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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[AVALIAÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA DOS PLANEJAMENTOS DE PRÓTESES PARCIAIS REMOVÍVEIS ENVIADOS PELOS DENTISTAS AOS LABORATÓRIOS DE PRÓTESE DENTÁRIA]]></article-title>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[AVALIAÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA DOS PLANEJAMENTOS DE PRÓTESES PARCIAIS REMOVÍVEIS ENVIADOS PELOS DENTISTAS AOS LABORATÓRIOS DE PRÓTESE DENTÁRIA]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This research has been conducted in order to analyze the importance of the removable partial denture (RPD) in the treatment of partially edentulous and the absence of studies to verify the planning, mouth preparation, and communication between the dentists and dental prosthesis technicians (DPT). The work was conducted in the city of Recife. 290 models were analyzed by five prosthetic laboratories of the Pernambuco. Two questionnaires were applied: one for the DPT responsible for the laboratory, and a second related to the investigator. The models were analyzed and photographed for recording purposes and illustration. The result of the research showed the Kennedy Class III with 44.1% as the most common. From the models analyzed, 245 (84.5%) were sent without any design and 57 (19.7%) had evidence of a mouth preparation. Only 34 among the 57 rests had correct preparation and distribution. Regarding the preparation of the guide planes, only 16 (5.5%). Communication, between the dentists and DPT, only 45 (15.5%) sent the information to build the metallic structure. The results demonstrated that nobody has been held to account for the responsibility. This is a common practice in the city of Recife. The partial denture is still neglected by dentists.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigos Originais/ Original Articles</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/><B>AVALIA&Ccedil;&Atilde;O QUALITATIVA E QUANTITATIVA DOS PLANEJAMENTOS DE PR&Oacute;TESES PARCIAIS REMOV&Iacute;VEIS ENVIADOS PELOS DENTISTAS AOS LABORAT&Oacute;RIOS DE PR&Oacute;TESE DENT&Aacute;RIA</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>AVALIA&Ccedil;&Atilde;O QUALITATIVA E QUANTITATIVA DOS PLANEJAMENTOS DE PR&Oacute;TESES PARCIAIS REMOV&Iacute;VEIS ENVIADOS PELOS DENTISTAS AOS LABORAT&Oacute;RIOS DE PR&Oacute;TESE DENT&Aacute;RIA</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paulo Torban<sup>I</sup>;</b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Amilcar Chagas Freitas J&uacute;nior<sup>II</sup></b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>; Rodivan Braz<sup>III</sup>; Eduardo S&eacute;rgio Donato Duarte Filho<sup>I</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestre em Odontologia (Cl&iacute;nicas Odontol&oacute;gicas) pela Universidade Potiguar-UnP    <br>   <sup>II</sup> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Doutor em Odontologia (Pr&oacute;tese Dent&aacute;ria) pela Universidade Estadual Paulista-UNESP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Doutor em Odontologia (Dent&iacute;stica Restauradora) pela Universidade de Pernambuco, Faculdade de Odontologia de Pernambuco</font>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia para:</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa foi realizada diante da import&acirc;ncia da pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel (PPR) no tratamento de desdentados parciais e na aus&ecirc;ncia de pesquisa para verifica&ccedil;&atilde;o dos planejamentos, preparo de boca e comunica&ccedil;&atilde;o entre o cirurgi&atilde;o dentista(CD) e o t&eacute;cnico em pr&oacute;tese dent&aacute;ria(TPD) na cidade de Recife. Foram analisados 290 modelos de trabalho enviados a 05 laborat&oacute;rios de pr&oacute;tese dent&aacute;ria de Pernambuco. Foram aplicados dois question&aacute;rios, um destinado ao TPD respons&aacute;vel pelo laborat&oacute;rio, e um segundo respondido pelo pesquisador. Os modelos foram analisados e fotografados para fins de registro e ilustra&ccedil;&atilde;o. Os resultados demonstraram que a Classe III de Kennedy, com 44,1%, foi mais freq&uuml;ente. Dos modelos estudados, 245 (84,5%) foram enviados sem esbo&ccedil;o de desenho, e em apenas 57 (19,7%) foi encontrado evid&ecirc;ncia de preparo de boca. Dos 57 nichos encontrados, haviam apenas 34 (11,7%) com distribui&ccedil;&atilde;o e preparo corretos. Em rela&ccedil;&atilde;o ao preparo de planos guia, foram encontrados apenas 16 (5,5%). A comunica&ccedil;&atilde;o entre o CD e o TPD, 45 (15,5%) foram enviadas informa&ccedil;&otilde;es para confec&ccedil;&atilde;o da arma&ccedil;&atilde;o met&aacute;lica. Ficou evidenciado que a transfer&ecirc;ncia de responsabilidade &eacute; pr&aacute;tica usual na cidade de Recife. A PPR continua sendo negligenciada pelos cirurgi&otilde;es dentistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave:</B> Planejamento. Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel. Desenho.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> This research has been conducted in order to analyze the importance of the removable partial denture (RPD) in the treatment of partially edentulous and the absence of studies to verify the planning, mouth preparation, and communication between the dentists and dental prosthesis technicians (DPT). The work was conducted in the city of Recife. 290 models were analyzed by five prosthetic laboratories of the Pernambuco. Two questionnaires were applied: one for the DPT responsible for the laboratory, and a second related to the investigator. The models were analyzed and photographed for recording purposes and illustration. The result of the research showed the Kennedy Class III with 44.1% as the most common. From the models analyzed, 245 (84.5%) were sent without any design and 57 (19.7%) had evidence of a mouth preparation. Only 34 among the 57 rests had correct preparation and distribution. Regarding the preparation of the guide planes, only 16 (5.5%). Communication, between the dentists and DPT, only 45 (15.5%) sent the information to build the metallic structure. The results demonstrated that nobody has been held to account for the responsibility. This is a common practice in the city of Recife. The partial denture is still neglected by dentists.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords:</B> Planning. Removable Partial Denture. Design.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel (PPR) &eacute; extremamente importante na reabilita&ccedil;&atilde;o oral, proporcionando o restabelecimento funcional e est&eacute;tico ao paciente por um custo relativamente baixo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais alternativas prot&eacute;ticas, como a pr&oacute;tese fixa convencional e sobre implantes. O principal objetivo da reabilita&ccedil;&atilde;o com PPR &eacute; a recomposi&ccedil;&atilde;o das estruturas perdidas (dentes e tecidos de suporte) al&eacute;m de preservar e proteger as estruturas remanescentes, recuperando a mastiga&ccedil;&atilde;o, fon&eacute;tica e est&eacute;tica<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A PPR &eacute; uma alternativa conservadora e eficiente quando todas as etapas do planejamento s&atilde;o criteriosamente respeitadas: exame cl&iacute;nico e radiogr&aacute;fico, obten&ccedil;&atilde;o dos modelos de estudo, delineamento, preparos espec&iacute;ficos de boca cuidadosamente planejados e executados, obten&ccedil;&atilde;o dos modelos de trabalho, registro oclusal e o desenho da estrutura met&aacute;lica com todas as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para o t&eacute;cnico de pr&oacute;tese dent&aacute;ria<sup>3</sup>. Assim, a constru&ccedil;&atilde;o de uma PPR envolve a realiza&ccedil;&atilde;o de etapas cl&iacute;nicas e laboratoriais, sendo importante para o sucesso uma &oacute;tima comunica&ccedil;&atilde;o entre cirurgi&atilde;o dentista (CD) e t&eacute;cnico em pr&oacute;tese dent&aacute;ria (TPD). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que o planejamento &eacute; o pilar de sustenta&ccedil;&atilde;o para o sucesso do tratamento, a partir do qual s&atilde;o tra&ccedil;adas as diretrizes dos procedimentos cl&iacute;nicos e laboratoriais, &eacute; fundamental que o delineamento, o desenho da pr&oacute;tese e os preparos espec&iacute;ficos sejam bem visualizados e entendidos pelo TPD<sup>2</sup>. Para isso, o CD deve fornecer ao t&eacute;cnico de laborat&oacute;rio todos os dados necess&aacute;rios por meio dos modelos de estudo devidamente delineados e planejados (com o desenho completo da PPR). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em estudos pr&eacute;vios<sup>4,5</sup> foi constatado que realmente h&aacute; uma falta de comunica&ccedil;&atilde;o entre CD e TPD, mas tamb&eacute;m existem situa&ccedil;&otilde;es onde a comunica&ccedil;&atilde;o acontece, por&eacute;m as informa&ccedil;&otilde;es transmitidas n&atilde;o s&atilde;o compreendidas adequadamente pelo TPD. No sentido de melhorar a comunica&ccedil;&atilde;o entre o CD e o TPD, outro estudo<sup>6</sup> utilizou a fotoc&oacute;pia dos modelos com as devidas instru&ccedil;&otilde;es e desenho do planejamento. O m&eacute;todo referido obteve total aceita&ccedil;&atilde;o por parte dos t&eacute;cnicos de pr&oacute;tese dent&aacute;ria, pois se mostrou de f&aacute;cil visualiza&ccedil;&atilde;o e entendimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as principais causas de fracasso em reabilita&ccedil;&otilde;es orais com PPR, podemos citar: (1) c&aacute;rie dent&aacute;ria nos dentes suporte devido &agrave; incorreta adapta&ccedil;&atilde;o de apoios oclusais, grampos e conectores sem a devida adapta&ccedil;&atilde;o acarretando ac&uacute;mulo de biofilme; (2) inflama&ccedil;&atilde;o do periodonto em fun&ccedil;&atilde;o do posicionamento irregular dos conectores maiores; e (3) mobilidade dent&aacute;ria, em fun&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as laterais excessivas aos dentes suportes proporcionadas pelo excesso de reten&ccedil;&atilde;o dos bra&ccedil;os retentivos dos grampos<sup>7</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m j&aacute; foi constatado que os fracassos em PPR ocorriam por neglig&ecirc;ncia dos CDs que n&atilde;o davam a aten&ccedil;&atilde;o devida ao planejamento, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o aos preparos de nichos e planos guia, indica&ccedil;&atilde;o dos tipos de grampos, conectores, moldagem e desenho da estrutura met&aacute;lica<sup>8</sup>. Assim, torna-se claro que o planejamento e o preparo pr&eacute;vio dos dentes remanescentes para receber a PPR s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia para o sucesso ou fracasso do tratamento com PPR. Infelizmente, tem sido observado que em algumas situa&ccedil;&otilde;es a determina&ccedil;&atilde;o da trajet&oacute;ria de inser&ccedil;&atilde;o, o delineamento dos modelos de estudo, o preparo de planos guia, o registro oclusal e o planejamento da distribui&ccedil;&atilde;o dos nichos s&atilde;o negligenciados ou delegados ao TPD<sup>2,4,6,8,9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos pr&eacute;vios enfatizaram a import&acirc;ncia de se investir no ensino da PPR nas Faculdades de Odontologia e na reciclagem dos profissionais j&aacute; atuantes no mercado de trabalho, pois os problemas socioecon&ocirc;micos e o aumento da popula&ccedil;&atilde;o idosa faz com que haja um crescimento da demanda pela reabilita&ccedil;&atilde;o com PPR<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentro deste contexto, o presente estudo objetiva avaliar qualitativa e quantitativamente os planejamentos das PPRs, os modelos de trabalho com os preparos (nichos e planos guia) realizados pelos CDs e a forma de comunica&ccedil;&atilde;o entre os CDs e os TPDs da cidade de Recife.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s aprova&ccedil;&atilde;o do trabalho pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Potiguar foi solicitado ao Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO-PE) a lista completa com todos os laborat&oacute;rios de pr&oacute;tese dent&aacute;ria oficialmente registrados na cidade de Recife. Em seguida, foram realizados contatos telef&ocirc;nicos para identificar quais destes laborat&oacute;rios realizavam confec&ccedil;&atilde;o de PPR. Assim, de um total de 77 laborat&oacute;rios de pr&oacute;tese identificados, observou-se que apenas 15 confeccionavam PPR. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estabelecimento do tamanho da amostra foi baseado na quantidade total aproximada de PPRs confeccionadas por m&ecirc;s em todos os laborat&oacute;rios da cidade de Recife (n = 1150). Dessa forma, foram avaliados 290 casos (planejamentos) para se obter um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 95% e erro amostral de 5%. A amostra foi coletada em cinco diferentes laborat&oacute;rios (n = 58 para cada laborat&oacute;rio; representatividade de 33% de todos os laborat&oacute;rios da cidade de Recife que trabalham com PPR). Os laborat&oacute;rios foram selecionados considerando suas localiza&ccedil;&otilde;es em regi&otilde;es com diferentes padr&otilde;es financeiros distribu&iacute;dos na cidade de Recife e ap&oacute;s pr&eacute;via autoriza&ccedil;&atilde;o para realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Cada laborat&oacute;rio selecionado foi identificado com as letras A, B, C, D e E. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A coleta dos dados foi realizada em visitas sem aviso pr&eacute;vio aos laborat&oacute;rios selecionados e todos os modelos foram avaliados exatamente como o CD os enviou ao respectivo laborat&oacute;rio. A inspe&ccedil;&atilde;o dos modelos foi realizada com aux&iacute;lio de um delineador e sonda milimetrada. Todos os modelos foram fotografados para fins de registro e ilustra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Adicionalmente, dois question&aacute;rios adaptados de trabalhos previamente publicados<sup>11,12,13,14</sup> foram utilizados para coleta de dados. O primeiro question&aacute;rio foi respondido pelo TPD respons&aacute;vel por cada laborat&oacute;rio, no qual foram respondidas quest&otilde;es sobre a responsabilidade pela elabora&ccedil;&atilde;o do desenho da estrutura met&aacute;lica, utiliza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o de delineador, e tipo de comunica&ccedil;&atilde;o entre o CD e o laborat&oacute;rio. O segundo question&aacute;rio foi respondido por um pesquisador previamente calibrado para a avalia&ccedil;&atilde;o dos modelos de trabalho enviados aos laborat&oacute;rios pelos CDs. Nos modelos de trabalho foram avaliadas a classifica&ccedil;&atilde;o de Kennedy, a presen&ccedil;a e corre&ccedil;&atilde;o do desenho da estrutura met&aacute;lica, o uso ou n&atilde;o do delineador por parte do CD, e a presen&ccedil;a/formato dos nichos (descansos) e planos guia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A avalia&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica dos nichos e planos guia foi realizada seguindo alguns conceitos pr&eacute;-estabelecidos conforme apresentado a seguir: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o dos nichos: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- PPRs Dentossuportados - Cristas marginais cont&iacute;guas ao espa&ccedil;o prot&eacute;tico, com exce&ccedil;&atilde;o de molares inclinados para a mesial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- PPRs Dentomucossuportados (extremos livres) - Cristas marginais distantes do espa&ccedil;o prot&eacute;tico<sup>2,15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o da forma dos nichos: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Nicho oclusal - forma de tri&acirc;ngulo com &acirc;ngulos arredondados; v&eacute;rtice voltado para o centro da coroa; dimens&atilde;o vest&iacute;bulo- lingual igual &agrave; dist&acirc;ncia intercusp&iacute;dica, e no sentido m&eacute;sio</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">-distal, pelo menos igual &agrave; largura; profundidade entre 1,5mm e 2,0mm; paredes axiais expulsivas e parede pulpar plana com inclina&ccedil;&atilde;o para o centro do dente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Nicho de c&iacute;ngulo - forma de "V" invertido, sendo c&ocirc;ncavos no sentido vest&iacute;bulo-lingual e convexos no sentido m&eacute;sio-distal<sup>16,17</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o e forma dos planos- guia; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Devem ser confeccionados paralelos entre si e nas faces linguais, palatinas e proximais dos dentes que est&atilde;o em contato com os componentes r&iacute;gidos da PPR<sup>2,16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, foram utilizados os seguintes crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o dos nichos e planos-guia: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nichos (descansos): Pobre (aus&ecirc;ncia ou distribui&ccedil;&atilde;o errada dos nichos), Aceit&aacute;vel (distribui&ccedil;&atilde;o correta e forma inadequada), Bom (distribui&ccedil;&atilde;o e formas corretas). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Planos-Guia: Pobre (quando n&atilde;o h&aacute; preparos de planos-guias), Aceit&aacute;vel (distribui&ccedil;&atilde;o correta dos planos-guias, mas que n&atilde;o est&atilde;o perfeitamente paralelos), Bom (distribui&ccedil;&atilde;o e paralelismo correto). Para a avalia&ccedil;&atilde;o da profundidade e formato dos nichos foi utilizada uma sonda milimetrada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a avalia&ccedil;&atilde;o do paralelismo dos planos guia foi utilizado um mesmo delineador. Assim, todos os modelos que apresentaram planos guia foram levados ao delineador e a trajet&oacute;ria de inser&ccedil;&atilde;o foi estabelecida posicionando a ponta analisadora paralela a um dos planos guia preparado e, dessa forma, conferindo o paralelismo entre todos os demais planos guia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o dos desenhos (planejamentos) baseados na literatura: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Bra&ccedil;os de reten&ccedil;&atilde;o: Localiza&ccedil;&atilde;o da ponta ativa entre o ter&ccedil;o m&eacute;dio e cervical, e forma do grampo apresentando-se progressivamente afi lada da origem at&eacute; a extremidade ativa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Bra&ccedil;os de oposi&ccedil;&atilde;o: Localiza&ccedil;&atilde;o em &aacute;rea expulsiva, e forma mais volumosa do que o bra&ccedil;o de reten&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Conector maior: As bordas do conector maior inferior dever&atilde;o estar situadas a uma dist&acirc;ncia de 3-4 mm da gengiva marginal livre e tamb&eacute;m do assoalho de boca. O conector maior superior a uma dist&acirc;ncia de 4-6 mm da gengiva marginal livre, sem invadir a &aacute;rea de palato mole. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Apoios: Dentossuportadas, junto ao espa&ccedil;o prot&eacute;tico, exce&ccedil;&atilde;o para os molares inclinados para mesial e distantes do espa&ccedil;o prot&eacute;tico para PPRs dentomucossuportadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi utilizado um question&aacute;rio para avalia&ccedil;&atilde;o de cada modelo. A an&aacute;lise de cada modelo iniciou pela classifica&ccedil;&atilde;o de Kennedy, seguida pela avalia&ccedil;&atilde;o do desenho, do delineamento e, por &uacute;ltimo, dos preparos de boca.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizada uma an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva, com base em vari&aacute;veis quantitativas e qualitativas e os dados obtidos foram apresentados em gr&aacute;fi cos e tabelas de percentuais para cada vari&aacute;vel levantada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A distribui&ccedil;&atilde;o dos modelos segundo a Classifica&ccedil;&atilde;o de Kennedy &eacute; apresentada na <a href="#fig01">Figura 1</a>. No presente estudo, predominou a ocorr&ecirc;ncia de casos Classe III de Kennedy.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n2/a06fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos modelos analisados nos laborat&oacute;rios de pr&oacute;tese, a maioria n&atilde;o apresentou nenhum esbo&ccedil;o de desenho do planejamento, conforme apresentado na <a href="#fig02">Figura 2</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n2/a06fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os modelos avaliados, foi observado (<a href="#tab01">Tabela 1</a>) que a maioria n&atilde;o foi delineada pelo CD. Em rela&ccedil;&atilde;o aos preparos de boca (nichos e planos guia), verificou-se aus&ecirc;ncia destes preparos na maioria dos modelos analisados (<a href="#fig03">Figura 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n2/a06fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos nichos, observou-se que a minoria estava corretamente distribu&iacute;da e preparada. Por outro lado, em rela&ccedil;&atilde;o aos planos guia, quando presentes (em apenas 5,5% dos casos), todos estavam corretamente distribu&iacute;dos e paralelos entre si num mesmo modelo (<a href="#fig04">Figura 4</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n2/a06fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o entre o CD e o TPD sobre as orienta&ccedil;&otilde;es para confec&ccedil;&atilde;o da estrutura met&aacute;lica, observou-se aus&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o na grande maioria dos casos. E quando existente, geralmente o CD passou as informa&ccedil;&otilde;es ao TPD por meio de desenho no modelo de estudo (<a href="#fig05">Figura 5</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n2/a06fig05.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados apresentados neste trabalho evidenciam que o planejamento em PPR, a realiza&ccedil;&atilde;o dos preparos espec&iacute;ficos de boca e a comunica&ccedil;&atilde;o entre o CD e o TPD s&atilde;o deficientes na cidade de Recife e repetem falhas anteriormente citadas em outros trabalhos<sup>12,13,14 ,17,18,19,20</sup> realizados em diferentes regi&otilde;es do Brasil ao longo dos &uacute;ltimos anos. Infelizmente, na maior parte das situa&ccedil;&otilde;es (84,5%), o planejamento continua sendo negligenciado pelo CD e consequentemente delegado ao TPD (<a href="#fig02">Figura 2</a>). Al&eacute;m disso, constatou-se que dentre os desenhos elaborados pelo CD, aproximadamente a metade estava incorreto. Outros resultados (com baixa percentagem de planejamentos realizados corretamente pelos CDs) foram encontrados em estudos pr&eacute;vios: 0,9%<sup>21</sup>, 5,71%<sup>13</sup>, 6%<sup>24</sup>, 23,5%<sup>22</sup>, 24,3%<sup>20</sup>, 25%<sup>23</sup>, 35%<sup>25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em v&aacute;rios trabalhos<sup>2,4,6</sup> constatou-se que o planejamento e o desenho da estrutura met&aacute;lica s&atilde;o etapas fundamentais na reabilita&ccedil;&atilde;o com PPR e devem ser de responsabilidade &uacute;nica do CD, n&atilde;o devendo, portanto, ser transferido ao TPD. Assim, com o intuito de avaliar a habilidade e conhecimento dos t&eacute;cnicos de laborat&oacute;rio para realizar o planejamento em PPR, um estudo<sup>26</sup> realizado nos Estados Unidos selecionou 28 laborat&oacute;rios de pr&oacute;tese dent&aacute;ria e delegou aos TPDs a responsabilidade pela realiza&ccedil;&atilde;o do desenho/planejamento. Foi entregue em cada laborat&oacute;rio um mesmo modelo inferior e foi encontrada uma grande varia&ccedil;&atilde;o entre os desenhos realizados pelos diversos TPDs. Com base nesta constata&ccedil;&atilde;o, foi condenada a pr&aacute;tica de transferir ao TPD a realiza&ccedil;&atilde;o do desenho da arma&ccedil;&atilde;o met&aacute;lica da PPR. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel o uso do delineador &eacute; indispens&aacute;vel para o correto planejamento, uma vez que ele &eacute; o dispositivo usado para se determinar o eixo de inser&ccedil;&atilde;o da PPR, visualizar e calibrar as &aacute;reas retentivas nos dentes pilares, assim como identificar as &aacute;reas de interfer&ecirc;ncia. Apenas com o uso do delineador o CD &eacute; capaz de planejar a estrutura met&aacute;lica da PPR respeitando os princ&iacute;pios biomec&acirc;nicos e promovendo a preserva&ccedil;&atilde;o das estruturas de suporte, como relatado por v&aacute;rios autores<sup>2,8,27,28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseado nos resultados apresentados na <a href="#tab01">Tabela 1</a>, verificou-se que em todos os 5 laborat&oacute;rios pesquisados foi realizado o delineamento, por&eacute;m de forma inadequada em algumas situa&ccedil;&otilde;es. No laborat&oacute;rio A, por exemplo, n&atilde;o estava sendo usada a ponta calibradora 0.25, considerada a mais indicada para obten&ccedil;&atilde;o da reten&ccedil;&atilde;o quando se utiliza liga de Co-Cr para confec&ccedil;&atilde;o das estruturas met&aacute;licas em PPR. Resultados semelhantes foram observados na literatura<sup>12,23,24,29</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tem sido sugerido que a falta de dom&iacute;nio e o desconhecimento em rela&ccedil;&atilde;o ao uso do delineador tem levado o CD a delegar este procedimento ao TPD<sup>28</sup>. Os dados obtidos nesta pesquisa (<a href="#tab01">Tabela 1</a>) confirmam este fato.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v15n2/a06tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos preparos espec&iacute;ficos de boca (nichos e planos guia), sabe-se que eles s&atilde;o determinantes para a preserva&ccedil;&atilde;o das estruturas de suporte e o sucesso do tratamento a longo prazo<sup>2</sup>. No entanto, foi observado no presente estudo que a maioria (80,3%) dos modelos analisados n&atilde;o apresentou nenhum tipo de preparo de boca (<a href="#fig03">Figura 3</a>). Resultados semelhantes foram encontrados na literatura<sup>12,20,25</sup>. Embora os resultados encontrados ainda estejam longe do que pode ser considerado satisfat&oacute;rio, foi observado um melhor desempenho em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados encontrados em um outro trabalho<sup>29</sup>, onde de 607 modelos estudados, 99,5% n&atilde;o apresentavam nenhum tipo de preparo de boca. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao tipo de preparo encontrado, observou-se que todos os modelos de trabalho que chegaram ao laborat&oacute;rio com o preparo de plano guia estavam totalmente corretos segundo os crit&eacute;rios adotados neste estudo (distribui&ccedil;&atilde;o e paralelismo entre si dos planos guia), dados sugestivos de que o CD que realiza este procedimento apresenta conhecimento e dom&iacute;nio dos princ&iacute;pios de planejamento em PPR (<a href="#fig04">Figura 4</a>). Por outro lado, parece que quando esse conhecimento e dom&iacute;nio sobre planejamento n&atilde;o est&aacute; presente, o CD opta por ignorar tal procedimento. Em rela&ccedil;&atilde;o aos nichos, observouse que a maioria dos modelos analisados apresentaram estes preparos com distribui&ccedil;&atilde;o incorreta ou ausentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que a comunica&ccedil;&atilde;o entre o CD e o TPD &eacute; essencial para o sucesso da PPR, os resultados deste estudo (<a href="#fig05">Figura 5</a>) evidenciam s&eacute;rios problemas neste aspecto. Resultados semelhantes foram observados em outros estudos previamente publicados na literatura<sup>12,13,18-20,23</sup>. Baseado nas respostas fornecidas nos question&aacute;rios respondidos pelos TPDs, observou-se que a comunica&ccedil;&atilde;o existia apenas por telefone e, poucas vezes, por escrito (15,5%). De um total de 58 modelos estudados por laborat&oacute;rio, foram encontrados apenas 5 (8,6%) com alguma informa&ccedil;&atilde;o (esbo&ccedil;o de desenho) no laborat&oacute;rio A, 12 (20,7%) no laborat&oacute;rio B, 23 (39,7%) no laborat&oacute;rio C, 1 (1,7%) no laborat&oacute;rio D e, 4 (6,9%) no laborat&oacute;rio E. O laborat&oacute;rio B relatou que a comunica&ccedil;&atilde;o por telefone existia apenas quando necessitava informar ao CD das p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es do modelo de trabalho enviado. J&aacute; o laborat&oacute;rio C, respons&aacute;vel pelos maiores percentuais em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de modelos delineados e com preparo de boca, foi quem relatou a exist&ecirc;ncia de contato com o CD por telefone, al&eacute;m de receber tamb&eacute;m as orienta&ccedil;&otilde;es por escrito. Adicionalmente, observou-se que o laborat&oacute;rio C (localizado em regi&atilde;o com &iacute;ndice de desenvolvimento financeiro intermedi&aacute;rio na cidade de Recife) atende predominantemente profissionais com n&iacute;vel de aperfei&ccedil;oamento ou especializa&ccedil;&atilde;o em Pr&oacute;tese Dent&aacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano de 2000, foi realizado o &uacute;nico trabalho<sup>18</sup> at&eacute; ent&atilde;o publicado sobre planejamento de PPR na cidade de Recife. Neste trabalho, os autores agruparam os dados obtidos na cidade de Recife com os das cidades de Jo&atilde;o Pessoa (Para&iacute;ba) e Natal (Rio Grande do Norte), por&eacute;m sem individualiz&aacute;-los por cada cidade. Os resultados apontaram para uma defici&ecirc;ncia no planejamento das PPRs, com aus&ecirc;ncia de desenho e falhas na comunica&ccedil;&atilde;o na maioria dos casos. Levando em considera&ccedil;&atilde;o os resultados encontrados no presente estudo, assim como o de Duarte e Paiva (2000),<sup>18</sup> o panorama relacionado ao planejamento das PPRs e comunica&ccedil;&atilde;o entre o CD e o TPD na cidade de Recife permanecem deficientes, e que os CDs continuam negligenciando os princ&iacute;pios fundamentais para a confec&ccedil;&atilde;o de PPR. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros estudos tamb&eacute;m apontam para situa&ccedil;&atilde;o semelhante nas demais regi&otilde;es do Brasil. Em 2009, um estudo<sup>30</sup> foi desenvolvido para avaliar o n&iacute;vel de conhecimento sobre planejamento, confec&ccedil;&atilde;o e proserva&ccedil;&atilde;o das PPRs pelos CDs da cidade de Piracicaba (S&atilde;o Paulo), e concluiu-se que a maioria dos 126 dentistas entrevistados n&atilde;o possu&iacute;am os conhecimentos necess&aacute;rios para a realiza&ccedil;&atilde;o desse tipo de trabalho reabilitador. Foi ressaltado que a legisla&ccedil;&atilde;o e jurisprud&ecirc;ncia, no que diz respeito &agrave; responsabilidade pela reabilita&ccedil;&atilde;o prot&eacute;tica com PPR, situa o CD como o &uacute;nico respons&aacute;vel pelos servi&ccedil;os de diagn&oacute;stico, planejamento, execu&ccedil;&atilde;o na cavidade bucal, sele&ccedil;&atilde;o da cor dos dentes artificiais, sele&ccedil;&atilde;o da cor da resina, do tipo, forma e tamanho dos dentes artificiais, instala&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e proserva&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Certamente, a realiza&ccedil;&atilde;o de cursos de aperfei&ccedil;oamento profissional e de reciclagem em Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel &eacute; sugerido em virtude da correla&ccedil;&atilde;o observada entre o n&iacute;vel de aperfei&ccedil;oamento profissional do CD e o grau de corre&ccedil;&atilde;o do planejamento das PPRs.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseado nos resultados do presente estudo, concluise que: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- O correto planejamento seguindo os princ&iacute;pios biomec&acirc;nicos foi observado somente na minoria (8,3%) dos casos de Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel confeccionadas na cidade de Recife, Pernambuco;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - A maioria dos CDs n&atilde;o realizam o planejamento das PPRs e delegaram essa fun&ccedil;&atilde;o aos TPDs; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- As informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a confec&ccedil;&atilde;o da PPR continuam sendo negligenciadas pela maioria dos CDs da cidade de Recife.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font> </p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Kliemann C, Oliveira W. Manual de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel. S&atilde;o Paulo: Santos; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=130250&pid=S1677-3888201600020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Todescan R, Silva EEB, Silva OJ. Atlas de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel. S&atilde;o Paulo: Santos; 1996. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. De Fiori SR. Atlas de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel. 4&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Pancast; 1993. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Davenport JC, Basker RM, Heath JR, Ralph JP, Glantz PO, Hammond P. Communication between the dentist and the dental technician. Br Dent J. 2000 Nov; 189(9): 471-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Taylor TD, Aquilino SA, Matthews AC, Logan NS. Prosthodontic survey. Part II: removable prosthodontic curriculum survey. J Prosthetic Dent. 1984 Nov; 52(5):747-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Bonachela WC, Di Creddo RC, Asckar EM, Paiva HJ. Fotoc&oacute;pia de modelo parcialmente desdentado: um m&eacute;todo preciso de comunica&ccedil;&atilde;o entre o cirurgi&atilde;o-dentista e o t&eacute;cnico. Rev Bras Odontol. 1990 jan/fev; 57(1): 26-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Todescan R, Romanelli JH. Porque fracassam os aparelhos parciais remov&iacute;veis. Rev Assoc Paul Cir Dent. 1971; 25(1): 13-22.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Aldrovandi C. Pr&oacute;tese parcial m&oacute;vel. S&atilde;o Paulo: Cient&iacute;fica; 1960. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Navarro H. Avalia&ccedil;&atilde;o das constru&ccedil;&otilde;es das pr&oacute;teses parciais remov&iacute;veis. RGO. 1996; 44: 111-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Farias Neto A, Carreiro AFP, Barbosa CMR. A pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel no contexto da odontologia atual. Odont Cl&iacute;n-Cient&iacute;f. 2011 abr/jun; 10(2): 125-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Gil C, Nakamae AEM. Avalia&ccedil;&atilde;o da terapia prot&eacute;tica em pacientes portadores de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel: um estudo trasversal. RPG Rev P&oacute;s-Grad. 2000 out/dez; 7(4): 341-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Corr&ecirc;a DL. An&aacute;lise dos modelos de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel remetidos aos laborat&oacute;rios de pr&oacute;tese dent&aacute;ria da Grande Bel&eacute;m-PA &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Castro JCO, Zanetti RV, Feltrin PP, Froner EE, Moura CDVS. Avalia&ccedil;&atilde;o dos modelos de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel e da comunica&ccedil;&atilde;o entre cirurgi&otilde;es- dentistas e t&eacute;cnicos nos laborat&oacute;rios na cidade de Teresina (PI). RGO. 2009 jul/set; 57(3): 273-9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.Morais HL. Estudo comparativo da qualidade de preparo de boca para pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel entre modelos de trabalho recolhidos da cl&iacute;nica de gradua&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo e de alguns laborat&oacute;rios comerciais da cidade de S&atilde;o Paulo &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.Weintraub GS. Review of removable partial denture components and their design as related to maintenance of tissue health. Dent Clin North Am. 1985 Jan; 29(1): 39-56. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Gil C, Nakamae AEM. &Iacute;ndice de qualidade do trabalho prot&eacute;tico( IQP): um estudo metodol&oacute;gico. RPG Rev P&oacute;s-Grad. 2000 jan/mar; 7(1): 38-46. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Jorge HJ, Vergani CE, Giampaolo ET, Machado AL, Pavarina AC. Preparos de dentes pilares para pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel. Rev Odontol UNESP. 2006 jul/set; 35(3): 215-22. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Duarte ARC, Paiva HJ. Avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de conhecimento e conscientiza&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista e do t&eacute;cnico em pr&oacute;tese dental, em rela&ccedil;&atilde;o ao planejamento e a execu&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses parciais remov&iacute;veis: estudo laboratorial. Rev ABO Nac. 2000 ago/set. 8(4): 232-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Zavanelli RA, Hartmann R, Zavanelli AC, Carvalho Junior H. Dimens&otilde;es dos conectores maiores de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel. Rev Odontol UNESP. 2006 jul/set; 35(3): 135-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Batista AUD, Sales JPLA, Farias Neto A, Carreiro AFP. Avalia&ccedil;&atilde;o do planejamento de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel em modelos recebidos por laborat&oacute;rios de Jo&atilde;o Pessoa, PB. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr. 2011 jul; 11(1): 53-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. avarro H. Pesquisa realizada em 30 laborat&oacute;rios comerciais da grande S&atilde;o Paulo para avalia&ccedil;&atilde;o sobre diversos aspectos da constru&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;teses parciais remov&iacute;veis feitas pelos cirurgi&otilde;es-dentistas e t&eacute;cnicos de laborat&oacute;rio &#91;tese&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 1988. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22.Matos RL, Pagnano VO, Ribeiro RF, Mattos MGC. Avalia&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o cirurgi&atilde;o dentista e t&eacute;cnico no processo de confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel. RPG Rev P&oacute;s-Grad. 2002 jan/mar; 9(1): 63-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Palomo E, Teixeira ML, Stegun RC. Avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento dos cirurgi&otilde;es-dentistas e prot&eacute;ticos na confec&ccedil;&atilde;o de estruturas met&aacute;licas de pr&oacute;teses parciais remov&iacute;veis nos laborat&oacute;rios comerciais da cidade de S&atilde;o Paulo. PCL Rev Bras Pr&oacute;tese Cl&iacute;n Lab. 2003; 5(27): 425-31. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Oliveira MCS, Vieira AC, Santos LB, Oliveira VM, Sampaio NM. Preval&ecirc;ncia do planejamento em pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel na cidade de Feira de Santana. Int J Dent. 2009 abr/jun; 8(2): 67-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Fernandes EL, Rivaldo EG, Cosme DC, Frasca LCF. Avalia&ccedil;&atilde;o do material enviado pelos cirurgi&otilde;es dentistas aos laborat&oacute;rios de pr&oacute;tese para confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses parciais remov&iacute;veis. Rev Fac Odontol. 2004; 45(2): 14-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26.McCracken WL. Survey of partial denture designs by commercial dental laboratories. J Prosthet Dent. 1962; 70(2): 132-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Applegate OC. Use of the paralleling surveyor in modern partial denture construction. J Am Dent Assoc. 1940; 27(9): 1397-407. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28.Magalh&atilde;es Neto O, Magalh&atilde;es Filho O, Boucault CHM, Silva J. Utiliza&ccedil;&atilde;o de reten&ccedil;&otilde;es equ&acirc;nimes na determina&ccedil;&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o de inser&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel. Rev Bras Pr&oacute;tese Cl&iacute;n Lab. 2002 jan/fev; 4(17): 18-23. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Vieira DF, Todescan R. Estarrecedora situa&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel: um alerta &agrave; profiss&atilde;o odontol&oacute;gica. Rev Assoc Paul Cir Dent. 1972; 26(6): 299-319. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Francesquini Jr. L, Rizatti-Barbosa CM, Ambrosano GMB, Daruge J&uacute;nior E, Fernandes MM, Santos LSM. Conhecimento do cirurgi&atilde;o dentista referente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses parciais remov&iacute;veis e &agrave; responsabilidade nos passos de sua confec&ccedil;&atilde;o. Sa&uacute;de, &Eacute;tica &amp; Justi&ccedil;a. 2009; 14(1): 9-16.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v15n2/seta.jpg" alt="" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Correspond&ecirc;ncia para:</b>    <br> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paulo Torban     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Rua Visconde de Ouro Preto, n&ordm; 51, ap.1001    <br> Casa Forte, Recife-PE     <br>CEP 52061-430     <br> e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:paulotorban@interdentepe.com.br" target="_blank">paulotorban@interdentepe.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 26/06/2015    <br> Aceito: 02/09/2016</b></font></p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Kliemann]]></surname>
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<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
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<source><![CDATA[Manual de prótese parcial removível.]]></source>
<year>1997</year>
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