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<journal-title><![CDATA[Odontologia Clínico-Científica (Online)]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Automedicação em acadêmicos de cursos de graduação da área da saúde de uma universidade privada do Sul do estado de Minas Gerais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To identify the practice of self medication made by undergraduate degree health area's courses and the association between sex and this practice. METHODS: Epidemiological study, descriptive, transversal and quantitative study conducted with 697 academics that course Medicine, Dentistry, Pharmacy and Nursing, in a private university. During data collection, a questionnaire was used, containing variables related to self-medication. Data were entered into GraphPad Prism 5, with an application of ANOVA and multiple comparisons. RESULTS: There was a high rate of students who self-medicate (93.11%), and in the medical school this practice is more often (94.55%). The most widely used drugs were analgesics, antipyretics and medicines for colds and flu, and the main symptoms / illnesses that they believed they had been cold / flu and headaches. In all courses evaluated, women predominated in self, and that was with a significant difference (p <0.05). Most academics who resorts to self-medicate with pharmacist counseling / clerk, advice from others, the knowledge gained in college and the label instructions. CONCLUSION: Self-medication is a phenomenon harmful to health. It is up to professionals and academics in this area are made aware about this practice.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"> <b>ARTIGO ORIGINAL</b>  ORIGINAL ARTICE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><B><a name="tx"></a>Automedica&ccedil;&atilde;o em acad&ecirc;micos de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da sa&uacute;de de uma universidade privada do Sul do estado de Minas Gerais</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Self&#45;medication made by undergraduate degree courses of a private university's health area in the Minas Gerais' southern</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Lucas Salles Freitas e Silva<sup>I</sup>; Ana Maria Duarte Dias Costa<sup>II</sup>; F&aacute;bio de Souza Terra<sup>III</sup>; Helo&iacute;sa Helena Vieira Zanetti<sup>IV</sup>; Rosane Dias Costa<sup>V</sup>; Marina Dias Costa<sup>V</sup></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Acad&ecirc;mico do curso de Medicina, Universidade Jos&eacute; do Ros&aacute;rio Vellano (Unifenas), Alfenas &#45; MG    <br> <sup>II</sup>Professora Titular do Curso de Odontologia e Medicina da Universidade Jos&eacute; do Ros&aacute;rio Vellano (UNIFENAS)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Professor do Curso de Enfermagem e Medicina da Universidade Jos&eacute; do Ros&aacute;rio Vellan    <br> <sup>IV</sup>Professora da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL/MG)    <br> <sup>V</sup>M&eacute;dica e Mestre em Cl&iacute;nica M&eacute;dica pela Santa Casa de Belo Horizonte</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#nt">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>RESUMO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO:</b> Identificar a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o em acad&ecirc;micos de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da sa&uacute;de e a associa&ccedil;&atilde;o entre o sexo e essa pr&aacute;tica.    <br>      <b>M&Eacute;TODOS:</b> Estudo epidemiol&oacute;gico, descritivo, transversal e quantitativo, realizado com 697 acad&ecirc;micos dos cursos de Medicina, Odontologia, Farm&aacute;cia e Enfermagem de uma universidade privada. Na coleta de dados, foi utilizado um question&aacute;rio, contendo vari&aacute;veis relacionadas &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o. Os dados foram inseridos no GraphPad Prism 5, com aplica&ccedil;&atilde;o do Teste ANOVA e compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla.    <br>     <b>RESULTADOS:</b> Houve um alto &iacute;ndice de acad&ecirc;micos que se automedicam (93,11%), sendo no curso de Medicina a maior frequ&ecirc;ncia (94,55%). Os medicamentos mais utilizados foram analg&eacute;sicos, antit&eacute;rmicos e f&aacute;rmacos para resfriados e gripes, e os principais sintomas/doen&ccedil;as que eles acreditavam possuir foram resfriado/gripe e dor de cabe&ccedil;a. Em todos os cursos avaliados, houve predom&iacute;nio de mulheres na automedica&ccedil;&atilde;o, tendo diferen&ccedil;a significante (p&lt;0,05). A maioria dos acad&ecirc;micos que se automedicam recorre ao aconselhamento com farmac&ecirc;utico/balconista, aos conselhos de terceiros, aos conhecimentos adquiridos na faculdade e &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es da bula.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> A automedica&ccedil;&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno nocivo &agrave; sa&uacute;de, cabendo aos profissionais e acad&ecirc;micos dessa &aacute;rea se conscientizarem quanto a esta pr&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores:</b> Automedica&ccedil;&atilde;o; Medicamentos sem Prescri&ccedil;&atilde;o; Universidades; Estudantes de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE:</b> To identify the practice of self medication made by undergraduate degree health area's courses and the association between sex and this practice.    <br>     <b>METHODS:</b> Epidemiological study, descriptive, transversal and quantitative study conducted with 697 academics that course Medicine, Dentistry, Pharmacy and Nursing, in a private university. During data collection, a questionnaire was used, containing variables related to self&#45;medication. Data were entered into GraphPad Prism 5, with an application of ANOVA and multiple comparisons.    <br>     <b>RESULTS:</b> There was a high rate of students who self&#45;medicate (93.11%), and in the medical school this practice is more often (94.55%). The most widely used drugs were analgesics, antipyretics and medicines for colds and flu, and the main symptoms / illnesses that they believed they had been cold / flu and headaches. In all courses evaluated, women predominated in self, and that was with a significant difference (p &lt;0.05). Most academics who resorts to self&#45;medicate with pharmacist counseling / clerk, advice from others, the knowledge gained in college and the label instructions.    <br>     <b>CONCLUSION:</b> Self&#45;medication is a phenomenon harmful to health. It is up to professionals and academics in this area are made aware about this practice.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords:</B> Self&#45;medication without Prescription Drugs; Universities; Students; Health.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em pa&iacute;ses desenvolvidos, o n&uacute;mero de medicamentos de venda livre tem crescido nos &uacute;ltimos tempos assim como a disponibilidade desses medicamentos em estabelecimentos n&atilde;o farmac&ecirc;uticos, o que favorece a automedica&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>. Nesses pa&iacute;ses, no entanto, os r&iacute;gidos controles estabelecidos pelas ag&ecirc;ncias reguladoras e o crescente envolvimento dos farmac&ecirc;uticos com a orienta&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios de medicamentos tornam menos problem&aacute;tica a pr&aacute;tica da automedica&ccedil;&atilde;o. J&aacute; no Brasil, de acordo com a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias Farmac&ecirc;uticas (ABIFARMA), cerca de 80 milh&otilde;es de pessoas s&atilde;o adeptas &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o. A m&aacute; qualidade da oferta de medicamentos, o n&atilde;o cumprimento da obrigatoriedade da apresenta&ccedil;&atilde;o da receita m&eacute;dica e a car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o e instru&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o em geral justificam a preocupa&ccedil;&atilde;o com a qualidade da automedica&ccedil;&atilde;o praticada no pa&iacute;s<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A automedica&ccedil;&atilde;o &eacute; continuamente combatida sob a &oacute;tica das autoridades sanit&aacute;rias. A palavra automedica&ccedil;&atilde;o &eacute; entendida, pela maioria das pessoas, como o ato de um indiv&iacute;duo tomar por conta pr&oacute;pria medicamento que possa causar&#45;lhe danos. O exemplo cl&aacute;ssico &eacute; o da m&atilde;e que recorre &agrave; vizinha para saber o que fazer com o filho com febre, e esta recomenda um antibi&oacute;tico qualquer. Ao chegar &agrave; farm&aacute;cia, compra o medicamento, muitas vezes, com o aval do balconista (nem sempre um farmac&ecirc;utico), e sem saber do diagn&oacute;stico acaba praticando o que se caracteriza como algo al&eacute;m da automedica&ccedil;&atilde;o: a autoprescri&ccedil;&atilde;o<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, automedica&ccedil;&atilde;o &eacute; a sele&ccedil;&atilde;o e o uso de medicamentos por pessoas para tratar doen&ccedil;as autodiagnosticadas ou sintomas e deve ser entendida como um dos elementos do autocuidado<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale ressaltar que, em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel cultural, verifica&#45;se um maior &iacute;ndice de automedica&ccedil;&atilde;o entre os indiv&iacute;duos com primeiro grau completo. Isso provavelmente se deve ao fato de que os analfabetos se submetem &agrave;s filas do servi&ccedil;o p&uacute;blico e que os indiv&iacute;duos portadores de um n&iacute;vel cultural mais elevado normalmente procuram o m&eacute;dico, ou at&eacute; mesmo, possivelmente, ocultam tais pr&aacute;ticas<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A propaganda desenfreada e massiva de determinados medicamentos contrasta com as t&iacute;midas campanhas que tentam esclarecer sobre os perigos da automedica&ccedil;&atilde;o. A dificuldade e o custo de se conseguir uma opini&atilde;o m&eacute;dica, a limita&ccedil;&atilde;o do poder prescritivo, restrito a poucos profissionais de sa&uacute;de, o desespero e a ang&uacute;stia desencadeados por sintomas ou pela possibilidade de se adquirir uma doen&ccedil;a, a falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o daqueles que vendem e a falta de programas educativos sobre os efeitos, muitas vezes irrepar&aacute;veis da automedica&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o alguns dos motivos que levam as pessoas a utilizarem medicamentos por conta pr&oacute;pria<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frente ao exposto, cabe salientar que os estudos sobre o consumo de medicamentos podem ser utilizados para identificar a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas com esclarecimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o quanto ao seu uso adequado; forma&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o continuada de profissionais da sa&uacute;de para a prescri&ccedil;&atilde;o racional e identifica&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es em risco de consumo cr&ocirc;nico de medicamentos inadequados. Al&eacute;m disso, pode subsidiar a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para conter a venda de medicamentos desnecess&aacute;rios<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos que possam elucidar a preval&ecirc;ncia da automedica&ccedil;&atilde;o em universit&aacute;rios de cursos da &aacute;rea da sa&uacute;de faz&#45;se necess&aacute;ria, j&aacute; que estes cursos apresentam, em sua grade curricular, bases farmacol&oacute;gicas, o que poderia incentivar a automedica&ccedil;&atilde;o por serem conhecedores de medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo teve como objetivo identificar a ocorr&ecirc;ncia de automedica&ccedil;&atilde;o em acad&ecirc;micos de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da sa&uacute;de de uma universidade privada do sul do Estado de Minas Gerais assim como verificar a associa&ccedil;&atilde;o entre o sexo e a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>METODOLOGIA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata&#45;se de um estudo epidemiol&oacute;gico, descritivo, transversal, de abordagem quantitativa, realizado em uma universidade privada do sul do Estado de Minas Gerais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A amostra constituiu&#45;se de 697 graduandos dos cursos de medicina e odontologia que, ap&oacute;s a conclus&atilde;o da gradua&ccedil;&atilde;o, poder&atilde;o prescrever medicamentos, e farm&aacute;cia e enfermagem que possuem bases farmacoterap&ecirc;uticas na sua grade curricular, mas que n&atilde;o poder&atilde;o prescrever medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo foi conduzido de acordo com o que &eacute; determinado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Jos&eacute; do Ros&aacute;rio Vellano (Unifenas), sendo aprovado sob protocolo nº 85/2008.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a coleta dos dados, utilizou&#45;se um question&aacute;rio com quest&otilde;es objetivas, contendo vari&aacute;veis relacionadas &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o. Este foi submetido a um teste&#45;piloto com 20 alunos de um curso de gradua&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o estavam participando deste estudo para adapta&ccedil;&otilde;es das quest&otilde;es, caso necess&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ressalta&#45;se que os pesquisadores foram submetidos a treinamento sobre a maneira correta de condu&ccedil;&atilde;o da entrevista, com o intuito de garantir a uniformidade de interpreta&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os pesquisadores foram distribu&iacute;dos aleatoriamente para aplicar o question&aacute;rio em cada um dos quatro cursos avaliados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi dada uma explica&ccedil;&atilde;o geral sobre a pesquisa aos acad&ecirc;micos, em que foram explicitados os objetivos e a import&acirc;ncia de sua colabora&ccedil;&atilde;o na pesquisa. Estes tamb&eacute;m foram orientados sobre a garantia do anonimato e, em seguida, foram distribu&iacute;dos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecimento, solicitando&#45;lhes a assinatura. Conclu&iacute;da essa etapa, foi aplicado o question&aacute;rio, o qual foi preenchido pelo pr&oacute;prio acad&ecirc;mico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a coleta de dados, estes foram tabulados no Microsoft Excel e transportados para o Programa GraphPad Prism 5 para tratamento estat&iacute;stico. Foi realizada aplica&ccedil;&atilde;o do Teste ANOVA, seguida de compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla, por meio do Teste de Tukey. Considerou&#45;se o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%, ou seja, os dados foram estatisticamente significantes para p&lt;0,05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ocorr&ecirc;ncia de automedica&ccedil;&atilde;o, pode&#45;se observar que os acad&ecirc;micos do curso de medicina realizam essa pr&aacute;tica com maior frequ&ecirc;ncia (94,55%), seguidos dos do curso de odontologia (93,18%) (<a href="#tab01">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n1/a11tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando os quatro cursos avaliados, observou&#45;se que, do total dos acad&ecirc;micos avaliados (697), 93,11% realizam a automedica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, estudos de base populacional sobre a preval&ecirc;ncia e os fatores associados &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o raros. Em um munic&iacute;pio de m&eacute;dio porte do Rio Grande do Sul (Santa Maria), encontrou&#45;se uma preval&ecirc;ncia de 53,3% de automedica&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>. Em estudos realizados em dois povoados do Sul da Bahia, verificou&#45;se uma preval&ecirc;ncia de automedica&ccedil;&atilde;o igual a 74,0%8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos conduzidos em pa&iacute;ses desenvolvidos e em pa&iacute;ses em desenvolvimento t&ecirc;m mostrado que o h&aacute;bito de automedica&ccedil;&atilde;o est&aacute; associado &agrave; presen&ccedil;a de sinais e sintomas menores; doen&ccedil;as ou condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas mais graves levam ao uso de medicamentos prescritos<sup>7,9,10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trabalho realizado em um munic&iacute;pio do sul do Estado de Minas Gerais mostrou que do total dos entrevistados, 89,0% afirmaram que j&aacute; tiveram acesso a informa&ccedil;&otilde;es sobre os perigos da automedica&ccedil;&atilde;o. Contudo, a pr&aacute;tica mostrou&#45;se elevada, sendo que 90,6% afirmaram praticar a automedica&ccedil;&atilde;o. No curso de Enfermagem, a incid&ecirc;ncia da automedica&ccedil;&atilde;o foi de 91,2%, enquanto no curso de Farm&aacute;cia, 86,9% graduandos realiza&#45;ram a automedica&ccedil;&atilde;o e na Odontologia, a pr&aacute;tica foi frequente em 93,8% da amostra. Dados semelhantes a esses resultados foram encontrados em estudo realizado com alunos do s&eacute;timo per&iacute;odo de Enfermagem da UNIMAR, 91,8%<sup>11</sup>. Outras pesquisas tamb&eacute;m encontraram um alto &iacute;ndice de automedica&ccedil;&atilde;o em acad&ecirc;micos de enfermagem<sup>12,13</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Por fim, a preval&ecirc;ncia de automedica&ccedil;&atilde;o encontrada entre os profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de entrevistados da cidade de Pelotas &#45; RS foi de 24,8%<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com refer&ecirc;ncia aos medicamentos utilizados pelos acad&ecirc;micos que realizam automedica&ccedil;&atilde;o, verificou&#45;se que, nos cursos de medicina e farm&aacute;cia, os mais utilizados foram os analg&eacute;sicos e antit&eacute;rmicos, 93,03% e 94,44%, respectivamente, enquanto, nos cursos de odontologia e enfermagem, os medicamentos mais utilizados foram os f&aacute;rmacos para resfriados e gripes, 88,61% e 93,54%, respectivamente (<a href="#tab02">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n1/a11tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale ressaltar que, em todos os cursos avaliados, mais da metade dos acad&ecirc;micos se automedicam com antibi&oacute;ticos, e uma pequena parcela, com antidepressivos (<a href="#tab02">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudo com base na popula&ccedil;&atilde;o da cidade de Bambu&iacute;, MG, os analg&eacute;sicos e antipir&eacute;ticos foram os medicamentos n&atilde;o&#45;prescritos mais consumidos na comunidade estudada<sup>15</sup>. Esse resultado est&aacute; de acordo com o observado em estudos conduzidos em pa&iacute;ses desenvolvidos<sup>10,16</sup> e no Brasil<sup>7,17</sup>. Relata ainda que, em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de medicamento consumido, foram encontradas duas linhas distintas na literatura: uma delas destaca o uso de antibi&oacute;ticos como o grupo farmacol&oacute;gico mais utilizado, sendo seguidos, na maioria, pelos AINES<sup>8,18,19</sup>. No entanto, existem relatos que destacam os AINES, superando os antibi&oacute;ticos<sup>1,17,20,21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com dados obtidos no estudo de automedica&ccedil;&atilde;o na cidade de Alfenas &#45; MG, em uma universidade p&uacute;blica, os medicamentos mais utilizados na popula&ccedil;&atilde;o de estudo foram os analg&eacute;sicos (58,7%), seguidos dos antit&eacute;rmicos (19,3%) e dos anti&#45;inflamat&oacute;rios (14,2%)<sup>13</sup>. Na pesquisa realizada por Loyola Filho<sup>15</sup>, os medicamentos mais utilizados sem prescri&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m, foram os analg&eacute;sicos/antipir&eacute;ticos com 47,6%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com refer&ecirc;ncia aos sintomas e/ou doen&ccedil;as apresentados pelos acad&ecirc;micos e que os levaram &agrave; pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o, constatou&#45;se que, nos cursos de medicina e farm&aacute;cia, os mais encontrados foram resfriado/gripe, 87,27% e 98,76%, respectivamente, e nos cursos de odontologia e enfermagem, citaram a dor de cabe&ccedil;a, 86,17% e 90,32%, respectivamente (<a href="#tab03">Tabela 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n1/a11tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em resultados obtidos por outro estudo, entre as queixas que motivaram a automedica&ccedil;&atilde;o, pode&#45;se destacar a cefaleia, seguida da sintomatologia respirat&oacute;ria. &Eacute; de se esperar que a popula&ccedil;&atilde;o procure automedicar&#45;se, quando os sintomas prov&ecirc;m de doen&ccedil;as de remiss&atilde;o espont&acirc;nea e afec&ccedil;&otilde;es parox&iacute;sticas e c&iacute;clicas, enquanto que os sintomas cr&ocirc;nicos, de dif&iacute;cil controle, levam &agrave; maior procura pelo m&eacute;dico<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pesquisa constatou que os principais motivos que levaram os acad&ecirc;micos estudados &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o foram: dor de cabe&ccedil;a (35,6 %); dores de modo geral (13,4%); febre (12,4%) e dor de garganta (5,8%). Agrupando&#45;se os casos relacionados &agrave; dor (dor de cabe&ccedil;a, dores e dor de garganta), esta apareceu como o principal motivo que levou os graduandos a praticarem a automedica&ccedil;&atilde;o, (54,8%)<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo realizado por Shankar<sup>22</sup> encontrou a dor de cabe&ccedil;a e a febre, que contabilizaram 60,0% dos principais sintomas/doen&ccedil;as que levaram &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em outro estudo apresentado por Vitor<sup>23</sup>, pode&#45;se notar que houve um predom&iacute;nio de entrevistados (66,03%) nos casos em que a ocasi&atilde;o mais comum de automedica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi a dor de cabe&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao sexo e &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o, pode&#45;se observar, pelos dados da <a href="#tab04">Tabela 4</a>, que em todos os cursos avaliados, houve predom&iacute;nio do sexo feminino, tendo diferen&ccedil;a estatisticamente significante (p&lt;0,0001). Pela compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla, verificou&#45;se que houve signific&acirc;ncia estat&iacute;stica entre os cursos de medicina, odontologia e enfermagem (<a href="#tab04">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="tab04"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n1/a11tab04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preval&ecirc;ncia e os fatores associados &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido amplamente estudados em pa&iacute;ses desenvolvidos. Nesses estudos, foram encontradas preval&ecirc;ncias de automedica&ccedil;&atilde;o variando entre 30% e 90%10,16,24&#45;26, e a automedica&ccedil;&atilde;o apresentou associa&ccedil;&atilde;o positiva com: sexo feminino24,25 e escolaridade16.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diversos estudos t&ecirc;m descrito uso mais frequente de medicamentos sem prescri&ccedil;&atilde;o entre mulheres do que entre homens17,18,25.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em controv&eacute;rsia, estudo realizado na popula&ccedil;&atilde;o urbana portuguesa foi levantado que os homens (28,4%) apresentaram preval&ecirc;ncia de automedica&ccedil;&atilde;o maior do que as mulheres (25,2%)<sup>27</sup> e descreve ainda que apenas encontrou resultado semelhante em um estudo realizado no Brasil<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Referente &agrave; pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o e o aconselhamento com o farmac&ecirc;utico, observou&#45;se que a maioria dos acad&ecirc;micos, de todos os cursos, buscou tal ajuda com esse profissional, havendo predomin&acirc;ncia no curso de farm&aacute;cia (80,24%) (<a href="#tab05">Tabela 5</a>). Com aplica&ccedil;&atilde;o dos testes estat&iacute;sticos, verificou&#45;se que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante nem pelo teste ANOVA (p=0,9050) nem pela compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla (p&gt;0,05).</font></p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n1/a11tab05.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos realizados em farm&aacute;cias observaram alta preval&ecirc;ncia de indica&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos por balconistas<sup>28,29</sup>. Em popula&ccedil;&atilde;o rural da Bahia, a farm&aacute;cia foi respons&aacute;vel por 44% das situa&ccedil;&otilde;es de automedica&ccedil;&atilde;o<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados da Tabela 5 mostram que, em todos os cursos, a maioria dos acad&ecirc;micos solicitou conselhos de terceiros (amigos, colegas, professores, membros da fam&iacute;lia, etc) para a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o. Com aplica&ccedil;&atilde;o dos testes estat&iacute;sticos, verificou&#45;se que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante nem pelo teste ANOVA (p=0,3930) nem pela compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla (p&gt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudo realizado em popula&ccedil;&atilde;o urbana de Santa Maria &#45; RS, com o objetivo de caracterizar o usu&aacute;rio de medicamentos, especialmente aquele que se automedica, revelou que, na maioria das situa&ccedil;&otilde;es de automedica&ccedil;&atilde;o, houve indica&ccedil;&atilde;o de terceiros<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a automedica&ccedil;&atilde;o baseada nos conhecimentos adquiridos na faculdade, pode&#45;se observar que, em todos os cursos, a maioria dos acad&ecirc;micos utilizou de seus conhecimentos da gradua&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o dessa pr&aacute;tica (<a href="#tab05">Tabela 5</a>). Com aplica&ccedil;&atilde;o dos testes estat&iacute;sticos, verificou&#45;se que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante nem pelo teste ANOVA (p=0,5971) nem pela compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla (p&gt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Autores relatam que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia da preval&ecirc;ncia da automedica&ccedil;&atilde;o entre pessoas com maior grau de escolaridade, considerando que o conhecimento pode dar maior seguran&ccedil;a a essa pr&aacute;tica<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao contr&aacute;rio do que se pode imaginar, n&atilde;o seriam os menos informados os maiores usu&aacute;rios de automedica&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que h&aacute; resultados que acusam maior consumo de medicamentos entre os que frequentaram a escola por mais tempo, provavelmente por disporem de maior informa&ccedil;&atilde;o que os auxilia na escolha de medicamentos<sup>30</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dados de estudos confirmam essa hip&oacute;tese, demonstrando que o ac&uacute;mulo de conhecimento, quer adquirido na escola (maior escolaridade), quer ao longo da vida (maior idade), torna o indiv&iacute;duo mais confiante para se automedicar<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com refer&ecirc;ncia &agrave; pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o baseada em informa&ccedil;&otilde;es da bula, verificou&#45;se que a maioria dos acad&ecirc;micos, de todos os cursos, utilizou dessa fonte de informa&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o da automedica&ccedil;&atilde;o (<a href="#tab05">Tabela 5</a>). Com aplica&ccedil;&atilde;o dos testes estat&iacute;sticos, verificou&#45;se que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante nem pelo teste ANOVA (p=0,3355) nem pela compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla (p&gt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cabe ressaltar que dos meios de suporte utilizados pelos acad&ecirc;micos estudados como aux&iacute;lio para a pr&aacute;tica de automedica&ccedil;&atilde;o, as informa&ccedil;&otilde;es de bulas foram as mais utilizadas pelos graduandos dos cursos de medicina e farm&aacute;cia; enquanto, nos cursos de odontologia e enfermagem, utilizaram aconselhamento com farmac&ecirc;utico (<a href="#tab05">Tabela 5</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; busca de informa&ccedil;&otilde;es na m&iacute;dia para a realiza&ccedil;&atilde;o de automedica&ccedil;&atilde;o, constatou&#45;se que, diferente dos dados encontrados anteriormente, em todos os cursos, a maioria dos acad&ecirc;micos n&atilde;o utilizou da m&iacute;dia para a realiza&ccedil;&atilde;o dessa pr&aacute;tica. Com aplica&ccedil;&atilde;o dos testes estat&iacute;sticos, verificou&#45;se que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante nem pelo teste ANOVA (p=0,9703) nem pela compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla (p&gt;0,05) (<a href="#tab05">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; influ&ecirc;ncia de meios de comunica&ccedil;&atilde;o para optar por um f&aacute;rmaco, a maioria (76,28%) n&atilde;o &eacute; sugestionada por tais meios. Tais resultados refor&ccedil;am a necessidade de se informar a popula&ccedil;&atilde;o sobre o uso adequado de medicamentos, al&eacute;m de medidas cab&iacute;veis que garantam a oferta de produtos necess&aacute;rios, eficazes, seguros e de pre&ccedil;o acess&iacute;vel<sup>23</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante dos resultados apresentados, pode&#45;se concluir que houve um alto &iacute;ndice de acad&ecirc;micos que se automedicam, sendo no curso de Medicina constatada uma maior frequ&ecirc;ncia; os medicamentos mais utilizados pelos acad&ecirc;micos foram analg&eacute;sicos, antit&eacute;rmicos e f&aacute;rmacos para resfriados e gripes, e os principais sintomas/doen&ccedil;as que eles acreditavam possuir foram resfriado/gripe e dor de cabe&ccedil;a; em todos os cursos avaliados, houve predom&iacute;nio do sexo feminino quanto &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o, tendo diferen&ccedil;a estatisticamente significante; a maioria dos acad&ecirc;micos que se automedicam recorre ao aconselhamento com farmac&ecirc;utico ou balconista para compra de medicamentos, aos conselhos de terceiros e n&atilde;o solicitados na farm&aacute;cia, aos conhecimentos adquiridos na faculdade e &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es da bula.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por fim, a automedica&ccedil;&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno nocivo &agrave; sa&uacute;de do indiv&iacute;duo. Dessa forma, cabe aos profissionais e acad&ecirc;micos da &aacute;rea da sa&uacute;de se conscientizarem quanto a esta pr&aacute;tica, visando ao n&atilde;o comprometimento de sua sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Nitschke CAS. Estudo sobre o uso de medicamentos em quatro bairros de Porto Alegre. Rev AMRIGS 1981; 25: 184&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105274&pid=S1677-3888201100010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. L&oacute;pez R, Kroeger A. Intervenciones educativas populares contra el uso inadequado de medicamentos. Bol Oficina Saint Panamer 1994; 116: 135&#45;44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105276&pid=S1677-3888201100010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Saez A. O Fantasma da Automedica&ccedil;&atilde;o. Rev ABIMIP 2004; 1: 45&#45;6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105278&pid=S1677-3888201100010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. World Health Organization. Dpt.of Essential Drugs and other Medicines. The Role of the Pharmacist in Self&#45;care Medication. Geneva; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105280&pid=S1677-3888201100010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Paulo LG, Zanine AC. Automedica&ccedil;&atilde;o no Brasil. Rev. Assoc Med Bras,1988; 34: 69&#45;75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105282&pid=S1677-3888201100010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Castro L. Algumas caracter&iacute;sticas da pr&aacute;tica da automedica&ccedil;&atilde;o em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Rev Sa&uacute;de Farmacol 2000; 2: 4&#45;10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105284&pid=S1677-3888201100010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Vilarino JF, Soares IC, Silveira CM, R&ouml;del APP, Bortolir, Lemos RR. Perfil da automedica&ccedil;&atilde;o em munic&iacute;pio do sul do Brasil. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998; 32: 43&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105286&pid=S1677-3888201100010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Haak H. Padr&otilde;es de consumo de medicamentos em dois povoados da Bahia (Brasil). Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1989; 23: 143&#45;51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105288&pid=S1677-3888201100010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Beckerleg S, Lewando&#45;Hundt G, Eddama M, Alem A, Shawa R, Abed Y. Purchasing a quick fix from private pharmacies in the Gaza strip. Soc Sci Med 1999; 49: 1489&#45;500.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105290&pid=S1677-3888201100010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Bush PJ, Rabin DL. Who's using nonprescribed medicines? Med Care 1976; 14:1014&#45;23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105292&pid=S1677-3888201100010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Ara&uacute;jo EF, Araujo RRDF, Bocardi MIB. Pr&aacute;tica da automedica&ccedil;&atilde;o entre universit&aacute;rios de enfermagem. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.unimar.br/ciencias/volume8&#45;4/resumo8&#45;4" target="_blank">http://www.unimar.br/ciencias/volume8&#45;4/resumo8&#45;4</a>. Acesso em: 10 jan. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105294&pid=S1677-3888201100010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Cerqueira GS, Diniz MFFM, Lucena GP, Dantas AF, Lime GMB. Perfil da automedica&ccedil;&atilde;o em acad&ecirc;micos de enfermagem na cidade de Jo&atilde;o Pessoa. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.adufpb.org.br/publica/conceitos/11/art17.pdf" target="_blank">http://www.adufpb.org.br/publica/conceitos/11/art17.pdf</a>. Acesso em: 21 jan. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105296&pid=S1677-3888201100010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Damasceno DD, Terra FS, Zanetti HHV, D'andr&eacute;a ED, Silva HLR, Leite JA. Automedica&ccedil;&atilde;o entre graduados de enfermagem, farm&aacute;cia e odontologia da Universidade Federal de Alfenas. REME Rev Min Enferm 2007; 11(1): 48&#45;52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105298&pid=S1677-3888201100010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Tomasi E, Sant'anna GC, Oppelt AM, Petrini RM, Pereira IV, Sassi BT. Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e automedica&ccedil;&atilde;o em profissionais da rede b&aacute;sica de sa&uacute;de da zona urbana de Pelotas, RS. Rev Bras Epidemiol 2007; 10(1): 66&#45;74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105300&pid=S1677-3888201100010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Loyola Filho AI, Uchoa E, Guerra HL, Firmo JOA, Costa MFL. Preval&ecirc;ncia e fatores associados &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o: resultados do projeto Bambu&iacute;. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica, 2002; 36: 55&#45;62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105302&pid=S1677-3888201100010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Segall A A community survey of self&#45;medication activities. Med Care 1990; 28: 301&#45;10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105304&pid=S1677-3888201100010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Arrais PSD, Coelho HL, Righi R, Dias MC, Arrais JM. Perfil da automedica&ccedil;&atilde;o no Brasil. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997; 31: 71&#45;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105306&pid=S1677-3888201100010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Mestanza F, Pamo O. Estudio muestral del consumo de medicamentos y automedicaci&oacute;n en Lima Metropolitana. Rev Med Hered 1992; 3: 101&#45;8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105308&pid=S1677-3888201100010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Stolley PD, Becker MH, McEvilla JC. Drug prescribing and use in an american community. Ann Inter Med 1972; 76: 537&#45;40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105310&pid=S1677-3888201100010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Adamo MT, Necchi S. La automedicaci&oacute;n: um fen&oacute;meno complejo. Med Soc. 1991; 14: 17&#45;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105312&pid=S1677-3888201100010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Lima CS. Automedica&ccedil;&atilde;o na cidade de Santa Maria. Sa&uacute;de 1992; 18: 69&#45;74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105314&pid=S1677-3888201100010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Shankar PR, Partha P, Shenoy N. Self&#45;medication and non&#45;doctor prescription practices in Pokhara valley, Western Nepal: a questionnaire&#45;based study. BMC Family Practice 2002; 3(17): 29&#45;35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105316&pid=S1677-3888201100010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Vitor RS, Lopes CP, Menezes HS, Kerkhoff CE. Padr&atilde;o de consumo de medicamentos sem prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica na cidade de Porto Alegre, RS. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva 2008; 13: 737&#45;43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105318&pid=S1677-3888201100010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Bush PJ, Osterweis M. Pathways to medicine use. J Health Soc Behav 1978; 19:179&#45;89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105320&pid=S1677-3888201100010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Johnson RE, Pope CR. Health status and social factors in nonprescribed drug use. Med Care 1983; 21: 225&#45;33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105322&pid=S1677-3888201100010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Lam CLK, Catarivas MG, Munro C, Lauder IJ. Selfmedication among Hong Kong Chinese. Soc Sci Med 1994; 39:1641&#45;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105324&pid=S1677-3888201100010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Mendes Z, Martins AP, Miranda AC, Soares MA, Ferreira AP, Nogueira A. Preval&ecirc;ncia da automedica&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o urbana portuguesa. Rev Bras Cienc Farm 2004; 40(1): 21&#45;5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105326&pid=S1677-3888201100010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28. Bestane WJ, Meira AR, Krasucki MR. Alguns aspectos da prescri&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o para o tratamento de gonorr&eacute;ia em farm&aacute;cias de Santos (SP). Rev Assoc Med Bras 1980; 26: 2&#45;3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105328&pid=S1677-3888201100010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. Campos JA, Oliveira JS, Costa DM, Machado CD, Alvarenga JR, Torres LO, et al. Prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos por balconistas de 72 farm&aacute;cias de Belo Horizonte/MG em maio de 1983: riscos de acidentes. J Pediatr 1985; 59: 307&#45;12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105330&pid=S1677-3888201100010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. Saeed AA. Self&#45;medication among primary care patients in Farazdak Clinic in Riyadh. Soc Sci Med 1988; 27: 287&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105332&pid=S1677-3888201100010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B><a name="nt"></a><a href="#tx"><img src="/img/revistas/occ/v10n1/seta.jpg" border="0"></a> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</B>    <br>  Ana Maria Duarte Dias Costa    <br> Rua Presidente Artur Bernardes, 655 &#45; Centro    <br> Alfenas &#45; MG  CEP: 37130&#45;000    <br> Email: <a href="mailto:ana.costa2@yahoo.com.br">ana.costa2@yahoo.com.br</a>    <br> Telefone: (35) 8827 2375</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido para publica&ccedil;&atilde;o: 09/12/10    <br> Aceito para publica&ccedil;&atilde;o: 28/01/11</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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