<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1679-5954</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista da ABENO]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. ABENO]]></abbrev-journal-title>
<issn>1679-5954</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Brasileira de Ensino Odontológico]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1679-59542011000200005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O PET-Saúde como instrumento de reorientação do ensino em Odontologia: a experiência da Universidade Federal do Espírito Santo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA["PET-Saúde" as an instrument to provide dentistry teaching with new guidelines: the experience of the Federal University of Espírito Santo]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Caroline Marinho]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Karina Tonini dos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raquel Baroni de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ufes Departamento de Medicina Social ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vitória ES]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>11</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>27</fpage>
<lpage>33</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://127.0.0.1/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-59542011000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://127.0.0.1/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-59542011000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://127.0.0.1/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-59542011000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As Diretrizes Curriculares Nacionais e a consolidação do SUS levaram as instituições de ensino superior em saúde no Brasil a reformular seus currículos, deixando de formar profissionais apenas tecnicistas para preparar profissionais voltados também para a realidade social, econômica, política e cultural do Brasil. O presente trabalho tem como objetivo discutir sobre o processo de reorientação do ensino em saúde/Odontologia, relatando a experiência do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PETSaúde), iniciado na Ufes em 2010. O PET-Saúde foi criado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, dando oportunidade aos acadêmicos de vivenciar o trabalho multidisciplinar dentro das unidades de saúde. As atividades extramuros propiciam um maior conhecimento por parte dos alunos que experimentam a estrutura dos serviços públicos de saúde, a participação no atendimento à população, a compreensão das políticas de saúde/ saúde bucal, o papel do cirurgião-dentista no serviço público, bem como o contexto social no qual futuramente o acadêmico poderá se inserir. O PET-Saúde oferece também um espaço de reflexão por meio das trocas de abordagens e experiências entre a realidade vivenciada pelos profissionais e os conhecimentos trazidos pelos alunos nos moldes acadêmicos. Conclui que, para a efetivação do SUS, os alunos dos cursos de saúde precisam de uma formação mais ampla, em ambientes diferenciados, com experiências inovadoras, atividades coletivas e não somente com a prática tradicional realizada em clínica de ensino de especialidades.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The National Curricular Guidelines and the consolidation of the Unified Health System (SUS) have led higher education health institutions in Brazil to restructure their curriculum with the objective of preparing professionals not only technically but also to meet Brazil's social, economic, political and cultural challenges. The aim of the present study was to discuss the process of providing health/dentistry teaching with new guidelines, by reporting an experience gained in the "Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET-Saúde" (Education Program through Health Work), launched at Ufes in 2010. "PET-Saúde" was created by the Ministry of Health in partnership with the Ministry of Education and gives students the opportunity of experiencing the multidisciplinary work conducted in Health Centers. The extramural activities give students broader knowledge of how public health services are structured, hands-on experience in treating the population, and a better understanding of the health/oral health policies, of the role of the dentist in public services, and of the social context in which the student will eventually be involved. "PETSaúde" also encourages reflection through the exchange of approaches and experiences between the real-world practice experienced by professionals and the knowledge brought by students from the academic world. In conclusion, in order for SUS to be put into place effectively, students of health courses need broader preparation and training in wide-ranging environments, and not only the experience of traditional practice offered by clinics teaching specialties, but also innovative experiences and collective activities.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação superior]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação em odontologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Currículo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estágio clínico]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[higher]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Education, dental]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Curriculum]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Clinical clerkship]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REVIS&Atilde;O DE LITERATURA / LITERATURE REVIEW</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>O PET-Sa&uacute;de como instrumento de reorienta&ccedil;&atilde;o do ensino em Odontologia: a experi&ecirc;ncia da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>"PET-Sa&uacute;de" as an instrument to provide dentistry teaching with new guidelines: the experience of the Federal University of Esp&iacute;rito Santo</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caroline Marinho Gon&ccedil;alves<sup>I</sup>; Karina Tonini dos Santos<sup>II</sup>; Raquel Baroni de Carvalho<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I </sup>Graduada em Odontologia pela Ufes, Vit&oacute;ria - ES; ex-estagi&aacute;ria do PET-Sa&uacute;de    <br> <sup>II</sup> Doutora em Odontologia Preventiva e Social; Professora Adjunta do Departamento de Medicina Social, Ufes, Vit&oacute;ria - ES; tutora do PET-Sa&uacute;de     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Doutora em Odontologia; Professora Adjunta do Departamento de Medicina Social, Ufes, Vit&oacute;ria - ES; tutora do PET-Sa&uacute;de </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As Diretrizes Curriculares Nacionais e a consolida&ccedil;&atilde;o do SUS levaram as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior em sa&uacute;de no Brasil a reformular seus curr&iacute;culos, deixando de formar profissionais apenas tecnicistas para preparar profissionais voltados tamb&eacute;m para a realidade social, econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e cultural do Brasil. O presente trabalho tem como objetivo discutir sobre o processo de reorienta&ccedil;&atilde;o do ensino em sa&uacute;de/Odontologia, relatando a experi&ecirc;ncia do Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de (PETSa&uacute;de), iniciado na Ufes em 2010. O PET-Sa&uacute;de foi criado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em parceria com o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, dando oportunidade aos acad&ecirc;micos de vivenciar o trabalho multidisciplinar dentro das unidades de sa&uacute;de. As atividades extramuros propiciam um maior conhecimento por parte dos alunos que experimentam a estrutura dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, a participa&ccedil;&atilde;o no atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, a compreens&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de/ sa&uacute;de bucal, o papel do cirurgi&atilde;o-dentista no servi&ccedil;o p&uacute;blico, bem como o contexto social no qual futuramente o acad&ecirc;mico poder&aacute; se inserir. O PET-Sa&uacute;de oferece tamb&eacute;m um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o por meio das trocas de abordagens e experi&ecirc;ncias entre a realidade vivenciada pelos profissionais e os conhecimentos trazidos pelos alunos nos moldes acad&ecirc;micos. Conclui que, para a efetiva&ccedil;&atilde;o do SUS, os alunos dos cursos de sa&uacute;de precisam de uma forma&ccedil;&atilde;o mais ampla, em ambientes diferenciados, com experi&ecirc;ncias inovadoras, atividades coletivas e n&atilde;o somente com a pr&aacute;tica tradicional realizada em cl&iacute;nica de ensino de especialidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DESCRITORES: </B>Educa&ccedil;&atilde;o superior. Educa&ccedil;&atilde;o em odontologia. Curr&iacute;culo. Est&aacute;gio cl&iacute;nico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The National Curricular Guidelines and the consolidation of the Unified Health System (SUS) have led higher education health institutions in Brazil to restructure their curriculum with the objective of preparing professionals not only technically but also to meet Brazil's social, economic, political and cultural challenges. The aim of the present study was to discuss the process of providing health/dentistry teaching with new guidelines, by reporting an experience gained in the "Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de - PET-Sa&uacute;de" (Education Program through Health Work), launched at Ufes in 2010. "PET-Sa&uacute;de" was created by the Ministry of Health in partnership with the Ministry of Education and gives students the opportunity of experiencing the multidisciplinary work conducted in Health Centers. The extramural activities give students broader knowledge of how public health services are structured, hands-on experience in treating the population, and a better understanding of the health/oral health policies, of the role of the dentist in public services, and of the social context in which the student will eventually be involved. "PETSa&uacute;de" also encourages reflection through the exchange of approaches and experiences between the real-world practice experienced by professionals and the knowledge brought by students from the academic world. In conclusion, in order for SUS to be put into place effectively, students of health courses need broader preparation and training in wide-ranging environments, and not only the experience of traditional practice offered by clinics teaching specialties, but also innovative experiences and collective activities.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DESCRIPTORS: </B>Education, higher. Education, dental. Curriculum. Clinical clerkship.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde a d&eacute;cada de 1940, o curr&iacute;culo do Curso de Odontologia esteve baseado nas recomenda&ccedil;&otilde;es de Flexner. Esse modelo de ensino caracteriza-se pela forma&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias b&aacute;sicas nos primeiros anos de curso, diminuta &ecirc;nfase aos aspectos de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, aten&ccedil;&atilde;o individualizada e aprendizagem enfocada para o ambiente cl&iacute;nico.<sup>11</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudan&ccedil;as sociais ocorridas no Brasil e no mundo levaram &agrave; crise do modelo flexneriano tradicional e tecnocrata.<sup>15</sup> No Brasil, o destaque &agrave; aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria ocorreu ap&oacute;s a Reforma Sanit&aacute;ria Brasileira, que foi o ponto de partida para a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), o que levou as Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino em Sa&uacute;de a avaliar a necessidade de desenvolver atividades extramuros, procurando articula&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de fora do campo universit&aacute;rio.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Garbin et al.<sup>13</sup> (2006), o SUS resultou, em boa medida, da acumula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e t&eacute;cnica propiciada pelas experi&ecirc;ncias da Medicina Comunit&aacute;ria e pela integra&ccedil;&atilde;o docente-assistencial (IDA), da d&eacute;cada de 80, definida por Marsiglia<sup>17</sup> (1995) como uni&atilde;o de esfor&ccedil;os em um processo de crescente articula&ccedil;&atilde;o entre institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os de sa&uacute;de adequados &agrave;s reais necessidades da popula&ccedil;&atilde;o, &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos necess&aacute;rios em um determinado contexto da pr&aacute;tica de servi&ccedil;os de sa&uacute;de e de ensino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conceito de sa&uacute;de explicitado na Constitui&ccedil;&atilde;o e os princ&iacute;pios que regeram a cria&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o do SUS foram elementos fundamentais na defini&ccedil;&atilde;o das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN),<sup>2</sup> em 2002, propostas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o (LDB), o que garantiu uma integra&ccedil;&atilde;o efetiva entre o ensino e os servi&ccedil;os. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As DCNs sinalizam uma mudan&ccedil;a na forma&ccedil;&atilde;o profissional do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, na qual o aluno deve ser cr&iacute;tico, capaz de aprender a aprender, de trabalhar em equipe, de levar em conta a realidade social e, ainda, estipulam que 20% da carga hor&aacute;ria plena do curso devem se caracterizar com est&aacute;gio supervisionado.<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As atividades extramuros propiciam um maior conhecimento, por parte dos alunos, das estruturas dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, participa&ccedil;&atilde;o no atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de bucal, do papel do cirurgi&atilde;o-dentista (CD) e do contexto social no qual futuramente o acad&ecirc;mico ir&aacute; ingressar.<sup>20</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, percebe-se a necessidade da forma&ccedil;&atilde;o do CD com um perfil voltado para a realidade social, econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e cultural do Brasil. Dessa forma, a Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo (Ufes) aderiu ao Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de (PET-Sa&uacute;de), regulamentado pela Portaria Interministerial n&ordm; 421, de 3 de mar&ccedil;o de 2010, inspirado no Programa de Educa&ccedil;&atilde;o Tutorial (PET), do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, dando a oportunidade aos acad&ecirc;micos dos Cursos de Odontologia, Medicina, Enfermagem e Farm&aacute;cia de vivenciar o trabalho multidisciplinar dentro das unidades de Sa&uacute;de do SUS. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho tem como objetivo discutir sobre o processo de reorienta&ccedil;&atilde;o do ensino em sa&uacute;de/ Odontologia, relatando a experi&ecirc;ncia do Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de (PETSa&uacute;de), iniciado na Ufes em 2010. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Revis&atilde;o de Literatura</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, t&ecirc;m ocorrido significativos movimentos que criticam os modelos de forma&ccedil;&atilde;o profissional na &aacute;rea da sa&uacute;de, principalmente na Medicina e na Enfermagem. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Odontologia, existe um atraso hist&oacute;rico desses movimentos de mudan&ccedil;a, o que exige um grande esfor&ccedil;o para que a sa&uacute;de bucal seja integrada no novo contexto de a&ccedil;&atilde;o interdisciplinar e multiprofissional.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A maioria dos curr&iacute;culos de Odontologia est&aacute; baseada em uma pr&aacute;tica tecnicista, organizada em disciplinas isoladas, o que leva &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de um profissional individualista, incapaz de interagir com a sociedade e solucionar seus problemas de sa&uacute;de, dificultando sua inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho.<sup>8</sup> A Pol&iacute;tica de Educa&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento para o SUS tamb&eacute;m ressalta que</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &#91;...&#93; a forma&ccedil;&atilde;o tradicional em sa&uacute;de, baseada na organiza&ccedil;&atilde;o disciplinar e nas especialidades, conduz ao estudo fragmentado dos problemas de sa&uacute;de das pessoas e das sociedades, levando &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de especialistas que n&atilde;o conseguem mais lidar com as totalidades ou com realidades complexas.<sup>16</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pressionados pelas DCNs e pelo debate sobre qualidade e avalia&ccedil;&atilde;o que se coloca em &acirc;mbito internacional, os Cursos de Odontologia come&ccedil;aram a buscar caminhos para a constru&ccedil;&atilde;o do projeto pedag&oacute;gico, mudan&ccedil;as curriculares e profissionaliza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente.<sup>25</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As DCNs assumem um papel estrat&eacute;gico no aperfei&ccedil;oamento do SUS, garantindo uma efetiva integra&ccedil;&atilde;o entre os conceitos de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o.<sup>22</sup> As Diretrizes Curriculares para o Curso de Odontologia estabelecem o perfil do formando egresso como um profissional: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;...&#93; capacitado ao exerc&iacute;cio de atividades referente &agrave; sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o, pautado em princ&iacute;pios &eacute;ticos, legais e na compreens&atilde;o da realidade social, cultural e econ&ocirc;mica do seu meio, dirigindo sua atua&ccedil;&atilde;o para a transforma&ccedil;&atilde;o da realidade em benef&iacute;cio da sociedade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As diretrizes definem a realiza&ccedil;&atilde;o de est&aacute;gios supervisionados e programa de extens&atilde;o, visto ser necess&aacute;ria a inser&ccedil;&atilde;o do acad&ecirc;mico no contexto social e a sua capacita&ccedil;&atilde;o para </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"&#91;...&#93; atuar com qualidade, efici&ecirc;ncia e resolutividade, no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), considerando o processo da Reforma Sanit&aacute;ria Brasileira".<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos documentos apontam para a import&acirc;ncia e necessidade do estabelecimento de est&aacute;gios e conv&ecirc;nios entre as institui&ccedil;&otilde;es de ensino e os servi&ccedil;os de sa&uacute;de como ferramenta imprescind&iacute;vel para a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos.<sup>2,3</sup> A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal estabelece, em seu artigo 200, que: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"&#91;...&#93; ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de compete: III- ordenar a forma&ccedil;&atilde;o de recursos na &aacute;rea da sa&uacute;de".<sup>3</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para uma maior compreens&atilde;o da rede de servi&ccedil;os como um espa&ccedil;o privilegiado de ensino, &eacute; preciso partir de um conceito ampliado de sa&uacute;de na qual os cen&aacute;rios de aprendizagem s&atilde;o diversificados, agregando- se ao processo, al&eacute;m dos equipamentos de sa&uacute;de, os equipamentos educacionais e comunit&aacute;rios. Portanto, &eacute; preciso sair das pr&aacute;ticas profissionalizantes realizadas em cl&iacute;nicas de ensino de especialidades para as pr&aacute;ticas de ensino em cl&iacute;nicas integradas e atividades extramurais em unidades do SUS.<sup>22</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior v&ecirc;m desenvolvendo atividades extramurais como parte integrante de seus cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Diversos estudos t&ecirc;m mostrado a efetividade dessas atividades, trazendo grandes perspectivas de inova&ccedil;&atilde;o e concretiza&ccedil;&atilde;o no que se refere &agrave; integra&ccedil;&atilde;o docente- assistencial.<sup>21</sup> As atividades extramuros t&ecirc;m como base as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, sendo essa uma caracter&iacute;stica importante de sua filosofia de trabalho.<sup>7</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ressaltar que as a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de n&atilde;o podem ser vistas dissociadas das quest&otilde;es referentes &agrave; habita&ccedil;&atilde;o, saneamento b&aacute;sico, alimenta&ccedil;&atilde;o, meio ambiente, acesso a bens e servi&ccedil;os e situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, como mostra a viv&ecirc;ncia proporcionada pelo est&aacute;gio extramuro do Curso de Odontologia da Universidade Federal do Par&aacute;. Nesse espa&ccedil;o, a viv&ecirc;ncia dos acad&ecirc;micos consiste em conhecer a estrutura f&iacute;sica, organiza&ccedil;&atilde;o e planejamento de todas as atividades realizadas pela equipe de sa&uacute;de na Casa da Fam&iacute;lia, bem como identificar, no espa&ccedil;o familiar, toda influ&ecirc;ncia social e ambiental que envolve o processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a na comunidade. Essa forma de est&aacute;gio visa exatamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de profissionais compromissados com a realidade e capazes de atender &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o, influenciando na melhoria da sa&uacute;de da comunidade em intera&ccedil;&atilde;o com as comunidades de acordo com os princ&iacute;pios do SUS.<sup>10</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As normas do Conselho Federal de Odontologia (2005)<sup>6</sup> estabelecem que as atividades do est&aacute;gio curricular deveriam ser realizadas sob a responsabilidade e coordena&ccedil;&atilde;o direta de cirurgi&atilde;o-dentista, professor da institui&ccedil;&atilde;o de ensino em que esteja o aluno matriculado. Entretanto, as recomenda&ccedil;&otilde;es da Abeno (2002)<sup>9</sup> indicam a possibilidade de o aluno desempenhar todas as atividades pertinentes a um profissional de sa&uacute;de, com supervis&atilde;o docente direta ou indireta, podendo haver preceptoria externa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A grande maioria dos ex-alunos da Faculdade de Odontologia de Ara&ccedil;atuba (FOA/Unesp) afirmou que o servi&ccedil;o extramuro odontol&oacute;gico (Semo) desenvolvido nessa universidade foi um importante aprendizado, contribuindo para a sua forma&ccedil;&atilde;o profissional, al&eacute;m de ter sido uma forma de entrar em contato com o servi&ccedil;o p&uacute;blico fora do ambiente da universidade.<sup>19</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Santa Rosa<sup>23</sup> (2005) investigou a influ&ecirc;ncia da disciplina Est&aacute;gio Supervisionado na forma&ccedil;&atilde;o de estudantes do &uacute;ltimo per&iacute;odo do Curso de Odontologia da UFMG. Os alunos relataram como uma das grandes vantagens do internato (e do servi&ccedil;o p&uacute;blico) a oportunidade de trabalharem em equipe. Referiramse, ainda, &agrave; import&acirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o com outras &aacute;reas, como uma oportunidade de aumentar conhecimentos, trocar experi&ecirc;ncias e crescer profissionalmente, permitindo um atendimento mais humano e integral ao paciente. Os alunos se surpreenderam com a constata&ccedil;&atilde;o de que o servi&ccedil;o p&uacute;blico funciona, apesar de suas limita&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As atividades extramuros t&ecirc;m sido utilizadas com sucesso entre os graduandos dos cursos da sa&uacute;de (Odontologia, Nutri&ccedil;&atilde;o, Enfermagem, Farm&aacute;cia e Fisioterapia) da Universidade Paulista, Campus Vargas de Ribeir&atilde;o Preto, por meio do exerc&iacute;cio de pr&aacute;ticas educativas e preventivas na comunidade, em parcerias p&uacute;blicas e privadas. Nessa experi&ecirc;ncia, observouse uma grande intera&ccedil;&atilde;o entre os alunos, em que um respeitava e se interessava pelo trabalho do outro. Os alunos de Farm&aacute;cia queriam aprender a melhor t&eacute;cnica para escovar os dentes; os alunos da Enfermagem solicitaram uma tabela de calorias; os alunos de Odontologia estavam preocupados com a postura.<sup>12</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mendes et al.<sup>18</sup> (2006) mostraram que, pelo conv&ecirc;nio firmado entre a Universidade Federal do Piau&iacute; (UFPI) e a Prefeitura Municipal de Teresina, foi oportunizada aos estudantes do est&aacute;gio supervisionado a inser&ccedil;&atilde;o em atividades desenvolvidas por equipes de sa&uacute;de bucal do PSF. Essa experi&ecirc;ncia familiarizou e capacitou os estudantes a trabalharem na realidade que enfrentar&atilde;o no mercado de trabalho. Al&eacute;m disso, os atendimentos extramurais d&atilde;o abertura a novos campos para o desenvolvimento de pesquisas e ao ensino que ali se constroem, por meio de trocas de abordagens e experi&ecirc;ncias entre os profissionais que atuam no servi&ccedil;o p&uacute;blico e os alunos que trazem o conhecimento nos moldes acad&ecirc;micos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Relato da Experi&ecirc;ncia: Pet-Sa&uacute;de - Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo (UFES)</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apenas recentemente, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tem se preocupado em orientar o processo de forma&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos da &aacute;rea, estabelecendo para tanto parceria com o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.<sup>22</sup> Dessa parceria surgiu o PET-Sa&uacute;de, um programa destinado a viabilizar o aperfei&ccedil;oamento e a especializa&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o, bem como a inicia&ccedil;&atilde;o ao trabalho, est&aacute;gios e viv&ecirc;ncias, dirigidos, respectivamente, aos profissionais e estudantes da &aacute;rea da sa&uacute;de, conforme as necessidades do SUS. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Ufes, de acordo com a Portaria Interministerial do MS/MEC n&ordm; 18, de 16 de setembro de 2009, disponibilizou, inicialmente, 72 vagas para a participa&ccedil;&atilde;o de seus estudantes no referido projeto como monitores. As vagas foram distribu&iacute;das para quatro cursos de gradua&ccedil;&atilde;o: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; 24 vagas para Enfermagem,     <br>&bull; 12 para Farm&aacute;cia,     <br>&bull; 24 para Medicina e     <br>&bull; 12 para Odontologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os alunos foram selecionados por meio de prova escrita, entrevista e an&aacute;lise do hist&oacute;rico escolar (como crit&eacute;rio de desempate). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O programa tem como objetivos espec&iacute;ficos: estabelecer o processo de aprendizagem dos estudantes dos cursos supracitados da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo em um cen&aacute;rio de pr&aacute;ticas, no &acirc;mbito da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, nas Unidades de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o de Maru&iacute;pe, no munic&iacute;pio de Vit&oacute;ria; promover o desenvolvimento de pesquisa aplicada no campo de abrang&ecirc;ncia da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, integrando o corpo t&eacute;cnico da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de (Semus) e o corpo docente da Ufes; fomentar a aprendizagem no contexto da multidisciplinaridade, da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade no cen&aacute;rio de pr&aacute;ticas representado pelas Unidades de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o de Maru&iacute;pe, no munic&iacute;pio de Vit&oacute;ria; fomentar a estrutura&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Excel&ecirc;ncia Cl&iacute;nica Aplicada &agrave; Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica no munic&iacute;pio de Vit&oacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os acad&ecirc;micos foram distribu&iacute;dos em grupos multidisciplinares para atuar nas seguintes Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia de Vit&oacute;ria: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Thomaz Tommasi (Bonfim),     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&bull; Michel Minassa (Maru&iacute;pe),     <br>&bull; Benedito Gomes da Silva (Santa Marta),     <br>&bull; Luiz Cl&aacute;udio Passos (Andorinhas),     <br>&bull; Maria Rangel dos Santos (Consola&ccedil;&atilde;o) e     <br>&bull; Dr. Gilson Santos (Bairro da Penha). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Posteriormente, foi inclu&iacute;da no Programa mais uma equipe do Curso de Odontologia. Assim, seus componentes s&atilde;o: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a) dois tutores constitu&iacute;dos por docentes odont&oacute;logas do Departamento de Medicina Social da UFES;     <br>b) doze preceptores constitu&iacute;dos por odont&oacute;logos das equipes das Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: Michel Minassa (Maru&iacute;pe), Dr. Gilson Santos (Bairro da Penha), Luiz Cl&aacute;udio Passos (Andorinhas), Benedito Gomes da Silva (Santa Marta) e Maria Rangel dos Santos (Consola&ccedil;&atilde;o);     <br>c) vinte e quatro estudantes monitores escolhidos entre aqueles que estavam entre o quinto e o oitavo per&iacute;odo do curso, os quais apresentam inser&ccedil;&atilde;o de oito horas por semana nas atividades do Programa;     <br>d) trinta e seis estudantes do sexto e s&eacute;timo per&iacute;odo do curso, que estejam inseridos nas Equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia desenvolvendo pr&aacute;tica supervisionada ou est&aacute;gio curricular regular. Esses estudantes devem cumprir carga hor&aacute;ria m&iacute;nima de cinco horas di&aacute;rias nas equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia das Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Todos os estudantes est&atilde;o integrados &agrave;s equipes, participando das atividades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. Adquirem viv&ecirc;ncia em visitas domiciliares, atendimento b&aacute;sico em Odontologia, a&ccedil;&otilde;es educativas, e em acolhimento e reuni&otilde;es de equipe. Al&eacute;m disso, os estudantes monitores s&atilde;o respons&aacute;veis, em conjunto com os de Medicina, os de Farm&aacute;cia e os de Enfermagem, pela condu&ccedil;&atilde;o longitudinal do Plano de Pesquisa, com a participa&ccedil;&atilde;o dos estudantes em pr&aacute;tica supervisionada ou est&aacute;gio curricular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, a supervis&atilde;o do est&aacute;gio se d&aacute; em diferentes n&iacute;veis. O docente/tutor tem como fun&ccedil;&atilde;o principal a orienta&ccedil;&atilde;o do aluno no planejamento, execu&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o pessoal e de desempenho, incentivando-o e abrindo-lhe horizontes nas formas de aplica&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos adquiridos em sala de aula. Os docentes respons&aacute;veis pela supervis&atilde;o n&atilde;o est&atilde;o, necessariamente, em todos os locais do est&aacute;gio, mas sempre devem estar dispon&iacute;veis para os alunos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os preceptores acompanham o trabalho di&aacute;rio rotineiro desenvolvido pelos alunos, visando ao esclarecimento de d&uacute;vidas e aplica&ccedil;&atilde;o de conhecimentos te&oacute;rico-pr&aacute;ticos, de acordo com o campo do est&aacute;gio. Eles devem possibilitar a atua&ccedil;&atilde;o do aluno, assumindo com a Universidade a responsabilidade pelo processo de ensino-aprendizagem, em um trabalho de parceria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados das a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de s&atilde;o avaliados com os participantes, mediante a discuss&atilde;o das atividades desenvolvidas. Os acad&ecirc;micos s&atilde;o avaliados mensalmente, em fun&ccedil;&atilde;o de seu envolvimento em todas as atividades propostas. &Eacute; fundamental a participa&ccedil;&atilde;o em eventos cient&iacute;ficos, divulgando os resultados do projeto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Plano de Pesquisa, que apresenta como tema "Padr&atilde;o de comportamento relacionado &agrave; sa&uacute;de de adolescentes residentes na regi&atilde;o de Maru&iacute;pe em Vit&oacute;ria, Esp&iacute;rito Santo", tem car&aacute;ter multidisciplinar, com inser&ccedil;&atilde;o de todos os cursos simultaneamente. Dessa forma, a pesquisa tem como objetivo conhecer o padr&atilde;o de comportamento e as necessidades de sa&uacute;de dos adolescentes de 15 a 19 anos, residentes nos bairros da regi&atilde;o de Maru&iacute;pe, a fim de elaborar estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia direcionadas a essa popula&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra da pesquisa foi obtida por meio do cadastro, feito pela ESF, de todos os adolescentes nessa faixa et&aacute;ria, residentes na regi&atilde;o citada. Foi realizada uma sele&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria simples dos adolescentes que participar&atilde;o do estudo. O tamanho da amostra foi determinado com base na estima&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de DST (Chlamydia trachomatis) em adolescentes de 15 a 19 anos. No estudo anterior, a preval&ecirc;ncia observada foi de 11,4% entre as adolescentes sexualmente ativas. Considerando-se uma varia&ccedil;&atilde;o de 3%, a amostra a ser estudada seria de 357 adolescentes. Tendo em vista que se estima que, aproximadamente, 30% dos adolescentes, nessa faixa et&aacute;ria, n&atilde;o t&ecirc;m atividade sexual,<sup>5</sup> o tamanho final da amostra est&aacute; sendo calculado em 464 adolescentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O question&aacute;rio utilizado foi baseado no question&aacute;rio da Analyse des Comportements Sexuels des Jeunes (ACSJ)<sup>14</sup> e validado no estudo piloto. Foi aplicado pelos estudantes treinados para tal e cont&eacute;m: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; dados sociodemogr&aacute;ficos (idade, escolaridade, religi&atilde;o, profiss&atilde;o, estado civil e dados sobre a fam&iacute;lia);     <br>&bull; dados cl&iacute;nicos (sintomas DST, contracep&ccedil;&atilde;o, gravidez e abortos);     <br>&bull; sexuais (car&iacute;cias, beijos, rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sexuais, primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual);     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&bull; sobre comportamentos de risco (uso de preservativos, n&uacute;mero de parceiros sexuais, prostitui&ccedil;&atilde;o, uso de &aacute;lcool e drogas, transfus&atilde;o de sangue) para infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e outras DSTs;     <br>&bull; conhecimentos sobre contracep&ccedil;&atilde;o e     <br>&bull; autopercep&ccedil;&atilde;o sobre a sa&uacute;de bucal. Al&eacute;m do referido Plano de Pesquisa, os monitores, em conjunto com os preceptores e tutores, t&ecirc;m a oportunidade de realizar, na unidade onde atuam, pesquisas sobre diversos temas relativos &agrave; Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; vis&iacute;vel que mudan&ccedil;as est&atilde;o ocorrendo no ensino superior do Brasil, pois a rigidez dos curr&iacute;culos m&iacute;nimos deixou de existir, dando espa&ccedil;o aos curr&iacute;culos flex&iacute;veis, de acordo com a realidade.<sup>24</sup> Essas mudan&ccedil;as se devem &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o do SUS e, principalmente, &agrave; expans&atilde;o do PSF, os quais levaram muitas institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior a repensar os seus curr&iacute;culos, a fim de formar profissionais que atendam &agrave;s necessidades do pa&iacute;s e, assim, melhorar os &iacute;ndices de sa&uacute;de.<sup>15</sup> O aluno, em contato com comunidades carentes, al&eacute;m de aprendizado, exerce cidadania, tornando-se um profissional mais humano.<sup>12</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Morita e Kriger (2003),<sup>22</sup> o SUS constitui um significativo mercado de trabalho para os profissionais da Odontologia, principalmente com a inser&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal na Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. O PET-Sa&uacute;de na UfeS proporciona aos acad&ecirc;micos vivenciar as atividades desenvolvidas pelos profissionais inseridos na ESF, oportunizando que eles relacionem a teoria com pr&aacute;tica e conhe&ccedil;am, de perto, como &eacute; o trabalho na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de. Al&eacute;m disso, a ESF &eacute; uma oportunidade &uacute;nica de resgatar uma pr&aacute;tica mais humanista, em que o profissional cria um v&iacute;nculo de responsabilidade com o paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O est&aacute;gio no PET-Sa&uacute;de propicia aos alunos de Odontologia da Ufes o conhecimento das estruturas organizacional, administrativa, gerencial e funcional dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de. Possibilita sua participa&ccedil;&atilde;o no atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, a compreens&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de bucal e do papel do cirurgi&atilde;odentista, o conhecimento das bases epidemiol&oacute;gicas do m&eacute;todo cl&iacute;nico e de suas aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas nos programas de sa&uacute;de bucal. Tamb&eacute;m oferece o conhecimento dos par&acirc;metros e/ou instrumentos de planejamento utilizados nos projetos de sa&uacute;de e programas de sa&uacute;de bucal.<sup>26</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fun&ccedil;&atilde;o da universidade deve ser a de identificar corretamente os problemas de sa&uacute;de de cada munic&iacute;pio ou regi&atilde;o e dizer como resolv&ecirc;-los. Assim, o ensino e a pesquisa devem ser direcionados para a&ccedil;&otilde;es de impactos sociais que possibilitem melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida para a popula&ccedil;&atilde;o.<sup>13</sup> &Eacute; exatamente essa proposta que o plano de pesquisa do PET-Sa&uacute;de est&aacute; desenvolvendo. O objetivo &eacute; conhecer como os adolescentes do munic&iacute;pio de Maru&iacute;pe se comportam e quais s&atilde;o as suas necessidades, para, ent&atilde;o, serem elaboradas estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia direcionadas e essa faixa et&aacute;ria. Vale ressaltar que essa demanda surgiu ap&oacute;s muita discuss&atilde;o com os representantes da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Vit&oacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sabe-se que muitas s&atilde;o as dificuldades a serem vencidas para que o PET-Sa&uacute;de realmente alcance seus objetivos, dentre elas: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; <u>Por parte dos alunos</u> -o significado do SUS pode n&atilde;o ser claro; -a falta de conhecimento sobre o significado e a import&acirc;ncia do trabalho multidisciplinar; -o n&atilde;o cumprimento de todas as atividades exigidas mensalmente;     <br>&bull; <u>Por parte dos docentes </u>-pouco conhecimento e falta de conscientiza&ccedil;&atilde;o de alguns professores do Curso de Odontologia sobre o SUS, n&atilde;o valorizando, &agrave;s vezes, a import&acirc;ncia do projeto; -desconhecimento dos docentes da possibilidade de realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas no SUS;     <br>&bull;<u> Por parte dos usu&aacute;rios </u>-falta de colabora&ccedil;&atilde;o dos pais dos adolescentes para que autorizem seus filhos a participar da pesquisa; -pouco interesse dos adolescentes na pesquisa para que respondam de forma sincera ao extenso question&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desafio que est&aacute; posto &eacute; muito grande, por&eacute;m espera-se que n&atilde;o faltem empenho e esfor&ccedil;os dos docentes e dos alunos da Ufes, a fim de se garantir uma melhor qualifica&ccedil;&atilde;o, pois, como ocorreu nas experi&ecirc;ncias relatadas, o est&aacute;gio supervisionado ocasionar&aacute; bons resultados na forma&ccedil;&atilde;o profissional n&atilde;o s&oacute; do ponto de vista t&eacute;cnico-cient&iacute;fico, mas, acima de tudo, do ser humano e do cidad&atilde;o socialmente comprometido. A intera&ccedil;&atilde;o ativa do aluno com a popula&ccedil;&atilde;o e profissionais de sa&uacute;de deve ocorrer desde o in&iacute;cio do processo de forma&ccedil;&atilde;o, trabalhando com problemas reais e assumindo responsabilidades com grau de complexidades crescentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Considera&ccedil;&otilde;es Finais</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s relatar a experi&ecirc;ncia, &eacute; poss&iacute;vel considerar que: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a) os alunos que, durante a gradua&ccedil;&atilde;o, participam de atividades extramuros, estar&atilde;o, com certeza, mais bem preparados para atuar na comunidade, sobretudo em servi&ccedil;os de sa&uacute;de, por terem a oportunidade do conv&iacute;vio e da concep&ccedil;&atilde;o de uma consci&ecirc;ncia social, conhecendo as diferen&ccedil;as econ&ocirc;micas e culturais da popula&ccedil;&atilde;o;     <br>b) quando atividades extramuros s&atilde;o realizadas, contando com a participa&ccedil;&atilde;o de estudantes de outros cursos da sa&uacute;de, o esp&iacute;rito de equipe e a capacidade de troca de informa&ccedil;&otilde;es com diferentes indiv&iacute;duos ocasionam uma aten&ccedil;&atilde;o integral mais humanizada do paciente e refor&ccedil;am o que preconizam as Diretrizes Curriculares Nacionais;     <br>c) para a efetiva&ccedil;&atilde;o do SUS, os alunos dos cursos de sa&uacute;de precisam de uma forma&ccedil;&atilde;o mais ampla, em ambientes diferenciados, com experi&ecirc;ncias inovadoras, atividades coletivas e n&atilde;o somente a pr&aacute;tica tradicional realizada em cl&iacute;nica de ensino de especialidades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias  </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Botti, MRV. Aprender fazendo: os caminhos da extens&atilde;o universit&aacute;ria &#91;Tese&#93;. Santa Maria: Curso de Odontologia da Universidade Federal de Santa Maria; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=379499&pid=S1679-5954201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brasil. Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia. Resolu&ccedil;&atilde;o no CNE/CES 3/2002. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 4 mar. 2002. Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. 12. S&atilde;o Paulo: Rideel; 2006. 341 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Secretaria de Gest&atilde;o do Trabalho e da Educa&ccedil;&atilde;o na Sa&uacute;de. Caminhos para as mudan&ccedil;as da forma&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento dos profissionais de sa&uacute;de: diretrizes para a a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para assegurar educa&ccedil;&atilde;o permanente no SUS. Bras&iacute;lia, maio 2003. (mimeografado) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. CEBRAP (Centro Brasileiro de An&aacute;lise e Planejamento). Comportamento sexual da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e percep&ccedil;&otilde;es sobre HIV e AIDS. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, SPS/PN/DST/ AIDS, 2000. 248 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Conselho Federal de Odontologia (CFO). Consolida&ccedil;&atilde;o das normas para procedimentos nos Conselhos de Odontologia. Resolu&ccedil;&atilde;o 63/2005 de 2005 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Costa ICC, Unfer B, Oliveira AGRC, Arcieri RM, Saliba NA. Integra&ccedil;&atilde;o universidade-comunidade: an&aacute;lise de atividades extramurais em odontologia nas universidades brasileiras. Rev Cons Reg Odontol Minas Gerais 2000; 3(6): 146-53. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Dias MC, Presta AA, Gava-Simioni L, Souza PB, Saliba NA. Curr&iacute;culo inovador em odontologia: considera&ccedil;&otilde;es gerais. Sa&uacute;de em Debate, Rio de Janeiro, 2005; 29(69): 72-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Diretrizes da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ensino Odontol&oacute;gica (ABENO) para defini&ccedil;&atilde;o do est&aacute;gio supervisionado nos Cursos de Odontologia. In: Reuni&atilde;o paralela ao 20&ordm; Congresso Internacional de S&atilde;o Paulo, APCD, S&atilde;o Paulo, 29/01/02. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Emmi DT, Cardoso DG, Ara&uacute;jo IC, Ara&uacute;jo MVA. Est&aacute;gio Extramural do Curso de Odontologia da UFPA nas Unidades de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio de Bel&eacute;m-Par&aacute;. Medcenter, 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Feuerwerker L, Marsiglia R. Estrat&eacute;gias para mudan&ccedil;as na forma&ccedil;&atilde;o de RHs com base nas experi&ecirc;ncias IDA/UNI. Divulga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Para Debate, Rio de Janeiro, 1996;(12):24-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Galassi MAS, Barbin EL, Span&oacute; JCE, Melo JAJ, Tortamano N, Perri de Carvalho AC. Atividades extramuros como estrat&eacute;gia vi&aacute;vel no processo ensino-aprendizagem. Revista da ABENO, 2006;6(1):66-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Garbin CAS, Saliba NA, Moimaz SAS, Santos KT. O papel das universidades na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais na &aacute;rea de sa&uacute;de. Revista da ABENO, 2006; 6(1): 6-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Lagrange H, Lhomond B. L'entr&eacute;e dans la sexualit&eacute;: l&eacute; comportement des jeunes dans l&eacute; contexte du SIDA. Paris: La D&eacute;couvert (Recherches), 1997. 431 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Lazzarin HC, Nakama L, J&uacute;nior LC. O papel do professor na percep&ccedil;&atilde;o dos alunos de odontologia. Sa&uacute;de e Sociedade, 2007; 16(1): 90-101. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Markert, Werner. Novos paradigmas do conhecimento e modernos conceitos de produ&ccedil;&atilde;o: implica&ccedil;&otilde;es para um nova did&aacute;tica na forma&ccedil;&atilde;o profissional. Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade, 2000; 21(72): 177-96.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Marsiglia RMG, Rela&ccedil;&atilde;o ensino/servi&ccedil;os: dez anos de integra&ccedil;&atilde;o docente assistencial (IDA) no Brasil. S&atilde;o Paulo: Editora Hucitec; 1995. 124 p. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Mendes RF, Moura MS, Prado J&uacute;nior RR, Moura LFAD, Lages GP, Gon&ccedil;alves MPR. Contribui&ccedil;&atilde;o do Est&aacute;gio Supervisionado da UFPI para forma&ccedil;&atilde;o human&iacute;stica, social e integrada. Revista da ABENO, 2006; 6(1): 61-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Moimaz SAS, Saliba NA, Arcieri RM, Garbin CAS, Saliba O, Zina LG. Percep&ccedil;&atilde;o de ex-alunos sobre a contribui&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Extramuro Odontol&oacute;gico (SEMO) da FOA-UNESP na forma&ccedil;&atilde;o profissional. Cienc Exten 2004; 1(2): 149-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Moimaz SAS, Saliba NA, Garbin CAS, Zina LG, Furtado JF, Amorim JA. Servi&ccedil;o Extramuro Odontol&oacute;gico: impacto na forma&ccedil;&atilde;o profissional. Pesq. Bras. Odontopediatria Cl&iacute;n. Integr. 2004; 4(1): 53-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Moimaz SAS, Saliba NA, Garbin CAS, Zina LG. Atividades extramuros na &oacute;tica de egressos do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia. Revista da ABENO, 2008; 8(1): 23-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Morita MC, Kriger L. Mudan&ccedil;as nos cursos de Odontologia e a intera&ccedil;&atilde;o com o SUS. Revista da ABENO, 2004; 4(1): 17-21. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Santa Rosa, Talhita Tryrza de Almeida. A influ&ecirc;ncia do Est&aacute;gio Supervisionado na forma&ccedil;&atilde;o de estudantes do Curso de Odontologia da UFMG. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Minas Gerais: Faculdade de Odontologia da UFMG; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Santana JP, Campos FE, Sena RR. Forma&ccedil;&atilde;o profissional em sa&uacute;de: desafios para a universidade. Texto de apoio elaborado especialmente para o Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Desenvolvimento de Recursos Humanos de Sa&uacute;de &ndash; CDRHU 1999 &#91;citado 2010 set 17&#93;. Dispon&iacute;vel em: URL: HTTP://www.opas.org. br/rh/publicacoes/textos_apoio/ACF2114.pdf</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Secco LG, Pereira MLT. A profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente e os desafios pol&iacute;tico-estruturais dos formadores em odontologia. Revista da ABENO, 2004; 4(1): 22-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Segura MEC, Soares MS, Jorge WA. Programas extramuros nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino de odontologia na Am&eacute;rica Latina e nos Estados Unidos da Am&eacute;rica: contribui&ccedil;&atilde;o ao estudo. Educaci&oacute;n M&eacute;dica y Salud, Washington, 1995; 29(2): 218-27.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido em 07/07/2011</b><br/> <b>Aceito em 25/07/2011</b></font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Botti]]></surname>
<given-names><![CDATA[MRV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aprender fazendo: os caminhos da extensão universitária]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
