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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Clareamento interno: uma alternativa para discromia de dentes tratados endodonticamente]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Intrinsic color changes are common in endodontically treated teeth. That consequence compromises the facial harmony, since converted a single structure in visual stress area. Thus the endogenous bleaching appears is a good alternative for reversibility color, because it shows itself as a conservative, fast, secure and low cost technique to the aesthetic restoration of the dental element. This study aims to conduct a brief review of the literature about Intra coronal bleaching, and demonstrate, through a case, a clinical series using urea crystal]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Clareamento dental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RELATO DE CASO / CASE REPORT</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Clareamento interno: uma alternativa para discromia de dentes tratados endodonticamente</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Intra coronal bleaching: an alternative to dyschromia of endodontically treated teeth</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Renan Menezes Cardoso<sup>I</sup>; Randerson Menezes Cardoso<sup>II</sup>; Paulo Correia de Melo J&uacute;nior<sup>II</sup>; Paulo Fonseca Menezes Filho<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Aluno do curso de gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia pela Universidade Federal de Pernambuco    <br> <sup>II</sup> Especialista em Ortodontia pela Universidade de Pernambuco, Brasil e aluno do curso de Mestrado em Odontologia pela Universidade Federal de Pernambuco    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Prof. Adjunto 1 da Universidade Federal de Pernambuco</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Altera&ccedil;&otilde;es crom&aacute;ticas intr&iacute;nsecas s&atilde;o comuns em elementos dentais tratados endodonticamente. Tal consequ&ecirc;ncia compromete a harmonia facial, uma vez que transforma uma &uacute;nica estrutura em &aacute;rea de estresse visual. Assim, o clareamento end&oacute;geno surge como uma boa alternativa para reversibilidade crom&aacute;tica, pois se mostra uma t&eacute;cnica conservadora, r&aacute;pida, segura e de baixo custo no restabelecimento est&eacute;tico do elemento dental. O presente trabalho tem por objetivo realizar uma breve revis&atilde;o de literatura sobre clareamento end&oacute;geno bem como demonstrar, atrav&eacute;s de um caso cl&iacute;nico, uma sequ&ecirc;ncia cl&iacute;nica utilizando cristal de ureia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Clareamento dental, Endodontia, Materiais dent&aacute;rios.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Intrinsic color changes are common in endodontically treated teeth. That consequence compromises the facial harmony, since converted a single structure in visual stress area. Thus the endogenous bleaching appears is a good alternative for reversibility color, because it shows itself as a conservative, fast, secure and low cost technique to the aesthetic restoration of the dental element. This study aims to conduct a brief review of the literature about Intra coronal bleaching, and demonstrate, through a case, a clinical series using urea crystal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Tooth heaching, Endodontics, Dental materials.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao viver em sociedade, padr&otilde;es s&atilde;o institu&iacute;dos com o objetivo de definir "o normal". Atualmente, a est&eacute;tica assumiu destaque na vida dos indiv&iacute;duos, estabelecendo como aceit&aacute;vel socialmente, no que concerne ao sorriso, ter dentes claros. Assim, o clareamento dental assume papel relevante na realidade do cirurgi&atilde;o-dentista, principalmente em dentes tratados endodonticamente, uma vez que o escurecimento &eacute; comum. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONTEXTUALIZA&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em meados do s&eacute;culo XIX, o tratamento clareador surgiu da necessidade de procedimentos mais conservadores frente &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es crom&aacute;ticas dentais. Entretanto, a t&eacute;cnica end&oacute;gena s&oacute; se tornou realidade em 1961, devido a Spasser, o qual manteve, temporariamente, no interior da c&acirc;mara pulpar, uma pasta constitu&iacute;da de perborato de s&oacute;dio dilu&iacute;do em &aacute;gua. J&aacute; em 1965, Stewart instituiu a t&eacute;cnica termocatal&iacute;tica, cujo processo envolvia uma pelota de algod&atilde;o embebida em subst&acirc;ncia clareadora e um instrumento aquecido. Tal conduta, entretanto, caiu em desuso com o decorrer dos anos, uma vez constatados os efeitos delet&eacute;rios do calor sobre o tecido periodontal<sup>1,2</sup>. Com a chegada dos anos 80, Howell sugeriu a utiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;cido fosf&oacute;rico em concentra&ccedil;&atilde;o de 30% para abertura dos t&uacute;bulos dentin&aacute;rios, antes da inser&ccedil;&atilde;o do agente clareador, com o intuito de otimizar os resultados. Em 2004, Wanderley et al. descreveram a utiliza&ccedil;&atilde;o do cristal de ureia para o tratamento de altera&ccedil;&otilde;es crom&aacute;ticas de dentes n&atilde;o-vitais, relatando r&aacute;pida revers&atilde;o crom&aacute;tica<sup>3,4,5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utiliza&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias clareadoras no interior da c&acirc;mara pulpar mostra-se uma manobra conservadora frente a altera&ccedil;&otilde;es crom&aacute;ticas de dentes desvitalizados. O clareamento interno pode ser realizado atrav&eacute;s de tr&ecirc;s formas b&aacute;sicas - mediata, imediata ou mista, mas a associa&ccedil;&atilde;o de procedimentos n&atilde;o &eacute; incomum. Na primeira, o paciente permanece com o produto no interior da c&acirc;mara pulpar &ndash; o curativo, por um per&iacute;odo de tr&ecirc;s a sete dias, sendo necess&aacute;ria a troca at&eacute; a obten&ccedil;&atilde;o da cor desejada. Na t&eacute;cnica imediata, o agente clareador &eacute; aplicado no interior da c&acirc;mara pulpar e sobre a superf&iacute;cie vestibular do elemento, obtendo-se o resultado ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do protocolo cl&iacute;nico, seja ele fotoassistido ou n&atilde;o. J&aacute; no processo misto, une-se a t&eacute;cnica mediata &agrave; imediata. &Eacute; de fundamental import&acirc;ncia observar o comportamento do dente frente a tais procedimentos, uma vez que, constatada aus&ecirc;ncia de reversibilidade crom&aacute;tica, o profissional pode lan&ccedil;ar m&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es restauradoras ou prot&eacute;ticas <sup>4,6,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As altera&ccedil;&otilde;es crom&aacute;ticas intr&iacute;nsecas s&atilde;o ocasionadas por uma pluralidade de fatores, os quais devem ser evidenciados durante exame cl&iacute;nico, a fim de se obter maior previsibilidade dos resultados. Didaticamente, podem-se classificar tais determinantes em fatores locais e sist&ecirc;micos. Os locais s&atilde;o oriundos de hemorragias pulpares traum&aacute;ticas, materiais restauradores, como o am&aacute;lgama ou obturadores do conduto radicular presente na c&acirc;mara pulpar, remanescentes pulpares presentes p&oacute;s-tratamento endod&ocirc;ntico e compostos &agrave; base de eugenol e iodof&oacute;rmio; por outro lado, relativo aos fatores sist&ecirc;micos, ressalta-se porfiria cong&ecirc;nita, hepatite neonatal, amelog&ecirc;nese e dentinog&ecirc;nese imperfeitas, fluorose, derivados da tetraciclina, escurecimento fisiol&oacute;gico e hipoplasia de esmalte <sup>4,8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O princ&iacute;pio do tratamento clareador baseia-se na utiliza&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias que possuem elevado potencial de libera&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio. A qu&iacute;mica do processo ocorre atrav&eacute;s de uma rea&ccedil;&atilde;o de oxida&ccedil;&atilde;o, cujo alvo s&atilde;o macromol&eacute;culas est&aacute;veis incorporadas &agrave; estrutura dental, que se fragmentam e migram para o meio externo atrav&eacute;s de difus&atilde;o. A efic&aacute;cia do processo reside em fatores pertinentes ao elemento dental, como etiologia, profundidade, localiza&ccedil;&atilde;o e tempo do escurecimento, pois quanto maior o per&iacute;odo, mais incerta &eacute; a revers&atilde;o como tamb&eacute;m ao produto, uma vez que o potencial oxidante est&aacute; diretamente relacionado &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o e ao tempo de perman&ecirc;ncia do agente na c&acirc;mara pulpar. Em um estudo realizado por LIMA em 2006, avaliou-se a velocidade e efetividade de clareamento em dentes desvitais com utiliza&ccedil;&atilde;o de per&oacute;xido de carbamida 37%, per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio 35%, perborato de s&oacute;dio dilu&iacute;do em &aacute;gua destilada e cristal de ureia. Os resultados obtidos revelam que o grupo pertencente ao cristal de ureia apresentou maior velocidade de clareamento dos elementos dentais em um acompanhamento de 15 dias; j&aacute; entre os grupos compostos pelos per&oacute;xidos e perborato de s&oacute;dio, n&atilde;o se constatou diferen&ccedil;a significativa <sup>9,10,11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o importa o profissional ter uma correta conduta cl&iacute;nica no que concerne ao diagn&oacute;stico, &agrave; escolha e inser&ccedil;&atilde;o do produto, se n&atilde;o atentar para a confec&ccedil;&atilde;o de um tamp&atilde;o biol&oacute;gico. Tal procedimento tem por finalidade impedir a difus&atilde;o da subst&acirc;ncia clareadora para as regi&otilde;es laterais do periodonto, prevenindo rea&ccedil;&otilde;es inflamat&oacute;rias, que poder&atilde;o culminar em reabsor&ccedil;&otilde;es radiculares externas. Para a confec&ccedil;&atilde;o dessa barreira, preconiza-se a desobtura&ccedil;&atilde;o rotat&oacute;ria de tr&ecirc;s mil&iacute;metros do conduto radicular, aqu&eacute;m do limite amelocement&aacute;rio, e a inser&ccedil;&atilde;o do material selador. Em estudo sobre avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia de materiais para confec&ccedil;&atilde;o do tamp&atilde;o cervical, Gomes et al., em 2007, conclu&iacute;ram que os melhores desempenhos foram obtidos com o cimento de hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio fotopolimeriz&aacute;vel (Biocal) e cimentos de ion&ocirc;mero de vidro fotoativados (Vitrofill LC, DFL) e autoativados (RIVA, SDI), sendo observado o maior n&iacute;vel de infiltra&ccedil;&atilde;o do tra&ccedil;ador dentin&aacute;rio com o cimento de fosfato de zinco <sup>11,12</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a realiza&ccedil;&atilde;o do curativo de demora, faz-se necess&aacute;ria a coloca&ccedil;&atilde;o de um material restaurador tempor&aacute;rio, o qual objetiva impedir a entrada de fluidos e microorganismos no interior da c&acirc;mara pulpar bem como a sa&iacute;da do agente oxidante para o meio oral, o que comprometeria o resultado e a dura&ccedil;&atilde;o do tratamento. O material provis&oacute;rio deve proporcionar um selamento marginal satisfat&oacute;rio frente &agrave;s mudan&ccedil;as orais de pH, temperatura e cargas mec&acirc;nicas, al&eacute;m de resistir &agrave; press&atilde;o dos gases produzidos no interior da c&acirc;mara pelos per&oacute;xidos e pelo perborato. Em estudos de avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade de selamento de alguns materiais tempor&aacute;rios, como o realizado por VALERA em 2007, concluiu-se que os menores &iacute;ndices de infiltra&ccedil;&atilde;o, sem diferen&ccedil;a estat&iacute;stica, foram obtidos nos grupos compostos por Vidrion R, Resina composta TPH SPECTRUM e Cimpat; j&aacute; em estudo realizado, FACHIN em 2006, o Bioplic obteve resultado denominado "excelente", sendo o Cotosol, Cavit e Tempore conceituados "satisfat&oacute;rios". Nos dois estudos abordados, constatou-se que o IRM obteve o pior desempenho, fato que corrobora os estudos de Grecca e Teixeira de 2001 e Shinohara de 20013, <sup>14,15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, fala-se muito na import&acirc;ncia de se ter um sorriso harm&ocirc;nico e dentes claros, mas, como todo procedimento, o clareamento end&oacute;geno possui riscos. Uma das principais consequ&ecirc;ncias &eacute; a reabsor&ccedil;&atilde;o radicular externa, fruto do extravasamento de per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio para o periodonto lateral, ocasionando redu&ccedil;&atilde;o de pH local, o qual poder&aacute; desencadear o processo reabsortivo atrav&eacute;s de atividade osteocl&aacute;stica. Em um estudo sobre a varia&ccedil;&atilde;o do pH de algumas subst&acirc;ncias utilizadas em clareamento end&oacute;geno, realizado por RIEHL em 2001, pode-se concluir que solu&ccedil;&otilde;es &agrave; base de perborato de s&oacute;dio apresentaram inicialmente pH neutro ou alcalino, que, no decorrer das medi&ccedil;&otilde;es, elevou-se; j&aacute; na utiliza&ccedil;&atilde;o do per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio, constatou-se pH &aacute;cido que se intensificou com o decorrer do tempo. Outros poss&iacute;veis efeitos indesejados, como: redu&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia &agrave; fratura, redu&ccedil;&atilde;o da microdureza dentin&aacute;ria e aumento da permeabilidade dental, apresentam rela&ccedil;&atilde;o com a sobre-exposi&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria a estas subst&acirc;ncias. Tais altera&ccedil;&otilde;es ocorrem ao se ultrapassar o ponto de satura&ccedil;&atilde;o dental devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o em elevadas concentra&ccedil;&otilde;es e/ou por longos per&iacute;odos, acarretando n&atilde;o mais degrada&ccedil;&atilde;o dos pigmentos e, sim, de prote&iacute;nas da matriz org&acirc;nica<sup>11,16,17</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sucesso do tratamento reside na sua correta indica&ccedil;&atilde;o e condu&ccedil;&atilde;o, logo &eacute; essencial um criterioso exame cl&iacute;nico, a fim de se obter o real estado de sa&uacute;de periapical, periodontal e gengival como tamb&eacute;m a etiologia do escurecimento dental, para que seja eliminada qualquer falsa expectativa do paciente sobre poss&iacute;veis resultados. Situa&ccedil;&otilde;es de dentes com superf&iacute;cie vestibular amplamente restaurada ou cariada, presen&ccedil;a de trincas dent&aacute;rias, restaura&ccedil;&otilde;es deficientes e canais mal obturados contraindicam o clareamento de dentes n&atilde;o-vitais<sup>4,8,9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antes de se realizar o clareamento intracoron&aacute;rio, &eacute; necess&aacute;rio que o paciente seja esclarecido sobre as limita&ccedil;&otilde;es do procedimento e sobre sua responsabilidade em rela&ccedil;&atilde;o a sua durabilidade. Elementos dent&aacute;rios intensamente escurecidos h&aacute; diversos anos possuem pequena chance de sucesso de reversibilidade de cor, sendo necess&aacute;ria, em algumas situa&ccedil;&otilde;es, a proposi&ccedil;&atilde;o de alternativas prot&eacute;ticas ou restauradoras. Segundo a literatura, a proserva&ccedil;&atilde;o do elemento deve ocorrer por um per&iacute;odo de sete anos, com reavalia&ccedil;&otilde;es anuais atrav&eacute;s de inspe&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e radiogr&aacute;fica <sup>4,9,18,19</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELATO DE CASO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A paciente de 28 anos compareceu para consulta com queixa est&eacute;tica. Ap&oacute;s anamnese e inspe&ccedil;&atilde;o, foi constatado o escurecimento do elemento 11, o qual possui hist&oacute;rico de trauma. Ao exame f&iacute;sico e radiogr&aacute;fico, n&atilde;o foi observada qualquer altera&ccedil;&atilde;o que contraindicasse o tratamento est&eacute;tico, sendo confirmada aus&ecirc;ncia de sintomatologia dolorosa, qualidade do tratamento endod&ocirc;ntico e higidez periodontal. Assim, o plano de tratamento foi tra&ccedil;ado de acordo com os desejos, expectativas e limita&ccedil;&otilde;es da paciente, sendo proposto um clareamento interno com cristal de ureia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente, foi realizada a profilaxia com pedra-pome dilu&iacute;da em &aacute;gua, e o registro da cor, com a escala Vitta (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Ap&oacute;s a observa&ccedil;&atilde;o da cor, foi realizada a remo&ccedil;&atilde;o da resina e exposi&ccedil;&atilde;o da c&acirc;mara pulpar (<a href="#fig02">Figura 2</a>). Para a confec&ccedil;&atilde;o do tamp&atilde;o cervical, foi mensurada a dist&acirc;ncia da borda incisal ao in&iacute;cio do conduto radicular (altura do colo cervical anat&ocirc;mico) com o aux&iacute;lio de uma lima endod&ocirc;ntica (K#40). Observada a dist&acirc;ncia de 10mm, posicionou-se o stop de silicone na broca Gattes-Gliden em 12,0 mm, sendo realizada a desobtura&ccedil;&atilde;o rotat&oacute;ria de 2,0 mm (<a href="#fig03">Figura 3</a>). O material escolhido para confec&ccedil;&atilde;o do tamp&atilde;o foi o hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio fotopolimeriz&aacute;vel (Biocal/Biodin&acirc;mica), o qual foi inserido com sua pr&oacute;pria seringa e fotopolimerizado no espa&ccedil;o desobturado (Figuras <a href="#fig04">4</a> e <a href="#fig05">5</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a16fig01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a16fig02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a16fig03.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a16fig04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a16fig05.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Posteriormente &agrave; confec&ccedil;&atilde;o do tamp&atilde;o, procedeu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de &aacute;cido fosf&oacute;rico a 37% na c&acirc;mara pulpar por 15 segundos, lavagem e secagem desta com pelota de algod&atilde;o est&eacute;ril, para subsequente inser&ccedil;&atilde;o do agente clareador (cristal de ureia) com o aux&iacute;lio de um porta am&aacute;lgama pl&aacute;stico (<a href="#fig06">Figura 6</a>). O material selador tempor&aacute;rio utilizado foi o "Coltosol". A troca do clareador foi repetida por cinco semanas. A c&acirc;mara foi neutralizada com pasta de hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio, a fim de eliminar a a&ccedil;&atilde;o residual do agente. Passado esse per&iacute;odo, tal etapa perdurou por uma semana, pois este &eacute; o per&iacute;odo m&eacute;dio para elimina&ccedil;&atilde;o do oxig&ecirc;nio residual. Em seguida, realizou-se a restaura&ccedil;&atilde;o do elemento com resina composta fotopolimeriz&aacute;vel. Pode-se observar, comparando- se as Figuras <a href="#fig07">7</a> e <a href="#fig08">8</a>, que o elemento dental iniciou o tratamento em uma colora&ccedil;&atilde;o C4 e atingiu uma colora&ccedil;&atilde;o C2 (Figuras <a href="#fig07">7</a> e <a href="#fig08">8</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig06"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a16fig06.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig07"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a16fig07.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig08"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/a16fig08.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com os avan&ccedil;os da Odontologia Est&eacute;tica, o clareamento end&oacute;geno revela-se uma alternativa segura e de menor custo para o restabelecimento da harmonia crom&aacute;tica de elementos desvitais. &Eacute; fundamental que o profissional utilize um protocolo cl&iacute;nico, embasado no conhecimento cient&iacute;fico, a fim de se obter maior controle sobre os riscos e uma maior previsibilidade dos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Heller D, Skriber J, LIN LM. Eff ect of intracoronal bleaching on external cervical root resorption. Amer Assoc Endod. 2002; 18(4).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=115772&pid=S1677-3888201100020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Rotstein I, Zyskind D, Lewinstein I, Bamberger N. Eff ect of diff erent protective base materials on hidrogen peroxide leakage during intracoronal bleaching in vitro. J. Endodont.1992, 18:114-117. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Pires LCM. Clareamento com gel em despolpados. S&atilde;o Paulo: Ed. Santos, Livraria Editora, 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Reis A, Logurcio AD. Materiais dent&aacute;rios restauradores diretos &ndash; dos fundamentos &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. S&atilde;o Paulo: Ed. Livraria Santos, 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Wanderley FM et al. Cristal de Ur&eacute;ia &ndash; Tratamento da discromia dental. Rev ABO. 2004; 12(1):71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Cardoso RM et al. Avalia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica de tamp&otilde;es cervicais no clareamento end&oacute;geno. Rev Ga&uacute;cha Odontol 2006; 54(3): 280-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Valera MC, Camargo CHR, Teixeira AU, Camargo SEA. Microinfiltra&ccedil;&atilde;o de materiais restauradores tempor&aacute;rios usados durante o clareamento interno. Rev Ci&ecirc;nc Odontol Bras. 2007; 10 (4):26-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. De Deus QD. Clareamento de dentes com altera&ccedil;&atilde;o de cor. In: De Deus QD. Endodontia. 5. ed. Rio de Janeiro: Medsi 1992; 627-40.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Baratieri LN et al. Odontologia restauradora &ndash; fundamentos e possibilidades. S&atilde;o Paulo: Ed. Livraria Santos 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.Miranda MM, Reis NA, Miranda JR. Clareamento dental end&oacute;geno e ex&oacute;geno. In Cardoso, R. J. A. Gon&ccedil;alves, E. A. N. Est&eacute;tica S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas 2002; 3:343-361. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Lima KP. Avalia&ccedil;&atilde;o da efetividade de agentes qu&iacute;micos empregados em procedimentos clareadores de dentes desvitais. Disserta&ccedil;&atilde;o. (Mestrado em Cl&iacute;nica Integrada) Universidade Federal de Pernambuco; Recife, 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Gomes LSG, Melo J&uacute;nior PC, Cardoso RM, Barbosa SF, Vicente Silva CH. Capacidade seladora de tamp&otilde;es cervicais. Rev. Odontologia Cl&iacute;n-Cient&iacute;f. 2007; abr./jun 6(2):139-42. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Fachin EVF, Perondi M, Grecca FS. Compara&ccedil;&atilde;o da capacidade de selamento de diferentes materiais restauradores provis&oacute;rios. RPG Rev P&oacute;s Grad. 2007, 13(4): 292-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Grecca FS, Teixeira VB. Avalia&ccedil;&atilde;o do selamento marginal de materiais restauradores provis&oacute;rios usados em Endodontia. Rev Ci&ecirc;nc Odontol 2001, 4(4): 81-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Shinohara AL, Oliveira ECG, Duarte MAH, Yamashita JC, Kuga MC, Fraga SC. Avalia&ccedil;&atilde;o in vitro da infiltra&ccedil;&atilde;o marginal de alguns materiais seladores provis&oacute;rios submetidos &agrave; ciclagem t&eacute;rmica. J Bras Endod. 2004; 5(16). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Polonato M. Determina&ccedil;&atilde;o de condutas para o clareamento caseiro. In: Cardoso, R. J. A. Gon&ccedil;alves, E. A. N. Est&eacute;tica S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas 2002, 3: 378-395. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Riehl H, de Freitas CA. Determina&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o do pH de v&aacute;rias subst&acirc;ncias usadas intracoronalmente para a restaura&ccedil;&atilde;o da cor (clareamento) da coroa dent&aacute;ria. Rev. da Faculdade de Odontologia de Lins. 2001; 13(1). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18 - Baratieri LN et al. Clareamento dental. S&atilde;o Paulo: Ed. Livraria Santos 1993; 176. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Miyashita E et al. Odontologia est&eacute;tica: planejamento e t&eacute;cnica. S&atilde;o Paulo: Ed. Artes M&eacute;dicas, 2006.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Renan Menezes Cardoso    <br> Rua Antonio Novaes, 51/ 902 Gra&ccedil;as    <br> CEP: 52050-280 - Recife - PE</font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 29/06/09<br/>  <b>Aceito para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 30/09/09</font></p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Heller]]></surname>
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