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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A adesão a medidas preventivas em saúde bucal em crianças e adolescentes portadores de fissura labiopalatina]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to assess the adherence to preventive oral health measures of children and adolescents with cleft lip and palate. The sample was composed of children and adolescents aged varied 5 to 18 years, with isolated cleft lip and palate in treatment at a referral hospital for rehabilitation of craniofacial malformations in Rio de Janeiro, between August and November 2009. The guardian/patient answered a questionnaire comprising socio-demographic data and oral hygiene habits and diet. Through clinical records and medical/dental care, it was possible to identify the type of oral clefts: cleft lip (CL), cleft lip with cleft palate (CLP) and cleft palate alone (CP). One hundred and eight questionnaires were completed and the final sample consisted of 100 questionnaires corresponding to 53 children and 47 adolescents with a higher prevalence of males (55%) and caucasians (46%). The most common type of oral cleft was CLP (63.0%), followed by CL (19.0%) and CP (18.0%). Almost all participants reported that they brushed their teeth three times a day; on the other hand, they did not use dental floss and mouthwash. The intake of sweets between meals was reported more frequently by children (66.0%), no statistical diff erence between children and adolescents (p=0.08) was observed. It was observed that 15 (27.3%) boys and 19 (42.2%) girls reported using dental floss, there was no diff erence between genders (p=0.11). According to the results, adherence to preventive measures in oral health in this population was considered partial. Although most participants to perform the tooth brushing three time a day, flossing has been neglected and eating sweets between meals was reported by a large number of study participants]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>A ades&atilde;o a medidas preventivas em sa&uacute;de bucal em crian&ccedil;as e adolescentes portadores de fissura labiopalatina</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Adherence to preventive oral health measures in children and adolescents with cleft lip and palate</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Patricia Nivoloni Tannure<sup>I</sup>; Ana Cristina Rey<sup>II</sup>; Tatiane Teixeira da Silva<sup>III</sup>; Marcelo de Castro Costa<sup>IV</sup>; Jos&eacute; Mauro Granjeiro<sup>V</sup>; &Eacute;rika Calvano K&uuml;chler<sup>VI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Doutoranda em Odontologia (Odontopediatria), Departamento de Odontopediatria e Ortodontia, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro    <br> <sup>II</sup> Ortodontista, Hospital Nossa Senhora do Loreto, Rio de Janeiro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Endodontista, Unidade de Pesquisa Cl&iacute;nica/HUAP, Universidade Federal Fluminense    <br> <sup>IV</sup> Professor adjunto, Departamento de Odontopediatria e Ortodontia, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro    <br> <sup>V</sup> Professor adjunto, Unidade de Pesquisa Cl&iacute;nica/HUAP, Universidade Federal Fluminense    <br> <sup>VI</sup> P&oacute;s-doc em Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Unidade de Pesquisa Cl&iacute;nica/HUAP, Universidade Federal Fluminense</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste estudo foi o de avaliar a ades&atilde;o a medidas preventivas em sa&uacute;de bucal de crian&ccedil;as e adolescentes portadores de fissuras labiopalatinas. A amostra foi composta por crian&ccedil;as e adolescentes com idade entre 5 e 18 anos, portadores de fissura labiopalatina isolada, em tratamento em um hospital de refer&ecirc;ncia para reabilita&ccedil;&atilde;o de malforma&ccedil;&otilde;es craniofaciais no Rio de Janeiro, entre os meses de agosto e novembro de 2009. O respons&aacute;vel/paciente respondeu a um question&aacute;rio composto por dados s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos e h&aacute;bitos de higiene bucal e dieta. Atrav&eacute;s do exame cl&iacute;nico e dos prontu&aacute;rios m&eacute;dico/odontol&oacute;gico, foi poss&iacute;vel identificar o tipo de fissura oral: fissura de l&aacute;bio isolada (FL); fissura de l&aacute;bio associada ao palato (FLP) e fissura de palato isolada (FP). Cento e oito question&aacute;rios foram respondidos, e a amostra final foi composta por 100 question&aacute;rios correspondentes a 53 crian&ccedil;as e 47 adolescentes com a maior preval&ecirc;ncia do g&ecirc;nero masculino (55,0%) e indiv&iacute;duos caucasianos (46%). O tipo de fissura oral mais frequente foi a FLP (63%,0), seguida da fl(19,0%) e da FP (18,0%). A maioria dos participantes do estudo relatou que realizava a escova&ccedil;&atilde;o dos dentes tr&ecirc;s vezes ao dia, n&atilde;o fazia uso do fio dental e do enxaguat&oacute;rio bucal. A ingest&atilde;o de doces entre as refei&ccedil;&otilde;es foi mais relatada pelas crian&ccedil;as (66,0%), sem diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre crian&ccedil;as e adolescentes (p=0,08). Observou-se que 15 (27,3%) meninos e 19 (42,2%) meninas relataram usar fio dental, sem diferen&ccedil;a entre os g&ecirc;neros (p=0,11). De acordo com os resultados observados, a ades&atilde;o de medidas preventivas em sa&uacute;de bucal na popula&ccedil;&atilde;o foi considerada parcial. Embora a maioria dos participantes realizasse a escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria tr&ecirc;s vezes ao dia, o uso do fio dental foi negligenciado, e a ingest&atilde;o de doces entre as refei&ccedil;&otilde;es foi relatada por um grande n&uacute;mero de participantes do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Fenda labial; Fissura palatina; Servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal; Sa&uacute;de bucal.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The aim of this study was to assess the adherence to preventive oral health measures of children and adolescents with cleft lip and palate. The sample was composed of children and adolescents aged varied 5 to 18 years, with isolated cleft lip and palate in treatment at a referral hospital for rehabilitation of craniofacial malformations in Rio de Janeiro, between August and November 2009. The guardian/patient answered a questionnaire comprising socio-demographic data and oral hygiene habits and diet. Through clinical records and medical/dental care, it was possible to identify the type of oral clefts: cleft lip (CL), cleft lip with cleft palate (CLP) and cleft palate alone (CP). One hundred and eight questionnaires were completed and the final sample consisted of 100 questionnaires corresponding to 53 children and 47 adolescents with a higher prevalence of males (55%) and caucasians (46%). The most common type of oral cleft was CLP (63.0%), followed by CL (19.0%) and CP (18.0%). Almost all participants reported that they brushed their teeth three times a day; on the other hand, they did not use dental floss and mouthwash. The intake of sweets between meals was reported more frequently by children (66.0%), no statistical diff erence between children and adolescents (p=0.08) was observed. It was observed that 15 (27.3%) boys and 19 (42.2%) girls reported using dental floss, there was no diff erence between genders (p=0.11). According to the results, adherence to preventive measures in oral health in this population was considered partial. Although most participants to perform the tooth brushing three time a day, flossing has been neglected and eating sweets between meals was reported by a large number of study participants.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>cleft lip, cleft palate, dental health services, oral health.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As fissuras labiopalatinas s&atilde;o um conjunto de malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas, que incluem as fissuras de l&aacute;bio isolada (FL), as fissuras de l&aacute;bio associadas com palato (FLP) e as fissuras de palato isolada (FP). S&atilde;o consideradas as anomalias do desenvolvimento craniofacial mais comuns<sup>1</sup> e afetam, aproximadamente, 0,19 em 1000 nascidos vivos no Brasil<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos estudos demonstraram que crian&ccedil;as portadoras de fissuras labiopalatinas apresentam uma condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de oral deficiente, com maiores &iacute;ndices de CPOD/ceod, o que pode ser decorrente de uma dieta cariog&ecirc;nica<sup>3-5</sup>. Al&eacute;m disso, as crian&ccedil;as portadoras de fissuras apresentam frequentemente anomalias dent&aacute;rias, altera&ccedil;&otilde;es teciduais/cicatriciais pr&eacute; e p&oacute;s-operat&oacute;rias, que podem dificultar a realiza&ccedil;&atilde;o de adequada higiene oral. Ainda no p&oacute;s-operat&oacute;rio, as f&iacute;stulas presentes na cavidade oral podem facilitar o desequil&iacute;brio do pH, promovendo ambiente favor&aacute;vel para a prolifera&ccedil;&atilde;o de bact&eacute;rias, como as cariog&ecirc;nicas, facilitando a manifesta&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal &eacute; um processo de capacita&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e da sua sa&uacute;de. As tentativas dos profissionais da sa&uacute;de de obter colabora&ccedil;&atilde;o/ades&atilde;o dos pacientes as suas recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o frequentemente mal sucedidas. Muitos pacientes e/ou respons&aacute;veis ignoram, esquecem ou executam, de forma err&ocirc;nea, as recomenda&ccedil;&otilde;es relacionadas ao autocuidado, como controle de dieta e de higiene oral<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa sobre a ades&atilde;o de pacientes em rela&ccedil;&atilde;o a tratamentos m&eacute;dicos mostra que a n&atilde;o-ades&atilde;o pode ocorrer em pacientes de todas as idades, classes sociais e grupos &eacute;tnicos assim como naqueles que participam de diversos programas de sa&uacute;de<sup>7</sup>. Dessa forma, objetivou-se avaliar a ades&atilde;o a medidas preventivas em sa&uacute;de bucal de crian&ccedil;as e adolescentes portadores de fissuras orais atendidos num hospital de refer&ecirc;ncia do Estado do Rio de Janeiro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAL E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presente pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da SMS do Rio de Janeiro (113/09) e teve in&iacute;cio ap&oacute;s a concord&acirc;ncia dos pais/respons&aacute;veis. Foram inclu&iacute;das crian&ccedil;as e adolescentes com idade entre 5 e 18 anos, portadores de fissura labiopalatina isolada, em tratamento em um hospital de refer&ecirc;ncia para reabilita&ccedil;&atilde;o de malforma&ccedil;&otilde;es craniofaciais no Rio de Janeiro, entre os meses de agosto e novembro de 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os participantes do estudo deveriam ter sido submetidos, pelo menos, a uma cirurgia pl&aacute;stica de repara&ccedil;&atilde;o da malforma&ccedil;&atilde;o. O respons&aacute;vel/paciente respondeu a um question&aacute;rio composto por dados s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos al&eacute;m de h&aacute;bitos de higiene bucal e dieta. Question&aacute;rios com respostas incompletas foram exclu&iacute;dos da amostra final. Atrav&eacute;s do exame cl&iacute;nico e dos prontu&aacute;rios m&eacute;dico/odontol&oacute;gico, foi poss&iacute;vel identificar o tipo de fissura oral: fissura de l&aacute;bio isolada (FL); fissura de l&aacute;bio associada com o palato (FLP) e fissura de palato isolada (FP). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente - ECA (art. 2&ordm; da Lei 8.069/90), considera-se crian&ccedil;a os menores de doze anos de idade incompletos. &Eacute; considerado adolescente a pessoa com idade entre 12 e 18 anos. Dessa maneira, a fim de se analisarem os h&aacute;bitos bucais e a dieta de crian&ccedil;as e adolescentes, as informa&ccedil;&otilde;es dos portadores de fissura labiopalatina foram estratificadas de acordo com a faixa et&aacute;ria (crian&ccedil;a e adolescente) e com o g&ecirc;nero. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados coletados foram inseridos no Programa SPSS 16.0 e analisados descritivamente. Nas an&aacute;lises comparativas entre a idade e o g&ecirc;nero dos participantes e as vari&aacute;veis avaliadas, utilizou-se o teste Qui-quadrado e exato de Fischer com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RESULTADOS </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cento e oito question&aacute;rios foram respondidos durante o per&iacute;odo do estudo. Oito question&aacute;rios que apresentavam respostas em branco foram exclu&iacute;dos da amostra. A amostra final foi composta por 100 question&aacute;rios correspondentes a 53 crian&ccedil;as (5 a 11 anos) e 47 adolescentes (12 a 18 anos) com m&eacute;dia de idade de 11,3 (&plusmn;3,5) anos. Em ambos os grupos, a maior preval&ecirc;ncia foi a do g&ecirc;nero masculino (55,0%) e indiv&iacute;duos caucasianos (46%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tipo de fissura oral mais frequente foi a FLP (63%,0), seguida da fl(19,0%) e da FP (18,0%). Na <a href="#tab01">Tabela 1</a>, &eacute; poss&iacute;vel visualizar as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas da popula&ccedil;&atilde;o estudada. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a11tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os pacientes/respons&aacute;veis relataram escovar os dentes, pelo menos, uma vez ao dia com pasta de dente fluoretada. A maioria das crian&ccedil;as e dos adolescentes relatou que realizava a escova&ccedil;&atilde;o dos dentes tr&ecirc;s vezes ao dia, n&atilde;o fazia uso do fio dental e do enxaguat&oacute;rio bucal. As frequ&ecirc;ncias relativas e absolutas sobre a higiene bucal e dieta de crian&ccedil;as e adolescentes pode ser visualizada na <a href="#tab02">Tabela 2</a>. A ingest&atilde;o de doces entre as refei&ccedil;&otilde;es foi mais relatada pelas crian&ccedil;as (66,0%), sem diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre crian&ccedil;as e adolescentes (p=0,08). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a11tab02.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando os h&aacute;bitos de higiene oral foram avaliados, estratificados pelo g&ecirc;nero, observou-se que 15 (27,3%) meninos e 19 (42,2%) meninas relataram usar fio dental (p=0,11). Trinta e tr&ecirc;s (60%) meninos e 25 (55,6%) meninas relataram ingerir doces entre as refei&ccedil;&otilde;es (p=0,65). A distribui&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria pelo g&ecirc;nero n&atilde;o apresentou diferen&ccedil;a estat&iacute;stica (p=0,92), podendo ser observada no <a href="#graf01">Gr&aacute;fico 1</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a11graf01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As crian&ccedil;as e os adolescentes portadores de fissuras orais apresentam um risco elevado para a doen&ccedil;a c&aacute;rie. Esse risco est&aacute; associado &agrave; pr&oacute;pria malforma&ccedil;&atilde;o, ou seja, um defeito na face e cavidade oral, al&eacute;m da presen&ccedil;a constante de anomalias dent&aacute;rias8, maloclus&atilde;o<sup>9</sup> e baixa auto-estima<sup>10</sup>. Sabe-se que a aus&ecirc;ncia do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, incluindo a presen&ccedil;a do cirurgi&atilde;o-dentista, durante o tratamento de uma crian&ccedil;a com fissura, pode acarretar preju&iacute;zos, como o atraso na cirurgia reparadora, uma prec&aacute;ria condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal, defici&ecirc;ncias na comunica&ccedil;&atilde;o e problemas psicol&oacute;gicos<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Programas que promovam o v&iacute;nculo entre o profissional, a crian&ccedil;a e a fam&iacute;lia desde a idade precoce, com refor&ccedil;o educativo nas consultas de retorno influenciam de maneira positiva, para a mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos inadequados e o est&iacute;mulo &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal<sup>12</sup>. Considerando que toda a popula&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;da neste estudo recebia medidas preventivas coletivas e individuais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal, pode-se perceber que a ades&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foi completa. De acordo com os resultados observados, a grande maioria dos participantes do estudo n&atilde;o fazia uso do fio dental. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dieta, mais da metade das crian&ccedil;as alimentava-se de doces entre as refei&ccedil;&otilde;es, contribuindo, dessa maneira, para o desenvolvimento da doen&ccedil;a c&aacute;rie. Vale ressaltar aqui que a popula&ccedil;&atilde;o avaliada neste estudo encontra-se em uma faixa et&aacute;ria considerada de risco para a doen&ccedil;a c&aacute;rie, uma vez que provavelmente apresentava dentes permanentes em erup&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os fluoretos s&atilde;o importantes auxiliares no controle qu&iacute;mico e mec&acirc;nico da c&aacute;rie, principalmente em crian&ccedil;as com necessidades especiais. Apesar de poucas crian&ccedil;as e adolescentes terem demonstrado o uso de bochechos com fl&uacute;or, todas relataram o uso de dentifr&iacute;cios fluoretados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitos pacientes/respons&aacute;veis relataram, nos question&aacute;rios, medidas que sugerem a ades&atilde;o desses pacientes ao programa de sa&uacute;de bucal adotado no hospital. Muitos desses comparecem a consultas mensais ao setor de odontologia e recebem um refor&ccedil;o frequente dessas medidas de sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra quest&atilde;o importante a ser abordada &eacute; a dificuldade de acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de para tratamento da fissura labiopalatina. Segundo o estudo de Monlleo<sup>13</sup>, as necessidades de sa&uacute;de dos portadores de anomalias craniofaciais no Brasil, incluindo as fissuras orais, n&atilde;o est&atilde;o sendo plenamente atendidas, seja devido &agrave;s grandes dist&acirc;ncias geogr&aacute;ficas que devem ser vencidas, seja devido &agrave;s dificuldades enfrentadas para a manuten&ccedil;&atilde;o de um cronograma regular de consultas de seguimento, particularmente na &aacute;rea de reabilita&ccedil;&atilde;o, ou, ainda, para estabelecimento de v&iacute;nculos com a equipe e com o servi&ccedil;o. De acordo com os resultados deste estudo, pode-se perceber que 47% dos pacientes em tratamento eram residentes de outros munic&iacute;pios do Rio de Janeiro, exemplificando aqui as dificuldades de acesso ao tratamento especializado. Entretanto, parece que a n&atilde;o ades&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es &eacute; comum entre participantes de diversos programas de sa&uacute;de, sendo uma resposta comum em pacientes que n&atilde;o apresentam sintomas e entre aqueles que est&atilde;o leve ou mesmo gravemente doentes<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as nas respostas das crian&ccedil;as e dos adolescentes, o que pode ser considerado positivo, pois a estigmatiza&ccedil;&atilde;o dos adolescentes portadores de fissuras orais poderia levar a h&aacute;bitos danosos de higiene oral nesta faixa et&aacute;ria. N&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a entre os g&ecirc;neros, sugerindo que meninos e meninas portadores de fissuras orais aderem, de forma similar, &agrave;s medidas preventivas de sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa maneira, de acordo com os resultados observados, a divulga&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal deve ser estimulada nesta popula&ccedil;&atilde;o. O atendimento educativo e preventivo do paciente e da fam&iacute;lia &eacute; essencial em um ambiente que promova a sa&uacute;de p&uacute;blica. Vale ressaltar, ainda, a import&acirc;ncia do papel do cirurgi&atilde;o-dentista como membro integrante da equipe multidisciplinar respons&aacute;vel pelo tratamento e pela melhora da qualidade de vida desses pacientes.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com os resultados observados, a ades&atilde;o de medidas preventivas em sa&uacute;de bucal na popula&ccedil;&atilde;o foi considerada parcial. Embora a maioria dos participantes realizasse a escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria tr&ecirc;s vezes ao dia, o uso do fio dental foi negligenciado, e a ingest&atilde;o de doces entre as refei&ccedil;&otilde;es foi relatada por um grande n&uacute;mero de participantes do estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRADECIMENTOS</b> </font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; FAPERJ e &agrave; CAPES, pelo apoio &agrave; pesquisa. Aos participantes do estudo, &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de do Rio de Janeiro e aos funcion&aacute;rios do Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto &ndash; RJ.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Murray JC. Gene/environment causes of cleft lip and/or palate. Clin Genet. 2002;61(4):248-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=115139&pid=S1677-3888201100020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. de Castro Monteiro Loff redo L, Freitas JA, Grigolli AA. &#91;Prevalence of oral clefts from 1975 to 1994, Brazil&#93;. Rev Saude Publica 2001;35(6):571-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Ahluwalia M, Brailsford SR, Tarelli E, Gilbert SC, Clark DT, Barnard K, et al. Dental caries, oral hygiene, and oral clearance in children with craniofacial disorders. J Dent Res 2004;83(2):175-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Kirchberg A, Treide A, Hemprich A. Investigation of caries prevalence in children with cleft lip, alveolus, and palate. J Craniomaxillofac Surg. 2004;32(4):216-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Al-Dajani M. Comparison of dental caries prevalence in patients with cleft lip and/or palate and their sibling controls. Cleft Palate Craniofac J. 2009;46(5):529-31.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Moura AM, Andre M, Faraj JORA, Brito e Dias R. Avalia&ccedil;&atilde;o de beb&ecirc;s portadores de fissura labiopalatina em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; higiene oral. Rev Odont 2009;17(34):64-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. DiMatteo MR, DiNicola DD. Achieving patient compliance : the psychology of the medical practitioner's role In. New York: Pergamon Press; 1982. p. 28-67. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Kuchler E, Motta L, Vieira A, Granjeiro J. Side of dental anomalies and taurodontism as potential clinical markers for cleft subphenotypes. Cleft Palate Craniofac J. 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Ribeiro AA, Leal L, Thuin R. An&aacute;lise morfol&oacute;gica dos fissurados de l&aacute;bio e palato do Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais do Estado do Rio de Janeiro. R Dental Press Ortodon Ortop Facial. 2007;12(5):109-18. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Broder HL, Smith FB, Strauss RP. Habilitation of patients with clefts: parent and child ratings of satisfaction with appearance and speech. Cleft Palate Craniofac J. 1992;29(3):262-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Tannure PN, Moliterno LFM. Fissura palatina: apresenta&ccedil;&atilde;o de um caso cl&iacute;nico. Rev Odont da UNESP. 2007;36(4):341-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Souza JM, Fracasso MLC. Comportamento materno versus temperamento da crian&ccedil;a: influ&ecirc;ncia no padr&atilde;o de sa&uacute;de bucal. Pesq Bras Odontoped Cl&iacute;n Integr. 2010;10(1):47-54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Monlleo IL, Gil-da-Silva-Lopes VL. &#91;Craniofacial anomalies: description and evaluation of treatment under the Brazilian Unified Health System&#93;. Cad Saude Publica. 2006;22(5):913-22.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute;rika Calvano K&uuml;chler    <br> Unidade de Pesquisa Cl&iacute;nica - UPC    <br> Hospital Universit&aacute;rio Ant&ocirc;nio Pedro - HUAP/UFF Rua Marques de Paran&aacute;, 303 - Centro Niter&oacute;i - RJ CEP: 24033-900</font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 22/12/10<br/>  <b>Aceito para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 23/03/11</font></p>      ]]></body>
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