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<journal-title><![CDATA[Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ressocialização das vítimas de fratura de face]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The facial trauma have sparked discussions about the appropriate treatment, given the complexity and importance of this region. For this research we used 56 individuals who suffered facial injuries with a maximum of 24 hours, over the course of 10 months. The etiology and age were classified into groups, according to the Statute of the Child and Adolescent ( ECA ) and the Brazilian Society of Pediatrics ( SBP). The victim of fractured of the facial bones, completed questionnaires multiple choice, matching the aspirations and difficulties highlighted by the same previously and after the treatment. The interpersonal aggression was the most common etiology , with 38.5 % of cases , occurring more frequently in adults , 40 % . We also observed a significant number of victims who have not completed primary education , 38 % . In General the patients, to the hospital admission, complained of the lack of facial harmony , 25.5 %, and 27 % of them expect full return to society within 30 days , as was achieved in 40 % of cases . We concluded that the facial disharmony is something that bothers patients , even those with the least education and socio cultural.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Trauma de face]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Ressocializa&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas de fratura de face</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rehabilitation of victims of the face fracture</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paulo Renato Barchi Marcolino<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Cirurgi&atilde;o-Dentista. Resid&ecirc;ncia em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial pelo IECS &ndash; CIODONTO / Hospital de Cl&iacute;nicas de S&atilde;o Sebasti&atilde;o, S&atilde;o Paulo, Brasil.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os traumatismos faciais t&ecirc;m suscitado discuss&otilde;es sobre forma adequada de avalia&ccedil;&atilde;o e tratamento &agrave; pessoa ofendida, visto a complexidade e a import&acirc;ncia dessa regi&atilde;o. Para esta pesquisa foram utilizados 56 indiv&iacute;duos que sofreram traumatismos faciais com no m&aacute;ximo 24 horas, no transcorrer de 10 meses. A etiologia e as faixas et&aacute;rias foram enquadradas em grupos, de acordo com o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). As v&iacute;timas, com fratura de ossos faciais, tamb&eacute;m preencheram fichas com question&aacute;rios em m&uacute;ltipla escolha, correspondente aos anseios e dificuldades evidenciadas pela mesma previamente e posteriormente ao tratamento. A agress&atilde;o interpessoal foi &agrave; etiologia mais comum, com 38,5% dos casos, ocorrendo mais frequentemente em adultos, 40%. Tamb&eacute;m foi observado n&uacute;mero bem expressivo de v&iacute;timas que n&atilde;o conclu&iacute;ram o ensino fundamental, 38%. Os pacientes ao darem entrada no hospital, normalmente, queixavam da falta de harmonia facial, 25,5%; e 27% destes esperam retornar integralmente &agrave; sociedade dentro de 30 dias, dado que se concretizou em 40% dos casos. Conclu&iacute;-se que a desarmonia facial &eacute; algo que incomoda os pacientes, at&eacute; mesmo aqueles com menor grau de instru&ccedil;&atilde;o e n&iacute;vel s&oacute;cio cultural.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Trauma de face, n&iacute;vel cultural, escolaridade, ressocializa&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The facial trauma have sparked discussions about the appropriate treatment, given the complexity and importance of this region. For this research we used 56 individuals who suffered facial injuries with a maximum of 24 hours, over the course of 10 months. The etiology and age were classified into groups, according to the Statute of the Child and Adolescent ( ECA ) and the Brazilian Society of Pediatrics ( SBP). The victim of fractured of the facial bones, completed questionnaires multiple choice, matching the aspirations and difficulties highlighted by the same previously and after the treatment. The interpersonal aggression was the most common etiology , with 38.5 % of cases , occurring more frequently in adults , 40 % . We also observed a significant number of victims who have not completed primary education , 38 % . In General the patients, to the hospital admission, complained of the lack of facial harmony , 25.5 %, and 27 % of them expect full return to society within 30 days , as was achieved in 40 % of cases . We concluded that the facial disharmony is something that bothers patients , even those with the least education and socio cultural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Facial trauma, cultural level, schooling, rehabilitation.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O crescente aumento dos traumatismos faciais decorrentes do dinamismo da vida moderna tem suscitado discuss&otilde;es sobre a forma adequada de avalia&ccedil;&atilde;o e tratamento &agrave; pessoa ofendida. A face desempenha importante papel funcional e est&eacute;tico no corpo humano, dessa forma, a desarmonia facial pode acarretar diversos danos ao indiv&iacute;duo, em todos os setores de sua exist&ecirc;ncia, como: profissional, familiar, social e afetiva. "Portanto, pessoas vitimadas por deformidades faciais podem sofrer altera&ccedil;&atilde;o na percep&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria identidade, modificando a maneira de se relacionar com a sociedade".<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos, principalmente depress&atilde;o, ansiedade, ins&ocirc;nia e s&iacute;ndrome do p&acirc;nico, s&atilde;o relativamente comuns em longo prazo ap&oacute;s traumatismos faciais, principalmente se forem originados de agress&atilde;o f&iacute;sica, acometendo 40% de todos os indiv&iacute;duos v&iacute;timas de trauma facial nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA).<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grau de escolaridade dos pacientes v&iacute;timas de traumas m&uacute;sculo esquel&eacute;ticos no Brasil, em sua maioria &eacute; baixo, tendo indiv&iacute;duos que apenas conclu&iacute;ram o ensino m&eacute;dio, locando-se em trabalhos, muitas vezes, bra&ccedil;ais, cuja renda mensal n&atilde;o ultrapassa dois sal&aacute;rios m&iacute;nimos.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta pesquisa tem o objetivo de analisar e firmar os anseios e dificuldades encontradas pelos pacientes v&iacute;timas de trauma de face previamente e em p&oacute;s-operat&oacute;rio de 90 dias, visando melhor tangenciar tratamento aos receios / desejos dos pacientes, de modo a minimizar os descontentamentos e maximizar o percentual de sucesso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo se desenvolveu nas depend&ecirc;ncias do Hospital de Cl&iacute;nicas de S&atilde;o Sebasti&atilde;o (HCSS), SP &ndash; Brasil, ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa do Instituto de Ensino das Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (IECS) / Ciodonto, juntamente com o corpo cl&iacute;nico do HCSS. Foram utilizados 56 indiv&iacute;duos provenientes do munic&iacute;pio de S&atilde;o Sebasti&atilde;o, SP &ndash; Brasil, de ambos os sexos, com idades e ra&ccedil;as diferentes, que tenham sofrido traumatismos faciais, com fratura, em no m&aacute;ximo 24 horas. A pesquisa se transcorreu por um per&iacute;odo real de 10 meses, de novembro de 2011 a setembro de 2012. Os pacientes que n&atilde;o foram trazidos ao Pronto Socorro Central (PSC) do HCSS pelo Sistema Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia (SAMU) ou ambul&acirc;ncias municipais ou conveniadas foram exclu&iacute;dos da pesquisa, por n&atilde;o ter como provar exatid&atilde;o do tempo de trauma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A etiologia do trauma, bem como as faixas et&aacute;rias foram indagadas e enquadradas em grupos, de acordo com o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), em: acidente automobil&iacute;stico, acidente motocicl&iacute;stico, acidente cicl&iacute;stico, acidente esportivo, acidente dom&eacute;stico, acidente de trabalho, queda, atropelamento, agress&atilde;o f&iacute;sica, mordedura de c&atilde;o, ferimento por arma de fogo (FAF) e ferimento por arma branca (FAB). As faixas et&aacute;rias divididas em 5 grupos: de 0 a 11 anos, crian&ccedil;a; de 12 a 21 anos, adolescentes; de 22 a 34 anos, jovens; de 35 a 59 anos, adultos; e acima de 59 anos, idosos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes, v&iacute;timas de fratura dos ossos faciais, preencheram ficha com question&aacute;rios de m&uacute;ltipla escolha, previamente &agrave; cirurgia que indagava os aspectos psicossociais tangentes ao procedimento cir&uacute;rgico, com nenhum profissional de sa&uacute;de ao redor; e outra ficha, no p&oacute;s-operat&oacute;rio de 3 meses, indagando os aspectos sociais inerentes ao retorno do mesmo &agrave; sociedade, bem como as dificuldades por ele encontradas no transcorrer dos 90 dias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Resultados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram entrevistados e acompanhados 57 pacientes v&iacute;timas de traumas faciais, com fratura, </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">destes, o tratamento cir&uacute;rgico foi institu&iacute;do em 75% dos casos. O p&uacute;blico mais acometido por traumas de face, no munic&iacute;pio de S&atilde;o Sebasti&atilde;o, pertence ao g&ecirc;nero masculino, 75%, contra 25% correspondente ao g&ecirc;nero feminino. Ambos os g&ecirc;neros apresentam adultos, com idade entre 35 a 59 anos, como as v&iacute;timas mais acometidas pelo trauma de face, o qual totaliza 40% de todos os traumas faciais com fratura, seguidos por jovens, entre 22 e 34 anos, que somam 38%; adolescentes, 13 a 21 anos, 14,5%; idosos, maiores que 59 anos, 5,5%; por fim, crian&ccedil;as, 0 a 12 anos, que somam apenas 2%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As v&iacute;timas de trauma de face apresentam pouco grau de escolaridade, sendo que o maior gradiente de pacientes, 38%, n&atilde;o concluiu o ensino fundamental, contrastando com apenas 6% que conclu&iacute;am o ensino superior. Na sequ&ecirc;ncia observamos que 30% conclu&iacute;ram o ensino m&eacute;dio, 12% n&atilde;o conclu&iacute;ram o ensino m&eacute;dio; 10% conclu&iacute;ram apenas o ensino fundamental e 4% n&atilde;o conclu&iacute;ram ou est&atilde;o cursando o ensino superior.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n3/a14graf01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Previamente ao Tratamento</B></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes normalmente se incomodam por estarem com o rosto n&atilde;o harmonioso, 28%; seguidos por aqueles que questionam o fato de n&atilde;o conseguirem se alimentar normalmente, 22%. Em terceiro lugar, destacam-se os pacientes com queixa de dificuldade respirat&oacute;ria e aqueles que se queixam por estar internados, 14% cada; j&aacute; os que se incomodam por n&atilde;o estar apresentando boa acuidade visual somam 10%. Os pacientes que referem trismo mandibular e algia somam 5% cada. Apenas 2% dos pacientes sentem-se incomodados pela parestesia facial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A grande maioria das v&iacute;timas acredita poder retornar &agrave;s suas atividades sociais e laborais normais com 30 dias de tratamento cl&iacute;nico / cir&uacute;rgico, esse grupo soma 28,5%. Na sequ&ecirc;ncia o grupo que acredita que essa ressocializa&ccedil;&atilde;o ocorrer&aacute; logo ap&oacute;s receber alta hospitalar, talvez por terem pouco conhecimento da gravidade da les&atilde;o ou por necessidade de sustento familiar, a este grupo &eacute; atribu&iacute;do &agrave; soma de 22%. O terceiro grupo mais expressivo foi daqueles que acreditam estar &aacute;pitos com 15 dias, cerca de 16,5%. Com 90 dias de p&oacute;s-operat&oacute;rio, apenas 10,5% dos pacientes acreditam necessitar de todo este tempo para voltar &agrave; sociedade. Os pacientes que acreditam estar &aacute;pitos com 45 dias e com 1 dia ap&oacute;s a alta hospitalar, somam juntos 14% . Apenas 5,5% dos indiv&iacute;duos acreditam e retornar integralmente ao seu conv&iacute;vio habitual com 7 dias de p&oacute;s-operat&oacute;rio; o menos grupo foram daqueles que idealizam o seu retorno com 3 dias da alta hospitalar, cerca de 3%. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n3/a14graf02.jpg"></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n3/a14graf03.jpg"></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Retorno da V&iacute;tima &agrave; Sociedade &ndash; Tr&ecirc;s Meses Ap&oacute;s o In&iacute;cio do Tratamento</B></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O paciente v&iacute;tima de trauma de face, em sua maioria suporta bem e n&atilde;o reclama de d&eacute;ficit funcional ou est&eacute;tico no transcorrer do tratamento, por isso, observa-se que 47% desses tem como maior inc&ocirc;modo a proibi&ccedil;&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o de certas atividades f&iacute;sicas, por isso, em alguns casos, o impedimento de trabalhar. Outros, por sua vez sentem-se incomodados por estarem com algia ou parestesia facial, cerca de 15%, cada; seguido por aqueles que se incomodam por n&atilde;o estarem se alimentando normalmente, 11,5%. Por fim, os pacientes que se sentem incomodados por n&atilde;o estar tendo uma boa acuidade visual, e estar tendo com paralisia facial, somam juntos 11,5%, sendo que cada grupo corresponde a 5,75%. Em investiga&ccedil;&atilde;o acurada foi observado que 26,5% dos pacientes estavam satisfeitos com o tratamento institu&iacute;do pelo fato de n&atilde;o ter resultado cicatrizes ou marcas faciais aparentes; 22% estavam satisfeitos por estarem com o rosto harm&ocirc;nico novamente, e 18% por estarem tendo uma boa pat&ecirc;ncia respirat&oacute;ria. Os grupos que ficaram satisfeitos pelo fato de estar se alimentando normalmente e n&atilde;o estar com algia na face correspondem a 26,5% da totalidade, sendo 13,25% para cada grupo. O menor grupo foi aquele que ficou satisfeito por estar tendo uma boa acuidade visual, cerca de 7% da totalidade dos pacientes v&iacute;timas fratura de face. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O retorno &agrave; sociedade depende de muitos fatores, j&aacute; bem conhecidos, como tipo de fratura, procedimento executado, colabora&ccedil;&atilde;o do paciente e resposta fisiol&oacute;gica do doente. Mas, desprezando essas vari&aacute;veis, foi poss&iacute;vel delinear valores num&eacute;ricos, em dias, do retorno do mesmo &agrave; sociedade, que comprovou que 40% dos pacientes eram capazes de executar todas as atividades, tais como trabalho e se socializar com a comunidade com 30 dias; 25,5% dos pacientes conseguiram essa socializa&ccedil;&atilde;o somente com 90 dias de tratamento cl&iacute;nico. Enquanto que 20% conseguiram essa socializa&ccedil;&atilde;o com 15 dias; 14,5% conseguiram se socializar perfeitamente com 7 e 45 dias, sendo que cada grupo corresponde a 7,25% de todos os pacientes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram feitas an&aacute;lises cr&iacute;ticas, que constatou que 74% dos pacientes v&iacute;timas de trauma de face, com fraturas, sentem-se 100% &aacute;pitos para quaisquer atividades ap&oacute;s a alta da cirurgia e traumatologia buco maxilo facial; 13% sentem estar &aacute;pitos &agrave; execu&ccedil;&atilde;o de 75% das atividades e 6,5% dos pacientes sentem &aacute;pitos a realizar 50% das atividades que executara anteriormente na sociedade. Os outros 6,5% dos pacientes s&oacute; sentem preparados para executar 25% das atividades que previamente executavam, entretanto, nesse grupo ocorreram traumas que acarretaram grandes altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas, ortop&eacute;dicas e (ou) ps&iacute;quica importantes, e por isso, foram encaminhados para as respectivas especialidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n3/a14graf04.jpg"></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="graf05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n3/a14graf05.jpg"></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A auto &ndash; imagem, imagem que a pessoa apresenta dela mesma, bem como sua h&eacute;tero &ndash; imagem, imagem que a sociedade tem da pessoa, e a d&eacute;tero - imagem, imagem que a pessoa acredita que a sociedade tem dela, s&atilde;o as principais causas de dificuldade de rela&ccedil;&atilde;o social entre indiv&iacute;duos, implicando muitas vezes em desemprego e altera&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas importantes, como crises de ansiedade e depress&atilde;o.<sup>5</sup> E essa premissa se torna cada dia mais verdadeira nos dias atuais, tendo empregadores que contratam seus funcion&aacute;rios levando em considera&ccedil;&atilde;o sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica, principalmente se os mesmos forem trabalhar com o p&uacute;blico, desfavorecendo ainda mais os indiv&iacute;duos que apresentam baixo auto - estima. <sup>6</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"H&aacute; um mutualismo negativo entre alcoolismo e traumatismo facial. O &aacute;lcool &eacute; respons&aacute;vel por muitas mutila&ccedil;&otilde;es faciais, devido &agrave; perda de consci&ecirc;ncia e reflexo que o mesmo promove, principalmente quando envolvendo ve&iacute;culos automotores e agress&otilde;es f&iacute;sicas; Por sua vez, altera&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas, provenientes de sequelas faciais traum&aacute;ticas, podem desencadear alcoolismo, como tentativa de aceita&ccedil;&atilde;o de sua nova imagem, baixo auto &ndash; estima, iniciando um ciclo vicioso."<sup> 7</sup> Observamos isso em alguns pacientes, cerca de 2,5% daqueles que conseguiram executar apenas 25% das atividades sociais no transcorrer de 90 dias; os mesmos compareciam &agrave;s consultas embriagados e muitas vezes com no&ccedil;&atilde;o alguma do seu estado atual. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os traumas faciais resultantes de agress&atilde;o f&iacute;sica promovem profundo efeito nocivo ao comportamento psicol&oacute;gico do indiv&iacute;duo, e esse tipo de etiologia de trauma est&aacute; crescente em todos os pa&iacute;ses, principalmente os tidos como subdesenvolvidos, e afeta com maior frequ&ecirc;ncia o g&ecirc;nero masculino.<sup>8</sup> Esses dados v&atilde;o de encontro com nossa pesquisa, onde conclu&iacute;mos que 34,5% de todos os traumas faciais s&atilde;o oriundos de agress&atilde;o f&iacute;sica, e que 75% dos pacientes v&iacute;timas de fraturas faciais, s&atilde;o do g&ecirc;nero masculino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A perda da auto &ndash; estima &eacute; comum nas sequelas traum&aacute;ticas provenientes de agress&otilde;es f&iacute;sicas, e acomete 40% dos mesmos, promovendo severos dist&uacute;rbios psiqui&aacute;tricos, como transtornos de ansiedade, depress&atilde;o, ins&ocirc;nia e s&iacute;ndrome do p&acirc;nico.<sup>2,3</sup>. Por&eacute;m se o paciente for instru&iacute;do culturalmente e receber bom aporte familiar, as incid&ecirc;ncias de dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos p&oacute;s-traum&aacute;ticos ocorrem em cerca de 10% apenas.<sup>9</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grau de instru&ccedil;&atilde;o / escolaridade dos pacientes v&iacute;timas de traumas m&uacute;sculo esquel&eacute;ticos, no Brasil, tem maior preval&ecirc;ncia nos indiv&iacute;duos das classes econ&ocirc;micas: m&eacute;dia e baixa, tendo em sua maioria indiv&iacute;duos que apenas conclu&iacute;ram o ensino m&eacute;dio.<sup>4</sup> Em nossa pesquisa, tamb&eacute;m observamos este fato, sendo o &iacute;ndice &eacute; at&eacute; pior, j&aacute; que 38% dos pacientes v&iacute;timas de fratura facial n&atilde;o conclu&iacute;ram o ensino fundamental, e muitos deles ocupam cargos assalariados, como pedreiro, pescador, empregada dom&eacute;stica, motorista e caseiro. Nos EUA a rela&ccedil;&atilde;o n&iacute;vel cultural com fraturas faciais n&atilde;o &eacute; diferente. Ainda pode-se citar que de todas as fraturas de mand&iacute;bula, tratadas no hospital universit&aacute;rio da Universidade de Los Angeles (UCLA), EUA, 75% dos mesmos ocupam cargos assalariados e s&atilde;o utilizados como m&atilde;o de obra bra&ccedil;al.<sup>3</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Braga Jr. atrav&eacute;s perguntas, em folha impressa, de m&uacute;ltipla escolha, que foram respondidas pelas </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">v&iacute;timas de trauma m&uacute;sculo esquel&eacute;tico para averigua&ccedil;&atilde;o do grau de satisfa&ccedil;&atilde;o do mesmo quanto ao tratamento conseguiu que quase 50% dos pacientes dessem notas 9 e 10, seguido por 40% dos indiv&iacute;duos, que deram notas 7 ou 8, e apenas 10% dos indiv&iacute;duos acharam o tratamento regular, aferindo notas entre 5 e 6. N&atilde;o houve pacientes que consideraram o tratamento ruim. Em nossa pesquisa o &iacute;ndice de sucesso foi bem significante, constatamos que 93,5% dos pacientes ficaram satisfeitos com o tratamento, e desses 74% relataram ter retomado 100% das atividades, 13% relataram estar satisfeitos, por&eacute;m conseguem executar apenas 75% das atividades previamente executadas por este; 6,5% relataram estar &aacute;pitos as atividades, embora n&atilde;o consigam executar 50% das atividades que anteriormente executavam.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A falta de est&eacute;tica facial &eacute; algo que realmente incomoda os pacientes, por isso os mesmos sempre a procuram, mesmo aqueles com pouco grau de instru&ccedil;&atilde;o ou com altera&ccedil;&otilde;es funcionais importantes. Na maioria dos casos, a v&iacute;tima de trauma facial retorna a sociedade com 30 dias de p&oacute;s-operat&oacute;rio, com nenhuma altera&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica, funcional ou psicossocial.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. LOPEZ, T. A. O Dano Est&eacute;tico: Responsabilidade Civil. Revista dos Tribunais: 2&ordf;. Ed. S&atilde;o Paulo. 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=472110&pid=S1808-5210201400030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. ISLAM, J; AHMED, M; WALTON, G. M; DINAN, T. G; HOFFMAN, G. R. The Association Between Depression and Anxiety Disorders Following Facial Trauma &ndash; A Comparative Study. Int J Care Injured: 2010; (41): 92 &ndash; 6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. GLYNN, S. M. The Psychosocial Characteristics and Needs of Patientes Presenting With Ororfacial Injury. Oral Maxillofac Surg Clin N Am: 2010; (22): 209 &ndash; 15.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. BRAGA J&Uacute;NIOR, M. B; CHAGAS NETO, F. A; PORTO, M. A; BARROSO, T. A; LIMA, A. C. M; SILVA, S. M; LOPES, M. W. B. Epidemiologia e Grau de Satisfa&ccedil;&atilde;o do Paciente V&iacute;tima de Trauma M&uacute;sculo &ndash; Esquel&eacute;tico Atendido em Hospital de Emerg&ecirc;ncia da Rede P&uacute;blica Brasileira. Acta Ortop Bras 2005; (13) 137- 40</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. THOMAS, C. S, GOLDBERG, D. P. Appearance, Body Image and Distress in Facial Dysmorphophobia. Acta Psychiatr Scand 1995; (92): 231-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. AURBACK, S. M; LASKIN, D. M; KISLER, D. J; WILSON, M; RAJAB, B; CAMPBELL , T. A. Psychological Factors Associated With a Response to Maxillofacial Injury and its Treatment. J Oral Maxillofac Surg 2008; (66): 755-61. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. DE SOUZA, A. Psychological Issues in Acquired Facial Trauma. Indian Journal of Plastic Surg. 2010 (43): 200-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. DENNING, C. S. Phisical Atractiveness Bias in Hiring: What is a Beautiful is Good. Emerge Newletter. 2005; 2(3):1-5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. CHEMTOB, C. M. Post Traumatic Stress Disorder, Trauma and Culture. Int Rev Psychiatry 1996; (2) :257-96.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v14n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Paulo Renato Barchi Marcolino     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Rua Quintino Bocai&uacute;va, 309 &ndash; Boa Vista &ndash; Assis &ndash; SP/Brasil    <br> CEP: 19806-150</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>    e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:pr-barchi@bol.com.br" target="_blank">pr-barchi@bol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido em 01/02/2014    <br> Aprovado em 25/03/2014</b></font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[LOPEZ]]></surname>
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<year>1999</year>
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<publisher-name><![CDATA[Revista dos Tribunais]]></publisher-name>
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