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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Infecção orbitária: experiência no manejo de seis casos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Orbital infections are diseases that require special attention and care. The main risk factors are associated with paranasal sinusitis and local trauma. These infections are classified into pre-septal and post-septal and distinguished clinically according to the maintenance of visual acuity and eye motility. The course of the infection may worsen with extrinsic ocular motility dysfunction, loss of vision and cavernous sinus thrombosis. Computed tomography (CT) is the primary imaging examination for the classification of the abscess, etiologic investigation, determining the severity of the process and the relationship with the central nervous system. This paper presents and discusses the management of six patients admitted with orbital infection by service Oral and Maxillofacial Surgery General Hospital Roberto Santos in Salvador, Bahia. A CT scan showed no spread of the inflammatory process in the central nervous system and in any case this finding was important to determine that the drainage duct was confined without requiring craniotomy. Surgical interventions and antibiotics were given because of the important tissue congestion and intense painful symptoms. All patients had remission of infection and preserved visual acuity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Infec&ccedil;&atilde;o orbit&aacute;ria: experi&ecirc;ncia no manejo de seis casos</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Orbital infeccion: experience on the management of six cases</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Deyvid da Silva Rebou&ccedil;as<sup>I</sup>; Ant&ocirc;nio Lucindo Pinto de Campos Sobrinho<sup>II</sup>; Miguel Gustavo Set&uacute;bal Andrade<sup>III</sup>; Arlei Cerqueira<sup>IV</sup>; Ant&ocirc;nio M&aacute;rcio Teixeira Marchionni<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;o-dentista. Residente de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial da Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica/Hospital Geral Roberto Santos.    <br> <sup>II </sup>Cirurgi&atilde;o Buco-maxilo-facial. Mestrando em implantodontia pela Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica.    <br> <sup>III</sup> Doutor em Imunologia. Cirurgi&atilde;o Buco-maxilo-Facial do Hospital Geral Roberto Santos.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV </sup>Doutor em Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial. Professor da Universidade Federal da Bahia e da Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica.    <br> <sup>V </sup>Doutor em Laser em Odontologia. Professor da Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Infec&ccedil;&otilde;es orbit&aacute;rias s&atilde;o enfermidades, que requerem aten&ccedil;&atilde;o e cuidados especiais. Os principais fatores etiol&oacute;gicos associados s&atilde;o sinusites paranasais e o trauma local. Essas infec&ccedil;&otilde;es classificam-se em pr&eacute;-septal e p&oacute;s-septal e distinguem-se clinicamente, de acordo com a manuten&ccedil;&atilde;o da acuidade visual e motilidade do globo ocular. O curso da infec&ccedil;&atilde;o pode agravar com disfun&ccedil;&atilde;o da motilidade ocular extr&iacute;nseca, perda de vis&atilde;o e trombose do seio cavernoso. A tomografia computadorizada (TC) &eacute; o principal exame imaginol&oacute;gico para a classifica&ccedil;&atilde;o do abscesso, investiga&ccedil;&atilde;o etiol&oacute;gica, determina&ccedil;&atilde;o da gravidade e a rela&ccedil;&atilde;o do processo com o sistema nervoso central. Este trabalho apresenta e discute o manejo de seis pacientes admitidos com infec&ccedil;&atilde;o orbit&aacute;ria pelo servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Geral Roberto Santos e em Salvador, Bahia. A TC mostrou n&atilde;o haver dissemina&ccedil;&atilde;o do processo inflamat&oacute;rio para o sistema nervoso central em nenhum dos casos tendo esse achado sido fundamental para determinar que a conduta estivesse restrita &agrave; drenagem, sem necessidade de craniotomia. As interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas e a antibioticoterapia estavam indicadas devido &agrave; importante congest&atilde;o tecidual e intensa sintomatologia dolorosa. Todos os pacientes apresentaram remiss&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o e acuidade visual preservada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>&Oacute;rbita; Infec&ccedil;&atilde;o; Tomografia computadorizada.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Orbital infections are diseases that require special attention and care. The main risk factors are associated with paranasal sinusitis and local trauma. These infections are classified into pre-septal and post-septal and distinguished clinically according to the maintenance of visual acuity and eye motility. The course of the infection may worsen with extrinsic ocular motility dysfunction, loss of vision and cavernous sinus thrombosis. Computed tomography (CT) is the primary imaging examination for the classification of the abscess, etiologic investigation, determining the severity of the process and the relationship with the central nervous system. This paper presents and discusses the management of six patients admitted with orbital infection by service Oral and Maxillofacial Surgery General Hospital Roberto Santos in Salvador, Bahia. A CT scan showed no spread of the inflammatory process in the central nervous system and in any case this finding was important to determine that the drainage duct was confined without requiring craniotomy. Surgical interventions and antibiotics were given because of the important tissue congestion and intense painful symptoms. All patients had remission of infection and preserved visual acuity.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>orbit, abscess, computed tomograph.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As infec&ccedil;&otilde;es na &oacute;rbita desenvolvem-se a partir da inocula&ccedil;&atilde;o de microorganismos durante um trauma na regi&atilde;o orbit&aacute;ria ou por dissemina&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&otilde;es, que est&atilde;o em curso em outros s&iacute;tios da face<sup>1,2</sup>. A sinusite paranasal &eacute; o processo infeccioso ,que mais facilmente se dissemina para o interior dos tecidos moles peri-orbit&aacute;rios<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O septo orbit&aacute;rio &eacute; um componente anat&ocirc;mico fundamental para a classifica&ccedil;&atilde;o do processo em pr&eacute;-septal ou p&oacute;s-septal<sup>4</sup>. Inflama&ccedil;&atilde;o difusa localizada anteriormente ao septo orbit&aacute;rio resulta de infec&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-septal, e suas manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas s&atilde;o brandas e expressas com edema dos tecidos orbit&aacute;rios e quemose, sem comprometer os movimentos do globo ocular. Foco infeccioso na por&ccedil;&atilde;o posterior ao septo orbit&aacute;rio acarreta inflama&ccedil;&atilde;o difusa intraorbit&aacute;ria e caracteriza a celulite p&oacute;sseptal. Cole&ccedil;&atilde;o purulenta entre o peri&oacute;steo e o osso qualifica o abscesso subperiosteal, enquanto a cole&ccedil;&atilde;o localizada no espa&ccedil;o intraconal ou extraconal, o abscesso orbit&aacute;rio<sup>2,4,5</sup>. Quando h&aacute; inflama&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-septal, as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas s&atilde;o evidenciadas por proptose, comprometimento da mobilidade ocular, edema dos tecidos orbit&aacute;rios e quemose assim como o d&eacute;ficit visual<sup>5</sup>. Essa classifica&ccedil;&atilde;o permite determinar o estado cl&iacute;nico do doente, o progn&oacute;stico e estabelecer planos de tratamento<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tomografia computadorizada &eacute; um exame importante para auxiliar essa classifica&ccedil;&atilde;o, guiar o tratamento e ponderar o envolvimento de estruturas nobres, como o globo ocular e o enc&eacute;falo<sup>5,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho consistiu no levantamento e na compila&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es presentes nos prontu&aacute;rios dos pacientes. O objetivo foi discutir as condutas adotadas em 06 casos de infec&ccedil;&otilde;es orbit&aacute;rias do Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Geral Roberto Santos em Salvador-Bahia, no ano de 2012. Os princ&iacute;pios bio&eacute;ticos deste trabalho foram analisados pelos seus autores, portanto nenhuma conduta e nenhum procedimento invasivo adicional ao estritamente necess&aacute;rio ao tratamento foi adotado. Todos os pacientes emitiram consentimento informado livre e esclarecido no momento do internamento para as condutas que foram adotadas no seu tratamento assim como para a publica&ccedil;&atilde;o de dados, preservando sua privacidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELATO DE CASO</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a anamnese de todos os pacientes, foi avaliada a presen&ccedil;a de edema e dor, a fun&ccedil;&atilde;o palpebral, o aspecto da conjuntiva, a mobilidade do globo ocular e a acuidade visual. Os dados referentes &agrave; etiologia, os achados cl&iacute;nicos, imaginol&oacute;gicos e tratamento de cada caso foram agrupados e apresentados na <a href="#tab01">tabela 1</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em quatro pacientes, a infec&ccedil;&atilde;o orbit&aacute;ria foi classificada como pr&eacute;-septal, que &eacute; restrita &agrave; regi&atilde;o anterior ao septo orbit&aacute;rio (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Os sinais presentes foram aumento de volume bipalpebral, dor &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o e limita&ccedil;&atilde;o da motilidade do globo, sem haver, por&eacute;m, d&eacute;ficit na acuidade visual. Comprometimento pr&eacute; e p&oacute;s-septal foram encontrados em dois casos nos quais os sinais j&aacute; referidos estavam exacerbados, al&eacute;m de haver quemose consider&aacute;vel (<a href="#fig02">Figura 2</a>) e preju&iacute;zo na acuidade visual, cuja avalia&ccedil;&atilde;o precisa estava prejudicada em fun&ccedil;&atilde;o da proptose bulbar ou ptose palpebral. A tomografia evidenciava cole&ccedil;&atilde;o purulenta anterior e posterior ao septo orbit&aacute;rio (<a href="#fig03">Figura 3</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n1/a06fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n1/a06tab01.jpg"></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n1/a06fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n1/a06fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todos os pacientes, a pupila estava fotorreagente. Nenhum paciente apresentava, apenas, infec&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-septal. O exame neurol&oacute;gico e as tomografias afastaram eros&atilde;o do teto da &oacute;rbita e comprometimento encef&aacute;lico. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os casos foram submetidos &agrave; antibioticoterapia venosa por um per&iacute;odo de 24 horas antes do procedimento cir&uacute;rgico. As drenagens cir&uacute;rgicas foram realizadas atrav&eacute;s de incis&atilde;o supraciliar e divuls&atilde;o romba at&eacute; a abordagem da cole&ccedil;&atilde;o purulenta em indiv&iacute;duos que apresentavam a &oacute;rbita abscedada, proptose bulbar, d&eacute;ficit visual ou oftalmoplegia. A anestesia escolhida para drenagem dependeu da posi&ccedil;&atilde;o da secre&ccedil;&atilde;o na &oacute;rbita. Drenos r&iacute;gidos fenestrados foram associados a drenos de Penrose. Os drenos foram removidos ap&oacute;s 72 horas, e os crit&eacute;rios de alta hospitalar foram a melhora do quadro local e sist&ecirc;mico.  </font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Infec&ccedil;&otilde;es orbit&aacute;rias originam-se a partir de infec&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas, lacera&ccedil;&atilde;o facial infectada, dacriocistite, fraturas faciais, cirurgias orbit&aacute;rias,infec&ccedil;&atilde;o odontog&ecirc;nica e sinusite<sup>1,2,6</sup>. No presente trabalho, a maior parte das infec&ccedil;&otilde;es orbit&aacute;rias estava associada a trauma local, contr&aacute;rio ao encontrado na literatura, que coloca a sinusite aguda como a principal causa e corresponde a, aproximadamente, 80% dos casos<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A infec&ccedil;&atilde;o orbit&aacute;ria pode ser classificada em pr&eacute;-septal ou p&oacute;s-septal, de acordo com a rela&ccedil;&atilde;o da inflama&ccedil;&atilde;o com o septo da &oacute;rbita<sup>1,5,6</sup>. A maioria dos pacientes apresentaram abscesso pr&eacute;-septal, provavelmente porque o principal fator etiol&oacute;gico foi o trauma local nos tecidos palpebrais, al&eacute;m da procura precoce por tratamento que contribuiu para diminuir os riscos de dissemina&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o entre os espa&ccedil;os orbit&aacute;rios posteriores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As principais causas de amaurose secund&aacute;ria s&atilde;o infec&ccedil;&atilde;o orbit&aacute;ria, a neurite &oacute;ptica, isquemia por compress&atilde;o da art&eacute;ria central da retina e isquemia por tromboflebite das veias orbit&aacute;rias<sup>4</sup>. &Eacute; importante lembrar ,tamb&eacute;m, que a perda visual irrevers&iacute;vel pode ser causada pelo envolvimento de vasos e nervos da fissura orbit&aacute;ria superior e do forame &oacute;ptico<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tomografia computadorizada &eacute; o principal exame diagn&oacute;stico para avalia&ccedil;&atilde;o das infec&ccedil;&otilde;es orbit&aacute;rias bem como a resposta ao tratamento<sup>1</sup>, trombos e a presen&ccedil;a de processo inflamat&oacute;rio no interior do enc&eacute;falo<sup>5,6</sup>. A resson&acirc;ncia nuclear magn&eacute;tica estaria reservada para os casos com dano intracraniano, suspeita de les&atilde;o ao seio cavernoso e les&atilde;o evidente do globo ocular<sup>8</sup>. Todos os pacientes deste trabalho foram examinados por tomografia computadorizada. As imagens encontradas complementaram o exame f&iacute;sico e determinaram a abordagem cir&uacute;rgica, seguindo os crit&eacute;rios adotados por Pereira em 1997<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os microorganismos mais comumente encontrados em infec&ccedil;&otilde;es orbit&aacute;rias s&atilde;o: Staphylococcus aureus, Staphylococcus pyogenes, Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus pneumoniae e Streptococcus sp<sup>1,2,6,8</sup> ,sendo o Haemophylus influenza o microorganismo mais isolado em crian&ccedil;as<sup>1</sup>. Corroborando a literatura, todas as colora&ccedil;&otilde;es evidenciaram coccus gram positivos, e 60% das culturas mostraram o crescimento de S. aureus. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A drenagem precoce da &oacute;rbita &eacute; fundamental para o sucesso da terap&ecirc;utica, o que ser&aacute; alcan&ccedil;ado com tratamento medicamentoso adequado atrav&eacute;s de antibioticoterapia endovenosa e corticoides. Mouriaux et al. utilizam, entretando, antibioticoterapia oral para abscessos pr&eacute;-septais e reservam os antibi&oacute;ticos endovenosos para os casos que acometem a regi&atilde;o p&oacute;s-septal<sup>9</sup>. Divergindo da abordagem preconizada no trabalho anterior, todos os casos relatados tiveram como tratamento institu&iacute;do &agrave; antibioticoterapia venosa associada &agrave; drenagem cir&uacute;rgica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As principais complica&ccedil;&otilde;es encontradas em infec&ccedil;&otilde;es orbitais s&atilde;o: diplopia tempor&aacute;ria ou permanente, acuidade visual reduzida, enoftalmia e cicatrizes periorbitais<sup>10</sup>. Embora essas enfermidades possam evoluir, adquirir trajet&oacute;ria ascendente, comprometer o enc&eacute;falo seguido de uma meningite e at&eacute; o &oacute;bito<sup>5,7,8</sup> ,todos os pacientes abordados neste trabalho obtiveram cura, e n&atilde;o se foram evidenciadas sequelas relevantes ou que comprometessem a qualidade de vida destes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As infec&ccedil;&otilde;es orbit&aacute;rias podem ser originadas de traumas faciais e sinusopatias severas. O diagn&oacute;stico precoce e o in&iacute;cio imediato da terap&ecirc;utica s&atilde;o fundamentais para evitar dissemina&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o orbit&aacute;ria que pode acarretar complica&ccedil;&otilde;es graves. O plano terap&ecirc;utico precisa ser individualizado e deve considerar a etiologia da infec&ccedil;&atilde;o, a localiza&ccedil;&atilde;o, a agressividade do processo infeccioso e o estado geral do paciente. Todos os casos abordados neste trabalho foram tratados precocemente, com terapia medicamentosa, drenagem cir&uacute;rgica e acompanhamento com equipe multiprofissional composta por cirurgi&atilde;o buco-maxilo-facial, oftalmologista e neurocirurgi&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os pacientes evolu&iacute;ram com cura das infec&ccedil;&otilde;es orbit&aacute;rias, aus&ecirc;ncia de sequelas oculares, encef&aacute;licas ou faciais. As &aacute;reas de drenagem evolu&iacute;ram com cicatrizes esteticamente satisfat&oacute;rias e possibilitaram reinser&ccedil;&atilde;o social do indiv&iacute;duo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Mahasin Z, Saleem M, Quick C. Multiple bilateral orbital abscesses secondary to nasal furunculosis &ndash; Case report. Inter J of Ped Otorhinolaryngol. 2001 Apr;58(2):167-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Pereira KD, Mitchell RB, Younis RT, Lazar RH. Management of medial subperiosteal abscess of the orbit in children &ndash; a 5 year experience. Inter Journal of Ped Otorhinolaryngol. 1997 Jan; 38(3):247-54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Karkos PD, Karagama Y, Karkanevatos A, Srinivasan V. Recurrent periorbital cellulites in a child-a random event or an underlying anatomical abnormality? Inter J Ped Otorhinolaryngol. 2004 Dec;68(12):1529-532. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Butugan O, Balbani APS, Voegels RL. Classifica&ccedil;&atilde;o das complica&ccedil;&otilde;es orbitais das rinossinusites. Rev Brasil Otorrinolaringol. 2001 Jul;67(4):551-55. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Watkins LM, Pasternack MS, Banks M, Kousoubris P, Rubin PAD. Bilateral cavernous sinus thromboses and intraorbital abscesses secondary to Streptococcus milleri. Ophthalmol. 2003 Mar;110(3):569-74. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Poon TL, Lee WY, Ho WS, Pang KY, Wong CK. Odontogenic subperiosteal abscess of orbit &ndash; a case report. J Clinic Neuroscien. 2001 Sep;8(5):469-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Herrmann BW, Forsen Jr JW. Simultaneous intracranial and orbital complications of acute rhinosinusitis in children. Inter J Ped </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Otorhinolaryngol. 2004;68;(5):619-25. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Oxford LE, Mcclay J. Complications of acute sinusitis in children. Otolaryngol-Head neck surg. 2005 Jul;133(1):32-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Mouriaux F, Rysanek B, Babinb E, Cattoir V. Les cellulites orbitaires. Journal fran&ccedil;ais d'ophtalmologie 2012;35:52-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Buchanan MA, Muen W, Heinz P. Management of periorbital and orbital cellulitis. Paediatrics and child health 2012;22(2):72-7. </font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Deyvid Silva Rebou&ccedil;as    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica    <br> Avenida Silveira Martins, 3386     <br> Cabula Salvador/Bahia    <br> CEP 41150-100</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:dsr.ctbmf@gmail.com" target="_blank">dsr.ctbmf@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
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