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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto da doença cárie na qualidade de vida de pré-escolares atendidos na clínica da Universidade de Passo Fundo (UPF/RS)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of caries disease on the quality of life of preschoolers who received medical care at the clinic of the University of Passo Fundo (UPF/RS)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To evaluate the impact that early childhood caries cause upon the quality of life of preschoolers who received medical care at the hospital clinic of the University of Passo Fundo (UPF/RS). Methods: Seventy-nine children and their parents who sought treatment at the UFP/RS, Dental School, participated in this cross-sectional study. Physical examinations were conducted and a B-ECOHIS questionnaire was applied to the children's parents. Dental examinations were performed according to the precepts of biosafety set forth by the World Health Organization (WHO). Data were described by parameters of mean, standard deviation and median. To compare the scores with gender, the Mann Whitney test was used. To compare the scores between age groups and early childhood caries, the Kruskal Wallis and Dunn's post-hoc test for multiple comparisons was used. A significance level of 5% (p < 0.05) was adopted for all tests. Results: It was found that the age of the child and the presence of early childhood caries have a negative impact on the quality of life related to oral health. Children aged 24-35 months showed less improvement than children of 36-47 months and &#8805; 48 months. Caries-free children showed less improvement in the quality of life than did children with caries. Conclusion: Therefore, the prevention of caries is of utmost importance, since the disease affects the psychosocial environment, interfering in the areas of autonomy, function, family, and leisure of the child.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade de vida]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Impacto da doen&ccedil;a c&aacute;rie na qualidade de vida de pr&eacute;-escolares atendidos na cl&iacute;nica da Universidade de Passo Fundo (UPF/RS)</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Impact of caries disease on the quality of life of preschoolers who received medical care at the clinic of the University of Passo Fundo (UPF/RS)</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fernanda Guzzo Tonial <sup>I</sup>; Caroline Magnabosco <sup>II</sup>; Larissa Corr&ecirc;a Brusco Pavinato <sup>III</sup>; Juliane Bervian <sup>III</sup>; Franciele Orlando <sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Odontopediatria, Faculdade de Odontologia, Universidade de Passo Fundo (UPF), Passo Fundo, RS    <br> <sup>II</sup> Curso de Odontologia, Faculdade de Odontologia, UPF, Passo Fundo, RS    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Departamento de Odontopediatria, Faculdade de Odontologia, UPF, Passo Fundo, RS    <br> <sup>IV</sup> Departamento de Odontopediatria, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss&otilde;es (URI), Erechim, RS</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contatos: fertonial@yahoo.com.br, carolmagnabosco@msn.com, larissacorrea@upf.br, jbervian@hotmail.com, TO.odontologia@gmail.com</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Avaliar o impacto que a c&aacute;rie precoce na inf&acirc;ncia ocasiona na qualidade de vida de pr&eacute;escolares atendidos na cl&iacute;nica da Universidade de Passo Fundo (UPF/RS). Material e M&eacute;todos: Setenta e nove crian&ccedil;as e seus respectivos pais que procuraram atendimento na Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo participaram do estudo transversal. Foi realizado o exame f&iacute;sico e a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio B-ECOHIS aos pais das crian&ccedil;as. Os exames intrabucais foram realizados conforme os preceitos de biosseguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Os dados foram descritos atrav&eacute;s de par&acirc;metros de m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o e mediana. Para a compara&ccedil;&atilde;o dos escores com o g&ecirc;nero foi utilizado o teste de Mann-Whitney. Para a compara&ccedil;&atilde;o dos escores entre as faixas et&aacute;rias e a c&aacute;rie precoce da inf&acirc;ncia foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis e o teste post-hoc de Dunn para as compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas. Em todos os testes foi adotado n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% (p &lt; 0,05). Resultados: Verificou-se que a faixa et&aacute;ria da crian&ccedil;a e a presen&ccedil;a de c&aacute;rie precoce na inf&acirc;ncia apresentam impacto negativo na qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de bucal. Crian&ccedil;as de 24-35 meses apresentaram menor impacto do que crian&ccedil;as de 36-47 meses e &ge; 48 meses. Crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie apresentaram menor impacto na qualidade de vida do que crian&ccedil;as com c&aacute;rie. Conclus&atilde;o: A preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie &eacute; de suma import&acirc;ncia, uma vez que a doen&ccedil;a repercute no ambiente psicossocial, interferindo nos dom&iacute;nios de autonomia, fun&ccedil;&atilde;o, fam&iacute;lia e lazer da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Qualidade de vida. Pr&eacute;-escolar. C&aacute;rie dent&aacute;ria.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aim: To evaluate the impact that early childhood caries cause upon the quality of life of preschoolers who received medical care at the hospital clinic of the University of Passo Fundo (UPF/RS). Methods: Seventy-nine children and their parents who sought treatment at the UFP/RS, Dental School, participated in this cross-sectional study. Physical examinations were conducted and a B-ECOHIS questionnaire was applied to the children's parents. Dental examinations were performed according to the precepts of biosafety set forth by the World Health Organization (WHO). Data were described by parameters of mean, standard deviation and median. To compare the scores with gender, the Mann Whitney test was used. To compare the scores between age groups and early childhood caries, the Kruskal Wallis and Dunn's post-hoc test for multiple comparisons was used. A significance level of 5% (p &lt; 0.05) was adopted for all tests. Results: It was found that the age of the child and the presence of early childhood caries have a negative impact on the quality of life related to oral health. Children aged 24-35 months showed less improvement than children of 36-47 months and &ge; 48 months. Caries-free children showed less improvement in the quality of life than did children with caries. Conclusion: Therefore, the prevention of caries is of utmost importance, since the disease affects the psychosocial environment, interfering in the areas of autonomy, function, family, and leisure of the child.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Quality of life. Child. Preschool. Dental caries.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) define sa&uacute;de como um completo estado de bem-estar f&iacute;sico, mental e social e n&atilde;o meramente a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a ou enfermidade. Qualidade de vida, por sua vez, &eacute; definida como a percep&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo de sua posi&ccedil;&atilde;o na vida, no contexto cultural e sistema de valores nos quais ele vive e em rela&ccedil;&atilde;o aos seus objetivos, expectativas, padr&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es. Desta forma, a mensura&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de n&atilde;o pode mais se restringir &agrave; aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a ou agravos, sendo necess&aacute;rio considerar as diversas dimens&otilde;es envolvidas, bem como as repercuss&otilde;es dos problemas de sa&uacute;de na vida di&aacute;ria dos indiv&iacute;duos<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sa&uacute;de bucal &eacute; parte integrante e essencial para a qualidade de vida, sob uma variedade de formas nos dom&iacute;nios f&iacute;sico, social e psicol&oacute;gico. Sendo que a capacidade de se alimentar e a ocorr&ecirc;ncia de dor e desconforto costumam serem considerados os aspectos positivos e negativos mais relevantes para a qualidade de vida, respectivamente<sup>2,3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A c&aacute;rie precoce da inf&acirc;ncia (ECI), por sua vez, n&atilde;o representa apenas um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, mas tamb&eacute;m um problema social, que tem sido respons&aacute;vel por mais dor e sofrimento que qualquer outra doen&ccedil;a infecciosa. A ECI pode interferir na alimenta&ccedil;&atilde;o, afetar o desenvolvimento da denti&ccedil;&atilde;o permanente e at&eacute; mesmo comprometer o crescimento e desenvolvimento da crian&ccedil;a<sup>4,5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da d&eacute;cada de 1990, instrumentos subjetivos passaram a ser amplamente desenvolvidos e aplicados para medir aspectos da vida dos indiv&iacute;duos que s&atilde;o afetados pela condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, nos dom&iacute;nios f&iacute;sico, psicol&oacute;gico e social<sup>6,7</sup>. O acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es oriundas de instrumentos que mensuram a qualidade de vida permite que os sentimentos e a percep&ccedil;&atilde;o individual do paciente sejam avaliados, incrementando a comunica&ccedil;&atilde;o entre profissionais e pacientes; promovendo melhor entendimento das consequ&ecirc;ncias e amplitude das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal na vida dos pacientes e n&uacute;cleo familiar<sup>2,5</sup>. Apesar dos indicadores sociodentais serem tamb&eacute;m aplicados em crian&ccedil;as, &agrave; percep&ccedil;&atilde;o a respeito do impacto dos problemas bucais na qualidade de vida deveria ser mediado sob par&acirc;metros compat&iacute;veis com o desenvolvimento emocional e cognitivo de cada grupo et&aacute;rio<sup>3,5</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, o ECOHIS (Early childhood Oral Health Impact Scale) &eacute; um instrumento dispon&iacute;vel e validado no Brasil, realizado por medida proxy e que tem como finalidade mensurar o impacto das doen&ccedil;as/ desordens bucais e experi&ecirc;ncias de tratamento dent&aacute;rios na qualidade de vida associada &agrave; sa&uacute;de bucal de pr&eacute;-escolares e de suas fam&iacute;lias<sup>3,4</sup>. Neste momento em que a odontologia baseada em evid&ecirc;ncias vem crescendo em import&acirc;ncia, ressalta-se a necessidade do uso de indicadores desenvolvidos na tentativa de minimizar a complexidade e a relatividade cultural e social do conceito de qualidade de vida e prover &iacute;ndices que ultrapassem os processos biopatol&oacute;gicos da doen&ccedil;a<sup>1,2,5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As doen&ccedil;as e desordens bucais durante a inf&acirc;ncia podem ter um impacto negativo sobre a vida de pr&eacute;-escolares e de seus pais<sup>4,8</sup>. A preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria segundo os crit&eacute;rios da OMS foi de 29,3% e o ceo-d variou de 0 a 17, com m&eacute;dia de 1,0 dente cariado, perdido ou obturado por crian&ccedil;a. Ao incluir les&otilde;es n&atilde;o cavitadas, a preval&ecirc;ncia aumentou para 39,6% e o ceo-d variou de 0 a 20, com &iacute;ndice ceo-d m&eacute;dio de 1,53. Em 2010, as preval&ecirc;ncias de c&aacute;rie, segundo os crit&eacute;rios OMS, incluindo les&otilde;es n&atilde;o cavitadas, reduziram para 22,4% e 25,7% respectivamente. O n&uacute;mero m&eacute;dio de dentes cariados, perdidos e obturados diminuiu para 0,92 (crit&eacute;rio OMS) e 1,12 (incluindo les&otilde;es n&atilde;o cavitadas)<sup>9,10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre outros estudos, destaca-se dois estudos brasileiros, realizados em pr&eacute;-escolares, que avaliaram o impacto que les&otilde;es de c&aacute;rie na qualidade de vida de crian&ccedil;as e de suas fam&iacute;lias<sup>11,12</sup>. Nos dois estudos, foi utilizado o ECOHIS como instrumento e, em ambos, a c&aacute;rie dent&aacute;ria de alta gravidade apresentou impacto negativo na qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de bucal de crian&ccedil;as. Sendo que no Sul do pa&iacute;s, a preval&ecirc;ncia de qualquer impacto na qualidade de vida foi quase tr&ecirc;s vezes maior em crian&ccedil;as com c&aacute;rie, mesmo ap&oacute;s ajuste para potenciais fatores de confus&atilde;o<sup>12</sup>. Em um estudo realizado em Hong Kong, com mesma metodologia cient&iacute;fica, verificou alta pontua&ccedil;&atilde;o do ECOHIS nas crian&ccedil;as que apresentavam a doen&ccedil;a c&aacute;rie. Al&eacute;m disso, crian&ccedil;as com dentes restaurados tamb&eacute;m apresentaram impacto negativo na sua qualidade de vida<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tendo em vista a relativa frequ&ecirc;ncia das doen&ccedil;as/desordens bucais mais comuns durante a inf&acirc;ncia, somado ao fato de que tais agravos afetam a sa&uacute;de geral por causar dor e sofrimento, torna-se pertinente um estudo para avaliar o impacto que a c&aacute;rie precoce na inf&acirc;ncia ocasiona na qualidade de vida de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar em Passo Fundo.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Delineamento do estudo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudo transversal</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Preceitos &eacute;ticos</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade de Passo Fundo (UPF/Brasil, n&uacute;mero CAAE:0169.0.398.000-09). Os pais das crian&ccedil;as que concordaram em participar do estudo receberam orienta&ccedil;&otilde;es e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Os exames intrabucais foram realizados conforme os preceitos de biosseguran&ccedil;a da OMS.  </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Popula&ccedil;&atilde;o alvo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pr&eacute;-escolares acompanhado dos pais, que estivessem procurando atendimento na Cl&iacute;nica de Especializa&ccedil;&atilde;o em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo (FO/ UPF). Foi utilizado como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o que a crian&ccedil;a tivesse com idade entre de 2 a 5 anos, com denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua completa, de ambos os g&ecirc;neros, n&atilde;o submetidas a tratamento ortod&ocirc;ntico, com pais fluentes no idioma portugu&ecirc;s do Brasil e que os pais aceitaram e assinaram o TCLE. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Treinamento e calibra&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os instrumentos utilizados na pesquisa consistiram da ficha cl&iacute;nica e do question&aacute;rio B-ECOHIS<sup>3</sup>. Atrav&eacute;s de um estudo piloto, com 15 crian&ccedil;as com caracter&iacute;sticas similares as deste estudo, foi realizado o treinamento, a calibra&ccedil;&atilde;o dos examinadores e testada a concord&acirc;ncia pelo teste Kappa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Coleta de dados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o exame cl&iacute;nico, os examinadores calibrados avaliaram a doen&ccedil;a c&aacute;rie nas crian&ccedil;as de acordo com crit&eacute;rios da OMS (1997)<sup>14</sup>, o que gerou uma vari&aacute;vel qualitativa, categorizada em: crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie (ceo-d = 0), com baixa experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie (ceo-d &le; 5) e crian&ccedil;as com alta preval&ecirc;ncia do agravo (ceo-d &ge; 6). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para mensurar o impacto da c&aacute;rie precoce sobre a Qualidade de Vida Relacionada &agrave; Sa&uacute;de Bucal (QVRSB) da crian&ccedil;a, foi aplicado o B-ECOHIS. O B-ECOHIS cont&eacute;m 13 quest&otilde;es; nove destas correspondem a dom&iacute;nios inclu&iacute;dos na se&ccedil;&atilde;o de impacto na crian&ccedil;a: a) sintomas - uma quest&atilde;o; b) limita&ccedil;&otilde;es - quatro quest&otilde;es; c) psicol&oacute;gico - duas quest&otilde;es; d) autoimagem e intera&ccedil;&atilde;o social- duas quest&otilde;es. As quatro &uacute;ltimas quest&otilde;es correspondentes a dom&iacute;nios inclu&iacute;dos na se&ccedil;&atilde;o de impacto na fam&iacute;lia: a) ang&uacute;stia dos pais &ndash; duas quest&otilde;es; b) fun&ccedil;&atilde;o familiar - duas quest&otilde;es. As respostas de cada quest&atilde;o do ECOHIS foram categorizadas e codificadas: 0 = nunca; 1 = quase nunca; 2 = &agrave;s vezes; 3 = com frequ&ecirc;ncia; 4 = com muita frequ&ecirc;ncia; 5 = n&atilde;o sei. Os escores total e por dom&iacute;nios do ECOHIS foram calculados a partir da somat&oacute;ria dos c&oacute;digos das respostas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> An&aacute;lise estat&iacute;stica</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os dados foram descritos por meio de par&acirc;metros de m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o e mediana. Para a compara&ccedil;&atilde;o dos escores com o g&ecirc;nero foi utilizado o teste de Mann-Whitney. Para a compara&ccedil;&atilde;o dos escores entre as faixas et&aacute;rias e a c&aacute;rie precoce da inf&acirc;ncia foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis e o teste post-hoc de Dunn para as compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas. Em todos os testes foi adotado n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% (p &lt; 0,05).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A obten&ccedil;&atilde;o da concord&acirc;ncia entre os examinadores foi estabelecida pelo teste e a obten&ccedil;&atilde;o de valores de concord&acirc;ncia de kappa foi de 0,72. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Das 79 crian&ccedil;as avaliadas, 42 eram do g&ecirc;nero feminino (53,2%) e 37 do g&ecirc;nero masculino (46,8%). 27 crian&ccedil;as (34,2%) tinham at&eacute; 35 meses, 23 (29,1%) estavam na faixa et&aacute;ria entre 36 e 47 meses e 29 (36,7%) tinham 48 meses ou mais. Metade destas crian&ccedil;as avaliadas (50,6%) estavam livres de c&aacute;rie e 13 delas (16,5%) apresentavam ceo-d &le; 5. No total das crian&ccedil;as apenas 26 (32,9%) apresentavam alta preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v51n1/a06tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab02">tabela 2</a> verificou-se as m&eacute;dias, desvios padr&otilde;es, mediana e varia&ccedil;&atilde;o observada no question&aacute;rio de forma global. O escore total do ECOHIS e de cada um dos seus dom&iacute;nios foi descrito. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v51n1/a06tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados descritos na <a href="#tab03">tabela 3</a> demonstraram que a faixa et&aacute;ria da crian&ccedil;a e a presen&ccedil;a de c&aacute;rie precoce da inf&acirc;ncia apresentam impacto negativo na qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de bucal de crian&ccedil;as. Crian&ccedil;as de 24-35 meses apresentaram menor impacto na qualidade de vida do que crian&ccedil;as de 36-47 meses e &ge; 48 meses. Crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie apresentaram menor impacto na qualidade de vida do que crian&ccedil;as com c&aacute;rie.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v51n1/a06tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A qualidade de vida possui car&aacute;ter subjetivo e multidisciplinar e vem sendo bastante estudada na &aacute;rea da sa&uacute;de, envolvendo esferas amplas em seu conceito, como as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, familiares, autonomia, lazer, dentre outras. Evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas indicam que a c&aacute;rie dent&aacute;ria, ocorrendo em idades precoces, traz dano &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es que extrapolam a vis&atilde;o dent&aacute;ria e alteram a sensibilidade, os aspectos fisiol&oacute;gicos e comportamentais da crian&ccedil;a<sup>11-13,15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, verificou-se que a presen&ccedil;a de c&aacute;rie precoce na inf&acirc;ncia apresentou impacto na qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de bucal. Tanto que as crian&ccedil;as que apresentavam c&aacute;rie dent&aacute;ria grave obtiveram um somat&oacute;rio maior nos escores nos dom&iacute;nios relacionados &agrave; autoimagem, intera&ccedil;&atilde;o social e dom&iacute;nio das fun&ccedil;&otilde;es, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie, como encontrado em outros estudos de valida&ccedil;&atilde;o ECOHIS<sup>15</sup>. Isso ocorre porque a c&aacute;rie grave provoca um aumento significativo na dor de dente e assim a crian&ccedil;a t&ecirc;m suas atividades cotidianas afetadas, como comer, dormir e brincar<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A c&aacute;rie precoce da inf&acirc;ncia (CPI), definida como a ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es de c&aacute;rie em crian&ccedil;as menores de seis anos de idade, representa a doen&ccedil;a cr&ocirc;nica mais frequente durante a inf&acirc;ncia, constituindo-se em grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no mundo<sup>16-18</sup>. A falta de atendimento imediato nos n&iacute;veis mais precoces da doen&ccedil;a, leva a uma situa&ccedil;&atilde;o de perda dent&aacute;ria com sequelas no crescimento e desenvolvimento infantil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) destaca e projeta como meta, para o ano de 2010, um percentual de apenas 10% de crian&ccedil;as entre 5 e 6 anos de idade com a doen&ccedil;a. No Brasil, os dados indicaram uma porcentagem de 60%, variando de 55% na regi&atilde;o Sudeste a 65% na regi&atilde;o Nordeste. Os dados demonstram uma alta preval&ecirc;ncia de CPI, al&eacute;m de evidenciar desigualdades regionais importantes<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2008, em Passo Fundo/RS, um levantamento epidemiol&oacute;gico foi realizado em 432 crian&ccedil;as de cinco e seis anos, de ambos os sexos, das escolas da rede municipal. Os resultados mostraram que apenas 24% das crian&ccedil;as avaliadas apresentavamse livres de c&aacute;rie. A m&eacute;dia do &iacute;ndice de c&aacute;rie nos dec&iacute;duos foi de 4,1 sendo que, categorizando os n&iacute;veis, 25,2% das crian&ccedil;as apresentaram um ceo-d entre 1 e 3 e 50,2% igual ou maior do que 4, totalizando 75,4% de crian&ccedil;as com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua<sup>19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante disso, percebe-se que avaliar o impacto das doen&ccedil;as bucais na qualidade de vida das crian&ccedil;as e suas consequ&ecirc;ncias para a vida di&aacute;ria das mesmas e de suas fam&iacute;lias &eacute; de extrema import&acirc;ncia, principalmente no planejamento de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, que levem em considera&ccedil;&atilde;o as necessidades reais de uma crian&ccedil;a ou popula&ccedil;&atilde;o<sup>5,11-13,15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, a faixa et&aacute;ria em que as crian&ccedil;as se encontravam foi um fator influente. Crian&ccedil;as menores de quatro anos obtiveram uma rela&ccedil;&atilde;o menor com os dom&iacute;nios analisados, o que pode ser explicado pelo fato do desenvolvimento psicol&oacute;gico da crian&ccedil;a ocorrer somente mais tarde, por volta dos 5-6 anos, quando se inicia a preocupa&ccedil;&atilde;o com a autoimagem<sup>20,21</sup>. Salienta-se que o instrumento utilizado (ECOHIS) foi respondido pelos pais e que, embora o uso de respondentes secund&aacute;rios seja considerado uma op&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel<sup>5</sup>, alguns dom&iacute;nios podem ser percebidos de forma diferente na vis&atilde;o dos pais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Crian&ccedil;as menores, que apresentaram est&aacute;gios iniciais de c&aacute;rie grave, antes do surgimento de dor e infec&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o possuem altera&ccedil;&otilde;es nos seus h&aacute;bitos alimentares, particularmente o no alto consumo de carboidratos associados &agrave; c&aacute;rie. Entretanto, com o passar do tempo, as consequ&ecirc;ncias da doen&ccedil;a se tornam maiores, provocando nos pais "ang&uacute;stia", mudan&ccedil;a na "fun&ccedil;&atilde;o familiar" e, consequentemente, maiores &iacute;ndices no escore total do ECOHIS. A diminui&ccedil;&atilde;o de consumo de alimentos decorrente da dor pode resultar em uma altera&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de crescimento, afetando assim a qualidade de vida do indiv&iacute;duo<sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Notamos neste estudo o alto percentual de preocupa&ccedil;&atilde;o dos pais, em rela&ccedil;&atilde;o aos seus filhos, no que diz respeito ao desenvolvimento das fun&ccedil;&otilde;es habituais como mastiga&ccedil;&atilde;o, fala e degluti&ccedil;&atilde;o. Em um estudo realizado durante uma Campanha Nacional de Vacina&ccedil;&atilde;o, em Santa Maria/RS, o &iacute;ndice de apreens&atilde;o dos pais foi menor. No entanto, a diferen&ccedil;a entre os dois estudos &eacute; que neste, realizado na Cl&iacute;nica Odontol&oacute;gica da UPF, os pais estavam buscando atendimento para seus filhos, o que mostra maior preocupa&ccedil;&atilde;o destes com a doen&ccedil;a c&aacute;rie, diferente dos pais que foram questionados durante uma campanha de vacina&ccedil;&atilde;o<sup>21</sup>. Sendo assim, como foram selecionadas crian&ccedil;as que procuraram tratamento odontol&oacute;gico, poder&iacute;amos extrapolar estes resultados ao ambiente do consult&oacute;rio odontol&oacute;gico, refor&ccedil;ados por estudos epidemiol&oacute;gicos que tamb&eacute;m comprovaram o impacto da c&aacute;rie precoce na inf&acirc;ncia na qualidade de vida de crian&ccedil;as de 2 a 5 anos<sup>11-13,22</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudos brasileiros mostram uma rela&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a c&aacute;rie e de outras altera&ccedil;&otilde;es com a piora da qualidade de vida<sup>23</sup>. A presen&ccedil;a da mordida aberta<sup>24,25</sup>, assim como uma condi&ccedil;&atilde;o economicamente desfavor&aacute;vel, tamb&eacute;m demonstraram impacto negativo da qualidade de vida<sup>21,26,27</sup>. As fam&iacute;lias de alta renda relataram uma melhor QVRSB independentemente da presen&ccedil;a de doen&ccedil;as e desordens bucais<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; interessante notar que os impactos mais comuns relatados pelos pais, na se&ccedil;&atilde;o de impacto sobre as crian&ccedil;as, eram praticamente os mesmos que os encontrados em estudos das vers&otilde;es originais, francesas e brasileiras do ECOHIS. As respostas mais frequentes foram: "dor nos dentes, na boca ou nos maxilares", "irrita&ccedil;&atilde;o ou frustra&ccedil;&atilde;o", "dificuldade para comer" e "problemas para dormir"<sup>12,28,29</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ressaltamos ainda que os pais est&atilde;o mais aptos a julgarem a qualidade de vida de seus filhos em termos de quest&otilde;es f&iacute;sicas, por&eacute;m nos termos de aspectos emocionais e sociais as crian&ccedil;as diferem de adultos no entendimento. Assuntos de qualidade de vida, sa&uacute;de e causas das doen&ccedil;as s&atilde;o interpretados com signific&acirc;ncia diferente para as crian&ccedil;as<sup>28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando os resultados deste estudo acredita-se que as informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o relevantes para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica e de sa&uacute;de p&uacute;blica. Desta forma, novas estrat&eacute;gias de sa&uacute;de p&uacute;blica podem ser realizadas considerando o contexto em que cada indiv&iacute;duo est&aacute; inserido<sup>30</sup>. Isso teria um impacto para a tomada de decis&otilde;es p&uacute;blicas relacionadas ao redirecionamento dos recursos alocados em sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo, realizado na Cl&iacute;nica de Especializa&ccedil;&atilde;o em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo (FO/ UPF), teve como condi&ccedil;&atilde;o limitadora ser uma amostra de conveni&ecirc;ncia. No entanto, verificou-se que a preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie &eacute; de suma import&acirc;ncia em est&aacute;gios precoces da vida da crian&ccedil;a, uma vez que a doen&ccedil;a repercute no ambiente psicossocial, interferindo nos dom&iacute;nios de autonomia, fun&ccedil;&atilde;o, fam&iacute;lia e lazer da crian&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a c&aacute;rie com os h&aacute;bitos instalados na vida do ser humano, comprova que, quanto mais precoce se oportuniza orienta&ccedil;&otilde;es aos pais e respons&aacute;veis, mais cedo e com mais efici&ecirc;ncia se produz resultados na sa&uacute;de e na qualidade de vida das crian&ccedil;as. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo traz informa&ccedil;&otilde;es relevantes e altera a necessidade de uma pr&aacute;tica cl&iacute;nica e de sa&uacute;de p&uacute;blica, mostrando a urg&ecirc;ncia de novas estrat&eacute;gias fora dos limites da academia, junto da comunidade, assim considerando o contexto em que cada indiv&iacute;duo est&aacute; inserido.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. World Health Organization. The WHOQOL Group &ndash; Measuring quality of life. Geneva; 1994. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Assump&ccedil;&atilde;o FB, Kuczynsky E, Sprovieri MH, Aranha EMG. Escala de avalia&ccedil;&atilde;o de qualidade de vida. Arq Neuropsiquiatr. 2000 Mar; 58:119- 27. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Tesch FC, Oliveira BH, Le&atilde;o A. Equival&ecirc;ncia sem&acirc;ntica da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s do instrumento Early Childhood Oral Health Impact Scale. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008; 24:1897-909. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Pahel BT, Rozier RG, Slade GD. Parental perceptions of children's oral health: the Early Childhood Oral Health Impact Scale (ECOHIS). Health Qual Life Outcomes. 2007; 30;5:6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Tesch FC, Oliveira BH, Le&atilde;o A. mensura&ccedil;&atilde;o do impacto dos problemas bucais sobre a qualidade de vida de crian&ccedil;as: aspectos conceituais e metodol&oacute;gicos. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007; 23:2555-64.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Slader GD, Spencer AJ. Development and evalution of the oral health impact profile. Community Dent. Health. 1994; 11:3-11. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Le&atilde;o A, Sheiham A. Relation between clinical dental status and subjective impacts on daily living. J. Dent. Res. 1995; 74:1408-13. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Filstrup SL, Briskie D, Fonseca M, Lawrence L, Wandera A, Inglehart MR. Early childhood caries and quality of life: child and parent perspectives. Pediatr. Dent. 2003; 25:431-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Brasil), Secretaria de Assist&ecirc;ncia a Sa&uacute;de. Projeto SB Brasil 2003. Condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira: resultados principais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Brasil), Secretaria de Assist&ecirc;ncia a Sa&uacute;de. Projeto SB Brasil 2010. Condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira: resultados principais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Abanto J, Ortega AO, Raggio DP, B&ouml;necker M, Mendes FM, Ciamponi AL. Impact of oral diseases and disorders on oral-health-related quality of life of children with cerebral palsy. Spec. Care Dentist. 2014;34:56-63. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Kramer PF, Feldens CA, Ferreira SH, Bervian J, Rodrigues PH, Peres MA. Exploring the impacto f oral diseases and disorders on quality of life of preschool children. Community Dent. Health. 2013;41:327-35. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Wong HM, McGrath CP, King NM, Lo EC. Oral health-related quality of life in Hong Kong preschool children. Caries Res. 2011;45:370-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. World Health Organization. Oral health surveys: basic methods. 4th ed. Geneva; 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Scarpelli AC, Oliveira BH, Tesch FC, Le&atilde;o AT, Pordeus IA, Paiva SM. As propriedades psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o brasileira da escala de impacto sobre a sa&uacute;de bucal na primeira inf&acirc;ncia (B-ECOHIS). BMC Sa&uacute;de Oral. 2011;11:19.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Petersen PE. The World Oral Health Report 2003: continuous improvement of oral health in the 21st century &ndash; the approach of the WHO Oral Health Programme. Community Dent. Oral Epidemiol 2003; 31, suppl.1:3-23. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Sheiham,A. Oral health, general health and quality of life. Bull World Health Organ. 2005; 83(9):644. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Selwitz RH, Ismail A, Pitts NB. Dental caries. Lancet 2007; 6;369(9555):51-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Rigo L, Souza EA, Caldas-J&uacute;nior AF. Experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria na primeira denti&ccedil;&atilde;o em um munic&iacute;pio com fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas. Rev. Bras. Sa&uacute;de Matern. Infant. 2009; 9(4):435-42. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Li S, Malkinson S, Veronneau J, Allison PJ. Testing responsiveness to change for the early childhood oral health impact scale (ECOHIS). Community Dent. Oral Epidemiol. 2008; 36:542-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Piovesan C, Marquezan M, Kramer PF, B&ouml;necker M, Ardenghi TM. Socioeconomic and clinical factors associated with caregivers' perceptions of children's oral health in Brazil. Community Dent. Oral Epidemiol. 2011; 39:260-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Li MY, Zhi QH, Zhou Y, Qiu RM, Lin HC. Impact of early childhood caries on oral healthrelated quality of life of preschool children. Eur. J. Paediatr. Dent. 2015; 16:65-72. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Ortiz FR, Tomazoni F, Oliveira MD, Piovesan C, Mendes F, Ardenghi TM. Toothache, associated factors, and its impact on Oral Health-Related Quality of Life (OHRQoL) in preschool children. Braz. Dent. J. 2014; 25:546-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Castro FC, Raggio DP, Imparato JC, Piovesan C, Bonini GC. Impacto dos problemas bucais na qualidade de vida em pr&eacute;-escolares. Pesqui. Bras. Odontoped. Clin. Integr. 2013; 13:361-69. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Ramos-Jorge J, Motta T, Marques LS, Paiva SM, Ramos-Jorge ML. Association between anterior open bite and impact on quality of life of preschool children. Braz. Oral Res. 2015; 29:1-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Guedes RS, Piovesan C, Antunes JL, Mendes FM, Ardenghi TM. Assessing individual and neighborhood social factors in child oral healthrelated quality of life: a multilevel analysis. Qual. Life Res. 2014; 23:2521-30. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Goettems ML, Ardenghi TM, Romano AR, Demarco FF, Torriani DD. Influence of maternal dental anxiety on oral health-related quality of life of preschool children. Qual. Life Res. 2011; 20:951-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Cunnion DT, Spiro A 3rd, Jones JA, Rich SE, Papageorgiou CP, Tate A, Casamassimo P, Hayes C, Garcia RI. Pediatric oral health-related quality of life improvement after treatment of early childhood caries: a prospective multisite study. J. Dent. Child. 2010; 77:4-11. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Lee GH, Mcgrath C,Yiu CK, Rei NM. Tradu&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o da escala de impacto sobre a sa&uacute;de bucal na primeira inf&acirc;ncia (ECOHIS) L&iacute;ngua Chinesa. Int. J. Paediatr. Dent 2009; 19:399-405. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Sischo L1, Broder HL. Oral health-related quality of life: what, why, how, and future implications. J. Dent. Res. 2011; 90:1264-70.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
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<collab>World Health Organization</collab>
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<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
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