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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação dos conhecimentos de ergonomia em acadêmicos do ciclo profissional em uma Faculdade de Odontologia do sistema público de educação superior em Pernambuco¹]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To investigate the level of ergonomics' knowledge and its application in clinical practice. Material and Methods: descriptive and observational study of a sectional cross realized with 174 students, of both genders enrolled between 4th and 9th semesters of the old curriculum of the Dentistry's Faculty of the higher education public system in Pernambuco by applying a survey containing 16 regards basic knowledge of Ergonomics and 10 ergonomic situations to be required by the clinical disciplines. Results: The sample was predominantly female (67.2%). The concept was perceived by the most in the Concept of ergonomics can not miss words to comfort, safety and efficiency (92.0%) and was apprehended less Most equipos of faculty concept is ISO / FDI 3 / (13.2%). Only a knowledge is linked to gender, to age two, and thirteen of the period attended. The best accuracy rate was the 9th time and the worst of the 7. The most ergonomic situation was related disciplines required by the correct use of PPE (50.7%) and less required was related to gymnastics (2.7%). The discipline with the highest average requirement of ergonomics' knowledge and its application was the Integrated Clinic II (2.40) and lowest average was the Fixed Prosthodontics II (1.55). All cases were associated with ergonomic period attended. Conclusions: The knowledge of ergonomics are lost over time and this loss is partly due to lack of demand disciplines. Discipline of Integrated Clinic II is looking more demands that knowledge and its application.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Avalia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos de ergonomia em acad&ecirc;micos   do ciclo profissional em uma Faculdade de Odontologia   do sistema p&uacute;blico de educa&ccedil;&atilde;o superior em Pernambuco<sup>1</sup></B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Evaluation of the ergonomics knowledge in undergraduate   of the professional course in a Dentistry's Faculty of the higher education public system in Pernambuco</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Nelson Rubens Mendes Loretto<sup>I</sup>; Raisa Queiroz Catunda<sup>II</sup>; Maria Kaline Romeiro Teodoro<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Parte do Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso apresentado &agrave; Faculdade de Odontologia da Universidade de Pernambuco - FOP/UPE    <br> <sup>II</sup>Professor Adjunto Doutor do curso de Odontologia da Universidade de Pernambuco - FOP/UPE    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Acad&ecirc;mica do 9o per&iacute;odo do curso de Odontologia da Universidade de Pernambuco - FOP/UPE    <br> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: avaliar o n&iacute;vel de conhecimento, de aplica&ccedil;&atilde;o e de cobran&ccedil;a da Ergonomia na pr&aacute;tica cl&iacute;nica.   Material e M&eacute;todos: estudo descritivo, observacional de corte transversal realizado com 174 alunos, de   ambos os g&ecirc;neros, regularmente matriculados entre o 4&ordm; e o 9&ordm; per&iacute;odo do curr&iacute;culo antigo de uma   Faculdade de Odontologia do sistema p&uacute;blico de educa&ccedil;&atilde;o superior em Pernambuco, por meio de um   question&aacute;rio contendo 16 conhecimentos b&aacute;sicos de Ergonomia e 10 situa&ccedil;&otilde;es ergon&ocirc;micas a serem   exigidas pelas disciplinas cl&iacute;nicas. Resultados: a amostra foi predominantemente feminina (67,2%).   Como o conceito mais apreendido pelos estudantes, tem-se: No conceito de ergonomia n&atilde;o podem faltar  &agrave;s palavras conforto, seguran&ccedil;a e efici&ecirc;ncia (92,0%), e o menos apreendido foi o seguinte: A maioria   dos equipos da faculdade &eacute; conceito ISO/FDI 3/ (13,2%). Apenas um conhecimento se associou ao g&ecirc;nero,   dois, &agrave; idade, e treze, ao per&iacute;odo cursado. A melhor taxa de acertos foi do 9&ordm; per&iacute;odo, e a pior, a do   7&ordm;. A situa&ccedil;&atilde;o ergon&ocirc;mica mais exigida pelas disciplinas se relacionou ao uso correto do EPI (50,7%), e a   menos exigida, &agrave; gin&aacute;stica laboral (2,7%). A disciplina com maior m&eacute;dia de exig&ecirc;ncia dos conhecimentos   de Ergonomia e de sua aplica&ccedil;&atilde;o foi a Cl&iacute;nica Integrada II (2,40), e a de menor m&eacute;dia, a Pr&oacute;tese Fixa II   (1,55). Todas as situa&ccedil;&otilde;es ergon&ocirc;micas se associaram ao per&iacute;odo cursado. Conclus&otilde;es: os conhecimentos   de Ergonomia perdem-se ao longo do tempo, e essa perda se deve, em parte, &agrave; falta de exig&ecirc;ncia das disciplinas. A disciplina de Cl&iacute;nica Integrada II &eacute; quem mais exige esses conhecimentos e sua aplica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Engenharia Humana; Odontologia; Sa&uacute;de   do trabalhador; Estudantes de Odontologia; Educa&ccedil;&atilde;o em odontologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objective: To investigate the level of ergonomics' knowledge and its application in clinical practice. Material and   Methods: descriptive and observational study of a sectional cross realized with 174 students, of both genders   enrolled between 4th and 9th semesters of the old curriculum of the Dentistry's Faculty of the higher education   public system in Pernambuco by applying a survey containing 16 regards basic knowledge of Ergonomics and   10 ergonomic situations to be required by the clinical disciplines. Results: The sample was predominantly female   (67.2%). The concept was perceived by the most in the Concept of ergonomics can not miss words to comfort,   safety and efficiency (92.0%) and was apprehended less Most equipos of faculty concept is ISO / FDI 3 / (13.2%).   Only a knowledge is linked to gender, to age two, and thirteen of the period attended. The best accuracy rate   was the 9th time and the worst of the 7. The most ergonomic situation was related disciplines required by the   correct use of PPE (50.7%) and less required was related to gymnastics (2.7%). The discipline with the highest   average requirement of ergonomics' knowledge and its application was the Integrated Clinic II (2.40) and lowest   average was the Fixed Prosthodontics II (1.55). All cases were associated with ergonomic period attended. Conclusions:   The knowledge of ergonomics are lost over time and this loss is partly due to lack of demand disciplines. Discipline of Integrated Clinic II is looking more demands that knowledge and its application.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Human Engineering; Ocupational Health;   Students Dental; Dentisty Educational;   Dental.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pr&aacute;tica odontol&oacute;gica implica responsabilidades   com o paciente, com a equipe de trabalho e com o pr&oacute;prio   profissional. Desde os prim&oacute;rdios da forma&ccedil;&atilde;o, o estudante   de Odontologia j&aacute; deve preocupar-se com essa   pr&aacute;tica do ponto de vista ergon&ocirc;mico. Em particular, na   Faculdade objeto deste estudo, essa abordagem &eacute; feita   no 4&ordm; per&iacute;odo (no curr&iacute;culo antigo) e no 3o per&iacute;odo (no   curr&iacute;culo novo a partir de 2009) na disciplina de Orienta&ccedil;&atilde;o   Profissional, cujo ement&aacute;rio disp&otilde;e sobre o estudo e   a aplica&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios, conceitos, t&eacute;cnicas e m&eacute;todos   dos elementos estruturadores - humanos e materiais - e   da filosofia de trabalho na pr&aacute;tica odontol&oacute;gica<sup>1</sup>. Segundo Wisner (1990), existem os seguintes tipos de Ergonomia: 1)Ergonomia de concep&ccedil;&atilde;o: quando a contribui&ccedil;&atilde;o ergon&ocirc;mica acontece durante o projeto do produto, da m&aacute;quina, ambiente ou sistema&#894; 2) Ergonomia de corre&ccedil;&atilde;o: quando a ergonomia &eacute; aplicada a situa&ccedil;&otilde;es reais para se resolverem problemas que se refletem na seguran&ccedil;a, fadiga excessiva, nas doen&ccedil;as do trabalhador ou na quantidade e qualidade da produ&ccedil;&atilde;o&#894; 3) Ergonomia de conscientiza&ccedil;&atilde;o: quando a ergonomia objetiva capacitar os pr&oacute;prios trabalhadores para a identifica&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o dos problemas do dia a dia ou aqueles emergenciais e 4) Ergonomia de participa&ccedil;&atilde;o:&eacute; a que procura envolver o pr&oacute;prio usu&aacute;rio trabalhador ou consumidor do sistema na solu&ccedil;&atilde;o de problemas ergon&ocirc;micos<sup>2</sup>. A Ergonomia representa uma condi&ccedil;&atilde;o interdisciplinar abrangente, que tem por objetivo a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas que o homem encontra como consequ&ecirc;ncia de sua profiss&atilde;o<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Se considerarmos que tudo o que fazemos na vida   tem participa&ccedil;&atilde;o direta da Ergonomia, vamos compreender   que estudar ou exercer a Odontologia requer conhecimentos,   habilidades e compet&ecirc;ncias ergon&ocirc;micas, sem o   que o estudante ou profissional esteja fadado &agrave;s doen&ccedil;as   profissionais com limita&ccedil;&atilde;o e encurtamento do seu tempo   de "vida profissional", que denominamos como todo aquele   tempo produtivo dedicado ao exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o e   que se transforma em bens materiais, sociais e espirituais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; de fundamental import&acirc;ncia, tanto para o estudante   de Odontologia quanto para o Cirurgi&atilde;o-Dentista,   o conhecimento de alguns conceitos b&aacute;sicos aplicados na   Ergonomia. Entre eles, destacam-se: 1) produtividade; 2)   produtividade-limite; 3) delega&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es; 4) habilidades   e responsabilidades; 5) carga de trabalho, fadiga e   recupera&ccedil;&atilde;o; 6) tempo, a&ccedil;&otilde;es e movimentos e 7) conceitos   de equipo, posi&ccedil;&otilde;es de trabalho e shoulder-neck-roll<sup>4,5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A Ergonomia &eacute; uma atitude profissional, que se agrega  &agrave; pr&aacute;tica de uma profiss&atilde;o definida. Nesse sentido,&eacute;  poss&iacute;vel falar de um m&eacute;dico ergonomista, de um psic&oacute;logo   ergonomista, de um designer ergonomista e assim por   diante. Do ponto de vista cient&iacute;fico, os resultados das interven&ccedil;&otilde;es   ergon&ocirc;micas interagem com os diversos campos   e as &aacute;reas do conhecimento. Os desdobramentos de   uma interven&ccedil;&atilde;o ergon&ocirc;mica no &acirc;mbito cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico   podem ser muitos, mas o que confere a uma a&ccedil;&atilde;o   no ambiente de trabalho o car&aacute;ter de interven&ccedil;&atilde;o ergon&ocirc;mica  &eacute; o resultado materializado num projeto implantado   de mudan&ccedil;as para melhor<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O desenvolvimento da Ergonomia no Brasil foi influenciado   pela Ergonomia da Atividade, praticada nos   pa&iacute;ses de l&iacute;ngua francesa e difundida, a partir dos anos 70,   por Alain Wisner, devido &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de diversos mestres e   doutores em ergonomia e por meio de suas v&aacute;rias viagens   ao Brasil<sup>7</sup>. A Ergonomia da Atividade &eacute; uma abordagem   cient&iacute;fica, que investiga a inter-rela&ccedil;&atilde;o entre os indiv&iacute;duos   e o contexto de produ&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os (espa&ccedil;o   f&iacute;sico, organizacional e social). Ela analisa as contradi&ccedil;&otilde;es   presentes nessa inter-rela&ccedil;&atilde;o e, em consequ&ecirc;ncia, as estrat&eacute;gias   individuais e coletivas de media&ccedil;&atilde;o operat&oacute;rias,   que s&atilde;o forjadas para responder &agrave; diversidade de exig&ecirc;ncias   existentes nas situa&ccedil;&otilde;es de trabalho<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Por outro lado, no per&iacute;odo de forma&ccedil;&atilde;o, &eacute; imprescind&iacute;vel   a orienta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o do emprego desses   conhecimentos na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, e essa responsabilidade   cabe aos docentes, considerando que os agravos ergon&ocirc;micos  &agrave; sa&uacute;de profissional podem se iniciar, ainda, no   per&iacute;odo acad&ecirc;mico<sup>9</sup>. Qual a medida desse conhecimento   e dessa cobran&ccedil;a foi o objetivo central deste trabalho, secundando-   o &agrave; poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis, como g&ecirc;nero   e per&iacute;odo cursado no desfecho da vari&aacute;vel resposta.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAL E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tratou-se de um estudo descritivo, de corte transversal   realizado com 174 alunos, de ambos os g&ecirc;neros, estudantes   do 4&ordm; ao 9&ordm; per&iacute;odo e que representaram 49,71% de todos   os alunos matriculados no ciclo profissional do curso de gradua&ccedil;&atilde;o   da Faculdade. Os alunos do 10&ordm; per&iacute;odo n&atilde;o foram   inclu&iacute;dos na amostra por realizarem atividades de est&aacute;gio   profissional fora do campus da Faculdade. Para a coleta dos   dados, foi elaborado um question&aacute;rio de m&uacute;ltipla escolha,   com 16 quest&otilde;es b&aacute;sicas de ergonomia, elaborado com   base nos referenciais te&oacute;ricos nacionais e internacionais da   ergonomia aplicada &agrave; Odontologia, com quatro alternativas   de resposta, e, entre elas, a alternativa n&atilde;o sei. O resultado   desse question&aacute;rio foi enquadrado em uma escala de Likert,   constitu&iacute;da de 1 (insuficiente)= at&eacute; 7 acertos; 2 (regular)= de   8 a 12 acertos; e 3 (bom)= de 13 a 16 acertos. Para avalia&ccedil;&atilde;o   da fiscaliza&ccedil;&atilde;o e cobran&ccedil;a dos conhecimentos pelas disciplinas   cl&iacute;nicas, foi elaborado um formul&aacute;rio contendo 10 situa&ccedil;&otilde;es   ergon&ocirc;micas, avaliado segundo uma escala de Likert   constitu&iacute;da de 1= nunca; 2= &agrave;s vezes; e 3= sempre. Para se   conhecer o n&iacute;vel de cobran&ccedil;a pelas disciplinas, procedeu-se da seguinte forma: 1) obteve-se, por aluno, a m&eacute;dia de   cobran&ccedil;a das situa&ccedil;&otilde;es ergon&ocirc;micas em cada disciplina; 2)   para cada disciplina, somou-se a m&eacute;dia de todos os alunos   que a avaliaram, dividindo-se pelo n&uacute;mero desses alunos, e   obteve-se a m&eacute;dia de cobran&ccedil;a de cada disciplina e 3) essas   m&eacute;dias foram organizadas em ordem decrescente, a fim de   classificar as disciplinas que mais efetuam a cobran&ccedil;a em   contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas que cobram medianamente ou com   baixa frequ&ecirc;ncia. Para ajuste e valida&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios,   foi realizado um teste piloto com 20 alunos representantes   dos per&iacute;odos pesquisados e que n&atilde;o fizeram parte da amostra   final. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comit&ecirc; de  &Eacute;tica da Universidade de Pernambuco atrav&eacute;s do Parecer   n&ordm; 047/09. Foi realizada a an&aacute;lise dos resultados com dados   emparelhados, com o objetivo de verificar se houve ou n&atilde;o   rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis independentes. Para o estudo de   associa&ccedil;&atilde;o entre duas vari&aacute;veis, foi realizado o teste estat&iacute;stico   do Qui-Quadrado para independ&ecirc;ncia (correla&ccedil;&atilde;o de Pearson),   o teste Exato de Fisher e o teste de verossimilhan&ccedil;a.   Nessa fase, foram apresentados os cruzamentos das diversas   vari&aacute;veis independentes com as vari&aacute;veis-resposta (dependentes), e o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia dos testes foi de 5%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo revelou uma presen&ccedil;a feminina majorit&aacute;ria   (67,2%) numa propor&ccedil;&atilde;o masculino:feminino igual a   1:2,0, que atesta a presen&ccedil;a maci&ccedil;a das mulheres no curso de   Odontologia, segundo estudos epidemiol&oacute;gicos que abordam   a quest&atilde;o g&ecirc;nero. As disciplinas cl&iacute;nicas avaliadas foram:   Semiologia I (4&ordm; p); Semiologia II (5&ordm; p); Cirurgia Buco-Dental   e Dent&iacute;stica Restauradora I (6&ordm; p); Cirurgia Buco-Maxilo Facial;   Dent&iacute;stica Restauradora II; Endodontia II; Odontopediatria II e   Periodontia II (7&ordm; p); Cl&iacute;nica Integrada I e Odontopediatria III   (8&ordm; p); e Cl&iacute;nica Integrada II, Pr&oacute;tese Buco-Maxilo Facial II, Pr&oacute;tese Fixa II, Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel II e Pr&oacute;tese Total II (9&ordm; p). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Tabela 1</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os conhecimentos ergon&ocirc;micos est&atilde;o enquadrados nos seguintes grupos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1) Sa&uacute;de profissional: P1. No conceito de ergonomia, n&atilde;o   podem faltar as palavras conforto, seguran&ccedil;a e efici&ecirc;ncia; P6.   Capacidade de trabalho di&aacute;ria relacionada ao ritmo biol&oacute;gico&eacute; o (a) ritmo circadiano; P7. Estado-limite da resist&ecirc;ncia org&acirc;nica,   ps&iacute;quica e espiritual no processo de trabalho caracteriza   o (a) burnout e P11. Os movimentos 4 e 5 s&atilde;o antiergon&ocirc;micos.    <br>   2) Produtividade na aten&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica: P3. O conceito de produtividade   exige a presen&ccedil;a do(a) tempo; P4. A delega&ccedil;&atilde;o   de fun&ccedil;&otilde;es exige supervis&atilde;o; P10. O movimento cron&oacute;fago   prejudica a produtividade; e P14. A parte alta do shoulder-neck-roll colocada na nuca do paciente &eacute; ideal para procedimentos   maxilares.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   3) Conceitos fundamentais: P2. A ergonomia &eacute; uma ci&ecirc;ncia   multidisciplinar; P5. Comportamento adaptativo integrado   por sequ&ecirc;ncias e padr&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o &eacute; denominado de habilidade;   P8. Correspondente ao tempo gasto em consult&oacute;rio   com a produ&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os &eacute; o tempo operat&oacute;rio;   P12. A maioria dos equipos da FOP &eacute; conceito ISO/FDI 3/; P13.   A zona de transfer&ecirc;ncia nunca corresponde &agrave; posi&ccedil;&atilde;o de 9   horas; P15. A posi&ccedil;&atilde;o de trabalho ideal do CD para raspagem   de c&aacute;lculo na bateria &acirc;ntero-inferior &eacute; 12h; e P16. A dist&acirc;ncia   correta do refletor &agrave; cavidade bucal do paciente &eacute; de 50 a   60 cm.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Considerando que eram 16 afirmativas a serem respondidas   em 174 oportunidades, o n&uacute;mero total de respostas   era de 2.784. A partir desse n&uacute;mero, foi poss&iacute;vel observar que   o percentual de respostas ERRADAS somado ao de respostas   N&Atilde;O SABE foi superior (52,4%) ao de respostas CERTAS   (47.4%), demonstrando que mais da metade da amostra n&atilde;o   apreendeu os conceitos b&aacute;sicos da ergonomia (<a href="#tab01">Tab. 1</a>). A associa&ccedil;&atilde;o   entre conhecimento e g&ecirc;nero mostrou-se significativa   somente para a quest&atilde;o P4 (p=0,027), intuindo-se que   ser homem &eacute; preditor de acerto na quest&atilde;o a delega&ccedil;&atilde;o de   fun&ccedil;&otilde;es exige supervis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  A distribui&ccedil;&atilde;o da apreens&atilde;o dos conhecimentos ministrados   no in&iacute;cio do ciclo profissional (4&ordm; p), segundo o per&iacute;odo   dos estudantes da amostra, revelou que foram aqueles   matriculados no 9&ordm; per&iacute;odo os que obtiveram o melhor resultado,   visto que foram os &uacute;nicos que tiveram ocorr&ecirc;ncia da   classifica&ccedil;&atilde;o BOM (6,8%). O pior resultado foi verificado entre   os alunos do 7&ordm; per&iacute;odo com 82,0% de INSUFICIENTE e 18,0%   de REGULAR (<a href="#tab02">Tab. 2</a>) </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n1/a07tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Tabela 2</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A associa&ccedil;&atilde;o entre conhecimento e per&iacute;odo mostrou-se significativa nas quest&otilde;es: P2 (n=0,003); P3 (n=0,001);   P4 (n=0,001); P5 (n=0,003); P6 (n=0,002); P10 (n=0,001); P11   (n=0,001); P12 (n=0,001); P13 (n=0,004); p14 (n=0,001); P15   (n=0,001); e P16 (n=0,033). O per&iacute;odo &eacute;, sem d&uacute;vida, quem   mais se associou ao conhecimento, revelando um achado   curioso, pois &eacute; na metade do ciclo profissional (7&ordm; per&iacute;odo)   que o aluno tem a maior carga hor&aacute;ria de atividade cl&iacute;nica   (465 horas), seguida do 9&ordm; per&iacute;odo (405 horas)<sup>10</sup>, per&iacute;odo que apresenta o pior resultado na apreens&atilde;o dos conhecimentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Um dado significativo foi verificar que todas as cl&iacute;nicas   da Faculdade possuem equipo conceito 3 ISO/FDI, mas esse   conhecimento teve 86,8% das respostas ERRADAS somadas  &agrave;s N&Atilde;O SEI para o grupo total. O equipo conceito 3 &eacute; universalmente   aceito como aquele que traz mais vantagens &agrave;  pr&aacute;tica cl&iacute;nica em Odontologia. O equipo est&aacute; localizado sobre   o bra&ccedil;o esquerdo da cadeira e &agrave; frente do paciente, preso   a uma coluna fixa no ch&atilde;o. &Eacute; semim&oacute;vel e graficamente se   escreve 3 / onde o n&uacute;mero &agrave; esquerda da barra significa o   elemento do CD. A vantagem desse conceito &eacute; a de oferecer   o menor movimento poss&iacute;vel entre os elementos do CD e   o campo operat&oacute;rio, apesar de ser psicologicamente desfavor&aacute;vel,   porque toda troca de instrumentos se processa em   cima do paciente, embora esse conceito tenha as mais curtas   vias de alcance, raz&atilde;o pela qual deve ser usado com parcim&ocirc;nia   por dentistas que atendem crian&ccedil;as. Ele representa a   maioria dos equipos fabricados no Brasil<sup>11,12,13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O segundo objetivo deste trabalho foi analisar a cobran&ccedil;a,   a orienta&ccedil;&atilde;o e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos de   ergonomia por parte dos docentes nas cl&iacute;nicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n1/a07tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Tabela 3</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As situa&ccedil;&otilde;es ergon&ocirc;micas est&atilde;o enquadradas nos seguintes grupos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1) Sa&uacute;de profissional: P17 Fiscaliza e orienta a posi&ccedil;&atilde;o correta   do paciente; P18 Fiscaliza e orienta a postura correta   de trabalho do profissional; P19 Fiscaliza e orienta a ilumina&ccedil;&atilde;o   correta do campo de trabalho; P20 Fiscaliza e orienta   a minimiza&ccedil;&atilde;o de ru&iacute;dos; P23 Controla, exige e fiscaliza   o uso das normas de biosseguran&ccedil;a; P24 Fiscaliza e orienta   se o EPI est&aacute; completo e se &eacute; usado corretamente; P25 Indica   e orienta gin&aacute;stica laboral e P26 Identifica e corrige   posi&ccedil;&atilde;o de trabalho antiergon&ocirc;mica.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   2) Produtividade cl&iacute;nica: P21 Fiscaliza e orienta organiza&ccedil;&atilde;o   da bandeja, e P22 fiscaliza e orienta o trabalho a   quatro m&atilde;os. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o grupo total da amostra, foi verificado que a situa&ccedil;&atilde;o   P10 - indica e orienta a gin&aacute;stica laboral - foi a que   obteve o pior resultado com 85,6% dos estudantes informando   que NUNCA receberam tal cobran&ccedil;a e orienta&ccedil;&atilde;o   dos professores, embora tenham recebido o conhecimento   no 4&ordm; per&iacute;odo. Por outro lado, a situa&ccedil;&atilde;o P24 - Fiscaliza   e orienta se o EPI est&aacute; completo e se &eacute; usado corretamente   obteve o melhor resultado entre os conhecimentos cobrados   e fiscalizados com 50,7% dos estudantes informando   que SEMPRE s&atilde;o cobrados nessa situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Ao considerarmos o conjunto total das situa&ccedil;&otilde;es,   a soma das respostas NUNCA com ALGUMAS VEZES representa   63,6%, reveladora de que h&aacute; uma falta de fiscaliza&ccedil;&atilde;o   e orienta&ccedil;&atilde;o por parte dos docentes acerca   dos conhecimentos de Ergonomia e de sua aplica&ccedil;&atilde;o no atendimento cl&iacute;nico dos pacientes. Talvez, por n&atilde;o serem   cobrados, os alunos negligenciem na fixa&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o   desses conhecimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A associa&ccedil;&atilde;o entre a cobran&ccedil;a, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o   dos conhecimentos ergon&ocirc;micos e sua aplica&ccedil;&atilde;o nas atividades   cl&iacute;nicas por parte dos docentes e o g&ecirc;nero mostrou-se significativa nas quest&otilde;es P22 (n=0,009) e P23 (n=0,014).   Quando a associa&ccedil;&atilde;o se deu com o per&iacute;odo, as dez situa&ccedil;&otilde;es   mostraram-se altamente significativas, com nove situa&ccedil;&otilde;es,   tendo n&lt; 0,001 e apenas a situa&ccedil;&atilde;o P22 com n&lt; 0,006.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Para melhor compreens&atilde;o da <a href="#tab03">Tabela 3</a>, fez-se necess&aacute;rio   extrair os dados relativos &agrave;s respostas NUNCA e   SEMPRE, polos extremos de uma mesma quest&atilde;o, e com   eles elaborar uma tabela (<a href="#tab04">Tab. 4</a>) que contemplasse a distribui&ccedil;&atilde;o   dessas duas modalidades de resposta, segundo   o per&iacute;odo cursado pelo pesquisado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n1/a07tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Tabela 4</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Foi poss&iacute;vel constatar que o per&iacute;odo influencia no   desfecho da cobran&ccedil;a dos conhecimentos de Ergonomia e   de sua aplica&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Com uma alta signific&acirc;ncia   que enquanto nos per&iacute;odos iniciais da forma&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica (4&ordm;,   5&ordm; e 6&ordm;) os alunos s&atilde;o SEMPRE mais cobrados nesses conhecimentos,   nos per&iacute;odos seguintes essa cobran&ccedil;a cai no 7&ordm;  per&iacute;odo com um valor relativo que &eacute; mais que o dobro de   NUNCA em rela&ccedil;&atilde;o a SEMPRE; estabiliza no 8&ordm; per&iacute;odo com   discreta vantagem para a cobran&ccedil;a SEMPRE e cai novamente   no 9&ordm; per&iacute;odo. Por oportuno, vale destacar que, no 7&ordm; e no   9&ordm; per&iacute;odo, est&atilde;o as maiores cargas hor&aacute;rias de atividades cl&iacute;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Considerando ainda que foi objetivo do trabalho saber   as disciplinas que mais fiscalizavam, orientavam e cobravam   os conhecimentos de Ergonomia e sua aplica&ccedil;&atilde;o   na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, a partir da pondera&ccedil;&atilde;o da resposta dada  &agrave;s perguntas de P17 a P26 (nunca= 1; algumas vezes = 2; e   sempre = 3), obteve-se o resultado (<a href="#tab05">Tabela 5</a>) descrito na   ordem decrescente do escore m&eacute;dio de exig&ecirc;ncia de cada   disciplina cl&iacute;nica investigada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n1/a07tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Tabela 5</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa tabela permitiu observar que as m&eacute;dias variaram   de 1,55 a 2,40, sendo mais elevadas nas disciplinas   Cl&iacute;nica Integrada II (2,40), Dent&iacute;stica Restauradora I (2,31),   Cirurgia Buco-Dental (2,17) e Semiologia I (2,09) e foram   menores nas disciplinas Pr&oacute;tese Fixa II (1,55), Pr&oacute;tese Parcial   Remov&iacute;vel II (1,62), Endodontia II (1,73) e Periodontia   II (1,78). A compara&ccedil;&atilde;o desses resultados com aqueles   contidos na <a href="#tab05">Tabela 5</a> revelou que: 1) apesar de a Cl&iacute;nica   Integrada II pertencer ao 9&ordm; per&iacute;odo e ser considerada pelos   alunos como a disciplina com maior n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia,   a baixa exig&ecirc;ncia das demais disciplinas desse per&iacute;odo   (Pr&oacute;tese Buco-Maxilo Facial II, Pr&oacute;tese Fixa II, Pr&oacute;tese Parcial   Remov&iacute;vel II e Pr&oacute;tese Total II) fez com que a resposta   NUNCA tivesse 60,5% de ocorr&ecirc;ncia na exig&ecirc;ncia nesse   per&iacute;odo; 2) a segunda disciplina com maior escore de exig&ecirc;ncia   - Dent&iacute;stica Restauradora I est&aacute; no 6&ordm; per&iacute;odo que   contou com 68,1% de respostas SEMPRE em rela&ccedil;&atilde;o a essa   exig&ecirc;ncia, e a terceira disciplina foi Cirurgia Buco-Dental   tamb&eacute;m pertencente a esse per&iacute;odo e 3) a diferen&ccedil;a entre   o maior e o menor escore m&eacute;dio (2,40 - 1,55) foi de 0,85 equivalente a 64,6% do maior valor (2,40).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Ao considerarmos que um cirurgi&atilde;o-dentista possa   trabalhar na profiss&atilde;o pelo menos durante 40 anos, h&aacute; de   se pensar que isso s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel mediante a equaliza&ccedil;&atilde;o   de uma s&eacute;rie de fatores ligados ao profissional (sa&uacute;de   f&iacute;sica e mental, dura&ccedil;&atilde;o e carga de trabalho, aplica&ccedil;&atilde;o dos   conceitos ergon&ocirc;micos na pr&aacute;tica cl&iacute;nica) e ao ambiente   de trabalho (ilumina&ccedil;&atilde;o, temperatura, ru&iacute;dos, cores, cubagem,   pessoal auxiliar, processos produtivos), entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Para alcan&ccedil;ar esse objetivo, desde a forma&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo   acad&ecirc;mico, deve haver uma constante preocupa&ccedil;&atilde;o   com a aplica&ccedil;&atilde;o diuturna da ergonomia no processo produtivo   de atendimento cl&iacute;nico. A repeti&ccedil;&atilde;o leva &agrave; excel&ecirc;ncia   do fazer da mesma forma que o h&aacute;bito gera o costume.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Se, desde os prim&oacute;rdios do curso, a pr&aacute;tica cl&iacute;nica for   ergonomicamente orientada, sem d&uacute;vida a longevidade   profissional pretendida ser&aacute; alcan&ccedil;ada. Foi com satisfa&ccedil;&atilde;o   que registramos o empenho da disciplina de Cl&iacute;nica   Integrada II em prover a constante exig&ecirc;ncia desses conhecimentos   ergon&ocirc;micos e de sua aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Com   certa preocupa&ccedil;&atilde;o, registramos que disciplinas que est&atilde;o   no final da forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica n&atilde;o mant&ecirc;m elevados padr&otilde;es   de exig&ecirc;ncia, deixando que erros se repitam e que   a sa&uacute;de profissional do acad&ecirc;mico seja, de alguma forma,   prejudicada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n1/a07tab05.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os conhecimentos de Ergonomia, ministrados no 4&ordm;  per&iacute;odo do curr&iacute;culo antigo, parecem perder-se ao longo da   forma&ccedil;&atilde;o, perda essa em parte motivada devido &agrave; falta de   exig&ecirc;ncia pelas disciplinas cl&iacute;nicas. A apreens&atilde;o desse conhecimento   independe do g&ecirc;nero, mas &eacute; influenciada pelo   per&iacute;odo cursado, sendo que a melhor m&eacute;dia de acerto dos   conhecimentos de Ergonomia pertenceu aos alunos do 6&ordm;  per&iacute;odo, e a pior aos alunos do 7&ordm; per&iacute;odo. A disciplina com   maior n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia dos conhecimentos de Ergonomia   e de sua aplica&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica cl&iacute;nica foi a Cl&iacute;nica Integrada   II, e no 6&ordm; per&iacute;odo, ocorreu a maior cobran&ccedil;a por parte dos   docentes. A cobran&ccedil;a dos conhecimentos e de sua aplica&ccedil;&atilde;o   na atividade cl&iacute;nica &eacute; influenciada pelo per&iacute;odo cursado pelo estudante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Orienta&ccedil;&atilde;o profissional. Plano de Curso da Disciplina de   Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional. Faculdade de Odontologia de Pernambuco 2009.6 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108201&pid=S1677-3888201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Wisner A. La m&eacute;thodologie en ergonomie: d'hier,&agrave;  aujourd'hui. Performaces Humaines &amp; Techniques 1990;   50: 3238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108203&pid=S1677-3888201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Genovese WJ, Lopes A. Doen&ccedil;as profissionais do cirurgi&atilde;o-dentista. S&atilde;o Paulo (SP): Pancast; 1991. 68-75 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108205&pid=S1677-3888201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Loretto NRM. Ergonomia aplicada &agrave; Odontologia. Parte 1:   Conceitos b&aacute;sicos. Faculdade de Odontologia de Pernambuco   2009. 8 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108207&pid=S1677-3888201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Loretto NRM. Ergonomia aplicada &agrave; Odontologia. Parte 2:   Sistema TAM e posi&ccedil;&otilde;es de trabalho. Faculdade de Odontologia   de Pernambuco 2009.1- 8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108209&pid=S1677-3888201200010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Vidal MC. Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; ergonomia. Rio de Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o   Coppetec, 2002; 3-14.  <a href="#tab05">Tabela 5</a> &ndash; M&eacute;dia dos escores de exig&ecirc;ncia por disciplina independentemente da quest&atilde;o, em ordem decrescente de   valora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Lima FP, Jackson Filho JM. Pref&aacute;cio da tradu&ccedil;&atilde;o brasileira.   In: Daniellou F. A ergonomia em busca de seus princ&iacute;pios:   debates epistemol&oacute;gicos. S&atilde;o Paulo: Edgard Blucher; 2004.   244 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108212&pid=S1677-3888201200010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Ferreira MC, Mendes AM. Trabalho e riscos de adoecimento:   o caso dos auditores fiscais da Previd&ecirc;ncia Social Brasileira.   Bras&iacute;lia: LPA; 2003.156 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108214&pid=S1677-3888201200010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Loretto NRM. Sa&uacute;de profissional: as doen&ccedil;as ocupacionais   em Odontologia. Faculdade de Odontologia de Pernambuco   2008. 20 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108216&pid=S1677-3888201200010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Universidade de Pernambuco. Faculdade de Odontologia   de Pernambuco. Curr&iacute;culo Pleno da Faculdade de Odontologia   de Pernambuco. Demonstrativo da carga hor&aacute;ria. Camaragibe:   FOP/UPE; 1992. 5 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108218&pid=S1677-3888201200010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Barros OB. Ergonomia 2. O ambiente f&iacute;sico de trabalho,   a produtividade e a qualidade de vida em Odontologia. S&atilde;o   Paulo: Pancast; 1993. 385 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108220&pid=S1677-3888201200010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Barros OB. Ergonomia 1. A efici&ecirc;ncia ou rendimento e a   filosofia correta de trabalho em Odontologia. S&atilde;o Paulo: Pancast,   1999. p. 61-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108222&pid=S1677-3888201200010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Barros OB. PTO: posto de trabalho odontol&oacute;gico. Maring&aacute;:   Dental Press, 2006. 233 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=108224&pid=S1677-3888201200010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v11n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nelson Rubens Mendes Loretto    <br>   Pra&ccedil;a Rodolfo de Moraes Moreira, s/n - CP 26    <br>   Centro - Gravat&aacute;    <br>   CEP 55641-970 PE</font>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 03/06/11<br/> <b>Aceito para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 21/07/11</font></p>      ]]></body>
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