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<journal-title><![CDATA[Odontologia Clínico-Científica (Online)]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Correlação entre severidade da desordem temporomandibular e fatores psicossociais em pacientes com dor crônica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Correlation Between severity of temporomadibular disordens and psychosocial factoris in patients with chronic pain]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,FO/UFJF Serviço de Diagnóstico e Orientação a pacientes portadores de Desordem Temporomandibular) ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Temporomandibular disorder (TMD) is considered the most common chronic orofacial pain condition. Psychosocial factors have been implicated in the predisposition, initiation and perpetuation of TMD. The objective of this study was to establish the correlation between TMD and the levels of depression and nonspecific physical symptoms, the degree of chronic pain and the number of groups of clinical diagnoses. 73 patients with chronic TMD (F = 66, M = 7) who sought treatment in service-ATM UFJF were evaluated. The correlations between the indexes temporomandibulares and psychological aspects were positive for most evaluations. The muscle index was correlated with statistical significance for most of the psychological aspects. There were positive and statistically significant correlation between the number of groups of axis I diagnoses of the RDC / TMD and functional and temporomandibular indexes. It can be concluded that even if the patient shows signs and symptoms of TMD low intensity, the permanence of these for a long time, leads to a psychological impairment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtornos da articulação temporomandibular]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL /ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Correla&ccedil;&atilde;o entre severidade da desordem temporomandibular e fatores psicossociais em pacientes com dor cr&ocirc;nica</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correlation Between severity of temporomadibular disordens and psychosocial factoris in patients with chronic pain</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Thais Vidal Soares <sup>I</sup>; Patr&iacute;cia Rocha Coelho <sup>II</sup>; Luciano Ambr&oacute;sio Ferreira <sup>II</sup>; Josemar Parreira Guimar&atilde;es <sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Acad&ecirc;mica do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora; Aluna Bolsista do Servi&ccedil;o ATM (Servi&ccedil;o de Diagn&oacute;stico e Orienta&ccedil;&atilde;o a pacientes portadores de Desordem Temporomandibular) - FO/UFJF    <br> <sup>II</sup> Membro da Equipe do Servi&ccedil;o ATM (Servi&ccedil;o de Diagn&oacute;stico e Orienta&ccedil;&atilde;o a pacientes portadores de Desordem Temporomandibular) - FO/UFJF    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Professor associado II - FO/UFJF; Coordenador do Servi&ccedil;o ATM (Servi&ccedil;o de Diagn&oacute;stico e Orienta&ccedil;&atilde;o a pacientes portadores de Desordem Temporomandibular) - FO/UFJF</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desordem temporomandibular (DTM) &eacute; considerada a mais frequente condi&ccedil;&atilde;o de dor orofacial cr&ocirc;nica. Os fatores psicossociais t&ecirc;m sido implicados na predisposi&ccedil;&atilde;o, inicia&ccedil;&atilde;o e perpetua&ccedil;&atilde;o das DTM. Objetivou-se, com este estudo, estabelecer a correla&ccedil;&atilde;o existente entre a severidade da DTM e os n&iacute;veis de depress&atilde;o e de sintomas f&iacute;sicos inespec&iacute;ficos, a gradua&ccedil;&atilde;o da dor cr&ocirc;nica e o n&uacute;mero de grupos de diagn&oacute;sticos cl&iacute;nicos. Foram avaliados 73 pacientes portadores de DTM cr&ocirc;nica (F=66; M=7) que procuraram atendimento no Servi&ccedil;o - ATM da UFJF. As correla&ccedil;&otilde;es entre os &iacute;ndices temporomandibulares e os aspectos psicol&oacute;gicos foram positivas para a maioria das avalia&ccedil;&otilde;es. O &iacute;ndice muscular se correlacionou com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica para a maioria dos aspectos psicol&oacute;gicos. Houve correla&ccedil;&atilde;o positiva e estatisticamente significativa entre o n&uacute;mero de grupos de diagn&oacute;sticos do eixo I do RDC/TMD e os &iacute;ndices funcional e temporomandibular. Pode-se concluir que, mesmo que o paciente apresente sinais e sintomas de DTM de baixa intensidade, a perman&ecirc;ncia desses por um per&iacute;odo prolongado acarreta manifesta&ccedil;&otilde;es de ordem psicol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Transtornos da articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular; Dor; Efeitos Psicossociais da Doen&ccedil;a.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Temporomandibular disorder (TMD) is considered the most common chronic orofacial pain condition. Psychosocial factors have been implicated in the predisposition, initiation and perpetuation of TMD. The objective of this study was to establish the correlation between TMD and the levels of depression and nonspecific physical symptoms, the degree of chronic pain and the number of groups of clinical diagnoses. 73 patients with chronic TMD (F = 66, M = 7) who sought treatment in service-ATM UFJF were evaluated. The correlations between the indexes temporomandibulares and psychological aspects were positive for most evaluations. The muscle index was correlated with statistical significance for most of the psychological aspects. There were positive and statistically significant correlation between the number of groups of axis I diagnoses of the RDC / TMD and functional and temporomandibular indexes. It can be concluded that even if the patient shows signs and symptoms of TMD low intensity, the permanence of these for a long time, leads to a psychological impairment.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Temporomandibular Joint Disorders; Pain; Cost of iIllness.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A dor &eacute; definida, segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Internacional para Estudo da Dor<sup>1</sup>, como uma experi&ecirc;ncia sensorial e emocional desagrad&aacute;vel, associada a um dano tissular real ou potencial. O conhecimento dos mecanismos biol&oacute;gicos da dor, entretanto, n&atilde;o &eacute; suficiente para a compreens&atilde;o dos quadros de dor cr&ocirc;nica, haja visto que fatores psicol&oacute;gicos e sociais produzem um comportamento de doen&ccedil;a anormal, caracterizado basicamente por uma despropor&ccedil;&atilde;o entre sinais objetivos escassos, queixas exacerbadas e alega&ccedil;&atilde;o de incapacidade<sup>2,3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O termo psicossocial &eacute; o mais utilizado para descrever os fatores que podem afetar a sa&uacute;de de um indiv&iacute;duo, abrangendo fatores psicol&oacute;gicos (estresse, ansiedade e dist&uacute;rbios do humor, tra&ccedil;os temperamentais e emo&ccedil;&otilde;es) e sociais (trabalho, estado civil, cultural e condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, comportamentos sociais e expectativas)<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, a desordem temporomandibular (DTM) &eacute; considerada a mais frequente condi&ccedil;&atilde;o de dor orofacial cr&ocirc;nica<sup>2,5</sup>. Pesquisas revelaram que fatores psicossociais t&ecirc;m sido implicados na predisposi&ccedil;&atilde;o, inicia&ccedil;&atilde;o e perpetua&ccedil;&atilde;o das DTM e terapias psicol&oacute;gicas t&ecirc;m sido consideradas ben&eacute;ficas para alguns pacientes com DTM<sup>4,6,7,8</sup>. Nesse contexto, &eacute; amplamente reconhecido que fatores psicol&oacute;gicos podem estar envolvidos no processo de percep&ccedil;&atilde;o da dor<sup>9,10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento da dor cr&ocirc;nica deve envolver interven&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e psicossociais que visam &agrave; minimiza&ccedil;&atilde;o do desconforto, &agrave; melhora da fun&ccedil;&atilde;o e &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo para o desempenho das atividades. Isso significa que o tratamento deve se basear na melhora da qualidade de vida e n&atilde;o, apenas, no al&iacute;vio da dor<sup>11</sup>. A completa elimina&ccedil;&atilde;o da sensa&ccedil;&atilde;o dolorosa, poss&iacute;vel na maioria dos casos de dor aguda, n&atilde;o &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o primordial da maioria das interven&ccedil;&otilde;es realizadas em pacientes com dor cr&ocirc;nica<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, os Crit&eacute;rios Diagn&oacute;sticos de Pesquisa para Desordem Temporomandibular (RDC/TMD) (DWORKIN e LeRESCHE, 1992) oferecem a melhor classifica&ccedil;&atilde;o, baseada em evid&ecirc;ncias para os subgrupos mais comuns de DTM12. O RDC/TMD inclui n&atilde;o apenas m&eacute;todos para a classifica&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica f&iacute;sica, presentes em seu Eixo I, mas ao mesmo tempo m&eacute;todos para avaliar a intensidade e a severidade da dor cr&ocirc;nica e os n&iacute;veis de sintomas depressivos e f&iacute;sicos n&atilde;o espec&iacute;ficos, presentes em seu Eixo II<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As medidas espec&iacute;ficas dos dom&iacute;nios psicol&oacute;gico e psicossocial, incorporadas ao RDC/TMD eixo II, foram escolhidas para servir como um par&acirc;metro padr&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos dist&uacute;rbios emocionais significativos e perturba&ccedil;&otilde;es relacionadas com a DTM nas atividades da vida di&aacute;ria. Elas avaliam tanto o grau em que uma pessoa com DTM pode ser debilitada nos aspectos cognitivo, emocional ou comportamental como o quanto esses fatores biocomportamentais podem contribuir para o desenvolvimento ou a manuten&ccedil;&atilde;o do problema da dor e/ou interferir com a boa aceita&ccedil;&atilde;o e ades&atilde;o ao tratamento<sup>10</sup>. Sua utilidade cl&iacute;nica reside, portanto, na sua capacidade comprovada visando alertar os cl&iacute;nicos para a eventual exist&ecirc;ncia de sintomatologia depressiva not&aacute;vel em seus pacientes com DTM, uma vez que n&iacute;veis severos de somatiza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m o potencial de gerar confus&atilde;o na interpreta&ccedil;&atilde;o do exame cl&iacute;nico<sup>10</sup>. A literatura comprova a confiabilidade para detec&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas e psicossociais associadas &agrave;s DTM pelo RDC/TMD - Eixo II<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Toledo, Capote e Campos<sup>8</sup> avaliaram a associa&ccedil;&atilde;o do grau de depress&atilde;o com a presen&ccedil;a e gravidade da DTM. Foram entrevistados 56 indiv&iacute;duos de ambos os g&ecirc;neros, entre 19 e 41 anos, por meio do &Iacute;ndice de Fonseca, para avaliar a presen&ccedil;a e gravidade da DTM e o Eixo II do RDC/TMD para avaliar o grau de depress&atilde;o<sup>8</sup>. Encontraram-se 58,9% dos pacientes com sintomas depressivos normais; 33,9%, moderados e 7,2%, severos8. Os resultados indicaram diferen&ccedil;as estatisticamente significantes entre a presen&ccedil;a de DTM e o grau de depress&atilde;o (p=0,033)<sup>8</sup>. Os autores conclu&iacute;ram que a depress&atilde;o pode ser considerada como um dos fatores etiol&oacute;gicos da DTM e que esta &eacute; mais predominante no g&ecirc;nero feminino<sup>8</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Yap et al.<sup>14</sup> realizaram um estudo para comparar os n&iacute;veis de depress&atilde;o e somatiza&ccedil;&atilde;o em pacientes em um &uacute;nico e em m&uacute;ltiplos grupos de diagn&oacute;stico do eixo I RDC/TMD<sup>14</sup>. Para tal, 117 pacientes foram selecionados<sup>14</sup>. Os pacientes foram classificados em 7 grupos, com base nos grupos de diagn&oacute;stico do eixo I: grupo A, dor miofascial apenas (grupo I); grupo B, o deslocamento do disco apenas (grupo II); grupo C, outras condi&ccedil;&otilde;es comuns, como artralgia, osteoartrite e osteoartrose apenas (grupo III); grupo D, dor miofascial e deslocamento de disco (grupos I e II); grupo E, dor miofascial e outras condi&ccedil;&otilde;es comuns (grupos I e III); grupo F, o deslocamento de disco e outras condi&ccedil;&otilde;es comuns (grupos II e III) e grupo G, dor miofascial, deslocamento de disco e outras condi&ccedil;&otilde;es comuns (grupos I, II e III)<sup>14</sup>. Nas condi&ccedil;&otilde;es dessa investiga&ccedil;&atilde;o, as seguintes conclus&otilde;es foram feitas: aproximadamente 39% dos pacientes com DTM s&atilde;o clinicamente deprimidos, e 55% t&ecirc;m graus elevados de sintomas f&iacute;sicos inespec&iacute;ficos; dor miofascial, deslocamento de disco e outras condi&ccedil;&otilde;es comuns foram encontrados em 26%, 30% e 13% dos pacientes, respectivamente<sup>14</sup>. Os restantes 31% dos pacientes foram diagnosticados com uma combina&ccedil;&atilde;o de dois ou de todos os diagn&oacute;sticos; pacientes diagnosticados com dor miofascial e outras condi&ccedil;&otilde;es comuns tinham n&iacute;veis significativamente mais altos de depress&atilde;o e somatiza&ccedil;&atilde;o, quando comparados aos pacientes diagnosticados apenas com deslocamento de disco<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As defini&ccedil;&otilde;es operacionais para o &Iacute;ndice Craniomandibular (CMI) foram redesenhadas para se conformar, com precis&atilde;o, aos do RDC/TMD, resultando em um protocolo &uacute;nico de exame, o &Iacute;ndice Temporomandibular (TMI), que pode ser usado para determinar o diagn&oacute;stico espec&iacute;fico de DTM e gravidade relativa a essa desordem<sup>15</sup>. O TMI &eacute; subdividido em tr&ecirc;s: &Iacute;ndice Funcional (IF), &Iacute;ndice Muscular (IM) e &Iacute;ndice Articular (IA)<sup>15</sup>. O estudo forneceu evid&ecirc;ncias estat&iacute;sticas para a confiabilidade e validade cl&iacute;nica do TMI, o que indica que o protocolo de exame RDC &eacute; apropriado para determinar severidade da DTM pelo algoritmo TMI e diagn&oacute;stico de subtipos de DTM pelo algoritmo RDC<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barros et al.<sup>16</sup> avaliaram o impacto da dor orofacial na qualidade de vida dos pacientes com DTM. Para tanto, foram avaliados 83 indiv&iacute;duos, de ambos os g&ecirc;neros, faixa et&aacute;ria de 15 a 70 anos, com relatos de dor orofacial compat&iacute;vel com DTM<sup>16</sup>. Todos os pacientes foram examinados por um &uacute;nico examinador, treinado e calibrado<sup>16</sup>. O diagn&oacute;stico foi realizado de acordo com o eixo I do RDC/TMD, e a determina&ccedil;&atilde;o da gravidade, por meio do TMI e seus sub&iacute;ndices, com valores que variam de 0 a 1, em que os maiores valores denotam maior gravidade<sup>16</sup>. Os pacientes foram entrevistados por um &uacute;nico examinador, usando o formul&aacute;rio OHIP-14 (Perfil de impacto na Sa&uacute;de Bucal), para avaliar o impacto da DTM nas atividades di&aacute;rias desses pacientes, que foi calculado pelo m&eacute;todo padr&atilde;o, atribuindo pesos espec&iacute;ficos a cada quest&atilde;o<sup>16</sup>. Em seu estudo, pacientes com desordens dos grupos I (musculares) e III (artralgia, artrite e artrose) do RDC/TMD apresentaram maiores impactos na qualidade de vida que os pacientes que n&atilde;o apresentaram esses diagn&oacute;sticos<sup>16</sup>. Pacientes com diagn&oacute;stico do grupo II (deslocamento de disco) relataram impacto na qualidade de vida semelhante &agrave;queles sem deslocamento de disco. Portanto, a dor orofacial foi capaz de gerar grande impacto na qualidade de vida dos pacientes com DTM<sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivou-se, com o presente estudo, realizar uma an&aacute;lise sociodemogr&aacute;fica da amostra composta de pacientes portadores de DTM por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de seis meses. Buscou-se, ainda, estabelecer a correla&ccedil;&atilde;o existente entre a severidade da DTM e os seguintes aspectos: n&iacute;veis de depress&atilde;o, sintomas f&iacute;sicos inespec&iacute;ficos, intensidade da dor cr&ocirc;nica e n&uacute;mero de grupos de diagn&oacute;sticos cl&iacute;nicos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAL E M&Eacute;TODO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram inclu&iacute;dos nesta pesquisa pacientes adultos, com idade entre 18 anos e 62 anos que procuraram atendimento no Servi&ccedil;o-ATM da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, apresentando queixas de dor orofacial h&aacute; um per&iacute;odo m&iacute;nimo de seis meses. Foram exclu&iacute;dos aqueles que se encontravam sob terapia psicol&oacute;gica ou psiquiatra. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para calcular o tamanho da amostra com um n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95%, utilizou-se a f&oacute;rmula17 n=z&sup2;1-&alpha;/2 p(1-p)/d&sup2;, em que "z" equivale a 1,96, "p" corresponde &agrave; preval&ecirc;ncia de 74,5%4, VG "d" corresponde &agrave; margem de erro de 5% para mais ou para menos, e &alpha; igual a 0,05 de probabilidade de erro, o que forneceu uma amostra composta por 73 pacientes, resultante do diagn&oacute;stico de DTM pelo eixo I do RDC/DTM. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes supracitados assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) em concord&acirc;ncia com a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96, do CNS, considerando que este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora sob Parecer n&ordm; 020/2011 e protocolo 2280.020.2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O exame cl&iacute;nico para o diagn&oacute;stico de DTM foi baseado no eixo I do question&aacute;rio RDC/TMD18, traduzido para o portugu&ecirc;s19. Para a determina&ccedil;&atilde;o da severidade da DTM, foi utilizado o TMI15. Em cada sub&iacute;ndice (IF, IM e IA), foram listados itens espec&iacute;ficos relativos aos sinais cl&iacute;nicos de DTM, para os quais &eacute; poss&iacute;vel atribuir valor zero na aus&ecirc;ncia do sinal cl&iacute;nico ou valor 1 na presen&ccedil;a do sinal cl&iacute;nico. As somas das respostas positivas para cada sub&iacute;ndice foram, ao final, divididas pelo n&uacute;mero total de itens, obtendo-se valores que variam de 0 a 1, em que os maiores valores denotam maior gravidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos pacientes com DTM que se enquadraram nos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o, foi aplicado o Eixo II do question&aacute;rio RDC/ TMD<sup>18,19</sup> (ANEXO E). O question&aacute;rio foi aplicado sob a forma de entrevista individual, por um &uacute;nico entrevistador, antes do in&iacute;cio do tratamento, uma vez que este poderia influenciar as respostas do question&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para tratamento estat&iacute;stico dos dados, foi utilizado o teste de Spearman por meio do SPSS vers&atilde;o 15.0, o qual foi utilizado para verificar a correla&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis, sendo essas as relacionadas &agrave; severidade de DTM (IF, IM, IA e TMI) e intensidade dos sintomas psicossociais (sintomas f&iacute;sicos inespec&iacute;ficos acompanhados ou n&atilde;o de dor, sintomas de depress&atilde;o e intensidade da dor cr&ocirc;nica). Os dados epidemiol&oacute;gicos e as vari&aacute;veis qualitativas foram apresentados como frequ&ecirc;ncias relativas, enquanto os dados quantitativos foram apresentados como valores m&eacute;dios e desvios-padr&atilde;o e mediana. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>  RESULTADOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas condi&ccedil;&otilde;es dessa investiga&ccedil;&atilde;o, pode-se verificar a maior preval&ecirc;ncia do g&ecirc;nero feminino (<a href="#graf01">Gr&aacute;fico 1</a>) e m&eacute;dia de idade de 40,6 &plusmn; 11,84 (mediana 42 anos) entre os participantes da pesquisa. A avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de escolaridade revelou que a maioria dos pacientes (35,62%) completou o ensino m&eacute;dio, conforme se pode observar na <a href="#tab01">Tabela 1</a>. A renda familiar se concentrou com maior preval&ecirc;ncia, nas escalas de 0 a 2 e 2 a 5 sal&aacute;rios m&iacute;nimos (42,47% e 49,32%, respectivamente) (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). Quanto &agrave; ra&ccedil;a, 45,21% se declararam brancos, 35,62%, pardos, 4,11%, amarelos e 12,33%, negros, e 2,74% se declaram de outra ra&ccedil;a n&atilde;o especificada no question&aacute;rio (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n3/a05graf01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n3/a05tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com o RDC/DTM Eixo I, 31 pacientes foram diagnosticados como portadores de dor miofascial (42,47%) e 40, de dor miofascial associada &agrave; abertura limitada (54,79%). Quanto ao deslocamento de disco, 32 pacientes foram diagnosticados com deslocamento de disco com redu&ccedil;&atilde;o (43,84%), 5 com deslocamento de disco sem redu&ccedil;&atilde;o com abertura limitada (6,85%) e 7 com deslocamento de disco sem redu&ccedil;&atilde;o e sem limita&ccedil;&atilde;o de abertura (9,59%). A avalia&ccedil;&atilde;o das outras condi&ccedil;&otilde;es revelou que 52 pacientes foram diagnosticados com artralgia (71,23%), 8, com artrite (10,96%) e 4, com artrose (5,48%). Foram considerados diagn&oacute;sticos m&uacute;ltiplos para o mesmo paciente, considerando-se os tr&ecirc;s principais grupos de doen&ccedil;as fornecidos pelo RDC/TMD eixo I: os transtornos musculares (grupo I), os deslocamentos do disco (grupo II) e outras doen&ccedil;as comuns, tais como osteoartrite, artralgia e osteoartrose (grupo III). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir do Eixo II do RDC/DTM (<a href="#tab02">Tabela 2</a>), foi poss&iacute;vel verificar que houve maior preval&ecirc;ncia de pacientes que apresentaram n&iacute;veis severos de sintomas depressivos (61,64%). Quanto ao n&iacute;vel de sintomas som&aacute;ticos, incluindo a dor, 53 pacientes apresentaram n&iacute;vel severo (72,6%), e, em rela&ccedil;&atilde;o aos sintomas som&aacute;ticos excluindo a dor, 48 pacientes apresentaram n&iacute;veis severos (65,75%). De acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o do grau da dor cr&ocirc;nica, 7 pacientes apresentaram dor cr&ocirc;nica grau I, correspondendo &agrave; baixa intensidade (9,59%), 39, grau II correspondendo &agrave; alta intensidade (54,79%), 15, grau III correspondendo &agrave; limita&ccedil;&atilde;o moderada (20,55%), e 11, grau IV, correspondendo &agrave; limita&ccedil;&atilde;o severa (15,07%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi encontrada correla&ccedil;&atilde;o positiva para todas as avalia&ccedil;&otilde;es dos sub&iacute;ndices do TMI com os aspectos psicol&oacute;gicos correlacionados, exceto entre o IF e a somatiza&ccedil;&atilde;o sem dor. O IM se correlacionou com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p&lt;0,05) para a maioria dos aspectos psicol&oacute;gicos, excetuando- se a depress&atilde;o. A correla&ccedil;&atilde;o entre a intensidade de dor cr&ocirc;nica foi estatisticamente significativa para com todos os sub&iacute;ndices e &iacute;ndices temporomandibulares avaliados, excetuando- se o IF. O IM e o TMI apresentaram maior correla&ccedil;&atilde;o positiva com a intensidade de dor cr&ocirc;nica (<a href="#tab03">Tabela 3</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avaliou-se, ainda, a correla&ccedil;&atilde;o existente entre o IF e o TMI e o n&uacute;mero de grupos de diagn&oacute;sticos do eixo I do RDC/ TDM. Apenas esses &iacute;ndices foram correlacionados, pois o comprometimento dos movimentos mandibulares (IF) e o do sistema estomatogn&aacute;tico com um todo (TMI) podem sofrer influ&ecirc;ncia de qualquer um dos grupos de diagn&oacute;sticos do RDC/TMD eixo I. Houve correla&ccedil;&atilde;o positiva e estatisticamente significativa (p&lt;0,05) entre o n&uacute;mero de grupos de diagn&oacute;sticos do eixo I do RDC/TMD e os IF e TMI. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n3/a05tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v11n3/a05tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>  DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo de diagn&oacute;stico de DTM &eacute; dificultado pela etiologia multifatorial e pela multiplicidade de sinais e sintomas cl&iacute;nicos que caracterizam tais dist&uacute;rbios<sup>20</sup>. Como diversos dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos, principalmente o estresse, a ansiedade e a depress&atilde;o, podem agir como importantes colaboradores para a instala&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da DTM<sup>7,8</sup>, o processo de diagn&oacute;stico tamb&eacute;m depende de uma avalia&ccedil;&atilde;o psicossocial dos pacientes<sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos estudos concordaram que o g&ecirc;nero feminino &eacute; o mais prevalente em DTM<sup>9,16,21,22</sup>, o que concorda com a preval&ecirc;ncia de 90,3% encontrada neste estudo. Sintomas musculares podem ser observados com maior frequ&ecirc;ncia no g&ecirc;nero feminino (85%) devido &agrave; maior sujei&ccedil;&atilde;o a fatores etiol&oacute;gicos, como depress&atilde;o, estresse emocional e bruxismo<sup>21</sup>. Admite-se que as mulheres apresentam um comportamento diferenciado dos homens diante da dor provocada pela DTM, o que resultaria em uma maior procura por tratamento, explicando a maior preval&ecirc;ncia de DTM nesse g&ecirc;nero<sup>16</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A m&eacute;dia de idade observada neste trabalho (40,6 anos) &eacute; condizente com o estudo de Eitner et al.<sup>6</sup>, em que a m&eacute;dia de idade foi de 46 anos e a amostra composta de 109 pacientes de ambos os g&ecirc;neros que apresentavam dor cr&ocirc;nica na regi&atilde;o orofacial. No entanto, difere do estudo realizado por Oliveira et al.<sup>23</sup>, em que foi encontrada a m&eacute;dia de idade de 28 anos, apesar de ambos os estudos avaliarem pacientes de ambos os g&ecirc;neros portadores de DTM por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de seis meses. As DTM afetam primariamente adultos jovens e de meia-idade, portanto pessoas mais jovens devem ser examinadas, e, para os pacientes que apresentam os sinais ou sintomas de DTM, medidas preventivas e informativas devem ser tomadas<sup>21</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, a maioria dos pacientes (62,6%) n&atilde;o chegou ao ensino superior, e a renda familiar da amostra avaliada se concentrou, com maior preval&ecirc;ncia, nas escalas de 0 a 2 e 2 a 5 sal&aacute;rios m&iacute;nimos (41,7% e 50%, respectivamente). Estudos anteriores demonstraram n&atilde;o haver associa&ccedil;&atilde;o significativa entre grau de escolaridade<sup>21</sup>, renda familiar<sup>9,21</sup> e DTM. O aumento do n&iacute;vel de ensino n&atilde;o pode impedir o desenvolvimento de sinais e sintomas de DTM, e a incid&ecirc;ncia de DTM n&atilde;o &eacute; maior em pacientes com um baixo n&iacute;vel de escolaridade<sup>21</sup>. No entanto, os autores<sup>21</sup> encontraram um percentual de pessoas com alto n&iacute;vel educacional (15 anos ou mais) significantemente maior e sugeriram a realiza&ccedil;&atilde;o de outros estudos com o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos equalizados nos n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o. Quanto &agrave; renda, uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o apresentada pelo Sener e Akgunlu<sup>21</sup> se justifica pelo fato de que, apesar de a condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica ser boa, o paciente pode enfrentar dificuldades financeiras que podem afetar a sa&uacute;de de um indiv&iacute;duo<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No estudo realizado por Akhte et al.<sup>24</sup>, entretanto, houve uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre dor miofascial e a combina&ccedil;&atilde;o de dores miofascial e articular com o estresse financeiro. No estudo realizado por Barros et al.<sup>16</sup>, a avalia&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de DTM pelo Eixo I do RDC/TMD revelou que 77,2% pacientes apresentaram desordem muscular, 41%, deslocamento de disco, 51,8%, altera&ccedil;&otilde;es do grupo III (artrite, artrose ou artralgia), e 7 pacientes (8,4%) n&atilde;o apresentaram altera&ccedil;&otilde;es de nenhum dos tr&ecirc;s grupos de diagn&oacute;stico. No presente estudo, entretanto, foi verificado que 97,26% dos pacientes apresentaram desordem muscular, 60,28%, deslocamento de disco, e 86,77%, altera&ccedil;&otilde;es do grupo III (artrite, artrose ou artralgia). Ambos os estudos classificaram os indiv&iacute;duos em um ou mais dos tr&ecirc;s grupos de diagn&oacute;stico cl&iacute;nicos fornecidos pelo RDC/TMD, no entanto, diferentemente do estudo do Barros et al.<sup>16</sup> que teve como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o apenas a presen&ccedil;a do diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de DTM, neste estudo, foram inclu&iacute;dos apenas pacientes com diagn&oacute;stico cl&iacute;nico de DTM por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de seis meses. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No estudo realizado por Manfredini et al.<sup>4</sup>, a preval&ecirc;ncia de DTM cr&ocirc;nica foi de 74,5%, sendo que a preval&ecirc;ncia de dor cr&ocirc;nica com limita&ccedil;&atilde;o moderada e severa (classes III ou IV) foi de 16,9%, tendo a depress&atilde;o e a somatiza&ccedil;&atilde;o severas preval&ecirc;ncias de 21,4% e 28,5%, respectivamente. Neste estudo, diferentemente, foram inclu&iacute;dos apenas pacientes com dor cr&ocirc;nica, o que provavelmente justifica a preval&ecirc;ncia elevada de n&iacute;veis severos e moderados de sintomas depressivos e som&aacute;ticos, incluindo a dor (89,04% e 94,52%, respectivamente). Como os fatores psicossociais podem colaborar para o desenvolvimento e a manuten&ccedil;&atilde;o da dor e interferir na boa ades&atilde;o do paciente ao tratamento<sup>10</sup>, a presen&ccedil;a de altos n&iacute;veis de sintomas depressivos e f&iacute;sicos inespec&iacute;ficos contribui para o processo de cronifica&ccedil;&atilde;o da dor associada a altos graus de incapacidade. Lee et al.<sup>22</sup> realizaram um estudo em Chineses, que buscou tratamento para a desordem, utilizando o RDC/TMD. Na avalia&ccedil;&atilde;o do Eixo II, 42,5% dos pacientes se enquadraram na depress&atilde;o moderada e severa, 59,7%, dentro dos escores moderado/grave de sintomas f&iacute;sicos n&atilde;o espec&iacute;ficos e com base na classifica&ccedil;&atilde;o do grau de dor cr&ocirc;nica, e 15% apresentaram disfun&ccedil;&atilde;o psicossocial(grau III e IV). O estudo realizado por Yap et al.<sup>25</sup> em pacientes asi&aacute;ticos com DTM revelou que 39,8% apresentaram depress&atilde;o moderada a severa, e 47,6%, n&iacute;veis moderados a severos de sintomas f&iacute;sicos inespec&iacute;ficos. Apesar de os estudos anteriores<sup>22,25</sup> terem conclu&iacute;do que os diagn&oacute;sticos cl&iacute;nicos fornecidos pelo RDC/ TMD foram bastante semelhantes entre os grupos ocidentais e orientais, os resultados obtidos no presente estudo ressaltam a diferen&ccedil;a entre esses grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A principal causa de incapacidade do paciente &eacute; a dor<sup>2</sup>. Tal afirmativa justifica a correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o IF, que avalia os movimentos mandibulares, e o n&iacute;vel de sintomas som&aacute;ticos, excluindo a dor. Al&eacute;m disso, como a maioria dos pacientes apresentou desordem de ordem muscular, e esta, geralmente, n&atilde;o acarreta limita&ccedil;&otilde;es nos movimentos excursivos e altera&ccedil;&otilde;es na trajet&oacute;ria de abertura<sup>26</sup>, o IF se mostrou fraco e n&atilde;o estatisticamente significativo para quaisquer dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos associados. Outro fator contribuinte seria o fato de que a maioria dos pacientes apresentou dor cr&ocirc;nica funcional (grau I e II) (64,38%), a qual engloba pacientes que relatam dor por DTM de baixa ou alta intensidade, por&eacute;m associada com incapacidade pequena<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste estudo, os pacientes com maior comprometimento psicol&oacute;gico (n&iacute;veis severos de depress&atilde;o e sintomas inespec&iacute;ficos) apresentaram maior intensidade de sintomas musculares (IM), o que corrobora com outros estudos<sup>14,22,27</sup>. A hiperatividade muscular relacionada ao estresse psicol&oacute;gico &eacute; um fator etiol&oacute;gico comum da DTM, e a dor nos m&uacute;sculos mastigat&oacute;rios &eacute; uma queixa frequente dos pacientes com bruxismo<sup>28</sup>. Sugere-se que pacientes com desordem muscular possam apresentar uma maior taxa de comprometimento psicossocial em rela&ccedil;&atilde;o aos pacientes com transtornos articulares, justificando a correla&ccedil;&atilde;o positiva entre sintomas musculares e fatores psicossociais<sup>29</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da grande frequ&ecirc;ncia de sintomas depressivos (n=65) e inespec&iacute;ficos, incluindo e excluindo a dor (n=69 e n=65, respectivamente), n&atilde;o houve fortes correla&ccedil;&otilde;es com o TMI. Tal resultado indica que, ainda que os sinais e sintomas de DTM (TMI) apresentados pelo paciente sejam de baixa intensidade, a perman&ecirc;ncia desses por um per&iacute;odo prolongado, caracterizando um quadro de dor cr&ocirc;nica, acarreta um comprometimento psicol&oacute;gico deste, expresso por maior intensidade de sintomas f&iacute;sicos inespec&iacute;ficos e de depress&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base na avalia&ccedil;&atilde;o da correla&ccedil;&atilde;o existente entre o n&uacute;mero de grupos de diagn&oacute;sticos do eixo I do RDC/TMD e os IF e TMI, foi poss&iacute;vel perceber que quanto maior o comprometido do sistema estomatogn&aacute;tico (TMI) e maior a limita&ccedil;&atilde;o dos movimentos mandibulares (IF), maior o n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos cl&iacute;nicos pelo RDC/TMD. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> </font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O g&ecirc;nero feminino &eacute; o mais prevalente entre os pacientes com DTM de sintomatologia cr&ocirc;nica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A correla&ccedil;&atilde;o positiva mais significante foi constatada entre a intensidade de sintomas musculares e o comprometimento psicol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A perman&ecirc;ncia de sinais e sintomas de DTM de baixa intensidade por um pode acarretar manifesta&ccedil;&otilde;es de ordem psicol&oacute;gica. per&iacute;odo prolongado </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o n&uacute;mero de componentes do sistema estomatogn&aacute;tico sintom&aacute;tico (TMI), a limita&ccedil;&atilde;o funcional mandibular (IF) e o n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos cl&iacute;nicos obtidos pelo RDC/DTM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sugere-se a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos longitudinais para verificar a severidade de DTM e os fatores psicossociais assim como a influ&ecirc;ncia do tratamento para essas vari&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Internacional Association for the Study of Pain. Dispon&iacute;vel em: http://www.iasp-pain.org//AM/Template.cfm?Section=Home. Acesso em: 12 de Ddez.embro, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=118956&pid=S1677-3888201200030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Dworkin, S. F. Impacto pessoal e social da dor orofacial. In: Fricton, J. R.; DUBNE, R. Dor orofacial e desordens temporomandibulares. FRICTON, J. R.; DUBNE, R. S&atilde;o Paulo: SANTOSEd. Santos.; 2003;. p. 15-31. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Oliveira, J. T. Aspectos comportamentais das s&iacute;ndromes de dor cr&ocirc;nica. Arq Neuropsiquiatr. 2000;, v.58, n.(2):, p.360-365,. 2000. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Manfredini, D. et al. Psychosocial impairment in temporomandibular disorders patients. RDC/TMD axis II findings from a multicentre study. J of dDentistry., 2010; v.38, n. (10):, p. 765-772, 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Guarda-nardini, L.; MANFREDINI, D.; FERRONATO, G. Temporomandibular joint total replacement prosthesis: current knowledge and considerations for the future. Int J Oral Maxillofac Surg,.2008; v. 37:, p. 103&ndash;110., 2008 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Eitner, S. et al. Biopsychosocial correlations in patients with chronic oro-facial pain. Part II. Experiences of pain and dramatic events before the 16th year of life. J Oral Rehabil. 2009;, v. 36, n.(6):, p. 408&ndash;414., 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Pasinato, F.; CORR&Ecirc;A, E. C. R.; ALVES, S. J. Avalia&ccedil;&atilde;o do estado e tra&ccedil;o de ansiedade em indiv&iacute;duos com disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular e assintom&aacute;ticos. Sa&uacute;de. 2009;, v. 35, n (1):, p. 10-15, 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Toledo, B. A. S.; CAPOTE, T. S. O.; CAMPOS, J. A. D. B. Associa&ccedil;&atilde;o entre disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular e depress&atilde;o. Cienc. Oodontol. Bbras. 2008;, v.11, n.(4):, p. 75-79, 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Martins, R. J. et al. Rela&ccedil;&atilde;o entre classe socioecon&ocirc;mica e fatores demogr&aacute;ficos na ocorr&ecirc;ncia da disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular. Ci&ecirc;nc. sa&uacute;de coletiva &#91;online&#93;. 2008;, v.13, n. (supl.2):2089-96, 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Dworkin, S. F. et al. Reliability, Validity, and Clinical Utility of the Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders Axis II Scales: Depression, Non-Specific Physical Symptoms, and Graded Chronic Pain. J of Orofac Pain. 2002;, v. 16, n. (3):207-20., 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Lin, T. Y. et al. Medicina f&iacute;sica e reabilita&ccedil;&atilde;o em doentes com dor cr&ocirc;nica. Rev Med. 2001;, v. 80:, p.245-255, 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Maydana, A. V. et al. Poss&iacute;veis fatores etiol&oacute;gicos para desordens temporomandibulares de origem articular com implica&ccedil;&otilde;es para diagn&oacute;stico e tratamento. Dental Press J Orthod. 2010 May/Jun;, v.15, n.(3):, p.78-86, 2010. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Lucena, L. B. S. de et al. Validation of the Pportuguese version of the RDC/TMD Axis II Qquestionnaire. Braz Oral Res. 2006;, v.20, n.(4):, p.312-317, 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Yap, A. U. J. et al. Depression and somatization in patients with temporomandibular disorders. J Prosthet Dent. 2002;, v.88, n. (5):, p.479-84, 2002.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Pehling, J. et al. Interexaminer Rreliability and Cclinical Vvalidity of the Ttemporomandibular Iindex: Aa Nnew Ooutcome Mmeasure for Ttemporomandibular Ddisorders. J of Orofac Pain. 2002;, v.16, n. (4):296-304, 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Barros, V. M. et al. The Impact of Orofacial Pain on the Quality of Life of Patients with Temporomandibular Disorder. J of Orofac Pain; 2009;, v. 23, n. (1):28-37., 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Lwanga, S. R.; LEMESHOW, S. Determinaci&oacute;n Ddel tama&ntilde;o de las muestras em en los estudios sanitarios: manual pr&aacute;ctico. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de S&aacute;ude. Genebra.; 1991. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Dworkin, S.F.; LERESCHE, L. Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders: Review, Criteria, Examinations and Specifications, Critique. J Craniomandib Disord. 1992;, v. 6, n. (4):, p. 301-355, 1992. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Pereira, F.; HUGGINS K.M., DWORKIN S.F. Crit&eacute;rios de diagnostico para pesquisa das desordens temporomandibulares RDC/DTM &#91;homepage na Internet&#93;. Seattle: RDC/TMD; 2002. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.rdc-tmdinternational.org/translations/ frmtranslations.htm.&gt; Acesso em: 05 out. 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www.rdc-tmdinternational.org/translations/ frmtranslations.htm.&gt; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Manfredini, D.; BUCCI, M. B.; NARDINI, L. G. The diagnostic process for temporomandibular disorders. Stomatologija. 2007;, v. 9, n. (2):, p. 35-39, 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Sener, S. ; AKGUNLU F. Sociodemographic comparison in patients with subjective and objective clinical findings of Ttemporomandibular Ddysfunctions,. Eur J Dent.2011;, v.5, n.(4):, p. 380-386, 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Lee, L . T . K . et al. Diagnostic sub-types, psychological distress and psychosocial dysfunction in southern Chinese people with temporomandibular disorders. J Oral Rehabil. 2008;, v.35:, p. 184&ndash;190, 2008. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Oliveira, A. S. et al. Impacto da dor na vida de portadores de disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular. J Appl Oral Sci.2003;, v. 11, n. (2):, p.138-143, 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Akhter, A. et al. Association between experience of stressful life events and Muscle-related temporomandibular disorders in patients Seeking free treatment in a dental hospital. Eur J Med Res. 2007;, v.12:, p.535-540, 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Yap. A. U. J. et al. Prevalence of Ttemporomandibular Ddisorder Ssubtypes, Ppsychologic Ddistress, and Ppsychosocial Ddysfunction in Asian Ppatients. J Oral Rehabil. 2009;, v. 36:, p. 193-198, 2009.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Okeson, J. P. Tratamento das desordens temporomandibulares e oclus&atilde;o. 6. ed. Rio de Janeiro: Mosby Elsevier; 2008. 515p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Huang, G. J. et al. Fatores de risco para subgrupos de diagn&oacute;stico de desordens temporomandibulares dolorosas. J Dent Res. 2002;, v.81, n.(4):, p.284-288, 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Manfredini D.; LOBBEZOO F. Role of psychosocial factors in the etiology of bruxism. J of Orofac Pain.,2009; v. 23, n. (2):, p.153&ndash;66, 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Manfredini D. et al. Mood and anxiety psychopathology and temporomandibular disorders: a spectrum approach. J Oral Rehabil. 2004;, v.31:, p.933&ndash;940, 2004. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v11n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tha&iacute;s Vidal Soares<br/>   E-mail: <a href="mailto:thaissoares90@yahoo.com.br">thaissoares90@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 04/06/12<br/>  <b>Aceito para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 02/08/12</font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Internacional Association for the Study of Pain]]></source>
<year>2010</year>
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