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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Violence against women is a political and social issue, is something that society and the scientific community can not ignore. Thus, the presence of Dentistry, in terms of complex maxillofacial injuries in women, it is essential both in finding how to repair the damage. Thus a quantitative and analytical, with a cross-sectional design was conducted in order to characterize and facial injuries in women who underwent medical and legal experts at the Institute of Forensic Medicine (IML) of the municipality of Recife, Brazil , occurred in the months of January, April and December 2005 and 2006, and January and April 2007. Data were compiled from the coroner's report and the information of interest statement transcribed m built for that purpose. The greater participation in the requests for a forensic examination to fit women's police stations. Predominated in the sample type injuries and bruising on more than one body region. On the face of the region most aff ected by violence was the middle third. The commonest injuries were associated with the tissues of the soft tissues. The gunman was predominantly the spouse and the lesions classified as mild were the most common.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Violência contra a Mulher]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Les&otilde;es corporais e faciais em mulheres submetidas a exame de corpo de delito em Recife/PE, Brasil</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Body and facial injuries in women submitted to check body of tort in Recife/PE, Brazil</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jobson Luiz Bezerra de Santana<sup>I</sup>; Bruno St&ecirc;nio da Silva<sup>II</sup>; Jos&eacute; Carlos dos Santos<sup>II</sup>; Pierre Oliveira de Andrade<sup>III</sup>; Berta Luiza Gabriela Moreno<sup>IV</sup>; Reginaldo Inojosa Carneiro Campello<sup>V</sup>; Eliane Helena Alvim de Souza<sup>VI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Bolsista PIBIC/UPE 2009 e graduando de Odontologia Faculdade de Odontologia de Pernambuco - Universidade de Pernambuco &ndash; Brasil    <br> <sup>II</sup> Graduandos de Odontologia da Faculdade de Odontologia de Pernambuco &ndash; Universidade de Pernambuco &ndash; Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Aluno do Doutorado em Odontologia da Faculdade de Odontologia de Pernambuco - Universidade de Pernambuco &ndash; Brasil    <br> <sup>IV</sup> Aluna Especial do Mestrado em Pericias Forenses da Faculdade de Odontologia de Pernambuco - Universidade de Pernambuco &ndash; Brasil    <br> <sup>V</sup> Co-orientador da Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Professor da Faculdade de Odontologia de Pernambuco &ndash; Universidade de Pernambuco &ndash; Brasil    <br> <sup>VI</sup> Orientadora da Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Professora Adjunta da Faculdade de Odontologia de Pernambuco &ndash; Universidade de Pernambuco &ndash; Brasil </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A viol&ecirc;ncia contra a mulher, sendo um problema pol&iacute;tico-social, &eacute; algo que a sociedade e a comunidade cient&iacute;fica n&atilde;o podem desconsiderar. Desse modo, a presen&ccedil;a da Odontologia, no que tange &agrave;s les&otilde;es do complexo bucomaxilofacial em mulheres, torna-se indispens&aacute;vel tanto na constata&ccedil;&atilde;o quanto na repara&ccedil;&atilde;o dos danos. Assim um estudo quantitativo e anal&iacute;tico, com desenho do tipo transversal, foi conduzido com o objetivo de caracterizar as les&otilde;es corporais e faciais em mulheres que se submeteram &agrave; per&iacute;cia m&eacute;dico-legal no Instituto M&eacute;dico Legal (IML), do munic&iacute;pio de Recife, PE, Brasil, no ocorridas nos meses de janeiro, abril e dezembro de 2005 e 2006 e janeiro e abril de 2007. Os dados foram compilados do laudo do legista, sendo as informa&ccedil;&otilde;es de interesse transcritas em ficha constru&iacute;da para tal fim. A maior participa&ccedil;&atilde;o nas solicita&ccedil;&otilde;es de exame de corpo de delito coube &agrave;s delegacias de Mulheres. Predominaram na amostra as les&otilde;es do tipo contundente e em mais de uma regi&atilde;o corporal. Na face, a regi&atilde;o mais acometida pela viol&ecirc;ncia foi o ter&ccedil;o m&eacute;dio. As les&otilde;es mais frequentes associadas aos tecidos foram as de tecidos moles. O agressor foi predominantemente o c&ocirc;njuge, e as les&otilde;es classificadas como leve foram as mais comuns.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Viol&ecirc;ncia contra a Mulher, Traumatismo m&uacute;ltiplo, Mulheres, Agress&atilde;o, Traumatismos faciais.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Violence against women is a political and social issue, is something that society and the scientific community can not ignore. Thus, the presence of Dentistry, in terms of complex maxillofacial injuries in women, it is essential both in finding how to repair the damage. Thus a quantitative and analytical, with a cross-sectional design was conducted in order to characterize and facial injuries in women who underwent medical and legal experts at the Institute of Forensic Medicine (IML) of the municipality of Recife, Brazil , occurred in the months of January, April and December 2005 and 2006, and January and April 2007. Data were compiled from the coroner's report and the information of interest statement transcribed m built for that purpose. The greater participation in the requests for a forensic examination to fit women's police stations. Predominated in the sample type injuries and bruising on more than one body region. On the face of the region most aff ected by violence was the middle third. The commonest injuries were associated with the tissues of the soft tissues. The gunman was predominantly the spouse and the lesions classified as mild were the most common.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Violence against women, Multiple trauma women, Agression facial injuries.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trauma &eacute; uma doen&ccedil;a ignorada como problema de sa&uacute;de da comunidade. Apresenta profundos enraizamentos nas estruturas sociais, pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas e na forma&ccedil;&atilde;o moral individual dentro de um processo din&acirc;mico e sinergente. Problema de sa&uacute;de p&uacute;blica de grande magnitude e transcend&ecirc;ncia que tem provocado forte impacto na morbimortalidade da popula&ccedil;&atilde;o. Segunda causa de &oacute;bito no quadro de mortalidade geral na (d&eacute;cada de 80). Mata cerca de 120.000 pessoas por ano. Implica aumento dos anos potenciais de vida perdidos (APVP) e na diminui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa; perda anual de 7,1 bilh&otilde;es de d&oacute;lares em produtividade de trabalho e forte impacto econ&ocirc;mico por gastos hospitalares com interna&ccedil;&atilde;o, UTIs e dias de perman&ecirc;ncia geral. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, a Conven&ccedil;&atilde;o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol&ecirc;ncia contra a Mulher (Conven&ccedil;&atilde;o de Bel&eacute;m do Par&aacute;)<sup>1</sup> reafirmou a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica como qualquer ato ou conduta baseada no g&ecirc;nero que cause morte, dano ou sofrimento f&iacute;sico, sexual ou psicol&oacute;gico &agrave; mulher, tanto na esfera p&uacute;blica quanto privada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Historicamente, os efeitos da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica se fazem sentir, principalmente, em grupos sociais mais vulner&aacute;veis, pertencentes a estratos sociais menos favorecidos, o que n&atilde;o significa, por&eacute;m, que as camadas mais privilegiadas n&atilde;o sejam por eles afetadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Macedo et al.<sup>2</sup> , o trauma permanece como uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo ocidental, especialmente entre os adultos jovens. A preval&ecirc;ncia de les&otilde;es traum&aacute;ticas na face &eacute; alta devido &agrave; enorme exposi&ccedil;&atilde;o e &agrave; pouca prote&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Garbin et al.<sup>3</sup> , as mulheres maltratadas t&ecirc;m sua sa&uacute;de prejudicada tanto pelas les&otilde;es resultantes do espancamento quanto por desenvolverem dores cr&ocirc;nicas, depress&atilde;o e baixa estima, causas que, muitas vezes, as levam ao suic&iacute;dio. As consequ&ecirc;ncias da viol&ecirc;ncia contra a mulher refletem desequil&iacute;brios em todas as esferas da sociedade: econ&ocirc;mica, emocional e familiar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para Krause et al.<sup>4</sup> , a face &eacute; uma regi&atilde;o que frequentemente &eacute; alvo de traumatismos das mais variadas etiologias. Estudos epidemiol&oacute;gicos t&ecirc;m sido realizados nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, em v&aacute;rias regi&otilde;es de diversos pa&iacute;ses, o que contribui para uma melhor compreens&atilde;o dos grupos populacionais de maior risco. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Falc&atilde;o et al.<sup>5</sup> realizaram um estudo retrospectivo das fraturas faciais tratadas no Hospital da Restaura&ccedil;&atilde;o, na cidade do Recife/PE, no per&iacute;odo compreendido entre janeiro de 1988 a dezembro de 1998. Foram examinados 1486 prontu&aacute;rios e coletados dados relativos aos pacientes, etiologia dos traumatismos e localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica das fraturas. As fraturas faciais perfizeram um total de 1758 fraturas com o g&ecirc;nero masculino, representando 84% da amostra, sendo a faixa et&aacute;ria mais acometida entre 21 a 30 anos. As causas mais frequentes foram as agress&otilde;es, com 43% da amostra, sendo a mand&iacute;bula o osso mais acometido. Diante dos resultados, os autores conclu&iacute;ram que pacientes masculinos, na 3&ordf; d&eacute;cada de vida, s&atilde;o os mais acometidos no traumatismo bucomaxilofacial, sendo as agress&otilde;es interpessoais as causas mais comuns.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> De acordo com Tuesta<sup>6</sup>, a viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero no &acirc;mbito dom&eacute;stico &eacute; um problema relevante no Brasil, em termos quantitativos, pois afeta um n&uacute;mero significativo de mulheres. &Eacute; tamb&eacute;m um fen&ocirc;meno que nos alerta sobre os conflitos sociais, apontando as profundas desigualdades entre os sexos e as condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis em que se encontram as mulheres. Apesar da magnitude do problema, podemos observar ainda as dificuldades que as mulheres vivenciam no processo de romper as barreiras da den&uacute;ncia em uma situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Audi et al.<sup>7</sup> observaram que &eacute; preciso interromper a din&acirc;mica de constru&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica como processo relacional, desmistificando os pap&eacute;is de v&iacute;tima e algoz, atribu&iacute;dos a mulheres e homens assim como a necessidade de enfrentamento do problema na esfera das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, incluindo a atua&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de em mulheres que se submeteram &agrave; per&iacute;cia m&eacute;dico-legal no Instituto M&eacute;dico Legal (IML), do munic&iacute;pio de Recife, PE, Brasil, ocorridas nos meses de janeiro e abril de 2005, 2006 e 2007 e dezembro de 2005 e 2006.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram estudadas as les&otilde;es corporais e faciais em mulheres submetidas a exame de corpo de delito no Instituto Medico Legal &ndash; PE, ocorridas nos anos de 2005, 2006 e 2007. Este trabalho se constituiu em um estudo quantitativo e anal&iacute;tico, com um desenho do tipo transversal, pois "causa" e "efeito" foram analisados simultaneamente. Tamb&eacute;m conhecido como seccional, esse tipo de estudo fornece um retrato de como as vari&aacute;veis se relacionam no momento da coleta dos dados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s da leitura dos prontu&aacute;rios traumatol&oacute;gicos, foi realizado preenchimento de uma ficha cujas vari&aacute;veis analisadas foram: ano e m&ecirc;s em que ocorreu a agress&atilde;o, vitima, idade, cor da pele da agredida, delegacia respons&aacute;vel pelo encaminhamento, estado civil da vitima, etiologia da les&atilde;o, sexo agressor, grau de liga&ccedil;&atilde;o do agressor com a v&iacute;tima, forma da agress&atilde;o, local onde ocorreu a agress&atilde;o, proced&ecirc;ncia da agredida, parte do corpo atingida pela viol&ecirc;ncia, por&ccedil;&atilde;o da face atingida, tecidos lesionados, tipologia das les&otilde;es em tecidos moles, se a les&atilde;o resultou em debilidade permanente por mais de 30 dias, se les&atilde;o a resultou em deformidade e incapacidade permanente para o trabalho, classifica&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica do dano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram classificados de forma sistem&aacute;tica e submetidos a uma verifica&ccedil;&atilde;o critica, visando &agrave; detec&ccedil;&atilde;o de falhas ou erros que viessem a comprometer o resultado do estudo. A distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias foi utilizada para avaliar as caracter&iacute;sticas gerais da amostra e investigar poss&iacute;veis erros de digita&ccedil;&atilde;o dos dados brutos. O resumo dos dados e a an&aacute;lise foram realizados no programa estat&iacute;stico SPSS (Statiscal Package for Social Science) vers&atilde;o 13.0. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab01">tabela 1</a> para o ano de 2005, observa-se que, entre janeiro e abril, houve uma redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de casos na ordem de 12%; essa tend&ecirc;ncia, por&eacute;m, n&atilde;o se mant&eacute;m entre janeiro e dezembro e abril e dezembro, quando se evidencia aumento das ocorr&ecirc;ncias na ordem de 18% e 34%, respectivamente. Ainda assim, evidencia-se que os n&uacute;meros da viol&ecirc;ncia para este ano se mantiveram quase que constantes. Ao se considerar o m&ecirc;s de janeiro nos anos estudados, v&ecirc;-se que, de 2005 para 2006, houve uma redu&ccedil;&atilde;o na ordem de 1,7% e que de 2006 para 2007 o aumento foi de 3,4%. Para o m&ecirc;s de abril, de 2005 para 2006, a queda foi na ordem de 72% , por&eacute;m entre 2006 e 2007, o aumento foi na ordem de 172%. Para o m&ecirc;s de dezembro de 2005 para 2006, a redu&ccedil;&atilde;o foi de 50,6%. Quando se considera o total de casos por ano 918 (2005), 543 (2006) e 504 (2007), observa-se que, entre os dois primeiros anos, a redu&ccedil;&atilde;o foi de 40%, embora, entre 2006 e 2007, tenha sido de apenas 7,2%. Em estudo desenvolvido por Moura e Oliveira<sup>8</sup>, dentre as mulheres que procuraram a delegacia e foram entrevistadas, apenas tr&ecirc;s chegaram a prestar queixa, enquanto as demais n&atilde;o o fizeram, por manterem um la&ccedil;o de afetividade com o agressor que se sobrep&otilde;e &agrave; viol&ecirc;ncia. Esta talvez seja uma das explica&ccedil;&otilde;es para a oscila&ccedil;&atilde;o entre ocorr&ecirc;ncia e redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de casos observados no presente estudo. Nesta mesma tabela, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; responsabilidade pelos encaminhamentos dos casos de agress&otilde;es &agrave; mulher, verificou-se que 51,5% dos casos couberam &agrave;s Delegacias Especializadas (da Mulher) e 48,5% &agrave;s Delegacias Seccionais. Goldenberg<sup>9</sup>, em rela&ccedil;&atilde;o ao funcionamento da Delegacia de Defesa da Mulher, diz que: "&#91;...&#93; o funcionamento faria transparecer, de forma explosiva, a viol&ecirc;ncia ensurdecida contra a mulher. De acordo com o Decreto N&ordm; 23.769, a essa delegacia assim como &agrave;s demais instaladas no &#91;...&#93; pa&iacute;s, cabe a investiga&ccedil;&atilde;o e apura&ccedil;&atilde;o dos delitos ocorridos contra a pessoa do sexo feminino &#91;...&#93;". </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a07tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria, observa-se, na <a href="#tab02">tabela 2</a>, que a distribui&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia contra o sexo feminino ocorre em todas as faixas, entretanto &eacute; mais frequente na de 20 a 64 anos. Este resultado encontra-se de acordo com o estudo de Le et al.<sup>10</sup>, que, em 236 casos de emerg&ecirc;ncia por viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, atendidos entre os anos de 1992 e 1996 no Legacy Emanuel Hospital, EUA, a m&eacute;dia de idade foi 31,4 anos. J&aacute; em trabalho de Schraiber et al.<sup>11</sup>, com uma popula&ccedil;&atilde;o de 322 mulheres no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, verificou-se que a idade m&eacute;dia foi de 28 anos. No presente estudo, foi observado que a idade m&eacute;dia das mulheres v&iacute;timas de agress&atilde;o do IML de Pernambuco foi de 29,9 anos, valor bem pr&oacute;ximo do encontrado na literatura. Ainda na <a href="#tab02">tabela 2</a>, no tocante &agrave; cor da pele, a maior parte das periciadas 1741 (88,6%) se autodeclarou parda. Este dado difere do encontrado por Silva<sup>12</sup>, em estudo desenvolvido na Bahia em que as mulheres vitimizadas eram, em sua maioria, negras (88,6%). Todavia, quando se considera a vari&aacute;vel ra&ccedil;a/cor de pele e se toma por base o estabelecido pelo IBGE, no conceito de popula&ccedil;&atilde;o negra, est&atilde;o inclusas pretas e pardas. Tanto assim que em estudo qualitativo explorat&oacute;rio desenvolvido por Diniz<sup>13</sup>, no qual tamb&eacute;m foi tra&ccedil;ado o perfil socioecon&ocirc;mico de mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia e que haviam sido queimadas pelos maridos ou companheiros, 80% das mulheres entrevistadas pertenciam &agrave; ra&ccedil;a negra, sendo que 48,6% eram reconhecidamente negras e 31,4%, pardas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a07tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo e relativo &agrave; parte do corpo mais atingida pela viol&ecirc;ncia, observou-se que a maioria das mulheres periciadas apresentava les&otilde;es em mais de uma regi&atilde;o corporal e, por isso, denominada de associada (30%), seguida de membros superiores (28,2%) e face (25,3%). O acometimento frequente da face nos casos de agress&atilde;o ocorre porque esta &eacute; uma por&ccedil;&atilde;o integrante da cabe&ccedil;a, regi&atilde;o pouco protegida e usualmente exposta. Pode-se ainda notar que, quando o homem tentar atingir a face da mulher, parte do corpo que expressa a vaidade feminina e, portanto, de grande influ&ecirc;ncia no comportamento psicossocial feminino, elas tendem a defender-se, usando os membros superiores, a segunda regi&atilde;o mais acometida. Com rela&ccedil;&atilde;o aos percentuais observados para a face e para os membros superiores os valores encontrados no presente estudo est&atilde;o em conformidade com os determinados por Schraiber et al.<sup>11</sup> para quem as regi&otilde;es do corpo mais atingidas foram face (28,0%); cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o (26,6%); seguidos dos membros superiores anteriores (25,2%) e por Le et al.<sup>10</sup>. Com rela&ccedil;&atilde;o ao ter&ccedil;o da face, estudo desenvolvido por Motameti<sup>14</sup> revelou que nos 237 pacientes atendidos em centro m&eacute;dico entre os anos de 1996 e 2001, em dos centros m&eacute;dicos, um centro m&eacute;dico as les&otilde;es mais frequentes foram fraturas mandibulares (72,9%), maxilares (13,9%), zigom&aacute;tica (13,5%), zigom&aacute;ticoorbital (24,0%), cranial (2,1%), nasal (2,1%) e 4 inj&uacute;rias frontais (1,6%). Excetuando- se as ocorridas em mand&iacute;bula, fronte e cr&acirc;nio, as demais concentram-se no ter&ccedil;o m&eacute;dio da face, o que vem a corroborar os dados encontrados no presente estudo, que tamb&eacute;m apontam esta regi&atilde;o como a de maior acometimento (vide <a href="#tab03">tabela 3</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a07tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos casos, segundo a tipifica&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o em tecidos moles, observou-se neste trabalho que a les&atilde;o mais comum foi a contus&atilde;o com 85,2% dos casos. Este resultado est&aacute; de acordo com trabalho realizado por Motameti<sup>14</sup>, o qual afirma ser a les&atilde;o por contus&atilde;o a mais comum nos casos de viol&ecirc;ncia contra a mulher. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos casos segundo a natureza do tecido lesionado, neste trabalho, observou-se que 97,8% das les&otilde;es ocorreram em tecidos moles, 1,4% em tecidos duros e em 0,8% dos casos ocorreu a associa&ccedil;&atilde;o dos tecidos. Estes resultados est&atilde;o em conformidade com Le et al.<sup>10</sup> em cujo estudo tamb&eacute;m se evidenciou que a maioria das les&otilde;es ocorreu em tecidos moles (vide <a href="#tab04">tabela 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a07tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o do dano no presente estudo, 97,8% das les&otilde;es foram classificadas como leve, corroborando o pensamento de Chiaperini et al.<sup>15</sup> para quem e sob o aspecto odontol&oacute;gico, nas les&otilde;es corporais de natureza leve, est&aacute; concentrada a grande maioria dos ferimentos, citando como exemplo les&otilde;es nos tecidos moles, ligeiras luxa&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias, fraturas coron&aacute;rias de pequena extens&atilde;o, leve periodontite traum&aacute;tica, ou seja, as les&otilde;es de menor 'monta' que n&atilde;o comprometam a fun&ccedil;&atilde;o mastigat&oacute;ria em car&aacute;ter permanente e que n&atilde;o acarretem maiores riscos ou recupera&ccedil;&atilde;o demorada. Em rela&ccedil;&atilde;o ao grau de liga&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima com o agressor, 4,5% das mulheres foram agredidas pelos pais; 57,7% pelo c&ocirc;njuge ou ex-c&ocirc;njuge, 31,7%; por conhecidos, e apenas 6,2% foram agredidas por desconhecidos. Os resultados do presente trabalho s&atilde;o concordantes com os resultados de Schraiber et al.<sup>11</sup>, os quais observaram que o agressor mais identificado pelas mulheres entrevistadas foi o companheiro, seguido de familiares (vide <a href="#tab05">tabela 5</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a07tab05.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Do exposto, conclui-se que as seccionais ainda participam de forma marcante nos encaminhamentos, o que reflete a necessidade de instala&ccedil;&atilde;o de mais especializadas. Com rela&ccedil;&atilde;o aos n&uacute;meros da viol&ecirc;ncia, as redu&ccedil;&otilde;es observadas entre os anos estudados n&atilde;o podem ser consideradas expressivas, posto que flutuam em alguns per&iacute;odos. Isso talvez se deva,por um lado, a uma frouxid&atilde;o do sistema em fazer cumprir fielmente a lei e, por outro, &agrave; natureza dos la&ccedil;os que costuma unir os atores envolvidos. Assim, s&atilde;o necess&aacute;rias mais pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no combate &agrave; viol&ecirc;ncia contra a mulher para a melhoria desse quadro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Conven&ccedil;&atilde;o de Bel&eacute;m do Par&aacute;. "10 anos da ado&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol&ecirc;ncia contra a Mulher". In: ______. Conven&ccedil;&atilde;o de Bel&eacute;m do Par&aacute;. 3. ed. Bras&iacute;lia: Agende; 2005. p. 14-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114643&pid=S1677-3888201100020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Macedo JLS et al. Mudan&ccedil;a etiol&oacute;gica do trauma de face de pacientes atendidos no pronto-socorro de cirurgia pl&aacute;stica do Distrito Federal. Rev Soc Bras Cir Pl&aacute;st 22(4): 209-12, 2007; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Garbin CAS, Garbin AJI, Dossi AP et al. Viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica: an&aacute;lise das les&otilde;es em mulheres. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica &#91;online&#93; 22(12): 2567-73, 2006. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Krause RGS et al. Etiologia e incid&ecirc;ncia das fraturas faciais: estudo prospectivo de 108 Pacientes. R. Ci. m&eacute;d. biol. 3(2): 188-93, jul./dez. 2004; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Falc&atilde;o MFL, Segundo AVL, Silveira MMF. Estudo epidemiol&oacute;gico de 1758 fraturas faciais tratadas no Hospital da Restaura&ccedil;&atilde;o, Recife/PE. Rev. Cir. Traumatol. Buco-Maxilo-Fac. 5(3): 65 - 72, jul./set. 2005; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Tuesta A. G&ecirc;nero e viol&ecirc;ncia no &acirc;mbito dom&eacute;stico: a perspectiva dos profissionais de sa&uacute;de. 143 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Sa&uacute;de P&uacute;blica) &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 1997. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Audi C. et al. Percep&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica por mulheres gestantes e n&atilde;o gestantes da cidade de Campinas, S&atilde;o Paulo. Ci&ecirc;nc. sa&uacute;de coletiva &#91;online&#93; 14(2): 587-94, 2009; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Moura MAV, Oliveira PRF. A percep&ccedil;&atilde;o das mulheres v&iacute;timas de les&atilde;o corporal dolosa. Escola Anna Nery. Rev Enf. 4(2/3): 257-6, 2000; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Goldenberg P, Medrado MA, Pasternostro MA. A viol&ecirc;ncia contra a mulher: uma quest&atilde;o de sa&uacute;de. In: Labra ME. Mulher sa&uacute;de e sociedade no Brasil. Rio de Janeiro: Vozes; 1989. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. LE BT, Dierks EJ, Ueeck BA et al. Maxillofacial injuries associated with domestic violence. J Oral Maxillofac Surg. 59(11):1277- 83, 2001; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Schraiber LB, D'oliveira AFPL, Fran&ccedil;a-J&uacute;nior IF et al. Viol&ecirc;ncia contra a mulher: estudo em uma unidade de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. Rev Sa&uacute;de P&uacute;bl. 36 (4): 470-7, 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Silva IV, Aquino E.M. Padr&atilde;o de dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos menores em mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia atendidas em uma unidade de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica 24(9): set. 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Diniz NMF, Lopes RLM, Rodrigues AD, Freitas DS de Mulheres queimadas pelos maridos ou companheiros. Acta paul. enferm. 20(3): jul./set. 2007; </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Motamedi MHK. An assessment of maxillofacial fractures: a 5-year study of 237 patients. J Oral Maxillofac Surg. 61(1): 61-4, 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Chiaperini A et al. Correla&ccedil;&otilde;es presentes entre danos bucomaxilofaciais e les&otilde;es corporais em mulheres. Sa&uacute;de, &Eacute;tica &amp; Justi&ccedil;a. 13(2):72-8, 2008</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Profa. Dra. Eliane Helena Alvim de Souza    <br> Rua da Harmonia, 80 - Casa Amarela    <br> CEP: 52051-390 Recife - PE<br/>   E-mail: <a href="mailto:e.ha.souza@hotmail.com">e.ha.souza@hotmail.com</a></font></p></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 22/09/10<br/>  <b>Aceito para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 24/11/10</font></p>     ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Convenção de Belém do Pará: "10 anos da adoção da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher"]]></article-title>
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<year>2005</year>
<edition>3. ed.</edition>
<page-range>14-5</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
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