ter sido o respons&aacute;vel pela fam&iacute;lia; assim como a presen&ccedil;a de vieses na an&aacute;lise em fun&ccedil;&atilde;o da amostra ter sido definida por conveni&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entretanto, do ponto de vista pedag&oacute;gico, foi v&aacute;lida a perspectiva de aprendizagem pelos alunos. Tendo como refer&ecirc;ncia o marco te&oacute;rico freiriano, que aponta o ensino e a aprendizagem como ato pol&iacute;tico e com potencial para modificar o mundo, o processo participativo exigido para a consecu&ccedil;&atilde;o da pesquisa permitiu que os alunos vivenciassem uma situa&ccedil;&atilde;o que contribui para a forma&ccedil;&atilde;o com vis&atilde;o cr&iacute;tica social da realidade e dos processos humanos envolvidos nas rela&ccedil;&otilde;es pessoais e profissionais<sup>17</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A possibilidade de levantar necessidades e problemas de sa&uacute;de, bem como experi&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os do SUS, por meio de estudos realizados num territ&oacute;rio e n&atilde;o no espa&ccedil;o cl&aacute;ssico de sala de aula, permite a elabora&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tico-reflexiva, por parte do aluno, do contexto local e do planejamento de a&ccedil;&otilde;es do SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assume-se que a configura&ccedil;&atilde;o territorial, de acordo com Santos<sup>18</sup>, &eacute; dada pelo conjunto formado pelos sistemas naturais existentes em uma dada &aacute;rea e pelos acr&eacute;scimos que os homens imp&otilde;em a esses sistemas naturais. A configura&ccedil;&atilde;o territorial n&atilde;o &eacute; o espa&ccedil;o, j&aacute; que sua realidade vem de sua materialidade, enquanto o espa&ccedil;o re&uacute;ne a materialidade e a vida que a anima. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O problema de sa&uacute;de bucal mais relatado pela popula&ccedil;&atilde;o estudada foi a c&aacute;rie dent&aacute;ria, uma doen&ccedil;a multifatorial, com condicionantes socioambientais. A falta dos dentes foi outra queixa prevalente entre a popula&ccedil;&atilde;o. A aus&ecirc;ncia da pr&oacute;tese dent&aacute;ria n&atilde;o foi apontada como um problema na mesma propor&ccedil;&atilde;o que a aus&ecirc;ncia de dentes, o que permite inferir que essa popula&ccedil;&atilde;o ed&ecirc;ntula ou j&aacute; usa pr&oacute;tese dent&aacute;ria ou n&atilde;o reconhece a aus&ecirc;ncia desse aparato reabilitador como problema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ainda que mudan&ccedil;as socioecon&ocirc;micas tenham sido mais relevantes para a redu&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie do que o aumento na oferta de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, ela continua sendo, para a odontologia, o principal problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no pa&iacute;s. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entende-se que a sa&uacute;de bucal dos adultos e dos idosos merece aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica devido aos altos n&iacute;veis de edentulismo verificados com esses grupos populacionais em outros estudos<sup>15,19</sup>. A aus&ecirc;ncia de elementos dent&aacute;rios prejudica a qualidade da mastiga&ccedil;&atilde;o, da comunica&ccedil;&atilde;o e da est&eacute;tica, mas muitos encaram a limita&ccedil;&atilde;o como consequ&ecirc;ncia do envelhecimento e n&atilde;o como um problema que necessita ser corrigido<sup>19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora nesse estudo o respondente n&atilde;o tenha sido necessariamente o idoso e, portanto, n&atilde;o tenha sido ele o respons&aacute;vel por classificar a perda dent&aacute;ria como um problema pr&oacute;prio, idosos ed&ecirc;ntulos percebem a necessidade de tratamento de forma diferente do que os idosos n&atilde;o-ed&ecirc;ntulos. Idosos que sofreram grandes mutila&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias, pr&aacute;tica odontol&oacute;gica comum na &eacute;poca em que eram jovens, independente da condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, acreditaram n&atilde;o precisar mais de cuidados odontol&oacute;gicos20. Ter perdido um ou mais dentes n&atilde;o fez com que idosos do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo se reconhecessem como mutilados ou com incapacidades bucais<sup>21</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No contexto nacional, a necessidade de pr&oacute;tese dent&aacute;ria aparece como uma demanda de grande amplitude, sendo que 68,3% das pessoas entre 35 e 44 anos e 92,6% dos idosos de 65 a 74 anos necessitam de algum tipo de pr&oacute;tese dent&aacute;ria, variando conforme a regi&atilde;o do pa&iacute;s<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Medidas normativas tradicionais de acessar necessidades bucais (no caso, necessidade de pr&oacute;tese) n&atilde;o correspondem aos atuais conceitos de sa&uacute;de e de necessidades, que devem incluir outros elementos, como medida de limita&ccedil;&atilde;o social, necessidade percebida e ado&ccedil;&atilde;o de atitudes preventivas por parte do indiv&iacute;duo, avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias e recursos humanos adquiridos<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que se refere ao acesso da comunidade estudada &agrave; consulta odontol&oacute;gica, mais de 80% afirmaram j&aacute; ter ido ao cirurgi&atilde;o-dentista, n&uacute;mero suavemente inferior aos demais munic&iacute;pios brasileiros, como retratam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios &ndash; PNAD<sup>23</sup>, que evidenciaram que 88,3% da popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; haviam procurado por servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto &agrave; procura por servi&ccedil;os privados, &eacute; fato que existe uma amplia&ccedil;&atilde;o do acesso aos planos de sa&uacute;de, com cobertura para os atendimentos odontol&oacute;gicos. Em 2008, 25,9% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira dispunham de pelo menos um plano de sa&uacute;de, valor que atingia 35,6% na Regi&atilde;o Sudeste<sup>23</sup>. Nesse estudo, referente a moradores de &aacute;reas de vulnerabilidade social, 16,3% das pessoas recorreram aos servi&ccedil;os privados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os servi&ccedil;os privados foram os mais procurados pela popula&ccedil;&atilde;o do entorno das US e, nesse estudo, houve diferen&ccedil;a entre os g&ecirc;neros no que se refere &agrave; procura pelos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, sendo que as mulheres e aqueles que possu&iacute;am autom&oacute;vel o fizeram de maneira mais significativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os da rede privada tamb&eacute;m foi maior em estudo de revis&atilde;o da literatura<sup>24</sup> e em estudo a partir de inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico<sup>25</sup>. Entretanto, o acesso foi diferenciado em fun&ccedil;&atilde;o do sexo e idade. Foi maior entre as mulheres, jovens, moradores de &aacute;reas urbanas, com melhor condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e maior grau de escolaridade no estudo de revis&atilde;o, mas menor entre as mulheres, mais jovens, pardos e com menor escolaridade quando inqueridos por telefone, nas capitais brasileiras<sup>24,25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A busca por servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos privados pela popula&ccedil;&atilde;o deste estudo pode advir de diversos fatores, sendo dois deles mais evidentes. O primeiro est&aacute; ligado ao desconhecimento da disponibiliza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de bucal pelos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, pois 54,3% da amostra n&atilde;o sabiam que as US dispunham desse servi&ccedil;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O outro se refere a n&atilde;o confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses dent&aacute;rias no n&iacute;vel b&aacute;sico da aten&ccedil;&atilde;o. Apesar do est&iacute;mulo do governo federal para a habilita&ccedil;&atilde;o de Laborat&oacute;rios Regionais de Pr&oacute;tese Dent&aacute;ria, esse servi&ccedil;o ainda n&atilde;o havia sido implantado no munic&iacute;pio. Nesse caso, para recorrer &agrave; corre&ccedil;&atilde;o da falta de elementos dentais, segundo problema referido pela popula&ccedil;&atilde;o do estudo, a popula&ccedil;&atilde;o procura os servi&ccedil;os privados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda &eacute; incipiente a organiza&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal para garantir a reabilita&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel especializado no munic&iacute;pio, que conta com menos de 30 Centros de Especialidades Odontol&oacute;gicas para uma popula&ccedil;&atilde;o de mais de 11 milh&otilde;es de habitantes, segundo dados consultados no portal eletr&ocirc;nico da Secretaria Municipal da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que concerne ao exerc&iacute;cio pedag&oacute;gico de analisar criticamente a implanta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de sa&uacute;de bucal nos diversos munic&iacute;pios, ficou evidente, para os participantes, que a inser&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de bucal nas equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia pode significar uma melhoria no acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, mas que o planejamento de a&ccedil;&otilde;es especializadas na aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria (Centros de Especialidades Odontol&oacute;gicas) &eacute; tamb&eacute;m fundamental no sentido de atender necessidades hist&oacute;ricas de popula&ccedil;&otilde;es adultas que ficaram &agrave; margem de cobertura assistencial em sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia ter sido criado em 1994 e a possibilidade de inserir Equipes de Sa&uacute;de Bucal tenha ocorrido no ano 2000, particularmente nas duas US deste estudo, a ESF foi incorporada em 2008 e 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, os cirurgi&otilde;es-dentistas de uma das US n&atilde;o pertencem &agrave; ESF. Isso pode gerar dificuldades de integra&ccedil;&atilde;o entre profissionais, com implica&ccedil;&otilde;es no processo de trabalho, a come&ccedil;ar pela carga hor&aacute;ria, que &eacute; diferenciada, e na organiza&ccedil;&atilde;o da demanda. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde 2004, com a implementa&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal, a cobertura de assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de bucal tem aumentado, se espalhando pelos munic&iacute;pios menores e pela periferia dos grandes centros urbanos, locais negligenciados ao longo dos anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo que se observe expressivo aumento na cobertura assistencial odontol&oacute;gica em todo o Brasil nos &uacute;ltimos dez anos, constatam-se importantes restri&ccedil;&otilde;es ao acesso e persistem problemas hist&oacute;ricos relacionados ao processo de trabalho, como o foco do modelo de aten&ccedil;&atilde;o pautado nos grupos populacionais priorizados, particularmente escolares, pr&eacute;-escolares e beb&ecirc;s<sup>26</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O aumento da oferta de assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica n&atilde;o tem sido acompanhado pelo aumento da utiliza&ccedil;&atilde;o, revelando barreiras de acesso que podem estar na forma de organiza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica cl&iacute;nica, como a &ecirc;nfase equivocada ao tratamento completado (TC) e a n&atilde;o incorpora&ccedil;&atilde;o de tecnologias de gest&atilde;o, como a marca&ccedil;&atilde;o de consultas com substitui&ccedil;&atilde;o permanente de faltosos<sup>26</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O acesso aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos odontol&oacute;gicos relacionados &agrave; aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica foi de 26% em popula&ccedil;&otilde;es de munic&iacute;pios de m&eacute;dio porte no estado da Bahia, mas a principal barreira para o acesso foi encontrada na pr&oacute;pria aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, em que os indiv&iacute;duos relataram ter procurado o atendimento, sem &ecirc;xito<sup>27</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como citado por Travassos et al.<sup>7</sup>, o uso de servi&ccedil;os de sa&uacute;de acontece em fun&ccedil;&atilde;o das necessidades e do comportamento dos indiv&iacute;duos diante dos seus problemas de sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Piores &iacute;ndices de necessidades em sa&uacute;de s&atilde;o o reflexo das priva&ccedil;&otilde;es sociais aos quais est&atilde;o expostas a popula&ccedil;&atilde;o. Os &iacute;ndices de sa&uacute;de bucal tendem a ser piores em locais com priva&ccedil;&otilde;es sociais<sup>28</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O &Iacute;ndice de Necessidades em Sa&uacute;de (INS), criado pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo, foi desenvolvido para possibilitar a identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas e grupos populacionais a serem priorizados para a oferta de servi&ccedil;os de sa&uacute;de na cidade<sup>28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao analisar a oferta de servi&ccedil;os e recursos humanos em sa&uacute;de bucal para as crian&ccedil;as paulistanas de 5, 12 e 15 anos de idade em rela&ccedil;&atilde;o ao INS, houve correla&ccedil;&atilde;o positiva, expressas nas tr&ecirc;s idades, entre alta necessidade em sa&uacute;de e a dificuldade de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal. A dificuldade no acesso &agrave; consulta odontol&oacute;gica na inf&acirc;ncia pode gerar um agravamento na carga de doen&ccedil;a. O INS pareceu acompanhar a disponibilidade de recursos humanos, sendo que a Coordenadoria Regional de Sa&uacute;de Centro-Oeste, com menores necessidades em sa&uacute;de, possu&iacute;a a melhor rela&ccedil;&atilde;o cirurgi&atilde;o-dentista por US29. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal para a popula&ccedil;&atilde;o, com consequente demanda pelos servi&ccedil;os, pode ser confirmada pelo fato dos motivos odontol&oacute;gicos serem a terceira causa de busca pelo atendimento (14,0%), antecedido por causa de doen&ccedil;as diversas (50,0%) e puericultura e vacina&ccedil;&atilde;o (22,0%), conforme a PNAD<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ainda segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios, o comportamento das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal foi similar ao das consultas m&eacute;dicas: as mulheres participaram de consultas odontol&oacute;gicas, proporcionalmente, mais vezes que os homens; os moradores de &aacute;reas urbanas mais vezes que os das &aacute;reas rurais e as pessoas das classes de rendimento mais elevado se consultaram em maior n&uacute;mero com o cirurgi&atilde;o-dentista que os das classes com menor rendimento<sup>23</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No limite de um trabalho de car&aacute;ter pedag&oacute;gico, mas gerador de desdobramentos para interven&ccedil;&otilde;es nas US envolvidas, encerra-se a discuss&atilde;o da tem&aacute;tica do uso dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos afirmando-se que o reconhecimento da sa&uacute;de como direito social e responsabilidade do estado pode viabilizar o exerc&iacute;cio pleno do direito &agrave; sa&uacute;de pelos brasileiros, no entanto, a popula&ccedil;&atilde;o carece de informa&ccedil;&otilde;es para concretizar isso<sup>30</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entende-se que a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo dos territ&oacute;rios nos cen&aacute;rios de pr&aacute;tica orientar&aacute; o planejamento e o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es de ensino e assist&ecirc;ncia na perspectiva de adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades dos grupos populacionais e dos interesses pedag&oacute;gicos dos cursos. Como experi&ecirc;ncia de ensino fortalecedora de la&ccedil;os e compromissos da universidade p&uacute;blica com o SUS no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, o Projeto PET-Sa&uacute;de USP-Capital tem potencializado a compreens&atilde;o compartilhada de problemas e necessidades de sa&uacute;de, bem como o acompanhamento de pessoas e fam&iacute;lias no n&iacute;vel local. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As a&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, dentro dessa l&oacute;gica, t&ecirc;m permitido ampliar o alcance do conceito de hist&oacute;ria social das doen&ccedil;as, da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as nos ambientes de conv&iacute;vio, na assist&ecirc;ncia &agrave;s demandas e necessidades por sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o e na educa&ccedil;&atilde;o permanente em sa&uacute;de como estrat&eacute;gia de trabalho das equipes de sa&uacute;de em US. Al&eacute;m disso, identificar a percep&ccedil;&atilde;o que as pessoas t&ecirc;m sobre sua pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal e se elas, em fun&ccedil;&atilde;o disso, procuram por atendimento odontol&oacute;gico, pode contribuir para a melhor organiza&ccedil;&atilde;o e oferta de a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os problemas de sa&uacute;de bucal identificados pelos moradores das &aacute;reas de abrang&ecirc;ncia espec&iacute;ficas desse estudo, os mais citados foram a c&aacute;rie e a aus&ecirc;ncia de elementos dent&aacute;rios. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi evidenciado ainda o pouco uso dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos odontol&oacute;gicos pela popula&ccedil;&atilde;o do entorno das US. &Eacute; imprescind&iacute;vel que haja incentivo para que as pessoas procurem por esses servi&ccedil;os e entendam que elas portam o direito &agrave; uma aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal gratuita e de qualidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; necess&aacute;rio, ainda, que os servi&ccedil;os desenvolvam um trabalho coerente com as demandas populacionais &agrave;s quais se encontram vinculados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O territ&oacute;rio e os servi&ccedil;os de sa&uacute;de localizados no mesmo t&ecirc;m um importante papel pedag&oacute;gico na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de. O espa&ccedil;o organizado pelo homem &eacute; como as demais estruturas sociais, uma rela&ccedil;&atilde;o subordinado/subordinante, assim como um modelo pedag&oacute;gico que busque uma postura humanizada n&atilde;o escapa da rela&ccedil;&atilde;o oprimido/ opressor<sup>17,18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, o planejamento de estrat&eacute;gicas educativas, como este estudo relata, deve ser executado pelos diversos sujeitos do processo, ou seja, gestores locais do SUS, profissionais de sa&uacute;de, professores e alunos. Este di&aacute;logo, din&acirc;mico e construtivo, pode ser um importante paradigma de integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o visando uma forma&ccedil;&atilde;o integral e multidisciplinar dos profissionais, atendendo as exig&ecirc;ncias das Diretrizes Curriculares Nacionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conhecer as realidades locais &eacute; parte fundamental das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de maneira a direcion&aacute;-las ao acolhimento das necessidades, demandas e queixas, pautadas nos princ&iacute;pios da equidade e integralidade do SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Identificar as necessidades referidas pode contribuir na organiza&ccedil;&atilde;o do processo de trabalho nas US e diminuir as barreiras para o acesso aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos odontol&oacute;gicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>AGRADECIMENTOS </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores agradecem aos alunos e preceptores que participaram do Projeto nas duas Unidades de Sa&uacute;de, em particular &agrave; M&aacute;rcia Cunha e Mariana Bloch, ent&atilde;o gerentes desses servi&ccedil;os.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Paim JS. Desafios para a sa&uacute;de coletiva no s&eacute;culo XXI. Salvador: EDUFBA; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021395&pid=S1516-0939201400030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Tavares DMS, Sim&otilde;es ALA, Poggetto MTD, Silva SR. Interface ensino, pesquisa, extens&atilde;o nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de na Universidade Federal do Tri&acirc;ngulo Mineiro. Rev Latinoam Enferm. 2007;15(6): 1080-5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Freitas SFT, Calvo MCM, Lacerda JT. Sa&uacute;de coletiva e novas diretrizes curriculares em odontologia: uma proposta para gradua&ccedil;&atilde;o. Trab Educ Sa&uacute;de. 2012; 10(2): 223-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Campos CMS, Bataiero MO. Necessidades de sa&uacute;de: uma an&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira de 1990 a 2004. Interface: Comun Sa&uacute;de Educ. 2007, 11(23): 605-18. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Andersen R, Newman JF. Societal and individual determinants of medical care utilization in the United States. Milbank Mem Fund Q Health Soc. 1973 Mar; 51(1): 95-124. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Gillcrist JA, Brumley DE, Blackford JU. Community socioeconomic status and children's dental health. J Am Dent Assoc. 2001 Feb; 132(2): 213-22. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Travassos C, Viacava F, Fernandes C, Almeida CM. Desigualdades geogr&aacute;ficas e sociais na utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de no Brasil. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2000 Jan-Jun; 5(1): 133-49. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Dias-da-Costa JS, Presser AD, Zanolla AF, Ferreira DG, Perozzo G, Freitas IBA et al. Utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os ambulatoriais por mulheres: estudo de base populacional no Sul do Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008 Dez; 24(12): 2843-51. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Soares CB, &Aacute;vila LK, Salvetti MG. Necessidades (de sa&uacute;de) de adolescentes do D.A. Raposo Tavares, SP, referidas &agrave; fam&iacute;lia, escola e bairro. Rev Bras Crescimento e Desenvol Humano. 2000 Ago; 10(2): 19-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Campos CMS, Mishima SM. Necessidades de sa&uacute;de pela voz da sociedade civil e do Estado. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2005; 21(4): 1260-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Linhares MSC, Freitas CASL, Teixeira AKM, Dias RV, Flor SMC, Soares JSA et al. Programa de educa&ccedil;&atilde;o para o trabalho e vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de. Trab Educ Sa&uacute;de. 2013; 11(3): 679-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Cavalcanti YW, Cartaxo RO, Padilha WWN. Educa&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica e sistema de sa&uacute;de brasileiro: pr&aacute;ticas e percep&ccedil;&otilde;es de estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o. Arq Odontol. 2010;46(4): 224-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Portaria Interministerial no. 1802, de 26 de agosto de 2008. Institui o Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, 27 ago 2008: Se&ccedil;&atilde;o. 1(27). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. S&atilde;o Paulo. Universidade de S&atilde;o Paulo. Secretaria Municipal da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo. Projeto PETSa&uacute;de USP-Capital, 2010-2012. S&atilde;o Paulo, 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de Bucal. SB Brasil 2010: pesquisa nacional de sa&uacute;de bucal. Resultados principais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Martins AMEBL, Barreto SM, Podeus IA. Fatores relacionados &agrave; autopercep&ccedil;&atilde;o da necessidade de tratamento odontol&oacute;gico entre idosos. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008 Jun; 42(3): 487-96. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Freire P. Pedagogia do oprimido. 43&ordf;. ed. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra; 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Santos M. A natureza do espa&ccedil;o: t&eacute;cnica e tempo. Raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1996. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Haikal DS, Paula AMB, Martins AMEBL, Moreira AN, Ferreira FF. Autopercep&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal e impacto na qualidade de vida do idoso: uma abordagem quanti-qualitativa. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2011; 16(7): 3317-29. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Moreira RS, Nico LS, Sousa MLR. Fatores associados &agrave; necessidade subjetiva de tratamento odontol&oacute;gico em idosos brasileiros. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009; 25(12): 2661-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Narvai PC, Antunes JLF. Sa&uacute;de bucal: a autoperce&ccedil;&atilde;o da mutila&ccedil;&atilde;o e das incapacidades. In: Lebr&atilde;o ML, Duarte YAO, organizadores. SABE &ndash; Sa&uacute;de, Bem-estar e Envelhecimento. O Projeto SABE no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo: uma abordagem inicial. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o Pan- Americana de Sa&uacute;de; 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Sheiham A, Tsakos G. Oral health needs asscesments. In: Pine C, Harris R, editors. Community oral health. Mew Malden: Quintessence Publishing Company Limited; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Brasil. Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Diretoria de Pesquisas. Coordena&ccedil;&atilde;o de Trabalho e Rendimento. Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios. Um Panorama da Sa&uacute;de no Brasil: acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, 2008. Rio de Janeiro: IBGE; 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Rohr RIT, Barcellos LA. As barreiras de acesso para os servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos. UFES Rev Odontol. 2008; 10(3): 37-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Peres MA, Iser BPM, Boing AF, Yokota RTC, Malta DC, Peres KG. Desigualdades no acesso e na utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos no Brasil: an&aacute;lise do Sistema de Vigil&acirc;ncia dos Fatores de Risco e Prote&ccedil;&atilde;o para Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas por Inqu&eacute;rito Telef&ocirc;nico (VIGITEL 2009). Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2012; 28 Supl: S90-S100. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Cunha BAT, Marques RAA, Castro CGJ, Narvai PC. Sa&uacute;de bucal em Diadema: da odontologia escolar &agrave; estrat&eacute;gia sa&uacute;de da fam&iacute;lia. Sa&uacute;de Soc. 2011; 20(4): 1033-45.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. Chaves SCL, Soares, FF, Rossi TRA et al. Caracter&iacute;sticas do acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos em munic&iacute;pios de m&eacute;dio porte. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2012; 17(11): 3115-24. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Frias AC, Antunes JLF, Junqueira SR, Narvai PC. Determinantes individuais e contextuais da preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria n&atilde;o tratada no Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2007; 22(4): 279-85. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Junqueira SR, Frias AC, Zilbovicius C, Araujo ME. Sa&uacute;de bucal e uso dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos em fun&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Necessidades em Sa&uacute;de: S&atilde;o Paulo, 2008. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2012; 17(4): 1015-24.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 30. Fernandes ETP, Ferreira EF. Consci&ecirc;ncia do direito ao atendimento odontol&oacute;gico entre usu&aacute;rios de uma cl&iacute;nica de ensino. Sa&uacute;de Soc. 2010; 19(4): 961-8.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Paim]]></surname>
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<source><![CDATA[Desafios para a saúde coletiva no século XXI.]]></source>
<year>2006</year>
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