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<journal-title><![CDATA[Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo comparativo da inclinação do plano oclusal de modelos para cirurgia ortognática montados em dois tipos de articuladores semiajustáveis]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Purpose: The aim of this study was to compare occlusal plane angulation measured in two different types of semi-adjustable articulators with that obtained on the lateral cephalometric radiograph. Materials and Methods: 20 patients due to undergo orthognathic surgery had dental casts mounted in two different types of semi-adjustable articulators through face bow transfer from the position of the maxilla and occlusal recording to the mandible. After mounting, the inclination of the occlusal plane in the articulators was measured and compared with the inclination measured at on both articulators and compared with the inclination measured on the lateral cephalometric radiographs and between the articulators themselves. The results obtained werestatistically analyzed. Results: Mean angulation values for the Bio Art (7.55º) and Kavo (-5.70º) articulators differ by 13.25º, which is statistically significant (p=0.00). When individually compared to the lateral cephalometric radiograph (5.075º), the Bio Art articulator showed more similar angulation values, with a difference of 2.475º, while the Kavo articulator presented a difference of 10.775º. Conclusion: Neither of the models of semi-adjustable articulators accurately reproduced the inclination of the maxillary occlusal plane of patients with dentofacial deformities; the difference between the two articulators tested and the lateral cephalometric radiograph was lower for the Bio Art than for the Kavo articulator.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cirurgia ortognática]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Registro da relação maxilomandibular]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Orthognathic surgery]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Jaw relation record]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Estudo comparativo da inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal de   modelos para cirurgia ortogn&aacute;tica montados em dois tipos de articuladores semiajust&aacute;veis</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Comparative study of occlusal plane angulation of dental casts for orthognathic surgery mounted in two types of semi-adjustable articulators</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Leandro eduardo Kl&uuml;ppel<sup>I</sup>; Fernando Antonini<sup>II</sup>; Eduardo Hochuli-Vieira<sup>III</sup>; Marisa Aparecida Cabrini Gabrielli<sup>III</sup>; M&aacute;rio Francisco Real Gabrielli<sup>IV</sup>; Valfrido Antonio Pereira Filho<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutor em CTBMF; professor Assistente da Disciplina de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Universidade estadual de ponta   Grossa - PR    <br> <sup>II</sup>Cirurgi&atilde;o-dentista; Residente de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Universidade Federal do Paran&aacute;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Doutor em CTBMF; professor Assistente Doutor da Disciplina de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Faculdade de Odontologia de Araraquara - Universidade estadual paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho    <br> <sup>IV</sup>Doutor em CTBMF; professor Titular da Disciplina de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Faculdade de Odontologia de Araraquara - Universidade estadual paulista Julio de Mesquita Filho </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: este estudo busca comparar a inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal obtida em dois tipos diferentes   de articuladores semiajust&aacute;veis com aquela obtida na telerradiografia em norma lateral. Metodologia:   20 pacientes a serem submetidos &agrave; cirurgia ortogn&aacute;tica tiveram seus modelos de gesso montados em 2   diferentes articuladores semiajust&aacute;veis por meio da transfer&ecirc;ncia com arcos faciais da posi&ccedil;&atilde;o da maxila   e registro oclusal para a mand&iacute;bula. Ap&oacute;s montagem, &agrave; inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal nos articuladores   foi mensurada e comparada com a inclina&ccedil;&atilde;o mensurada nas telerradiografias cefalom&eacute;tricas laterais e   entre os articuladores entre si. Os resultados obtidos foram submetidos a an&aacute;lise estat&iacute;stica pertinente. Resultados:   os valores m&eacute;dios dos &acirc;ngulos obtidos nos articuladores Bio Art (7,55&ordm;) e Kavo (-5,70&ordm;) diferem   entre si em 13,25&ordm;, sendo essa diferen&ccedil;a estatisticamente significante (p=0,00). Quando comparados   individualmente &agrave; telerradiografia (5,075&ordm;), o articulador Bio Art apresentou valor mais pr&oacute;ximo, com uma   diferen&ccedil;a de 2,475&ordm;, enquanto que o articulador Kavo apresentou uma diferen&ccedil;a de 10,775&ordm;. Conclus&atilde;o:   os dois modelos de articuladores semiajust&aacute;veis testados n&atilde;o reproduzem, com fidelidade, a inclina&ccedil;&atilde;o   do plano oclusal maxilar de pacientes portadores de deformidades dentofaciais; a diferen&ccedil;a encontrada   entre o articulador Bio Art e a telerradiografia foi menor do que aquela encontrada entre o articulador Kavo e a telerradiografia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Cirurgia ortogn&aacute;tica; Registro da rela&ccedil;&atilde;o maxilomandibular.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Purpose: The aim of this study was to compare occlusal plane angulation measured in two different types   of semi-adjustable articulators with that obtained on the lateral cephalometric radiograph. Materials and   Methods: 20 patients due to undergo orthognathic surgery had dental casts mounted in two different types of   semi-adjustable articulators through face bow transfer from the position of the maxilla and occlusal recording   to the mandible. After mounting, the inclination of the occlusal plane in the articulators was measured and   compared with the inclination measured at on both articulators and compared with the inclination measured on the lateral cephalometric radiographs and between the articulators themselves. The results obtained werestatistically analyzed. Results: Mean angulation values for the Bio Art (7.55&ordm;) and Kavo (-5.70&ordm;) articulators differ by 13.25&ordm;, which is statistically significant (p=0.00). When individually compared to the lateral cephalometric radiograph (5.075&ordm;), the Bio Art articulator showed more similar angulation values, with a difference of 2.475&ordm;, while the Kavo articulator presented a difference of 10.775&ordm;. Conclusion: Neither of the models of semi-adjustable articulators accurately reproduced the inclination of the maxillary occlusal plane of patients with dentofacial deformities; the difference between the two articulators tested and the lateral cephalometric radiograph was lower for the Bio Art than for the Kavo articulator.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Orthognathic surgery; Jaw relation record.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A corre&ccedil;&atilde;o das deformidades dentofaciais envolve   procedimentos cir&uacute;rgicos e n&atilde;o-cir&uacute;rgicos, e   tal tratamento vem evoluindo consideravelmente,   nos &uacute;ltimos anos. O trabalho conjunto do cirurgi&atilde;o   e do ortodontista no per&iacute;odo de preparo ortod&ocirc;ntico,   planejamento cir&uacute;rgico e acompanhamento   p&oacute;s-operat&oacute;rio s&atilde;o fundamentais na obten&ccedil;&atilde;o de   resultados est&eacute;tico-funcionais satisfat&oacute;rios e est&aacute;veis.   Restaurar a fun&ccedil;&atilde;o normal, obter a correta posi&ccedil;&atilde;o   tridimensional dos maxilares na face e proporcionar   a estabilidade dos movimentos cir&uacute;rgicos a longo   prazo s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es importantes para o sucesso do   tratamento. Os movimentos cir&uacute;rgicos dos maxilares   devem ser reproduzidos tridimensionalmente e, portanto,   as informa&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, obtidas no pr&eacute;operat&oacute;rio   com exame cl&iacute;nico, exame radiogr&aacute;fico   e an&aacute;lise de modelos, devem ser cuidadosamente   integradas para estabelecimento do plano de tratamento   ideal. Mesmo com o advento dos softwares de   planejamento virtual, uma etapa fundamental e ainda   muito utilizada na fase de planejamento cir&uacute;rgico,   devido a sua alta previsibilidade e confiabilidade,   consiste na cirurgia de modelos, na qual, ap&oacute;s   obten&ccedil;&atilde;o de registro com arco facial e montagem   dos modelos de gesso em articulador semiajust&aacute;vel,   os movimentos cir&uacute;rgicos s&atilde;o simulados, e goteiras   cir&uacute;rgicas s&atilde;o confeccionadas. A cirurgia de modelos   ser&aacute; reproduzida no ato cir&uacute;rgico, sendo a montagem   dos modelos em articulador semi-ajust&aacute;vel,   principalmente nas cirurgias bimaxilares, muito   importante, devendo reproduzir, da maneira mais   acurada poss&iacute;vel, a posi&ccedil;&atilde;o tridimensional da maxila   e da mand&iacute;bula no articulador para a confec&ccedil;&atilde;o de guias cir&uacute;rgicas precisas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  A utiliza&ccedil;&atilde;o dos modelos em gesso montados   em articulador semiajust&aacute;vel oferece a possibilidade   de se avaliarem tridimensionalmente os movimentos   planejados<sup>1</sup>. Para tanto, a montagem do modelo   superior em um articulador semiajust&aacute;vel deve   obedecer a dois pr&eacute;-requisitos independentes: a obten&ccedil;&atilde;o   correta da dist&acirc;ncia linear entre o centro de   rota&ccedil;&atilde;o condilar e a superf&iacute;cie oclusal dos dentes e   a correta angula&ccedil;&atilde;o do plano oclusal em rela&ccedil;&atilde;o ao   cr&acirc;nio. Quanto ao primeiro pr&eacute;-requisito, outros autores   observaram que os diversos tipos de arco facial   dispon&iacute;veis no mercado posicionam corretamente   os modelos de gesso nessa dimens&atilde;o<sup>2</sup>. Contudo,   existem evid&ecirc;ncias na literatura que sugerem n&atilde;o   ser a inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal reproduzida com   fidelidade pelos articuladores semiajust&aacute;veis<sup>1,3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  As hip&oacute;teses levantadas para a ocorr&ecirc;ncia desse   erro incluem: varia&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas espec&iacute;ficas de   cada paciente<sup>5</sup>; problemas relacionados diretamente   ao arco facial ou articulador<sup>1,4</sup> e erros na t&eacute;cnica   de montagem do arco facial<sup>1,4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Na tentativa de se corrigir esse problema, alguns   autores propuseram altera&ccedil;&otilde;es no arco facial, altera&ccedil;&otilde;es   na t&eacute;cnica de montagem do arco facial com o   modelo de gesso no articulador e altera&ccedil;&otilde;es no m&eacute;todo   de obten&ccedil;&atilde;o do registro com arco facial<sup>2,6-8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Ellis et al. demonstraram diferen&ccedil;a significante entre a inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal dos modelos   no articulador e do plano oclusal do paciente em   radiografias cefalom&eacute;tricas laterais, propondo altera&ccedil;&otilde;es   na montagem dos modelos em articuladores,   alterando o articulador, enquanto outros autores   propuseram a altera&ccedil;&atilde;o do arco facial, que &eacute; utilizado   na transfer&ecirc;ncia do plano oclusal<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Para verificar a montagem dos modelos em   articulador semiajust&aacute;vel, normalmente se utiliza a   compara&ccedil;&atilde;o da inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal com   o plano horizontal de Frankfurt na telerradiografia   cefalom&eacute;trica lateral com a inclina&ccedil;&atilde;o do plano   oclusal dos modelos com o bra&ccedil;o superior do   articulador. Com o intuito de se comparar a acur&aacute;cia   das montagens de modelos em articulares   semiajust&aacute;veis, os autores objetivam comparar a   angula&ccedil;&atilde;o do plano oclusal de modelos montados   em dois modelos diferentes de articulador semiajust&aacute;vel   com a angula&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o mensurada   nas radiografias cefalom&eacute;tricas de 20 pacientes   candidatos &agrave; cirurgia ortogn&aacute;tica para corre&ccedil;&atilde;o de   deformidades dento-faciais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> METODOLOGIA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram utilizados neste estudo 20 pacientes que   necessitaram de montagem de modelos de gesso   em articulador semiajust&aacute;vel para planejamento de cirurgia ortogn&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Para todos os pacientes, os modelos foram duplicados   e montados em dois modelos diferentes:   articuladores semiajust&aacute;veis, por meio da transfer&ecirc;ncia   com arcos faciais da posi&ccedil;&atilde;o da maxila, e   registro oclusal para a mand&iacute;bula. Os articuladores   utilizados bem como os arcos faciais de cada modelo   foram:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Articulador semiajust&aacute;vel Bio Art - <a href="#fig01">figura 1</a> (Bio   Art - S&atilde;o Carlos, SP &ndash; Brasil);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Articulador Kavo Protar 2 - <a href="#fig02">figura 2</a> (Kavo Brasil  &ndash; Joinville, SC &ndash; Brasil);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s montagem dos modelos, a inclina&ccedil;&atilde;o doplano oclusal nos articuladores foi comparada com   aquela encontrada nas telerradiografias cefalom&eacute;tricas   laterais (figuras <a href="#fig03e4">3</a>, <a href="#fig03e4">4</a> e <a href="#fig05">5</a>), radiografias essas   utilizadas rotineiramente no planejamento das osteotomias   por meio de tra&ccedil;ados predictivos. Verificouse   a montagem, conforme a t&eacute;cnica descrita por   Ellis et al.<sup>1</sup>, e a reprodutibilidade comparada entre   os dois articuladores. Os resultados obtidos foram   submetidos &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica pertinente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14fig01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14fig02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03e4"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14fig03e4.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14fig05.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RESULTADO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos propostos,   os seguintes valores em graus foram obtidos para   o &acirc;ngulo que representa a inclina&ccedil;&atilde;o do plano   oclusal nos dois modelos de articuladores e na telerradiografia cefalom&eacute;trica:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab001"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14tab001.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  No <a href="#graf01">gr&aacute;fico 1</a>, os dados est&atilde;o colocados em   ordem crescente, com base nos resultados da telerradiografia   cefalom&eacute;trica. Pode-se observar que os   valores obtidos no articulador Kavo s&atilde;o mais discrepantes   do que aqueles obtidos no articulador Bio Art.   Contudo, para aqueles pacientes que apresentaram   o plano oclusal com inclina&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 4&ordm; obtida na   telerradiografia de perfil, o articulador Kavo parece   manter um padr&atilde;o de reprodu&ccedil;&atilde;o da inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal com uma diferen&ccedil;a m&eacute;dia de 8,7&ordm;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise estat&iacute;stica, realizada por meio do teste   t de Student para amostras pareadas, foi aplicada   comparando-se o articulador Bio Art com o articulador   Kavo (<a href="#tab01">tabela 1</a>); o articulador Bio Art com a   telerradiografia (<a href="#tab02">tabela 2</a>); e o articulador Kavo com   a telerradiografia (<a href="#tab03">tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/a14graf01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Os valores m&eacute;dios dos &acirc;ngulos obtidos nos   articuladores Bio Art e Kavo diferem, entre si, em   13,25&ordm; (<a href="#tab01">tabela 1</a>). A an&aacute;lise demonstra que essa diferen&ccedil;a &eacute; estatisticamente significante (p=0,00).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Quando os valores m&eacute;dios dos &acirc;ngulos obtidos   nos articuladores Bio Art (7,55&ordm;) e Kavo (-5,70&ordm;)   s&atilde;o comparados individualmente &agrave; telerradiografia   (5,075&ordm;), observa-se que o articulador Bio Art foi o   modelo que apresentou valor mais pr&oacute;ximo &agrave;quele   encontrado na telerradiografia, com uma diferen&ccedil;a   de 2,475&ordm; (<a href="#tab02">tabela 2</a>), enquanto que o articulador   Kavo apresentou uma diferen&ccedil;a de 10,775&ordm; (<a href="#tab03">tabela 3</a>). A an&aacute;lise estat&iacute;stica desses dados demonstrou   que ambos os articuladores fornecem valores cuja   diferen&ccedil;a &eacute; significante, quando comparados &agrave;  telerradiografia. Essa diferen&ccedil;a, contudo, &eacute; mais   significante para o articulador Kavo (p=0,00) do   que para o articulador Bio Art (p=0,047).</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O planejamento para uma cirurgia ortogn&aacute;tica   envolve a integra&ccedil;&atilde;o de dados obtidos de tr&ecirc;s fontes   utilizadas para o diagn&oacute;stico: o exame cl&iacute;nico do   paciente, as radiografias cefalom&eacute;tricas e os modelos   em gesso. Para que essas informa&ccedil;&otilde;es possam ser   unidas, um plano comum deve ser utilizado como   refer&ecirc;ncia, o qual, na maioria das vezes, &eacute; o plano   horizontal de Frankfurt. Este &eacute; determinado, unindose   os pontos correspondentes &agrave; por&ccedil;&atilde;o mais superior   do meato ac&uacute;stico externo (porium) e &agrave; por&ccedil;&atilde;o mais inferior do rebordo infraorbital (orbitale)<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Universalmente aceita-se que o bra&ccedil;o superior   do articulador representa esse plano<sup>1</sup>. Isso, de acordo   com Gateno et al.<sup>4</sup>, &eacute; um erro, uma vez que os   articuladores semiajust&aacute;veis foram desenvolvidos   inicialmente, para a utiliza&ccedil;&atilde;o em reabilita&ccedil;&otilde;es   prot&eacute;ticas. Nesses instrumentos, o arco facial foi   projetado para reproduzir posi&ccedil;&atilde;o da maxila em   rela&ccedil;&atilde;o ao eixo de rota&ccedil;&atilde;o mandibular. Para tanto,   a por&ccedil;&atilde;o posterior do arco facial (pr&oacute;xima &agrave;s olivas)   foi alinhada ao centro de rota&ccedil;&atilde;o mandibular   (correspondente &agrave; por&ccedil;&atilde;o central dos c&ocirc;ndilos   mandibulares), enquanto a por&ccedil;&atilde;o anterior do arco   facial foi alinhada ao ponto orbitale (por&ccedil;&atilde;o mais   inferior do rebordo infraorbital). Esses tr&ecirc;s pontos   definem um plano que difere do plano de Frankfurt   num valor de at&eacute; 8&ordm;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Partindo-se da premissa de que reabilita&ccedil;&otilde;es   com pr&oacute;tese n&atilde;o levam a altera&ccedil;&otilde;es na dimens&atilde;o   vertical que necessitem de autorrota&ccedil;&atilde;o mandibular,   altera&ccedil;&otilde;es na inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal n&atilde;o   trar&atilde;o repercuss&otilde;es ao resultado final de trabalhos   prot&eacute;ticos. Contudo, Ellis et al.<sup>1</sup> afirmam que, no   caso de cirurgias ortogn&aacute;ticas em que s&atilde;o planejados   movimentos verticais e de rota&ccedil;&atilde;o envolvendo   a maxila e a mand&iacute;bula, esse erro resultaria na   obten&ccedil;&atilde;o de uma oclus&atilde;o semelhante &agrave;quilo que   foi planejado, por&eacute;m, com o posicionamento da   base &oacute;ssea (ou das bases &oacute;sseas, dependendo do   tipo de cirurgia) e, consequentemente, dos tecidos   moles, de maneira diferente da planejada no per&iacute;odo   pr&eacute;-operat&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Gateno et al.<sup>4</sup> tamb&eacute;m demonstraram os efeitos   da altera&ccedil;&atilde;o do plano oclusal no movimento das   bases &oacute;sseas. No caso de uma cirurgia envolvendo   a maxila e a mand&iacute;bula, uma altera&ccedil;&atilde;o de 12&ordm; na   inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal far&aacute; um avan&ccedil;o de   10mm (planejado no tra&ccedil;ado predictivo) transformar-se em um avan&ccedil;o de 8,5mm, ou seja, ser&aacute;  15% menor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Os resultados deste estudo demonstraram que   ambos os articuladores reproduzem a inclina&ccedil;&atilde;o   do plano oclusal em rela&ccedil;&atilde;o ao plano de Frankfort   de maneira insatisfat&oacute;ria. Isso contraria os achados   da litreratura pertinente<sup>2,7</sup>, por&eacute;m corrobora os   resultados obtidos por outros autores<sup>1,3,4</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Otilde;ES </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Frente aos dados dispon&iacute;veis na literatura e aos resultados obtidos neste trabalho, conclui-se que:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1) Os dois modelos de articuladores semiajust&aacute;veis   em quest&atilde;o (articulador semiajust&aacute;vel Bio Art e   articulador Kavo Protar 2) n&atilde;o reproduzem, com   fidelidade, a inclina&ccedil;&atilde;o do plano oclusal maxilar   de pacientes portadores de deformidades   dentofaciais;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2) A diferen&ccedil;a encontrada entre o articulador Bio   Art e a telerradiografia foi menor do que aquela   encontrada entre o articulador Kavo e a telerradiografia;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3) &Eacute; necess&aacute;rio que novos m&eacute;todos ou equipamentos   sejam desenvolvidos, para que a montagem dos   modelos possa ser realizada de maneira fiel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. E llis E, Tharanon W, Gambrell K. Accuracy of   face-bow transfer: effect on surgical prediction   and postsurgical result. J Oral Maxillofac Surg 1992; 50: 562-567.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=448672&pid=S1808-5210201200010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Bamber MA, Firouzai R, Harris M, Linney A. A   comparative study of two arbitrary face-bow   transfer systems for orthognathic surgery planning.   Int J Oral Maxillofac Surg 1996; 25:   339-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=448674&pid=S1808-5210201200010001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Goska JR, Christensen LV. Comparison of cast   positions by using four face-bows. J Prosthet   Dent 1998; 59(1): 42-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=448676&pid=S1808-5210201200010001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Gateno J, Forrest KK, Camp B. A comparison   of 3 methods of face-bow transfer recording:   implications for orthognathic surgery. J Oral   Maxillofac Surg 2001; 59: 635-640.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=448678&pid=S1808-5210201200010001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Chow TW, Clark RFK. Errors in mounting   maxillary casts using face-bow records as a   result of an anatomical variation. J Dent 1985;   13(4):277-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=448680&pid=S1808-5210201200010001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. P iehslinger E, Bauer W, Schmiedmayer HB, Ing   D. Computer simulation of occlusal discrepancies   resulting from different mounting techniques.   J Prosthet Dent 1995; 74(3): 279-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=448682&pid=S1808-5210201200010001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Yanus M, Finger IM, Weinberg R. Comparison   of a universal mounting jig to a face-bow. J   Prosthet Dent 1983; 49: 623-627.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=448684&pid=S1808-5210201200010001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Zanetti AL, Ribas R. A new method to simplify   and increase the precision of maxillary cast   mounting procedures in fully adjustable or semiadjustable   articulators. J Prosthet Dent 1997;   77(2): 219-224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=448686&pid=S1808-5210201200010001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Federal do Paran&aacute; &ndash; Faculdade de   Odontologia     <br>    Disciplina de Cirurgia e Traumatologia  Buco-Maxilo-Facial    <br>   Leandro Eduardo Kl&uuml;ppel    <br>   Av. Pref. Loth&aacute;rio Meissner, 632 &ndash; Curitiba/PR </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:ekluppel@hotmail.com" target="_blank">ekluppel@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido em</b> 26/07/2011<br/> <b>Aprovado em</b> 20/10/2011</font></p>      ]]></body>
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