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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da qualidade de vida de pacientes submetidos à cirurgia ortognática]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Goal: To evaluate the degree of satisfaction degree of patients submitted to orthognatic surgery, attended at the MaxiloFacial Surgery Unit in Ponta Grossa, Paraná. Methodology: a questionnaire was applied to 15 patients submitted to orthognatic surgery. The questionnaire consisted of 20 questions on lifestyle before and after the surgical procedure, and was designed to produce quick answers, with the chance of including personal opinions. as this was not a statistical analysis the patient data from the interviews were launched in Microsoft Excel and submitted to a qualitative analysis. Results: a significant improvement was observed in self-image and self-esteem. Conclusion: The vast majority of the patients decided to undergo orthognatic surgery on the recommendation of other professionals, such as their orthodontist; the family's psychological support was important in the patients' recovery; following surgery the patients noticed major changes in their facial characteristics and also in their self-esteem; many of the aesthetic and functional problems reported by the patients prior to surgery are resolved as a result of the procedure; liaison between the professionals involved in treatment is of crucial importance in achieving success; and success is also due to an understanding of the stages of the treatment on the part of the patient and his or her family.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade de vida]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida de pacientes submetidos &agrave; cirurgia ortogn&aacute;tica</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Evaluation of the quality of life in patients undergoing orthognathic surgery</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>K&aacute;ren Laurene Dalla Costa<sup>I</sup>; Luciana Dorochenko Martins<sup>II</sup>; Ramon C&eacute;sar Godoy Gon&ccedil;alves<sup>III</sup>; Maur&iacute;cio Zardo<sup>IV</sup>; Antonio Carlos Domingues de S&aacute;<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;-dentista, Especialista em CTBMF pela EaP/aBo; Ponta Grossa, PR.    <br> <sup>II</sup> Cirurgi&atilde;-dentista, Mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, UFPEL, Professora assistente da disciplina de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial na UEPG; Ponta Grossa, PR.    <br> <sup>III </sup>Cirurgi&atilde;o-dentista, Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial pela EaP/aBo; Ponta Grossa, PR.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV </sup>Cirurgi&atilde;o-dentista, Doutor em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial UNESP, Professor associado da disciplina de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial na UEPG; Ponta Grossa, PR.    <br> <sup>V </sup>Cirurgi&atilde;o-dentista, Mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pelo Hospital de Heli&oacute;polis; S&atilde;o Paulo, SP. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">objetivo: avaliar o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o dos pacientes submetidos &agrave; cirurgia ortogn&aacute;tica, atendidos pelo Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial de Ponta Grossa, Paran&aacute;. Metodologia: Um question&aacute;rio foi aplicado a 15 pacientes submetidos &agrave; cirurgia ortogn&aacute;tica. o question&aacute;rio constava de 20 perguntas sobre o estado de vida antes e depois do procedimento cir&uacute;rgico, formuladas para respostas r&aacute;pidas e com possibilidade de incluir opini&atilde;o pessoal. Por n&atilde;o se tratar de an&aacute;lise estat&iacute;stica, os dados dos pacientes entrevistados foram lan&ccedil;ados no programa Microsoft Excel&reg; e realizados conforme an&aacute;lise qualitativa para serem explanados. Resultados: observou-se uma melhora significativa na autoimagem e autoestima. Conclus&atilde;o: a grande maioria dos pacientes buscou a cirurgia ortogn&aacute;tica por indica&ccedil;&atilde;o de outros profissionais como seus ortodontistas. o apoio psicol&oacute;gico familiar foi relevante na recupera&ccedil;&atilde;o dos pacientes. ap&oacute;s a cirurgia, os pacientes observaram grandes mudan&ccedil;as nas suas caracter&iacute;sticas faciais e tamb&eacute;m autoestima; Muitos dos problemas est&eacute;ticos e funcionais que os pacientes relatam antes da cirurgia s&atilde;o sanados ap&oacute;s a sua realiza&ccedil;&atilde;o; &Eacute; de suma import&acirc;ncia o entrosamento entre os profissionais envolvidos com o tratamento a fim de se obter sucesso. o sucesso se deve, tamb&eacute;m, ao entendimento por parte do paciente e de seus familiares sobre os passos do tratamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Qualidade de vida; Cirurgia ortogn&aacute;tica; auto-estima.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Goal: To evaluate the degree of satisfaction degree of patients submitted to orthognatic surgery, attended at the MaxiloFacial Surgery Unit in Ponta Grossa, Paran&aacute;. Methodology: a questionnaire was applied to 15 patients submitted to orthognatic surgery. The questionnaire consisted of 20 questions on lifestyle before and after the surgical procedure, and was designed to produce quick answers, with the chance of including personal opinions. as this was not a statistical analysis the patient data from the interviews were launched in Microsoft Excel and submitted to a qualitative analysis. Results: a significant improvement was observed in self-image and self-esteem. Conclusion: The vast majority of the patients decided to undergo orthognatic surgery on the recommendation of other professionals, such as their orthodontist; the family's psychological support was important in the patients' recovery; following surgery the patients noticed major changes in their facial characteristics and also in their self-esteem; many of the aesthetic and functional problems reported by the patients prior to surgery are resolved as a result of the procedure; liaison between the professionals involved in treatment is of crucial importance in achieving success; and success is also due to an understanding of the stages of the treatment on the part of the patient and his or her family.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Quality of life; Orthognathic surgery; Self-esteem.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cirurgia ortogn&aacute;tica &eacute; cada vez mais uma realidade presente, e isso se deve &agrave; miscel&acirc;nea de ra&ccedil;as, que constitui a popula&ccedil;&atilde;o brasileira. As maloclus&otilde;es, as deformidades faciais cong&ecirc;nitas e/ou adquiridas s&atilde;o os caminhos que levam os pacientes &agrave; busca de melhoras funcionais (mastiga&ccedil;&atilde;o, degluti&ccedil;&atilde;o, fona&ccedil;&atilde;o) e est&eacute;ticas. A cirurgia ortogn&aacute;tica envolve &aacute;rea corporal que n&atilde;o pode ser escondida e que &eacute; motivo de implica&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas por parte da sociedade para um dado indiv&iacute;duo. Caracter&iacute;sticas familiares, raciais podem ser consideradas como uma forma de identificar uma pessoa dentro de determinada comunidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As raz&otilde;es mais comuns para a procura pela cirurgia ortogn&aacute;tica s&atilde;o os problemas esquel&eacute;ticos que conduzem os pacientes a dificuldades funcionais e insatisfa&ccedil;&atilde;o com a apar&ecirc;ncia facial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este estudo foi realizado com os pacientes atendidos pelo Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial de Ponta Grossa &ndash; Paran&aacute; e objetivou examinar as caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas dos pacientes ap&oacute;s a cirurgia ortogn&aacute;tica. Objetivou tamb&eacute;m avaliar o sentimento do paciente quanto ao servi&ccedil;o por ele procurado; verificar os motivos considerados pelos pacientes como importantes na decis&atilde;o de se submeterem ao procedimento orto-cir&uacute;rgico; avaliar as altera&ccedil;&otilde;es percebidas pelos pacientes e seus semelhantes, relacionadas &agrave; autoestima e qualidade de vida ap&oacute;s a opera&ccedil;&atilde;o; examinar o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente com rela&ccedil;&atilde;o ao atendimento prestado pelos profissionais que ele (ela) procurou bem como se lhe foram fornecidas as informa&ccedil;&otilde;es adequadas sobre seu tratamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada caso deve ser bem avaliado a fim de que a cirurgia ortogn&aacute;tica conduza o paciente a um bom resultado, porque se trata de satisfazer as expectativas do paciente, familiares e equipe cir&uacute;rgica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em vista disso, cabe ao profissional um esfor&ccedil;o no sentido de entender as aspira&ccedil;&otilde;es do paciente e de seus familiares. Muitas vezes, por melhor desempenho que o cirurgi&atilde;o tenha ao tratar do indiv&iacute;duo, o que determinar&aacute; o &ecirc;xito do tratamento ser&aacute; a conquista da motiva&ccedil;&atilde;o pelo paciente quanto &agrave; necessidade da cirurgia e de suas reais expectativas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Kiyak et al. (1986)<sup>1</sup> a necessidade de saber as caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas dos pacientes deve ser conhecida. A observa&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da rela&ccedil;&atilde;o entre a personalidade pr&eacute;via e os problemas no p&oacute;s-operat&oacute;rio n&atilde;o &eacute; relatada na literatura cl&iacute;nica. A autora examinou a falha na observa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-cir&uacute;rgica de psicoses, introvers&atilde;o e extrovers&atilde;o, autoconhecimento e imagem corporal assim como as complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias, tais como: dores, amortecimentos, problemas funcionais e satisfa&ccedil;&atilde;o. Altera&ccedil;&otilde;es quanto ao autoconhecimento e imagem corporal foram mensuradas e comparadas entre pessoas que se submeteram a qualquer tratamento. Os psic&oacute;logos sugerem que a assist&ecirc;ncia pr&eacute;cir&uacute;rgica &eacute; fator determinante quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-cir&uacute;rgica. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nicodemo et al. (2007)<sup>2</sup> investigaram aspectos psicossociais relacionados &agrave; mudan&ccedil;a da apar&ecirc;ncia facial em 29 pacientes, de ambos os g&ecirc;neros, com idades entre 17 e 46 anos, com indica&ccedil;&atilde;o de tratamento cir&uacute;rgico, nos per&iacute;odos pr&eacute;-operat&oacute;rio (durante preparo ortod&ocirc;ntico) e p&oacute;s-operat&oacute;rio (transcorridos 6 meses da interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica). Foram aplicados question&aacute;rios sob a forma de entrevistas, com perguntas baseadas na proposta de Grossbart e Sarwer. Utilizaram a t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do, representando-se o motivo da procura pela corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica em Categoria 1 (C1); as fantasias relacionadas aos resultados da corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (pr&eacute;-operat&oacute;rio) e realiza&ccedil;&atilde;o (p&oacute;soperat&oacute;rio) em Categoria 2 (C2) e as expectativas e a satisfa&ccedil;&atilde;o quanto aos resultados da corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica em Categoria 3 (C3). As respostas foram reagrupadas nas subcategorias: est&eacute;tica (SC1), funcional (SC2), situa&ccedil;&otilde;es sociais (SC3), autoestima (SC4) e profissional (SC5). Os resultados indicaram que os pacientes procuraram a corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica por motivos funcionais (34,5%), est&eacute;ticos (30,9%) e sociais (29,1%); desejavam melhorar as situa&ccedil;&otilde;es sociais (40%) e a est&eacute;tica (32%), com realiza&ccedil;&atilde;o desses desejos depois da cirurgia. Quanto &agrave;s expectativas, 49,4% dos pacientes esperavam melhorar o aspecto funcional, seguido da est&eacute;tica (26,9%), situa&ccedil;&otilde;es sociais (11,2%) e autoestima (6,7%). Em todos os aspectos, os pacientes ficaram muito satisfeitos pela melhora na dic&ccedil;&atilde;o, na est&eacute;tica, na beleza e no retorno &agrave; vida sem discrimina&ccedil;&atilde;o. Conclu&iacute;ram que os pacientes procuraram a corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica motivados a melhorar o aspecto funcional e a est&eacute;tica; fantasiavam melhorar as rela&ccedil;&otilde;es sociais e a apar&ecirc;ncia; esperavam, de forma realista, que a corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica reparasse a fun&ccedil;&atilde;o e a est&eacute;tica - objetivos propostos pela cirurgia ortogn&aacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Phillips et al. (2008)<sup>3</sup> realizaram um estudo para avaliar o tempo decorrido para a recupera&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida dos pacientes nos seguintes aspectos: sequelas p&oacute;s-operat&oacute;rias, desconforto/ dor, fun&ccedil;&atilde;o oral e rotina das atividades cotidianas ap&oacute;s a cirurgia ortogn&aacute;tica. 170 pacientes com idade entre 14 &ndash; 53 anos foram avaliados, e cada paciente recebeu um di&aacute;rio (instrumento para avaliar sa&uacute;de e qualidade de vida &ndash; OSPostop) para ser preenchido durante 90 dias do p&oacute;s-operat&oacute;rio. O item desconforto / dor foi avaliado pela escala de Likert e registrado como (7) em que (1) representava nenhum desconforto e (7), o pior poss&iacute;vel; todos os outros itens foram registrados como (5) nessa mesma escala. Sequelas p&oacute;s &ndash;operat&oacute;rias, exceto edema, foram resolvidas na primeira semana ap&oacute;s a cirurgia para mais de 75% dos pacientes. Desconforto / dor e uso de medicamentos persistiram por duas a tr&ecirc;s semanas ap&oacute;s a cirurgia para a maioria dos pacientes. Retorno &agrave;s atividades habituais, exceto para atividades recreativas, que levaram muito mais tempo, espelhadas na resolu&ccedil;&atilde;o do aspecto desconforto / dor. Problemas com fun&ccedil;&atilde;o oral levaram mais tempo para serem resolvidos, cerca de 6 a 8 semanas para a maioria dos pacientes. Os autores conclu&iacute;ram que essas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes para informar, no pr&eacute;-operat&oacute;rio, todas os poss&iacute;veis eventos (riscos e benef&iacute;cios) que possam surgir resultantes desse tipo de procedimento cir&uacute;rgico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rustemeyer et al. (2010)<sup>4</sup> realizaram um estudo para avaliar os fatores que afetam a satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente e se suas expectativas foram cumpridas ap&oacute;s a cirurgia ortogn&aacute;tica. Um question&aacute;rio composto de 14 quest&otilde;es foi aplicado ap&oacute;s um ano da osteotomia bimaxilar para a corre&ccedil;&atilde;o de deformidade classe-III. Seis perguntas foram respondidas por meio de uma escala de classifica&ccedil;&atilde;o de 11 pontos com base em uma escala visual anal&oacute;gica (VAS, 0 = pobre/ruim; 10 = excelente). Tamb&eacute;m foram inclu&iacute;das sete quest&otilde;es do tipo fechada com respostas sim / n&atilde;o bem como uma quest&atilde;o em aberto para "observa&ccedil;&otilde;es adicionais". Foram realizadas cefalometrias sagital e vertical, usadas como par&acirc;metros no p&oacute;s-operat&oacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Setenta e sete pacientes, 37 do sexo feminino e 40 do sexo masculino, com idade m&eacute;dia de 23,4 &plusmn; 4,9 anos foram avaliados. A inten&ccedil;&atilde;o de se submeter &agrave; cirurgia somente para a melhoria est&eacute;tica foi observado em 11,9% dos pacientes; para a melhoria apenas da fun&ccedil;&atilde;o mastigat&oacute;ria, em 15,5%, para ambos em 71,4% e nenhum / n&atilde;o sei, em 2,6%. O grau de satisfa&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria foi avaliado (em meios) com 8,13 &plusmn; 1,97 em VAS e correlacionou-se significativamente com as opini&otilde;es dos amigos e parentes. A est&eacute;tica facial foi classificada com 5,6 &plusmn; 1,2 antes da cirurgia e 8,1 &plusmn; 1,5 ap&oacute;s a cirurgia (p = 0,04). A fun&ccedil;&atilde;o mastigat&oacute;ria pr&eacute;-operat&oacute;ria foi classificada com 5,65 &plusmn; 1,8 e 8,03 &plusmn; 1,51 ap&oacute;s a cirurgia (p = 0,014). Dist&uacute;rbios da articula&ccedil;&atilde;o t&ecirc;mporo-mandibular ou hipoestesia n&atilde;o tiveram impactos negativos. An&aacute;lises cefalom&eacute;tricas revelaram uma SNB significativamente menor (75,3 &deg; &plusmn; 2,7 &deg;; p = 0,033) nos pacientes com classifica&ccedil;&atilde;o inferior a 7 no grau de satisfa&ccedil;&atilde;o geral. Para SNA e ArGoMe, n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as significativas. Concluindo que os fatores mais relevantes para a satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente ap&oacute;s a cirurgia ortogn&aacute;tica foram a fun&ccedil;&atilde;o mastigat&oacute;ria e est&eacute;tica, facial relativa ao ter&ccedil;o inferior da face. Os autores enfatizam que a fun&ccedil;&atilde;o, a est&eacute;tica e, at&eacute; mesmo, aspectos psicol&oacute;gicos devem ser considerados igualmente no planejamento da cirurgia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> METODOLOGIA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra constou de 15 pacientes que, ap&oacute;s o consentimento para participarem de um trabalho de pesquisa, responderam a um question&aacute;rio. Esses pacientes foram submetidos &agrave; cirurgia ortogn&aacute;tica pelo Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Buco- Maxilo-Facial de Ponta Grossa - PR. Os question&aacute;rios continham respostas objetivas que permitiam a exposi&ccedil;&atilde;o de opini&atilde;o particular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os pacientes possu&iacute;am ficha de dados pessoais completa; tratamento ortod&ocirc;ntico pr&eacute;vio cujos arcos estavam est&aacute;veis por, pelo menos, dois meses; documenta&ccedil;&atilde;o ortod&ocirc;ntica pr&eacute; e p&oacute;s-cir&uacute;rgica, que constava de radiografias cefalom&eacute;tricas, panor&acirc;micas e modelos de estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As fichas utilizadas foram obtidas a partir do prontu&aacute;rio dos pacientes. Os pacientes n&atilde;o foram identificados no presente trabalho por seus nomes, mas, nos resultados de suas respostas, ser&atilde;o identificadas por: P1, P2, P3, P4, P5, P6, P7, P8, P9, P10, P11, P12, P13, P14 e P15. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o constavam de que os pacientes fossem possuidores de prontu&aacute;rio com ficha completa, sem predile&ccedil;&atilde;o por ra&ccedil;a, g&ecirc;nero, idade e tipo de cirurgia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes foram contatados por telefone e convidados a comparecer para a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio. Caso n&atilde;o pudessem comparecer, lhes foi enviada correspond&ecirc;ncia com a carta resposta pr&eacute;-selada, a fim de facilitar o retorno dos question&aacute;rios. Antes, por&eacute;m, os pacientes foram informados sobre o trabalho, assinavam o consentimento p&oacute;s-informado e responderam ao question&aacute;rio com o auxilio do cirurgi&atilde;o que coordenou o tratamento cir&uacute;rgico e seus auxiliares ou respondiam por si mesmos (no caso dos pacientes que receberam a avalia&ccedil;&atilde;o por carta). Quando estes &uacute;ltimos n&atilde;o entendessem alguma das quest&otilde;es propostas, eles eram orientados a telefonar para os cirurgi&otilde;es, buscando maiores esclarecimentos. O question&aacute;rio constava de 20 perguntas sobre o estado de vida antes e depois do procedimento cir&uacute;rgico. Era baseado em outros question&aacute;rios constantes na literatura mundial, formuladas para respostas r&aacute;pidas e com possibilidade de incluir opini&atilde;o pessoal. Tamb&eacute;m era composto de 6 quest&otilde;es para resposta do cirurgi&atilde;o e seus auxiliares sobre a cirurgia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por n&atilde;o se tratar de an&aacute;lise estat&iacute;stica, os dados dos pacientes entrevistados foram lan&ccedil;ados no programa Microsoft Excel&reg; e realizados, conforme an&aacute;lise qualitativa para serem explanados. As opini&otilde;es particulares dos pacientes tamb&eacute;m foram consideradas.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RESULTADOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A amostra foi constitu&iacute;da de quinze pacientes orto-cir&uacute;rgicos, submetidos &agrave; cirurgia ortogn&aacute;tica pelos Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Buco- Maxilo-Facial de Ponta Grossa &ndash; PR. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero, tratava-se de tr&ecirc;s pacientes do g&ecirc;nero masculino (20%) e doze do g&ecirc;nero feminino (80%). Talvez esse dado revele a preocupa&ccedil;&atilde;o feminina por est&eacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A idade dos pacientes no momento da cirurgia variou de 36 a 18 anos, sendo a idade m&eacute;dia de 25,86 anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos pacientes que buscou a cirurgia ortogn&aacute;tica, ou seja, nove deles (60%), tiveram por objetivo a melhoria da mastiga&ccedil;&atilde;o. Sete (46,66%) dos pacientes buscaram melhoras est&eacute;ticas. Um deles objetivou melhora da respira&ccedil;&atilde;o. Cinco (33,33%) deles, a diminui&ccedil;&atilde;o ou o cessar de dores pr&eacute;-cir&uacute;rgicas n&atilde;o especificadas pelos respondentes. Outro paciente relatou que a cirurgia ortogn&aacute;tica veio beneficiar-lhe em v&aacute;rios fatores, sendo a combina&ccedil;&atilde;o de todos os citados (<a href="#tab01">Tabela 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n2/a14tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sete pacientes (46,66%) relataram sentir dores musculares no pr&eacute;-operat&oacute;rio e ter a cirurgia ortogn&aacute;tica melhorado esse quadro de sensibilidade dolorosa. Oito pacientes (53,33%) disseram n&atilde;o sentir qualquer tipo de dor muscular antes da cirurgia. Apenas um dos pacientes entrevistados relatou sentir dores musculares p&oacute;s-cir&uacute;rgica, por ser bastante sens&iacute;vel a qualquer tipo de dor, embora essa dor seja transit&oacute;ria. Os pacientes restantes (quatorze, ou seja, 93,33%) n&atilde;o relataram dores musculares p&oacute;s-cir&uacute;rgicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nove pacientes (60% dos entrevistados) referiram possuir dores articulares antes da cirurgia, e seis (40%) disseram n&atilde;o possuir as mesmas dores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda no quesito dor articular, apenas um paciente (6,66%) relatou que ela havia persistido persistiu no p&oacute;s-cir&uacute;rgico, embora tenha garantido que provavelmente se devia a sua pr&oacute;pria ansiedade quanto &agrave; melhora do quadro cl&iacute;nico. Os outros quatorze entrevistados (93,33%) n&atilde;o observaram dores articulares em qualquer um dos momentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sete pacientes (46,66%) responderam sentir estalos articulares pr&eacute;-operat&oacute;rios, e oito indiv&iacute;duos (53,33%) declararam que n&atilde;o apresentavam tais problemas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tr&ecirc;s pessoas (20%) referiram persist&ecirc;ncia de estalos articulares p&oacute;s-operat&oacute;rios. Doze delas (80%) disseram que os estalos foram eliminados com a cirurgia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nove pacientes (60%) afirmaram cefaleias pr&eacute;cir&uacute;rgicas, e seis (40%) deles disseram n&atilde;o as possuir. As cefaleias ap&oacute;s a cirurgia ortogn&aacute;tica foram problemas solucionados para os pacientes que as relataram possuir no pr&eacute;-operat&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A dificuldade fonat&oacute;ria foi relatada como problema pr&eacute;-operat&oacute;rio por cinco pacientes (33,33%) e n&atilde;o especificada por dez dos pacientes (66,66%). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apenas um dos pacientes (6,66%) relatou a dificuldade de fona&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s-operat&oacute;rio devido Fonte: dados da pesquisa. &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o intermaxilar, os outros quatorze (93,33%) disseram ter essa dificuldade sido sanada com a cirurgia ortogn&aacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quatro pacientes (26,66%) informaram possuir dores de ouvido pr&eacute;-cir&uacute;rgicas, e onze (73,33%) disseram n&atilde;o as possuir. Nenhum dos pacientes entrevistados relatou a presen&ccedil;a de dores de ouvido no p&oacute;s-operat&oacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quatro (26,66%) pacientes relataram dificuldades respirat&oacute;rias pr&eacute;-cir&uacute;rgicas, e onze (73,33%) disseram respirar normalmente antes da cirurgia. No p&oacute;s-operat&oacute;rio, a dificuldade respirat&oacute;ria ficou solucionada quase que na totalidade, ou seja, para quatorze pacientes (93,33%). Apenas um (6,66%) paciente relatou n&atilde;o ter problemas respirat&oacute;rios antes da cirurgia, mas essa dificuldade aconteceu no p&oacute;s-cir&uacute;rgico, principalmente porque permaneceu com a sonda nasog&aacute;strica, e isso foi de grande desconforto para ele.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Treze indiv&iacute;duos (86,66%) responderam possuir dificuldades mastigat&oacute;rias no pr&eacute;-cir&uacute;rgico, e dois entrevistados (13,33%) relataram a aus&ecirc;ncia destas. Para a maioria dos pacientes (treze deles, ou seja, 86,66%), a cirurgia ortogn&aacute;tica foi forte aliada na recupera&ccedil;&atilde;o da dificuldade mastigat&oacute;ria. Somente dois (13,33%) que possu&iacute;am dificuldade mastigat&oacute;ria tiveram o problema persistente ap&oacute;s a cirurgia devido &agrave; demora em sua recupera&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nenhum paciente entrevistado relatou a presen&ccedil;a de parestesias no pr&eacute;-operat&oacute;rio. A cirurgia ortogn&aacute;tica realiza osteotomias que podem levar o paciente a problemas, como parestesias, nas principais inerva&ccedil;&otilde;es da cavidade oral. Perguntamos aos entrevistados sobre essa possibilidade. Para oito (53,33%) pacientes, a parestesia foi um problema relatado. Para os outros, sete pacientes (46,66%), n&atilde;o houve o relato desse malef&iacute;cio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nenhum paciente relatou paralisias faciais antes da cirurgia. A paralisia facial n&atilde;o foi um problema relatado tampouco no p&oacute;s-cir&uacute;rgico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Perguntamos, tamb&eacute;m, como os pacientes perceberam sua mastiga&ccedil;&atilde;o 30 dias ap&oacute;s a cirurgia ortogn&aacute;tica. Dois (13,33%) pacientes classificaram como boa/normal; onze (73,33%) julgaram estar razo&aacute;vel, e dois (13,33%) classificaram como p&eacute;ssima. Somente o tempo p&oacute;s-cir&uacute;rgico determinar&aacute; a qualidade da fun&ccedil;&atilde;o mastigat&oacute;ria, j&aacute; que essa depende da boa estabiliza&ccedil;&atilde;o dos fragmentos &oacute;sseos. Os pacientes que responderam como p&eacute;ssima foram os que ainda estavam com a fixa&ccedil;&atilde;o intermaxilar com el&aacute;sticos, o que dificultava bastante suas fun&ccedil;&otilde;es orais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tempo de internamento hospitalar variou de doze horas a tr&ecirc;s dias, tendo como m&eacute;dia 1,42 dia de internamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Questionamos os pacientes sobre quem havia eles informado sobre a cirurgia ortogn&aacute;tica. Seis (40%) dos entrevistados responderam terem sido informados por seu ortodontista. Sete (46,66%) dos pacientes receberam informa&ccedil;&otilde;es de seus dentistas. Dois pacientes (13,33%) disseram ter sido outros, e, quando essa foi a resposta escolhida, a pergunta solicitava a informa&ccedil;&atilde;o adicional de quem havia dito ao paciente sobre a cirurgia ortogn&aacute;tica. Um deles respondeu, ent&atilde;o, ter sido o plano de sa&uacute;de, e o outro paciente recebeu a informa&ccedil;&atilde;o de um amigo que j&aacute; havia vivenciado a cirurgia ortogn&aacute;tica (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os entrevistados foram solicitados a relembrar sobre os h&aacute;bitos delet&eacute;rios bucais bem como o tempo em que esses h&aacute;bitos estiveram presentes em suas inf&acirc;ncias. Muitos dos pacientes n&atilde;o lembraram, com exatid&atilde;o, o tempo de perman&ecirc;ncia dos h&aacute;bitos delet&eacute;rios bucais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um (6,66%) dos entrevistados relatou ter realizado a ortopedia facial, mas o seu padr&atilde;o esquel&eacute;tico era completamente fora da normalidade, o que resultou em insucesso nessa modalidade de tratamento. Outro paciente (6,66%) tamb&eacute;m foi informado, por&eacute;m n&atilde;o a realizou, por ser muito pequeno e ter descr&eacute;dito quanto ao &ecirc;xito do tratamento. Os outros 13 (86,66%) pacientes n&atilde;o sabiam desse tipo de modalidade de tratamento, assim sendo n&atilde;o a realizaram. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n2/a14tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes responderam ter ficado com aparelhagem ortod&ocirc;ntica de 6 meses a 4 anos no per&iacute;odo pr&eacute;-cir&uacute;rgico, tendo-se uma m&eacute;dia de 25,4 meses de tratamento ortod&ocirc;ntico pr&eacute;-cir&uacute;rgico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Questionados quanto &agrave; presen&ccedil;a de dor p&oacute;s-cir&uacute;rgica, trata-se de resposta basicamente subjetiva, por&eacute;m um dos pacientes foi submetido a enxerto de crista il&iacute;aca e foi no local doador do enxerto que a dor esteve presente. O tempo de dor tamb&eacute;m n&atilde;o foi lembrado pela grande maioria dos entrevistados, variando entre os que se recordaram, entre 5 e 30 dias de p&oacute;s-operat&oacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Solicitamos que o paciente avaliasse a satisfa&ccedil;&atilde;o com o tratamento proposto e por ele recebido. Treze pacientes (86,66%) relataram ter sido muito bem atendidos, inclusive muitos deles teceram considera&ccedil;&otilde;es elogiando as aten&ccedil;&otilde;es recebidas. Dois pacientes (13,33%) consideraram-se bem atendidos (as) (<a href="#fig01">Figura 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n2/a14fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado do tratamento obtido, doze pacientes (80%) responderam estar muito satisfeito (a) com o resultado final do tratamento e tr&ecirc;s (20%) respondeu estar satisfeito (a). Retrata-se, nesse resultado, que os objetivos dos pacientes foram conquistados (<a href="#fig02">Figura 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n2/a14fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Certamente devido &agrave; pr&oacute;pria satisfa&ccedil;&atilde;o dos pacientes com rela&ccedil;&atilde;o ao resultado do tratamento e sabendo-se da quantidade de pacientes com deformidade dento-esquel&eacute;tica na popula&ccedil;&atilde;o brasileira, mesmo sendo observado por leigos, a indica&ccedil;&atilde;o da cirurgia ortogn&aacute;tica &eacute; ponto certo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando perguntamos se os pacientes indicariam a cirurgia ortogn&aacute;tica para outra pessoa conhecida, o &uacute;nico paciente que respondeu negativamente a essa quest&atilde;o foi o submetido a enxerto de crista il&iacute;aca, tendo declarado que esse fato havia o marcado durante seu tratamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quatro (26,66%) pacientes relataram ter busca-do aux&iacute;lio fonoaudiol&oacute;gico no p&oacute;s-operat&oacute;rio, um deles (6,66%) procurou fisioterapeuta, nenhum deles procurou nutricionista, e dez pacientes (73,33%) disseram n&atilde;o ter sido necess&aacute;rio ajuda de quaisquer dos profissionais questionados (fonoaudi&oacute;logo, fisioterapeuta, nutricionista). (<a href="#fig03">Figura 3</a>) </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n2/a14fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Questionados quanto &agrave; parte da cirurgia que lhe foi pior, in&uacute;meras foram as respostas, citamos dentre elas: 26,66 % dos indiv&iacute;duos responderam ter sido o p&oacute;s-operat&oacute;rio, 13,33%, a sonda nasog&aacute;strica, 13,33% tiveram dores de ouvido, 13,33%, a fixa&ccedil;&atilde;o intermaxilar, 6,66%, a dificuldade fonat&oacute;ria, 6,66%, a dificuldade de alimentar-se, 6,66%, edema e hematoma; 6,66%, parestesia, e 6,66%, a ansiedade pr&eacute;-cir&uacute;rgica (<a href="#fig04">Figura 4</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n2/a14fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">100% dos pacientes observaram e foram observados por seus semelhantes como tendo melhoras em sua autoestima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dez dos pacientes (66,66%) n&atilde;o tiveram qualquer dificuldade em se adaptar &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o (ao novo padr&atilde;o facial conseguido ap&oacute;s a cirurgia ortogn&aacute;tica); quatro indiv&iacute;duos (26,66%) tiveram problemas no in&iacute;cio, e um dos pacientes (6,66%) demorou em se adaptar (<a href="#fig05">Figura 5</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n2/a14fig05.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Treze (86,66%) pacientes disseram sentir-se melhor / mais bonito (a) agora, ap&oacute;s a cirurgia; um (6,66%) deles respondeu que se sente muito melhor / mais bonito, e um (6,66%) respondeu estar melhor / mais bonito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oito pacientes (53,33%) responderam que est&atilde;o satisfeitos e que nada gostariam que mudasse em suas caracter&iacute;sticas faciais atuais. Os que responderam "algo precisa ser mudado" s&atilde;o os que necessitam de novas interven&ccedil;&otilde;es, como cirurgias pl&aacute;sticas corporais, rinoplastias e outras. Um deles (6,66%) respondeu que a parestesia em l&aacute;bio inferior o (a) incomoda, e outro (6,66%) diz que gostaria de ter a possibilidade de visualizar outras cirurgias semelhantes &agrave; que ele (ela) foi submetido(a) mesmo atrav&eacute;s de fotografias.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cirurgia ortogn&aacute;tica &eacute; hoje, dentro da especialidade de Cirurgia Buco-Maxilo-facial, uma realidade. A busca pela face perfeita vem se tornando algo quase obsessivo. Ningu&eacute;m &eacute; considerado feio ou bonito por acaso; cada qual tem sua peculiaridade que torna tal pessoa bela. O principal quesito em ser belo ou feio &eacute; a autoaceita&ccedil;&atilde;o. O desenvolvimento humano se d&aacute; como resultado particular e de seu meio (intera&ccedil;&otilde;es sociais). Os seres humanos geralmente conseguem a identidade social, participando de atividades aceit&aacute;veis &agrave;quela comunidade, adapta&ccedil;&atilde;o aos seus costumes, conven&ccedil;&otilde;es e rituais. N&atilde;o &eacute; de se assustar que a ind&uacute;stria da beleza &eacute; um neg&oacute;cio de bilh&otilde;es de d&oacute;lares. Os efeitos da necessidade de boa apar&ecirc;ncia n&atilde;o ficam apenas retidos ao com&eacute;rcio de roupas, acess&oacute;rios, cosm&eacute;ticos e outros. Chega hoje mais potencialmente aos consult&oacute;rios m&eacute;dicos e odontol&oacute;gicos. Os indiv&iacute;duos com m&aacute; forma&ccedil;&atilde;o cr&acirc;nio-facial podem receber mensagens negativas da sociedade, resultando em autodesvaloriza&ccedil;&atilde;o. A pessoa e a sociedade devem ter em mente a possibilidade de desvios da normalidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em nosso trabalho, a maioria dos pacientes que buscou a cirurgia ortogn&aacute;tica, ou seja, nove deles (60%), tiveram por objetivo a melhoria da mastiga&ccedil;&atilde;o. Sete (46,66%) dos pacientes buscaram melhoras est&eacute;ticas. Um deles (6,66%) objetivou melhora da respira&ccedil;&atilde;o. Cinco (33,33%) deles, a diminui&ccedil;&atilde;o ou cessar de dores pr&eacute;-cir&uacute;rgicas n&atilde;o especificadas pelos respondentes. Outro paciente relatou que a cirurgia ortogn&aacute;tica veio beneficiar-lhe em v&aacute;rios fatores, sendo a combina&ccedil;&atilde;o de todos os citados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os profissionais de sa&uacute;de s&atilde;o concordantes no fato de que a cirurgia ortogn&aacute;tica torna o paciente melhor nas suas fun&ccedil;&otilde;es sociais e na est&eacute;tica. Conforme relato de Medeiros (2001)<sup>5</sup>, faz-se necess&aacute;ria uma &oacute;tima rela&ccedil;&atilde;o interprofissional para que o paciente esteja preparado n&atilde;o apenas tecnicamente e fisiologicamente como tamb&eacute;m psicologicamente. Ara&uacute;jo (1999)<sup>6</sup> salienta que o ortodontista e o cirurgi&atilde;o devem acertar os detalhes do tratamento de forma racional. A maior parte do tratamento ortocir&uacute;rgico de acordo com Medeiros (2001)<sup>5</sup> depende da sele&ccedil;&atilde;o adequada do paciente, que deve saber as limita&ccedil;&otilde;es e possibilidades do tratamento. Quem decidir&aacute; sobre o momento ideal para a realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia &eacute; o ortodontista. Na grande maioria dos casos, as altera&ccedil;&otilde;es faciais p&oacute;s-cir&uacute;rgicas s&atilde;o bem recebidas, pois o indiv&iacute;duo carrega com ele a deformidade, que &eacute; quase sempre cong&ecirc;nita, por toda sua vida. Qualquer modifica&ccedil;&atilde;o para melhor tornar&aacute; o paciente bastante satisfeito. Refer&ecirc;ncia se torna importante, quanto &agrave; natureza da deformidade, &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do paciente sobre ele mesmo, maturidade psico-social, defini&ccedil;&atilde;o da altera&ccedil;&atilde;o facial pelo pr&oacute;prio paciente. Esta &uacute;ltima caracter&iacute;stica deve ser bem estudada com o paciente apontando seus defeitos e o que ele deseja. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes entrevistados por n&oacute;s descreveram que seis (40%) foram informados sobre a possibilidade de realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia por seu ortodontista. Sete (46,66%) dos pacientes receberam informa&ccedil;&otilde;es de seus dentistas. Dois pacientes (13,33%) disseram ter sido outros, destacando-se um paciente que respondeu ser seu plano de sa&uacute;de, e outro respondeu ter sido um amigo. Notamos aqui a import&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o dos profissionais da sa&uacute;de que acompanham o paciente durante sua vida. Os cirurgi&otilde;es precisam se mostrar firmes tanto para a satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente quanto para a certeza de se realizar um trabalho com responsabilidade, tranq&uuml;ilizando o indiv&iacute;duo e sua fam&iacute;lia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kiyak et al. (1982)<sup>7</sup> avaliaram e testaram as hip&oacute;teses que levam os pacientes a se submeterem &agrave; cirurgia ortogn&aacute;tica, citando-se: 1) mudan&ccedil;as na autoestima e imagem corporal ap&oacute;s a cirurgia, grau de satisfa&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s-operat&oacute;rio, possibilidade de altera&ccedil;&otilde;es em caracter&iacute;sticas pessoais. Pacientes com neuroses sofrer&atilde;o mais no per&iacute;odo p&oacute;s-cir&uacute;rgico que os psicologicamente normais. 2) pacientes com expectativas reais quanto ao procedimento estar&atilde;o mais bem preparados. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os motivos que levaram os indiv&iacute;duos estudados por n&oacute;s a procurar a cirurgia ortogn&aacute;tica foram: obten&ccedil;&atilde;o de melhora est&eacute;tica, 46,66% (sete pacientes) melhora respirat&oacute;ria, 6,66% (um paciente), 60% (nove indiv&iacute;duos) melhora mastigat&oacute;ria, 33,33% (cinco pacientes) para sanar dores e 6,66% (um paciente) por somat&oacute;ria de fatores. Espera-se da cirurgia mudan&ccedil;as na imagem corporal e autoestima. Os fatores que afetam a qualidade de vida no p&oacute;s-operat&oacute;rio s&atilde;o: falta de controle, neuroses e expectativas irreais do paciente. A falta de controle &eacute; encontrada nas pessoas que acreditam ser controladas pelo meio externo. Os pacientes por n&oacute;s estudados se mostraram bastante satisfeitos com as informa&ccedil;&otilde;es recebidas sobre todas as etapas do procedimento orto-cir&uacute;rgico; dentre os pacientes entrevistados, 86,66% (treze deles) se mostraram contentes com as informa&ccedil;&otilde;es passadas. Salientase a import&acirc;ncia do conhecimento por parte do paciente e de seus familiares de todas as etapas do tratamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Edgerson e Knorr (1971)<sup>8</sup> e Sticker et al. (1979)<sup>9</sup> dizem que os pacientes buscam o desempenho t&eacute;cnico do profissional em lhes deixar o mais normal poss&iacute;vel. &Eacute; indispens&aacute;vel que o cirurgi&atilde;o saiba as expectativas do doente, o estado de estresse que o paciente vive, a situa&ccedil;&atilde;o de vida atual, se ele possui press&otilde;es externas ou &eacute; sua a insatisfa&ccedil;&atilde;o e o que pode ser feito de melhor para ele. Dentre as press&otilde;es externas, incluem-se: necessidade de ajudar os outros, paranoias, carreira, ambi&ccedil;&otilde;es sociais. Como internas, citam-se: tempo, idade, depress&atilde;o (caracter&iacute;stica mais comumente relatada), insatisfa&ccedil;&atilde;o, inibi&ccedil;&atilde;o, ser inerte ou inepto para os outros (pessoa n&atilde;o se sente atrativa fisicamente), precipita&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; melhora est&eacute;tica. Essas pessoas normalmente procuram v&aacute;rios profissionais e trazem nas consultas fotografias de famosos, acreditando em mudan&ccedil;as completas ou transforma&ccedil;&otilde;es. Caso o profissional se sinta pressionado ou confuso, &eacute; conveniente um preparo pr&eacute;vio do paciente por parte de um analista. Os cirurgi&otilde;es modernos t&ecirc;m como obriga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apenas as t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas como tamb&eacute;m devem usar todo seu conhecimento a fim de explicarem aos pacientes e familiares os benef&iacute;cios / malef&iacute;cios que as cirurgias trazem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jacobson (1984)<sup>10</sup> denota importante relato, no qual o maior objetivo do tratamento &eacute; o benef&iacute;cio funcional aliado &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica. Impossibilitado de ter boa fun&ccedil;&atilde;o, presen&ccedil;a de dor ou algo que traga danos &agrave; sa&uacute;de dental ou estruturas de suporte s&atilde;o os elementos b&aacute;sicos que levam o paciente a procurar a ortodontia e cirurgia ortogn&aacute;tica. Os pacientes injuriados almejam o retorno r&aacute;pido &agrave;s suas condi&ccedil;&otilde;es iniciais sem ficar com quaisquer tipos de sequelas. O paciente deseja ficar satisfeito com o reparo. Deve ser explicado que o operador n&atilde;o faz milagres. Tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio que os psiquiatras entrem no caso, e seus conhecimentos quanto &agrave;s possibilidades e limita&ccedil;&otilde;es da cirurgia devem ser referidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitos relatos liter&aacute;rios citam a import&acirc;ncia fundamental da primeira consulta como forma de deixar o paciente e seus familiares cientes sobre seu tratamento. Al&eacute;m de explica&ccedil;&otilde;es faladas, o uso de manuais explicativos &eacute; grande valia n&atilde;o somente no sentido legal. Tal manual informativo deveria constar de: 1) internamento hospitalar; 2) import&acirc;ncia do controle mental; 3) anestesia geral e dura&ccedil;&atilde;o da cirurgia; 4) possibilidade de perman&ecirc;ncia em unidade de terapia intensiva; 5) apar&ecirc;ncia p&oacute;s-cir&uacute;rgica; 6) administra&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&otilde;es via endovenosa; 7) congestionamento nasal; 8) afli&ccedil;&atilde;o na entuba&ccedil;&atilde;o; 9) possibilidade de n&aacute;useas; 10) dura&ccedil;&atilde;o do internamento; 11) comunica&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria; 12) problemas p&oacute;s-cir&uacute;rgicos; 13) perda de peso; 14) recomenda&ccedil;&otilde;es nutricionais; 15) recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares; 16) faltas no trabalho / aula; 17) reconsultas peri&oacute;dicas; 18) dura&ccedil;&atilde;o da fixa&ccedil;&atilde;o intermaxilar; 19) participa&ccedil;&atilde;o em atividades esportivas; 20) medidas de higiene oral; 21) vitalidade dental; 22) import&acirc;ncia do suporte familiar. Entregando-se ao paciente ou &agrave; fam&iacute;lia um manual explicativo antes da consulta pr&eacute;-cir&uacute;rgica, as respostas a poss&iacute;veis questionamentos e d&uacute;vidas se tornam claras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os pacientes por n&oacute;s entrevistados, 80% relataram estar muito satisfeitos (as) com o resultado do tratamento, e 20%, insatisfeitos (as). O grau de satisfa&ccedil;&atilde;o depende fundamentalmente de como o paciente est&aacute; psicologicamente, de como recebeu as informa&ccedil;&otilde;es sobre todos os tempos do tratamento e tamb&eacute;m como seus semelhantes o veem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados do question&aacute;rio proposto aos 15 pacientes entrevistados, conclui-se que </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; A grande maioria dos pacientes buscou a cirurgia ortogn&aacute;tica por indica&ccedil;&atilde;o de outros profissionais, como seus ortodontistas; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; O apoio psicol&oacute;gico familiar foi relevante na recupera&ccedil;&atilde;o dos pacientes; </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Ap&oacute;s a cirurgia, os pacientes observaram grandes mudan&ccedil;as nas suas caracter&iacute;sticas faciais e tamb&eacute;m na autoestima;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Muitos dos problemas est&eacute;ticos e funcionais que os pacientes relatam antes da cirurgia s&atilde;o sanados ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o desta;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; &Eacute; de suma import&acirc;ncia o entrosamento entre os profissionais envolvidos com o tratamento, a fim de se obter sucesso; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; O sucesso se deve, tamb&eacute;m, ao entendimento por parte do paciente e de seus familiares sobre os passos do tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Kiyak HA, McNeill RW, West RA, Hohl T, Heaton PJ. Personality characteristics as predictors and sequalea of surgical and convencional orthodontics. Am J Orthod. 1986 May;89(5):383-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461116&pid=S1808-5210201200020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Nicodemo D, Pereira MD, Ferreira LM. Cirurgia ortogn&aacute;tica: abordagem psicossocial em pacientes classe III de Angle submetidos &agrave; corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica da deformidade dentofacial. Rev. Dent. Press Ortodon. Ortop. Facial. 2007 Set/out; 12(5):46-54.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Phillips C, Blakey III G, Jaskolka M. Recovery after orthognathic surgery: short-term health-related quality of life outcomes. J Oral Maxillofac Surg. 2008 Oct; 66(10): 2110&ndash;2115. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Rustemeyer J, Eke Z, Bremerich A. Perception of improvement after orthognathic surgery: the important variables affecting patient satisfaction. Oral Maxillofac Surg 2010; 14:155&ndash;162. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Medeiros P J, Medeiros P P. Cirurgia ortogn&aacute;tica para o ortodontista. 1&ordf;. ed. S&atilde;o Paulo: Santos. 2001.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. A ra&uacute;jo A. Cirurgia Ortogn&aacute;tica. S&atilde;o Paulo: Santos, 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Kiyak HA, McNeill RW, West RA, Hohl T, Bucher F, Sherrick P. Predicting psychologic responses to orthognathic surgery. J Oral Maxillofac Surg. 1982 Mar; 40(3):150-5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Edgerson MTJ, Knorr NJ. Motivational patterns of patients seeking cosmetic (esthetic) surgery. Plastic and reconstructive surgery. 1971 48(6): 551- 557. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Stricker G, Clifford E, Cohen LK, Giddon DB, Meskin LH, Evans CA. Psychosocial aspects of craniofacial disfigurement. A "State of the Art" assessment conducted by the Craniofacial Anomalies Program Branch, The National Institute of Dental Research. Am J Orthod. 1979 Oct;76(4):410-22 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Jacobson A. Psychological aspects of dentofacial aesthetics and orthognathic surgery. The agle orthodontist. 1984. 54(1):18-35.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   K&aacute;ren Laurene Dalla Costa    <br>   Rua Dr. Francisco Beltr&atilde;o, 541    <br>   Centro &ndash; Clevel&acirc;ndia &ndash; PR &ndash; CEP 85530-000</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:kldallacosta@hotmail.com" target="_blank">kldallacosta@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
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