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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[AVALIAÇÃO DE UMA PROPOSTA EDUCATIVA EM SAÚDE BUCAL APLICADA AO ENSINO BÁSICO]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: This study evaluated the assimilation and preventive oral health practices of teachers and students after an oral health educational program in a public elementary school. Material and methods: The program was developed by members of the Dentistry and Pedagogy courses from a higher education institution and aimed to discuss the school role in health education. Continuing education activities were performed with teachers and a group of students from the third grade (4th year). Oral health subjects were discussed with teachers and students to determine their ideas and knowledge on oral health. The effects of the educational interventions were recorded and evaluated. Results: With this educational program it was possible to check the importance of teachers as health multipliers among children, but a lack of training was observed. Along and after the intervention, there was change in oral hygiene habits of students. Conclusion: It was concluded that the oral health improvement was associated with the educational and preventive program. However the study pointed out the need to rethink the educative actions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigos Originais / Original Articles</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>AVALIA&Ccedil;&Atilde;O DE UMA PROPOSTA EDUCATIVA EM SA&Uacute;DE BUCAL APLICADA AO ENSINO B&Aacute;SICO</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>EVALUATION OF AN ORAL HEALTH EDUCATIONAL PURPOSE APPLIED TO PRIMARY EDUCATION</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pedro Henrique de Azambuja Carvalho<sup>I</sup>; Simone Tavares Ludtke<sup>II</sup>; Maira Ferreira<sup>III</sup>; F&aacute;bio Renato Manzolli Leite<sup>IV</sup>; Rafael Guerra Lund<sup>V</sup>; Lisandrea Rocha Schardosim<sup>VI</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas, carvalhopha@outlook.com    <br>   <sup>II</sup> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Especialista em Educa&ccedil;&atilde;o, Escola Estadual de Ensino Fundamental Santo Ant&ocirc;nio, 5&ordf; Coordenadoria Regional de Educa&ccedil;&atilde;o, Pelotas, si_ludtke@ hotmail.com    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ph.D, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ensino de Ci&ecirc;ncias e Matem&aacute;tica, Departamento de Qu&iacute;mica Org&acirc;nica, Universidade Federal de Pelotas, mmairaf@gmail.com    <br>   <sup>IV</sup> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ph.D, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia Faculdade de Odontologia, Departamento de Semiologia e Cl&iacute;nica, Universidade Federal de Pelotas, leite.fabio@gmail.com    <br>   <sup>V</sup> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ph.D, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia Faculdade de Odontologia, Departamento de Odontologia Restauradora, Universidade Federal de Pelotas, e-mail: rafael.lund@gmail.com    <br>   <sup>VI</sup> Ph.D, Faculdade de Odontologia, Departamento de Odontologia Social e Preventiva, Universidade Federal de Pelotas, lisandrears@gmail.com</font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia :</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Este estudo avaliou a assimila&ccedil;&atilde;o e as pr&aacute;ticas preventivas em sa&uacute;de bucal adotadas por professores e alunos ap&oacute;s um programa educativo em sa&uacute;de bucal em uma escola p&uacute;blica de ensino fundamental. Materiais e m&eacute;todos: O programa foi desenvolvido por integrantes dos cursos de Odontologia e Pedagogia de uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior e visou discutir o papel da escola na educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Atividades de forma&ccedil;&atilde;o continuada foram realizadas com professores e alunos da 3&ordf; s&eacute;rie (4&ordm; ano). Assuntos de sa&uacute;de bucal foram discutidos com professores e alunos para determinar as suas ideias e conhecimentos sobre a sa&uacute;de oral. Os efeitos das interven&ccedil;&otilde;es educativas foram coletadas e avaliadas. Resultados: Com este programa educacional, foi poss&iacute;vel verificar a import&acirc;ncia dos professores como multiplicadores de sa&uacute;de entre as crian&ccedil;as, mas a falta de treinamento foi observado. Ao longo e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, houve mudan&ccedil;a nos h&aacute;bitos de higiene bucal dos alunos. Conclus&otilde;es: Concluiu-se quea melhoria da sa&uacute;de oral esteve associada com o programa educativo e preventivo. Entretanto o estudo apontou a necessidade de repensar as pr&aacute;ticas educativas para a sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-Chave:</B> Sa&uacute;de Bucal; Educadores em Sa&uacute;de; Capacita&ccedil;&atilde;o Profissional; Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de; Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Aim: This study evaluated the assimilation and preventive oral health practices of teachers and students after an oral health educational program in a public elementary school. Material and methods: The program was developed by members of the Dentistry and Pedagogy courses from a higher education institution and aimed to discuss the school role in health education. Continuing education activities were performed with teachers and a group of students from the third grade (4th year). Oral health subjects were discussed with teachers and students to determine their ideas and knowledge on oral health. The effects of the educational interventions were recorded and evaluated. Results: With this educational program it was possible to check the importance of teachers as health multipliers among children, but a lack of training was observed. Along and after the intervention, there was change in oral hygiene habits of students. Conclusion: It was concluded that the oral health improvement was associated with the educational and preventive program. However the study pointed out the need to rethink the educative actions.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords:</B> Oral health; Health Educators; Professional Training; Health Education; Health Promotion</font></p> <hr size="1" noshade>     <p></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente os esfor&ccedil;os na melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal v&ecirc;m sendo voltados para a &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o, buscando motivar alunos e professores a compreenderem a import&acirc;ncia em educar para a sa&uacute;de, a fim de efetivar a preven&ccedil;&atilde;o como quest&atilde;o principal de sa&uacute;de coletiva<sup>1-4</sup>. Desse modo, muda- se o foco de campanhas e projetos que buscam promover o conhecimento nessa &aacute;rea, relacionando os cuidados com a sa&uacute;de apenas ao tratamento de doen&ccedil;as, e passa-se a enfatizar o trabalho educativo para o autocuidado, considerando o importante papel que a escola deve assumir na educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, tal como &eacute; orientado pelos Par&acirc;metros Curriculares Nacionais<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisas revelam a efetividade da a&ccedil;&atilde;o dos profissionais ligados &agrave; sa&uacute;de bucal na motiva&ccedil;&atilde;o de pacientes, alunos, professores e pais<sup>6-12</sup>. Entretanto, as informa&ccedil;&otilde;es essenciais de sa&uacute;de, especialmente quando envolvem crian&ccedil;as em idade escolar, n&atilde;o devem ficar restritas somente aos profissionais da &aacute;rea, mesmo que estes sejam vistos como os detentores de conhecimentos referentes &agrave; preven&ccedil;&atilde;o e cuidados com a sa&uacute;de bucal. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando a import&acirc;ncia do ambiente escolar no estabelecimento de h&aacute;bitos relacionados &agrave; sa&uacute;de bucal e &agrave; necessidade do envolvimento de pais e professores nesse processo, torna-se fundamental a discuss&atilde;o sobre como a escola e seus professores desenvolvem pr&aacute;ticas educativas visando &agrave; educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ferreira et al.<sup>13</sup>, em estudo para avaliar os conhecimentos sobre sa&uacute;de bucal dos alunos concluintes de um curso de Pedagogia, constataram que 83% dos estudantes possu&iacute;am algum conhecimento sobre sa&uacute;de bucal, adquirido, na maioria das vezes, por orienta&ccedil;&atilde;o do dentista. No entanto, desconheciam, por exemplo, aspectos como constitui&ccedil;&atilde;o e remo&ccedil;&atilde;o da placa bacteriana, ou quais seriam as fontes fluoretadas dispon&iacute;veis para uso, embora reconhecessem a import&acirc;ncia do fl&uacute;or para controlar a doen&ccedil;a c&aacute;rie. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outra pesquisa, com alunos concluintes do curso de Pedagogia, Franchin et al.<sup>14</sup> registraram que os acad&ecirc;micos afirmaram que a falta de capacita&ccedil;&atilde;o/informa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma dificuldade para que os professores trabalhem sa&uacute;de bucal em sala de aula (44,5%). Outras dificuldades como falta de tempo (29,5%) e desinteresse dos alunos (13,3%) tamb&eacute;m foram relatadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Santos e B&oacute;gus<sup>15</sup> realizaram pesquisa com professores de uma escola municipal de S&atilde;o Paulo, buscando avaliar a percep&ccedil;&atilde;o destes sobre a escola como promotora de sa&uacute;de. Os autores identificaram que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o em pensarem a sa&uacute;de reduzida ao corpo biol&oacute;gico, com car&aacute;ter assistencialista e higienista. Os professores executam a&ccedil;&otilde;es de forma isolada sem pensar nas articula&ccedil;&otilde;es de parcerias que podem acontecer dentro e fora da escola, considerando a intera&ccedil;&atilde;o e a apropria&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e habilidades que possam ser adquiridos dentro da &oacute;tica das escolas promotoras de sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros estudos abordando o conhecimento dos professores sobre sa&uacute;de bucal revelaram que &eacute; necess&aacute;ria uma inser&ccedil;&atilde;o destes professores nos programas educativo-preventivos em sa&uacute;de bucal, como ferramenta indiscut&iacute;vel para trabalhar informa&ccedil;&otilde;es corretas e completas, dentro do processo de intera&ccedil;&atilde;o professor-aluno<sup>16-18</sup>. Pauleto et al.<sup>21</sup> observaram que, apesar da exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios programas de sa&uacute;de bucal nas escolas, a dimens&atilde;o educativa &eacute; pouco desenvolvida e, quando realizada, est&aacute; fortemente apoiada em pr&aacute;ticas de transmiss&atilde;o de conhecimentos, sem espa&ccedil;o para pr&aacute;ticas dial&oacute;gicas capazes de mobilizar as crian&ccedil;as quanto &agrave; problem&aacute;tica da sa&uacute;de bucal, visando a autonomia em rela&ccedil;&atilde;o ao cuidado com a sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; necess&aacute;rio que os professores obtenham conhecimentos sobre o assunto e compartilhem destes conhecimentos com os alunos, pais e colegas, como forma de valorizar a educa&ccedil;&atilde;o para o autocuidado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo os Par&acirc;metros Curriculares Nacionais (PCNs) para Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica<sup>5</sup>, educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de deve ser entendida como fator de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e estrat&eacute;gia para a conquista dos direitos de cidadania, sendo inadequado compreender ou transformar a situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de um indiv&iacute;duo ou de uma coletividade sem levar em conta que ela &eacute; produzida nas rela&ccedil;&otilde;es com o meio f&iacute;sico, social e cultural. &Eacute; preciso considerar a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de levando em conta todos os aspectos envolvidos na forma&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e atitudes que acontecem no dia-a-dia da escola. Essa &eacute; a orienta&ccedil;&atilde;o para abordar a sa&uacute;de como tema transversal, permeando todas as &aacute;reas que comp&otilde;em o curr&iacute;culo escolar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os PCNs5 apontam que um dos objetivos da educa&ccedil;&atilde;o escolar &eacute; que os alunos sejam capazes de conhecer e cuidar do pr&oacute;prio corpo, valorizando e adotando h&aacute;bitos saud&aacute;veis como um dos aspectos b&aacute;sicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em rela&ccedil;&atilde;o a sua sa&uacute;de e &agrave; sa&uacute;de coletiva. Nesses documentos, s&atilde;o diferenciados os conceitos de ensinar sa&uacute;de e educar para a sa&uacute;de. No primeiro caso, o foco &eacute; colocado numa forma&ccedil;&atilde;o sobre sa&uacute;de atrav&eacute;s da inser&ccedil;&atilde;o dos programas de sa&uacute;de no escopo da disciplina de Ci&ecirc;ncias Naturais, estrat&eacute;gia que n&atilde;o se revelou suficiente para garantir a abordagem dos conte&uacute;dos relativos aos procedimentos e atitudes necess&aacute;rios &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Indicam, assim, a necessidade de educar para a sa&uacute;de, j&aacute; que a conforma&ccedil;&atilde;o de atitudes estar&aacute; fortemente associada a valores que o professor e toda a comunidade escolar transmitir&atilde;o inevitavelmente aos alunos durante o conv&iacute;vio escolar. O documento afirma, ainda, que a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de s&oacute; ser&aacute; contemplada se mobilizar as necess&aacute;rias mudan&ccedil;as na busca de uma vida saud&aacute;vel. Para isso, os valores e a aquisi&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e atitudes saud&aacute;veis constituem as dimens&otilde;es mais importantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Faz parte, portanto, do trabalho do professor possibilitar ao aluno obter conhecimentos acerca de tudo que fa&ccedil;a parte de sua vida, abordando assuntos que muitas vezes desconhecem. A educa&ccedil;&atilde;o escolar desempenha um papel importante na forma&ccedil;&atilde;o dos conceitos, de um modo geral, e dos conhecimentos cient&iacute;ficos, em particular. A escola pode propiciar &agrave;s crian&ccedil;as um conhecimento sistem&aacute;tico sobre aspectos que n&atilde;o est&atilde;o associados ao seu campo de vis&atilde;o ou viv&ecirc;ncia direta, possibilitando que o individuo tenha acesso ao conhecimento cientifico constru&iacute;do e acumulado pela humanidade<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho compreende a an&aacute;lise de um programa de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, realizado em uma escola p&uacute;blica municipal de ensino fundamental, da cidade de Pelotas/RS. O programa, desenvolvido por professores e acad&ecirc;micos da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o e da Faculdade de Odontologia, da Universidade Federal de Pelotas, visou avaliar os efeitos e pr&aacute;ticas desenvolvidas em atividades que visam estabelecer uma parceria dos profissionais de sa&uacute;de com a escola e com seus professores. Dessa forma, possibilitando aos professores se tornarem agentes multiplicadores no processo de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, especialmente se levarmos em conta que o tema sa&uacute;de &eacute; um dos temas transversais, indicado nos Par&acirc;metros Curriculares Nacionais como conte&uacute;do de ensino na Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Destaca-se, ainda, sua import&acirc;ncia se considerarmos a responsabilidade dos professores em orientar seus alunos para o autocuidado, j&aacute; que em muitas fam&iacute;lias os pais passam o dia fora trabalhando, ficando as pr&oacute;prias crian&ccedil;as respons&aacute;veis de cuidarem de seu corpo e de sua sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo, de car&aacute;ter qualitativo e quantitativo, foi realizado com 11 professoras dos anos iniciais do ensino fundamental e com 13 alunos, entre 8 e 13 anos, da 3&ordf; s&eacute;rie (4&ordm; ano) do ensino fundamental, de uma escola p&uacute;blica municipal localizada na cidade de Pelotas/RS, e se enquadra nas dimens&otilde;es de pesquisa participativa<sup>21</sup>, na qual os investigadores est&atilde;o inseridos no ambiente da pesquisa, no caso deste trabalho, na escola. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escola participante do estudo foi selecionada pelo Departamento de Pol&iacute;ticas do Educando da Secret&aacute;ria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o, considerando a necessidade de educa&ccedil;&atilde;o para o autocuidado de alunos carentes de uma classe social menos favorecida, cujos pais ou respons&aacute;veis passam o dia fora trabalhando, ficando as pr&oacute;prias crian&ccedil;as respons&aacute;veis de cuidarem de seu corpo e de sua sa&uacute;de. Com rela&ccedil;&atilde;o aos professores, em uma reuni&atilde;o na escola foi explicado o projeto de pesquisa e proposta a realiza&ccedil;&atilde;o do curso de extens&atilde;o para os professores que quisessem participar da pesquisa, sendo que de um total de 16 professores, 11 professoras participaram. Quanto aos alunos, uma turma de 4&ordm; ano foi selecionada, cuja professora titular participante do curso de extens&atilde;o, concordou com a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa em sala de aula, sendo que dos 16 alunos da turma, 13 alunos, cujos respons&aacute;veis assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, participaram da an&aacute;lise de par&acirc;metros bucais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Faziam parte da equipe que desenvolveu o projeto de pesquisa, uma acad&ecirc;mica do curso de Pedagogia do 8&ordm; semestre e um acad&ecirc;mico do 4&ordm; semestre do curso de Odontologia, orientados e acompanhados por professores da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o e da Faculdade de Odontologia. A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Faculdade de Odontologia da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) sob parecer n&uacute;mero 115/2009. As professoras participantes e os respons&aacute;veis pelos alunos participantes da pesquisa assinaram termo de consentimento livre e esclarecido, concordando com a participa&ccedil;&atilde;o nas atividades desenvolvidas para a pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A pesquisa foi desenvolvida em tr&ecirc;s etapas. Na primeira etapa, foi realizada a avalia&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o das professoras quanto aos cuidados com a sa&uacute;de bucal dos escolares. No in&iacute;cio de cada visita aos grupos eram realizadas palestras abordando a sa&uacute;de bucal, com dura&ccedil;&atilde;o de 30 minutos, utilizando como apoio cartazes ilustrativos e demonstra&ccedil;&otilde;es de t&eacute;cnicas de higiene em macro-modelos. Os assuntos abordados eram conceitos b&aacute;sicos sobre a placa bacteriana, c&aacute;rie, dieta, higiene bucal, fl&uacute;or, fluorose, trauma e doen&ccedil;as periodontais. Ap&oacute;s a palestra eram aplicadas quest&otilde;es relacionadas ao assunto correspondente &agrave; palestra do dia e os cuidados com a sa&uacute;de bucal. Na segunda etapa, foi realizada a avalia&ccedil;&atilde;o inicial (baseline) das condi&ccedil;&otilde;es de higiene bucal dos escolares atrav&eacute;s da evidencia&ccedil;&atilde;o de placa e sangramento gengival. O exame das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal consistiu de inspe&ccedil;&atilde;o visual com auxilio de espelho bucal plano, gaze e esp&aacute;tula de madeira. Na seq&uuml;&ecirc;ncia, compondo a terceira e &uacute;ltima etapa, foi realizada a reavalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de higiene bucal e conhecimentos adquiridos pelos escolares ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o do professor. Para isso, atividades participativas e din&acirc;micas com objetivo motivacional eram desenvolvidas e ao final era realizada novamente a evidencia&ccedil;&atilde;o de placa, e sangramento gengival e a escova&ccedil;&atilde;o sem supervis&atilde;o. Na organiza&ccedil;&atilde;o das atividades com as professoras foi desenvolvido um curso de capacita&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, que incluiu: a) aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio para levantamento de seus conhecimentos sobre sa&uacute;de bucal; b) palestras explicativas sobre o tema sa&uacute;de bucal, organizadas e apresentadas pelos acad&ecirc;micos do curso de odontologia e do curso de pedagogia; c) organiza&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o pela acad&ecirc;mica do curso de pedagogia, juntamente com as professoras, de atividades pedag&oacute;gicas sobre os assuntos tratados nas palestras, para serem trabalhados com os alunos em sala de aula. Desta forma, as professores tiveram um espa&ccedil;o para conhecer e discutir os aspectos importantes sobre o tema sa&uacute;de bucal que lhes permitissem abordar o tema na educa&ccedil;&atilde;o escolar. As atividades desenvolvidas no curso, realizado em encontros semanais, totalizando 8 semanas, est&atilde;o apresentadas na <a href="#tab01">Tabela 1</a>.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n1/a06tab01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um aspecto importante no curso desenvolvido com as professoras foi a &ecirc;nfase em uma abordagem interdisciplinar, concretizada pela intera&ccedil;&atilde;o entre profissionais da educa&ccedil;&atilde;o e da odontologia. Com contribui&ccedil;&otilde;es das diferentes &aacute;reas, a escola pode perceber que poderia obter o conhecimento sobre sa&uacute;de bucal de uma fonte legitimada para validar as informa&ccedil;&otilde;es &ndash; a odontologia &ndash; bem como, poderia contar com as sugest&otilde;es e discuss&otilde;es para a aplica&ccedil;&atilde;o de atividades pedag&oacute;gicas sobre o tema sa&uacute;de, com a colabora&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da pedagogia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os 13 escolares do 4&ordm; ano foram submetidos a exame gengival para avaliar as condi&ccedil;&otilde;es de higiene bucal empregando o &Iacute;ndice de Placa Vis&iacute;vel (IPV) de Ainamo e Bay<sup>22</sup> e o &Iacute;ndice de Sangramento Gengival (ISG) de Silness e Lo&euml;22, na 1&ordf; semana do projeto, na 8&ordf; semana (ao final do trabalho com as professoras) e na 16&ordf; semana, ap&oacute;s o in&iacute;cio da aplica&ccedil;&atilde;o do projeto. Os exames foram realizados por um acad&ecirc;mico de odontologia, sob supervis&atilde;o de um professor do curso de odontologia. Os &iacute;ndices foram avaliados nas superf&iacute;cies vestibular e palatina/lingual dos dentes 11, 41, 16, 26, 36 e 46, escolhidos devido a denti&ccedil;&atilde;o mista na faixa et&aacute;ria dos alunos envolvidos. As avalia&ccedil;&otilde;es consistiram na dicotomiza&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a (s&iacute;tio positivo) ou aus&ecirc;ncia (s&iacute;tio negativo) de placa bacteriana e de sangramento gengival. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados das avalia&ccedil;&otilde;es das condi&ccedil;&otilde;es de higiene bucal dos escolares foram expressos em porcentagem de superf&iacute;cies com placa ou sangramento em rela&ccedil;&atilde;o ao total de superf&iacute;cies dent&aacute;rias, e registrados em uma tabela contendo os dados do exame de cada crian&ccedil;a, em 3 momentos: na coleta de dados inicial (linha de base), na coleta de dados intermedi&aacute;rios (8 semanas ap&oacute;s a linha de base) e na coleta de dados finais (16 semanas ap&oacute;s a linha de base).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os acad&ecirc;micos participantes da pesquisa acompanharam por 5 semanas as atividades desenvolvidas por uma professora com os escolares do 4&ordm; ano, durante as aulas de Ci&ecirc;ncias. As "falas" das crian&ccedil;as foram registradas em um di&aacute;rio de campo &agrave; medida que os conte&uacute;dos de sa&uacute;de bucal eram desenvolvidos. As atividades eram planejadas e realizadas pela acad&ecirc;mica do curso de pedagogia, juntamente com a professora da turma.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As onze professoras participantes da pesquisa responderam ao question&aacute;rio inicial e, em sua totalidade, acreditam ser papel da escola abordar o tema sa&uacute;de, justificaram esta import&acirc;ncia citando aspectos como: conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre import&acirc;ncia dos dentes e sobre sa&uacute;de, promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, transmiss&atilde;o de h&aacute;bitos saud&aacute;veis, informa&ccedil;&atilde;o aos alunos, aux&iacute;lio &agrave; comunidade e a melhoria do rendimento escolar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao seu conhecimento em sa&uacute;de bucal, 54,5% das professoras consideram-no bom ou muito bom e 45,5% consideram seu conhecimento regular ou ruim. Quando questionadas sobre t&oacute;picos espec&iacute;ficos relativos &agrave; preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, 73% compreendem a import&acirc;ncia da higieniza&ccedil;&atilde;o oral para preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as da boca, como a c&aacute;rie dental e 27% n&atilde;o souberam responder. Sobre higiene/preven&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie, 54,5% associaram a escova&ccedil;&atilde;o &agrave; higiene e 45,5% associaram a escova&ccedil;&atilde;o ao h&aacute;bito de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao serem questionadas sobre o uso de fio dental, 9% n&atilde;o souberam responder, 45,5% responderam que serve para limpar onde a escova n&atilde;o alcan&ccedil;a e as 45,5% restantes acreditam que serve apenas para a remo&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos de alimentos (como peda&ccedil;os de carne entre os dentes). Ao perguntar sobre a influ&ecirc;ncia da alimenta&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de bucal, apenas 45,5% das professoras responderam saber a influ&ecirc;ncia, entretanto, somente 18% compreendiam a rela&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car com a doen&ccedil;a c&aacute;rie, e 54,5% n&atilde;o souberam responder. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No question&aacute;rio aplicado ao final da interven&ccedil;&atilde;o, apenas 7 professoras estavam presentes, dessas 85,7% disseram ser papel da escola abordar o tema sa&uacute;de na sala de aula, pois atrav&eacute;s do professor o aluno teria acesso ao conhecimento em sa&uacute;de, incentivando-o a manter bons h&aacute;bitos de higiene e prevenindo poss&iacute;veis doen&ccedil;as. Uma professora (14,3%) respondeu n&atilde;o concordar que seja papel da escola abordar o tema sa&uacute;de, entretanto, a mesma professora afirmou que a abordagem do assunto em sala de aula auxiliaria seus alunos para que tivessem auto-estima e na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as. Uma professora (14,3%) considerou seu conhecimento regular, ficando as outras respostas entre "bom" e "muito bom" (85,7%). Atrav&eacute;s da pergunta sobre a import&acirc;ncia de uma correta higieniza&ccedil;&atilde;o, uma professora (14,3%) n&atilde;o respondeu, e as outras 85,7% responderam que &eacute; importante para a preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as e para a denti&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel. Quanto &agrave; escova&ccedil;&atilde;o, todas compreendem ser um h&aacute;bito de higieniza&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, citando auxiliar na remo&ccedil;&atilde;o da placa bacteriana. Nenhuma professora respondeu n&atilde;o saber a fun&ccedil;&atilde;o do fio dental e 75,4% compreendem sua fun&ccedil;&atilde;o de complemento &agrave; escova&ccedil;&atilde;o, removendo a placa onde a escova n&atilde;o alcan&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sobre a alimenta&ccedil;&atilde;o, a maioria das professoras compreendeu a rela&ccedil;&atilde;o entre uma boa alimenta&ccedil;&atilde;o e denti&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, afirmando que a alimenta&ccedil;&atilde;o rica em a&ccedil;&uacute;car e falta de higieniza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o respons&aacute;veis pela doen&ccedil;a c&aacute;rie. Das treze crian&ccedil;as que realizaram o exame inicial, uma n&atilde;o compareceu na an&aacute;lise final. O resultado nos &iacute;ndices de placa vis&iacute;vel e de sangramento marginal (IPV e ISG, respectivamente) est&aacute; registrado na </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#tab02">Tabela 2</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n1/a06tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados indicam redu&ccedil;&atilde;o nos &iacute;ndices de IPV e ISG at&eacute; a &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o (16 semanas), mostrando que o IPV reduziu em m&eacute;dia 21% e o ISG em 14,72%, podendo ser observado que houve altera&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de higiene bucal dos alunos no per&iacute;odo que decorreu a interven&ccedil;&atilde;o (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao acompanhamento dos alunos feito em sala de aula, foi poss&iacute;vel observar a percep&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as sobre aspectos que envolvem sa&uacute;de bucal. Quando questionados sobre o ato de sorrir, todas as crian&ccedil;as manifestaram gostar de sorrir, e mostraram interesse pelo assunto. Ao ser trabalhada a fun&ccedil;&atilde;o dos dentes e a troca dos dentes dec&iacute;duos para permanentes, os alunos afirmaram que o ser humano trocava de dentes v&aacute;rias vezes na vida, n&atilde;o dando import&acirc;ncia a um dente perdido. Uma aluna, j&aacute; com denti&ccedil;&atilde;o permanente, comentou: eu j&aacute; arranquei dois dentes, outro aluno complementou dizendo: quando ficar velho caem os dentes. Tais falas indicam que os alunos n&atilde;o t&ecirc;m a percep&ccedil;&atilde;o de durabilidade dos dentes, parecendo ser natural as pessoas perderem os dentes, sendo somente uma quest&atilde;o de tempo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na primeira aula os alunos coloriram um desenho que continha a boca de um adulto e de uma crian&ccedil;a, no encontro seguinte, os desenhos das bocas pintadas estavam expostos na parede da sala, demonstrando o valor dado ao trabalho realizado. Na segunda aula, a professora contou uma hist&oacute;ria onde o personagem n&atilde;o tinha h&aacute;bitos de higiene bucal, e nesse momento as crian&ccedil;as j&aacute; tinham no&ccedil;&atilde;o da necessidade de escovar os dentes, muitos falaram: Ele tinha que escovar os dentes! (referindo-se ao personagem). Depois, foi pedido que reescrevessem a hist&oacute;ria, e o dentista foi mencionado, entre outros coment&aacute;rios, em: o dentista tirou as bact&eacute;rias ou o dentista deixou ele sorridente. Ainda nessa aula, a professora realizou uma experi&ecirc;ncia que consistia em colocar ovos, com casca e crus, em dois recipientes, um contendo vinagre e o outro contendo &aacute;gua, visando mostrar o efeito de alimentos &aacute;cidos na deteriora&ccedil;&atilde;o dos dentes pela a&ccedil;&atilde;o de micro-organismos. Foi explicado que para evitar a c&aacute;rie era necess&aacute;rio realizar a higiene bucal, alguns alunos alegaram n&atilde;o ter dinheiro para comprar escova de dentes, sendo discutido a alternativa de escova&ccedil;&atilde;o na escola. Quando mencionaram sentir dor de dentes, trataram esse fato como sendo "natural", comparando esse desconforto como o causado por outras doen&ccedil;as a que s&atilde;o acometidos como, por exemplo, as gripes, os resfriados ou as dores de barriga. A professora e a acad&ecirc;mica discutiram em aula essa concep&ccedil;&atilde;o sobre a "naturaliza&ccedil;&atilde;o" da dor, relacionando o direito aos cuidados com a sa&uacute;de e orientando para o acesso aos postos e locais de atendimento na cidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na 3&ordf; aula, houve a realiza&ccedil;&atilde;o de uma atividade com farinha e &aacute;gua para explicar como a placa bacteriana se acumula em nossos dentes, e o que fazer para remov&ecirc;-la. As crian&ccedil;as notaram a dificuldade em remover a farinha &uacute;mida grudada na m&atilde;o sem aux&iacute;lio mec&acirc;nico, uma aluna comentou: sujou minha m&atilde;o, fica t&atilde;o dif&iacute;cil de tirar. A partir da experi&ecirc;ncia, a professora e o acad&ecirc;mico de odontologia explicaram a import&acirc;ncia de uma correta e atenciosa escova&ccedil;&atilde;o. Quando arguidos sobre o uso de fio-dental, novamente o fato de n&atilde;o ter dinheiro foi usado como justificativa, apenas 16,7% dos alunos relataram seu uso. Para trabalhar a quest&atilde;o, foi utilizada uma din&acirc;mica que consistiu em separar as crian&ccedil;as em grupos, instruindo-as a passar um peda&ccedil;o de linha de costura entre os colegas justapostos, a atividade foi eficaz para ilustrar o uso, e para mostrar que existem meios alternativos ao fio dental, como a linha de costura. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na 4&ordf; aula, foi realizada a escova&ccedil;&atilde;o conjunta a seco, com escovas distribu&iacute;das pelos acad&ecirc;micos, para cada aluno. Nessa oportunidade chamou-se a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade e import&acirc;ncia da escova&ccedil;&atilde;o, que deve ser realizada mesmo com a aus&ecirc;ncia de pasta de dentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na 5&ordf; aula, os t&oacute;picos trabalhados foram alimenta&ccedil;&atilde;o e maus h&aacute;bitos bucais. Utilizando frases previamente constru&iacute;das que deveriam ser colocadas em um dente triste ou em um dente feliz, as crian&ccedil;as ficaram em d&uacute;vida se o h&aacute;bito de suc&ccedil;&atilde;o de chupeta e o de ingerir muito refrigerante deixaria o dente feliz ou triste. Mas quanto ao consumo de doces sem a correta higieniza&ccedil;&atilde;o, as crian&ccedil;as disseram saber que poderia causar c&aacute;ries.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se na pesquisa, tal como afirma Santos et al.<sup>2</sup>, em estudo envolvendo professores do ensino fundamental e seus conhecimentos em sa&uacute;de bucal, que os docentes apresentaram atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o ao tema sa&uacute;de bucal, mas h&aacute; necessidade de melhor forma&ccedil;&atilde;o dos mesmos com rela&ccedil;&atilde;o a conhecimentos envolvendo o tema, para que possam atuar como agentes multiplicadores de sa&uacute;de bucal junto &agrave;s crian&ccedil;as<sup>2,17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O trabalho de acompanhamento realizado em sala de aula com os alunos possibilitou perceber a import&acirc;ncia da escola para o desenvolvimento de aprendizagens referentes &agrave; sa&uacute;de bucal. Para Vygotsky<sup>20</sup>, embora o aprendizado da crian&ccedil;a se inicie muito antes de frequentar a escola, o aprendizado escolar introduz elementos novos no seu desenvolvimento. Na escola, a crian&ccedil;a se depara com novos conhecimentos, sendo o professor o respons&aacute;vel pela inser&ccedil;&atilde;o de novos elementos que ir&atilde;o compor suas aprendizagens. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisando a situa&ccedil;&atilde;o inicial (baseline) dos alunos, pode-se observar uma situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria de higiene bucal na popula&ccedil;&atilde;o estudada, com &iacute;ndices apontando para a presen&ccedil;a significativa de placa dental e dano &agrave; gengiva. Ap&oacute;s oito semanas do in&iacute;cio do trabalho na escola, houve redu&ccedil;&atilde;o do ac&uacute;mulo de placa e sangramento gengival. Os resultados indicaram uma diminui&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;tios positivos e a tend&ecirc;ncia desta redu&ccedil;&atilde;o em longo prazo, uma vez que praticamente n&atilde;o houve diferen&ccedil;a de &iacute;ndices ap&oacute;s 8 semanas, mas houve redu&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel ap&oacute;s 16 semanas. A presen&ccedil;a de resultados significativos ap&oacute;s a sa&iacute;da dos pesquisadores da escola, e o retorno para medi&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices depois de 4 meses, pode indicar o &ecirc;xito do trabalho das professoras em sala de aula, sendo poss&iacute;vel que tenham conseguido orientar os alunos para a pr&aacute;tica dos h&aacute;bitos de sa&uacute;de bucal na escola. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A abordagem do tema sa&uacute;de bucal na escola como conte&uacute;do de ensino teve efeito, mas n&atilde;o se restringiu &agrave; explana&ccedil;&atilde;o pontual do assunto, seja por um profissional de odontologia, seja pela professora ao dar "uma" aula sobre o tema. Acredita-se que os efeitos positivos foram em fun&ccedil;&atilde;o de um trabalho educativo que envolveu planejamento de atividades e a&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas que visavam desenvolver aprendizagens nos alunos sobre aspectos ligados ao autocuidado, assumindo uma dimens&atilde;o maior do que as palestras ou aulas (que ocorrem normalmente em um &uacute;nico dia, quando da visita do dentista &agrave; escola) com recomenda&ccedil;&otilde;es para o cuidado com os dentes. A oportunidade de discutir com as professoras alguns conhecimentos "cient&iacute;ficos" sobre o tema sa&uacute;de bucal, bem como a organiza&ccedil;&atilde;o de atividades pedag&oacute;gicas, podem ser elementos importantes para motivar a escola a pensar o tema sa&uacute;de como conte&uacute;do de ensino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O desenvolvimento das atividades e as aprendizagens obtidas neste cen&aacute;rio podem contribuir para os resultados expressos nos &iacute;ndices dos par&acirc;metros avaliados no exame odontol&oacute;gico, pois, acreditamos que o processo de aprendizagem sobre aquisi&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de higiene bucal est&aacute; diretamente relacionado com a altera&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndices das interven&ccedil;&otilde;es odontol&oacute;gicas que observamos nesta pesquisa (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, mesmo com esse resultado positivo, &eacute; importante considerar que, tal como B&ouml;necker e Sheiham<sup>23</sup> ponderam, por mais que o aumento do conhecimento seja um fator de melhora da sa&uacute;de bucal, nem sempre uma altera&ccedil;&atilde;o do conhecimento em sa&uacute;de bucal leva a uma altera&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel de comportamento, j&aacute; que a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal pode ter valor limitado se as escolhas saud&aacute;veis n&atilde;o estiverem dispon&iacute;veis no ambiente<sup>24</sup>. Por isso, &eacute; fundamental pensar a sa&uacute;de dentro da escola envolvendo n&atilde;o s&oacute; o eixo professor-aluno, mas tamb&eacute;m o meio em que estes alunos est&atilde;o inseridos, visto que as altera&ccedil;&otilde;es sociais das &uacute;ltimas d&eacute;cadas implicaram em um incremento do n&uacute;mero de m&atilde;es trabalhando em per&iacute;odo integral, o que consequentemente faz com que as crian&ccedil;as sejam respons&aacute;veis pelos cuidados com elas mesmas quando n&atilde;o est&atilde;o na escola, na qual passam a maior parte do tempo<sup>25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando se trata de promo&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal a continuidade dos programas educativos &eacute; fundamental para a efici&ecirc;ncia dos mesmos, porque algumas campanhas pontuais t&ecirc;m a sua relev&acirc;ncia quando tratam de temas espec&iacute;ficos, entretanto, falham na motiva&ccedil;&atilde;o, quesito no qual os programas educativos se mostram mais aptos e mais efetivos<sup>2</sup>. No caso do programa proposto neste estudo, observou-se a capacidade do mesmo em motivar todo o ambiente escolar, a partir do trabalho com as professoras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa motiva&ccedil;&atilde;o pode ser explicada pela valoriza&ccedil;&atilde;o da autonomia dos professores em trabalhar o tema sa&uacute;de bucal, a partir da abordagem de novos conhecimentos e o incentivo &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua entre os palestrantes e o grupo, essa colabora&ccedil;&atilde;o se consolidou na elabora&ccedil;&atilde;o de atividades pedag&oacute;gicas constru&iacute;das em conjunto, com o objetivo de serem colocadas na sala de aula<sup>26,27</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Watt e Marinho<sup>28</sup> revisaram os estudos </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">envolvendo programas e campanhas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal e identificaram que, a maioria deles, &eacute; capaz de alcan&ccedil;ar redu&ccedil;&otilde;es nos &iacute;ndices de sa&uacute;de bucal em curto prazo. Entretanto, tratam como question&aacute;vel o impacto cl&iacute;nico e coletivo dos resultados. No caso deste estudo, foi poss&iacute;vel pensar que al&eacute;m da redu&ccedil;&atilde;o de &iacute;ndices, pode-se almejar o envolvimento da escola como ambiente de promo&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de de forma cont&iacute;nua, visto que os conhecimentos e pr&aacute;ticas constru&iacute;dos na escola podem ser multiplicados pelos professores em suas turmas de alunos e com outros professores, extrapolando o espa&ccedil;o do consult&oacute;rio dent&aacute;rio nas pr&aacute;ticas educativas para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente existe uma preocupa&ccedil;&atilde;o sobre a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal que os cuidadores, em ambientes privados ou p&uacute;blicos, s&atilde;o capazes de promover &agrave;s crian&ccedil;as<sup>29</sup>. Entretanto, esta preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; direcionada a crian&ccedil;as de uma faixa et&aacute;ria restrita, visto que ap&oacute;s o in&iacute;cio da vida escolar, aos seis anos, as crian&ccedil;as permanecem a maior parte do tempo na escola, sob responsabilidade de professores que possuem outra abordagem no trato com a crian&ccedil;a, acrescida da preocupa&ccedil;&atilde;o com a aprendizagem dos conte&uacute;dos escolares. Assim, a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal sofre uma mudan&ccedil;a e, nesse per&iacute;odo, a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de deve ser tratada j&aacute; nos anos iniciais do ensino fundamental, intercalada com momentos de aten&ccedil;&atilde;o direta, por exemplo, &agrave; escova&ccedil;&atilde;o coletiva e atividades din&acirc;micas<sup>30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando-se que as pr&aacute;ticas para uma boa sa&uacute;de s&atilde;o educativas, o ambiente escolar deve ser um parceiro na realiza&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas. Este possibilita que os professores, al&eacute;m dos profissionais da sa&uacute;de, possam ser multiplicadores das informa&ccedil;&otilde;es sobre o assunto, fazendo com que as a&ccedil;&otilde;es de cuidado e preven&ccedil;&atilde;o sejam desenvolvidas em fluxo cont&iacute;nuo e n&atilde;o apenas em determinados tempos e espa&ccedil;os, sempre vinculados &agrave; presen&ccedil;a de um profissional da odontologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As atividades de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para a avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es bucais e orienta&ccedil;&atilde;o aos alunos de como prevenir doen&ccedil;as bucais, efetivamente trazem bons resultados, mas se tornam dependentes das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior e da presen&ccedil;a dos acad&ecirc;micos nas creches ou escolas, para sua continuidade e manuten&ccedil;&atilde;o. Tornam-se programas permanentes, dificultando a parceria da universidade com outras tantas institui&ccedil;&otilde;es de atendimento a crian&ccedil;as que incessantemente procuram as universidades buscando solu&ccedil;&otilde;es para seus problemas atrav&eacute;s de orienta&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas inovadoras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, acredita-se que, uma das metas mais importantes a se alcan&ccedil;ar em programas de extens&atilde;o, voltados para a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de escolar, seja a de auxiliar as escolas a adquirir uma autonomia que lhes permita desenvolver atividades e a&ccedil;&otilde;es educativas que conduzam &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos saud&aacute;veis nas crian&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com este estudo, concluiu-se que a a&ccedil;&atilde;o educativa-preventiva proposta para a escola, integrada com profissionais de sa&uacute;de e professores da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, resultou em uma melhora da sa&uacute;de bucal dos alunos e uma capacita&ccedil;&atilde;o efetiva dos professores do ensino fundamental como multiplicadores de sa&uacute;de. Por isso, sugere-se que estrat&eacute;gias como esta sejam cont&iacute;nuas para a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de na escola.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>AGRADECIMENTOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; profa. Marilda Soares Garcia, supervisora dos projetos do Departamento de Pol&iacute;ticas do Educando da Secretaria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o de Pelotas/RS, pela colabora&ccedil;&atilde;o na realiza&ccedil;&atilde;o desta pesquisa. &Agrave; Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora do Carmo pela disponibilidade em participar da pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONFLITO DE INTERESSES</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores declaram n&atilde;o haver conflitos de interesse envolvidos no presente estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DECLARA&Ccedil;&Atilde;O DE FINANCIAMENTO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores declaram n&atilde;o ter recebido aporte financeiro de nenhuma institui&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Tomita NE, Pernambuco RA, Lauris JRP, Lopes ES. Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal para adolescentes: uso de m&eacute;todos participativos. Rev FOB 2001; 9:63-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=128829&pid=S1677-3888201600010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Santos PA, Rodrigues JA, Garcia PPNS. Conhecimento sobre preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie e doen&ccedil;a periodontal e comportamento de higiene bucal de professores de ensino fundamental. Ci&ecirc;n Odontol Bras 2003; 6:67-74. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Campos JADB, Garcia PPNS. Compara&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre c&aacute;rie dental e higiene bucal entre professores de escolas de ensino fundamental. Ci&ecirc;nc Odontol Bras 2004; 7:58-65. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Garbin CAS, Garbin AJI, dos Santos KT, Lima DP. Oral health education in schools: promoting health agents. Int J Dent Hygiene 2009; 7:212&ndash;6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o / Secretaria da Educa&ccedil;&atilde;o Fundamental. Par&acirc;metros curriculares nacionais: 1&ordm;, 2&ordm;, 3&ordm; e 4&ordm; ciclos. Bras&iacute;lia: MEC/SEF; 1997/1998. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Toassi RFC, Petry PC. Motivation on plaque control and gingival bleeding in school children. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 2002; 36:634-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Pomarico L, Souza IPR, Tura LFR. Oral health profile of education and health professionals attending handicapped children. Braz Oral Res 2003; 17:11-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Lopes e Silva MAS, Loriggio AHAF, Silva CM da, Bueno OL, Candel&aacute;ria LFA. Avalia&ccedil;&atilde;o da efetividade de higiene bucal em pacientes motivados. Revista Bioci&ecirc;nc 2005; 11:47-53.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Fraz&atilde;o P, Marques DSC. Influence of community health agents on perception of women and mothers about oral health knowledge. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva 2006; 11:131-44. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Campos L, Bottan ER, Farias J, Silveira EG. Knowledge and the attitudes in relation to health and oral hygiene of primary education teachers at Itapema - SC. Rev Odontol UNESP 2008; 37:389-94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Vasel J, Bottan ER, Campos L. Dental health education: analysis of knowledge among elementary school teachers in a town in the Vale do Itapocu (SC) region. RSBO 2008; 5:12-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Bottan ER, Ketzer JC, Oliveira LK, Tames SAF, Campos L, Farias MMGA. Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal: perspectivas de integra&ccedil;&atilde;o entre professores do ensino fundamental e cirurgi&otilde;es-dentista em um munic&iacute;pio do vale do Itaja&iacute; (SC). Salusvita 2010; 29:7-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Ferreira JMS, Massoni ACLT, Forte FDS, Sampaio FC. Conhecimento de alunos concluintes de pedagogia sobre sa&uacute;de bucal. Interface(Botucatu) 2005; 9:381-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Franchin V, Basting RT, Mussi AA, Fl&oacute;rio FM. A import&acirc;ncia do professor como agente multiplicador de sa&uacute;de bucal. Rev Abeno 2006; 6:102-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Santos KF dos, B&oacute;gus CM. A percep&ccedil;&atilde;o de educadores sobre a escola promotora de sa&uacute;de: um estudo de caso. Rev Bras Crescimento Desenvolv Hum 2007; 17:123-33. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Silva RP da, Morano J&uacute;nior M, Mialhe FL. Professores da rede p&uacute;blica de ensino de piracicaba: seus h&aacute;bitos em higiene bucal e sua participa&ccedil;&atilde;o em programas educativopreventivos. Odontol Clin-Cient 2007; 6:319-24. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Oliveira JJB de, Sousa PGB de, Oliveira FB de, Moura SAB de. Conhecimento e pr&aacute;ticas de professores de ensino fundamental sobre sa&uacute;de bucal. IJD, Int J Dent 2010; 9:21-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Garica Pel&aacute;ez SY, Espeso N&aacute;poles N, Herrera Naranjo J. Informaci&oacute;n sobre h&aacute;bitos bucales deformantes em trabajadoras de c&iacute;rculos infantiles. AMC 2010; 14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Pauleto ARC, Pereira MLT, Cyrino EG. Sa&uacute;de bucal: uma revis&atilde;o cr&iacute;tica sobre programa&ccedil;&otilde;es educativas para escolares. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva 2004; 9:121-30.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Rego, TC. Vygotsky: uma perspectiva hist&oacute;rico-cultural da educa&ccedil;&atilde;o. 12a Ed. Petr&oacute;polis: Vozes; 2001. 138 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Demo, P. Pesquisa participante: saber pensar e intervir juntos. 2ed. Bras&iacute;lia: L&iacute;ber Livro Editora; 2008. 139 p. (S&eacute;rie pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o, v. 8). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Pereira, Maur&iacute;cio Gomes. Epidemiologia: Teoria e Pr&aacute;tica. Rio De Janeiro: Guanabara Koogan; 2001. 596 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. B&ouml;necker M, Sheiham A. Promovendo sa&uacute;de bucal na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: conhecimentos e pr&aacute;ticas. S&atilde;o Paulo: Santos; 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Davoglio RS, Aerts DRGC, Abegg C, Freddo SL, Monteiro L. Fatores associados a h&aacute;bitos de sa&uacute;de bucal e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos entre adolescentes. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2009; 25:655-67. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Mart&iacute;nez FG, Barrios CCS, Salinas LEM. Conocimientos, actitudes y pr&aacute;cticas en salud bucal de padres y cuidadores en hogares infantiles, Colombia. Salud P&uacute;blica M&eacute;x 2011; 53:247-57. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Spratt M, Humphreys G, Chan V. Autonomy And Motivation: Which Comes First? Language Teaching Research 2002; 6:245-56. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Ushioda EMA. Why autonomy? Insights from motivation theory and research. Innovation in Language Learning and Teaching. 2011; 5:221-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Watt RG, Marinho VC. Does Oral Health Promotion Improve Oral Hygiene And Gingival Health? Periodontol 2000 2005; 37:35-47. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Hilton IV, Stephen S, Barker JC, Weintraub JA. Cultural factors and children's oral health care: a qualitative study of careers of young children. Community Dent Oral Epidemiol 2007; 35:429&ndash;38. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Gill P, Chestnutt IG, Channing D. Opportunities and challenges to promoting oral health in primary schools. Comm Dent Health 2009; 26:188-92.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v15n1/seta.jpg" alt="" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Correspond&ecirc;ncia para:</b>    <br> Dr Rafael Lund     <br>Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia    <br> Faculdade de Odontologia    <br> Universidade Federal de Pelotas (UFPel)    <br> Rua Gon&ccedil;alves Chaves, 457/702, CEP: 96015-000    <br> Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil     <br> e-mail: <a href="mailto:rafael.lund@gmail.com" target="_blank">rafael.lund@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 04/02/2015    <br> Aceito: 19/08/2016</b></font></p>      ]]></body>
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